VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Cachoeira diz que lutou por Perillo e reclama recompensa


09/05/2012 - 18h42

por Luiz Carlos Azenha

Um dos grampos mais interessantes da nova batelada divulgada na internet me foi indicado por um colega.

Foi gravado em 02 de março de 2011, às 15:58 da tarde, pelo Guardião da Polícia Federal.

Nele, Carlinhos Cachoeira conversa com Edivaldo, provavelmente Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran, que o próprio bicheiro tinha indicado para integrar o governo de Marconi Perillo em Goiás.

A transcrição já tinha sido divulgada anteriormente, pelo Globo, mas vale a pena ouvir.

Os dois discutem gastos de R$ 1,6 milhão em verbas publicitárias do Detran e Cachoeira diz que a fatia dele, de 5%, é pequena:

detran



18 comentários

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Elza

11 de maio de 2012 às 01h40

Quando eu penso que esse governador do Estado de GO, esteve aqui em Natal/RN, para participar de um Seminário como palestrante, no qual as propostas tinham a ver com administração pública, convidado da Governadora Rosalba Ciarline (DEM), de repente ela pegou algumas orientações dele, pois a segurança publica tah uma vergonha, a educação em greve, a saúde o Ministério Público intervindo e agora a imprensa local noticia que o esposo dela será o chefe de gabinete dela… oh Jisuss!!

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Dr. Rosinha: “Alguns segmentos da imprensa terão de ser investigados, sim” « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de maio de 2012 às 20h43

[…] Cachoeira diz que lutou por Perillo e reclama recompensa […]

Responder

Perillo era um dos políticos mais próximos de Cachoeira, diz delegado da PF « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de maio de 2012 às 18h41

[…] Ouça aqui o grampo em que Cachoeira cobra benefícios do indicado dele para o Detran de Goiás […]

Responder

Pérsio

10 de maio de 2012 às 15h07

Gurgel quer se defender atacando, estratégia dos desesperados. Quando diz que quem quer vê-lo na CPI são alguns não comprovados mensaleiros, na verdade, o PGR tá reforçando a tese de que trabalha para o PIG e é simpatizante da direita brasileira. Por que que ele não foi e não é tão contundente com o mensalão do PADB de Minas.

Responder

Roberto Locatelli

10 de maio de 2012 às 09h29

Apesar de todas as provas mostrando, por exemplo, que Cachoeira decidia as promoções ao posto de Coronel na PM de Goiás, Marconi se agarra ao cargo. Só uma enorme mobilização social o derrubará.

Responder

Paciente

10 de maio de 2012 às 01h26

A situação desse Gurgel é insustentável: três (03) anos para mudar um papelório de escaninho!

Ou ele admite que também é funcionário de Cachoeira (a essa altura acho que só eu não sou…) ou admite que é assombrosamente incompetente e lerdo.

PS. Esqueci a terceira opção: talvez ele seja as duas coisas ao mesmo tempo…

Responder

João Fuera

09 de maio de 2012 às 23h12

O jornalista Jorge Kajuru anunciou empolgado, ao vivo, no Programa do Ratinho, que será candidato às eleições de 2014 para enfrentar o governo cachoeira e devolver ao povo goiano o que é do povo, ou seja, no mínimo, muito dinheiro supostamente roubado dos cofres públicos. Mas agora surge outro destemido, Zé Ninguém, um cidadão que também tem a coragem de pisar nas ruas e gritar “Fora, Marconi”.

Zé Ninguém também quer se lançar nessa empreitada quase messiânica que é governar um “estado falido”. Fomos logo em busca de um marqueteiro, para avaliar as chances de Zé Ninguém nesse pleito, e para a nossa surpresa as chances dele são tão boas quanto a de qualquer político que teve e tem relações de amizade com Carlinhos Cachoeira.

Só tem um detalhe fundamental, salientou nosso marqueteiro. Assim como Marconi Perillo e outros construíram suas ricas carreiras políticas, Zé Ninguém tem que saber administrar a campanha e o seu governo da mesma forma “adversativa”. Para ter sucesso na política, afirma nosso finório marqueteiro, é preciso dizer uma coisa e fazer outra, de maneira sistemática, antes e depois do pleito, sempre de forma dissimulada.

Não vamos entregar o ouro aos encadeados amigos adversários de Zé Ninguém, mas vale a pena destacar o que é considerado “must”, ou seja, algumas das condições adversativas que são próprias do senso comum à política nacional e muito em voga em Goiás.

NA CAMPANHA ELEITORAL:

1) Distribua adesivos com palavras e símbolos da sua coligação, que podem ir às ruas pregados em vidros e para-choques de carros, anunciando que pretende ser candidato, mas não se esqueça que isso pode ser visto pelo Tribunal Eleitoral como campanha antes do devido tempo permitido!

2) Identifique entre os empresários locais, regionais e (inter)nacionais aqueles que têm condições de te apoiar com recursos milionários, porque terão seus negócios ampliados com a sua eleição, mas tome o cuidado para que o povo não perceba que você está se tornando um sócio majoritário do capital!

3) Faça alianças políticas com partidos e lideranças que têm acesso aos eleitores que votam de cabresto, ou porque são donos de terras no interior, ou porque têm história de construção de feudos eleitorais e compra de votos, mas cuidado para não ser flagrado andando de braços dados com coroneis da política todos os dias!

4) Seduza os meios de comunicação com propostas de recompensa financeira durante todo o período pré-eleitoral e de governo, prometendo verbas milionárias para a publicidade da administração pública, advogando pela “transparência”, mas não permita que essa situação seja vista como a compra da liberdade de imprensa e o fim da ética jornalística, ou ainda pior, como um ataque à liberdade de expressão e à livre manifestação do pensamento!

5) Estabeleça uma estrutura de pré-campanha usando ferramentas de assessoria de imprensa e comunicação de massa para atacar os governantes e posar de solução para os problemas do Estado, mas evite dizer que é pré-candidato, coloque isso na boca dos seus aliados políticos e nas veiculações da mídia parcial!

6) Monte toda a sua equipe de campanha e de governo, criando um exército de adesistas, cujos comandantes e soldados serão premiados com cargos públicos, mas não deixe que o povo perceba que esta panelinha é de pressão e não oferece nenhuma chance de ingredientes democráticos!

7) Alimente a esperança dos servidores públicos com promessas de valorização das diversas categorias profissionais e melhores condições de trabalho nas autarquias, mas jamais faça compromisso de aumento salarial do funcionalismo que não seja por instrumentos sobre os quais possa exercer sua idiossincrasia de recompensar somente àqueles que se tornaram seus cabos eleitorais, os comissionados!

8) Invente um complicado projeto de governo com base em teorias e métodos que poderiam ser resumidos por um estudante ou professor do primeiro semestre de um curso de administração, mas tenha cuidado para que gente desavisada, por exemplo, um servidor público bem intencionado, não acredite que essa miríade de ferramentas vá ser mesmo implementada pelo governo na gestão pública como forma de modernizá-la!

9) Receba com carinho todo tipo de doação de campanha seja lá de onde vier, não importa quem ou como o caixa de campanha tem que ficar abarrotado de contribuições, mesmo que os recursos venham de contraventores ou empresas inidôneas, mas tenha cuidado para que essa “capacidade de aglomerar apoiadores” não seja encarada pelas autoridades da Justiça como abuso do poder econômico!

10) Cuide para que seja sempre visto por seus seguidores como um iluminado defensor do povo, a melhor e mais bem acabada criatura fruto do ideal democrata, mas não deixe transparecer que não passa de um político ordinário!

DEPOIS DA POSSE

1) Promova reforma administrativa do Estado que atenda todos os comandantes do seu exército de campanha, colocando em postos chave aqueles que mais tenham condições de recuperar os gastos eleitorais, não importa sua capacidade técnica ou seriedade, mas introduza em cada autarquia gerências jurídicas para reprimir desafetos!

2) Conquiste (ou compre) apoio de deputados na Assembleia com promessas de mais formação de caixa dois de campanha eleitoral, tornando-os cães obedientes por favores políticos que deem sustentação às propostas do governo, mas considere os não-adesistas como inimigos do povo!

3) Culpe servidores públicos pela ineficiência da máquina administrativa e pela péssima qualidade dos serviços prestados à população, apresente a solução de que serão valorizados em um processo de seleção de caráter meritocrático, mas ao final desse processo escolha somente aqueles que servem cegamente aos governantes e não ao povo!

4) Privatize empresas públicas na medida do possível, paulatinamente, alegando que são deficitárias e trazem prejuízo ao Estado, mas não faça isso de uma vez só porque seu ato pode ser visto como de privataria pura e simples!

5) Critique ferozmente adversários políticos como corruptos e irresponsáveis, abrindo caminho para que as suas ações pareçam sempre muito diferentes das do seu antecessor, mas lembre-se que do pior que o Estado já passou é isso que seu governo vai buscar manter!

6) Observe os princípios da administração pública como referência para o povo respeitar a equipe de governo, mas chancele cada ato administrativo através de seu poder discricionário, como marca de um regime totalitário!

7) Vigie, incrimine, puna e processe todos que manifestarem pensamentos diferentes dos defendidos pelos representantes do governo, mas associe a essa atitude fascista a defesa da democracia e das instituições republicanas!

8) Comunique as ações do governo como se as próximas eleições fossem as mais importantes da sua vida, utilizando toda a equipe de marketing da campanha anterior e contratando as mesmas agências e produtoras de sempre, mas deixe a caixa-preta da publicidade bem longe das investigações de promotores!

9) Force a barra, pressione, chantageie, ameace, destrua as pretensões dos donos de meios de comunicação que achem por bem fazer jornalismo diferente daquele de só publicar elogios ao governo e maldizer seus adversários políticos, mas não tente dominar 100% a imprensa, porque esse pessoal não merece confiança total!

10) Finja ser um rei, mas não se comporte como tirano!

Quer saber? Zé Ninguém confessa que não dará conta de governar com tantas adversidades…é um cara honesto!

Responder

    carlos-fort-ce

    10 de maio de 2012 às 10h22

    mais “sincero” do que isso, joão, é impossível.
    tal estratégia propositiva atendeu e atende ao discuro do estado mínimo e da política neoliberal sem tirar nem pôr.
    valeu!

pperez

09 de maio de 2012 às 21h46

E o Alvaro Dias de olhos esbugalhados numa entrevista, tentando convencer que o Gurgel não pode ser convidado a depor CPI, tá melhor que os caras do Panico na TV!

Responder

    Fabio Passos

    09 de maio de 2012 às 22h26

    Não vi.
    Mas então o gurgel já recebeu apoio da veja, globo e até do alvaro dias?

    Agora só falta o apoio do cachoeira e do demóstenes. rsrs

    Marat

    10 de maio de 2012 às 07h43

    Fabio, parece que o pessoal do Cansei também o apóia, com eles, as Senhoras de Santana, a Opus Dei, a TFP e todos os malandrões da casa grande que, desde sempre, nos condenam a um atraso intolerável!

jõao

09 de maio de 2012 às 20h33

Pede pra sair, Gurgel
O Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, precisaria dar alguma explicação objetiva e bem fundamentada sobre o motivo pelo qual não pediu investigação ao STF sobre o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), quando recebeu o relatório da Operação Vegas, em 2009.

Ele não pode admitir que teria sido motivado por falta de confiança no ministro do STF Gilmar Mendes (devido a proximidade com Demóstenes, verificada no episódio do “grampo sem áudio”), pois isso geraria uma crise institucional com o Supremo. Mas poderia explicar melhor o que foi feito em conjunto com os Ministérios Públicos Federais do DF e de Goiás, e o que havia de frágil do ponto de vista jurídico na operação Vegas, para ainda não abrir investigação sobre o senador eleito pelo DEM.

O que ele jamais poderia fazer é politizar o caso, misturando coisas distintas que nada tem a ver na sua área de atuação, a jurídica. E ele politizou de forma escandalosa e inaceitável quando declarou:

“Eu tenho dito que na verdade o que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que na verdade estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos de desvio de recursos e corrupção, e ficam muito preocupados com a opção que o procurador-geral tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos Monte Carlo, nós não teríamos todos estes fatos que acabaram vindo à tona”.

Ora, a revista Veja pode não ter compromisso público e recorrer a malandragem de usar o surrado “mensalão” como cortina de fumaça para esconder Carlinhos Cachoeira de sua capa, mas um Procurador-Geral da República jamais pode recorrer a este tipo de malandragem, devido a seu cargo e a seu notório saber jurídico, que sequer permite esse tipo de discurso rastaquera de políticos e jornalistas de oposição.

Se Gurgel não queria causar uma crise institucional com o STF, ele causou outra crise com outro poder tão legítimo quanto o STF, que é o Congresso Nacional.

Assim, Gurgel comporta-se como quem perdeu a sua capacidade de discernimento e de conseguir fundamentar explicações para seus atos, e é hora de pedir a aposentadoria e deixar o cargo para quem tenha mais gás e mais tenacidade para administrar situações delicadas como a possível resistência de ministros do STF em autorizar investigar Demóstenes a partir da Operação Vegas.

E não me venham falar que a troca de um Procurador-Geral prejudica o julgamento do “mensalão”, porque se assim fosse, o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, que formulou a ação, não poderia deixar o cargo antes do julgamento. Rei morto, rei posto. Outro Procurador-Geral fará o mesmo papel de Gurgel. O processo do “mensalão” não depende de quem esteja no cargo, nem de CPI do Cachoeira, nem da quantidade de testes de hipóteses que já foi publicado na velha imprensa demotucana, depende apenas de provas objetivas. Qualquer nome que ocupar o cargo de Procurador-Geral se tem provas, exibirá (aliás já teria que ter exibido nos autos), se não tem, não há nada a fazer a não ser acatar a sentença inocentando aqueles que foram acusados por atos que não praticaram.

Responder

    Felix Carriello

    10 de maio de 2012 às 00h51

    Oi João,
    ache vergonhosa essa afirmação desse Gurgel. Uma autoridade não pode afirmar isso em uma democracia, onde o julgamento ainda será realizado. O que fazer em um caso desses?

    Absurdo termos um procurador como esse

    Lima

    10 de maio de 2012 às 11h57

    Excelente, João! Seus comentários são dignos de posts em separado.

Yarus

09 de maio de 2012 às 20h23

“#VejaBandida: Boicote aos patrocinadores da imprensa corrupta

Lembre-se que o movimento “Cansei”, criado para derrubar o do Presidente Lula e voltar com da elite arcaica ao poder, foi debelado pelo boicote às empresas que patrocinavam aquele golpe.

Eis a lista de anunciantes, na semana, da revista Veja, ligada à organização de Carlinhos Cachoeira:”
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/vejabandida-boicote-aos-patrocinadores.html

Responder

Yarus

09 de maio de 2012 às 20h22

Tabelinha da corrupção.

Depois os colonistas do PIG ficam se “dizendo” traídos.

1º lugar DEM.
2º lugar PMDB.
3º lugar PSDB…
http://2.bp.blogspot.com/-w127Po_nbzw/T4G6wBuejLI/AAAAAAAAIyg/k3tZG_d_Zys/s1600/Corrupcao_Partidos.jpg

Responder

    Rudá

    09 de maio de 2012 às 23h13

    Yarus,
    tbm já vi postarem bastante esse grafico no Facebook.

    Nunca entendi uma coisa, quem são esses 339 politicos cassados?

    Observatório 74


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