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Elvino Gass: Aquele cartaz seria apenas uma estupidez, não fosse uma vergonha contra o Brasil e sua cultura
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Elvino Gass: Aquele cartaz seria apenas uma estupidez, não fosse uma vergonha contra o Brasil e sua cultura


22/03/2015 - 00h19

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Curioso o fato da minha faixa contra o Paulo Freire ter causado tanto bafafá. Em várias manifestações de tendência esquerdista, a figura de Jesus Cristo é completamente avacalhada (alguns até mesmo enfiam crucifixos no ânus) e praticamente ninguém da “cumpanherada” reclama. Mas criticar o Paulinho? Ah, isso não!!! Paulo Freire é uma figura sacrossanta!!! Haja saco… “Pedagogia do oprimido” = coitadismo e doutrinação marxista fulera; não recomendo nem para o meu cachorro.

Da página do professor Eduardo Sallenave, que conseguiu seus 15 minutos de fama ao repetir Rodrigo Constantino

Carta Aberta: Obrigado Paulo Freire!

Vimos à presença de vocês pedindo licença para nos posicionarmos, primeiramente enquanto educadores(as) capixabas e brasileiros, e depois como estudiosos/pesquisadores da educação, frente a algumas manifestações particulares no interior das manifestações do último domingo, dia 15/03/2015.

As declarações de ódio explícito a Paulo Freire e sua suposta “pedagogia de doutrinação comunista” foram uma das marcas dos protestos ocorridos no último domingo em vários lugares do Brasil.

Certamente, quem estendeu cartazes desse tipo atacando, senão o maior, um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos, reconhecido internacionalmente como autor de uma obra magnífica e também como símbolo de uma práxis pedagógica a serviço da construção de uma sociedade mais humana, justa e democrática, desconhece a sua história, não leu a sua obra ou, se leu, não a compreendeu.

Qualquer leitor atento da obra de Freire é obrigado a reconhecer que a sua Pedagogia é atravessada pelo princípio do diálogo como método essencial de construção do conhecimento. Não conseguimos entender como é possível que alguém que afirma e reafirma reiteradamente o diálogo como o caminho necessário para uma educação que respeita a autonomia dos educandos, pode ser rotulado de doutrinador.

A educação é por princípio uma atividade de difusão de valores políticos, axiológicos, estéticos, ideológicos etc. Freire insistia em nos alertar: não existe educação neutra.

Transmitir conteúdos prontos sem problematizar os diferentes usos que se faz e que se pode fazer deles na vida concreta da sociedade tem sido a prática dominante da educação escolar brasileira há séculos. Tal processo tem ocorrido de modo dogmático, autoritário, antidialógico e antidemocrático. Ou seja, promovendo (aí sim) uma doutrinação política em favor de uma ordem autoritária, hierárquica, injusta, formadora de sujeitos submissos, incapazes de compreender o uso social do conhecimento que é sempre subordinado a algum interesse.

Freire explicitou que não existe conhecimento e professor que pairam acima das circunstâncias sociais. A educação não é neutra, ao contrário, é sempre a favor ou contra algo, a favor ou contra alguém, a favor ou contra uma dada realidade.

Assumindo-se o caráter eminentemente político de qualquer ato educativo, o educador, de fato, não é aquele que se diz neutro, e sim aquele que abre o diálogo com os educandos a respeito das suas visões de mundo, problematizando-as e buscando seus fundamentos. Freire nos ensinou a fazer isso, ou seja, ensinou-nos a fazer uma educação adequada a uma sociedade democrática.

Tempos difíceis esses em que vivemos. Pessoas que não se importam de marchar junto com outras que pedem intervenção militar acusam Paulo Freire, um dos maiores símbolos da luta democrática do Brasil, de defender a doutrinação na educação.

Se tivéssemos certeza de que esse tipo de deturpação e inversão da realidade não passasse de mera provocação sem maiores danos, nem precisaríamos nos dar ao trabalho de responder e comentar. Porém, infelizmente, não é assim. A história nos ensina que um povo movido por ódio, ignorância, irracionalidade e manipulação midiática pode provocar muitos estragos.

Pode, inclusive, manchar uma obra reconhecida mundialmente, independentemente do sistema político adotado, pois se trata de uma obra moderna, humanista, democrática e defensora do respeito aos seres humanos e seus direitos. Inclusive os que com honestidade intelectual e política discordam, reconhecem que é uma obra eminentemente dialógica.

O Brasil, com suas condições objetivas, produziu no decorrer do século XX este educador e pensador da educação reconhecido pelo mundo, que não sejamos nós, neste início de século XXI a desfazer esta lição de diálogo e democracia.

Freire nos ensinou a fazer da educação um instrumento de luta a favor dos mais vulneráveis da sociedade e revelou que a educação hegemônica tem servido aos poderosos. Seja por desonestidade, seja por ignorância, seja por manipulação, seja por cumplicidade com a ordem social vigente no planeta, os que levantam cartazes contra Paulo Freire fazem um desfavor à educação do Brasil e do mundo.

Diante de tudo o que dissemos anteriormente resta-nos concluir dizendo e conclamando a todos(as) educadores(as) deste país a se indignar, dizendo:

Obrigado Paulo Freire: por ter aberto os nossos olhos sobre o potencial da educação.

Obrigado Paulo Freire: por ter nos legado uma obra de tanto valor.

Obrigado Paulo Freire: por nos deixar orgulhosos por saber que um brasileiro é tão lido e respeitado no mundo inteiro, inspirando milhões de educadores e estudiosos, que veem em sua vida e em sua obra uma inspiração para continuar lutando contra todas as formas de opressão e para continuar desvendando as deturpações promovidas por aqueles que se acham os únicos merecedores de uma vida digna.

Grupo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire (GEPPF) da Universidade Federal do Espírito Santo

*****

21/mar/2015, 10h28min

Paulo Freire não era só um cartaz no 15 de março

por Elvino Bohn Gass*, no Sul 21

Ir às ruas pedir um país melhor, como aconteceu no dia 15 de março, é um movimento que deve ser respeitado por quem defende a liberdade democrática.

Não se confunda, pois, respeito com aquiescência a opiniões políticas equivocadas e cinicamente seletivas que, neste dia, tentaram atribuir a uma pessoa, Dilma, ou a um partido, o PT, a culpa pelos males históricos do Brasil.

Para respeitar o 15 de março, é preciso retirar dele o viés eleitoreiro (“não tenho culpa, votei no Aécio”), golpista (“impeachment”), violento (“intervenção militar”, bonecos enforcados), anti-democrático (“fim do Supremo”), incoerente (Bolsonaro e alguns do investigados da Lava Jato estavam nas ruas) e desumano (“feminicídio, sim”).

Sobra pouco? Ainda assim o exercício do respeito é necessário, porque este “resto” é o que de mais precioso há numa nação democrática: o direito de as pessoas dizerem o que pensam.

Este direito também é meu, e exerço-o para repudiar quem sustentou, no dia 15, um cartaz com a aberração “basta de Paulo Freire”.

Talvez alguns dos que protestaram não saibam, mas 15 de março é o Dia da Escola. E Paulo Freire é uma das maiores referências da pedagogia popular moderna do mundo!

Talvez os manifestantes também não saibam, mas a contribuição deste brasileiro à educação, fez dele Doutor Honoris Causa em mais de 40 universidades internacionais – entre elas as celebradas Oxford e Harvard – e sua vasta obra integra a formação de educadores em todos os continentes.

Aquele cartaz seria apenas uma estupidez se não fosse uma ignomínia contra todo o país e sua cultura. Não por acaso, no Dia da Escola, a Unesco (braço das Nações Unidas par a educação, a ciência e a cultura), escolheu publicar em suas redes sociais, justamente uma frase de Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”.

Sim, para Freire a educação é prática política. Então, quando um movimento autoriza, sem contestação que se diga “basta de Paulo Freire”, é porque sua organização contém a ideia de que basta “da prática” difundida por este educador. Nada pode ser mais equivocado.

A maior lição de Freire é que a educação tem o poder de dar fim à opressão da classe dominante sobre a classe trabalhadora, dos patrões sobre os empregados, da patroa sobre a doméstica, do doutor sobre o motorista.

Aquele cartaz carregava, portanto, uma espécie de confissão ideológica daqueles que com ele desfilaram. E que, não por acaso, eram brancos, ricos e conviviam “pacificamente” com inúmeros outros cartazes que pediam “intervenção militar”.

O absurdo faz lógica entre os seus portadores, afinal, para os militares, a prática desse brasileiro cuja importância o mundo celebra e reconhece, rendeu-lhe cadeia e proibição de suas obras.

Talvez, a única resposta a tamanha estupidez seja mesmo a escolhida pela ONU.

Não há transformação sem pessoas educadas. E pessoas educadas não permitem que se enxerte no conceito de democracia qualquer crime contra a honra, a memória ou a cultura de um povo.

Aquele cartaz não apenas despreza uma das mais bonitas, generosas e profundas contribuições de um brasileiro ao mundo.

Mas revela, também, o caráter anti-democrático de quem fez e de quem permitiu que desfilasse entre as palavras de ordem do dia. Foi apenas um cartaz, mas disse muito sobre o 15 de março.

*Elvino Bohn Gass é Deputado Federal (PT-RS) e Secretário Nacional Agrário do PT

PS do Viomundo: Os analfabetos funcionais nos ajudam quando, através de demonstrações de sua ignorância, criam polêmicas tão educativas quanto esta.

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72 comentários

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Marcelo Teixeira

27 de março de 2015 às 08h28

Sugestão:
Dá próxima vez, se houver, devem perguntar a quem está carregando a faixa, assim como quem não quer nada, quem foi/ é esse tal de Paulo Freire.
Vão se surpreender com as possíveis respostas.

Responder

abolicionista

27 de março de 2015 às 00h50

Xi, Plutarco, citar Olavo de Carvalho para refutar Paulo Freire? A única aventura acadêmica do astrólogo Olavo de Carvalho foi dizer que não precisamos do cérebro para sobreviver (ele é a prova viva de sua teoria) e você quer compará-lo ao Paulo Freire? Agora tenho certeza de que você nunca leu nada do Paulo Freire. Que tal dar uma lida antes de criticar?

Responder

    Mário SF Alves

    27 de março de 2015 às 21h19

    Prezado Abolicionista,
    Um pouquinho de livre pensar:
    Entendo que só existem dois caminhos para a atual crise que assola a Humanidade: um é o sistema de referências de Marx; o outro é o totalitarismo de Hitler. O primeiro é uma porta estreita, de difícil passagem e que pode exigir a um só tempo responsabilidade, desprendimento e amor pela Vida; o outro é porta larga, ampla, por onde qualquer totalitário genocida ou imperialista pode folgadamente passar. O de Marx leva à libertação dos povos e ao porvir da Humanidade; o de Hitler ao hospício do extermínio coletivo e ao condicionamento robotizante da Humanidade.
    __________________________________________
    Aos que ainda acreditam ser possível e desejável ver o mundo submisso à hegemonia dos USA a porta é ampla.
    _____________________________________________________
    Lembrando Chaplin: “não sois máquinas, homens é o que sois.”

Mário SF Alves

26 de março de 2015 às 16h46

Aí, Plutarco:

Dizem que em Latim o cristão “levanta-te e anda” é traduzido como “surge et ambula”. Deve ser assim mesmo.
Aproveita o embalo: “surge et ambula”.
E, não me leve a mal, pois digo isso no melhor sentido da expressão. Religioso, por assim dizer.

Responder

Nelson

26 de março de 2015 às 15h54

“Sacumé, o socialismo, comunismo etc são legaizinhos, o problema é que quando eles se estabelecem morre muita gente…”

Aquele que não leu ou não se informou, minimamente, sobre a verdadeira história do capitalismo, poderia, ao ler o escrito pelo professor Plutarco, acreditar que tal sistema sócio-econômico-produtivo é um mar de rosas, o reino da paz.

Centenas de milhões de indígenas exterminados, só na nossa América. Milhões e milhões de negros africanos tornados escravos, queimados como carvão, para gerar a acumulação primitiva necessária ao boom do capitalismo. Duas grandes guerras mundiais deflagradas no século XX, por conta do capitalismo. Milhões de pessoas exterminadas pelas ditaduras que desgraçaram a vida latinoamericana, na Nicarágua, em El Salvador, em Honduras, na Guatemala, no Chile, na Bolívia, no Peru, na Argentina, e outros países, e nas guerras da Coréia e do Vietnam, no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, para ficar só nessas.

Ditaduras implantadas e sustentadas pelo país mais capitalista do planeta e guerras também instigadas ou levadas a cabo pelo mesmo para que o sistema capitalista pudesse perdurar para sempre e o nosso professor tem a coragem de ver mortes apenas no socialismo e comunismo.

Responder

Nelson

26 de março de 2015 às 15h38

“Quanto ao Paulo Freire, nem sei se ele era marxista, só sei que a educação brasileira, hoje nas mãos de verdadeiros adoradores do cara vai de mal a pior”

Noam Chomsky nos ensina que os governos dos EUA adotam a tática que todo advogado mediano receita a seu cliente: “Se você for apanhado com a mão no bolso de alguém, seja o primeiro a gritar: ladrão, ladrão!”.

Me parece que o nosso professor Plutarco está usando da mesma tática para “livrar a cara” de seu adorado sistema. Explico. Resta quase nada para que a educação brasileira seja absorvida por completo pela lógica capitalista e o professor vem tentar nos convencer de que ela está tomada, até a medula, pelos marxistas.

É ou não é a tática do advogado mediano revelada por Chomsky?

Responder

    Mário SF Alves

    26 de março de 2015 às 16h35

    Pronto. Disse o que precisava ser dito. De minha parte, dou por encerrado esse assunto.
    __________________
    Aliás, não. E só aproveitando a oportunidade:
    O regime militar, instituído por e para os interessados na manutenção do capitalismo mais safado do Planeta, nem eles, com todo aquele poder do “prendo e arrebento” foram capazes de contribuir para o progresso da Educação no Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Paulo Freire, mesmo, foi banido, exilado. E em lugar de seu método de ensino puseram o quê, mesmo? O MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização. E detalhe: nesta época o Brasil contava com aproximadamente 100 milhões de almas. Só isso. Só cem milhões de almas; não havia ainda a influência nefasta da TV, que estava “engatinhando”, a população do País era predominantemente rural, e nem assim.

    Plutarco

    26 de março de 2015 às 17h05

    Nelson,

    Paulo Freire era brasileiro. É só vc ver os comentários aqui para ver que o cara parece uma divindade. Todo pedagogo/educador da área de humanas que conheço é louco com o cara.

    Logo, por aqui deveria funcionar, certo?

    Aliás, funciona em algum outro canto? Falo sério, queria ler sobre algum caso de sucesso dos ensinos dele, nào uma escola, mas uma cidade, um estado, um país…

Marinho

25 de março de 2015 às 22h30

O tal professor Braulio acabou de vez com a aura da UNB progressista que teve em Darcy Ribeiro um de seus fundadores

Responder

Nelson

25 de março de 2015 às 20h43

“No capitalismo:
1+1=800 bilhões.
Jobs+Wozniak (numa garagem)=Apple, que vale mais que a soma das empresas brasileiras nas bolsas, ou duas Petrossauro no auge (agora vale mais de 20).”

Com essa, o nosso emérito professor – aaargh! – Plutarco “abriu o jogo” e demonstrou sua adoração, sua fissuração, fanática, ao que parece, ao capitalismo. Portanto, enxergando somente cifrões a sua frente, é óbvio que ele não terá a sensibilidade necessária para entender a mensagem do grande Paulo Freire.

E, como o currículo do mestre é tão grandioso, não resta outra opção ao Plutarco que aquela muito utilizada pelos anticomunistas fanáticos contra seus adversários: o reducionismo de tachar Freire de marxista.

Responder

    Plutarco

    25 de março de 2015 às 23h20

    Plutarco,

    Estou muito confortável com a minha opção pelo capitalismo. Sacumé, o socialismo, comunismo etc são legaizinhos, o problema é que quando eles se estabelecem morre muita gente…

    Quanto ao Paulo Freire, nem sei se ele era marxista, só sei que a educação brasileira, hoje nas mãos de verdadeiros adoradores do cara vai de mal a pior. O que não funciona deve ser descartado (cê vê como sou um mesmo capitalista?).

    Mário SF Alves

    26 de março de 2015 às 15h22

    Nelson,
    Perdão por usar seu direito de réplica. Mas, voltemos ao Plutarco. Epa! Plutarco?
    “Plutarco ou Lucius Mestrius Plutarchus, nome que adotou ao se tornar cidadão romano, foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo médio platônico grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Moralia.”
    _______________________
    Enquanto um, o verdadeiro, escreveu Vidas Paralelas, esse nosso, só escreveu o “Pararelismos Inglórios de Uma Argumentação Politicamente Ingênua”
    _________________________________
    Senão, vejamos. Escreveu ele [o nosso Plutarco tupiniquim, pretenso antagônico de Paulo Freire]:
    “Estou muito confortável com a minha opção pelo capitalismo. Sacumé, o socialismo, comunismo etc são legaizinhos, o problema é que quando eles se estabelecem morre muita gente…
    Quanto ao Paulo Freire, nem sei se ele era marxista, só sei que a educação brasileira, hoje nas mãos de verdadeiros adoradores do cara vai de mal a pior. O que não funciona deve ser descartado (cê vê como sou um mesmo capitalista?).”

    Humm… sei… bacana, isso.

    Aos fatos:
    1) “…o socialismo, comunismo etc são legaizinhos, o problema é que quando eles se estabelecem morre muita gente…”

    Aqui, já de início, o autor mostra sua retórica chinfrim e preguiçosa, olavocarlhiana. Então, que seja assim, vamos falar de morte. Primeiro o conceito de morte. Uma coisa é de morte entendida segundo o senso comum, ou seja, o fim da vida, a morte corporal; o outro, o de morte relativa, aquela que vem aos pouquinhos, sadicamente, em decorrência da subnutrição, das intoxicações por venenos incorporados aos alimentos e a morte moral ou espiritual. Posto isso vamos o que mata mais:

    1- IIª Grande Guerra (iniciada pelo nazismo e que é um regime governamental imposto totalitariamente como saída para a crise econômica do capitalismo iniciada em 1929:
    Alemanha: 7.303.000 pessoas + China: 20.000.000 + Japão: 2.680.000 + Polônia: 5.600.000 + URSS: 23.000.100 + 20.000.000 de russos + 10.000.000 de soldados alemães + EUA: 418.500 + … + Brasil: 3.533 =
    Total de mortos: 59.604.600 seres humanos.
    Fonte:
    2- Guerra covarde e humanamente injustificável contra o Iraque: 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos.
    __________________________________
    Arg! Deve ser muito confortável, mesmo.
    Referências:
    1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Mortos_na_Segunda_Guerra_Mundial
    2) https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2014/12/25/a-terceira-guerra-mundial-por-boaventura-de-souza-santos/
    “…Outro grande jornalista, John Pilger, dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos. Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?”
    E uma pergunta, apenas pra encerrar esse “confortável” cenário:
    O que teria acontecido à China, à época com quase um bilhão de habitantes, se os chineses em lugar de adotar o livrinho vermelho de Mao tivessem mantido imutável o capitalismo? Imagine, ó, adorável e bem acomodado “cristão” Plutarco.

Jair Fonseca

25 de março de 2015 às 18h59

Esses direitistas ficariam surpresos ao saberem que a obra de Paulo Freire, doutor honoris causa nas principais universidades do mundo, é das mais traduzidas nos Estados Unidos e na Europa, lugares que esses ignorantes tanto veneram. E seu método é empregado mais fora do Brasil do que entre nós.

Responder

    Plutarco

    26 de março de 2015 às 17h12

    Ah, é, Jair? Me mande então algum exemplo de caso de sucesso da ladainha freiriana, algum país, cidade, que a educação dele tenha mudado.

    Olegário

    27 de março de 2015 às 08h10

    Evidências e documentos por favor, senhor Jair.

    Elias

    27 de março de 2015 às 13h37

    Peço licença, Jair, para responder aos dois coxinhas que o desafiam a mostrar a influência de Paulo Freire no mundo: “Atualmente, a rede freiriana no mundo está conectada em cerca de 90 países, ou por universidades, ou por pedagogos/estudiosos de Freire.”
    http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2012/12/paulo-freire-e-seu-metodo-de-alfabetizacao-de-adultos.html

Morvan

25 de março de 2015 às 14h00

Boa tarde.

Carissimi del ViOMundo:

Como falei, na intervenção em que disse que “… este grupo de faixas corrobora a tese do golpismo, principalmente aquela que diz quais os órgãos do sistema judiciário têm validade, para os golpistas, claro…”, agora nos vem a notícia de Audiência na Câmara, para discutir, pasmem, “Doutrinação Nas Escolas“, Elo de Acesso aqui, sugestão do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), autor projeto de lei (PL) que trata, por exemplo, das diretrizes da educação e da proibição de professores utilizarem as aulas para impor ideias políticas ou religiosas.
Retirado do Elo sugerido: “Na opinião do professor de sociologia do Departamento de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Braúlio Porto de Matos, o problema da doutrinação começa na formação dos professores, que, para ele, é essencialmente esquerdista. Ele citou nomes de personalidades que influem na formação dos docentes, dentre eles, o do educador Paulo Freire“.
Então, caros Elvino Grass, autor deste excelente artigo, e demais debatedores, a colocação daquela faixa se enquadra no que penso: é muito orquestrado para ser autêntico e “espontâneo”.

Saudações “{✰}¹³ Dilma, Vamos De Coração Valente; Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

Flavio Wittlin

24 de março de 2015 às 12h49

Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, disse uma vez que queria puxar a pistola ao ouvir falar de cultura. Tudo indica que a turba que desfilou no 15 de março atacando o Paulo Freire e sua obra tem o mesmo querer.
Sou co-fundador da Viramundo (www.viramundo.org), ONG com ações dialógicas e abordagem participativa no campo da educação em saúde e saneamento ambiental. Inspirada nos conceitos freirianos, ela atua em comunidades de favelas há 10 anos, buscando manter-se sempre ligada aos seus moradores.
A partir desta vivência, a Vira lançou projeto político-pedagógico de Curso de Educação em Saúde e Saneamento Ambiental (Curso ESSA), que foi acolhido com entusiasmo na PUC-Rio.
O ESSA já está no quinto ano !
Iniciou na Rocinha e hoje está presente no Complexo do Alemão, com discentes do ‘asfalto’ e alunos bolsistas das comunidades de diferentes bairros, docentes nacionais (NESA-UERJ, Fiocruz, PUC-Rio, etc) e internacionais (Universidades de Ottawa e Victoria; de Ottawa, Georgetown e Califórnia-Berkeley e S. Fco; Metropolitana de Manchester e Oxford; Academia Nacional de Medicina do Quirguistão). Enfim, uma iniciativa genuinamente verde-amarela, em solo brasileiro, atraindo interesse comunitário, acadêmico e planetário, inspirada em PF.
Só o desvario dos mocos, não por ignorar sua obra mas por repudiar suas posições libertárias, pode agredir o legado freiriano. E, quem sabe, estar tentado a sacar a pistola para interditá-lo! Mas, vale lembrar aos desvairados uma sabedoria aprendida na terra de outro gigante (Mandela): em rio de hipopótamo, crocodilo nada de costas!

Responder

O Mar da Silva

24 de março de 2015 às 10h42

Salve Paulo Freire!

Salve Anísio Teixeira!

A ignorância de certas pessoas tomou proporções maiores com a difusão de suas ‘ideias’ pelas redes sociais. Há muita hipocrisia entre aqueles que diziam protestar contra a corrupção, a favor do Brasil, e pediam a intervenção militar – um crime – e levaram bandeiras como essa contra o Paulo Freire.

Responder

Francisco

24 de março de 2015 às 04h07

“Em várias manifestações de tendência esquerdista, a figura de Jesus Cristo é completamente avacalhada (alguns até mesmo enfiam crucifixos no ânus) e praticamente ninguém da “cumpanherada” reclama.”

Aonde é que você viu isso?!? Se o maior mal da esquerda brasileira é justamente a carolice?!

Repito: aonde é que você viu isso?!? “Várias”?!? “Várias” manifestações com crucifixo no ânus de figuras de Cristo?!!

Aguarda-se ansiosamente alguma, qualquer foto do(s) episódio(s). É uma denuncia contra intolerância religiosa que TODA A ESQUERDA, mesmo a esquerda ateia, denunciará furiosamente!!! Nenhuma religião pode ser agredida dessa forma, pois agressões dessa forma fazem surgir monstros fundamentalistas totalitários, que terão toda razão de reclamar desse tipo de ofensa.

Que o Deus cristão leve para o Inferno mais profundo todo aquele que ofende crenças, mente e abjura.
(Entendeu?)

Responder

    Mário SF Alves

    24 de março de 2015 às 09h28

    É que, em sua cegueira política, infelizmente, e absurdamente, já chegaram às vias de fato em termos de retórica antipetista e anti-inclusão social. Daí apelarem para os mais vis argumentos, para as calúnias e para a difamação.
    _______________________________
    É por isso que perdi a boa e os coloquei como sendo exatamente o extremo oposto de Marx. E você sabe ou imagina qual seja esse referido extremo oposto de Marx, não?

Mário SF Alves

23 de março de 2015 às 23h33

A questão está posta: de uma lado Marx, de outro Hitler. Vamos ver quem pode mais. Ou melhor, vamos ver quem tem mais a ver com a vida e quem mais a ver com a morte. E por morte entenda-se não apenas a morte física pela fome e pela desesperança, mas também a morte espiritual, cultural e artística.
_____________________________
Um fato: o governo que temos não pode tudo.
Embora eleito pela maioria de nós, é um governo sujeito às regras e aos desmandos do poder de fato, historicamente constituído a partir de relações sociais de produção estabelecidas durante mais de trezentos anos de escravismo e que também por isso assenta-se num dos sistemas econômicos mais iníquos e atrasados do Planeta.
____________________________________________
Nesse contexto, discutir Paulo Freire é imprescindível, e defendê-lo contra agressões fascistas mais imprescindível ainda. Porém o que está em questão é a luta anti-imperialista. É esse o foco. E nesse sentido que o governo que temos, ainda que tão fragilizado, deu alguns passos fundamentais, entre os quais:
1) Combateu e combate à fome e à miséria que há quase um século vinha assolando este País;
2) Iniciou a construção de infraestrutura econômica de superação das iniquidades próprias mesmo desse referido sistema econômico, caracterizado por um capitalismo subdesenvolvimentista, atávico, desumano e avesso à soberania do Brasil.
3) Integrou-se econômica e/ou politicamente com a América Latina, com a China, com a Rússia, com a Índia e com a África do Sul.
O resto só depende de nós. De nossa capacidade de entendimento e de nossa capacidade de resistência nas diversas frentes de luta.
Por luta anti-imperialista entende-se a premente questão da defesa das gerações futuras e da nossa sobrevivência física e espiritual. E é contra a ausência de limites e desmandos de um país exclusivista, totalitário, pretensamente hegemônico, belicista, colonialista, invasor de privacidade, negador de soberania, dominado pelo corporativismo e ainda perdidamente racista.

Responder

Marinho

23 de março de 2015 às 23h05

Abolicionista, o tal do Plutarco já disse ao que veio. Ou melhor, deveria ter ido ao site da Veja, lá nosso querido liberal seria bem recebido.

Responder

    Plutarco

    25 de março de 2015 às 23h24

    Marinho,

    Eu leio lá e cá. mas comento só cá.

Mário SF Alves

23 de março de 2015 às 13h25

Cansados de surrar o Gramsci, agora voltam suas baterias lacerdistas contra Paulo Freire.
Em se tratando de Brasil, até bem recentemente, um dos países mais injustos do Mundo, tal ataque a um dos maiores educadores de todos os tempos, soa como sintomático. E é doença de sintoma bastante conhecido na História, especialmente na Itália. E foi ela que motivou o desfecho trágico na vida do aliado de Hitler e líder fascista, Benito Mussolini, que acabou enforcado e dependurado de cabeça para baixo. Coincidência ou não trata-se aqui do mesmo líder fascista que encarcerou o Gramsci.

E estão muito bem acompanhados: deu um lado o Lacerda, dito o Corvo, o arrependido; de outro o Mussolini, o publicamente enforcado.

Ah, estão com saudades do MOBRAL? Pois, continuem nele.

Responder

Morvan

22 de março de 2015 às 19h21

Boa noite.

Carissimi:

Tragicômico é que uma obra da envergadura do Método Paulo Freire é muito pouco conhecida, aqui no Brasil, graças à paranoia dos algozes, civis e militares, para com o Método de ensino, bem como com o seu criador, os quais são ‘instados a intervir’, democraticamente (Sic!), ou constitucionalmente, como apregoavam alguns zangões alegóricos. Malgrado minha formação (pedagogo), não foi só esta faixa que me causou espécie. Aquela do feminicídio, portada por uma mulher!, e aquela, a qual passo o Elo de Ligação, reivindicando o “Controle da Corrupção“, não no sentido de combatê-la, e sim a quem esta, de fato, pertence. Reivindicação, mesmo. E este grupo de faixas corrobora a tese do golpismo, principalmente aquela que diz quais os órgãos do sistema judiciário têm validade, para os golpistas, claro:

https://morvanzinho.files.wordpress.com/2015/03/15-03-201513410_785396138210491_1371560873274582278_n.jpg

Ps.: Lá no Blogue do Tio Hari, não passaram despercebidas, tais faixas, principalmente a referente a Paulo freire e esta, acima, resgatada por Maria Thereza, via FB.

Saudações “Dilma, Vamos De Coração Valente; Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

    Morvan

    22 de março de 2015 às 19h29

    Boa noite.

    Carissimi:

    Perdoem pela vírgula:

    Ps.: Lá no Blogue do Tio Hari, não passaram, despercebidas, ....

    A propósito, a faixa do do “Controle da Corrupção” me lembrou a candidata brasiliense, aquela que prometia “defender a corrupção“.

    Saudações “Dilma, Vamos De Coração Valente; Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás“,
    Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

    Otto

    23 de março de 2015 às 18h14

    Confuso! Escreveu, escreveu e não disse nada.

Hell Back

22 de março de 2015 às 16h18

Esse “professor” dono da faixa em questão, só queria aparecer. O coitado, como não tinha como se sobressair arrumou a melancia (faixa) e colocou-a no pescoço.

Responder

osmar g. pereira

22 de março de 2015 às 15h17

Paulo Freire não “pregava”…Paulo Freire dialogava. era Educador, não pastor.

Responder

    Otto

    23 de março de 2015 às 18h13

    “Dialogava” suas verdades absolutas e ai de quem discordasse…

    Francisco

    24 de março de 2015 às 04h14

    “Dialogava” suas verdades absolutas e ai de quem discordasse…”: “(…) ai de quem discordasse (?!?)”

    Não me consta que Paula Freire tenha posto qualquer pessoa no pau de arara ou cadeira do dragão.

    Paulo Freire morreu na Suíça trabalhando no Instituto Rousseau o mesmo onde trabalhou Jean Piaget. Na Suíça, Freire deixou uma imensidão de seguidores que lá e no resto da Europa ainda utiliza os fundamentos da sua concepção de formação humana.

    Pessoalmente tenho reservas a Freire, acho ele muito cristão, muito pacifico, muito otimista com a raça humana.

    Mas eu posso dizer esse tipo de coisa da obra dele: eu li Paulo Freire…

FrancoAtirador

22 de março de 2015 às 15h07

.
.
“Quando a Educação não é Libertadora,
o Sonho do Oprimido é ser o Opressor”
(Paulo Freire)
.
.
Por isso que ainda existem tantos Escravos Voluntários
.
servindo de Ventríloquos de Senhores da Casa Grande.
.
.

Responder

Elias

22 de março de 2015 às 13h54

Lembro de uma entrevista de Paulo Freire onde ele fala sobre o tempo em que morou em Santiago do Chile. Houve um grande terremoto na capital chilena e Paulo Freire se encontrava num 3º ou 4º andar de um prédio. Tudo começou a tremer e o professor mais tarde se referiu àquela terrível sensação como algo que veio a lhe faltar o chão sob os pés. Nessa entrevista também ele descreve que no terremoto ele descobriu a diferença entre medo e pânico. O medo você controla, você raciocina sobre o que pode acontecer. O pânico lhe tira toda capacidade de raciocinar, é um vácuo mental que o leva ao desespero da incógnita. Paulo Freire era professor 24 horas por dia. Não havia quem o ouvisse e não aprendesse algo novo. Esse dono da faixa contra o mestre escolheu o protesto errado para participar da manifestação. Não foi feliz. Ele é professor. Um dia talvez caia na real e descubra a grandiosidade de um colega seu. Por ora não passa de um contestador alienado.

Responder

Plutarco

22 de março de 2015 às 13h10

Se Paulo Freire fosse bom o ensino brasileiro não seria o lixo que é.

Simples assim.

Responder

    FrancoAtirador

    22 de março de 2015 às 15h58

    .
    .
    A do Canadá e da Finlândia também:
    .
    (http://www.freire.org/paulo-freire/paulo-freire-organizations)
    .
    .

    Plutarco

    22 de março de 2015 às 20h34

    Franco, querido,

    Eu trabalhei na Finlândia.
    Dizer que a educação finlandesa deve algo a Paulo Freire só pode ser piada…

    Abolicionista

    22 de março de 2015 às 23h33

    Mas que imbecil, Paulo Freire deu aula até nos EUA. Seu método de alfabetização de adultos é até hoje um modelo hegemônico na maior parte do mundo. É inacreditável a quantidade de idiotas que a Veja conseguiu produzir. Se estudasse um tiquinho saberia que a pedagogia de Paulo Freire foi expurgada das escolas brasileiras pelos militares, que deram início ao sucateamento gradual do ensino nacional. Até hoje, infelizmente, é o modelo legado pela ditadura que rege as diretrizes de nossas instituições de ensino, com raras e saudáveis exceções. Uma experiência recente bastante influenciada por Paulo Freire foi a Escola da Ponte, em Portugal, mas leitor da Veja não quer saber disso. São histéricos e adoram lamber um coturno. Eu francamente já perdi a paciência.

    FrancoAtirador

    23 de março de 2015 às 11h06

    .
    .
    Se trabalhaste na Finlândia, deves saber que aquele país comunista bolivariano
    .
    tem Educação 100% Pública e Gratuita e Carga Tributaria de 50% do PIB .
    .
    (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-finlandia-esta-fascinando-o-mundo-com-seu-sistema-de-educacao)
    .
    A diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, Jaana Palojärvi,
    veio ao Brasil como representante de um dos sistemas educacionais
    mais reconhecidos do mundo, com alunos se destacando
    nas primeiras posições da principal avaliação internacional de estudantes,
    o PISA (Programme for International Student Assessment).
    (http://portal.inep.gov.br/pisa-programa-internacional-de-avaliacao-de-alunos)
    .
    Jaana Palojärvi é veemente ao afirmar que as escolas na Finlândia
    oferecem a todos ensino de qualidade e gratuito.
    .
    Por lá, apenas 2% das instituições de ensino são particulares,
    e mesmo estas são subsidiadas pelo governo.
    .
    Além disso, a diretora defende que o padrão de ensino
    é o mesmo em todas as escolas finlandesas
    e, por isso, as crianças passam a frequentar a escola do bairro,
    que está mais próxima de onde elas vivem.
    .
    Um princípio de igualdade que equaliza oportunidades.
    .
    Valorização das diferentes formas de aprendizagem
    .
    Na Finlândia, o modelo pedagógico sustenta
    diferentes estilos de ensino, segundo a diretora.
    .
    O foco não é tanto em conteúdo, mas na análise
    e no uso de diferentes formas de aprendizagem.
    .
    Existem crianças mais visuais,
    outras aprendem melhor com música,
    outras se podem usar das mãos
    para compreender um novo conceito.
    .
    Na Finlândia, o foco não está no aluno que vai melhor.
    Pelo contrário, os professores tentam identificar aqueles
    que podem ter problemas, para integrá-los socialmente.
    .
    Valorização das artes
    .
    Enquanto por aqui a preocupação maior é trazer mais meninas
    para as áreas das Exatas, lá é exatamente o contrário.
    .
    As escolas finlandesas já têm aulas de artes e música
    no currículo básico, e a carga horária delas deve aumentar ainda mais,
    tentando atrair também a atenção dos meninos mais matemáticos das salas.
    .
    “A cada dez anos, muda tudo em Física. Muda tudo em Química.
    Por isso o conteúdo não é tão importante,
    mas ter jovens criativos e comunicativos é essencial”, diz Jaana.
    .
    Fonte: Exame/Abril
    .
    .
    Leia também:
    .
    (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-finlandia-esta-fascinando-o-mundo-com-seu-sistema-de-educacao)
    .
    .

    Mário SF Alves

    23 de março de 2015 às 14h08

    Finlândia?

    Ora, mas não é esse o País onde nasceu o Linus Benedict Torvalds, criador do núcleo do sistema operacional GNU/Linux?

    Então? Assim como a Pedagogia do Paulo Freire, o código fonte do Linux foi livremente disponibilizado pelo finlandês Linus Torvalds e é digno de todo o respeito. Ou será que isso também só serve ao dito coitadismo e à tal fulerice ideológica marxista? E a comunidade internacional que o desenvolveu e ainda o desenvolve deve ser igualmente uma comunidade de coitados?
    Aliás, para os que pensam que a socialização de conhecimento expressa no gesto do Linus e na pedagogia, sim, libertadora, de Paulo Freire devem ser coisa de “coitadismo”, o bom mesmo deve ser o uso do Windows, um sistema operacional de código fechado, pago, e via de regra usado de forma não autorizada pelos incorruptíveis que ora cegamente fazem o jogo do tudo [só] contra o PT, não?

    Em tempo:
    Como sempre faz questão frisar o Morvan: seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux. Ou será que queremos continuar sendo achacados pelos preços exorbitantes, pela espionagem eletrônica e pelo oportunismo mais deslavado praticados pela Microsoft e congêneres?

    Morvan

    24 de março de 2015 às 14h54

    Bom dia.

    Mário SF Alves (23/03/2015 – 14:08):

    … Em tempo:
    Como sempre faz questão frisar o Morvan: seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux. Ou será que queremos continuar sendo achacados pelos preços exorbitantes, pela espionagem eletrônica e pelo oportunismo mais deslavado praticados pela Microsoft e congêneres?…
    “.

    Caro Mário SF Alves, d´antemão, obrigado pelas menções, a mim e ao GNU-Linux, a quem devo tanto. Graças ao GNU-Linux, pude aprender computação no nível que eu projetara para mim mesmo. E transmitir, claro, dentro de minhas limitações e filtros, pois leciono GNU-Linux e LibreOffice. Vivam Paulo Freire, sua magistral obra, Linus Torvalds e seu GNU-Linux, um novo paradigma no conhecimento técnico, sem dúvida, e vivam todos os soldados que lutam pela liberdade.

    Saudações “Dilma, Vamos De Coração Valente; Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás“,
    Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

    Francisco

    24 de março de 2015 às 04h20

    Plutarco, você ensinou na Finlândia (rsrsrs)…

    Me perdoe, mas pessoas com a sua abordagem de Filosofia da Educação, não são aceitas numa escola Finlandesa nem para pintar parede (nada contra pintar parede, mas para pintar parede, não precisa estudar nem mesmo um Manual Básico de Filosofia da Educação).

    Plutarco: conta outra…

    PS. Traduz o que eu disse ai em cima em finlandês…

    Plutarco

    24 de março de 2015 às 12h47

    Francisco, querido, onde vc leu que eu lecionei na Finlândia?
    SOS português para ti, rapaz.

Haroldo Cantanhede

22 de março de 2015 às 12h29

Difícil entender porque fizeram isso e outras tantas maluquices nesta “manifestação”; um festival de sandices as mais variadas, neste experimento de doutrinação direitista promovido pela nossa mídia que, por sinal, deve estar bem satisfeita com o seu poder de manipulação. Acho que é burrice mesmo, entremeada com uma dose cavalar de ignorância, além dos óbvios egoísmo e imediatismo, típicos da raça humana, mas que por aqui ganha contornos bizarros, pois as pessoas não lêem livros – lêem apenas revistas e jornais – e justo aqueles que propagam esse comportamento alienado e saem às ruas com fantasias (sic) de tio sam, camisetas com palavras ofensivas – seu único objetivo é agredir o bom-senso; e nem falemos de cultura porque senão eles começam a falar de novela. Eu li a Pedagogia do Oprimido e o recomendo a todos que queiram aprender um pouco sobre o pensamento de Paulo Freire, ou para se tornar professores melhores, seja na escola, no trato com os circunstantes, etc.

Responder

    FrancoAtirador

    22 de março de 2015 às 16h05

    .
    .
    Muito bom, prezado Haroldo.
    E bem Didático. À la Paulo Freire.
    Um Abraço Camarada e Libertário.
    .
    .

FrancoAtirador

22 de março de 2015 às 12h03

.
.
Se, após a Promulgação da Constituição de 1988,
.
houvesse a implementação nas Escolas do Brasil
.
do Método Pedagógico proposto por Paulo Freire,
.
como Padrão de Alfabetização no Ensino Brasileiro,
.
não haveria hoje tantos Analfabetos Funcionais,
.
como os Muares que carregam cartazes nas ruas
.
sem saber sequer o significado do que expressam.
.
.
(http://es.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire)
(http://en.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire)
.
.

Responder

Mário SF Alves

22 de março de 2015 às 11h34

O dilema posto pelo Paulo Freire é fundamental:
Sem que haja evolução das consciências, sem que superação da ideologia dominante, o oprimido, uma vez liberto da opressão, tenderá sempre a se identificar com o opressor.

Oprimido? mas o que estou dizendo?
Ah, isso é coisa de coitadismo; coisa de doutrinação marxista fulera.
Penso se teria havido um Quilombo dos Palmares se os escravizados – isentos dessa praga do coitadismo [e de tal fulerice ideológica marxista] – tivessem aceitado a escravidão como um fato ou fenômeno natural.

Coitadismo é botar Jesus Cristo nessa roda. É apelação ao extremo. Ou terá sido por mera falta de argumento?

Noto que hoje qualquer medíocre se acha no direito de se contrapor aos grandes homens de “nossa” História. Por quê?
Há medíocres que, inclusive, têm a volúpia de tentar desconstruir a História na presença de quem viveu na pele a própria História. Haja villanice!

Responder

Mário SF Alves

22 de março de 2015 às 10h44

Uma singela homenagem àqueles que babam de raiva e ódio ao ver alguém vestido de vermelho:

https://www.youtube.com/watch?v=g8QXbQm2pTA

Olé!
https://xicomalta.files.wordpress.com/2012/04/touro-tourada-espanha-20110815-size-598.jpg

Responder

Plutarco

22 de março de 2015 às 09h26

Sou professor, Paulo Freire foi paraninfo a minha turma de formatura. Sua eleição contou com o meu quase solitário voto contra. Já naquela época identificava em seus escritos uma tese furada: a de que não existe ensino neutro. A partir dessa premissa falsa (sou da área de exatas, então para mim é mais fácil entender isso como uma bobagem) o camarada desenvolve toda uma pedagogia que visa “enfiar o pé na jaca”, na linha: como não existe ensino neutro, partamos nós para a doutrinação através do ensino.

É só dar um google hoje em dia para ver que ele está longe de ser essa unanimidade que os seus seguidores brasileiros apregoam.

Mas sabe como é, uma ideologia, quando fica assim bem velhinha, vem morar no Brasil…

Responder

    Mário SF Alves

    22 de março de 2015 às 10h52

    Ainda que sem a devida e necessária contextualização, admitamos. Mas, mesmo assim fica a dúvida:

    E quem é politicamente neutro?

    A própria neutralidade em si já não seria um ato político, ainda que movido pela racionalidade matemática ou pela indiferença?

    Plutarco

    22 de março de 2015 às 13h08

    2-1=1.
    É neutro o suficiente para vc?

    Agora, eu posso ensinar isso à Paulo Freire:

    “Um pobre meeiro explorado pelo cruel fazendeiro capitalista produz 2 t de milho. O fazendeiro fica com 1 t. Quantas t restam para o pobre sujeito, vítima do capitalismo selvagem?”

    Mário SF Alves

    22 de março de 2015 às 14h29

    “2-1=1.
    É neutro o suficiente para vc?

    Agora, eu posso ensinar isso à Paulo Freire:

    “Um pobre meeiro explorado pelo cruel fazendeiro capitalista produz 2 t de milho. O fazendeiro fica com 1 t. Quantas t restam para o pobre sujeito, vítima do capitalismo selvagem?”
    ____________________________
    Clap, clap, clap…
    O quê?
    Mas, isso é histórico, amigo.
    E por falar nisso, algum o amigo ouviu falar nos boias-frias, exército industrial de reserva ou em lavoura vendida na folha?
    É mais ou menos assim:
    Boia-fria: agricultor sem terra, cujo único meio de produção é sua força de trabalho ofertada e empregada em condições subumanas como recurso único de sobrevivência ao empreendedor usineiro e/ou outro;
    Exército industrial de reserva: o ex boia-fria que farto de tanta exploração e/ou outras adversidades, inclusive pelo estigma de jeca tatu tão amplamente explorado, migra para grandes metrópoles, e vive de bico até que surja um emprego em condição menos indigna;
    Lavoura vendida na folha: ocorre quando o agricultor se vê contingência de apenas poder comprar no armazém da fazenda. Assim, em razão deste monopólio e frequente aviltamento de preços e o consequente endividamento, outra alternativa inexistia senão a venda da lavoura ainda na folha, antes da formação de grãos e/ou tubérculos.

    Matemática e sociologia rural elementares, meu caro.

    Ah, mas estamos falando do quê?

    Onde já viu isso? Não, num país com a História de escravização e as dimensões do Brasil; não num país com 8 milhões e 560 mil km², isso não. Não num país que já nasceu sob o signo das Capitanias Hereditárias e que parou no tempo das Sesmarias, não, isso não.

    Haja relações de compadrio.

    FrancoAtirador

    22 de março de 2015 às 14h44

    .
    .
    Errado, Plutarco.
    .
    No Capitalismo => 1 + 1 = 1
    .
    Problema de Aritmética:
    .
    Qual o Resultado da Soma
    de 1 Político Tucano
    com 1 Urubu de Mídia?
    .
    Resposta:
    .
    1 Fundo Abutre
    Sociedade Anônima
    .
    .

    Edgar Rocha

    23 de março de 2015 às 00h59

    2-1=1… isto não é neutro. É frio, impessoal. Mas não é neutro. Porque sua neutralidade é meramente discursiva, ideológica. Uma opção do educador. Abstrações não falam por si nem se impõe sobre o domínio de quem a cria ou a usa. Seria como dizer que um computador se impõe sobre o intelecto de quem o utiliza, que tem vontade própria. Assim como 2-1=1 é uma abstração, a palavra educar também o é. E o fato de você receber o adjetivo educador não o torna compulsoriamente um, assim como 2-1=1 não tem a menor funcionalidade se não atender à necessidade de quem assimila tal conhecimento ou reconhece sua funcionalidade. Poderíamos considerar o termo “educador” ou “educação” como algo neutro, submetido à uma regra social, bem como 2-1=1 se submete a uma regra natural: diploma+conhecimento=educador. Felizmente, Paulo Freire parece ter assimilado o caráter funcional e a aplicabilidade do termo, apropriando-se da abstração para a resolução de equações bem mais complicadas e menos frias. Algo só é CONHECIMENTO diante da realidade. Alguém só é EDUCADOR diante da realidade. Conhecimento não educa a ninguém por si. É preciso estar associado à realidade de forma funcional e libertadora (no sentido freireano, diga-se).

    Plutarco

    23 de março de 2015 às 13h23

    Errado, Franco.

    No capitalismo:

    1+1=800 bilhões.

    Jobs+Wozniak (numa garagem)=Apple, que vale mais que a soma das empresas brasileiras nas bolsas, ou duas Petrossauro no auge (agora vale mais de 20).

    luis

    23 de março de 2015 às 14h15

    Meu caro, sou de exatas também, não sou professor, mas permita-me discorda-lo ! Você não acha que há diversos metodologias de ensinar matemática para uma criança ? Você pode ensinar de forma “fria”, ou através de interações da matemática com a realidade, ou através de jogos, enfim, por si só isso é uma escolha, e não é nada neutro ! A escolha de como ensinar matemática por si só é política, que diz muito sobre o educador e suas verdades !

    Morvan

    23 de março de 2015 às 15h40

    Boa tarde.
    Caro Luis, no meio de tantos comentários, alguns mais outros menos felizes, não posso não comentar a felicidade do seu Post.
    A questão pedagógica, quando referente à criança, estando ou não, já na fase de “Operações Formais”, fatalmente terá de passar pelo lúdico. Porque, tendo a criança, cronologicamente falando, atingido este período de apreensão da realidade, ou não, ela ainda verá as coisas de uma forma difusa, ou seja, não há uma separação muito clara: “Isto aqui é lúdico; aquilo lá, é lógico, é inferencial“.
    Isto explica, por motivos outros, porque aquela escola no Piauí teve um salto enorme no seu status educativo | educacional, na métrica do MED, ao ministrar matemática com “xadrez humano”. Não vou passar o Elo. Mas não é difícil encontrar. O seu comentário edificou demais o debate.

    Saudações “Dilma, Vamos De Coração Valente; Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás“,
    Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

    Plutarco

    23 de março de 2015 às 16h58

    Galera,

    E o lúdico por acaso é posição política?

    O que não deve ser feito é ensinar posicionamento político (ainda mais marxismo, algo que nunca deu certo em canto algum) junto com a matemática, ou qualquer outra matéria a nào ser história, para que a tragédia não se repita.

José Carlos Vieira Filho

22 de março de 2015 às 09h23

Ora, sendo a Pedagogia do Oprimido uma potente vacina contra o facismo, é perfeitamente natural que seu autor seja atacado numa manifestação facista.

Responder

Otto

22 de março de 2015 às 08h39

Ué, por acaso Paulo Freire é Deus? Não se pode questionar tal e tal ponto de usa doutrina? Todo mundo tem que obedecer feito carneirinho?

Responder

    Edgar Rocha

    23 de março de 2015 às 01h03

    E todo argumento contra deve ser aceito bovinamente, colega? Não seja seletivo. O autor defende tua liberdade criticar, mas reivindica a sua de contra-argumentar. Se você se sentiu agredido pela solidez de seus argumentos, o autoritário é você. Abs.

    Joaquim

    27 de abril de 2016 às 15h13

    Resumindo, se você pensa diferente de Paulo Freire e assemelhados, você é um maldito autoritário… Democrático o pessoal hein?

Arnaldo Costa

22 de março de 2015 às 08h20

Não caminhamos para o facismo, já vivemos o início dele representado por alguns. Total inversão de valores. O pior são “pessoas de bem” misturadas a essa gente. Não tão de bem assim, alguns adotam uma postura egoísta e não enxergam além do próprio umbigo.

Responder

    Mário SF Alves

    22 de março de 2015 às 11h17

    São politicamente ingênuos e indiretamente contribuem para levar água ao moinho de uma eventual hegemonia mundial dos SPYstates [deus nos livre e guarde]. E sem sombra de dúvida que este Império sabe e saberá muito bem como se aproveitar da ingenuidade deles, ou seja: escraviza-los-á; robotiza-los-á; feudaliza-los-á.

    Ou será ainda acreditam que após o advento de uma tal deplorável hegemonia planetária, as ultra-corporações que hoje ditam as regras do jogo e governam países inteiros não se dividirão em pequenos e poderosíssimos reinos feudais? E como será que manterão tais feudos senão pelo mais absoluto controle das consciências?

    Tá tudo lá no Huxley; tá tudo lá no “Brave New World”. Aliás, nas análise do Muniz Bandeira, também. E nas do Noam Chomsky, também.

    Mas… esses caras todos são de esquerda, né? Inclusive o George Orwell, autor do best-seller “1984”.

    “O Grande Irmão está de olho em você”: Snowden que o diga, os vazamentos do Wikileaks que o digam.

Leonidas Mendes Filho

22 de março de 2015 às 08h15

Alguém capaz de dizer “basta de Paulo Freire” precisa de tratamento ou de piedade! Mas, não pode continuar dando aulas ou “falando” com crianças!

Leonidas Mendes Filho
(historiador, bacharel em Direito, professor, educador, cidadão)

Responder

    Plutarco

    22 de março de 2015 às 10h23

    Leonidas,

    Não se pode discordar do que o Paulo pregava?
    Sou também professor e digo: basta de Paulo Freire!

    Abolicionista

    22 de março de 2015 às 23h42

    Por que você não vai urrar pra lá, seu canalha? Cria vergonha na cara primeiro e depois vem fazer discursinho fascista, combinado?

    Plutarco

    23 de março de 2015 às 13h21

    Abolicionista,

    Na falta de argumentos a respeito da mensagem, só xingando o mensageiro, não é mesmo?

    Típico da “democracia” de esquerda…

    abolicionista

    25 de março de 2015 às 18h07

    Se você quer argumentos, diga algo minimamente inteligente. É claro que você pode discordar de Paulo Freire, mas é preciso dizer o motivo. Do contrário, ao dizer apenas “basta de Paulo Freire” só estará expondo sua ignorância. Pelo menos leia um dos livros de Paulo Freire e procure se informar melhor sobre sua trajetória. Como sei que você não fará isso, prefiro não perder meu tempo argumentando contigo.

    Plutarco

    25 de março de 2015 às 23h30

    Abolicionista,

    O motivo é um só: se quase todo mundo mais ligado à educação (pedagogos, povo da área de humanas) no Brasil é fã do cara, todo mundo estudou na escola etc e a educação brasileira é esse lixo, como é que as ideias do cara podem prestar?

    Andei lendo umas coisas sobre ele em textos de gente do ramo fora do Brasil e tem muita gente que, traduzindo aquela linguagem hermética dos acadêmicos, acha o sujeito um tremendo picareta.

    Aqui no Brasil o Olavo de Carvalho tem alguns textos sobre ele que são bem interessantes tb.

paul moura

22 de março de 2015 às 06h48

Elvino, não sejamos ingênuos.
Estupidez, não. É uma barbárie, próprio dos bárbaros, incautos e incultos.

Responder

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.