VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Emanuel Cancella: É fundamental ler o que a Veja não publica


08/09/2014 - 10h49

dupla

Veja a manipulação

por Emanuel Cancella, nos comentários

A revista Veja, desta semana, como sempre faz às vésperas de eleição, lança denúncia “bombástica” tentando atingir e prejudicar a candidata Dilma e o PT.

Agora é o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto da Costa, na matéria da revista “O delator fala” que, utilizando-se da delação premiada, acusa governadores, senadores, deputados e partidos de se favorecerem de uma suposta caixinha na Petrobrás que a Polícia Federal investiga e chama de operação “Lava a Jato”.

Quando o denunciado age dessa forma é porque assume a culpa das acusações e ao invés de buscar sua inocência tenta diminuir sua pena.

É fundamental que a sociedade veja a revista como manipuladora e tendenciosa, senão vejamos: neste momento, no país, existe a denúncia da participação do doleiro Alberto Youssef na procedência do avião que matou Eduardo Campos e no qual a candidata Marina Silva também voou e ninguém fala nisso; e o escândalo do metrô de são Paulo, que envolve vários governos de São Paulo como Mario Covas, José Serra, e Geraldo Alckmin do PSDB.

Essa suposta quadrilha paulista que segundo denúncias perpetrou crimes contra o erário público e não foi alvo de nenhuma operação da PF e nem foi capa da Veja. Será por quê?

E o aeroporto no município de Claudio, em Minas gerais construído pelo governador e candidato a presidência pelo PSDB, Aécio Neves em terras de sua família, sumiu da mídia, virou pó. O aeroporto e depois o suspeito incêndio no galpão anexo ao aeroporto daria uma bela capa de Veja.

Quanto aos corruptos, superado o período de ampla defesa, e julgado por tribunais que não sejam de exceção, na Petrobrás ou em qualquer órgão público, tem que ir para a cadeia. Agora, preocupam a sociedade não somente os corruptos, mas também os corruptores que, ao que parece, Veja e a grande imprensa protegem.

Quase sempre são os mesmos e saem desses escândalos ilesos. E esses corruptores, nem bem um golpe é descoberto, já começam a delinear o próximo, pois contam com a mídia, com o Ministério Público e com a policia federal, que não os denunciam.

Quanto à Petrobrás, é preciso separar o joio do trigo, corrupto e corruptor têm que ir para a cadeia e a Petrobrás tem que ser preservada, pois apesar dos lamentáveis escândalos, financia mais de 70% do PAC, está construindo 4 refinarias no país, desenvolveu tecnologia que permitiu a descoberta do pré-sal, colocando-a entre as primeiras petroleiras do mundo. Vale lembrar que a Petrobrás há 60 anos nunca deixou faltar no país nenhum derivado de petróleo.

É fundamental que a sociedade faça a leitura daquilo que a revista Veja não publica!

Emanuel Cancella é diretor do Sindicato dos Petroleirosdo Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação nacional dos Petroleiros – FNP

Leia também:

Leitores: Delator trabalha na Petrobras desde 1978

Rodrigo Vianna: Aécio comemora o novo escândalo da “Veja”

Antônio de Souza: Delação seria para reverter tiro no pé de inflar Marina?

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



20 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

marco

09 de setembro de 2014 às 17h46

Emanuel.O que publicam os JORNALISTAS DO BRASIL,exceto pouquíssimos,que trabalham nesses amontoados de CANALHAS que se auto-intitulam jornal,rádio e teve,o fazem por que querem.São quinta-colunas antigos,e os donos das arapucas,aproveitam a falta de vergonha deles,para publicizarem qualquer coisa que sirva seus propósitos golpistas.A curiosidade que eu tenho,em relação aos aludidos CANALHAS,é saber se falta de vergonha,dói!Será que dói?Se doer,eles disfarçam bem!

Responder

MARINALVA

09 de setembro de 2014 às 16h42

Brasília. A presidente Dilma Rousseff disse ontem que há “uso eleitoreiro” das denúncias de corrupção na Petrobras e que seus adversários na disputa pela Presidência da República deveriam “olhar os seus telhados” antes de criticarem o governo e a estatal de petróleo.

“Hoje, há (exploração eleitoreira do caso Petrobras). Até porque os dois candidatos não podem esquecer os seus telhados. Eu não vou ficar aqui falando do telhado de ninguém, mas eles devem olhar os seus telhados”, disse. Segundo a petista, o governo tem a firme determinação na investigação. “Ele é um telhado cobertinho pela Polícia Federal investigando, o Ministério Público com autonomia”, disse ao referir-se aos concorrentes na disputa ao Planalto Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB)”.

Matéria completa no Diário do Nordeste: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/nacional/dilma-alerta-para-uso-eleitoreiro-1.1096947

Responder

Eduardo

09 de setembro de 2014 às 11h32

Penso que o PT como partido deve reivindicar atitudes da policia federal, MP federal e serviço de inteligência federal de modo a fazer valer a lei! Que segredo de justiça, que foro privilegiado é esse? Não há segredo para Veja? O foro privilegiado é a Veja? E os vazadores quem são? De que vale segredo e foro?Ambos são uma falácia!

Responder

Fernando

09 de setembro de 2014 às 11h13

Por que a PF não faz operação?

Responder

Mário SF Alves

09 de setembro de 2014 às 10h30

Íntegra da entrevista concedida pela presidenta Dilma ao Estadão:

https://www.youtube.com/watch?list=UUrtOL8bJsh-csozGS2aV77Q&v=KITndv74SHo#t=13

Responder

    Mário SF Alves

    09 de setembro de 2014 às 12h00

    Durante a referida entrevista a presidenta Dilma deixou claro que entende bem as questões e os interesses por trás da pressão por reajustes de preço da gosolina, que alguns, muito inescrupulosamente prevêm e chamam de tarifaço.

    Disse claramente que a pressão por elevação de pressões decorre de uma falsa premissa ao adotar como parâmetro os preços praticados no exterior, fato que apenas se justifica em relação ao que ainda temos de cota de importação de petróleo [e/ou derivados]. E disse mais: a Petrobras tem de atender seus acionistas, aos consumidores, mas, sobretudo, aos interesses do País, até porque, o petróleo é uma riqueza do povo do Brasil, e que nesse sentido somos 202 milhões de acionistas.

    ___________________________________________
    Entendo que os esclarecimentos inerentes à fala da presidenta Dilma, que inclusive deixa claro a posição do governo em relação aos corruptores, condizem e sustentam plenamente o fundamental na exposição de motivos apresentada pelo Emanuel Cancella, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação nacional dos Petroleiros – FNP, aqui divulgada.

    Mário SF Alves

    09 de setembro de 2014 às 13h09

    A contra-bala de prata hoje tem um nome: P-36

    E ela é importantíssima no salvamento da Petrobras e do Brasil da sanha privatarista. Essa agora denominada de “nova política”.

    “Nova política”: tem gente que acredita. Mas, haja dialética e roleta pra apostar em redes tão furadas como essas.

    De novo [na política de direita] no Brasil, só o neofascismo ecoado na velha mídia. Novíssimo.

Mário SF Alves

09 de setembro de 2014 às 09h32

Extra! Extra! Extra!

Presidenta da República Federativa do Brasil, presidenta Dilma Rousseff, reage a mais um ataque contra o modelo de desenvolvimento adotado pelo PT, rompe o pacto de silêncio governista, põe em risco a estratégia adotada e fuzila:

Não é próprio das plataformas saírem por aí afundando. R$ 1,5 bilhão equivale a duas Pasadenas, viu?”.

O Fato/Contexto geral:

“Tem uma coisa que é complicada. Quem não investiga não descobre. É o caso do mensalão do DEM e do mensalão tucano. Conosco não, nós investigamos, doa a quem doer”. Ainda no mesmo campo, Dilma relembrou o caso da P36, plataforma que afundou na época do governo de Fernando Henrique Cardoso: “Uma plataforma de R$ 1,5 bilhão afundar e ninguém investigar? Não é próprio das plataformas saírem por aí afundando. R$ 1,5 bilhão equivale a duas Pasadenas, viu?”.

________________________________________
O Fato/Contexto específico:

Nessa segunda-feira (08), Dilma Rousseff concedeu entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, no Palácio da Alvorada. Dilma falou sobre reforma política, segurança pública, investigação de denúncias e sobre o legado que ela e Lula deixaram para o país. Dilma lembrou ainda que querer governar sozinho, como é o caso de outros candidatos à presidência da república, não faz parte de nova política: trata-se de política velha, que leva o país a crises.

Logo no início da entrevista, a presidenta foi questionada sobre o caso Petrobras e o suposto desvio de dinheiro dentro da empresa, divulgado por uma revista semanal. “Esse diretor da Petrobras é do quadro de carreira da empresa, e esse caso não tem nada a ver com gestão. Isso tem a ver com o mau uso do que é público”, disse.

Fonte:http://www.mudamais.com/daqui-pra-melhor/em-entrevista-ao-estadao-dilma-defende-reforma-politica-e-o-novo-padrao-de

Responder

    Mário SF Alves

    09 de setembro de 2014 às 09h50

    E mais:

    Não darei à imprensa um caráter que ela não tem!

    “Em sabatina realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a presidente, candidata à reeleição pelo PT, disse também que não dá à imprensa “um caráter que ela não tem”, em alusão à denúncia feita pela revista Veja no fim de semana, que citou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, como um dos beneficiados no esquema de corrupção da estatal. “Se ela (a pessoa) estiver comprometida, é afastamento”, defendeu Dilma. “É prudente saber se isso é verdade. A própria revista que divulga os fatos não diz da onde tirou nem como tirou”.”
    Fonte:http://www.sul21.com.br/jornal/dilma-sobre-denuncias-da-veja-nao-darei-a-imprensa-o-carater-que-ela-nao-tem/

    ________________________________________________

    “A própria revista que divulga os fatos não diz da onde tirou nem como tirou”.”

    É crime, presidenta, é crime! A tal revista, conhecida desde outros carnavais, se aproveitou do crime de vazamento de informações sob segredo de justiça.
    _______________________________________________________
    Um caráter que ela não tem?

    Não, presidenta, com todo o respeito: ela tem caráter sim; e o caráter dela é um caráter golpista, antidemocrático, desleal e antipovo.

    _____________________________________________________________
    Saiba, presidenta Dilma, SEU desabafo é também o MEU!

    Parabéns!

    Há um limite paras as coisas, até mesmo quando o que está em jogo é o sagrado dever de garantir a continuidade do processo de inclusão social de quase metade da população do Brasil.

    Mauro Assis

    09 de setembro de 2014 às 11h14

    Mário,

    Se o afundamento da plataforma foi um crime, porque a presidenta do conselho de administração, depois ministra das minas e energia e por fim presidenta do Brasil não investigou?

    Mário SF Alves

    09 de setembro de 2014 às 15h35

    Desculpe, Mauro, mas eu não afirmei que foi um crime. Existe, sim, uma concatenação lógica entre o fato e a política praticada à época. No entanto, a não ser que se aja por irresponsabilidade cívica, falácias e/ou por interesses publicamente inconfessáveis, nada se pode afirmar sem a pertinente e profunda investigação.

    O que se discute aqui, e o que a presidenta Dilma fez vir à tona, é o velho adágio “dois pesos, duas medidas”, não?

Paulo Gomes

08 de setembro de 2014 às 21h54

Emmanuel,

Parabéns pela sua análise!

Você adotou de uma abordadem dialética para descrever a atuação deste panfleto travestido de revista semanal.

Responder

Francisco

08 de setembro de 2014 às 18h11

O PT vive correndo do prejuizo provocado pelo desgaste histórico perpetrado pela midia burguesa. Um dia, o prejuizo alcança…

Responder

FrancoAtirador

08 de setembro de 2014 às 17h31

.
.
O QUE A VEJA/ABRIL/NASPERS/FOX NÃO PUBLICA

ATÉ O ESTADÃO E A FOLHA DE S.PAULO PUBLICAM:

21 Novembro 2013 | 02h 02
O ESTADO DE S.PAULO

Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM

e cita propina a deputados (http://imgur.com/7zK1K8Z)

Segundo executivo que participou de acordo de leniência com o Cade, Lobista de esquema de setor metroferroviário disse a ele
que Edson Aparecido (PSDB), hoje homem forte do governo Alckmin (PSDB),
e Arnaldo Jardim (PPS) eram beneficiários de comissões; eles negam

Por Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade),
o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de
“documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção
no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas [PSDB],
(Geraldo) Alckmin [PSDB] e (José) Serra [PSDB],
e que tinha como objetivo principal o abastecimento
do caixa 2 do PSDB e do DEM”.

O ex-diretor da empresa alemã diz também que o hoje secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB),
deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB),
foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira
como recebedor de propina das multinacionais
suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo
entre os anos de 1998 e 2008.

O ex-executivo, que é um dos seis lenientes que assinaram no mês seguinte
um acordo com o Cade em que a empresa alemã revela as ações do cartel de trens,
também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), aliado dos tucanos, como outro beneficiário.

Trata-se do primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos.

Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As acusações do ex-diretor foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel em São Paulo e no Distrito Federal.

No texto, Rheinheimer escreve que o cartel “é um esquema de corrupção
de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais
do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar
e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.

Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens
como “envolvidos com a Procint”.

A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira,
segundo o Ministério Público e a Polícia Federal,
é suspeita de intermediar propina a agentes públicos.

O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP),
e aos secretários estaduais José Aníbal [PSDB-SP] (Energia),
Jurandir Fernandes [PSDB-SP] (Transportes Metropolitanos)
e Rodrigo Garcia [DEM-SP] (Desenvolvimento Econômico).

Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens,
onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007.

Ele e outro leniente prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada – em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial, decidiram contar o que sabem do cartel.

Esses depoimentos estão sob sigilo.

Sobre Aparecido e Jardim, Rheinheimer sustenta em seu texto
que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint,
Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga
pelas empresas de sistemas
(Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran)
à Procint”.

De Aloysio, Jurandir e Garcia, diz ter tido “a oportunidade de presenciar
o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint,
Arthur Teixeira, com estes políticos”.

Sobre Aníbal, anotou:
“Tratava diretamente com seu assessor,
vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”
[também do PSDB-SP].

Ele ainda apontou o vice-governador do Distrito Federal,
Tadeu Filippelli (PMDB),
e o ex-governador do DF José Roberto Arruda [Ex-PSDB e ex-DEM]
como “políticos envolvidos com a MGE Transportes (Caterpillar)”.

A MGE é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal
como a outra rota da propina, via subcontratações –
a empresa era fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.

Rheinheimer diz ser o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel dos trens, enviada em 2008 ao ombudsman da Siemens.

Ele relata ter feito as denúncias para se “defender de rumores sobre seu envolvimento neste escândalo”. O executivo assevera que, apesar de suas denúncias, a Siemens optou por “abafar o caso”.

No texto, ele se diz disposto a contar o que sabe,
mas sugere receber em contrapartida sua nomeação
para um alto cargo na mineradora Vale.

Rheinheimer afirma que queria induzir a Siemens a fazer
uma autodenúncia ao Cade para facilitar a obtenção
de autorização judicial para execução dos mandados
de busca e apreensão nas outras empresas.

Segundo ele, isso resolveria “o maior problema
do Ministério Público de São Paulo, que é o acesso às provas
para poder levar adiante suas investigações sobre corrupção ativa”.

“Além de envolver muitos projetos e dezenas de pessoas,
o esquema de corrupção se estende por um longo período”,
escreveu.

(http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,ex-diretor-da-siemens-aponta-caixa-2-de-psdb-e-dem-e-cita-propina-a-deputados-imp-,1098882)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2014 às 17h43

    .
    .
    07/02/2014 03h33
    Folha de S.Paulo

    Propina do cartel pode chegar a R$ 197 milhões

    Flávio Ferreira
    Mario Cesar Carvalho
    De SÃO PAULO

    A propina paga pelo cartel de empresas
    acusado de fraudar licitações do Metrô e da CPTM
    pode chegar a R$ 197 milhões,
    segundo depoimento sigiloso da testemunha-chave da investigação,
    o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer.

    A Folha obteve a íntegra do depoimento
    que o executivo deu à Polícia Federal,
    em que ele aponta três secretários
    do governo Geraldo Alckmin (PSDB)
    como destinatários de propina
    e detalha percentuais pagos pelo cartel.

    Segundo ele, a Siemens e seus parceiros
    pagaram 9% para fornecer trens
    à linha 5 do Metrô em 2000,
    um contrato de R$ 1,57 bilhão,
    em valores atualizados.

    Se o percentual estiver correto,
    a propina paga só nesse caso
    teria alcançado R$ 141 milhões.

    O executivo disse à PF que informou esses percentuais na época
    ao então deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM),
    presidente da Comissão de Transportes
    da Assembleia Legislativa do Estado,
    e concluiu que ele, “por lógica,
    também recebia valores oriundos da propina paga”.
    Garcia (DEM), hoje secretário estadual
    do Desenvolvimento Econômico em São Paulo,
    nega ter mantido a conversa narrada por Rheinheimer.

    O executivo depôs no ano passado após um acordo
    com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu
    a colaborar com as investigações e revelar o que sabe
    sobre a prática de corrupção por fornecedores do Metrô e da CPTM.

    Em troca, ele poderá sair do processo sem punição.

    O caso foi encaminhado no ano passado ao STF
    por causa das acusações a Garcia (DEM)
    e outros dois auxiliares de Alckmin (PSDB),
    o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido (PSDB),
    e o secretário de Energia, José Aníbal (PSDB).

    Eles são deputados federais
    e por isso só podem ser investigados
    com autorização do STF.

    Segundo o executivo da Siemens, o encontro com Garcia foi agendado pelo consultor Arthur Teixeira, suspeito de intermediar o pagamento de propina das empresas para políticos do PSDB e funcionários do Metrô e da CPTM.

    O delator disse à PF que procurou Teixeira porque um assessor da CPTM, Ricardo Ota, lhe avisou que o consultor repassava aos políticos só 5% do valor da propina e ficava com o resto do dinheiro.

    O executivo disse à polícia que pediu a Teixeira para falar “com o político, o cara que resolvia, o ponto de contato, porque queria conhecer o cliente final”. Teixeira então marcou o encontro com Garcia, segundo o depoimento.

    Rheinheimer afirmou à PF que contou a Garcia que o suborno seria de 5% sobre o valor de um contrato de manutenção de trens da CPTM, de 8% no caso de um programa de manutenção da CPTM e de 7% nos contratos para a extensão da linha 2 do Metrô.

    O ex-diretor da Siemens diz que, com a eleição de Garcia para a presidência da Assembleia, em 2005, o presidente da CPTM, Mário Bandeira, avisou que “deveria passar a tratar com José Aníbal, deputado estadual que ficou responsável pelos contatos políticos e com os pagamentos de propinas pela empresa”.
    .
    .
    (https://www.viomundo.com.br/denuncias/cptm-e-conivente-com.html)
    (http://limpinhoecheiroso.com/2014/08/21/trensalao-tucano-jose-serra-e-intimado-a-depor-sobre-cartel-de-trens-em-sao-paulo)
    .
    .

Urbano

08 de setembro de 2014 às 14h09

O pig, na condição de integrante da oposição ao Brasil, vem a fazer ou ajudar a fazer qualquer ato contra o Brasil e seu povo, pouco importando do quanto seja escroque. Os demais integrantes não divergem um nano mícron disso…

Responder

Léo

08 de setembro de 2014 às 12h40

Essas questões nunca entendi o porque de divulgarem nomes ligados ao Governo do PT.
Azeredo só caiu na boca do povo por denuncia de congressistas e meia duzia da imprensa. Mesmo assim, foi esquecido tamanha a esposição do mensalão petista pago aqueles que nao querem beneficiar a sociedade sem algo em troca do seu dever/favor.

Responder

Marta Rocha Bela

08 de setembro de 2014 às 11h21

Os mesmíssimos, sempre:

Seja corrompendo a prefeitura de São Paulo, e outras -, seja como acionistas de empresas coligadas corruptoras de outros órgãos estaduais, seja corrompendo o Congresso.Nem é mais preciso dizer que corruptos são alguns senadores ou depútados, já é quase um Congresso …. e mimetizam, e reaparecem.

Por mais que a Globo se esforce para colocar tudo nos ombros de uma presidenta.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Últimas matérias
Luiz Antonio Simas e o assassinato de Agatha: O problema das polícias militares não é ter dado errado, é ter dado certo

Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. Notícia do El Pais de 14.12.2017 Um terço dos moradores do Rio estão nas comunidades, […]

Ler matéria