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Cartas de Minas
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Greve de fome: Veja como a bancada do PT teve que furar bloqueio de seguranças no STF para militantes protocolarem pedido de audiência com os ministros

08 de agosto de 2018 às 00h46

Lula Marques/PT na Câmara

Mais uma vez barrados no STF, militantes em greve de fome pedem audiência com ministros

PT na Câmara

Após mais um episódio de truculência, os sete militantes que estão em greve de fome em prol da libertação de Lula e contra os retrocessos emplacados pelo governo de Michel Temer protocolaram na tarde desta terça-feira (7) pedidos de audiência com cada um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A intenção é tratar da urgência de a Suprema Corte pautar a votação das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, com o objetivo de suspender a execução antecipada da pena após condenação em segunda instância.

Se acatadas pelo STF, as ADCs teriam força de reparar entendimento anterior da Corte, que em 2016 fez prevalecer a tese da prisão provisória após condenação em segunda instância.

Ao reformar tal decisão, o Supremo estaria garantindo ao ex-presidente Lula e a milhares de outros brasileiros o usufruto do princípio constitucional da presunção de inocência.

“Por isso, estamos aqui, no oitavo dia de greve de fome desses companheiros, para pedir audiência com cada um dos ministros e principalmente com a ministra Cármen Lúcia, que preside o STF”, explicou Josi Costa, da direção nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Assim como ocorreu na semana passada, quando os militantes estiveram no STF para protocolar documento explicando os motivos da greve de fome, eles novamente foram impedidos de entrar no prédio para oficializar os pedidos de audiência.

Da mesma forma que os manifestantes, deputados e senadores que estavam no local para prestar solidariedade aos grevistas foram igualmente barrados por seguranças.

“É um absurdo que sete cidadãos brasileiros, que se dirigem ao STF para protocolar um documento, sejam recebidos por um aparato policial. Num primeiro momento, fomos comunicados que sequer os parlamentares estariam autorizados a entrar no Supremo. Isso revela um Estado policial e um Estado de exceção. Imaginem se algum ministro do STF chegasse à Câmara ou ao Senado e fosse recebido pela polícia legislativa? Portanto, queremos denunciar essa postura antidemocrática, truculenta e ilegal”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS).

Somente após negociação e insistência de deputados e senadores, o cerco policial foi momentaneamente desfeito para a entrada dos militantes em greve de fome e dos parlamentares.

“É uma situação esdrúxula a que estamos vivendo: parlamentares impedidos de entrar no STF, num prédio público. Nunca fizemos isso com juízes no Congresso Nacional. Inclusive, juízes e ministros do Supremo entram dentro do plenário. Eles têm que entender que estão numa função pública de servidores do povo e não de autoridades sobre o povo”, lamentou a presidenta Nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Injustiça – O deputado Luiz Lula Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, ao falar da luta dos grevistas para garantir a libertação de Lula, destacou que o ex-presidente não cometeu crime algum.

“O que ele fez não foi um crime, foi um gesto libertador: tirou milhares de brasileiros da miséria, colocando-as em sua dignidade, que é justamente aquilo que assegura a nossa Constituição. Lula deu qualidade de vida à população, e é isso que está sendo retirado agora por esse governo golpista. É nesse sentido que esperamos que o Suprema ouça a voz desse povo que está aqui”, detalhou.

O deputado Leonardo Lula Monteiro (PT-MG) ressaltou a grandeza do ato dos sete militantes que estão em greve de fome pela libertação de Lula.

“Nós, da Bancada do PT, estamos aqui prestando solidariedade e apoio a esses brasileiros, que lutam para que o ex-presidente seja liberto e possa ser candidato. Por isso, estão aqui para protocolar um documento com o objetivo de garantir justiça a Lula”, disse.

O deputado Nilto Lula Tatto (PT-SP) detalhou os motivos pelos quais militantes dos movimentos sociais decidiram fazer uma greve de fome.

“Por meio desse ato extremo, eles estão denunciando à sociedade a volta da fome e da miséria, a retirada de direitos e principalmente a injustiça que o Poder Judiciário vem fazendo com o ex-presidente Lula. Eles estão demonstrando uma relação de carinho muito grande com o povo brasileiro”, disse.

Os militantes que estão em greve de fome são: Jaime Amorim, Vilmar Pacífico e Zonália Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST); Rafaela Alves e Frei Sérgio Görgen, do MPA; e Luiz Gonzaga Silva, conhecido como Gegê, da Central dos Movimentos Populares (CMP). Na segunda-feira (6), o grupo foi reforçado pelo militante Leonardo Soares, do Levante Brasil Popular.

Entre os parlamentares, também estiveram presentes no STF na tarde desta terça-feira os deputados petistas Assis Carvalho Lula (PI), Lula Bohn Gass (RS), Enio Lula Verri (PR), Henrique Lula Fontana (RS), João Lula Daniel (SE), Luiz Sérgio Lula (RJ), Lula Marcon (RS) e Padre João (MG), além do senador Lindbergh Farias (RJ), líder do PT no Senado.

Tarciano Ricarto

Abaixo, vídeo mostra tudo o que aconteceu da chegada dos militantes em greve de fome e parlamentares à frente do STF, atuação dos seguranças de firma privada da Corte  até a protocolização do ofício para cada um dos 11 ministros

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Nelson Nobre

08/08/2018 - 14h59

As estratégias de Lula durante a convenção do PT nos parecem as mais acertadas e para alguns um golpe de mestre. Na sua divulgação ela foi muito criticada, inclusive por setores da própria esquerda, mais só agora que a poeira baixou tivemos a clareza da importância das decisões tomadas.

Agora, todos nós sabemos e o próprio Lula e seus Advogados também sabem que o TSE e o STF não darão a Lula o direito de participar como candidato nestas eleições e diante desse fato quase consumado ou “chapado”, porque Fernando Haddad não foi lançado como candidadato?

Uma pesquisa feita em SP e dilvugada hoje pelo CNT/MDA mostra um dado importante, Bolsonaro permanece com cerca de 18% nas duas simulações, uma com Lula e a outra com Haddad. Com o Alckmin acontece a mesma coisa, ele fica com a média de 15%. Na simulação com Lula, ele tem 21,8% das intencções e na simulação com Haddad ele fica com 8,3% em quarto lugar empatado tecnicamente com Marina que tem 8,4%. ]

É quase certo que Alckmim estará no segundo turno pois os votos de Bolsonaro serão tranferidos para ele e
o PT tá esperando o quê? que Lula e Haddad se aproximem nas duas simulações?
A transferência total de votos se dará durante a campanha e não no seu início.
Reparem bem, essa simulação foi feita em SP que é o maior reduto do PSDB, imaginem no resto do Brasil onde Lula domina.
Na minha opinião Haddad já deveria está como canditdato do PT no debate da Band de amanhã se apressentando como o candidato oficial do PT e do Lula pois acho que antes da propaganda eleitoral a Justiça vai cassar candidatura de Lula. Não esperem em milagres, Amorim foi ao encontro do Papa e ele enviou a Lula a sua benção e um pedido de oração, imaginem vir alguma novidade do TSE ou STF.

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João do Grão

08/08/2018 - 09h08

Postado no Blog do Nassif

Fora de Pauta, sobre o debate da Band

O debate da Band com os candidatos escolhidos a dedo

O dono/donos da Band, exatamente como os irmãos Marinho, fingem que estão interessados em discutir a destruição do Brasil, destruição esta promovida atrarvés de um golpe jurídico-parlamentar-midiático defendido e estimulado ao extremo pelas redes de televisão que ora fingem promover um “debate sério” sobre os escombros (atenção revisor, a palavra é mesmo sobre) do país. Serão 7 candidatos, mas sem a presença daquele que disparadamente se encontra em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de votos e que não participará porque, para o grupo Bandeirantes, LULA aparentemente não tem o que dizer por ter sido “condenado pela justi$$a braZileira”, ou melhor, pelo juiz Sérgio Moro, recentemente desmoralizado por irresponsabilidade na sua relação com a INTERPOL.

Será mais um espetáculo patético como todos aqueles “debates” manipulados pelas regras da casa e pelos candidatos que tentam geralmente isolar os dois concorrentes com maiores chances de chegarem ao segundo turno, principalmente numa eleição fraudulenta como esta de 2018. No caso de Bolsonaro, talvez todos queiram tirar uma casquinha da reconhecida incapacidade intelectual do candidato e talvez momentos hilariantes sejam gerados pelas suas respostas imbecilizantes. Tirando o lado jocoso do espetáculo, no final não sobrará absolutamente nada que permita ao telespectador avaliar qual o candidato dos seus sonhos. A cadeira vazia onde LULA deveria sentar terá uma importância simbólica muito maior do que as acaloradas investidas e a postura profissional de BOECHATO e mais importância do que a participação de todos os outros candidatos juntos. Eu não me espantaria se o moderador tentasse colocar o Alckmin numa redoma de vidro daquelas onde geralmente a gente preserva o SANTO de nossa predileção

E no final do “debate”, todos os espectadores irão dormir com seus pesadelos de final de um filme de terror.

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