VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Centro de torturas pode ser tombado aos 50 anos do golpe


24/01/2014 - 20h16

por Ivan Seixas, via e-mail

Nesta segunda feira, dia 27 de janeiro, será definido o processo de tombamento do prédio onde funcionava o DOI-CODI do II Exército, maior e mais violento centro de tortura e extermínio de militantes da Resistência contra a ditadura militar.

O processo foi aberto por uma solicitação minha, com o apoio de várias entidades de defesa dos Direitos Humanos e de sobreviventes da ditadura militar.

Esse julgamento será histórico, pois ocorre no começo do ano em que se marca os 50 anos do Golpe de Estado que derrubou o Presidente Constitucional João Goulart e a destruição da Democracia brasileira.

Além disso, ocorre também dentro dos trabalhos da Comissão da Verdade, que exigiu o tombamento e a transformação do local em um Memorial às Vítimas da ditadura militar.

Convido [email protected] para a sessão de decisão do processo no CONDEPHAT, que fica no prédio da Secretaria de Cultura do Estado, na rua Mauá, 51 (mesmo prédio da Sala São Paulo), com início às 9:30 horas.

PS do Viomundo: No episódio abaixo, de uma série do Jornal da Record, Ivan Seixas volta ao prédio do DOI-CODI, onde o pai dele (foto no topo) morreu e ele, Ivan, foi barbaramente torturado.

Leia também:

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10 comentários

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Bernardino

27 de janeiro de 2014 às 11h08

Aqui no Brasil se preserva o lixo do passado. COM Apoio do STF de parte da classe media e da Maioria da Populaçao DESPOLITIZADA e semi analfabeta,incluindo aí a MIDIA BANDIDA!!!!!!

Responder

Romualdo Pessoa

26 de janeiro de 2014 às 22h44

Em minha opinião, o termo Ditadura Cívil-Militar, como deseja alguns historiadores reformistas, presta-se ao sentido semelhante ao que tentou dar o jornal Folha de São Paulo, no editorial já citado, de considerar a ditadura militar, como uma “ditabranda”, diferenciando-a das demais ditaduras que ocorreram na América Latina. Penso que falta a alguns desses reformadores uma leitura nas obras de alguns dos mais destacados geopolíticos, da Escola Superior de Guerra, a começar por Golbery do Couto e Silva, que desde 1962 já elaborava as estratégias de poder, baseada na ideologia da segurança nacional. Embora majoritários, nem todos eram militares, como por exemplo a professora Therezinha de Castro. Em suas obras podem-se encontrar tanto os sentimentos que os nortearam, como os objetivos que seriam alcançados de acordo com o que estabelecia essa doutrina. E ela era inegavelmente militarista, tinham nas preocupações estratégias geoeconômicas e geopolíticas os elementos basilares que lhes davam as razões ideológicas para controlarem, com todas as forças, as estruturas do poder do estado brasileiro.

http://www.gramaticadomundo.blogspot.com.br/2013/04/ditadura-civil-militar-quem-dominava-o.html

Responder

    FrancoAtirador

    27 de janeiro de 2014 às 03h46

    .
    .
    Concordo, Romualdo.

    A Ditadura no Brasil foi exclusivamente Militar e aplicada de forma tão ou mais Cruel do que qualquer outra.

    A Doutrina da Segurança Nacional foi elaborada para enquadrar todos os civis no Regime Militar, inclusive nos códigos e procedimentos militares, como se toda a população brasileira e as próprias instituições estatais e particulares formassem um grande esquadrão anticomunista, em defesa dos valores cívicos e morais tradicionais das Forças Armadas.

    Algo que atualmente se assemelha muito ao Estado Policial Penal que vem sendo imposto aos países ocidentais pelos United States of America.

    E há no País um odor venenoso do ar do passado se disseminando pela Sociedade BraZileira, sob o lema ‘Ordem e Progresso’, que deveria manter todos os democratas em alerta. Só o uso de máscaras anti-gás talvez não seja suficientemente eficaz.
    .
    .

    José Rosa

    28 de janeiro de 2014 às 09h01

    Caro Romualdo.

    Sua argumentação é muito justa. Entretanto, ousaria lembrar que os militares agiram a soldo das grandes oligarquias nacionais e de grupos financeiro-industriais internacionais. Sem o apoio econômico e logístico destes (ou seja, se o golpe fosse exclusivamente militar), não só no momento do golpe, mas durante toda a ditadura, acho que seria improvável que os militares que lideraram o golpe tivessem tido êxito.

    Romualdo Pessoa

    31 de janeiro de 2014 às 12h10

    José Rosa, o golpe não foi exclusivamente militar, não digo isso. Mas muitos civis que o apoiaram, visando a tomada de poder, perceberam depois que os militares não abririam mão de terem o controle do Estado. Carlos Lacerda é o maior e exemplo, tendo sido um dos maiores propagandista da necessidade de se retirar Janio pela força e sendo posteriormente cassado pelos militares. Não foi o único, aliás. É só um exemplo.

    Além do mais, não há nenhuma ditadura militar que não tenha apoio civil. Pode-se ver todas que vigoraram na América Latina. Inclusive as mais violentas, a chilena e a argentina. Em todas elas houve apoio da burguesia nacional e internacional. Mas “civis” é um termo muito genérico e é incorreto aplicá-lo dessa forma. Foram todas ditadura militares, apoiadas por SETORES da sociedade civil, aqueles vinculados à classe dominante e uma parcela da classe média. Embora desta tivessem saído muitos revolucionários. Mas quem dominava o Estado eram os militares, por meio do CISNI. Toda a estrutura de poder estavam nas mãos dos generais.

Romualdo Pessoa

26 de janeiro de 2014 às 17h48

Pelo jeito “democraticamente” vcs rejeitaram a crítica à expressão inventada: civil-militar. É a dita-branda.

Responder

Dida

25 de janeiro de 2014 às 15h17

Destapar todas essas atrocidades, e reescrever a historia para as novas geraçoes, é importante dar visibilidade a esse passado triste para que sejamos de verdade uma democracia plena!
Brasil eu acredito em vc e estamos no caminho de consolidar a nossa jovem democracia!!!!

Responder

Bonifa

24 de janeiro de 2014 às 21h38

Na Argentina, todos os lugares relacionados com crimes da ditadura estão tombados e se tornaram locais de visitação turística.

Responder

    Relidio

    24 de janeiro de 2014 às 22h30

    Aqui no Brasil se preserva o lixo do passado

    tiao

    25 de janeiro de 2014 às 18h58

    ” Meu pai contou pra mim;
    eu vou contar para meu filho.
    Quando ele morrer?
    Ele conta para o filho dele.
    É assim: ninguém esquece.

    Kelé Maxacali (um índio)


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