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Brasil de Fato: As ameaças contra André Caramante


19/07/2012 - 20h57

Repórter da Folha relata ameaças depois de denúncia contra a PM

Jornalista recebeu ameaças após revelar as apologias à violência policial feitas pelo ex-chefe da Rota e candidato a vereador, comandante Telhada

19/07/2012

José Francisco Neto, no Brasil de Fato, via Igor Felippe

Após escrever uma matéria sob o título “Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook”, o jornalista da Folha de S.Paulo André Caramante passou a receber inúmeras ameaças dos seguidores da página pessoal do ex-comandante da Rota e também candidato a vereador pelo PSDB em São Paulo, Adriano Lopes Lucinda Telhada.

Telhada vem usando sua página no Facebook para fazer apologia à violência policial nas periferias da capital. Como resultado, seus seguidores têm deixado comentários do tipo: “bandido tem que ir pra cova” ou então “vamos arrancar o pescoço desses vagabundos”. Uma das “pérolas” de Telhada diz sem rodeios: “que chore a mãe do bandido, porque hoje o bote é certo”.

Após Caramante ter feito a reportagem em forma de denúncia, os seguidores de Telhada – dentre eles muitos policiais – começaram a ameaçá-lo, através de comentários como “é isso aí Telhada, vamos combater esses vagabundos” e “esse Caramante é mais um vagabundo. Coronel, de olho nele”.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo protocolou um documento na terça-feira (17) para a Ouvidoria das Polícias, a Corregedoria da Polícia Militar (PM) e órgãos públicos estaduais, além dos diretórios municipal e estadual do PSDB e a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República relatando o problema.

Em um dos trechos do documento, o sindicato solicita às autoridades resguardar a liberdade de imprensa e a integridade física dos profissionais da área jornalística. O Sindicato denuncia também a grave atitude do ex-comandante da Rota de incitar a violência física e moral contra o repórter através das redes sociais.

Em entrevista ao Brasil de Fato, André Caramante diz que essas ameaças não atingem somente a ele, mas sim toda a categoria de profissionais que lutam para levar a verdade até as pessoas.

Brasil de Fato: Por que você optou em trabalhar com esses temas voltados a violência? Você já fazia esses trabalhos antes?

André Caramante: Sim. Eu trabalho aqui no grupo Folha há 12 anos. Eu já trabalhei em todos os jornais da empresa Folha da Manhã. Comecei no Notícias Populares, trabalhei no Jornal Agora São Paulo e hoje estou aqui na Folha. Sempre atuei nessa área de cobertura da questão da segurança pública.

Os jornalistas, em geral, costumam evitar esses temas. Qual a importância de dar essa visibilidade?

Eu acredito que a sociedade tem o direito de saber, por exemplo, que essa questão da segurança pública tem que ser tratada de uma maneira mais séria. As pessoas precisam passar a prestar atenção nisso, não somente quando a violência atinge alguém da sua família, alguém próximo.

Qual é o maior risco para o jornalista quando faz denuncias contra a polícia como as que você fez?

Não sei ao certo quais são os maiores riscos, mas acredito que o trabalho pode desagradar algumas pessoas, mas é um trabalho que precisa ser feito. A gente tem hoje no estado de São Paulo uma guerra entre o grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital) e a polícia, mas no meio disso tudo a gente acaba se deparando com um alto índice de letalidade policial, com policiais que também são mortos e, no meio disso tudo, acontece uma ação e reação de ambos os lados em que as pessoas vão morrendo. E a morte não é a solução para nada. Acredito que a polícia eficaz só opta pela morte em últimas circunstâncias, não dá para achar que isso tem que ser o padrão. Essa sim seria uma polícia de excelência. Tem muita gente morta por policiais, principalmente militares, em São Paulo. Ano passado, por exemplo, a gente fez uma matéria aqui na Folha de S.Paulo que a cada cinco pessoas que foram mortas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta por um policial militar. Então, são números que a gente precisa melhorar. A polícia não tem o direito de matar, a não ser, claro, no estrito cumprimento do dever legal. Entre 2005 e 2011, 3.921 pessoas foram mortas por PMs no estado de São Paulo. Esses são números de guerra.

Sobre o ex-chefe da Rota, o Telhada, você esperava algum tipo de ameaça depois da matéria sobre as postagens dele no Facebook?

A gente que trabalha nessa área de segurança pública tem os seus poréns, mas isso é uma questão que o departamento jurídico da Folha de S.Paulo já está tratando. A solidariedade que eu recebi dos companheiros de profissão também foi algo muito importante. Não é uma ameaça, não é uma violência somente contra o jornalista da Folha de S.Paulo, é uma ameaça contra a imprensa livre. Nós temos leis nesse país de imprensa livre, então, isso é uma reflexão maior do que um simples fato de um ex-comandante da Rota ter dito o que ele disse. Existe uma categoria de profissionais que lutam para levar a verdade até as pessoas. Ele atinge não só a mim, mas também a todos que trabalham com a informação. Nós temos o direito de informar as pessoas.

Ele pediu, inclusive, no texto que publicou no Facebook, para que as pessoas ligassem no jornal denunciando a sua matéria. Isso de fato aconteceu? Alguém chamou sua atenção por causa disso?

Ao contrário, o jornal tem me dado apoio e está ao meu lado, isso é importante. O jornal pede para que eu continue fazendo exatamente o mesmo trabalho que eu já faço aqui há 12 anos. Isso é a maior resposta para essa tentativa de mobilização que esse senhor tentou fazer. Meu trabalho continuará sendo feito da mesma maneira. Hoje, por exemplo, na cidade de São Paulo a gente teve, infelizmente, a morte de um publicitário de 39 anos que, segundo alguns policiais militares, furou uma blitz da PM, fugiu e acabou sendo morto no Alto de Pinheiros, que é uma região de classe média alta. Então, os fatos por si só têm demonstrado que essa violência, que essa coisa de atirar para depois saber quem era a pessoa, está chegando em pessoas que até então não eram atingidas por essa violência. Isso é para gente refletir bastante .

Qual será seu posicionamento depois das ameaças? Não tem medo de perseguições?

Eu sou repórter há um bom tempo e faço isso para ganhar a vida. Eu não tenho o porquê mudar, eu não fiz nada de errado, além de noticiar o fato. Aquilo que aconteceu e que eu escrevi sobre as publicações do ex-comandante da Rota em sua página pessoal no Facebook, está lá para todo mundo comprovar e ler. Então, não tem o que mudar em nada.

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26 comentários

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Jose Mario HRP

24 de julho de 2012 às 10h03

Normalmente esses ba ba cas que fazem apologia da violencia gratuita são pessoas frustradas.
Na casa deles até são bem quistos, mas na rua só conseguem amigos que tenham os mesmos desvios psicologicos.
E aí eu vejo que o cara é PSDB!
Dizer que o Covas trouxe essa ralé para o poder(Alckimin, Saulo de Abreu e outros crápulas violentos)!
Esse Telhada não passa de um insignificante diante da maldade e incompetencia maldosa do Grã tucanato!

Responder

ZePovinho

20 de julho de 2012 às 21h15

Vanderley – Revista [email protected]

Vanderley – Revista

20:10 (1 hora atrás)

para cartaoberro
Carta O Berro………………………………………………….repassem

NEUSAH CERVEIRA, filha ao Major Cerveira, assassinado pela Ditadura Militar junto com a operação Condor, denuncia:

AMIGOS, INFORMO NESSA OCASIÃO, E DENUNCIO QUE SOFRI UM ATENTADO NO DIA 18 DE JULHO AS 19 HS, NA BR101, PRÓXIMO AO AEROPORTO DO RN. FUI PERSEGUIDA, POR UM CARRO, COM OS VIDROS TODOS ESCUROS, NÃO SEI QUANTAS PESSOAS TINHA DENTRO. A PERSEGUIÇÃO DUROU UNS 15 MINUTOS QUANDO ENTÃO ATIRARAM CONTRA O VEÍCULO…SAÍ DA ESTRADA QUASE ME ACIDENTEI, E RUMEI PARA O AEROPORTO ONDE PROCUREI A POLÍCIA FEDERAL, QUE DISSE QUE EU DEVIA PROCURAR A POLÍCIA CIVILE FAZER UM BO, POIS DEVIA SER TENTATIVA DE “ASSALTO” PEDI A UMA AMIGA ADVOGADA QUE FOSSE COM O MARIDO ME BUSCAR. NÃO ESTOU MAIS ANDANDO SÓZINHA. O MAIS ESTRANHO É QUE PARECIA QUE ELES SABIAM EXATAMENTE ONDE EU ÍA. TINHA FALADO COM A MINHA MÃE NO TELEFONE, DIZENDO PARA ONDE ESTAVA INDO E FOI LÁ QUE COMEÇOU A PERSEGUIÇÃO! VENHO RECEBENDO TAMBÉM, TELEFONEMAS AMEAÇADORES. UM DELES NAQUELE DIA MESMO, ANUNCIAVA QUE ME PEGARIAM E O QUE FARIAM COMIGO.MINHA CASA FOI APEDREJADA, E INVADIDA ENQUANTO EU ESTAVA NO TRABALHO. DECIDI ME AFASTAR UM POUCO DA INTERNET ATÉ SABER O QUE ESTAVA ACONTECENDO. NÃO DESCOBRI NADA, NEM A POLÍCIA. AS AMEAÇAS CONTINUAM, ENTÃO DESLIGUEI O TELEFONE. TENHO PISTAS, A PARTIR DE UM BOLETIM QUE LI DA TFP, PUBLICADO NOS JORNAIS DO PARAGUAY E NO BRASIL, ACHO QUE NA FOLHA DE SP, ENVIADO A MIM POR MAIL. TODOS DEVEM LEVAR AS AMEAÇAS A SÉRIO. EU RECEBI AMEAÇAS PARECIDAS EM 2008, NÃO ACREDITEI E ACABARAM SE CONCRETIZANDO. A FILHA DO PAULO WRIGHT EM CURITIBA EM 1986, TAMBÉM RECEBEU AMEAÇAS, ATÉ ME CONTOU POR TELEFONE. ACABOU ASSASSINADA EXATAMENTE CONFORME ANUNCIAVAM AS AMEAÇAS! A POLÍCIA DO PARANÁ ATÉ HJ NÃO TEM PISTAS. FAZ POUCOS MESES COMECEI A INVESTIGAR O ASSASSINATO DELA. ACREDITO QUE NO MEU CASO AS AMEAÇAS SE DEVAM A ISSO. TAMBÉM AO FATO DE FINALMENTE TER DECIDIDO PUBLICAR MEU LIVRO NO EXTERIOR. FICO PREOCUPADA DE DENUNCIAR ESSAS COISAS, PQ FICAM TODOS APAVORADOS E PODEM DESISTIR DA LUTA. MAS, PENSEI MELHOR E ACHEI QUE É JUSTO QUE AS PESSOAS TOMEM SUAS DECISÕES SÓZINHAS. ESTOU PREOCUPADA COM A ESCALADA DA OPERAÇÃO CONDOR NO BRASIL. SE FOSSEM APENAS CASOS ISOLADOS TUDO BEM. MAS, ESTOU RECEBENDO MUITOS RELATOS PARECIDOS! VAMOS FICAR ATENTOS A ESSAS PROVOCAÇÕES!

(DETALHE: QUANDO FUGI EM ALTA VELOCIDADE PARA O AEROPORTO, ELES ENTRARAM POR UM ATALHO SÓ PERMITIDO A AERONÁUTICA E CHEGARAM ANTES DE MIM.) QUE JÁ ESTAVA COM O O CELULAR NO VIVA VOZ E LOCALIZADA POR GPS DE AMIGOS. LARGUEI O CARRO E DESCI CORRENDO…

QUERO QUE EU E MINHA FAMÍLIA TENHAMOS O DIREITO DE IR E VIR SEM PERSEGUIÇÃO! SENÃO PEÇO ASILO POLÍTICO!

CANSEI DE TELEFONES GRAMPEADOS…AMEAÇAS? PQ ? E, ATÉ QUANDO? EU TENTO CALAR A BOCA? MAS, NÃO DÁ! FOI TERRFÍVEL O QUE FIZERAM E CONTINUAM FAZENDO COM MINHA FAMÍLIA!

QUANDO VAMOS SER LIVRES? QUANDO VOU PARAR DE SER TRATADA COMO CRIMINOSA? DESDE QUE ME CONHEÇO POR GENTE A SITUAÇÃO NÃO SE ALTERA!
ABRAÇOS.

NINA CERVEIRA

Responder

    Bosco pontokom

    22 de julho de 2012 às 00h00

    Esses relatos vem se somando a outros…divulgados e não divulgados. A violência contra “Tortura nunca mais” faz uma somatória que o estado tem que dar respostas…viola democracia, viola os direitos e põe em riscos a vida de cidadãos…e aponta para um retorno de tempos que julgávamos ter terminado. A minha preocupação e indignação. Espero ações enérgicas da Presidente Dilma e dos chefes de estado, e todas as instituições. Que sejam apuradas essas violências… fatos que denigri todo o avanço democrático de meu pais!

francisco pereira neto

20 de julho de 2012 às 20h46

Esse episódio, mais o assassinato do publicitário, fatos recentes e imediatos, só reforçam a convicção que o estado de São Paulo tem um governador, frouxo e omisso.
Não bastasse a mediocridade do seu secretariado, vem um ex-integrante da ROTA, bobalhão, porque na sua gestão a criminalidade só fez florescer. Ou o PCC já existia há trinta anos atrás?
Só fazer as contas. O PSDB está praticamente vinte anos no poder em São Paulo. E o que o ex-comandante da ROTA fez?

Responder

pauloroberto

20 de julho de 2012 às 20h44

“Qual é o maior risco para o jornalista quando faz denuncias contra a polícia como as que você fez?”

Contra a Polícia? Que Polícia? Esse Telhada (parafraseando a grande e honrada Eliana Calmon) não passa de um bandido escondido atrás da farda. Foi esse tipo de marginal o responsável, junto com seus cúmplices no Executivo e Judiciário, os responsáveis, pra citar só um exemplo, pelo “massacre” no Pinheirinho…

Responder

Justiceiro

20 de julho de 2012 às 19h03

Enquanto a polícia matava pobres, estava tudo bem! Como agora a PM matou um riquinho, a tal “sociedade civil organizada” de SP (essa que gosta de marchar nos “Canseis” e apóia, sem o menos pudor, ações genocidas como em Pinheirinho!)está hoje em polvorosa, em pânico mesmo! A “sua” polícia não é mais confiável! É como diz o ditado, “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

Responder

Jairo Beraldo

20 de julho de 2012 às 15h32

Ontem, vendo os telejornais da Record, GloboNews e Band, minha namorada ficou erstupefata com a violencia policial. Argumentei a ela, que olhasse os mandatários dos estados onde a policia está acima de Deus e da lei. Curiosamente, vimos que são estados geridos por tucanos “probos”, “democráticos” e “franciscanos”. Ora, deve ser uma simples, uma mera coincidencia.

Responder

Julio Silveira

20 de julho de 2012 às 13h13

Vá um cidadão qualquer, sem ligações com instituições publicas e sem o nível de conhecimento que esse cidadão detem, fazer apologia publica de incitação a violência para ver o que acontece. Duvido se não aparece logo alguem para processar o individuo.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

20 de julho de 2012 às 12h31

Os eleitores de SP deram licença para a Polícia Política do Chuchu Matar?
Será que não dá Impeachment ao Chuchu?

O Pai Padim Irimão do Santo Aborto no Chile está desesperado.
Seu maior cabo eleitoral, o Alckmin, faz um governo mediocre e bota sua polícia para matar o cidadão na rua, além de sua atuação em Pinheirinho, na Cracolândia e no dia-a-dia de SP (aqui seria melhor não termos polícia, pois além de não nos servir para nada, ainda nos mata e bate nas manifestações). Temos muito mais medo da polícia política do Alckmin do que dos bandidos.
O discurso do comandante dessa polícia política que executa gente cercada e imobilizada é um desalento, pois mostra que o policial vai para a rua orientado a matar.
O comandante absurdo dessa polícia disse na tv, para quem quiser ouvir, que após um cidadão brasileiro furar o cerco policial a situação fica muito delicada. Ora, porque fica delicada se lá na frente a polícia cerca e imobiliza o veículo? Deve esboçar reação, é claro, após os ocupantes também esboçarem qualquer reação, mas inicialmente, só para mostrar força. Mas em nenhum dos dois casos foi o que ocorreu. Foi execução sumária. O soldado não é louco de atirar sem ordem do comando. Foram casos de execução. Devemos ficar atentos ao que vai acontecer a esses policiais, pois meu palpite é que nada vai ocorrer, pois devem ter recebido ordens para agir assim, que vêm do comando: atirem antes e perguntem depois. E ainda, esse comandante medíocre foi à casa do executado para pedir desculpas. Se esse pulha fosse a minha casa, num mesmo caso, eu o receberia aos pontapés.

Responder

    pauloroberto

    20 de julho de 2012 às 20h52

    Posso até estar errado, mas pelo jeito como a família recebeu o comandante dos assassinos e até deu conselhos, são todos eleitores tucanos…

gonçalves

20 de julho de 2012 às 10h38

Cada um responde pelo seus atos,no caso desse jornalista ele deu sua opinião e agora tem de aceitar as contrarias á sua , tem que parar com essa estória de ameaça ele esta querendo se transformar em vítima para aparecer mais do que a notícia , isso é típico do PIG ,e não me venham esses bonzinhos defende-lo aproveitando para falar mal da Polícia como instituição saibam separar suas ideologias políticas dos fatos que realmente tem que serem apurados e punidos como no caso do públicitário e outros que a “mídia” não divulga por não dar “ibope”.

Responder

    abolicionista

    20 de julho de 2012 às 13h02

    Se a sua hipótese estivesse correta, essas ameaças estariam estampadas na capa dos jornais do PIG e seriam pauta do JN. No entanto, elas não apareceram ali. Quanto a falar mal da polícia, acho que o mínimo que podemos exigir é que se cumpra as leis, que vigore a constituição. Ora, Telhada foi um dos responsáveis pelo massacre do Carandiru, como um sujeito desses pode andar solto por aí? Eu adoraria falar bem de uma polícia justa que agisse em prol do bem público, mas não é o que temos no Brasil, infelizmente.

    pauloroberto

    20 de julho de 2012 às 20h55

    Adianta argumentar não, Abolicionista. Pelo papo, o gonçalves faz parte da “gloriosa” corporação de assassinos pagos com o nosso dinheiro…

Mardones

20 de julho de 2012 às 09h10

Um pouco de cuidado não mata ninguém. Afinal, por um mandato político, tudo é possível. Inclusive inflamar seguidores de redes sociais contra o trabalho de um repórter.

É preciso ouvir o chefe do policial a respeito do caso, pois a polícia precisa se posicionar a esse respeito. Pois, ninguém está acima da lei (os amigos ricos de um ministro do STF, ex-presidente supremo está fora dessa lista).

Responder

Gerson Carneiro

20 de julho de 2012 às 09h02

Acho uma injustiça o que esse jornalista está fazendo com a PM do Geraldo Alckmin.

Agora mesmo, a PM matou um inocente, em seguida um oficial foi à casa da vítima pedir desculpas. Então não é assim toda essa truculência que esse jornalista anda espalhando só pra difamar.

A PM do Geraldo Alckmin é educada. Pede desculpas depois de matar.

Responder

Gerson Carneiro

20 de julho de 2012 às 07h59

PM Educada essa do Geraldo Alckmin:

“PM mata publicitário e depois pede desculpas”

http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/28202/PM+mata+publicitario+e+depois+pede+desculpas

Responder

    abolicionista

    20 de julho de 2012 às 13h15

    A PM pedindo desculpas:

    “foi mal a gente achou que ele era pobre.”

FrancoAtirador

20 de julho de 2012 às 07h01

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Grupo Tortura Nunca Mais sofre ameaças e tem documentos furtados no Rio

O grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro teve a sua sede invadida e documentos relacionados ao projeto clínico de apoio a vítimas e familiares de vítimas de violações aos direitos humanos, furtados nesta quinta-feira. Cerca de R$ 1 mil também foram levados. Na semana passada, o grupo foi vítima de uma ameaça telefônica, quando uma voz masculina declarou: “estou ligando para dizer que nós vamos voltar e que isso aí vai acabar”. Para a presidenta do grupo, Vitória Grabois, há ligação entre as duas ações.

Por Rodrigo Otávio, na Carta Maior

Rio de Janeiro – O grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro teve a sua sede invadida e documentos relacionados ao projeto clínico de apoio a vítimas e familiares de vítimas de violações aos direitos humanos, que atende uma média de 70 pessoas, furtados na quinta-feira (19). Cerca de R$ 1 mil também foram levados. Na semana passada, o grupo foi vítima de uma ameaça telefônica, quando uma voz masculina declarou: “estou ligando para dizer que nós vamos voltar e que isso aí vai acabar”.

Para a presidenta do grupo, Vitória Grabois, há ligação entre as duas ações. “Eu acho que deve ter ligação com aquelas ameaças que recebemos na quarta-feira passada (11), vamos esperar o resultado das investigações da polícia”, disse ela à Carta Maior. Setores da sociedade civil creditam as ameaças ao protagonismo do grupo na defesa dos direitos humanos e aos avanços da Comissão da Verdade, instalada pelo governo federal.

A sede do Grupo Tortura Nunca Mais fica na rua General Polidoro, na sobreloja do Botafogo Mercado de Flores, em frente ao cemitério São João Batista, em Botafogo. Segundo Grabois, funcionários do escritório perceberam o problema por volta das 13 horas, quando chegavam para trabalhar. “Eles viram as gavetas abertas e que sumiu uma quantia de dinheiro e documentos do grupo”, afirmou.

Ela disse que, segundo os funcionários, a porta do escritório estava fechada, mas as chaves reservas guardadas em uma das gavetas haviam sumido. Grabois também acha pouco provável que os invasores tenham entrado pela janela. “Se tivessem entrado pela janela, teriam que ter quebrado um vidro para tirar uma tranca pela parte de dentro. E o vidro está intacto, o alumínio está intacto, e não tem marcas na janela”, afirmou ela.

De acordo com o perito Leandro Pinto, que esteve no local na noite de quinta-feira, não havia indícios de arrombamento no local. “Parece que foi algo direcionado. Alguém que sabia a rotina do pessoal daqui. Pode ter acontecido de alguém ter entrado com a chave, é o que está mais cogitado. A fechadura não tem nenhum indício de rompimento, não tem nada forçado. Acho que alguém tinha meios como acessar (o local)”, disse o técnico do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O laudo da perícia será encaminhado para a 10ᵅ Delegacia Policial, em Botafogo, onde a ocorrência foi registrada.

Além da loja de flores, o Tortura Nunca Mais divide o prédio de três andares com um depósito da fundação Santa Cabrini, que é da secretaria de administração penitenciária do estado. Ainda segundo a presidenta do grupo, “nenhum outro local foi atingido. Toda vez que acontece algo lá é sempre com a gente. A floricultura fica aberta noite e dia”, disse, completando que essa é a terceira vez que o grupo sofre ocorrências deste tipo.

Campanha
O Grupo Tortura Nunca Mais está em sérias dificuldades financeiras desde que seus principais parceiros, entidades de direitos humanos europeias, escassearam as doações devido à crise econômica no velho continente. Para manter-se ativo o grupo lançou uma campanha de solidariedade para arrecadar contribuições através de cotas fixas ou esporádicas. Os depósitos podem ser efetuados na conta 77791-3, na agência 0389 do banco Itaú, em nome do Tortura Nunca Mais/RJ.

Mais informações no site http://www.torturanuncamais-rj.org.br


Maringoni 50550

Responder

Gerson Carneiro

20 de julho de 2012 às 00h57

Viu aí?! Você que gosta de propagar que a “blogosfera progressista só protege petista”.

Taí, denunciando ameaça a um repórter do PIG. Coisa que o JN não fará.

Responder

Allan

20 de julho de 2012 às 00h54

O interessante é que, na visão de determinados setores da imprensa, quem faz apologia é o Telhada quando afirma que “Se é pra chorar uma mãe, que seja a mãe do bandido”. Estou totalmente de acordo com ele! Vocês jornalistas preocupados com o bem estar dos criminosos, ONGS de direitos “humanos”, OAB e outras pessoas e instituições que nunca sofreram com a violência e crueldade dos marginais têm todo o direito de defendê-los, o que não pode é impor esse humanismo hipócrita, que afirma que só quem pode ser violento é o bandido. Duvido que alguém me conteste: Bandido só entende a linguagem da força, não adianta tratar criminoso com flores, isso só funciona nos delírios de vocês.

Responder

    José Carlos Gondim - Jornalista

    20 de julho de 2012 às 12h59

    Allan, você mesmo diz que “bandido só entende a linguagem da força”… E você, só entende a linguagem da força? Então, meu caro, seguindo a sua premissa, você é um bandido? Quer flores pra você?

    Bruno

    20 de julho de 2012 às 16h28

    Existe um abismo entre “bandido só entende a linguagem da força” e “só bandido entende a linguagem da força”, que é a única construção que se adequaria a sua afirmação, José Jornalista. E, sim, bandido só entende a linguagem da força.

    pauloroberto

    20 de julho de 2012 às 21h02

    Se não foi um comentário irônico, com todo o respeito, você é um imbecil completo. O assassinado era publicitário e não um bandido, assim como os pobres moradores do Pinheirinho. E tomara que aconteça uma violência dessas com alguém de sua família (não contigo), aí vamos ver se esse discurso idiota permanece…


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