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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Delegado que investiga esquemas tucanos em Minas diz que, além de Marcos Valério, Nilton Monteiro pode fazer delação

19 de março de 2018 às 21h06

Da Redação

O delegado Rodrigo Bossi de Pinho, chefe do Departamento de Investigação de Fraudes da Polícia Civil de Minas Gerais, está mexendo num vespeiro.

Além da delação premiada de Marcos Valério, o cérebro por trás do mensalão tucano — cuja tecnologia foi depois aplicada no mensalão petista — ele também pode transformar em delator o operador Nilton Antonio Monteiro, que atuou nos bastidores de campanhas políticas, inclusive de tucanos graúdos.

Nilton Monteiro é um antigo conhecido dos leitores deste site. Em dezembro de 2013, quando estava preso sob acusação de falsificar documentos, ele deu uma entrevista à repórter Lúcia Rodrigues em Belo Horizonte (áudio e transcrição abaixo).

Aécio Neves ainda era o senador todo poderoso, presidente nacional do PSDB, tinha Antonio Anastasia instalado no governo de Minas Gerais e a irmã Andrea agindo nos bastidores.

Mesmo com medo de morrer na cadeia, Nilton disse, entre outras coisas, que havia pago R$ 3 milhões em dinheiro vivo à irmã de Aécio.

O delegado Rodrigo está convencido de que Nilton, como disse na entrevista ao Viomundo, foi mesmo vítima do esquema da família Neves.

O objetivo teria sido o de evitar que ele fizesse depoimento à CPMI dos Correios, comprometendo os esquemas do grupo de Aécio em Minas.

Foi o que o delegado disse hoje em entrevista à repórter Edilene Lopes, da rádio Itatiaia (ouça a entrevista acima e leia a transcrição abaixo):

O que ocorre é que na década de 2000, quando surgiram as denúncias de ambos os mensalões, houve uma movimentação para transformar o principal delator, Nilton Antonio Monteiro, em um falsário e estelionatário. Isso teve o objetivo de tirar toda a credibilidade do delator. E isso foi feito… como Nilton Antonio Monteiro era operador de Sérgio Augusto Naya, Sérgio Augusto Naya era bilionário e agia fazendo empréstimos para políticos e empresários.

Todos esses empréstimos, como Nilton Antonio Monteiro era seu operador, estavam representados por títulos de crédito em nome de Nilton Antonio Monteiro. Então, o que que se fez na Justiça: instaurar vários procedimentos, dizendo que todos esses documentos eram falsos. Isso foi feito, reuniu-se todos esses processos em um dossiê, o dossiê Nilton Monteiro, que foi levado aos membros da CPMI dos Correios, transformando Nilton Antonio Monteiro em um falsário, um estelionatário, tirando sua credibilidade, porque ele não poderia depor na CPMI dos Correios.

Acontece que no final da década de 2000 começa a se apurar que na verdade os documentos de Nilton são verdadeiros. Em 2009, morre o Sérgio Naya e Nilton Monteiro perde o seu apoio político. Em 2010, toda a administração dos crimes contra o patrimônio [da Polícia Civil de Minas] foi substituída e colocada em seu lugar outros profissionais, que conduziram as investigações de forma a transformar todos estes documentos em falsos, com processos fraudulentos, desaparecimento de autos, desaparecimento de peças processuais, perícias fraudadas, tudo para transformar Nilton de fato em estelionatário. E ele chega a ser condenado por isso, em um processo que eu acredito que deveria ser completamente revisto. Porque todos estes processos estão sob suspeita.

O que acontece… até a Lista de Furnas foi questionada. A Lista de Furnas vem se apurando hoje, que ela é autêntica. Outras listas existem. Outras listas também foram questionadas e muitas delas jamais foram divulgadas. Até difícil citar quais [nomes aparecem nas listas], praticamente todo mundo, é muita gente, hoje no Brasil acho que quase ninguém se salva.

Há uma perspectiva de delação do Nilton, que a gente vem trabalhando há um bom tempo. O Nilton Monteiro é hoje o nosso principal informante.

Eu acredito que não [há um problema de competência]. Apesar de envolver em tese pessoas com foro, nós só podemos dizer de fato que há o envolvimento de pessoas com foro após a gente confirmar que os documentos são verdadeiros. Primeiro eu preciso a confirmação de que esse documento é verdadeiro. Depois, se há de fato materialidade, envolvimento de pessoas com foro, o Judiciário é que tem que dizer.

Não existe guerra na cúpula da Polícia Civil, a cúpula da Polícia Civil está bem centrada. O grande problema é que uma das pessoas envolvidas é um delegado geral de polícia [Márcio Nabak] e houve o questionamento se eu teria atribuição para investigar um delegado de polícia. É óbvio que eu não tenho essa atribuição, é da Corregedoria da Polícia Civil. Em virtude disso, várias questionamentos foram feitos, fui chamado à Corregedoria, eu já depus na Corregedoria, eu já respondi a habeas corpus, dizendo o seguinte: eu não investigo o delegado de polícia, eu investigo o fato, e assim que eu obtivesse qualquer prova da participação de um delegado de polícia, essa prova seria encaminhada à Corregedoria. Isso foi feito já há algumas semanas. Então, hoje a Corregedoria da Policial Civil já tem a prova da atuação ilícita desse delegado no desvio de autos originais de inquérito policial.

A denúncia do delegado Rodrigo sobre a tentativa de evitar que Nilton Monteiro fizesse depoimento à CPMI dos Correios, em 2005, faz sentido.

Em sua delação, o ex-senador Delcídio do Amaral, que foi presidente da CPMI, disse que recebeu emissários do então governador de Minas, Aécio Neves, com o objetivo de evitar a quebra de sigilo de pessoas e empresas, dentre elas o Banco Rural.

Aécio pretendia evitar a divulgação de informações comprometedoras para seu grupo político. Segundo Delcídio, o relatório final da CPMI foi maquiado com este objetivo.

“Outros parlamentares também sabiam que esses dados estavam maquiados, podendo citar os deputados Carlos Sampaio e Eduardo Paes, já mencionado, dentre outros que não se recorda. Esses fatos ocorreram em 2005/2006. Esse tema foi tratado com Aécio Neves em Belo Horizonte, no Palácio do governo”, disse Delcídio em sua delação.

A entrevista do delegado Rodrigo de Pinho à rádio Itatiaia foi dada um dia depois dele sofrer um ataque através do maior diário mineiro, O Estado de Minas, porta-voz dos interesses de Aécio.

“Chefe da seção antifraude da Polícia Civil é acusado de favorecer investigados”, diz o título.

O texto é ilustrado por uma foto em que o delegado aparece ao lado de Nilton Monteiro, “flagrado em confraternização com condenado por estelionato”, diz a legenda.

A imagem é atribuída a um “anônimo”, uma forma de chamar a atenção dos leitores.

Trata-se de uma defesa do delegado Márcio Nabak, agora ele próprio acusado de desviar “autos originais de inquérito policial” por Rodrigo de Pinho.

Através de duas associações, Nabak pede que o caso fique restrito à Corregedoria: “Sugerimos que avoque os autos do inquérito, ou inquéritos mencionados, distribuindo-os a um dos corregedores, a fim de que sejam concluídos com serenidade e imparcialidade”, diz a nota assinada pela Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol) e pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepominas).

O ataque via O Estado de Minas levou a esposa do delegado Rodrigo de Pinho a reagir, no Facebook.

Ela escreveu:

Depois da morte chocante em que tentaram calar a Marielle Franco, hoje a bala foi disparada para calar meu marido, Rodrigo Bossi de Pinho, delegado chefe do Departamento de Fraudes da Polícia Civil de MG. Investigando fraudes cometidas nos processos que invalidaram a famosa “Lista de Furnas”, Rodrigo vem sendo perseguido por muitos, inclusive por membros e representantes da própria Polícia Civil, que direta ou indiretamente poderão ser afetados pelas suas investigações.

Em casa, já estamos acostumados com boatos e informações inverídicas que correm nos bastidores da Polícia.

Entretanto, o que me choca ainda mais, é ver o jornal Estado de Minas, se prestar a este tipo de perseguição baixa, sem fundamento, ouvindo um delegado que presidiu o inquérito no passado e que, provavelmente, está se sentindo ameaçado. E a reportagem vem bem no momento em que Marcos Valério assina a sua delação com o Dep. de Fraudes, garantindo ter provas que comprovam fatos da investigação.

É chocante como parte da nossa imprensa ainda se presta ao papel infame de garantir o poder dos poderosos a qualquer custo e de desprezar a sua função primordial de informar a população. A foto [de Rodrigo com Nilton] foi tirada por um policial da Fraudes, que ao ser flagrado pelo próprio Rodrigo foi questionado, em tom de brincadeira, se ele iria vender a foto ao Márcio Nabak. E provavelmente foi o que aconteceu … mas Rodrigo não se importou em requisitar a foto, pois não tem relação pessoal nenhuma com o delatante da foto e nada tem a esconder.

Mas a grande ironia da reportagem ficou para a sua última linha … em que menciona que o delegado Rodrigo não se pronunciou … A VERDADE É que ele nunca foi procurado pelo Estado de Minas para se defender. Se o Estado de Minas fosse um jornal sério, teria trocado esta última informação por INFORME PUBLICITÁRIO.

Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone, hoje colaborador do Viomundo com as Cartas de Minas, ficaram presos durante todo o processo eleitoral de 2014, quando Aécio Neves concorreu ao Planalto pelo PSDB.

Carone era dono do Novojornal, que fazia denúncias contra Aécio na internet, foi tirado do ar e sofreu busca e apreensão.

Em dezembro de 2013, a repórter Lúcia Rodrigues também ouviu em Belo Horizonte o advogado Dino Miraglia.

Ele havia se afastado da defesa de Nilton Monteiro.

Na entrevista, Miraglia disse que foi ameaçado de morte por um delegado, que não quis identificar, “com uma pistola .40 na cara”.

Miraglia revelou à repórter Lúcia Rodrigues pelo menos um nome que, segundo ele, consta da lista de Marcos Valério, esta que agora o delegado Rodrigo Bossi de Pinho investiga: Cristiana Aparecida Ferreira, que teria recebido R$ 1,825.000,00 de um político de Minas.

Cristina teria sido a “mula” no esquema de distribuição de dinheiro de Valério. Ela foi assassinada em agosto de 2000. Na primeira versão da polícia mineira, Cristina teria cometido suicídio.

Um escândalo, considerando que, segundo a autópsia publicada pela revista Época, “o nariz estava fraturado, indício de que o assassino apertou-lhe o rosto com força para sufocá-la; havia espuma na cavidade oronasal, reação típica de quem fica sem ar; os dentes da frente ficaram amolecidos, pela pressão do estrangulamento; havia lesões nos lábios e a língua estava para fora da boca, sintoma típico de asfixia, como nos enforcados; hematomas na mão direita indicam que ela lutou; as pontas dos dedos azuladas, segundo os legistas, são sinal típico de asfixia mecânica; o olho esquerdo tinha um edema; o branco dos olhos estava roxo, sintoma comum de estrangulamento; o pele do rosto estava azulada (cianose), indício de asfixia; a pressão para sufocá-la quebrou o osso timpanal, no ouvido esquerdo; um pequeno osso do pescoço foi fraturado por compressão externa (estrangulamento); hematomas na axila esquerda e no braço esquerdo indicam que o assassino se apoiou sobre a vítima” e havia “edema traumático no cotovelo esquerdo (braço fortemente torcido)”.

Se Marcos Valério e Nilton Monteiro contarem tudo o que sabem, haverá muitos mistérios desfeitos sobre o período em que a família Neves atuou completamente blindada em Minas Gerais.

Lúcia Rodrigues: Doutor Dino, o senhor foi o advogado que propôs o apensamento da Lista de Furnas ao [processo do] mensalão tucano [no STF]. Como é que está o processo?

Dino Miraglia: Na realidade, a Polícia Federal, muito antes de eu entrar no processo, autenticou como verdadeira a Lista de Furnas.

A Lista de Furnas é uma narrativa da distribuição de dinheiro na campanha de Fernando Henrique Cardoso até a campanha de Eduardo Azeredo [a governador de Minas, em 1998] chamado de mensalão mineiro, mas na realidade é o mensalão tucano.

Na realidade é o segundo dos mensalões, porque o primeiro mensalão foi a compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique, oportunista e casuística, porque não podia acontecer daquela forma, porque a legislação eleitoral não permite que você mude a regra do jogo com o jogo em andamento, então, se a reeleição foi aprovada durante o governo Fernando Henrique, ela só valeria para o governo seguinte, ou seja, o Fernando Henrique não poderia ter sido reeleito.

Então esse foi o primeiro mensalão, que foi comandado pelo Nilton Monteiro, que fazia a distribuição de valores que eram abastecidos pelo Sergio Naya [deputado federal do PP, 1987-1998].

Sérgio Naya tinha interesse na manutenção [de FHC, reeleito em 1998]. Sergio Naya aparece em tudo o que o Nilton tem. Toda a história do Nilton Monteiro está ligada ao Sérgio Naya, então quando houve a queda do Palace [edifício do Rio de Janeiro, feito pela construtora de Naya, que colapsou] e as pessoas começaram a cobrar do Sergio Naya, Sergio Naya começa a usar o Nilton Monteiro como uma válvula de escape e laranja dos bens dele.

Quando o Sérgio Naya morre repentinamente [2009], o Nilton Monteiro passou a ser uma pessoa importante no circuito, porque ele passou a ter na posse dele documentos importantíssimos.

Viomundo: Como é que está o processo em Brasilia? Foi apensado, não foi?

Dino Miraglia: No dia 21 de agosto de 2013, minha casa foi invadida por dez delegados da Polícia Civil de Minas Gerais, com uma ordem da juíza da vara de inquéritos, doutora Lucimeire Rocha, para apreender um documento que seria um documento falso.

A polícia invadiu minha casa, apreendeu documentos da minha ex-esposa, agora ex-esposa — porque essa invasão gerou a minha separação — , documentos particulares da minha filha, documentos do meu escritório.

Dois dias depois a juíza anulou essa invasão, e eu tive que sair do processo do Nilton Monteiro. Desde o dia 21 de agosto eu não advogo mais no processo do Nilton Monteiro, por uma questão de permanecer vivo, porque fui literalmente ameaçado de morte.

Viomundo: O senhor se sentiu ameaçado?

Dino Miraglia: Senti não, fui ameaçado de morte com uma pistola .40 que foi colocada na minha cara, e eu sai de todos os processos.

Viomundo: Quem colocou essa pistola?

Dino Miraglia: Bom, isso é um processo que está na Justiça e eu prefiro não citar nomes pra evitar que dê margem a essa pessoa de falar alguma coisa, porque o processo está na Justiça.

Viomundo: Mas não foi quando a polícia invadiu seu apartamento… a ameaça não ocorreu nesse momento?

Dino Miraglia: Não. A ameaça aconteceu antes, em razão da minha luta contra esse delegado, esse delegado comandou do lado de fora a invasão do meu apartamento.

Viomundo: Que delegado?

Dino Miraglia: O que me ameaçou? Não vou falar o nome dele não.

Viomundo: O senhor foi ameaçado antes da invasão da polícia civil?

Dino Miraglia: Fui ameaçado quando eu pedi os documentos que tinham sido apreendidos por ele [delegado] do Nilton Monteiro e que pertenciam ao Sergio Naya.

Eu fiz o pedido de restituição e ele falou que era mais fácil ele me dar um tiro na cara do que receber minha petição de pedido de restituição, como não recebeu. Os documentos jamais foram pro Judiciário. Os documentos foram apreendidos pelo delegado que trabalha pro sistema institucionalizado em Minas Gerais.

Transcrição parcial

Viomundo: Sr. Nilton, o senhor está preso por que?

Nilton Monteiro: Já venho sofrendo desde 2005 uma série de inquéritos que foram instaurados contra mim.

Como eu até fui absolvido na CPMI dos Correios, o procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, não aceitou a denúncia contra a minha pessoa… então eu sou perseguido politicamente pelo… por detrás da minha prisão está o Aécio Neves, o secretário de governo Danilo de Castro, o Eduardo Brandão de Azeredo, porque fui eu quem entregou os documentos ao procurador-chefe da República no Rio de Janeiro… os documentos que comprovam e comprovavam o esquema da venda do BEMGE [Banco do Estado de Minas Gerais, privatizado em 1998], do Credireal, dos esquemas fraudulentos da [tentativa] de reeleição do Azeredo, na reeleição em 1998. Eu fui operador com o Marcos Valério, então eu venho sofrendo uma perseguição.

Foi colocado o delegado Márcio Simões Nabak, que tentou me extorquir com uma proposta ordinária de 5 milhões de reais, em 2009. Hoje tem um inquérito no STF de um incêndio que puseram na minha casa, perdi dois carros, um cunhado meu ficou entre a vida e a morte, com queimaduras, tomando morfina, e uma série de outros fatores.

São prisões sem prova. Inclusive essa prisão é uma prisão até indevida, porque já tenho sete meses preso, numa falsa comunicação de crime, falsa perícia e falsa denúncia. O documento é imprestável, como está na Constituição, eu tô querendo agora que meu caso vá pra OEA, que o Conselho Nacional de Justiça venha olhar meu caso, a secretaria dos Direitos Humanos, a Maria do Rosário, acompanhe.

Por detrás deste crime tem outros crimes que eu vou ajudar a desvendar, como o crime do Rodrigo [Neto], daquele jornalista que foi assassinado lá em Ipatinga [em março de 2013, o repórter foi morto por integrantes de um grupo de extermínio que investigava] e uma série de outros fatores. Não cabe preventiva pra mim, eu tô preso. Eu não posso reclamar da [penitenciária] Nelson Hungria, de maneira nenhuma, todos os diretores, os coordenadores são pessoas probas, são íntegras, exercem com muita rigidez, com muita competência, eu não tenho o que falar [deles].

 

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Julio Silveira

20/03/2018 - 07h12

O Brasil da inimputabilidade para ricos e famosos, do circulo da elite tacanha, mafiosa, criou monstros, como esse Aécio e sua irmã, que se escondem atrás do parente ilustre e cometem crimes pela certeza de que terão a condescendencia de um estado formado na cultura do nepotismo desqualificado, e outras aberrações que se somam, como o corporativismo, que se juntam para compreenderem e se acumpliciarem com gente como eles como se fossem todos de uma mesma grande familia sequestradora do estado as custas do povo e da dignidade nacional.

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