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Carlos Cavalcanti: Energia que vale R$ 6,80 custa R$ 96 reais ao consumidor
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Carlos Cavalcanti: Energia que vale R$ 6,80 custa R$ 96 reais ao consumidor


25/01/2013 - 15h15

sugerido pelo Roberto Locatelli

Agradeçam à Gilda Azevedo pela transcrição:

Jornal do Terra – A proposta de redução da conta de luz lançada pelo governo Dilma veio a se somar à campanha Energia a Preço Justo, lançada há dois anos pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ao apoiar a MP 579, a FIESP passou a ser criticada pelo secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, contrário à medida provisória. E em entrevista ao Terra ele declarou que o presidente da Federação, Paulo Skaf, não entende nada de energia e aproveitou a oportunidade para fazer campanha política. Vamos conversar sobre o assunto com Carlos Cavalcanti, Diretor de Infraestrutura da FIESP.

JT – Senhor Cavalcanti, muito obrigada pela vinda ao Terra. É um prazer receber o senhor aqui.

Carlos Cavalcanti – Prazer é todo meu Maria.

JT – Senhor Cavalcanti, a energia pode ser mais barata mesmo no Brasil? A CESP de São Paulo, a CEMIG de Minas e a COPEL do Paraná, estados administrados pelo PSDB, dizem que o governo Dilma faz populismo com o chapéu alheio e a FIESP aqui em São Paulo recebe duras críticas do secretário Aníbal por apoiar a medida.

CC – É, secretário Aníbal… vamos deixar prá lá, ele é um político, não é um secretário de energia. Ele transformou a secretaria num comitê partidário, ficou lá preocupado em viabilizar a eleição, a candidatura dele a prefeito de São Paulo. Vamos deixar ele de lado. A secretaria está paralisada, não está fazendo nada pela população de São Paulo, e tristemente agora vem se opor a esta situação.

Não é chapéu alheio, e isto o secretário está mentindo para a população. A regra é muito clara. A regra é a seguinte: a Constituição brasileira de 88, mas até antes disso, ela não permite a propriedade privada dos ativos de infraestrutura no Brasil.

Ela não permite propriedade privada de estrada, não permite propriedade privada de porto, não permite propriedade privada de aeroporto, isto é sempre, pode e deve ser administrado pela inciativa [privada], mas isso é uma concessão. É assim que está definido na Constituição. Isso é um contrato entre a União e uma empresa pública ou privada, para fazer a gestão e o aproveitamento, exploração econômica, por um determinado período de tempo. O que que acontece agora nos setores elétricos?

Esses contratos, que são da década de 70 e já estiveram em vigor por 30 anos — no governo do Fernando Henrique eles foram prorrogados por mais 20 anos, em 95…

JT: Eles estão vencendo em 2015…

CC: Vence em 2015, os contratos acabam, não é? Que que a FIESP fez há dois anos atrás? Por quê? Porque as mesmas, CESP, CEMIG, Eletrobras, a COPEL estão há cinco anos pedindo prorrogação desses contratos no mesmo patamar de preço. E aí a população precisa entender, porque isto é fundamental.

Veja, construir uma usina hidrelétrica custa muito caro e o investidor tem que ser ressarcido. Mas isto é dividido, custo da obra que representa 80% do preço da energia, ele é dividido num crediário de 30 anos, tá, que eu, você, você, pagamos na conta de luz.

Então, produzir 1 megawatt de energia no Brasil custa R$ 6,80, em média, seis e oitenta. Sabe por quanto estas empresas estão vendendo para o sistema este megawatt, que custa seis e oitenta? A noventa e seis reais. Muito bem…

JT – Quer dizer que continua a amortizar um investimento que já teria sido pago em trinta anos e que depois teve mais 20 anos para ser amortizado, ainda.

CC – Isto. É justo você pagar esse preço de energia para a [hidrelétrica] de Belo Monte, que ainda tá em construção, quando ela começar a despachar o primeiro megawatt, ela vai cobrar esse preço de energia que é o preço de energia de leilão. Todas as novas hidrelétricas e as velhas que ainda não estão amortizadas. Estas, estas elas estão amortizadas, tão pagas, pagas, o tempo médio de exploração dessas usinas e que vencem os contratos em 2015 é de 56 anos. Tem algumas, como a presidente Dilma falou, velhas senhoras, operando há mais de 70 anos. Quer dizer, e nós estamos pagando esta conta.

É como se a gente comprasse uma televisão numa loja, em 36 parcelas, chegasse no triségimo sétimo mês — você pagou todas as 36 — no triségimo sétimo mês  o dono da loja liga para você e diz, continue pagando o crediário. Você diz não, péra, eu já paguei, a televisão é minha. [O dono da loja] Não senhor, continua, porque eu não posso perder receita. Isso é o que ele está dizendo [o secretário Anibal], da CESP. Eu não posso perder receita, eu não posso vender energia mais barata. E é mentira, ele pode e deve.

Primeiro, porque a usina não é dele, é da União, e agora o que aconteceu foi trazer esses preços para remunerar outras bobagens…

Que falam, “ah, não vai cobrir os custos”. Veja, no preço proposto pelo governo, você cobre operação e manutenção. Operação é toda despesa operacional, manutenção significa você fazer reforços constantes na estrutura da barragem, que é aquela grande estrutura de concreto, e trocar, do zero, jogar fora, e trocar todas as turbinas, todas as turbinas da usina a cada 25 anos.

Isto está incluso neste preço de sete reais. Aquela quantidade de energia, que é brutal, o tempo de concessão que é longo, e as empresas estão completamente bem remuneradas. Porque, senão, nós sempre vamos ter, se agente não pegar os ativos que estão maduros, e baixar o preço deles… Por exemplo, ele aqui [o secretário Anibal] ontem defendeu que o pedágio deve ser caro, que é isso que garante obras, estradas boas em São Paulo. Outra bobagem.

É politicagem. O estado de São Paulo fez a concessão de rodovias prontas, os investidores não puseram um centavo nessas rodovias e tão sendo remunerados por um pedágio altíssimo, tá, simplesmente para fazer operação e manutenção, que é cobrir o asfalto, um buraquinho, esse tipo de coisa. E para isso eles estão sendo remunerados. Se bem que os padrões de pedágio em São Paulo são os maiores do mundo e são políticas erradas, que um dia vai ter que mudar.

Então veja, não é chapéu alheio, a CESP nem a CEMIG, nem a COPEL, que foram as empresas que não aderiram, elas não são donas dessas hidrelétricas e o investimento que elas já fizeram ao longo de 40, 50 anos, nós pagamos, por 40, 50 anos, a construção dessas usinas.

Agora, o crediário acabou. A festa acabou. A mamata acabou. Por isso nós lançamos a campanha, fomos ouvidos pela presidente da República, que comprou uma briga.

JT – E dá para baixar aí a 16% mais ou menos para o consumidor doméstico e até 28% para as indústrias?

CC – Olha, o negócio é tão sério, que é o seguinte. Você baixa o preço destas, destas usinas, que é um lote de 20% de toda energia consumida no Brasil, você baixa 80% o preço de geração, preço de energia dessas usinas, baixa 66% o custo de transmissão, que é a tarifa que agente paga lá na conta no final do mês, e isto tem um impacto, isto tem um impacto grande que vai baratear a tarifa de todos os brasileiros, a partir de primeiro de janeiro, que é a conta que a gente começa a pagar no dia 5 de fevereiro, nosso consumo de janeiro você começa a pagar a partir de fevereiro, e em média em 20,2%,; de residência é 16,7%, indústrias, grandes consumidores têm descontos que chegam até 28%.

98% das indústrias são consumidoras de baixa tensão, que vão ter o desconto de 16,7%, tá certo; a média do Brasil vai ser 20% por causa dos grandes consumidores, que estão sendo bastante beneficiados no mercado regular.

JT – Agora a FIESP conversou alguma vez com o governo Alckimin sobre essa redução na conta de luz? Esse impasse agora gerado pelo secretário José Aníbal, que fala na federação e faz ataques ao presidente Paulo Skaf, não estremeceu demais a relação entre governo do estado e a Federação das Indústrias para chegar a um bom termo e caminhar aí para reduzir a luz?

CC – Vamos deixar o secretário de lado e chamar a responsabilidade do governador. O governador de São Paulo é… está assumindo uma posição complicada perante a população aqui do estado.

Eu te pergunto, qual é o estado mais populoso do Brasil? É o Amazonas? Não, é São Paulo. Qual é a maior fatia de brasileiros que vai se beneficiar de uma redução da conta de luz? São os paulistas. Qual é o estado do Brasil que tem a indústria mais forte, o comércio mais forte, os bancos mais fortes, a farmácia, a padaria, qual é o estado que tem a maior atividade econômica? Então, é o estado de São Paulo. Que é que está acontecendo?

Eles estão pensando, o governador está com uma visão estreita, com o cérebro desse tamanho, porque tá pensando na condição dele, de acionista, dono da CESP, tá.

Mas como a gente não pode lidar só com papagaida, importante dizer que a CESP é 40% do Estado de São Paulo; 60% da CESP sabe de quem que é?

Do HSBC, Bank of London, do UBS, União de Bancos Suíços da agência de Londres, do Crèdit Suisse, que é um conglomerado de bancos suíços; e 51% das ações preferenciais da CESP tão na jogatina da Bolsa de Valores.

Quer dizer, quando vem aqui dizer que a população de São Paulo vai ter que pagar a conta, o governador tá mal informado.

Ou ele não entende desse assunto, ou ele tá mal informado pelo secretário. O governador tá jogando contra a população São Paulo, que é a grande beneficiada pela redução do preço da energia, a casa de cada um vai baixar a conta de luz em 16% e a conta de luz no Brasil vai baixar 20% a partir de fevereiro, quer dizer, e isso o estado que mais ganha é o estado de São Paulo.

Eles estão lá pensando na empresinha que eles controlam, que o governador controla, que ele emprega gente, parente e partidário do grupo político dele e tá prejudicando o estado [de São Paulo].

O governador tem uma responsabilidade, para chegar para a população e não colocar o secretário falando, ele tem que colocar — como o presidente da FIESP está fazendo — colocando a cara na televisão para defender essa causa justa, o governador precisa falar, o governador não pode se esconder atrás do secretário, o governador tem uma responsabilidade com a população de São Paulo.

JT – Durante essa queda de braço entre o governo Dilma e os governos do PSDB, no caso de Minas, São Paulo e Paraná e também o governo do PSD em Santa Catarina, a CELESC que também é um das que estão contrárias a essa medida provisória para baixar o preço na conta de luz, as ações das energéticas caíram muito na Bolsa de Valores do Brasil. Isto foi um efeito colateral esperado ou isto faz parte do processo de acomodação de preços mesmo?

CC – Maria, impressionante porque assim, a regra está estabelecida desde 1995, no governo Fernando Henrique. Lá eles prorrogaram concessões para elas durarem 20 anos mais. 2015 todo mundo sabe que acabou.

Que ia acabar. Muito bem, o que é que, então as empresas estão fazendo nos últimos cinco anos?

Eles achavam que eles iam ganhar essa parada, as empresas e o mercado de ações achavam que iam ganhar essa parada, que a população não ia ser informada, que não ia ter uma entidade como a FIESP, com seu presidente Paulo Skaf, na televisão.

Nós investimos isso por autorização da diretoria da FIESP, votada por unanimidade, milhões de reais para fazer campanha em televisão para dizer para a população que ela tinha um direito que estavam querendo sequestrar na boca da noite, na calada da noite.

JT – E não tratar como concessão e sim como um direito adquirido para sempre, algo assim.

CC – Claro, claro, veja, a população tem esse direito e nós, eles estavam querendo subtrair… isso aqui [pensavam as concessionárias] é uma coisa que a gente resolve entre nós com o ministério e tal. O Ministério de Minas e Energia não tinha intenção de fazer o que a presidenta Dilma Roussef teve coragem para fazer. O ministério não tinha sacrificado as empresas, tinha prorrogado e a população que fosse enganada nessa história.

Nisso a presidenta foi muito corajosa e ela foi estimulada por uma conversa importante que a FIESP teve com o governo federal, com várias áreas, área técnica, e a área que decidiu e ajudou a presidenta decidir dentro do governo, e nós tivemos uma interlocução muito forte.

Mas respondendo sua pergunta, sim, com o governador Alckmin isso foi colocado e ele pensa como acionista da CESP ele não tá pensando na população do estado de São Paulo, repito, o governador tem que vir a público justificar para a população porque ele tá prejudicando 44 milhões.

Eu digo isso, eu fica lá pensando como é que tá o cidadão do Rio de Janeiro, o cidadão do Rio Grande do Sul, como tá o cidadão da Bahia, como tá o cidadão de Sergipe dizendo, “eu, o meu governo e a minha população aqui no meu estado tão dando uma contribuição que é baixar o preço das companhias geradoras daqui do meu estado, para que os paulistas não façam nada, porque como a CESP não entra no jogo, os paulistas não estão contribuindo para queda”. A gente fica com vergonha do governo que tem, a gente fica com vergonha.

E fora que o governo do estado de São Paulo, ao não renovar essas concessões, elas vão acabar e vão a leilão em 2015 e destruiu a empresa, eles estão destruindo a CESP, que poderia durar mais 30 anos. Estão sendo de uma irresponsabilidade com o estado e com essa população que é uma coisa jamais vista. Governador Alckimin, responda à população, o que você vai fazer com a CESP a partir de 2015?

O senhor não pretende ser governador depois de 2015? Não pretende depois de 2015? Você vai ter esse problema em 2015. O senhor vai ter problema de abastecimento de energia no estado de São Paulo, você vai ter problema com os empregos dos eletricitários da CESP, você tá pondo em jogo porque entrou num joguinho político.

PS do Viomundo: Segundo o leitor Tursi, a versão completa da entrevista está aqui.

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83 comentários

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Causa perdida | Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

26 de novembro de 2014 às 21h08

[…] o depoimento do diretor de infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti (www.viomundo.com.br/denuncia/carlos-cavalcanti-de-r-680-por-r-96-reais.html), que disse para o portal Terra, criticando a política dos dirigentes paulistas do setor de […]

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Ana Maria Cantalice Lipke

15 de setembro de 2014 às 15h33

Os paulistas não sabem disso e ainda pretendem reeleger Alkimim. E a grande imprensa está ao lado dos tucanos. Socorro!

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Pugnaloni: Meia Itaipu de pequenas hidroelétricas dorme nas gavetas da Aneel « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de fevereiro de 2013 às 19h52

[…] Carlos Cavalcanti: Energia que vale R$ 6,80 custa R$ 96 reais ao consumidor […]

Responder

Requião: Copel fala em nome do interesse público, mas visa lucro dos acionistas privados « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de fevereiro de 2013 às 12h33

[…] Carlos Cavalcanti, da Fiesp, senta a pua no governo Alckmin […]

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Mariângela

28 de janeiro de 2013 às 13h18

Sou professora de Português, mas sei muito bem fazer uma continha de matemática. O investimento feito em infraestrutura já foi pago pelos consumidores e querem que continuemos a pagar? COmo disse o Cavalcanti, pagamos tarifa/pedágio a custo de construção pra fazer apenas manutenção de hidrelétrica/rodovia. Esse PSDB mente tanto que perde a noção, como todo bom sociopata. Assisti ontem o Aécio Neves junto com o jornalista/entrevistador “explicando” o futuro desabastecimento de energia e falta de manutenção por conta da baixa no preço da luz… Industria da informação e direita só no “contra”.

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luiz pinheiro

27 de janeiro de 2013 às 21h21

A entrevista do Cavalcanti desnuda por completo a fragilidade, a falsidade do noticiário da grande mídia. A indústria não está com o PSDB, não acredita no PSDB, sabe que esse partiodo não passa de um bando de picaretas, malfeitores, oportunistas, privatas incorrigíveis. Só a grande mídia mesmo para ainda mantê-los de pé – quer dizer, meio em pé,meio derrubados, porque esses tucanos já estão mais que desmascarados. É Dilma 2014 no Brasil e Lula governador de São Paulo.

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LANDO CARLOS

27 de janeiro de 2013 às 13h43

A presidenta Dilma junto com seu Governo tem trabalhado para criar condições melhores para o País; desde que o Governo assumiu com o Presidente Lula o comando da Nação, enfrentou muitas críticas e levou muita porrada, no entanto, continuou trabalhando. Enfrentou situações adversas estando muitas vezes travado por causa de contratos não assinados por ele, mas demonstrando que respeita contratos. Mesmo tendo de respeitar contratos ruins que travaram várias mudanças, retardando medidas, não saiu reclamando e pondo a culpa nisto ou naquilo, mas trabalhou, trabalhou, trabalhou…
É muito importante saber que o Governo Federal está aberto ao diálogo com os setores da sociedade na busca por soluções em conjunto como demonstrado em outros momentos. Quando a FIESP participa da discussão pela redução da energia elétrica é bastante positivo para o Brasil.
Quando a Presidenta Dilma no seu pronunciamento pediu que se colocasse acima dos interesses pessoais o interesse do Brasil, não foi para este ou aquele partido mas para todos os que ocupam posições que influem no andamento do País. Seguramente que as condições hoje são melhores do que há dez anos atrás e continuarão melhorando, está na hora dos empresários analisarem se houve ao longo desses anos alteração no que o País era para o que é agora e deixarem de pensar pequeno, choramingando e reclamando sobre impostos e outras coisas e também trabalhar, se mexer, não ficar na inércia. As condições para o investimento são as que estão aí e todos ganharam dinheiro mesmo assim; os juros baixaram, a energia baixou, a infraestrutura está melhorando, tudo vai melhorar.
Com raríssimas exceções, os investimentos que estão sendo anunciados são das empresas multinacionais que operam no País e sabem que o Brasil mudou.

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Jose Mario HRP

27 de janeiro de 2013 às 07h01

Tucanos querem que o povo pague mais por energia elétrica?
Hummmmmmmmmmm……….

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Nedi

27 de janeiro de 2013 às 03h44

É claro que a fiesp está cuidando dos interesses dela.
Com o NUNCA DANTES ela descobre(depois de ter embarcado na canoa do “profe” cardoso que defende um mercado interno brasileiro de 40 milhões de pessoas) que nós somos um mercado de 200 MILHÕES de pessoas.
A fiesp vai multiplicar por 5 (cinco) as vendas dela.
A máscara caiu, a farsa que os tucanos representam foi desmontada. Atrevo-me a dizer que esta entrevista muda tudo no BRASIL embora certamente não vá ser repercutida no PIG (será o Eduardo Campos o candidato da fiesp?).
Os “estadistas” tucanos são tão (J)êniais que conseguiram unir o partido dos trabalhadores aos empresários da maior federação de indústrias da América Latina. RÁRÁRÁRÁ

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Nedi

27 de janeiro de 2013 às 03h16

Os tucanos são, verdadeiramente, grandes “estadistas”.
Eles conseguiram juntar a Fiesp ao PT…(J)ênios, (J)ênios!!!

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JULIO/Contagem-MG

26 de janeiro de 2013 às 23h53

Entrevista esclarecedora e que joga a mascara da tucanalha no chão, gra
ças a internet o povo brasileiro vem se informando verdadeiramente dos te
mas brasileiros pois temos uma oposição incompetente e uma imprensa golpis
ta, desonesta e comprada, e pensar que o FHC, renovou essas concessoes,fer
rando como sempre o povão.

Responder

Saçuober

26 de janeiro de 2013 às 21h25

É uma pena que grande parte da população seja manipulada pela Grobu e Cia, escuta e ler imbecilidades, e as vezes é contra somente porque canalhas aproveitadores e gananciosos pagam para que a imprensa venal fale mentiras.

Responder

Apolônio

26 de janeiro de 2013 às 18h37

Acho que este vídeo foi muito esclarecedor. A fala do entrevistado é nada mais, nada menos, que um representante da FIESP. Nada a ver com o PT. Acho isso muito interessante, pois coloca em cheque as políticas do PSDB nesse setor. Devemos difundí-lo em outros blogs progreesistas e em outras redes sociais. Vamos quardá-lo não só esse, como outros que os blogueiros possuem para devidamente postá-los em 2014.

Responder

Aline Pavia: PSDB acha ruim que Dilma use vermelho « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de janeiro de 2013 às 15h21

[…] Aline C. Pavia em comentário […]

Responder

Julio Silveira

26 de janeiro de 2013 às 15h13

Essa foi uma graaande sacada do governo, uma jogada de mestre.
Precisa é afinar o piano para que todos os toques saiam perfeitos como esse. Por enquanto, para mim, foi apenas um lampejo de craque que ainda, apesar de todo o tempo de governo, carece de afirmação.

Responder

Santi

26 de janeiro de 2013 às 14h42

Está começando a ficar claro porque “jornais” Ingleses/PIG/PSDB estão tão raivosos com o governo Brasileiro a ponto de sugerir a cabeça do Mantega, como disse o secretario 51% das ações preferencias da CESP estão na jogatina da bolsa, estão mexendo no bolso deles, O governo Tucanalha de São Paulo é uma caixa preta, está chegando a hora de abrir.

Responder

    Roberto Locatelli

    26 de janeiro de 2013 às 19h13

    Na mosca!

    anac

    27 de janeiro de 2013 às 11h09

    E redução da taxa de juros?
    O começo do fim da farra do juros extorsivo promovido por Dilma está levando os especuladores a depressão. O PiG solidario com eles tenta sabotar diuturnamente o governo Dilma. Ora se Lula foi atacado não obstante ter respeitado o monumental ganhos com juros dos especuladores internacionais ao manter Meireles, o ofice boy dos banqueiros, a frente do BC, avaliem como seria tratada Dilma ao confrontar essa gente?
    Carlos Lacerda deu a receita ao PiG:
    “O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar” (Carlos Lacerda, em 1º. De junho de 1950, no jornal Tribuna da Imprensa)..
    Como não impediram Dilma com ficha suja de terrorista de se candidatar, depois de se eleger e de tomar posse, empossada tentam impedi-la de governar, criando factoides e escandalos diuturnamente.
    A veja esgoto até o advento cachoeira-demostenes era a primeira a lançar a eme ventiladores GLOBO, FOLHA e cia ltda que tratavam de espalhar no ar. Em uma epoca de crise financeira internacional, em que países do primeiro mundo estão em recessão, é por demais desgastante ter que lutar contra inimigos poderosos externa e internamente. Sabotadores do desenvolvimento, o PIG e PSDB são tão somente traidores da pátria.

Requião: Copel aumentou distribuição de lucro para sócios privados « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de janeiro de 2013 às 13h59

[…] Carlos Cavalcanti, da Fiesp, senta a pua em Geraldo Alckmin […]

Responder

Thomas Nok

26 de janeiro de 2013 às 13h19

Isso tudo é marketing.
Até bem pouco tempo atrás a imprensa noticiava que nós pagavamos a energia acima do que se deveria. Informaram que as ações na Justiça seriam muitas.
Então este foi um acerto. O governo dá o desconto e ganha os louros. As empresas se livram das ações e o que ganharam por anos e anos fica no esquecimento.
Pobre povo brasileiro.
Me engana que eu gosto…

Responder

    Roberto Locatelli

    26 de janeiro de 2013 às 16h26

    O que eles ganharam “por anos e anos” foi obra de FHC que, como o diretor da FIESP disse, renovou os contratos por mais 20 anos.

    Thomas Nok

    26 de janeiro de 2013 às 22h55

    Não gosto de FHC, PSDB e outros canalhas. Votei neles e fui enganado.
    Mas o PT não mudou muito as coisas, tanto que as empresas de energia continuaram ganhando – o desgoverno de FHC já acabou há anos….
    Mas a traição de PT com os aposentados é imperdoável.
    Tudo o que Lulla criticava quando candidato ou sindicalista, o PT continua a fazer – lucro dos bancos, socorro aos bancos (Panamericano), dinheiro do BNDES para multinacionais, etc.
    Eu nunca esperava uma traição do PT, mas me enganei.

    anac

    27 de janeiro de 2013 às 11h34

    Se é markenting então renuncia a redução e pague com acrescimo a tarifa de energia.O governo deveria, como alguem disse aqui, lançar três tipos de opções de pagamento: com redução, sem redução e com acrescimo. Cada um que faça sua escolha e arque com as consequencias. Hipocrisia é que não dá.
    O discurso da direita quando não tem como atacar o governo é dizer que todos no final são iguais. Não são. Retirar 40 milhões da pobreza não é lançar milhões na miseria como fez FHC com seu governicho. Ha uma distancia abissal entre as duas situações.Até para quem so tem dois neuronios, pelas consequencias – redução monumental da pobreza – dá para inferir que as medidas tomadas por cada governo foram totalmente opostas.
    Aos esquecidinhos: para tomar posse em 2002, Lula, ou seja, o PT foi obrigado a assinar uma CARTA aos brasileiros, quando se obrigou a respeitar os CONTRATOS DA PRIVATARIA e a não tomar medidas radicais contra os especuladores mantendo as taxas de juros nas alturas.
    Não foi por acaso que LULA entregou o BC a Mireles, ofice boy dos banqueiros, e o Ministerio da economia a Palloci.
    E não foi por acaso que Brizola que defendia a anulação dos contratos da privatização que chamava de crime de lesa patria, rompeu com Lula.
    Mesmo assim Lula foi atacado diuturnamente com factoides e escandalos na tentativa de um golpe branco que o defenestraria do poder. Promovendo o retorno ao poder os joaquins silverios tucanos.

Carlos Renato

26 de janeiro de 2013 às 12h46

Vocês entrevistaram alguém do setor elétrico? ou somente políticos? Helena Landau, Nelson Leite ou os próprios técnicos da Aneel para darem sua opinião técnica?
Todos os estados estão perdendo em recolhimento de ICMS, será que os produtos irão baixar os preços na mesma proporção? irei comprar carros e eletrodomésticos com até 32% de desconto?
Como fica o mercado de ações internacionais com a intervenção do governo federal? setor de energia semi-quebrou, a Petrobras esta dando água, qual o sinal estamos dando para os mercados internacionais?
Energia produzida a R$ 6,00 na usina e valor para chegar as grandes metrópoles que estão a km de distância? vai chegar por mágica?
Última pergunta você acredita que um carro com dez anos de uso o preço é zero, ou um trator com dez anos de uso deve ser dado para terceiros a preço zero. Durante este período não houve manutenção, reposição de peças entre outros?
Usina a preço zero é só na mente de pessoas que não entendem de contabilidade, finanças, depreciação e principalmente sobre o setor elétrico.
Usar o dinheiro do Tesouro e usar o dinheiro do povo, pois nós que financiamos o tesouro via tributos, ou seja, é colocar com uma mão e tirar com a outra.

Responder

    Geraldo

    26 de janeiro de 2013 às 14h05

    Vou começar respondendo pelo final das questões??????
    Primeiro o dinheiro não é do tesouro, é do fundo de reversão de ativos não amortizados que tem em caixa vinte e sete bilhões para pagar indenizações, já cobrados da nossa conta de energia elétrica.
    Usina a preço zero, gostaria de saber em qual escola de finanças e contabilidade você estudou, porque amortização de investimento em cinquenta anos só no governo do PSDB.
    Transmisão de energia, o custo do transporte de energia já esta incluso no preço da tarifa que você paga pelo uso da transmisão.
    Como fica o mercado de ações internacional, você esta preucupado com os bancos estrangeiros que levaram bilhões em dividendos ao longo de 50 anos, e a partir de 2015 quando acabar a concessão vamos fazer uma caixinha e indenizar por lucro cessante os banqueiros coitadinhos eles não conheciam as regras de conssecão do setor elétrico.
    Perda de ICMS, talvez todos os estados devessem fazer igual a Minas Gerais e cobrar trinta por cento de ICMS sobre a conta de energia elétrica para arrecadar mais.
    O presidente da ANEEL deu varias entrevista apoiando a MP579.
    Vê se para de escrever bobagem sobre o que você não entende!!!!!!!!!!!!!!

    Paulo Figueira

    26 de janeiro de 2013 às 16h33

    Perfeito xeque-mate

    anac

    27 de janeiro de 2013 às 11h41

    Geraldo, por esse e outros jumentissimos comentarios dos trolls rola bostas de plantão dos tucanos, deveriam o blogs sujos criarem o premio jumento rola bosta de plantão. Votariamos pelo ganhador do prêmio.

    Karl

    26 de janeiro de 2013 às 15h05

    Esta explicação mostra como uma PESSOA SOZINHA e SEM AJUDA de ninguem pode explicar , em palavras claras, objetivas, sinceras aquilo que a sociedade estava esperando como explicação para o inevitável aumento ser “plausível”. Igual subir o preço da gasolina que a globo diz, que alguem disse, que outro repercutiu, e que depois chegou ao conhecimento do suposto diretor que falou e que depois negou) ser “PLAUSÍVEL” o aumento da gasolina. Direita, VIDA INTELIGENTI NA MAISBURRADA. Digo, na MADRUGADA. Parabéns!

    Roberto Locatelli

    26 de janeiro de 2013 às 16h32

    1) Carlos Cavalcante não é do setor público. Ele é diretor da FIESP. FIESP é a Federação das Indústrias do Estado de SP, a entidade que congrega os empresários da indústria.

    2) Depois que o proprietário termina de pagar o carro, acabou, o carro É DELE. Depois que o povo de SP termina de pagar a usina aos “investidores”, acabou, a usina é PROPRIEDADE PÚBLICA, e não privada.

    Acho que você precisa assistir ao vídeo novamente.

Ted Tarantula

26 de janeiro de 2013 às 12h28

nao quero ser do contra mas…
1- quer dizer que antes estavamos pagando mais que o devido…e ainda estaremos desconfio..
2- agora so faltam o restando dos preços da economia (todos) virem para um patamar mais proximo da realidades.

Responder

    Lu

    26 de janeiro de 2013 às 20h26

    1) Sim, estávamos pagando mais há anos e se dependesse do PSDB, da imprensa e das empresas citadas, continuaríamos pagando mais pra sempre. DILMA TEVE DE “PEITAR” todos eles e ainda bem que ela teve apoio do setor produtivo do país e do POVO

    2) Quanto aos outros preços, não sei se você percebeu, mas a Dilma também enfrentou os poderosos bancos com a cara e a coragem e os juros já baixaram e continuam baixando (forçados, porque os bancos públicos baixaram) A taxa básica nunca esteve mais baix que agora, e a Dilma vem excluindo IPi de diversos produtos,como você sabe.

    Os preços ainda estão longe do ideal, mas é uma luta inglória, as “forças contrárias’ não têm nenhum escrúpulo, são protegidas descaradamente pela imprensa de SP e Rio, que os representa, e têm muito poder por conta disso .

    Os preços estão longe do ideal, mas ninguém os tinha baixado antes, somente Lula e Dilma.

    Então, não entend o “não quero ser do contra”

ZePovinho

26 de janeiro de 2013 às 11h40

O fundamental é o seguinte,”…o dado concreto”(como diz O Metalúrgico) é o seguinte:

Por que o megawatt custa R$ 6,80 na GERAÇÃO e R$ 96,00 na DISTRIBUIÇÃO???????Eu,paranóico como sempre,acho que na GERAÇÃO o risco da capital fica para o POVÃO e na DISTRIBUIÇÃO o lucro fica para os capitalistas que odeiam o risco do capitalismo de livre mercado;afinal têm o Papai Estado para se encostar.

Responder

    ZePovinho

    26 de janeiro de 2013 às 11h44

    O Azenha gosta muito de analisar os fatos vendo a Big Picture,mas os detalhes sórdidos são deveras importantes para serem esquecidos porque O Coisa Ruim está nos detalhes:

    VOCÊS REPARARAM QUE O CARLOS CAVALCANTI TEM O MESMO TOM DE VOZ DO JOSÉ SERRA?????????

    Mário SF Alves

    26 de janeiro de 2013 às 20h26

    Ih! Você quis dizer parabólico? É, sim, uma incrivelmente forte antena parabólica. Captou até a possível sutileza do processo. Então? Que parece, parece. O tom de voz é o mesmo. Bom, aí, a única coisa que salva é a leitura atenta do contexo, das circuntâncias. E é justo essa contextulização que nos dá a certeza de que um é um e o outro é o outro; ou, onde começa um e termina o outro, independentemente do tom ou empostação de voz.
    __________________________________________
    Quanto à discrepância de custo e preço da energia, o fato já é por demais sabido: o progresso nos tem chegado à conta-gotas. Ainda assim, irrecusável; ainda assim, profundamente defensável, se se considera a realidade; ainda assim heróico se se considera o poder daquilo que secularmente nos condiciona e condena ao subdesenvolvimentismo, ou seja os patrões externos da pior elite do mundo, a elite Casa Grande-Brasil-Eterna-Senzala, e, especialmente, agora, neste cenário de crise de indentidade que assola o Ocidente quase por inteiro.

    Mário SF Alves

    26 de janeiro de 2013 às 20h52

    Ih! Você quis dizer parabólico, não? Taí uma incrivelmente forte antena parabólica refletida no comentário. Pelo visto, captou até a possível sutileza do processo. Então? Que parece, parece. O tom de voz é o mesmo. Bom, aí, a única coisa que salva é a leitura atenta do contexto, das circunstâncias. E é justo essa contextualização que nos dá a certeza de que um é um e o outro é o outro; ou, onde começa um e onde termina o outro; independentemente do tom ou empostação de voz.
    __________________________________________
    Quanto à discrepância de custo e preço da energia, o fato já é por demais sabido: o progresso nos tem chegado à conta-gotas. Ainda assim, irrecusável; ainda assim, profundamente defensável se se considera a realidade; ainda assim heroico se se considera o poder daquilo que secularmente nos tem condicionado e condenado ao subdesenvolvimentismo, ou seja, os patrões externos da pior elite do mundo, a elite Casa Grande-Brasil-Eterna-Senzala. Especialmente, agora, acrescido, deste cenário de crise de identidade que assola o Ocidente quase por inteiro.
    Sobre os patrões externos da pior elite do mundo, qualquer dúvida, é só entrar no túnel do tempo e rever as relações Brasil-Portugal. Tá tudo ali, a gênese e o know how.

    JapValla

    26 de janeiro de 2013 às 20h59

    Zé, isto é o “spread”. Você notou que os bancos são os grandes acionistas? Taí, este é o “spread bancário” operando sobre a energia.

Hccoelho

26 de janeiro de 2013 às 11h31

Socorro! Quero oposicao; assim como quero imprensa sem desonestidade.
Sou LULA/DILMA, mas oposicao e muito importante, nao esta coisa que e este grupinho serra/fhc. E este pig, seu socio.
Socorro! Socorro!

Responder

    Mário SF Alves

    26 de janeiro de 2013 às 20h28

    Tanto sui generis, quanto realista. Gostei.

Julio

26 de janeiro de 2013 às 10h51

O governo do PT confronta o interesse de poucos em beneficio de todos.

O governo do psdb confronta o interesse de todos em beneficio de poucos.

Essa é a diferença entre um e outro.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

26 de janeiro de 2013 às 10h43

PAÍS UNITÁRIO

Precisamos de um PAÍS UNITÁRIO!

Devemos discutir temas desse tipo. Discutir não é impor, é esclarecer, é apresentar sugestões, é enriquecer conhecimentos com o objetivo de construir uma sociedade mais justa.

Problemas na padronização do currículo escolar; problemas com o petróleo; divisão de estados para criar unidades só para satisfazer a vaidade de certos senhores, multiplicando gastos com as novas estruturas desses estados etc. Dificuldades com a implantação do código florestal.

Dificuldades para combater o crime organizado. Muitos, muitos problemas! Todos puxando a corda na direção dos seus interesses, quase sempre escusos, sem pensar no país. Às vezes pensei se não seria melhor uma só constituição; hoje, tenho convicção da necessidade de um país unitário, sem essa problemática federação, com uma só constituição.

Educação: muitas famílias da classe média baixa fazem o maior sacrifício para matricular seus filhos numa escola particular (que também deixa muito a desejar), pois a pública, em sua maioria, está abandonada há décadas. Passando por uma livraria, fiquei assustado em ver que os livros para a sexta e sétima séries estavam sendo vendidos, em média, a R$ 100,00. O problema principal é a variedade de edições, causando baixa tiragem. Se aumentassem a padronização, baixaria, radicalmente, o custo.

O certo é o país investir, já, pelo menos, 15% do PIB na EDUCAÇÃO pública. A descentralização está provando que não funciona: O desvio do dinheiro público é maior nas prefeituras e governos estaduais; fica mais difícil o controle e a fiscalização do emprego das verbas alocadas.

Deputados estaduais e vereadores não assumem a fiscalização, pois estão sempre atrelados ao executivo, planejando a reeleição. A solução seria lei única num país unitário, com mandato único em todos os níveis. Não se esqueçam: O congresso nacional nada mais é que um espelho do atual sistema!

Corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro: O atual sistema federativo dificulta o combate. Há um verdadeiro jogo de empurra, tanto do poder central, quanto dos estados. Esse é um assunto da maior gravidade que exige uma coordenação centralizada.

Como combater o tráfico e a lavagem de dinheiro com negociações do poder central com cada governador, como essa que está ocorrendo, agora, em São Paulo, num descabido e insano jogo de empurra que só estão realizando devido ao estado de verdadeira calamidade pública? O judiciário, também, está dividido em justiças federal e estadual, aumentando os custos e dificultando sobremaneira o trabalho do Conselho Nacional de justiça.

Tudo isso emperra o desenvolvimento igualitário do nosso país. Sou por um país unitário, com lei única, por um desenvolvimento mais uniforme entre as regiões, sem essa guerra fiscal que atende não ao povo e sim aos caciques regionais. Isso permitiria, é claro, uma maior repressão aos psicopatas que desenvolvem essas atividades perniciosas ao desenvolvimento econômico e social do nosso país.

Dentro de um país unitário só caberia o mandato único para todos os níveis, inclusive para as direções de partidos, de sindicatos etc. Deputados estaduais e vereadores assumiriam de fato as suas funções de fiscalização. Teriam só ajuda de custo. Não deixariam de ser o pedreiro, o médico, o comerciário, o engenheiro, o professor, o advogado etc.

Deixaria de existir, assim, a profissão “POLÍTICO”. Todo cidadão passaria a ser, de fato e de direito, um político. O número de deputados estaduais e de vereadores poderia, desse modo, até triplicar, permitindo o revezamento. Devem ser previstas em lei todas as condições para as denúncias públicas, através de todos os meios de comunicação, dos erros encontrados na aplicação dos recursos públicos.

País unitário para acabar com as desigualdades regionais, eliminando os absurdos incentivos fiscais oferecidos às multinacionais que passam décadas sem pagar impostos e ainda recebem empréstimos subsidiados, além de toda infraestrutura.

Lembro-me de uma empresa que recebeu esses incentivos, faz muitos anos, saiu de São Paulo e instalou-se em Jaboatão – Pe. Depois de passar anos, sem pagar impostos; em 30/45 dias estava de volta a Sorocaba-SP; o tempo necessário para a manutenção periódica.

Está em pauta, neste momento, uma intensa discussão sobre o possível uso de uma aplicação uniforme da alíquota do ICMS, tendo como um dos objetivos a diminuição do custo Brasil. Nota-se uma reclamação generalizada. Como em qualquer outro tema, está muito difícil encontrar um consenso. E, caso cheguem a algum entendimento, nada garante que o acordo não será rompido mais tarde, pois os estados e prefeituras podem criar suas leis de acordo com os interesses dos caciques de plantão.

Mais recentemente surgiu o impasse referente à diminuição do custo da energia elétrica. Quatro unidades dessa turbulenta federação rejeitam participar do acordo que permite a energia baixar o custo para as residências e para as empresas, propiciando a queda dos preços dos produtos e incentivando, assim, o mercado interno e externo.

País unitário para acabar com essa guerra fiscal hedionda, cujos custos caem sobre o povo mal informado. Dão benesses às multinacionais, alegando incremento de meia dúzia de empregos e castigam os micros e pequenos empresários, criando impostos antecipados e substituição tributária; tornando sem efeito o Simples Nacional, quando se sabe que as pequenas empresas garantem 40% do emprego no país. Estes só não garantem o financiamento privado para as eleições daqueles que conquistam o poder só pelo poder. País unitário para acabar com as abomináveis diferenças salariais regionais, atingindo, entre outras categorias, aos professores das nossas crianças.

Neste momento, estamos numa verdadeira guerra de interesses particulares, onde cada cacique luta por uma maior fatia das riquezas do PRE-SAL. Chega-se ao absurdo de querer tornar o mar em território estadual.

País unitário para permitir uma reforma tributária mais simples, prevalecendo a justiça social. Hoje, temos um sistema tributário antiquado, injusto, cheio de remendos que até os advogados da área têm dificuldades de lidar com as constantes mudanças e contradições. Como podem os pequenos empresários conviver nesse mundo absurdo? Procure investigar e entender o porquê de tanta informalidade que é maior do que se possa imaginar! Esses pequenos empresários estão mais para vítimas do que para infratores. Terminam sendo reféns desse sistema perverso que nada faz para combater os grandes delinquentes, onde a lavagem de dinheiro tem ampla liberdade.

Leia os livros do Juiz Fausto de Sanctis, atual desembargador e suas entrevistas. O nosso estado federativo não fornece as ferramentas necessárias para a investigação e a conseqüente dura punição para esses gigantes infratores. Muita gente aceita essa atividade de psicopatas, como sendo uma espécie de acumulação necessária para o desenvolvimento capitalista, sem considerar os estragos perpetrados no meio da nossa juventude.

Você aceita esse tipo de sociedade? Os psicopatas, sim! Leia, também, o livro Gomorra do Roberto Saviano e entenda que no Brasil coisas semelhantes estão acontecendo. Diga-me que parcela do povo brasileiro sabia das relações estreitas com o Cachoeira, mantidas por esse senador que foi cassado recentemente. O próprio Cachoeira, se quisesse, poderia ser um deputado. Dinheiro não seria problema. Seguramente, a atividade de financiador torna-se mais proveitosa. Quantos iguais a ele, ou mais poderosos, estão neste vasto território infiltrados em nossas instituições? Quanto mais estados tivermos nessa carcomida federação, tanto mais campo aberto para a atividade dessa gente.

País unitário, concomitante a partidos conforme esboçado em MOVIMENTO POR UM PARTIDO, representa um pesadelo para aqueles que pretendem a continuidade do modelo político existente no país, tendo como um pequeno exemplo, aqueles vereadores de Rio Largo, em Alagoas, que em sincronia com o prefeito, venderam um terreno avaliado em 30 milhões por 0,7 de milhão. Vide nossa publicação sobre o assunto, em VEREADORES PRESOS! NÃO FISCALIZAVAM! BURLAVAM! Para executar essa mutreta, usaram a prerrogativa das prefeituras criarem suas leis, quase sempre, usadas em benefício próprio. Lei única para o nosso país!

Até as organizações mafiosas, na Itália, descobriram que a descentralização do crime passou a dificultar o trabalho da polícia e da justiça. A droga, hoje em dia, está muito difícil de ser encontrada com a pulverização dos estoques. Leiam o livro Gomorra de Roberto Saviano, sobre o tema.

País unitário não sob a égide de um ditador, um salvador da pátria. Quem leu MOVIMENTO POR UM PARTIDO; sem interesses particulares ou sob a influência daqueles que disseminam a idéia de que a descentralização, nos moldes atuais, é necessária; notou que propomos a participação do povo, real, em todos os níveis sem o controle de caciques, tudo democraticamente.

O sistema atual de caciques municipais e estaduais é a fonte, o criatório, dos caciques federais. Não existiriam caciques caso não houvesse uma reduzida, porém atuante, base de apoio. Tudo em torno de interesses pessoais com uma roupagem de finalidades sociais.

País unitário para que deputados estaduais e vereadores cumpram a sua missão de fiscalizar o poder executivo, denunciando, por todos os meios, os malfeitos. Por isso, proponho triplicar o número de deputados e vereadores com poderes amplos para a fiscalização.

País unitário com financiamento público exclusivo para as eleições. Lei rigorosa para coibir qualquer uso de dinheiro privado pelos partidos. Nada de lista única preparada pelas cúpulas. Os candidatos serão escolhidos, exclusivamente, pelas bases partidárias para todos os níveis.

ESCLAREÇO QUE MANDATO ÚNICO SIGNIFICA: O VEREADOR PODE SER CANDIDATO, APÓS O TÉRMINO DO MANDATO, A DEP ESTADUAL, A DEP FEDERAL, A PRESIDENTE; NUNCA REPETINDO A MESMA FUNÇÃO. QUANTOS VEREADORES, EM RIO LARGO, JÁ ESTAVAM NO SEGUNDO E TERCEIRO MANDATOS? O PREFEITO É NOVO? O POLÍTICO, ASSIM, TORNA-SE UM PROFISSIONAL. O PRÓXIMO PASSO É A CORRUPÇÃO ATIVA OU A SIMPLES CONIVÊNCIA PARA MANTER O CARGO. O CIDADÃO CONTINUA EM SEUS AFAZERES: O PROFESSOR CONTINUA LECIONANDO, O ADVOGADO NÃO ABANDONARÁ OS SEUS CLIENTES ETC.

O FINANCIAMENTO DAS ELEIÇÕES SERÁ, EXCLUSIVAMENTE, PÚBLICO. OS GASTOS PARA ELEGER UM DEPUTADO ESTÃO, HOJE, ENTRE 5 A 20 MILHÕES. QUEM BANCA EXIGE ALTO RETORNO. VEREADORES E DEPUTADOS ESTADUAIS RECEBERÃO, APENAS, AJUDA DE CUSTO.

AQUI, NÃO HÁ ESPAÇO PARA ENTRAR EM DETALHES, COMO, POR EXEMPLO, A VIDA DO DEP FEDERAL, DO PRESIDENTE AO TERMINAR OS RESPECTIVOS MANDATOS. É UM ASSUNTO QUE O NOVO PARTIDO, COMO SUGERIDO EM MOVIMENTO POR UM PARTIDO, DEVE DEIXAR CLARO. COM CERTEZA, TERÃO UMA VIDA DIGNA. ESSE NOVO PARTIDO IRÁ LEVAR AO POVO ESSAS PROPOSTAS E TERÁ QUE CONVIVER NO MEIO DA VELHA POLÍTICA COM ESSAS EXIGÊNCIAS DE MUDANÇAS PARA UMA NOVA POLÍTICA.

TUDO QUE TENHO PUBLICADO SEGUE UMA LINHA DE PENSAMENTO QUE PARA SER ALCANÇADO O OBJETIVO PROPOSTO, NECESSÁRIO SE FAZ :

PAÍS UNITÁRIO, LEI ÚNICA, CÂMARA ÚNICA E MANDATO ÚNICO.

Responder

    lord jim

    26 de janeiro de 2013 às 18h47

    pode repetir?

Aline C Pavia

26 de janeiro de 2013 às 09h15

Azenha, sugestão, suba isso como post, na seção de Humor.
O PSDB acha ruim que Dilma use roupa vermelha.
http://www.psdb.org.br/wp-content/uploads/2013/01/comparacoes.pdf
E quer impedir que ela use fonte itálico nos programas de TV.
O pior é que tem gente que leva isso a sério… meu Deus.

Responder

Edmorc

26 de janeiro de 2013 às 08h45

Falta agora atacar o oligopólio das empresas de telefonia, uma das maiores vergonhas do Brasil.

Responder

    Roberto Locatelli

    26 de janeiro de 2013 às 11h40

    E há um jeito simples de fazer isso: o BNDES têm que colocar um aporte de, digamos, R$ 10 bilhões na Telebras (há bastante dinheiro em caixa) e direcionar a Telebras para fazer, nas comunicações, o mesmo papel que a Caixa e o BB estão fazendo nos juros bancários.

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2013 às 01h10

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CÉREBRO DE TUCANALHA

Responder

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2013 às 00h54

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TUCANALHAS EM ESTADO DE CHOQUE !!!
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Responder

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2013 às 00h16

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Celesc estabelece novas tarifas para redução na fatura de energia elétrica

Medida acompanha decisão do Governo Federal.

Consumidores já sentirão o efeito do reajuste a partir das próximas faturas

25 de Janeiro de 2013 19h06

Por Vanessa Amando – ENGEPLUS

O Governo Federal está promovendo a redução da tarifa de energia elétrica, conforme anunciou a presidente da República, Dilma Rousself, na última quarta-feira. Com essas medidas, o governo pretende alcançar redução média de 20,2% na fatura de energia.

Uma revisão extraordinária das tarifas foi promovida pelo Governo Federal em 24 de janeiro.
Com isso, os consumidores sentirão o efeito do reajuste a partir das próximas faturas, considerando o consumo a partir desta data.

Os consumidores residenciais da área de concessão da Celesc, em Santa Catarina, serão favorecidos com redução de 18,48% e a redução na indústria, em média, será de 20,03%.

Veja a tabela abaixo com cálculo estimado para todas as classes de consumo na área de concessão da Celesc (de acordo com a Classe/Cálculo de redução da tarifa):

Baixa Tensão:
B1 – residencial = 18,48%
B2 – rural = 18,48%
B3 – demais classes = 18,48%
B4 – iluminação pública = 18,48%
Média do Grupo B = 18,48%

Indústria (conforme nível de tensão):
A2 – 88 a 138 kV = 21,84%
A3 – 69 kV = 20,92%
A3a – 30 a 44 kV = 19,09%
A4 – 2,3 a 25 kV = 19,01%
Média do Grupo A = 20,03%

Comércio (conforme nível de tensão):
de 18,48% a 19,01%

Colaboração: Comunicação Centrais Elétricas de SC SA (CELESC)

http://www.engeplus.com.br/0,,56391,Celesc-estabelece-nas-tarifas-para-reducana-fatura-de-energia-eletrica.html

Responder

anac

25 de janeiro de 2013 às 21h48

O povo brasileiro sempre foi espoliado desde a epoca de Pedro Alvarez Cabral. Mas não me causa especie que os imperios venham aqui se locupletar sendo que, hoje,através de suas multinacionas com o pomposo nome de neoliberalismo que não apssa de um colonialismo. Não me causa especie nem revolta pois eles fazem o que sempre esperariamos deles, não negam a historia dos imperios no mundo.
O que me causa especie e revolta é termos uma corja, verdadeiros joaquins silverios, calabares, ou seja, traidores da patria que sabotam o país ajudando o imperio na espolicação, TUDO em troca de uns trocadinhos: apto na Avenue Fox em Paris, New York, Miami, Londres, Barcelona, Madri.

Responder

    Mário SF Alves

    26 de janeiro de 2013 às 21h04

    Estive pensando sobre agora a pouco. O progresso, prezada Anac, nos tem chegado à conta-gotas. Ainda assim, no entanto, irrecusável; ainda assim, profundamente defensável se se considera a REALIDADE; ainda assim heroico se se considera o poder daquilo que secularmente nos tem condicionado e condenado ao subdesenvolvimentismo, ou seja, os patrões externos da pior elite do mundo, a elite Casa Grande-Brasil-Eterna-Senzala. Especialmente, agora, acrescido, desta crise de identidade que assola o Ocidente quase por inteiro.
    _______________________________________________________
    Sobre o que te causa espécie, essa espécie de quase-agonia, sobre os patrões externos e os prepostos (lacaios?) da pior elite do mundo, qualquer dúvida, é só entrar no túnel do tempo e rever as relações Brasil-Portugal. Tá tudo ali, a gênese e o know how.
    ____________________________________________________________
    Será que nos EUA o passado de tais relações Metrópole-Colônia foi o mesmo?

anac

25 de janeiro de 2013 às 21h37

Devemos todos adotar um tucano e seu dileto eleitor.
Eles se responsabilizarão de pagar a diferença dos 6,80 para 96,00 daqueles que forem beneficiados com a MP de Dilma.Além de pagarem a tarifa cheia de suas contas, conforme o contrato antigo anterior a MP de Dilma, assumiriam a redução que ocorrerá nas contas de quem vota com e no governo do PT.
Vai ser justissimo e eles demostrarão solidariedade as multinacionais concessionarias de energia eletrica com as perdas que terão com a redução promovida pela malvada presidenta.

Responder

Francisco

25 de janeiro de 2013 às 21h16

Um partido politico só sobrevive se expressa o desejo de um segmento social.

O PSDB não expressa os desejos da classe trabalhadora e, como se vê nessa rixa com a FIESP, não representa os desejos da burguesia industrial brasileira.

O PSDB mal e porcamente representa os interesses da fração de burguesia que especula na Bolsa e não gera emprego (mas tem muita grana).

Isso dá voto?

O PSDB é a prova inconteste que um ajuntamento de PHDs pode ser um conjunto vazio.

Responder

    FrancoAtirador

    26 de janeiro de 2013 às 00h18

    .
    .
    PHDs = Políticos Hipócritas Desonestos
    .
    .

Aline C Pavia

25 de janeiro de 2013 às 20h31

Cadê o Rodrigo Leme e o Bruce quando a gente mais precisa deles!!

Responder

lia vinhas

25 de janeiro de 2013 às 20h14

Um post esclrecedor como esse, com um arremate genial do Natale era tudo o que eu precisava para levantar o astralal e curtir o fim de semana. Obrigada a ambos.

Responder

Luiz Carlos

25 de janeiro de 2013 às 19h31

É isso. O Governador Alckmim é governador dos paulistas ou é só executivo da CESP. Ele não deve colocar o J. Aníbal para falar besteiras e tirar o corpo fora das suas responsabilidades.
Ninguém fala mas as usinas são do estado pela Constituição, não são das empresas. Elas recebem concessão de 30 anos que já foram prorrogadas por mais 20 por FHC, portanto muitas estão totalmente amortizadas. Outras já tem grande parte amortizada. Os 20% que a Dilma quer reduzir é das usinas que já estão totalmente amortizadas.
E não falamos que eles compram a R$6,80 e vendem a R$96,00 para pagar os custos administrativos, os custos com manutenção e o resto é tudo LUCRO.
Quer dizer: PODERIA BAIXAR MUITO MAIS.

Responder

ricardo silveira

25 de janeiro de 2013 às 19h25

É bom ter sempre claro que a FIESP quer aumentar a capacidade de competitividade das empresas, o que não deixa de ser bom para todos, pois gera empregos, barateia os produtos, etc. Não está interessada, prioritariamente, no bem estar da população, ocorre que no momento os interesses não se contradizem. É bom lembrar, também, que em passado recente a FIESP, junto com o PSDB, foi ferrenha defensora do término da CPMF e assim tirou bilhões de recursos da saúde pública. Quanto ao PSDB, seus interesses nunca coincidem com os da população.

Responder

    Ronaldo Curitiba

    26 de janeiro de 2013 às 09h24

    Ricardo, o seu argumento está correto. A FIESP não representa o povo. Defende o interesse dos empresários.

    Mas não deixa de ser impressionante um representante da FIESP dar um esculacho público no governo tucano mais representativo, o de São Paulo.

    Esta entrevista ainda dará o que falar. O Mercadante já deve ter feito o download.

    ricardo silveira

    26 de janeiro de 2013 às 12h45

    Concordo contigo, não nego a importância política da entrevista do representante da FIESP.

carlinhos 221

25 de janeiro de 2013 às 19h16

vamos levar um choque danado, mas Eu disse isso Faz muitos anos de que acho um absurdo cobrarem 25% de imposto e cada vez inventam mais um e por ai vai, agora o escandaloso caso de tanto involvimento , de politicos e jogando açucar, no povo para esconderem as Maracutaias, mas Deus alertou tudo o que fazem nas trevas, na LUZ vira ser conhecidas e sempre a luz trara a verdade, e conhecerei a verdade e a verdade voz Libertara, quanta sujeira vem vindo a tona…

Responder

Urbano

25 de janeiro de 2013 às 19h04

Qual é mesmo o interesse de um secretário de Estado de defender tarifas exorbitantes de energia elétrica? Humm???

Responder

abolicionista

25 de janeiro de 2013 às 19h02

Informação de altíssima qualidade. Parabéns pelo post!

Responder

Tursi

25 de janeiro de 2013 às 18h58

Na verdade é pior ainda, no final da entrevista, que está disponível no terra, Cavalcanti afirma que produzir um Megawatt de energia custa R$6,80 depois a geradora vende para a distribuidora a R$ 96,00 e finalmente chega na casa do consumidor a R$ 400,00. É só verificar o vídeo a partir de 28:30 Link:http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/Destaques-Noticias/4404-448878/SP-prefere-briga-politica-a-baixar-conta-de-luz-diz-Fiesp.htm

Responder

Roberto Locatelli

25 de janeiro de 2013 às 18h54

Agradeço à Gilda Azevedo pela transcrição. Trabalhinho cansativo, mas necessário. Nem todos os dispositivos têm compatibilidade com vídeos…

Responder

assalariado.

25 de janeiro de 2013 às 18h00

Conceição, internautas e esquerdas, guardem este video. Vai fazer um belo estrago na futura bancada da direita no congresso nacional nas eleiçôes em 2014.

Sim, vamos nos abastecer desde já, para acabar de uma vez por todas com a (HEGEMONIA) da direita e genericos, a serviço dos donos do capital no congresso nacional.

Saudações Socailistas.

Responder

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 18h14

    Assalariado, até já baixei no meu computador. Se tirarem da net, tenho aqui.

    Como você, sou socialista. Mas acho interessante aproveitar este momento em que os trabalhadores e o capital industrial têm interesses comuns.

    Saudações socialistas!

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 18h44

    Assalariado, já baixei no computador. Se tirarem do ar, tenho aqui.

    Saudações socialistas!

    ZePovinho

    26 de janeiro de 2013 às 11h35

    Assalariado

    Você é a oposição inteligente,tática e estratégica.Eu me aconselharia com você,se estivesse no poder.

Maria Amélia Martins Branco

25 de janeiro de 2013 às 17h59

A TUCANALHA está com os dias contados. Viva Dilma, viva Lula e viva o partido mais querido do Brasil, PT.

Responder

souza

25 de janeiro de 2013 às 17h48

bastante interessante a clareza do sr. cavalcanti.
os demo tucanos quando prorrogaram os contratos das elétricas em 1995 pensavam que ficariam no governo federal por mais de vinte anos e que continuariam enganando o povo eternamente.

Responder

Walter

25 de janeiro de 2013 às 17h23

Parabens ao viomundo por divulgar uma entrevista desse quilate.
Isso sim é tratar da informação sem cunho partidário.

Responder

E.S.Fernandes

25 de janeiro de 2013 às 17h22

É muito interessante observar as frações da burguesia em choque.
A fração industrial tornou-se patriota. Defende o interesse do conjunto do povo para ser beneficiada também: quer baixar o valor da energia.
A fração financeira permanece como sempre, vendida, antipatriotica, com os tucanos e o Pig a frente defendendo seus interesses.

Vídeo muito revelador…
Muito bom.

Responder

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 19h15

    Verdade, Fernandes. Nesse período histórico, os trabalhadores e frações do capitalismo industrial dividem alguns interesses comuns. São aqueles empresários que insistem em fabricar geladeiras ao invés de especular.

Vlad

25 de janeiro de 2013 às 17h02

Grande contribuição, Locatelli.
Vou repassar o quanto puder esse link.

Parabéns mesmo!

Responder

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 17h24

    Não há de que, Vlad. Internet é isso: um repassa o link pro outro, que retuita pro outro, que põe no facebook, e assim vai. É a Nova Mídia.

Roberto Locatelli

25 de janeiro de 2013 às 16h12

Veja-se que a situação do PSDB em SP está mesmo complicada. Alckmin vai para as eleições de 2014 apartado da FIESP. Para defender os amigo$ banqueiro$ europeus, o nobre governador comprou uma briga com a FIESP. Que burrada!!

__________________
PS: vou tentar reservar um tempo amanhã para transcrever a entrevista.

Responder

    Paulo Figueira

    26 de janeiro de 2013 às 17h05

    Prezado Locatelli, não teria tanta certeza desse suposto distanciamento da FIESP em relação ao governo tucano, uma coisa é eles se colocarem ao lado do governo federal na questão das tarifas de energia, onde os interesses deles estão sendo contemplados, outra coisa será o jogo político em 2014, geralmente se posicionam como os demais setores das elites econômicas, contra os governos trabalhistas

    Mário SF Alves

    27 de janeiro de 2013 às 16h07

    Então? E não é que é?

francisco pereira neto

25 de janeiro de 2013 às 15h43

Locatelli
Isso é informação de qualidade. Parabéns.
O diretor de infraestrutura da Fiesp acaba de jogar a última pá de terra em cima do PSDB.
A explicação do diretor da entidade foi tão didática e clara, que até um analfabeto e surdo consegue entender.
Eu que tinha no Zé Anibal um dos bons quadros do PSDB, nem isso se salvou.
Tucanos. A festa acabou. O butim já era.
Eu quero ver o Geraldinho se reeleger, só defendendo a sua turminha de saqueadores.

Responder

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 16h37

    Olá, Francisco, fico feliz de ajudar a esclarecer o assunto, já que o PIG não tem a menor intenção de fazer isso. O Terra cortou o vídeo, deixando só 2 minutos. No Youtube, felizmente, ficou a versão completa.

    Agora complicou a vida do PSDB de SP. A FIESP fez a maior campanha, distribuindo folhetos, fazendo inserções nos monitores do aeroporto. O Nassif, que viu uma dessas peças de vídeo, comentou que a FIESP recomendava aos brasileiros lutar contra “os que não querem o bem do Brasil”. Vixe!

    João Luiz

    25 de janeiro de 2013 às 17h27

    Rapaz, não sei como, mas eu tinha me esquecido disto. Em dezembro, vi no aeroporto de Guarulhos (ou seja, na casa dos tucanos, e ainda por cima no terminal internacional, último bastião dos tucanos em retirada para Miami ou para a Suíça), vídeo institucional da FIESP, com o próprio Paulo Skaf, descendo o cacete em quem não apoiava as medidas para redução das tarifas de energia elétrica e tecendo loas à Dilma. Urgindo à população que a apoiasse nessa medida.
    Quando a própria FIESP começa a apoiar a Dilma e rifar “os do contra”, é porque, como o PHA vive mencionando no Conversa Afiada: “a situação já esteve melhor para a seleção brasileira”.

    Roberto Locatelli

    25 de janeiro de 2013 às 17h45

    João Luiz, essa tirada do PHA cai como uma luva para os tucanos. rs

Luana

25 de janeiro de 2013 às 15h42

Nossa esse vídeo e muito,muito esclarecedor. A mascara dos governadores tucanos vai ao chão.

Responder

Natale

25 de janeiro de 2013 às 15h38

Redução nas tarifas de energia elétrica.
O poste deu um choque de realidade. “Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. (…)
Restaurante popular da Dilma informa… prato do dia. Assado de PIG, eletrocutado em 220 Volts. Acompanha guisado de Tucano refogado em Corrente Alternada.
Como diria a Tieta do Agreste, este prato, deve dar “uma dor de barriga da molesta”

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.