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FrancoAtirador: O fracasso da política de comunicação de Dilma


21/05/2013 - 13h42

José Roberto, Roberto Irineu e João Roberto. O Bolsa Família dos Marinho é farto

do FrancoAtirador, em comentário

Convenhamos que a Política de Comunicação do Governo Federal é um fracasso absoluto.

A população brasileira, sem educação política e sem canais alternativos de informação, está à mercê da manipulação de uma Mídia Bandida Mercenária, que cria um factóide atrás do outro para beneficiar Corporações Econômicas Apátridas, Gangs de Profissionais Liberais e Quadrilhas de Políticos Oligarcas, colocando em dúvida cada programa estatal e gerando insegurança permanente em relação às ações governamentais e às próprias instituições da República.

Este caso da mentirinha do Bolsa-Família é pictórico para demonstrar o grau de alienação em que permanece a maioria das pessoas no Brasil.

Até sexta-feira passada (17), aparentemente, não havia problema algum que recaísse sobre esse programa social do Governo, mas a base já vinha sendo minada por ação articulada no subterrâneo, melhor dizendo, no esgoto a céu aberto da extrema-direita.

De repente, no fim-de-semana, estouram, ao mesmo tempo, o boato no Nordeste, com reflexo até o Rio de Janeiro, e uma matéria da Folha rebaixando 22 milhões de [email protected] à miséria absoluta, com o objetivo claro de atingir frontalmente e negativamente o Bolsa-Família que, por sinal, já adquiriu projeção internacional, sendo reconhecido, inclusive, pela ONU que citou o programa social do Brasil como referência para erradicação da pobreza aos países em desenvolvimento.

Estamos chegando ao ponto do descontrole governamental generalizado, face ao descrédito implementado de forma direcionada pela Mídia Bandida conluiada com entidades privadas representativas de grupos sociais reacionários da pior espécie – os mesmos de sempre com outros nomes – com a intenção única de desbancar o pouco que resta de política humanista socializante no Governo Federal, para frear o avanço civilizatório no País.

Atualmente, a bandidagem midiática que está sendo praticada no Brasil não prejudica apenas eleitoralmente @ governante da vez, o partido [email protected] governante ou a frente partidária que @ apóia, mas ataca diretamente a essência da Democracia, que é a Participação Popular.

O Povo Brasileiro continua totalmente alheio ao que se passa e ao que se realiza efetivamente no conjunto da Administração Pública, porque foi alijado do contato direto com os administradores públicos, os quais, por sua vez, concederam a uma Mídia Venal, que se vende aos interesses empresariais, o poder de intermediação da informação entre governo e população.

E a omissão do Governo Federal, em relação à área da Comunicação Social, é de uma negligência tamanha que chega às raias da irresponsabilidade:

Dá o Bolsa-Família aos brasileiros pobres e outorga o Bolsa-FamíGlia a quatro grupos famiGliares que monopolizam o Mercado de Mídia no Brasil.

Assim, de desmentido em desmentido governamental, os Marinho, os Civita, os Frias e os Mesquita vão enchendo as burras, em todos os sentidos e significados que possam ser aplicados à expressão.

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44 comentários

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Dulce Machado

22 de maio de 2013 às 18h22

Acho que deveríamos cobrar mais do cidadão, porque hoje com a internet dá para ir direito na fonte colher as informações. Ou será que seremos eternamente os filhos adolescentes e mimados que os pais deverão satisfazer. Ok, a politica não é das melhores… até poderia concordar, mas a passividade do brasileiro faz isso ser possível. Há tantos artigos criticando a politica de comunicação, talvez devesse ter mais artigo estimulando e “ensinando” mesmo as pessoas buscarem, por conta propria as informações. Hoje parece um mantra denegrir o Governo… ou denigre porque acusa de fazer o que não faz, ou denigre porque o acusam de não se defender… nos dois é só acusação… no fim do dia parece que o mundo acabou e não dá mais pra sonhar… será que vocês não se lembram daquele velho ditado, falem mail, mas falem de mim… ou seja, a todo momento é o PIG que esta em pauta, para o bem e para mal, m
as não importa, o espaço é todo dele e os que não gostam dele também tem responsabilidade nisso.

Responder

Bacellar

22 de maio de 2013 às 12h39

Apesar dos pesares a TV Brasil vem surpreendendo positivamente (até pela baixa expectativa geral sobre iniciativas de redes públicas no país)acredito que esse seja o melhor contraponto possível no momento pois sabemos como o governo (que possui em seu espectro donos de retransmissoras, radios, publicações, etc) é amarrado demais pra tesourar o BV dos 3 porquinhos da foto.
Penso que o público é subestimado e se consome a mídia podre de entretenimento é mais pela questão da oferta do que de um suposto mau gosto inerente as massas.
Com equipamento de primeira linha (as novelas da Globo usam camaras melhores que 70% da produção de cinema nacional) profissionais qualificados (existe um contingente gigante à margem da grande mídia e até trabalhando nela por falta de opções viáveis) e aporte financeiro, uma rede pública pode peitar a Globo e a Record na audiência e fazer isso com conteúdo cultural e jornalístico de verdade.
Só não dá pra um canal assim ficar confinado na tv fechada lá pelo numero 120 do seletor e esperar que a audiência caia do céu.
Percebo nas ruas aqui de SP que existe cada vez mais uma divisão clara entre os que compram a ladainha da mídia e aqueles que já não levam a sério a Veja e o JN.
A molecada oriunda das parcelas da população que não teriam acesso ao ensino superior em outros tempos e hoje frequentam a faculdade, ainda que em cursos de baixa qualidade, não é automaticamente neoliberal hiper-individualista como gostariam IMIL e Globonews. Muitos sem dúvida compram essa ideologia mas uma parcela nada dispensável enxerga no atual governo um fator importante para a melhoria de vida que sentiram em seus lares e comunidades nos últimos anos. O simples fato do governo Lula não ter sido um desastre completo já abalou profundamente a credibilidade da mídia junto a população em geral. Aqueles que odeiam o Lula e o PT são os que odiavam antes de 2002 e continuarão odiando independente de qualquer rumo que a nação tomar. Mas não são maioria e estão ficando velhos. Para a maioria da população Lula é um brasileiro típico, com qualidades e defeitos, mas com quem podem se identificar. Já o FH é um intelectual empolado e desacreditado que fechou seu mandato de 8 anos em crise.
Há espaço para veículos de esquerda, existe público e existem meios. Mas esse espaço terá de ser conquistado por sobre as trincheiras ultra-conservadoras da media de entreteinment.

Responder

    FrancoAtirador

    22 de maio de 2013 às 18h26

    .
    .
    Muito Bem ponderado, meu caro Bacellar.

    Um abraço libertário.
    .
    .

Gerson Carneiro

22 de maio de 2013 às 12h25

Responder

xacal

22 de maio de 2013 às 10h28

Fracasso, como assim?

Fracasso de quem? A população brasileira continua a apoiar maciçamente as políticas do governo, e os partidos da base de apoio do governo não param de crescer, o governo tem maioria no Congresso, e falam de fracasso?

Há uma tendência ruim de misturar o debate de políticas públicas de comunicação social (que é verdade, o governo tem estimulado pouco o debate, mas este tema não é só uma prerrogativa do governo, mas de sociedade, parlamentares enfim, de todos) com a agenda de comunicação do Planalto, que por motivos óbvios, sempre terá limitações dentro do espectro da luta de classes na qual está inserida.

Fracasso, por que? Porque os mediadores que se acham “ideologicamente preparados” não foram chamados a tarefa de comunicar o governo ao seu povo?

Ainda assim, ao contrário do que pregam alguns catastrofistas, e outros ingênuos, a comunicação da presidenta com seu público está intacta, e não dá sinais de fadiga.

Isolar o evento da sabotagem do Bolsa Família para denunciar o caos onde não existe é um perigo.

Há duas ou três semanas atrás, a Bolsa de NY oscilou fortemente após um oax circular dando conta que Obama estava ferido por um atentado a casa Branca. Alguns lucraram milhões, é certo, mas o evento demonstra que em tempos de internet, ninguém poderá se arvorar em pleno controlador das informações, nem mesmo o aparato estadunidense!

O texto parece mais lobby para alguém emplacar uma assessoria em algum cantinho do governo.

O problema dos jornalistas, como sabemos, é acharem que o Universo não se move sem eles.

Responder

    FrancoAtirador

    22 de maio de 2013 às 18h19

    .
    .
    Caro xacal.

    Preliminarmente devo dizer que tu tens potencial argumentativo suficiente para contestar textos críticos ao Governo Federal e fazer uma defesa incondicional dele, sem precisares te utilizar do expediente de ataque pessoal ao escritor.

    Sinceramente, isto é mais um fato deveras decepcionante para quem, como eu, sempre votou no PT, em todos os níveis governamentais.

    Aliás, soa a uma verdadeira confissão esta afirmação de que um administrador público petista se deixaria chantagear por articulistas que somente criticam os detentores do poder governamental com o intuito único de fazer lobby para “emplacar uma assessoria em algum cantinho do governo”.

    Ô, rapaz, deixa esse tipo de ilação a cargo do Reinaldo Azevedo.
    .
    .
    No mérito, cumpre ressaltar que essa tua presunção de que o Governo Dilma é inabalável, de que “a comunicação da presidenta com seu público está intacta, e não dá sinais de fadiga”, é uma posição perigosa de acomodação a uma situação fática que, aos poucos, vem se apresentando na realidade.

    E, no sentido inverso do que afirmas no teu comentário, não houve e não há intenção alguma de “isolar o evento da sabotagem do Bolsa Família para denunciar o caos”.
    Bem ao contrário, precisamente porque vem ocorrendo, já faz tempo, um encadeamento de factóides midiáticos para gerar o caos social e a desestabilização do Governo Dilma, com efeitos graves na política e na economia brasileira, como por exemplo o prenúncio de iminente ‘apagão’, o risco de ‘hiperinflação’ e, agora, exatamente o cancelamento do Bolsa-Família, sem falar no ‘Mentirão do Millenium’, que o texto foi escrito em tom de alerta máximo, não de catastrofismo.

    Quem conhece a História recente do Brasil, especialmente o período que foi da renúncia de Jânio Quadros até o Golpe Militar de 1964 que derrubou o presidente eleito João Goulart, sabe muito bem que atualmente há inúmeras semelhanças ameaçadoras à estabilidade democrática republicana no Brasil, quase imperceptíveis na cúpula governamental, porque ocorrem de forma velada na base social, notadamente naquelas camadas que não têm outra alternativa para colher a informação senão através meios de transmissão via Rádio e Televisão.

    E, ainda que se proceda da forma como corretamente indicaste, separando o setor de Comunicação Social, que diz respeito a “políticas públicas” governamentais, da “agenda de comunicação do Planalto”, que se refere a projetos, ações e realizações do Governo propriamente ditas, é inegável o equívoco, em relação à primeira, e a inoperância, em relação à segunda.

    Sim, porque, no primeiro caso, aplicar nas Organizações Globo, através da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, mais da metade da verba bilionária do orçamento do Poder Executivo Federal destinada a promover políticas públicas na Televisão, é um disparate tal que talvez seja inigualável no mundo.
    Pois, mesmo que se considerasse o critério utilizado atualmente pela SECOM – de audiência verificada pelo IBOPE apenas nas grandes capitais – para destinação orçamentária específica, qualquer política de afirmação social ou campanha de interesse público anunciada pelo Governo Federal na Rede Globo será logo em seguida destruída na primeira edição do Jornal Nacional.
    É uma relação de causa e efeito para o Governo e de custo-benefício para o Povo Brasileiro. E para ambos, em matéria de investimento e informação, os prejuízos, tanto econômicos como sociais, são muito maiores e mais nefastos que eventuais resultados positivos, se é que os há.

    No segundo caso, os motivos para a falta de comunicação do Governo Federal com a população parecem não ser tão óbvios assim.
    Quais são mesmo as “limitações dentro do espectro da luta de classes na qual está inserida” a “agenda política do Planalto”?
    Não quero crer que isto queira insinuar que o Governo do PT tenha medo de perder a eleição, se, para benefício de toda a população brasileira, resolver deixar de se submeter aos interesses políticos e, fundamentalmente, empresariais de 4 ‘FamíGlias’ que detêm o Monopólio do Mercado de Mídia no Brasil.
    Não acredito que, por um suposto risco de não reeleição de Dilma, o Governo deixaria de investir nas TVs Públicas (NBR e TV Brasil) para se subjugar a um Oligopólio Midiático Privado.

    Neste momento, caríssimo xacal, subestimar o poder de articulação da Mídia Bandida com a Direita e a Extrema-Direita não é o caminho mais prudente para quem tanto defende, como tu, o Governo Dilma Rousseff, pois a postura acrítica pode conduzir, primeiro, à inação e, depois, ao retrocesso.

    Um abraço camarada e libertário.
    .
    .

    xacal

    22 de maio de 2013 às 22h09

    Caro Franco, sejamos francos: O nível dos ataques a condução política do governo, e de outros pormenores, não tem sido nada amigável, muito ao contrário.

    Demarcar campos políticos é colocar guizos nos gatos. De forma algum disse que seu texto é um ataque que busca chantagear este ou aquele setor do governo.

    Disse, e repito, que o conteúdo do texto se parece com aqueles que são depositários deste objetivo.

    Uma pena que eu tenha interpretado de forma distinta da sua intenção comunicativa, mas como diz Bordieu, o discurso se fixa pelo ouvido de quem ouve, e não pela boca de quem fala.

    Vamos ao seu texto:

    “(…)
    Preliminarmente devo dizer que tu tens potencial argumentativo suficiente para contestar textos críticos ao Governo Federal e fazer uma defesa incondicional dele, sem precisares te utilizar do expediente de ataque pessoal ao escritor.
    Sinceramente, isto é mais um fato deveras decepcionante para quem, como eu, sempre votou no PT, em todos os níveis governamentais.
    Aliás, soa a uma verdadeira confissão esta afirmação de que um administrador público petista se deixaria chantagear por articulistas que somente criticam os detentores do poder governamental com o intuito único de fazer lobby para “emplacar uma assessoria em algum cantinho do governo”.
    Ô, rapaz, deixa esse tipo de ilação a cargo do Reinaldo Azevedo.

    Réplica: Grato pelos elogios, e saiba que acho o mesmo de ti.

    Infelizmente, Franco, a vida roubou-me a ingenuidade. O que tenho lido dos “jornalistas amigos”, desde Kotscho (dizendo que Lula DEVIA explicações pelo caso Rosemary), passando pelo Rodrigo Vianna que lhe fez coro, Eduardo Guimarães, etc, e em alguns casos, neste blog, não me deixa alternativa senão imaginar que há uma luta (legítima) pela hegemonia da comunicação do governo.

    O problema não é esta disputa, mas este pessoal “amigo”, que quer bater como inimigos, mas quer ser tratado como “da casa”.

    É um troço meio esquizofrênico.

    “No mérito, cumpre ressaltar que essa tua presunção de que o Governo Dilma é inabalável, de que “a comunicação da presidenta com seu público está intacta, e não dá sinais de fadiga”, é uma posição perigosa de acomodação a uma situação fática que, aos poucos, vem se apresentando na realidade.

    Réplica: Eu não desconheço os riscos, e tenho certeza que uma mulher que saiu dos porões da tortura, virou ministra no meio de uma crise, se impôs como alternativa e se elegeu presidenta, também sabe disto.

    Mas o fato atual é: A Dilma se comunica, do seu jeito, como ninguém e mantém sua base social de apoio, falando diretamente com a população, através dos acertos do seu governo.

    Ou você acha que a população precisa de tutores (jornalistas) para lhes interpretar a realidade?

    “E, no sentido inverso do que afirmas no teu comentário, não houve e não há intenção alguma de “isolar o evento da sabotagem do Bolsa Família para denunciar o caos”.
    Bem ao contrário, precisamente porque vem ocorrendo, já faz tempo, um encadeamento de factóides midiáticos para gerar o caos social e a desestabilização do Governo Dilma, com efeitos graves na política e na economia brasileira, como por exemplo o prenúncio de iminente ‘apagão’, o risco de ‘hiperinflação’ e, agora, exatamente o cancelamento do Bolsa-Família, sem falar no ‘Mentirão do Millenium’, que o texto foi escrito em tom de alerta máximo, não de catastrofismo.

    Réplica: Todos estes eventos serviram tão somente para desacreditar a mídia, que já colhe os piores níveis de confiança da população jamais vistos. Acho que a Dilma é adepta da máxima: Não incomodemos nossos adversários enquanto eles se atrapalham!
    Quando foi preciso dar a resposta, ela foi e deu, como no caso do apagão!
    Qual foi o efeito “grave” da política causado pelo “mensalão”, a vitória do Haddad em SP?

    “Quem conhece a História recente do Brasil, especialmente o período que foi da renúncia de Jânio Quadros até o Golpe Militar de 1964 que derrubou o presidente eleito João Goulart, sabe muito bem que atualmente há inúmeras semelhanças ameaçadoras à estabilidade democrática republicana no Brasil, quase imperceptíveis na cúpula governamental, porque ocorrem de forma velada na base social, notadamente naquelas camadas que não têm outra alternativa para colher a informação senão através meios de transmissão via Rádio e Televisão.”

    Réplica: Meu filho, lá vai um chavão, história que se repete é farsa.

    Eu não acredito que um cara com seu estofo teórico vá lançar uma tese catastrofista destas, comparando governos e coalizões de forças totalmente diferentes, instrumentos de comunicação totalmente distintos, um mundo geopoliticamente todo diferente.
    A mídia em 64 colocava 500 mil na rua na Marcha da Família. Em 1989 ela elegeu presidente. Hoje, nem elege nem vereador em Cabrobó do Norte.
    Isto não quer dizer que não haja outras forças que pretendam dar um golpe, mas outra vez a atitude do governo é agir e impedir que tais ânimos se acirrem.
    Porque de outro jeito, só se fecharmos o Congresso e o stf, empastelarmos a mídia PIG e darmos um golpe.

    “E, ainda que se proceda da forma como corretamente indicaste, separando o setor de Comunicação Social, que diz respeito a “políticas públicas” governamentais, da “agenda de comunicação do Planalto”, que se refere a projetos, ações e realizações do Governo propriamente ditas, é inegável o equívoco, em relação à primeira, e a inoperância, em relação à segunda.
    Sim, porque, no primeiro caso, aplicar nas Organizações Globo, através da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, mais da metade da verba bilionária do orçamento do Poder Executivo Federal destinada a promover políticas públicas na Televisão, é um disparate tal que talvez seja inigualável no mundo.”

    Réplica: aqui concordo contigo, mas advirto. Este não é um trabalho que o governo poderá fazer sozinho, ainda mais em uma coalizão de forças tão díspares. Porra, o PSOL foi defender o cerceamento do (possível)financiamento dos blogs sujos, fazendo coro a demotucanalhada e você quer cobrar do governo?
    Nós vamos tentar mudar as coisas com que consenso social? Ou vamos ter que botar tanques na rua?

    Pois, mesmo que se considerasse o critério utilizado atualmente pela SECOM – de audiência verificada pelo IBOPE apenas nas grandes capitais – para destinação orçamentária específica, qualquer política de afirmação social ou campanha de interesse público anunciada pelo Governo Federal na Rede Globo será logo em seguida destruída na primeira edição do Jornal Nacional.

    Réplica: Então você defende que se o PIG publicar o que queremos, então pode gastar? Você não acha que isto acaba por dar razão aos cretinos do PIG que dizem que queremos uma mídia dócil?
    Eu até concordaria que o governo concentra demais seus gastos, mas o que a globo publica ou veicula não diz respeito ao governo, e quem deve fazer o questionamento é a sociedade, e nós, na blogosfera.

    “É uma relação de causa e efeito para o Governo e de custo-benefício para o Povo Brasileiro. E para ambos, em matéria de investimento e informação, os prejuízos, tanto econômicos como sociais, são muito maiores e mais nefastos que eventuais resultados positivos, se é que os há.”

    Réplica: Olha, Franco, eu só acho que o governo Dilma, ciente das várias frentes que terá que enfrentar para ousar algo nas mudanças estruturais que vai ter que fazer, no segundo mandato(sim, o primeiro é quase todo voltado para manter-se na cadeira)não quer abrir mais uma frente de combate, pelo menos não de forma declarada.

    No segundo caso, os motivos para a falta de comunicação do Governo Federal com a população parecem não ser tão óbvios assim.
    Quais são mesmo as “limitações dentro do espectro da luta de classes na qual está inserida” a “agenda política do Planalto”?

    Réplica: Bem, a resposta, se eu fosse um cara cínico, eu diria que está no trecho do seu texto aí em cima, quando nos disse que estamos à beira do golpe, como em 64.
    Mas eu me referia as dificuldades que o governo enfrenta pela natureza ampla de sua base de apoio, que acaba por trazer para dentro do governo os desgastes dos atritos destes grupos de interesse que abriga em seu seio, ou seja, talvez nosso pior problema seja nossos “amigos”, e não a mídia.

    Não quero crer que isto queira insinuar que o Governo do PT tenha medo de perder a eleição, se, para benefício de toda a população brasileira, resolver deixar de se submeter aos interesses políticos e, fundamentalmente, empresariais de 4 ‘FamíGlias’ que detêm o Monopólio do Mercado de Mídia no Brasil.

    Réplica: E se tiver este “medo”, não é legítimo, ou em nome do nossa “causa purista” (seja lá qual for) vale à pena entregar o país de novo aos que maltrataram o povo por séculos?

    Não acredito que, por um suposto risco de não reeleição de Dilma, o Governo deixaria de investir nas TVs Públicas (NBR e TV Brasil) para se subjugar a um Oligopólio Midiático Privado.
    Neste momento, caríssimo xacal, subestimar o poder de articulação da Mídia Bandida com a Direita e a Extrema-Direita não é o caminho mais prudente para quem tanto defende, como tu, o Governo Dilma Rousseff, pois a postura acrítica pode conduzir, primeiro, à inação e, depois, ao retrocesso.
    Um abraço camarada e libertário.

    Réplica: Aqui você se equilibra em uma brutal contradição: Afinal, há risco ou não? Devemos temê-lo para fazer o que você defende em relação a comunicação social, mas não devemos temê-lo para evitar conflitos (até agora) desnecessários?

    Um abraço.

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2013 às 21h24

    .
    .
    Caríssimo xacal.

    Este debate realmente está se tornando deveras interessante, pois tu és um representante legítimo da corrente majoritária que detém a hegemonia do Partido dos Trabalhadores no Governo Federal, poderia afirmar até um porta-voz da maioria dos ministérios que se encontram sob gerenciamento do PT, quem sabe até da Presidente, e, a julgar pelo teu grau de militância e correção de princípios, deverias estar ocupando merecidamente uma assessoria parlamentar ou de ministro, ou, quiçá, cargo de mais alto escalão.

    Sendo assim, pode-se extrair conclusões extremamente importantes das tuas preciosas colocações, expostas com maestria e precisão, sobre o projeto político de Dilma Rousseff, em funcionamento nas diversas áreas de atuação ministerial do Poder Executivo Federal, especialmente depois da tua explanação sobre o setor de Comunicação do Governo.

    Porém, antes de prosseguir, cumpre-me dizer que talvez eu seja ingênuo mesmo, pois sou de um tempo em que o PT não tinha sequer Caixa 1, que dirá Caixa 2, e verdadeiramente confesso que não tinha a menor idéia de que seria possível, numa administração do PT, alguém conquistar um cargo de confiança, ainda que de natureza exclusivamente política, que não fosse por critério de competência para o exercício da função, que dirá haver a possibilidade de aplicar um ‘cala-boca’, por cooptação, num analista lobista crítico do Governo – já que, se existe chantagista, é porque a chantagem pode ser atendida -, ‘inda mais neste caso em que um mero comentário, mesmo que em forma de artigo, foi elevado a post no blog Viomundo, do qual participo como comentarista espontânea e gratuitamente, por entender que é o mais democrático da Internet.

    Repiso essa questão, não tanto pelo aspecto da pressuposição de prática de imoralidade administrativa, que já é gravíssima, mas sobretudo porque se entrelaçou com o tema da Comunicação, especificamente com a área jornalística, que continua sendo considerada periférica e, pelo visto, até mesmo desprezível na pauta governamental, diante de outras convencionadas como centrais na ordem de prioridades estabelecida pelo Governo Federal.
    Portanto, asseguro-te, não pretendo ser tratado como “da casa” nem como “amigo” ou “inimigo” do Governo, apenas como um cidadão brasileiro que possui um certo grau de educação, de conhecimento, de memória, de inteligência, de entendimento, de experiência e, fundamentalmente, de senso crítico, condição esta que, por sinal, deveria ser alcançada a todos os brasileiros, com especial estímulo dos governantes, que, no entanto, parecem estar mais dispostos a oferecer apenas instrução e, quando não, tão-somente escolaridade à população, sem dar a mínima atenção à formação da cidadania.

    Então, prosseguindo, após a tua exposição sobre a agenda do atual mandato do Governo Dilma “quase todo voltado para manter-se na cadeira”, ficou bem claro e definido em que posição se colocam os ministros Paulo Bernardo, das Comunicações, e Helena Chagas, da Comunicação Social da Presidência da República, assim como o Ministro da Defesa Celso Amorim.

    Efetivamente a situação é mais preocupante do que se pensava.

    Tanto que, neste momento, nem vou discorrer sobre quem realmente “se equilibra esquizofrenicamente em uma brutal contradição”.

    Grato pela prestimosa colaboração ao melhor entendimento dos fatos.

    Um abraço libertário.
    .
    .

    xacal

    23 de maio de 2013 às 22h02

    Franco,

    Como na sua tréplica restou pouca coisa além da sua (re)afirmação pessoal, que sequer ousaria debater, dado o nível de subjetividade.

    Como limitou-se a traçar panoramas “morais”, como: “(…)Porém, antes de prosseguir, cumpre-me dizer que talvez eu seja ingênuo mesmo, pois sou de um tempo em que o PT não tinha sequer Caixa 1, que dirá Caixa 2,(…)”

    E como, enfim, não respondeu a nenhuma de minhas dúvidas, lhe digo:

    Eu me recuso a debater, por enxergar óbvia interdição e mais: Para ouvir lenga-lenga moralóide, eu fico com barbosa e a globo.

    xacal

    23 de maio de 2013 às 22h07

    PS:

    Desculpe-me, mas o ranço classe média não posso deixar passar:

    “(…)apenas como um cidadão brasileiro que possui um certo grau de educação, de conhecimento, de memória, de inteligência, de entendimento, de experiência e, fundamentalmente, de senso crítico, condição esta que, por sinal, deveria ser alcançada a todos os brasileiros, com especial estímulo dos governantes, que, no entanto, parecem estar mais dispostos a oferecer apenas instrução e, quando não, tão-somente escolaridade à população, sem dar a mínima atenção à formação da cidadania.(…)”

    Isto que dizer que a população (ou a maioria dela) não tem a seu dispor inteligência e senso crítico, dentre outros predicados que em ti sobram para diluir informação e criar seu próprio senso?

    “Instrução”? Que cazto é isto? Vamos ter comitês populares de higienização cultural socialista, para que enfim cheguemos a “tal cidadania”, que só é legitimada como tal se estiver dentro se seus parâmetros e de outros “bem aventurados”?

    Menos, Franco, se leve menos a sério…

    FrancoAtirador

    24 de maio de 2013 às 03h09

    .
    .
    Pô, xacal, quando se toca em pontos nevrálgicos do PT, tu reduz o debate a isto: “lenga-lenga moralóide”?
    Bem, pelo pelo menos a tua opção pela Globo está coerente com a posição adotada pelo Governo.

    Mas, mesmo assim, apesar da tua tentativa de desqualificação sumária, para interdição ao debate, sinto o dever de pronunciar ainda algumas palavras sobre senso comum, que têm tudo a ver com a Rede Globo, como, de resto, com toda a Mídia Bandida patrocinada pelo Governo Federal, e sobre senso crítico, que não tem nada a ver com a corrida desesperada de pessoas às agências da Caixa Econômica Federal para sacar o benefício do Bolsa-Família, devido a um boato espalhado por uma quadrilha da extrema-direita.

    Porém, para melhor compreensão de um texto, necessitamos de conhecimentos básicos, ou seja, precisamos de um certa instrução sobre a definição e o significado de alguns termos utilizados.

    De forma geral, Crítica (do grego κριτικός/kritikos = peneirar, joeirar, purificar) significa fazer julgamento, isto é, emitir juízo fundamentado.

    Senso crítico é a capacidade de analisar, refletir e questionar racionalmente, através da constante aplicação da inteligência aos conhecimentos adquiridos no decorrer do tempo, na busca da Realidade Objetiva.

    Em toda sociedade existe um conjunto de valores sociais preponderantes, uma ideologia dominante na política, na economia, na religião e em diversas outras atividades humanas, que no mundo contemporâneo é veiculada fundamentalmente pelos meios de comunicação de massa, os quais procuram conduzir às pessoas a que aceitem, como fato inconteste, tudo o que lhes seja por eles transmitido, sem que haja ponderação, investigação ou questionamento do que seja ou não verdade, precisamente com o objetivo de manutenção da situação de dominância vigente.
    Observe-se, por exemplo, a forma como são transmitidas as notícias pela Televisão, que mais parecem rajadas de metralhadora nos cérebros dos telespectadores. A não ser que haja interesse na fixação de determinado conteúdo – como 18 minutos de ‘mensalão’ ou meia hora de bolinha de papel-chumbo – não há espaço algum para análise reflexiva. Além disso, o último assunto tratado antes do intervalo comercial diz respeito ou predispõe à propaganda que vem logo em seguida.

    Assim é que a consciência do papel social desenvolvida por cada indivíduo em plena condição de cidadania promove a capacidade de reflexão sobre esses valores impostos pela classe dominante, questionando-os constantemente.
    Por conseguinte, é dessa forma que, por meio do senso crítico, os cidadãos recusam, a priori, a imposição de quaisquer tradições, dogmas e comportamentos padronizados, e de supostas informações advindas de fontes estranhas à própria realidade dos fatos.

    Em sentido oposto, o senso comum é um conjunto de opiniões, crenças, tradições e superstições que se desenvolvem em uma sociedade e são aceitas como verdades, sem questionamentos.

    Daí que, pelo seu empirismo e pelos preconceitos em que se baseia, o senso comum se opõe na maioria das vezes à visão científica da realidade e, portanto, ao senso crítico.

    E infelizmente, ainda hoje, em pleno século 21, a maioria dos brasileiros é regida e dirigida pelo senso comum formado principalmente pelos Meios de Comunicação de Massa.
    .
    .

    xacal

    24 de maio de 2013 às 14h19

    Bom, para quem ia dizer algumas palavras, ficou quase um tratado, rsrs.

    Mas eu tenho paciência (e algum tempo). Vamos a autópsia do seu comentário, antes que comece a cheirar mal:

    (…)
    Mas, mesmo assim, apesar da tua tentativa de desqualificação sumária, para interdição ao debate, sinto o dever de pronunciar ainda algumas palavras sobre senso comum, que têm tudo a ver com a Rede Globo, como, de resto, com toda a Mídia Bandida patrocinada pelo Governo Federal, e sobre senso crítico, que não tem nada a ver com a corrida desesperada de pessoas às agências da Caixa Econômica Federal para sacar o benefício do Bolsa-Família, devido a um boato espalhado por uma quadrilha da extrema-direita.”
    ……………………………………………………………
    Réplica: Bom, sua pobre introdução nos remete ao fato de que só pessoas pobres ou dependentes de algum programa social sejam suscetíveis a julgamentos ruins dos fatos, ou em outras palavras, sejam vítimas ou propaguem boatos.

    Em suma: quanto mais pobre ou carente, mais incapaz de digerir o que lhe empurram goela adentro!
    Visto assim, eu lhe digo: Nem Jabour chegaria tão longe como você fez!

    Deve ser por isto que a classe média “instruída” entupiu-se de vacinas contra febre-amarela, e 09 deles morreram, por hepatite tóxica.
    Ou devem ser os setores mais pobres, e menos “críticos” que reproduzam as teses do PIG, como apagão aéreo, apagão elétrico, inflação, etc.

    Sua (falta de) lógica não o leva a lugar algum:

    Diz que é o povo que está mais ameaçado pela baboseira do PIG, mas é justamente este povo que tem rejeitado a cair nestas asneiras, e no episódio do mensalão (e outras lenga-lengas moralóides), foram justamente a classe média, alguns acadêmicos e outros tantos intelectuais de esquerda que rasgaram-se em críticas e “julgamentos”.

    Então, afinal, quem é que detém mais senso crítico?

    “Porém, para melhor compreensão de um texto, necessitamos de conhecimentos básicos, ou seja, precisamos de um certa instrução sobre a definição e o significado de alguns termos utilizados.”
    ……………………………………………………………
    Réplica: O pobre Franco confunde instrução com sabedoria, claro, revelando seu viés de classe sobre produção de CONHECIMENTO…Putz, é quase uma confissão!
    De todo modo, é claro que não encontraremos comentários inteligentes no meio do povão sobre física quântica ou a teoria das super cordas.
    Mas sobre política, vida em sociedade, e escolhas democráticas, é bem provável que no seio popular arrecademos muito mais bom senso que entre os populares que entre os “instruídos”, como o Franco.
    Não é à toa que, mesmo com todas as contradições, a maioria esmagadora dos que se beneficiam da gestão do governo, fazem sua opção de manter seu apoio a ele.

    “De forma geral, Crítica (do grego κριτικός/kritikos = peneirar, joeirar, purificar) significa fazer julgamento, isto é, emitir juízo fundamentado.
    Senso crítico é a capacidade de analisar, refletir e questionar racionalmente, através da constante aplicação da inteligência aos conhecimentos adquiridos no decorrer do tempo, na busca da Realidade Objetiva.
    Em toda sociedade existe um conjunto de valores sociais preponderantes, uma ideologia dominante na política, na economia, na religião e em diversas outras atividades humanas, que no mundo contemporâneo é veiculada fundamentalmente pelos meios de comunicação de massa, os quais procuram conduzir às pessoas a que aceitem, como fato inconteste, tudo o que lhes seja por eles transmitido, sem que haja ponderação, investigação ou questionamento do que seja ou não verdade, precisamente com o objetivo de manutenção da situação de dominância vigente.
    Observe-se, por exemplo, a forma como são transmitidas as notícias pela Televisão, que mais parecem rajadas de metralhadora nos cérebros dos telespectadores. A não ser que haja interesse na fixação de determinado conteúdo – como 18 minutos de ‘mensalão’ ou meia hora de bolinha de papel-chumbo – não há espaço algum para análise reflexiva. Além disso, o último assunto tratado antes do intervalo comercial diz respeito ou predispõe à propaganda que vem logo em seguida.”

    …………………………………………………………..
    Réplica: A pergunta objetiva para este monte de obviedades que você desfiou é: E como tem se comportado a maioria das pessoas que são alvo desta informação crivada pelo interesse de classe?
    Qual é o verdadeiro peso relativo da mídia em relação ao processo político? Este peso se dá de forma linear em todos os assuntos?

    Penso que não! A população é modificada pelo que consome, em se tratando de informação, mas também, dialeticamente falando, transforma aquilo que é produzido.

    A prova?

    Bom, embora reconheça que a mídia demore bastante (e propositadamente) a incorporar o senso popular, é correto afirmar que hoje, aquilo que se dizia e atacava como nefasto, hoje em dia a mídia nem se atreve a questionar, como Bolsa Família, por exemplo.
    Assim como a mídia hoje, por mais que deseje, não falará que a presidenta foi uma terrorista, ao menos não em cadeia nacional.
    E quem obriga a mídia a mudar sua concepção? A intelectualidade? Óbvio que não!

    “Assim é que a consciência do papel social desenvolvida por cada indivíduo em plena condição de cidadania promove a capacidade de reflexão sobre esses valores impostos pela classe dominante, questionando-os constantemente.
    Por conseguinte, é dessa forma que, por meio do senso crítico, os cidadãos recusam, a priori, a imposição de quaisquer tradições, dogmas e comportamentos padronizados, e de supostas informações advindas de fontes estranhas à própria realidade dos fatos.
    Em sentido oposto, o senso comum é um conjunto de opiniões, crenças, tradições e superstições que se desenvolvem em uma sociedade e são aceitas como verdades, sem questionamentos.
    Daí que, pelo seu empirismo e pelos preconceitos em que se baseia, o senso comum se opõe na maioria das vezes à visão científica da realidade e, portanto, ao senso crítico.
    E infelizmente, ainda hoje, em pleno século 21, a maioria dos brasileiros é regida e dirigida pelo senso comum formado principalmente pelos Meios de Comunicação de Massa.”
    .
    ………………………………………………………..
    Réplica: Só um ingênuo pode imaginar que “a visão científica” é desprovida de um senso político que é orientado por algum interesse dentro da disputa de poder.
    E democracia é, justamente, a possibilidade do “saber empírico” (desprezado por você)possa questionar a ciência, e lhe impor outros olhares e possibilidade, caso contrário, sua ciência vira “religião”.

    Franco, o tal senso crítico (e instruído) não serve apenas a rejeitar imposições, mas por outro lado, a eternizar imposições com revestimento da infalibilidade do discurso acadêmico.

    É uma pena que você não enxergue.

    FrancoAtirador

    25 de maio de 2013 às 01h12

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    xacal, xacal, nada mais acadêmico do que tu chamares de “pobre introdução”
    o início de um simples comentário num blog.
    E que dizer, então, te utilizares da expressão “monte de obviedades” para começares uma análise crítica de um conteúdo que é próprio do meio acadêmico, especialmente da área de Ciências Humanas?
    Ademais, o teu embasamento teórico e a qualidade de produção dos teus textos, somados ao teu apurado senso crítico, demonstram claramente a tua formação qualificada.

    É óbvio que um diploma, uma especialização, um mestrado, um doutorado ou um PHD, por si só, não qualificam ninguém, mas também não desqualificam, depende do bom ou do mau uso que o indivíduo faz do título, e se for para servir ao Bem Comum, melhor ainda.

    E é correto afirmar que o academicismo puramente teórico das Ciências Sociais, ainda que com brilhantes propósitos transformadores para o bem da Humanidade, afastado do objeto de estudo, isto é, sem o contato direto com a população e, portanto, sem o conhecimento prático das relações humanas na sociedade, é absolutamente inócuo, porque se isola em si mesmo.

    Mas, dada a tua presunção, autossuficiência e empáfia, diria até desrespeito e menosprezo, considerando as expressões desqualificadoras preconceituosas usadas, no sentido de pré-concepção de origem, tu cometes alguns equívocos fundamentais, tanto na interpretação do texto quanto a respeito do próprio autor.

    Por exemplo, ao contrário do que afirmaste, “o pobre Franco” não “confunde instrução com sabedoria”, nem sabedoria com saberes, nem educação com ensino, nem conhecimento com escolaridade, nem inteligência com erudição e nem entendimento com aprendizado.
    Buscar a definição precisa e o significado exato de cada palavra, de cada termo e de cada expressão verbal é instruir-se para melhor redação e compreensão de um texto, só isso.
    Não há mistério algum nem viés de classe ocultado nisso, muito menos conotação de superioridade intelectual.

    E quanto à imputação de que “o pobre Franco despreza o saber empírico” soa a mim mesmo como uma piada, já que sou autodidata. Eduquei-me para não fazer acepção de pessoas. A experiência de vida e as relações humanas me deram conhecimento prático para que, com o apoio da literatura, firmasse um embasamento teórico e para que, com o auxílio da memória e da inteligência, adquirisse um entendimento da realidade para a formação de um razoável senso crítico. É um aprendizado evolutivo e transformador, porque não é estático nem dogmático, e que está ou deveria estar ao alcance de TODOS, independentemente de classe social.

    Foi sob esse aspecto que referi, num comentário-resposta acima, que sou apenas um cidadão brasileiro que possui UM CERTO GRAU de educação, de conhecimento, de memória, de inteligência, de entendimento, de experiência e, fundamentalmente, de senso crítico, onde, aliás, também se insere a autocrítica, e, no campo político, transcende à mera avaliação eleitoral.

    Além disso, sou um trabalhador e, para amansar tua ira, considero Lula, este sim, um sábio.

    Um abraço camarada e libertário.
    .
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    xacal

    25 de maio de 2013 às 15h39

    Bom, agora que destes um duplo mortal carpado para desdizer o que disse, estou satisfeito.

    E como todo debatedor do gênero, quando a coisa “engrossa”, corres a reclamar do estilo “mais aguerrido”, apenas poque não prosperaste.

    Sou também um autodidata, sem formação superior, e um simples servidor público (policial civil, classe trabalhadora, geralmente, associada a truculência e pouca instrução).

    Seu estilo bate e assopra não me convence.

    Seus argumentos são ruins…e já provei em cada parte dos trechos que escreveu.

    Fico por aqui.

    FrancoAtirador

    26 de maio de 2013 às 20h16

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    Caro xacal.

    É uma satisfação saber que és um trabalhador digno e esforçado, que, como policial, cumpre o dever funcional sem preconceito e violência contra a classe pobre, e que te instruíste por conta própria, sabe-se lá com que sacrifício e enfrentamento de carências materiais – provavelmente até hoje, já que és funcionário público estadual, logo um sofredor, como a maioria, inda mais se for de São Paulo – para chegar a este nível de excelência na formulação de idéias e de análise crítica.

    Mas convenhamos que esse nosso autodidatismo formador de senso crítico – e temos diversos exemplos, tanto pessoalmente quanto historicamente, de indivíduos que conquistaram essa condição sem necessitar de estudo acadêmico mais aprofundado – não é a regra na Sociedade Brasileira.
    Aliás, não é o Método Empírico, mas o Ensino Formal que é o padrão atual adotado em qualquer País que se pretende desenvolvido, independentemente do sistema político e econômico implementado.
    Porém um maior grau de escolaridade, pura e simplesmente, não implica em aprimoramento da consciência política, nem em elevação do nível de espírito crítico do cidadão. Chega a ser até óbvia esta dedução lógica.

    Daí haver a necessidade de um direcionamento curricular nas escolas para a liberdade de expressão do pensamento com análise crítica dos fatos que nos cercam, estabelecendo as relações de causa e efeito, no âmbito coletivo, partindo do princípio de que todo aluno tem potencial e competência para desenvolver o próprio senso de avaliação das situações postas e impostas na Sociedade, e não apenas um receptor de conhecimentos, isto é, um simples receptáculo de informações prontas repassadas pelos professores, para que mais adiante esse estudante não se transforme naquele empregado alienado – qualquer que seja o poder aquisitivo salarial – telespectador imóvel na poltrona sala e consumidor estático que assimila e internaliza subjetivamente, como verdade absoluta, todas as notícias do telejornal, sem fazer questionamento algum sobre a veracidade daquilo que está sendo imposto, muito menos elaborar um raciocínio lógico complexo, para extrair a conclusão de que a Mídia Bandida é um consórcio de empresas e que, assim sendo, seus donos não pertencem à classe trabalhadora, mas, sim, administram corporações econômicas, e que mentem, distorcem, manipulam e ocultam a Verdade, para beneficiarem-se a si próprios e aos interesses empresariais dos patrocinadores, cujo objetivo final é o lucro, excedente gerado às custas precisamente da exploração da classe trabalhadora, a qual, no caso específico da informação, é consumidora de uma mercadoria que não é produzida por ela.

    Assim é que o ensino e, portanto, a escolarização, da forma como se apresentam no capitalismo neoliberal vigente, não auxiliam na instrumentalização da formação individual e coletiva para processamento de novos conhecimentos, mas quando muito forma técnicos e especialistas voltados para atender exclusivamente as necessidades impostas pelas empresas no Mercado de Trabalho.

    E o poder dos Meios de Comunicação de Massa, incluída aqui a Internet, é tão grande que não atinge “só as pessoas pobres ou dependentes de algum programa social suscetíveis a julgamentos ruins dos fatos, ou em outras palavras, sejam vítimas ou propaguem boatos”, mas inclusive a chamada “classe média ‘instruída’ que entupiu-se de vacinas contra febre-amarela, e 09 deles morreram, por hepatite tóxica”, e que “reproduz as teses do PIG, como apagão aéreo, apagão elétrico, inflação, etc.”

    Desse modo, a Mídia Bandida local – que, diga-se de passagem, é uma ramificação da Imprensa Internacional ligada aos interesses políticos e econômicos das Corporações e dos Governos dos países do Hemisfério Norte – solapa ideologicamente toda a Sociedade Brasileira, independentemente de grau de escolaridade, de idade, de gênero e de nível sócio-econômico.

    Claro que, sob o aspecto estritamente salarial, se prosseguirem funcionando os programas sociais de transferência de renda e as políticas públicas do Governo Federal (PT/PMDB), @ [email protected] miserável de ontem, que é o pobre de hoje, será o remediado de amanhã, e, uma geração após, quem sabe até o Brasil atinja uma condição de Estado de Bem Estar, mas, da forma como está se conduzindo a dinâmica da Sociedade, será sob o molde social liberal norte-americano que vigorou a partir de meados do século 20, não sob o modelo europeu keynesiano escandinavo, que seria o desejável.

    Então, xacal, não se trata de “o PIG publicar o que queremos, para então o Governo poder gastar” em anúncios na Mídia.
    A contradição está em não investir na blogosfera, porque existem alguns blogueiros, jornalistas ou não, que eventualmente fazem críticas à administração PT/PMDB.
    Quer dizer, o Governo Federal aplica meio bilhão de reais, por ano, num só órgão midiático que, desde o ‘Bom Dia Brasil’ até o ‘Jornal da Globo’, tenta ferrar o PT de todas as formas, as mais espúrias inclusive, mas não pode distribuir uns trocados para os blogueiros, alguns até assumidamente petistas, como por exemplo o Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, e a Conceição Oliveira, do Maria Frô.
    Realmente importaria pouco “o que a globo publica ou veicula”, desde que a verba orçamentária pública investida em Comunicação Social não se concentrasse nessa Organização de Mídia que é nefasta ao próprio desenvolvimento social do Brasil, porque é uma Empresa Jornalística elitista e, por conseguinte, excludente.
    E não vem dizer que a redistribuição da verba “depende da Sociedade”, porque a maioria dos eleitores brasileiros elegeu uma Presidente que pertence a um Partido que programaticamente tem previstas a Pluralidade e a Diversidade da Informação como elementos fundamentais à Democracia Participativa.
    E foi sobretudo por isso, pela promessa de Democratização da Comunicação no Brasil, que a maioria dos internautas petistas fizeram campanha para Dilma Rousseff.

    Ademais, nota-se claramente que os ministros ligados à área das Comunicações não têm a menor idéia do alcance que têm atualmente os blogs na Internet. Só pra citar, não esqueçamos que foi graças aos “Blogs Sujos” que se desmascarou a farsa da Bolinha de Papel-Chumbo atirada na cabeça do Zé, na eleição presidencial de 2010, além do que é a blogosfera e as redes sociais ligadas à esquerda que neutralizam cada factóide lançado pelo Consórcio Midiático Demotucano.
    Há até um visível menosprezo pela atividade jornalística no meio virtual, nas mais recentes declarações de Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, firmadas através de entrevistas concedidas nos Meios de Comunicação. Aquele conselho que ele deu pro Haddad – de não instalar a rede wi-fi gratuita na cidade de São Paulo – é deveras ilustrativo de como o ministro pensa a prestação de serviço público no setor de telecomunicações.

    Isso posto, a julgar pela ousadia cada vez maior demonstrada pela Mídia Bandida nos últimos tempos, desde a simulação de crise energética no final do ano passado até o recente boato do cancelamento do Bolsa-Família, disparado via central de telemarketing, orquestrado com o discurso do Aécio no final da semana passada, somados às matérias da Folha de S.Paulo, e agora com o fato agravante de que a CEF efetivamente antecipou o pagamento do benefício, se o Governo não tomar uma atitude mais enérgica em relação a esses crimes praticados contra a população brasileira, deixando por conta dessa corja a formação do senso comum no inconsciente coletivo, corre-se, sim, o risco de “entregar o país de novo aos que maltrataram o povo por séculos”.

    Se na Venezuela, onde existe um grau de politização muito maior que no Brasil e onde a Mídia Empresarial tem certa regulação, a Direita Midiática de lá quase ganhou a eleição presidencial, na base do factóide da hiperinflação, da falta de produtos no varejo e da promessa eleitoreira do bom moço Capriles, imagine o que a Mídia Bandida BraZileira, livre, leve e solta como está, ainda pode fazer aqui, para eleger o moçoilo Zé Aécio em 2014.
    Sem esquecer da Marina que, se conseguir criar a tal Rede Insustentabilidade, vai incomodar de novo.

    Bem, xacal, dito isto, também encerro por aqui, e te digo honestamente que não devemos nos preocupar sobre quem ‘venceu’ o debate (eu pelo menos não me preocupo, pois não o encaro como uma luta de boxe, mas como um aprimoramento e amadurecimento de idéias), porque há vezes em que uma eventual ‘derrota’ – e aqui depende exclusivamente da avaliação crítica subjetiva de um observador externo, não da mera opinião de um dos próprios debatedores – na confrontação de posicionamentos subjetivos sobre um determinado tema, pode significar uma vitória, não para o debatedor, mas para a Democracia, não àquela representativa liberal norte-americana que considera o cidadão tão-somente pelo prisma eleitoral e que promove julgamentos populares de quatro em quatro anos, mas à Participativa que é contínua e construtiva da Cidadania Plena.

    Devo, inclusive, agradecer aos democráticos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes por haverem nos proporcionado esta oportunidade aqui no Viomundo, que certamente não seria encontrada no G1 ou no UOL.

    Um abraço.
    .
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    PS: A única mágoa que levo daqui foi ter sido por ti comparado com o Jabor, mas, em todo caso, nem tudo são flores num debate com o xacal.
    .
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    xacal

    27 de maio de 2013 às 01h58

    Franco,

    Que bom que deste nome aos bois, ou seja: o problema é uma disputa de financiamento entre blogosfera e mídia corporativa, como eu tinha diagnosticado deste o início, e você se ofendeu, como se eu tivesse inferido que havia interesse privado seu na questão, coisa que não disse!

    Sua concepção sobre transferência de financiamento parece desconhecer a natureza e missão dos blogs.

    Julgo eu, pelo pouco que tenho de experiência neste ramo (desde 2008), que blogs não conseguem se enquadrar no esquema clássico de financiamento, seja pela sua condição libertária (que lhe dá vida), seja pelo seu alcance limitado pela plataforma onde estão fincados, que não podem ser comparados com TV aberta, por exemplo.

    Sobre a concentração de verbas no PIG, eu tenho minha opinião, que você pode concordar ou não:

    Acho que Dilma mantém o fluxo de dinheiro para aumentar o grau de dependência (o que hoje é uma realidade, pois poucos veículos sobreviveriam sem dinheiro público). Na hora que houver necessidade, vai cobrar a fatura.

    Se esta é uma tática que vai dar certo? Não sei, mas o que sei é que tudo que ela se dispôs a fazer ela alcançou, portanto…

    Sobre sua consideração sobre o papel da formação libertadora nas escolas, eu preciso lhe dizer que sua cobrança é coerente, porém intempestiva.

    Há milhões de desafios a serem superados na construção de uma Escola Pública de qualidade, com vários gargalos, e com a separação de atribuições entre União, Estados e Municípios, como prevê a CRFB/88.

    Sua análise, guardadas as devidas diferenças contextuais, é correta: Estamos tentando chegar a um determinado estágio de capitalismo com bem estar social.

    Não dá para queimar etapas…olhe bem o que aconteceu com a ex-URSS.

    O socialismo só tem sentido como superação do capitalismo em estágio amadurecido, e não em fase de 1ª ou 2ª revolução industrial como o nosso!

    Bom, quanto a mágoa, ter uma “ilação comparada a reinaldo azevedo” também não é agradável, mas como eu disse, ambientes hostis são meu habitat natural!

Mardones

22 de maio de 2013 às 09h51

Infelizmente não temos alternativas em 2014. A coalizão PT-PMDB e todo mundo que queira um ministério para manter tudo como está consegue ‘competir’ com os entreguistas do trio PSDB-DEM-PPS, agora ‘fortificado’ com o PSB e o PSoL.

As esquerdas brasileiras, quando não desvirtuadas, estão sem condições mínimas de se contrapor ao petismo e apresentar uma alternativa ao ´país em 2014.

Responder

FrancoAtirador

22 de maio de 2013 às 09h40

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OLHA SÓ A MANCHETE METICULOSAMENTE EDITADA PELA FOLHA DE S.PAULO:

A expressão “segundo boatos” foi colocada no final do título.
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19/05/2013 – 19h04

Visita do papa seria uma das causas para suspensão do Bolsa Família,
segundo boatos

SÉRGIO RANGEL
DO RIO

Para uns, a culpa era da visita do papa Francisco ao Rio, em julho. Para outros, era a realização da Copa das Confederações, no próximo mês.

Movidos por boatos que davam conta de que os pagamentos do Bolsa Família seriam suspensos, milhares de beneficiários do programa do governo federal formaram longas filas nas agências da Caixa Econômica Federal no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense, desde a tarde de sábado, na tentativa de sacar o dinheiro dado pelo governo federal.

O boato foi negado pelo governo federal e pela Caixa, mas o desmentido não chegou à maior parte dos beneficiários, que correram para as agências.

“Estão avisando na minha comunidade que o governo vai pagar os próximos três meses até o final do domingo [19] e cancelaria tudo. A minha vizinha, que já pegou o dinheiro dela, disse que o governo quer economizar dinheiro para conseguir fazer as festas para o papa”, afirmou Janúbia Silva Alves, 29, moradora da Baixa do Sapateiro, uma das favelas que integra o Complexo da Maré, em Bonsucesso (zona norte do Rio). Com dois filhos, ela recebe R$ 134 do programa.

Boato que o Programa Bolsa Família iria acabar fez com que vários beneficiários fossem às agências da Caixa neste domingo (19)
Janúbia e mais duas amigas faziam parte de um grupo de mais de 150 pessoas que passou o final da tarde dentro de uma das agências da banco no bairro. Parte do complexo da Maré e do Alemão estão localizados em Bonsucesso.

Às 17h03 deste domingo, os caixas eletrônicos pararam de funcionar na agência por falta de dinheiro. Quando a primeira pessoa da fila disse que o dinheiro acabara, a gritaria foi generalizada.

“As pessoas dizem na minha rua que o governo vai cortar o dinheiro. Por isso, vim logo”, contou Maria José Barbosa, 40, sem saber dar detalhes da origem do boato.

Mãe de quatro filhos, um deles no colo, Maria queria receber R$ 195. O seu benefício é sempre pago no dia 28. Ela mora no morro do Adeus, a primeira parada do teleférico do Alemão.

Na outra agência da Caixa no bairro, Michele Silva encorajava as vizinhas a permanecer na fila. No sábado, ela recebeu o pagamento de maio e tentava ontem receber mais dois meses. “A internet está dizendo que o Bolsa Família vai ficar suspenso por três meses por causa da Copa das Confederações. Fiquei sabendo que algumas amigas receberam ontem [sábado] esses três meses e estou aqui para receber os outros dois”, disse a moradora do Complexo da Maré.

Às 17h20 deste domingo, 109 pessoas formavam fila dentro da abafada agência da rua Cardoso de Morais. Nem mesmo um cartaz informando colado na porta da loja informando que o benefício não seria suspenso diminuiu a fila. “Quem vai acreditar em político aqui? Vou ficar até meia-noite nesta fila para receber o meu dinheiro”, acrescentou Michele, 31, mãe de três filhos.

(http://bit.ly/16O0fU2)

Responder

    Christian Fernandes

    22 de maio de 2013 às 12h23

    Procurei por essa Janúbia e achei três. Duas na Bahia e uma no Amapá. E nenhuma nem perto do Rio de Janeiro.

    Mas deve ser aquela famosa fonte em off, né?

Gerson Carneiro

22 de maio de 2013 às 02h49

Pensei aí nas inúmeras possibilidade que os sabotadores poderão por em prática na Copa do Mundo que não tem relação direta com o evento, como por exemplo desligar a energia elétrica.

Responder

Maria Edith ferrarezi

21 de maio de 2013 às 23h46

Dilma,dê um basta nessa porca vergonha de alguns de seus ministérios.Vá a
mídia,requeira o tempo que lhe é devido e mostre suas garras brasileira.Não dê margem a esses hipócritas de atacarem seu governo sem mais nem menos.
Atacar o Bolsa família é de uma indignidade tão absurda ante aos milhões e milhões que são retirados dos nossos bolsos para os bolsos de Eike Batista e companhia e de muitos políticos da oposição e também da situação como todos nós sabemos.Não foi por acaso que você se tornou contra a ditadura.Mostre para todos que você é mulher de garra e defende os interesses do povo brasileiro com justiça e ombridade .Deixe de lado esses ministros Tais como o Zé Cardoso,Bernardo e outros mais.Vá a TV e fale sua verdade nós apoiamos você.Vá semanalmente para que ninguém se esqueça de você e é você que tem o povo e não essa oposição amarelada,se ideologia,apenas querem o cargo pelo cargo e envaidecimento de si próprio.

Responder

tiago carneiro

21 de maio de 2013 às 21h46

tudo desse governo tucano da Dilma Russerra é um fracasso. A começar pelas privatizacoes =)

Responder

Fabio Passos

21 de maio de 2013 às 21h06

Que sentido faz entrochar dinheiro publico no rabico dos 3 piguinhos: José Roberto, Roberto Irineu e João Roberto?

Os filhotinhos de papai roberto & mamae ditadura continuam sugando dinheiro do povo para atacar os interesses dos trabalhadores e defender os privilegios indecentes da casa grande.

Estas oligarquias midiaticas sao o que ha de mais atrasado e corrupto no Brasil.
A globo e o sustentaculo do Apartheid Social.

Ja passou da hora de detonar este entulho da ditadura.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

21 de maio de 2013 às 20h29

Será que Lula ainda não percebeu que Dilma é da direita travestida de guerrilheira de esquerda, e que ela está procurando destruir, sorrateiramente, todos os projetos daquele nosso ex-presidente? Ela parece ter medo que Lula retorne à presidência pelas mãos do povo brasileiro. Logo que tomou posse da presidência ela participou de um banquete proporcionado pelo PIG.

Responder

Bernardino

21 de maio de 2013 às 19h21

Eu ja falei aqui que o FRANCO ATIRADOR é um internauta Blogueiro dos BONSE a omissão do Governo Federal, em relação à área da Comunicação Social, é de uma negligência tamanha que chega às raias da irresponsabilidade:perfeita colocaçao e diagnostico.Eu ja bati tanto nesta tecla e neste governo que me exauri.Acredito que é caso psiquiatrico até porque a Presidente e seus auxiliares imediatos nao tem um atomo de sensibilidade,caso contrario e SEM vergonhice mesmo!!Neste caso o melhor é puni-la na ELEIÇAO

Responder

mineiro

21 de maio de 2013 às 19h10

vamos falar claramente, esse governo maldito , traidora dessa fhc de saias nao faz nada contra essa midia golpista. nos vamos fazer o que? claro vamos sempre protestar nas redes , nos blogs , certo. o governo sem vergonha que é o mais atacado , ele nao faz nada. apanha e gosta de apanhar , e ainda da as verbas publicitarias a eles . do que adianta nos defender esse governo maldito e esse partido traidor. so nos resta mesmo é protestar nas redes , mas defender esse governo dessa fhc de saias isso eu nao faço mesmo.

Responder

francisco pereira neto

21 de maio de 2013 às 19h10

Politicamente o governo Dilma é um desastre ferroviário.
Estou sendo benevolente, porque na economia o país não avança também.
Sinceramente, com todas as medidas de desoneração dos encargos trabalhistas e fiscais adotados, era de se esperar revitalização da economia muito melhor do que no governo Lula. Mas o que eu percebo, é uma pasmaceira geral.
Tudo pode ser explicado, primeiro, pela política de comunicação do Planalto. Um fiasco. Segundo, pela composição da sua equipe de ministérios. Um amontoado de incompententes. José Eduardo Cardozo omisso. Mercadante lambedor de botas do “seu Frias”. Gleisi Hoffman, bonequinha de luxo. Seu marido Bernardo, engavetador do projeto da “Democratização da Mídia” do Franklin Martins. Mantega parece que travou. Roda, roda e não sai do lugar. O único que se salva, porque distribui porradas na mídia é o Gilberto Carvalho. O resto… é o resto.
Tá na hora do Lula voltar.

Responder

J.Carlos

21 de maio de 2013 às 18h25

Que grande oportunidade a presidenta Dilma perdeu de falar em rede nacional de rádio e tv!

Responder

    marcosomag

    21 de maio de 2013 às 22h08

    Concordo. Perdeu uma belíssima oportunidade para detonar os boateiros e a velha mídia, que tenta mostrar o Brasil, apesar dos erros da Dilma Gorbatchev, um oásis de distribuição de renda e quase pleno emprego enquanto a Europa afunda no pântano neoliberal. Ao invés de “advertir” a Ministra Maria do Rosário, que deu o nome aos bois, deveria demitir imediatamente José Eduardo Cardoso e Paulo Bernardo, estes dois pesos mortos na Esplanada.

ricardo silveira

21 de maio de 2013 às 17h09

A inexplicável inércia e covardia do Governo Dilma diante dessa agressão à população do bolsa família indica que esse Governo já começa a não valer mais a pena.

Responder

Alexandre Tambelli

21 de maio de 2013 às 15h45

Vivo pensando a relação entre PT e velha mídia. E fiz um texto sobre o assunto! É uma visão particular! Creio que vale postar. Excelente análise do Franco Atirador!

O PT e sua relação com a velha mídia.

Só uma consideração, para se pensar, antes de entrar na discussão da relação PT X velha mídia.

O que não dá para entender é a razão de quase todas as emissoras de TV, rádios, Revistas, Jornais e grandes portais da internet seguirem fielmente a posição política da Rede Globo de Televisão.

O que a velha mídia mais faz:

1) Todos tem a mesma pauta: atacar o PT e o Governo Federal.

Mesmo com uma popularidade da Presidenta de mais de 80%. É oposição ferrenha a semana toda. A capa da Folha no começo da semana era + ou – assim: DILMA perde. E depois a votação se mostrou, na MP dos Portos – 53 a 7 no Senado. Em três dias a capa do jornal fez água.

2) Esconder as irregularidades dos governos do PSDB e DEM e incensar seus políticos (aqui não é a intenção primordial dos donos da velha mídia, é parte do jogo de manter o poder midiático nas mãos, como vou defender abaixo e não abrir espaço para novas mídias, com pluralidade de ideias surgirem, nem dar evidência a políticos mais à esquerda que os do PT e impedir que se dilua as verbas publicitárias dos Governos Federais e Estaduais).

Tentando compreender a relação PT X velha mídia.

Entendo a posição do PT de cozinhar o galo quanto a uma Lei de Médios. Ele tem dividendos políticos e eleitorais com a velha mídia em constante oposição ao Governo Federal, ao PT e seus políticos.

Apoio político a um Projeto de País, eleitores e a realidade dos fatos são ônus que o PT tem ganhado nos seus anos de Governo.

A conta matemática de quem acredita na velha mídia dá ao PT margem para deixá-la agir como age. Não tem muita gente que acredita em tudo o que a velha mídia informa e a velha mídia sabe disso.

Certamente, é um jogo pensando entre PT e velha mídia. O PT se sente confortável com essa oposição ferrenha da velha mídia, porque não existindo pluralidade de ideias e apenas, o a favor e o contra o PT é mais fácil de manter-se no poder, pois, as posições sobre como conduzir os destinos do Brasil se restringem ao a favor do PT X o contra o PT.

O vencedor eleitoral acaba sendo o PT. E o perdedor eleitoral: quem é oposição política ao PT.

A velha mídia tendo o seu modo de pensar e querer a realidade e o PT no Governo: outro. E outras vozes não se podem apresentar, pois, a máquina governamental fica com o PT e a máquina midiática com a velha mídia. E o pior de tudo, a velha mídia coopta, cinicamente, opositores políticos do PT, de forma sutil é claro, para serem incensados politicamente, e crerem que ela os defende. Na verdade não os defende, apenas os controla para realizar o jogo com o PT e sair lucrando financeiramente. O PT agradece. E o PSDB desaparece. Vide contratos SERRA X velha mídia, o PSDB fica amarrado à velha mídia, já o PT não, porque não faz esses contratos e pode jogar o jogo.

Importante! A velha mídia não tem aliados políticos permanentes, tem quem se sujeita a fazer o papel que seja do interesse dela e de quem ela representa. Ela não tem nenhum interesse de ceder em nada e de ter uma conduta pensada, como de benefício coletivo e em prol do Brasil, porque ela é uma Empresa privada e capitalista e com interesses diversos da sociedade brasileira como um todo, e por isto, luta diariamente para que ninguém regulamente suas condutas. Traduzindo: para que não exista uma Lei de Médios no Brasil.

A velha mídia se contenta com esse jogo com o PT, isto é notório, penso eu, fica com as verbas polpudas de publicidade, verbas que se concentram em alguns poucos grupos de mídia e que 60% delas terminam nas Organizações Globo.

A “oposição política” da velha mídia ao PT e seu governo é uma estratégia bem pensada, vejam que interessante: ameaçam o PT dia e noite e o PT fica (aparentemente) acuado. Finge o PT que nada de anormal acontece e os dois, no final das contas, se abraçam.

Um ponto importante!

A velha mídia não está posta para informar corretamente, está posta no cenário brasileiro para ter lucros altos, a razão de ser dela – a velha mídia, como já frisei antes, é uma empresa capitalista. Não deveria ser permitido, quando for o meio de comunicação da velha mídia uma concessão pública, pensar de forma particular, mas, infelizmente, no Brasil acontece, porque não existe as condições políticas capazes de regulamentar suas condutas. Elogiar o PT é menos vantajoso do que atacar. O lucro vem da oposição ferrenha, porque o PT acaba tendo que investir em propaganda nesses meios de comunicação para garantir a contraposição à notícia. E, lembrando, como os interesses do Capitalismo central seguram na outra ponta, qualquer dificuldade financeira desses grupos de mídia, e assim, eles podem se arriscar a tudo.

A velha mídia faz o papel de disseminadora do Capitalismo central e nas duas pontas lucra.

E assim caminha a realidade brasileira. O Governo dizendo que está no caminho certo e a velha mídia dizendo que o Governo anda sempre pelo caminho errado.

É um jogo de equilíbrios. Um exagera na dose (a velha mídia) e o outro mostra o antídoto – ameaça aprovar uma Lei de Médios (o PT) e que não sai do papel, porque não interessa por hora, nesse jogo de equilibristas. Opostos aqui se atraem, como na Física.

Agora, pensando na população brasileira:

Se existe oposição no Brasil ao PT e ao Governo Federal, à Presidenta DILMA e ao LULA é fruto do modo de enxergar o mundo.

Nas classes sociais mais abastadas e que são originárias dos tempos de FHC para trás pode haver maior penetração da informação via velha mídia, essas pessoas já eram leitoras de Veja, Estadão, Folha, O Globo, já assistiam ao Jornal Nacional, etc. e elas sim, podem ser manipuladas, o que não é tão intencional assim, mas, acima de tudo resultado desse jogo PT X Velha Mídia. A velha mídia precisa de opositores ao PT para o jogo se manter, pois se acabarem os opositores, ela acaba junto e o jogo, também.

A juventude: os novos leitores do País, os novos antenados na Internet + a classe C e D acredito que sofram pouca influência da velha mídia! Estes participam da mudança mais de frente e sabem que a realidade mudou. E que estão inseridos na economia de consumo. E, também, é interessante este ponto, esses novos consumidores não são incentivados à busca de informações através de notícias de telejornais, revistas e jornais, não nos esqueçamos disto, são incentivados ao consumo. É só observar projetos (bandeiras) do PT: minha casa minha vida, política de crédito com juros baixos, incentivos às montadoras de carros, aos fabricantes de geladeiras, fogões, móveis com IPI reduzidos, isenção de impostos da cesta básica, diminuição da conta de luz, aumento de 60% da renda do trabalhador em 10 anos, etc.

E por que não ocorre o incentivo?

Outro lado a ser pensado:

Um lado interessante!

O PT joga o jogo do consumo e não da cultura, politização e informação para as classes C, D e E. Então a inclusão social via consumo lhe faz bem! Cria consumidores e não cabeças pensantes, interessadas em discutir a fundo: política, em buscar maior qualidade cultural para o seu dia a dia, em pensar o Brasil. A velha mídia agradece, também! Pois, esses novos consumidores não vão se interessar em brigar por Lei de Médios, Reforma Política, etc., e sim, por ver garantidos os direitos dos consumidores. Tanto é que a Presidenta DILMA fez modificações no Código de Defesa do Consumidor faz pouco tempo e nem se cogita dela assumir a bandeira de uma nova conformação da mídia brasileira.

Os novos brasileiros das classes C, D e E de LULA e DILMA mudaram de patamar social e foram inseridos no mercado de trabalho e no mundo do consumo. Porém, melhorar de vida significando, comprar seu carro, seu I-POD, o celular último modelo, ir ao shopping e assistir um blockbuster americano, o minha casa minha vida, etc. Saudáveis avanços sociais, porém, não definitivos na transformação do indivíduo consumidor para o indivíduo cidadão.

A velha mídia e o PT acabam se dando as mãos, também, nesse processo de inclusão social. A programação de TV de baixíssima qualidade, a música das rádios de um mau gosto imenso, a não preocupação com a propaganda veiculada na TV, as novelas e os seus apelos consumistas, etc. Parece que a maioria da população converge para ser o “consumidor de coisas” e não o “cidadão crítico, informado e politizado”.

Nesse jogo PT X velha mídia as coisas se encaixam perfeitamente, entendem o que digo?

Cria-se um brasileiro feliz porque consome coisas e com uma cidadania incompleta.

Podemos desenhar este quadro para entender melhor:

Oposição política e má qualidade da programação = velha mídia.

Poder central e brasileiro consumista = PT.

E o resto dos meios de comunicação (blogs principalmente, algumas mídias alternativas) + políticos e partidários de qualquer espectro da esquerda à direita, passam o dia reclamando, ora do PT, ora da velha mídia, por não se sentirem representados nas ideias e/ou no repasse de verbas publicitárias do Governo Federal, por não terem ampla voz para se contraporem ao jogo PT X velha mídia e contar a realidade brasileira que enxergam.

E o Brasil segue. Ninguém sabe ao certo os acertos e erros dos Governos DILMA e LULA. A velha mídia não promove o debate, o PT não utiliza das suas prerrogativas de Governo para fazê-lo via rede pública de televisão. E as oposições políticas perdidas, sem saber para onde caminhar, sem projetos alternativos de poder e espaços para divulgar, verdadeiramente, suas ideias e propostas para o Brasil. Excetuando aqui, o PSDB, DEM e PPS que não sabem ocupar o espaço que lhes é dado na velha mídia, ou porque acreditam que a velha mídia os defende e as propaga ou porque as ideias propagadas pela velha mídia são similares as suas.

E eu voto no PT para cargos majoritários, não se assustem, não! Só que busco ser crítico. Existe uma revolução social no Brasil via consumo, que é importante! Porém, não é tudo! Se, pretendo assistir no Brasil, futuramente, uma sociedade desenvolvida, culta, com cidadãos críticos e politizados e com valores culturais e ídolos distintos dos BBB´s da vida, de programas como o CQC, o Pânico, programas como os da Xuxa, Faustão e Gugu. Uma sociedade que valorize menos o TER e valorize mais o SER.

Responder

    Neotupi

    21 de maio de 2013 às 18h59

    Tambelli, não podemos subestimar as classes C, D e E. Nestas classes há muita consciência cidadã hoje em querer estudar mais, ter melhores escolas, creches, melhores empregos, melhor moradia, urbanização e transporte. Lula quando visitava municípios onde criava escolas técnicas passava a mensagem dizendo: “hoje visito municípios e o povo e os prefeitos já me pedem escolas técnicas, em vez de pedir outras coisas”.
    Acho que a militância de esquerda que domina a blogosfera fica saudosista dos anos 80 e 90 em que estavam na oposição, mas ela própria é classe média mais alta do que a maioria da população e está mais próxima das burocracias partidárias de hoje, a quem vê e critica. Deveria prestar mais atenção na voz que vem da periferia. Por exemplo, eu não vejo nada da CUFA (Central Única de Favelas) ser publicada nos blogs, e é um movimento social importante, presente em todos os estados brasileiros, que ajudou a definir as políticas do PRONASCI. Na TV Brasil a CUFA tem até programa, o Aglomerado. Então nem tudo no governo Dilma está tão ruim assim (apesar de na SECOM a única coisa que eu gosto é a TV Brasil, mas acho que tinha que reforçar o jornalismo para ficar mais dinâmico e influente).
    Até a Globo tira casquinha e dá atenção à CUFA incluindo jogos de baquete de rua no esporte espetacular. Os blogs não enxergam a CUFA.
    Quanto ao Minha Casa, Minha Vida não é incentivo ao consumo. Moradia digna, sem ser alagada, sem ser insalubre, sem ser insegura, é condição de cidadania, e se for casa própria melhor ainda.
    Também é fácil criticar o consumo, mas para quem sai da pobreza, o acesso ao consumo é também condição de cidadania. Ter computador ou smartphone dá o direito de ir e vir à informação, ao conhecimento e aos serviços públicos. Ter eletrodomésticos em casa, como máquina de lavar, libera principalmente a mulher para ter mais tempo de estudar, de conseguir um trabalho melhor, ou mesmo cuidar melhor dos filhos e ter sua própria qualidade de vida melhorada. Carro próprio também faz mais diferença na vida de quem mora distante, do que de quem mora dos bairros nobres. Pense na dificuldade de uma mãe que mora na periferia em levar seu filho a um pronto-socorro se passar mal de noite, quando há falta de ônibus a partir de certa hora.
    Quando Dilma lançou o pacote de defesa do consumidor é para as elites não explorarem aqueles que saíram da pobreza, vendendo produtos e serviços de baixa qualidade, sem serem penalizados. Se vender porcaria vai ter que trocar ou devolver o dinheiro (paralelamente é incentivo à indústria e ao emprego nacional contra produtos chineses de baixa qualidade). Não acho que isso conflite com outras políticas de consciência cidadã, pelo contrário, conscientiza a não aceitar porcarias e a não aceitar excesso de descartáveis que produzem lixo eletrônico.
    Quanto à “cultura de qualidade” (entendi o que você quis dizer, mas tenho medo destes termos, porque há muita negação das manifestações populares, e quem não gosta do povo do jeito que ele é são os tucanos), e há muita música consciente, política, de protesto e de auto-afirmação no rap e no funk. Aliás é onde prevalece esse tipo de música hoje. Nem os “dinossauros” de 68 fazem música de contestação hoje. Os “roqueiros” dos anos 80, a maioria foram para direita.
    Para se ver que a consciência mudou, em 1986 Brizola havia feito a primeira urbanização da favela Pavão-pavãozinho no Rio, muito bem avaliada, e seu candidato à sucessão, Darcy Ribeiro, não ganhou a eleição nesta comunidade. Em 2010, no complexo do Alemão, também beneficiada pelo PAC comunidades, Dilma sucedendo Lula teve 90% dos votos.
    Acho que a esquerda deveria priorizar a agenda de ir mais para a periferia (o governo Lula foi, e o Dilma continua indo, apesar disso ser “invisível” no noticiário, e Haddad também ganhou a eleição quando foi para a periferia), do que ficar presa só na pauta dos limites da condição de governo de coalizão. Essa pauta é a do PIG e da oposição, de desiludir politicamente os vitoriosos, para reconquistar o poder.

    Alexandre Tambelli

    22 de maio de 2013 às 10h38

    Neoputi!

    Tomara que seja possível tornar o Brasileiro consciente politicamente. O meu receio é que a ausência de um discurso mais politizado em campanhas eleitorais, no dia a dia, por parte do PT (que comanda os destinos do Brasil) possa no futuro, numa conjuntura econômica do País desfavorável ao consumo, alimentar uma candidatura de direita.

    Gosto de sua análise sobre a consciência das pessoas do que o Governo do PT propiciou para elas, as classes menos abastadas, apenas não tenho certeza de que este modelo é duradouro.

    E se existir a necessidade de algum ajuste econômico, a população incorporada no Sistema estará do lado certo? Eu sinto o discurso do Governo e dos petistas um tanto voltado para as conquistas materiais da população. Gostaria que aliado a este necessário bem-estar, para quem pouco ou nada tinha, se possa ensinar a população sobre as diferenças entre esquerda e direita no poder, se possa abrir caminhos para a melhoria gradativa da programação das TVS e Rádios, para a ampliação de projetos culturais pelo Brasil afora e que sejam divulgados com força pelos meios de comunicação, senão poderemos retroceder os avanços sociais em um futuro breve.

    Claro que existe o RAP e o Funk e outras manifestações culturais críticas convivendo no seio de nossa sociedade, mas ainda ficam mais restritas à quem as procura ou convive de perto com elas.

    O domínio dos meios de comunicação pela velha mídia nos incentiva ao consumo de uma cultura descartável e esta invade a maioria dos lares brasileiros, eu sinto esta realidade, posso estar errado.

    Gostaria de uma população consciente para lutar por um Brasil soberano e desenvolvido, sempre! Tomara que nos mantenhamos no caminho certo com o PT e o Governo DILMA.

    E gostaria, também, de um PT menos eleitoreiro, menos voltado para os dividendos eleitorais.

    Neste quadro de ausência de oposição política, sendo a velha mídia a oposição no lugar dos partidos, o PT nada de braçadas, porém, será que é seguro? Uma polaridade PT X candidato da velha mídia poderá dar a vitória ao PT até quando? E se uma hora dessas ganhar o candidato da velha mídia? A população estará alerta para uma possível inversão das prioridades do País? Como será a reação numa possível entrega da Petrobrás por completo ao capital estrangeiro, por exemplo?

    Eu sonho com maior pluralidade dos meios de comunicação! Para que o PT seja obrigado a defender sua administração, mostrando o que faz, como faz e com que interesses, mostrando seu posicionamento político e tudo. Outras alternativas de poder são saudáveis que existam, para além do PT. Para além da velha mídia. Não apenas esta dicotomia PT X velha mídia.

    Nós não temos espaço para outros candidatos de esquerda com chances de expor seus pontos de vista, porque, praticamente, toda a mídia é de pensamento único e fica truncado o debate. E, praticamente, toda mídia só abre espaço para o candidato que se sujeitar aos seus interesses, à sua ideologia e seus compromissos.

    Esta política brasileira de duas propostas de País apenas, uma que está sendo vitoriosa (a do PT) e a da oposição via velha mídia não seria prejudicial ao Brasil?

    Lembro da eleição de 1989. O variado espectro político daquele tempo era super saudável para a Democracia! Ronaldo Caiado – extrema direita; Aureliano Chaves – o candidato que vinha dos tempos da ditadura; Guilherme Afif Domingos – o candidato liberal; Ulisses Guimarães, o candidato de centro; Leonel Brizola, o candidato da centro-esquerda; Lula, o candidato do sindicalismo e da esquerda; Roberto Freire, da estrema esquerda e Collor o candidato da velha mídia.

    A gente votava no candidato que estava mais próximo de nossa ideologia. Hoje, penso eu, se vota no PT por falta de outras candidaturas viáveis de esquerda, aquele candidato que seja mais próximo das ideias que temos de política, economia e sociedade.

    Um abraço,

    Alexandre!

    Naldo

    21 de maio de 2013 às 19h05

    Perfeito, mas esqueceu dois detalhes: Essa polarização PT x Psdb, não importa quem ganhe, a mídia
    ganhará pois nada mudará, por isso é estimulado, e o segundo é a venda sistemática (privatização) do patrimônio público que não difere nada do governo anterior, maior alcance aqui ou acolá dá na mesma. Por que não fizeram como a China e Venezuela, empresas mistas, onde o controle permanece com o Estado e só os lucros são divididos? Por que o objetivo é outro…

    Alexandre Tambelli

    22 de maio de 2013 às 10h53

    Naldo!

    Só uma opinião minha!

    Eu vejo o PSDB apenas como um grupo de políticos que aceitam ser os defensores das ideias da velha mídia. São candidatos que defendem os interesses da velha mídia em troca de se esconder as suas irregularidades, quando estes governam algum Estado. Vide o tempo da Privataria Tucana e vide, atualmente, o Governo de Marconi Perillo e suas ligações com Carlinhos Cachoeira e o crime organizado.

    Imagina se o Marconi Perillo fosse um Governador do PT se este estaria no poder ainda?

    Candidatos e políticos que a velha mídia dá cobertura, omite suas ilicitudes e dá voz enquanto lhes são úteis estão cheios. Depois, a única gratidão é o esquecimento, como é o caso do Demóstenes Torres. Esquecem dele e fazem de conta que ele nunca existiu e nunca foi aliado.

    No que tange a um político querer se tornar queridinho da velha mídia já sabemos o que acontece, ou segue a cartilha dela ou some novamente do noticiário.

    O Governador Eduardo Campos está gradativamente sendo esquecido, não é muito palatável ao que a velha mídia quer. Ele não é muito submisso e isto é perigoso para a candidatura da velha mídia contra o PT.

    O PSDB, não! Este partido faz tudo o que ela quer, por isto em 2014 será, pelo que tudo indica, a candidatura a Presidente mais incensada pela velha mídia.

    Abraço,

    Alexandre!

    Pessimista Resignado

    21 de maio de 2013 às 22h34

    Concordo com sua análise no atacado, muito boa, e com os comentários no varejo. Achei os dois lados, com suas devidas abrangências, bem sensatos.

Gerson Carneiro

21 de maio de 2013 às 14h18

Vem aí a Copa do Mundo. Oportunidade de ouro para os sabotadores agirem. E vão agir. Até lá, Dilma e seus ministros bananas continuarão subestimando a capacidade maléfica dos seus sabotadores.

Nesse fim de semana passado Dilma teve uma demonstração do tal “barulho da democracia”. Quando despertar, se despertar, estará sozinha.

Desde o primeiro mês de governo Dilma ignorou a história e ignorou os que durante a campanha seguraram o palanque para ela não cair.

Responder

    Willian

    21 de maio de 2013 às 16h50

    Se a Copa der errado o Gérson já escolheu quem culpar.

    Tremenda de uma vacina…rs

    Como todos aqui, eu também acho o Gérson muito engraçado.

    Ronaldo Silva

    22 de maio de 2013 às 11h40

    Cara, vc virou mesmo o bobo da corte do viomundo, né? Ontem vc estava agredindo o Locatelli, hj vc tenta desmerecer um cara extremamente bem humorado e inteligente…qual é a sua? Foi contratado ou é só mais um bobalhão da corte?

    xacal

    22 de maio de 2013 às 23h07

    Como todos aqui, achamos o William uma total e completa desgraça.

PEDRO HOLANDA

21 de maio de 2013 às 14h10

PERTENCIMENTO
Pedro Holanda
Eu sou de uma região aqui de Pernambuco que como outras mais existe essa coisa de pertencer. Quando um avô tinha respaldo na sociedade e mesmo dentro daquilo de homenagem, era comum os seus filhos tomarem o nome do pai para pô-los nos filhos, e assim tínhamos primos homônimos e fica assim Júlio de Maria; Júlio de Izabel; Júlio de Mila, era muito Júlio para uma família só.
Mas, dentro desta questão – pertencimento –há um dado bastante significativo. Após 8 anos de governo o Presidente Lula em uma entrevista de, digamos assim, despedida do cargo, emocionou-se e me emocionou, quando perguntado o que ele achava mais importante que deixava para o povo brasileiro e qual foi o momento. Ele respondeu que foi quando recebeu no Palácio do Planalto uma representação dos Catadores de Lixo, que foi assinar um financiamento do BNDES para a Cooperativa e perguntados o que eles queriam que o Presidente fizesse por eles além da liberação dos recursos? A resposta: Presidente, só o fato de sermos recebidos aqui neste local, para nós alguns tempos atrás impossível de estar, já é tudo. Isto é, esse Palácio é nosso, o senhor está aí porque o colocamos para representar-nos.
Evidente que o Nunca Dantes foi as lagrimas (e eu também) e este sentimento de pertencer foi-se enraizando na camada mais pobre da população. Acesso a conta bancária com direito a cartão, dinheiro pouco, mas, dinheiro, alimentação… ou seja mais de 40 milhões de excluídos inseridos no mercado, só nos últimos dois anos 2011/2012 mais 17,2 milhões foram localizados e beneficiados pelo Programa Brasil Sem Miséria e assim tiveram sua cidadania reconhecida e alcançada. Quando escrevo ´´localizados´´ é porque nos rincões, infelizmente ainda, o povo não sabe o direito que tem. Só em termos comparativos na vizinha Venezuela de Chaves, após 14 anos o analfabetismo foi erradicado e nas manifestações de rua o povo vai com a Constituição em punho.
Muito se fala (mal) do Bolsa Família, isto só aqui, pois no resto do mundo é tido como o maior e melhor programa de distribuição de renda sendo inclusive adotado por outros países, inclusive na crise de 2008 que ainda não acabou o Bush Júnior distribuiu cheques de até U$ 1 mil para os afetados pelo desemprego. Na Grécia, pasmem, 6 em cada 10 crianças estão passando fome, chegam na escola sem alimentação e também lá não recebem merenda, é o arrocho para manter as contas (dos banqueiros) públicas em ordem. Outro fato que os críticos ´´escondem´´´é que de 2003 a 2012 1,6 milhões de famílias deixaram voluntariamente o programa.
A auto estima do nosso povo está nas alturas só não reconhece estes meios de comunicação nativo e colonizado, e uma grande parcela da elite que não aceita sequer dividir uma poltrona de avião com um ´´favelado´´, chegando a ponto de dizer que os aeroportos estão se rodoviarizando (se é que existe este termo). O fato é que finalmente o povo se reconhece como nação e dono do seu próprio destino.

Responder

    simas

    21 de maio de 2013 às 23h21

    Pedro, meu caro, vc falou o q gostaria de dizer; com a continuidade dos comentários… Não q o nosso Franco tenha sido certeiro, no q colocou; mas, q as pessoas resvalaram por um raciocínio, duvidoso… Falácia!
    Pedro, vc foi certeiro, com esse seu “pertencimento”. Desde q o ex-presidente Lula assumiu, assistimos, a nós, os deserdados do Estado, finalmente participantes da cena administrativa e política de nosso País. E é mto bom, pra nós, esse sentimento de inclusão; melhor dizendo, “pertencimento”.
    Desde ontem, caro, tenho lido escritos, super bem postos, dignos de verdadeiros mestres, atacando a Política de Governo, em sua essência; ou seja, o caráter particular das figuras representativas do Executivo, petista. Tanto a Pres Dilma, qto o ex-Pres Lula passaram a ser, em seu caráter, desqualificados. E rola, aqui, na mídia alternativa, esse material. Entendo q vc, percebendo, acertou no centro da maquiavélica intenção; pq, um ai, “lindamente”, qual um anjo caído, discorreu sobre as fragilidades do pensamento, político, dos dois líderes, petistas… Falácia; vc provou, na maior.
    Então, não q o Franco tenha falado, demais. Ao contrário. Ele criticou uma fraqueza, tanto do Gov Lula, qto da Dilma. Criticou. Concordamos, no q foi colocado. Acontece, q a gente puxa a corda da atividade governamental, nos últimos 10 anos, e tomamos, apenas, os resultados. Raramente alguém coloca, explica, determina o q anda manietando tanto um, qto o outro governante, responsável; não irresponsável. Aqui, mesmo; agora, se apontou a mídia, mafiosa e terrorista. Se apontou. Até retratinhos da cúpula herdeira, podemos… admirar. Mas, quem são os reais mandantes do crime? Nada!… No final do Gov Lula, seu ministro “johnbim” ressuscitou aquela maravilha, de antigamente, qual seja de se mandar nossos militares, para os EEUU, fazer “cursilhos”… Poxa, um general de plantão, já havia enterrado esse crime contra formação de nossa oficialidade; talvez, por já ter recebido o ultimato da matriz, q a farsa deveria ser acabada… Talvez. E aquela, ainda, na época, de se estabelecer vários consulados dos EEUU, por mto do território nacional?… Ora, neh, Pedro, a mídia, oligárquica, terrorista é cachorro, pequeno. Vamos circunscrever o cão, maior; capar-lhe essas oportunidades de se fazer presente… nas instituições e até nos lares, das famílias brasileiras.
    Parabéns

O contestador

21 de maio de 2013 às 14h04

Independente de quem esteja no governo, se o investimento na edução fosse prioridade talvez nosso povo fosse mais crítico e não seria tão influenciado por esta Mídia Bandida Mercenária. Erra um lado e erra o outro, cada um pensando em seus próprios interesses.

Responder

luca

21 de maio de 2013 às 13h56

IRRETOCAVEL!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

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