VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Fernando Nogueira da Costa: A nudez da oposição


29/01/2014 - 12h26

A Mídia e a Nudez da Oposição

por Fernando Nogueira da Costa, em seu blog, 27/01/2014, sugerido pelo Julio Cesar Macedo Amorim

Um farsante (tipo “direitopata” ou “esquerdofóbico), fazendo-se passar por um alfaiate de terras distantes (assumido “defensor da democracia liberal”), diz a um determinado rei (a mídia oposicionista) que poderia fazer uma roupa muito bonita e cara, mas que apenas as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam vê-la. O rei, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu ao “salvador da pátria” que fizesse uma roupa dessas para ele.

O farsante recebeu vários baús cheios de riquezas, rolos de linha de ouro, seda e outros materiais raros e exóticos, exigidos por ele para a confecção das roupas (consultoria). Ele guardou todos os tesouros e ficou em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis, que todas as pessoas alegavam ver, para não parecerem estúpidas.

Até que um dia, o rei (verbi gratia, a imprensa) se cansou de esperar, e ele e seus ministros quiseram ver o progresso do suposto alfaiate. Quando o falso tecelão mostrou a mesa de trabalho vazia, o rei exclamou: “Que lindas vestes! Você fez um trabalho magnífico!”, embora não visse nada além de uma simples mesa, pois dizer que nada via seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei.

Os nobres (empresários em busca de privilégios) ao redor soltaram falsos suspiros de admiração pelo trabalho do tapeador, nenhum deles querendo que achassem que era incompetente ou incapaz. O rei resolveu marcar uma grande parada na cidade para que ele exibisse as vestes especiais. A única pessoa a desmascarar a farsa foi uma criança, exclamando: “O rei está nu!”. O grito é absorvido por todos, de maneira constrangedora, o rei se encolhe, suspeitando que a denúncia infantil é verdadeira, mas dá continuidade à procissão…

A entrevista do Valor (16/01/13) com Francisco Lopes (ex-presidente do Banco Central do Brasil no Governo FHC) e a de Luiza Trajano (presidente da rede de comércio varejista Magazine Luiza) ao programa de televisão direitista Manhattan Connection mexeu com os brios da imprensa brasileira. Os jornalistas estão reagindo que nem os cidadãos quando a criança denunciou: “O rei está nu!”. O discurso alarmista da oposição foi desmascarado por esses insuspeitos entrevistados. Os repórteres que o divulgaram, acriticamente, estão caindo em si diante da farsa estar vindo à luz.

Dona Luíza, empresária de Franca que começou com uma lojinha e hoje é a 3a. maior rede do varejo brasileiro, contrapôs contra-argumentos factuais e lógicos a cada um dos odiados Manhattaner, com elegância, classe e extrema simplicidade. Chico Lopes, depois das entrevistadores terem tentado o pautar para responder só de acordo com aquele discurso típico alarmista, ele se esquiva, denunciando a artificialidade deste “pessimismo”.

Chico Lopes diz que a coisa que mais lhe incomoda, atualmente, é o pessimismo. “As análises estão muito contaminadas pela disputa eleitoral, isso atrapalha um pouco”. Afirma que há uma falsa interpretação de economistas oposicionistas segundo a qual poderíamos voltar a crescer 4%, se a política econômica for ‘correta’ com menos intervenção. Fazem apenas uma análise conjuntural pessimista. Não praticam uma abordagem estruturalista com visão de longo prazo.

Lopes acha que há um equívoco por trás do pensamento dos economistas, segundo o qual o crescimento normal possível é 4%. Há dois fatores que atuaram de forma importante em 2012 e 2013 e acredita que não vão atuar em 2014. Primeiro, a taxa de câmbio. “Na verdade, nos últimos dois anos, o Brasil fez uma desvalorização em termos reais de quase 20%, que é uma mudança muito grande”. Em 2012 e 2013, “o maior problema foi o crescimento baixo da indústria de transformação, medíocre e muito abaixo da média histórica. (…) Ao mesmo tempo, nos últimos dois anos, o quantum de importações cresceu mais de 20% nesses dois segmentos: bens de consumo não duráveis, como alimento, e bens intermediários de modo geral. Olhando a economia, vejo que a demanda está crescendo no normal e a produção não está crescendo porque a capacidade bateu no teto, falta trabalhador, e porque fizemos uma política cambial errada”.

Lopes diz que é necessário a imprensa entender a política econômica do governo. “A ideia de que não está havendo investimento no Brasil me parece equivocada. Vejo um mundo de construção civil sendo feito, como metrô, estradas, portos. A formação bruta está crescendo 8% ao ano nos últimos anos. E vemos a indústria automobilística fazendo fábricas”. Se perguntar aos empresários se vão parar de investir, “eles dizem que não, por razões estratégicas, porque estão a plena capacidade e têm que fazer uma fábrica nova”. Ele alerta: “tem um jogo político, do lobby, e o governo, muitas vezes, é ingênuo e cede a esse tipo de pressão. Esse é um dos erros de política econômica”.

Lopes não condena e nem acha que foi um equívoco a política de redução de juros, porque ela teve uma consequência da maior importância, gerou a correção da taxa de câmbio. “Isso teve um custo inflacionário, mas foi feito dentro de certos parâmetros. Na hora em que a inflação passou a incomodar, o BC reverteu a política”. A taxa de juro real de 5% a 6% se justifica, transitoriamente, como estratégia de controle da inflação. “Mas, como posição permanente, transforma o Brasil em uma economia de rentistas”.

“A tese de que o Brasil tem déficit público muito grande não é verdade. Em comparação com outros países, a posição fiscal brasileira é muito favorável”, afirma Lopes. “Do ponto de vista de formulação econômica, o que interessa é a dívida líquida. Os mercados gostam de olhar o conceito de dívida bruta, porque os governos frequentemente usam os mecanismos da dívida líquida para esconder coisas. Quando se analisa a dívida bruta, de 60% do PIB, tem que considerar que quase 20% tem a contrapartida de reservas. (…) Acho a posição fiscal do Brasil confortável e todo mundo reconhece isso. A dívida bruta de outros países é de 90%, 100% do PIB”.

O governo deveria deixar claro que tem uma meta, que é a de estabilizar a dívida líquida como percentual do PIB, assumindo que vai usar a folga fiscal que tiver para fazer gastos sociais. Ideologicamente, “se pode discordar dessa posição, achando que o Brasil deveria levar a dívida líquida para 20% do PIB, que é mais importante do que fazer gastos sociais”.

O que mais se salienta na entrevista de Lopes é que ele explicita o debate ideológico colocado em seus termos. É um neoliberal que reconhece méritos do Governo de ideologia oposta, o que é incomum em Terrae Brasilis… Na verdade, a ideologia do Governo Dilma é social-desenvolvimentista, mas ele a classifica como socialista, demonstrando falta de precisão política, o que é comum entre economistas com formação ortodoxa. Sua virtude é não cair no “contrarismo”, isto é, o dogma de ser sempre contra o “governo do PT”. Divulgar falsas ideias, contra factuais, automática e impensadamente, apenas por que se trata de criticar o governo, é tão equivocado como seguir o “comportamento de manada”, tipo “Maria-vai-com-as-outras”.

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17 comentários

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rociclea soares pimentel

02 de fevereiro de 2014 às 15h49

ESSE É O SAUL LEBLON…

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 18h56

Multa: R$ 466.888,90
Valor Arrecadado: R$ 1.013.657,26

SOLIDARIEDADE E GRATIDÃO

Expressamos o nosso profundo agradecimento às companheiras e companheiros, amigos de todo o território nacional, que ao longo do exíguo prazo de oito dias se solidarizaram a um companheiro da correção, lealdade e integridade pessoal de Delúbio Soares.

Todo nosso trabalho – realizado nas redes sociais, entre os militantes petistas e de partidos de esquerda, movimentos sindical e popular, além dos amigos e amigas de Delúbio pelo país afora – foi embalado por uma questão política absolutamente clara: solidariedade e apoio aos que foram alvos de um julgamento político, midiático e de exceção. Julgamento onde houve uma tentativa de criminalização do projeto representado pelo PT, negando-lhe o papel histórico de profundas transformações sociais.

Nossa campanha de arrecadação foi um ato político, consciente e solidário. E o amplo êxito alcançado com a coleta de expressivos R$ 1.013.657,26, é a reafirmação de nossa solidariedade a um dos companheiros.

Ao expressarmos imensa gratidão aos milhares de doadores, muitos inclusive sem filiação partidária e movidos apenas pela indignação e o sentimento de solidariedade, convocamos para as novas jornadas em favor de José Dirceu e João Paulo Cunha. E o valor excedente de nossa campanha, descontados os tributos, será doado a esses companheiros, visando o pagamento de suas injustas e exorbitantes multas.

Maria Leonor Poço Jakobsen
OAB nº 170.083/SP
Coordenadora

FONTE: http://www.solidariedadeadelubio.com/

Viva o honesto, leal e sapiente povo trabalhador brasileiro!

Deus é bom!

E a verdade vos libertará!

Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 18h12

OUTRA BOMBA!

###################

Helena Chagas será demitida

Enviado por Miguel do Rosário
on 30/01/2014 – 2:20 pm 26 comentários

Dilma irá nomear o porta-voz do governo para chefiar a Secom

Canal direto Dilma Rousseff decidiu nomear o porta-voz do governo, Thomas Traumann, para chefiar a Secretaria de Comunicação Social, no lugar de Helena Chagas. Com a mudança, a presidente quer fortalecer a comunicação do Planalto, alvo de críticas do PT e de ministros, no ano eleitoral. A Secom terá interlocução direta com o ex-ministro Franklin Martins e com o marqueteiro João Santana, que coordenarão a comunicação da campanha à reeleição. Consultados, eles aprovaram a troca.

*

A demissão de Chagas, somada à decisão de trazer Franklin Martins para o núcleo duro da comunicação de governo, pode representar uma pequena revolução no debate político nacional.

É uma excelente notícia, em todos os sentidos!

Helena Chagas é uma profissional séria, ética e respeitável, mas sem estofo político. É uma ministra absolutamente técnica numa pasta essencialmente política. Sua própria presença lá representava um posicionamento oficial extremamente conservador, e flertando com a covardia, visto que ela controlava instrumentos que poderiam servir para enriquecer o debate político, e não os usou. Ao contrário, a Secom viveu um duro retrocesso político durante a sua gestão. Várias revistas e publicações comprometidas com ideias diferentes foram abandonadas. Adotou-se um critério técnico que só beneficiava as corporações midiáticas, cujo poder financeiro foi consolidado num regime de exceção.

É como se o governo da Alemanha pós-nazista só distribuísse verbas para jornais que apoiaram o nazismo, usando como pretexto o fato de só eles satisfazerem as condições “técnicas” necessárias.

Um comentário bacana!

Nossa, notícia excelente, será verdade? E o Paulo Bernardo bem que podia mandá-lo embora também!

Mônica Regina Dos Santos · Analista Educacional na empresa Superintendência Regional de Ensino – Diviópolis

– See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/helena-chagas-sera-demitida/#sthash.xzaTKfUR.dpuf

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 17h56

A VERDADE VOS LIBERTARÁ!

“Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe.”

Todos os COVARDES E CANALHAS assassinatos de reputações serão denunciados ao povo brasileiro e à comunidade internacional!…

Engana-se, quadradamente (sic), a DIREITONA MENTEcapta: não há nada de página virada na ESTÓRIA DO MENTIRÃO! Estamos, apenas, no prefácio! Os verdadeiros criminosos golpistas/fascistas/terroristas e corruptos de sempre irão pagar pelos crimes perpetrados!…

Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 17h49

Notem que o carrascão escroto diz que “o chamado mensalão cuida apenas de probleas relaciondos dao Banco Rural”. Ora, o que o Pizzolatto tem a ver com o Banco Rural? O que as campanhas de marketing do cartão Visa-BB (hoje Cielo-BB) tem a ver cm o Banco Rural?

luiz pinheiro 30.01.2014 às 16:08

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 17h42

Bomba! O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa!

ESSE ENDEREÇO NO YOUTUBE O SOM ESTÁ PERFEITO: http://www.youtube.com/B1olh0VKbSw

Enviado por jornalista Miguel do Rosário
on 30/01/2014 – 6:10 am

Responder

Messias Franca de Macedo

30 de janeiro de 2014 às 13h32

Bomba! O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa!

Enviado por jornalista Miguel do Rosário
on 30/01/2014 – 6:10 am

Prestem atenção nesse vídeo. Nele, Joaquim Barbosa fala inúmeras inverdades, além de seus ataques de praxe aos direitos dos réus.

É uma votação de 12 de maio de 2011. Julga-se exatamente se o STF deve liberar ou não os autos do Inquérito 2474 a alguns réus da Ação Penal 470. Barbosa vinha mantendo o Inquérito 2474 em sigilo desde que o recebeu, em março de 2007. No início de 2011, vazou uma pequena parte à imprensa, e vários réus da Ação Penal 470 solicitam ao STF para terem acesso à íntegra do inquérito, que tem 78 volumes. Barbosa, então relator da Ação Penal 470, recusa, e o caso vai a votação. Ao final, Barbosa vence, com ajuda de Ayres Brito, que desempata a votação.

Barbosa afirma que inquérito 2474 trata de outros réus e assuntos não relacionados ao mensalão petista.

Mentira.

O relatório do Inquérito 2474 trata dos réus que também estão na Ação Penal 470, como Marcos Valério e seus sócios, e Henrique Pizzolato e Gushiken. E traz documentos, logo em suas primeiras páginas, dos pagamentos Banco do Brasil à DNA, referentes às campanhas da Visanet. Ora, o pilar do mensalão foi o suposto desvio de recursos da Visanet, no total de R$ 74 milhões, para a DNA, sem a correspondente prestação de serviços. Como assim o Inquérito 2474 trata de assuntos diferentes?

Barbosa diz que a Polícia Federal tomou cuidado para “não apurar, no Inquérito 2474, nada que já esteja sendo apurado na Ação Penal 470″.

Mentira.

No inquérito 2474, um dos documentos mais analisados é o Laudo 2828, que investiga o uso dos recursos Visanet, que é o tema principal da Ação Penal 470.

Celso de Mello dá uma belíssima aula sobre a importância, para a defesa, de conhecer todos os autos que possam lhe ajudar. E vota contra o relator, em favor do pedido dos réus.

Barbosa se posiciona, como sempre, como um acusador impiedoso e irritado, sem interesse nenhum em dar mais espaço à defesa.

Observe ainda que Celso de Mello dá sutis estocadas irônicas na maneira “célere” com que Barbosa toca esse processo (a Ação Penal 470), “em particular”. Ou seja, Mello praticamente acusa Barbosa de patrocinar um julgamento de exceção.

Celso de Mello alerta que a manutenção de sigilo para documentos que poderiam ajudar os réus constitui um “cerceamento de defesa”.

Barbosa agiu, como sempre, como um inquisidor implacável e medieval. Ayres Brito e Luis Fux, para variar, votam alinhados à Barbosa.

É inacreditável que o Supremo Tribunal Federal (STF), um lugar onde supostamente todas as garantias individuais deveriam ser asseguradas aos cidadãos perseguidos pelo Estado, de repente se transfigurou num tribunal de exceção, de perfil inquisitorial, no qual os direitos da defesa foram tratados, sistematicamente, como meras “chicanas”, “postergações inúteis”.

Todas as regras foram quebradas, mil exceções foram criadas, para se condenar sumariamente.

Nesse vídeo, temos a prova de que Barbosa agiu deliberadamente para cercear direitos à defesa. Isso é o pior crime que um juiz da suprema corte pode cometer, e que justifica um pedido de impeachment.

Entretanto, se pode verificar no vídeo o nervosismo de Barbosa para afastar qualquer possibilidade de trazer as informações do inquérito 2474 para dentro dos debates.

Celso de Mello lembra, então, que o plenário ainda estava na fase de apurações, e que portanto era o momento adequado para enriquecer o debate com mais informações, ao que Barbosa responde, com sua prepotência de praxe, que a fase de investigação estava “quase no final”. Como quem diz: “não me atrapalhe, quero terminar logo esse circo; vamos condenar logo esses caras os mais rápido possível; temos que dar satisfação à Rede Globo.”

em
http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/bomba-o-video-que-pode-derrubar-joaquim-barbosa/#sthash.gwHsKXc2.dpuf

Responder

Luís Carlos

30 de janeiro de 2014 às 12h56

Por favor, não deixem a Miriam Leitão e Arnaldo Jabour vestirem a roupa invisível. Avisem eles que eles não são (totalmente) idiotas e que a roupa não existe, ou vai ser atentado violentíssimo ao bom gosto.

Responder

Sagarana

29 de janeiro de 2014 às 23h49

E se a oposição insinuar que vai fazer uma auditoria na dívida pública para afugentar os credores, elevar o custo da dívida e agravar ainda mais a situação? Qual será a opinião do Professor?

Responder

    Luiz (o outro)

    30 de janeiro de 2014 às 11h45

    Ah, tá! Agora conta a do papagaio.

    Luís Carlos

    30 de janeiro de 2014 às 12h52

    Auditoria? A oposição foje dessa palavra.

Francisco

29 de janeiro de 2014 às 20h10

Meia hora de explicação eficaz na TV, feita por alguém que tivesse dominio pleno da lingua portuguesa (sinto muito, Dilma, você não tem) e estava tudo resolvido por uns seis meses.

Mas o goiverno do PT é surdo, mudo, cego e burro.

O pior é que não sendo paralítico, trabalha (e muito!) mas ninguém sabe…

Responder

    daniel

    30 de janeiro de 2014 às 13h27

    Não são meia hora como você pede, mas bons 27. boa visualização.

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/a-boa-entrevista-coletiva-de-dilma.html

    Péricles

    30 de janeiro de 2014 às 14h50

    Vejamos o seu texto, caro sabichão:

    Meia hora de explicação eficaz na TV, feita por alguém que tivesse dominio pleno da lingua portuguesa* (sinto muito, Dilma, você não tem) e estava** tudo resolvido por uns seis meses.
    Mas o goiverno do PT é surdo, mudo, cego e burro.
    O pior é que*** (20 não sendo paralítico**** , trabalha (e muito!)***** mas ninguém sabe…

    * há vírgula aqui
    ** “estaria” é o correto
    *** há vírgula aqui
    **** ininteligível
    ***** há vírgula aqui
    OBS. Não foram considerados possíveis erros de digitação, tais como lingua e dominio (sem acento) e goiverno (embora o “i” esteja bem longe do “r” no teclado).
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Gilson Raslan

29 de janeiro de 2014 às 16h14

Quem postou o artigo é um FrancoAtirador, mas quem o produziu é campeão de tiro: acertou na cabeça dos economistas-vendidos; dos comentaristas econômicos, puxa-saco de patrão; dos banqueiros/rentistas; dos tucanos neoliberais, entreguistas, antipatriotas.
Parabéns, Saul. Como sempre, mais uma aula magna.

Responder

luiz carlos

29 de janeiro de 2014 às 15h14

Não entendo de economia dentro dos toque e retoques economês mas sei que o item qualidade,se for melhorado,vai bombar mais essa economia a moda BRICKS.Nunca se construiu tantos predios na cidade de Belem do Pará onde a pobreza é 3xmaior que São Paulo.Minha critica ´quanto à qualidade versus valor real,isso deixa a desejar,e muito!

Responder

FrancoAtirador

29 de janeiro de 2014 às 13h47

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Banqueiro patrocinador do Jornal Nacional da TV Globo

discorda da linha editorial adotada pela Rede Globo.
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Por Saul Leblon, na Carta Maior

Foi preciso que o presidente de um dos maiores bancos brasileiros viajasse 8.940 km para fora do país, um estirão aéreo de 11h até Genebra, na Suíça, para encontrar um jornalista, o competente Assis Moreira, correspondente do Valor Econômico, disposto a ouvir e reportar uma visão da economia ausente na pauta do Brasil aos cacos, que predomina nas páginas do seu próprio jornal.

Que isso tenha acontecido na carimbada paisagem de neve e ternos pretos de Davos, onde se realiza o concílio das corporações capitalistas, diz algo sobre o belicismo da emissão conservadora em azedar as expectativas contra o Brasil e seu desenvolvimento.

Luiz Carlos Trabuco Cappio, presidente do Bradesco, não dirige uma instituição socialista.

Segundo maior banco do país, o Bradesco acumulou até o 3º trimestre de 2013 um lucro da ordem de R$ 9 bilhões, em boa parte pastejando tarifas e juros no lombo de seus clientes.

Até aí, estamos na norma de um setor que ao primeiro alarme da crise mundial deixou o Brasil falando sozinho.

Recolheu-se ao bunker dos títulos públicos (juro limpo, risco zero de inadimplência) e deixou o pau quebrar do lado de fora.

Mais de 50% do financiamento da economia brasileira hoje é garantido pelos bancos estatais – 15 pontos acima do padrão de mercado pré-crise.

Não dispusesse de um sistema de bancos estatais, o país seria arrastado à crise pela vocação pró-cíclica da lógica financeira.

O Bradesco tem 26 milhões de correntistas; está espalhado por todo o Brasil – sua rede de oito mil agências talvez só perca para a do Banco do Brasil.

Um dos segmentos de maior expansão do banco no ano passado foi a carteira imobiliária: o financiamento de imóveis totalizou R$ 12,5 bi – crescimento de 33% no período, contra 11% do credito em geral.

Talvez essa capilaridade explique a dissonância.

O que disse Trabuco, em Genebra, destoa da água para o vinho dos clamores emitidos pela república rentista, aferrada a circularidade do lucro que não passa pela produção, nem pelo consumo.

No cassino, a regra de ouro é o descompromisso com a sorte do desenvolvimento e o destino da sociedade – não raro, o confronto, em modalidades conhecidas.

A saber: arbitragem de juros (leia ‘O governo invisível não quer Dilma’; neste blog), especulação com papelaria e moedas (bolsas, volatilidade cambial) e imposição de Selic gorda no financiamento da dívida pública.

Até mesmo pelo maior entrelaçamento geográfico com o país real (se o Brasil der errado isso tem consequências) o dirigente do Bradesco se obriga a um outra visão da economia e do governo.

Excertos da sua entrevista a Assis Moreira soam como mensagens de um marciano em meio ao alarido do rentismo local:

(…) ‘O grande desafio que nós temos é fazer o capital produzir no Brasil. É fazer o investimento estrangeiro ou capital privado nacional funcionar para suprir os nossos fossos, principalmente de infraestrutura. O Brasil não é um país pobre, é um país desigual. Não é um país improdutivo. Nós temos problema de competitividade, mas o país é produtivo’.

(…) ‘ninguém quer ficar fora do Brasil. Porque a democracia brasileira, o Judiciário, as instituições, a harmonia social, independente dos problemas que possam existir, tem uma coesão. O Brasil tem um projeto de país’.

(…) ‘Houve uma época na economia brasileira em que tudo estava no curto prazo. Agora, teve um alongamento. E foi positivo, porque o governo soube aproveitar isso, que foi o alongamento da dívida interna. Hoje já temos estoques importante de títulos de 2045, de 2050’.

(…) ‘O relatório do FMI foi até positivo em alguns aspectos, porque olhou para a economia brasileira e viu um crescimento superior à média da projeção dos economistas brasileiros. Isso é o reconhecimento da capacidade do PIB potencial.

Com relação ao movimento de capitais, o FMI falou genericamente, sobre migração [de capital]. O pior dos mundos seria um cenário em que os Estados Unidos, Europa e Ásia mudassem o patamar dos juros, aí teríamos… Acho que a fuga de capital no Brasil não se aplica’.

Isso na 4ª feira. Um dia antes, o mesmo jornal debruçava-se no colo do mercado financeiro para anunciar a rejeição do governo invisível do dinheiro à reeleição de Dilma.

A dificuldade em pensar o Brasil advém, muito, da inexistência de um espaço ecumênico de debate em que opiniões como a de um Trabuco, ou a de Luiza Trajano – a dona do Magazine Luiza, que desancou ao vivo um gabola desinformado do pelotão conservador – deixem de ser um acorde dissonante no jogral que diuturnamente aterroriza: de amanhã o Brasil não passa.
(…)
Pela ansiedade dos nossos falcões e a animosidade de seus gabolas no debate das questões nacionais, tudo indica que eles não querem ficar para trás.

Ao ouvirem notícias encorajadoras sobre o potencial do país desabafam enfadados:

‘Brasil? Poupe-me…’

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Brasil-Poupe-me-/30077)
.
.

Responder

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