Bolsistas de pós-doutorado do Reuni/Capes estão sem receber desde janeiro

Tempo de leitura: 3 min

por Conceição Lemes

As bolsas de pós-doutorado do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) existem desde 2010. Elas foram criadas pelo Ministério da Educação (MEC), e a concessão está a cargo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São bolsas pagas a pesquisadores que tenham título de doutor e estejam em pós-doutorado* em universidades federais.

Atualmente, são cerca de 300 bolsistas Reuni/Capes. Todos estão sem receber pagamento há dois meses. O valor mensal da bolsa é R$3.300,00.

“Nosso último pagamento foi em 28 de dezembro, nossos salários de janeiro e fevereiro estão atrasados. Desde então não recebemos nada”, desabafa a bióloga e pesquisadora Vanessa Vendramini, bolsista pelo Departamento de Cirurgia/Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Tive de pedir dinheiro emprestado ao meu pai. É uma situação humilhante, desrespeitosa. Ninguém diz nada a respeito. Nenhuma satisfação. A única coisa que sabemos é que o processo está parado por culpa da Capes. Telefonei para lá no início de março e a secretária do Reuni me disse: ‘É isso aí mesmo, não sabemos o que está havendo e não temos previsão de quando o pagamento será liberado’.”

“Seguir vida acadêmica no Brasil é para filhos de pais ricos”, acrescenta Vanessa, que continua trabalhando no projeto de pós-doutorado.  “Por isso, costumo dizer que, aqui, os pesquisadores vivem de luz e moram em cavernas, pois não precisam se alimentar e nem pagar aluguel. O salário é uma mera formalidade.”

“Eles [funcionários da Capes] nos dizem que a Capes deveria ter publicado em janeiro uma portaria no Diário Oficial da União que regulamenta as bolsas do pós-doutorado do Reuni”, conta a nutricionista e pesquisadora Maria Aderuza Horst, do Laboratório de Biologia Molecular do Câncer da Unifesp.“Só que não fez isso até agora e não nos diz por quê.”

“Para complicar a nossa situação financeira, todos nós assinamos contrato de dedicação exclusiva”, diz Aderuza. “Tivemos de abrir mão de empregos que já tínhamos ou recusar propostas . Agora, estamos sem receber há dois meses!!!”

SESU DIZ QUE PROBLEMA ESTÁ RESOLVIDO, CAPES NÃO SE MANIFESTA

Esta repórter contatou o Mec para saber o motivo do atraso. A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  do ministério respondeu por e-mail:

O atraso no pagamento das bolsas de pós-doutorado do Programa Reuni/Capes neste ano ocorreu devido a problemas operacionais, mas informamos que a situação já foi solucionada e o benefício será pago nos próximos dias, ainda no mês de março, inclusive o pagamento retroativo aos meses de janeiro e fevereiro.

Quis saber que problemas operacionais. A assessoria de imprensa respondeu:

Foram questões a respeito da operacionalização do pagamento das bolsas, processo que envolve a Secretaria de Educação Superior e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Que problemas operacionais?, eu insisti mais uma vez. A resposta foi quase igual.

Como te disse no email abaixo [anterior], foram questões sobre a operacionalização do pagamento das bolsas para a transferência do orçamento para o pagamento aos estudantes.

Voltamos a falar com bolsistas, que são unânimes em responsabilizar a Capes pela situação: “A Sesu também está de mãos atadas; enquanto a Capes não publicar no Diário Oficial da União a tal portaria, o pagamento não será feito.”

Desde quarta-feira, 16 de março,  por meio de vários e-mails e ligações para Brasília, esta repórter solicitou à Capes explicações sobre a denúncia de bolsistas ao Viomundo. Nenhuma resposta até hoje.

A pergunta óbvia a essa altura: se o MEC não respeita os pesquisadores que já estão no país, como o Brasil vai repatriar os cientistas que estão no exterior?

*Ps do Viomundo: Eu havia colocado cursos de pós-doutorado, porque fui induzida a erro pela resposta da assessoria de imprensa da Sesu, do MEC. Ainda bem que o leitor  Fernando Garcia notou. Já corrigi. Obrigadíssima. Conceição Lemes

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Comentários

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Cíntia Peixoto: O descaso com as bolsas de pós-doutorado | Viomundo – O que você não vê na mídia

[…] Como foi relatado no Viomundo, aqui. […]

Pagamento atrasado dos bolsistas do pós-doutorado Capes/Reuni vai sair | Viomundo – O que você não vê na mídia

[…] No sábado, o Viomundo publicou a denúncia de que cerca 300 bolsistas de pós-doutorado do Reuni/Capes  estão s… […]

Pagamento atrasado dos bolsistas do pós-doutorado Capes/Reuni vai sair | Viomundo – O que você não vê na mídia

[…] No sábado, o Viomundo publicou a denúncia de que cerca 300 bolsistas de pós-doutorado do Reuni/Capes  estão s… […]

Luiz Reis

Corte de gastos, aumento de juros, aproximação com o PIG, submissão a Washington, flerte com o tucanato… sinceramente, parei!!!

Jeferson

Esses "problemas operacionais" da Capes já são "clássicos". Que o digam, por exemplo, os tutores dos cursos a distância da UAB. O engraçado é que esses "problemas operacionais" costumam acontecer no início do ano. Sou bolsista de doutorado Reuni, e quando a bolsa atrasou (uma vez) a explicação foi essa mesma: "problemas operacionais". Agora sobrou pro pessoal do pós-doc…

Pedro Castro Menezes

Sou bolsista desse maravilhoso programa e estou sem receber. Felizmente eu tinha uma reserva, que já está acabando. Não sei mais o que fazer quanto a essa situação: ninguém sabe de nada, quando se resolve, etc, etc… estão prometendo uma solução desde a primeira semana de FEVEREIRO, e nada ainda. Estamos pagando pra trabalhar e gastando o dinheiro que deveríamos estar recebendo. O sentimento de impotência quanto a "o que fazer" é muito frustrante. Já estou mandando currículos para tudo quanto é lugar e pensando em abrir mão da carreira de pesquisador/acadêmico para dar aulas em colégio (o que não seria mal, mas é uma mudança drástica no rumo da carreira).

Andre

E vcs acham que esse dinheiro foi desviado para onde?? Toda eleição traz posteriormente falta de recursos do tesouro, seja federal, estadual ou municipal, isto é histórico só que ninguém admite. É igual "pé de cobra" sabe que tem mas ninguem vê.

Daniel

Sou bolsista Capes e conheço pessoas que deixaram de receber a bolsa por "problemas de operacionalização" nos últimos meses. Isso é incompetência. O dinheiro está disponível mas não pagam.

    Conceição Lemes

    Daniel, gostaria de falar com vc. O meu e-mail é: [email protected]
    abs

André Lima

Bolsa não deve ser considerada fonte de renda;é antes subsídio para pesquisa.

    Luiz

    Bolsa é fonte de renda e deve ser declarada no IRPF como "rendimentos isentos". Informe-se melhor! Além disso, quando a atividade exige dedicação exclusiva, como é o caso dos bolsistas pós-doc, é inadmissível a suspensão de pagamentos por questões operacionais. Pura incompetência, descaso e falta de respeito.

    Debora

    Se você assina um contrato de dedicação exclusiva e não pode ter outra "renda" então é fonte de renda sim. Fora o fato de ter que ser declarada. Talvez você esteja confundindo verba para desenvolvimento de projetos com renda. Informe-se!

Gustavo Pamplona

No segundo parágrafo tem um errinho de digitação.

"Atualmente, são cerca de 300 bolsistas Reuni/Capes. Todos estão sem receber pamento há dois meses. O valor mensal da bolsa é R$3.300,00."

A palavra "pamento", não seria "pagamento"?

    Conceição Lemes

    Obrigada, corrigido. abs

Bolsistas de pós-doutorado do Reuni/Capes estão sem receber desde janeiro » O Recôncavo

[…] Bolsistas de pós-doutorado do Reuni/Capes estão sem receber desde janeiro Por Conceição Lemes, no Viomundo […]

Conceição Lemes

Pedro Leal Germano, como comentei anteriormente, eu havia previsto publicar a petição sobre a incorporação dos doutores do exterior. A reação do Fernando Garcia demonstra que há os que discordam. Farei uma matéria sobre o assunto, já que a maioria dos leitores nao dispõe de informações para participar deste debate e tomar uma posiçao.

Como vcs têm posições divergentes, gostaria de entrevistá-los. Por favor, me escrevam para o e-mail: [email protected]
Abs

    Pedro Germano Leal

    Cara Conceição,

    Escrevo ao seu email. Mas de pronto afirmo que não reconheço a posição do Fernando Garcia porque o mesmo ignora o teor da petição.

    Abraço!

sergio

Ontem durante a manifestação *Fora Obama* na Cinelândia vários companheiros
de luta foram presos.
Gilberto Silva – eletricista
Rafael Rossi – professor do Estado, dirigente sindical do SEPE
Pâmela Rossi – professora do Estado
Thiago Loureiro – estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça
Yuri Proença da Costa – trabalhador dos Correios
Gualberto Tinoco (Pitéu) – servidor do Estado e dirigente sindical do SEPE
Gabriela Proença da Costa – estudante de Artes da UERJ
Gabriel de Melo Souza Paulo – estudante de Letras da UFRJ, DCE UFRJ
José Eduardo BRAUNSCHWEIGER – advogado
Andriev Martins Santos – estudante UFF
João Pedro Accioly – estudante Colégio Pedro II
Vagner Vasconcelos – Movimento MV Brasil
Maria de Lurdes Pereira da Silva – aposentada/doméstica (não é de movimento)

A maioria é conhecida por nós. Estão sendo tratados como presos politicos e
tiveram suas cabeças raspadas. Alguns são estudantes secundaristas, como o
João Pedro Accioly, do Pedro II. Há também estudantes da UFRJ, UERJ, UFF.
Foram presos arbitrariamente, conforme /release do PSTU à imprensa que segue
no final desta mensagem (vejam o video!). http://www.youtube.com/watch?v=GaXop-K-aXs&NR

Familiares, direções Sindicais e dos movimentos, parlamentares, partidos e
assessorias juridicas estão presentes nos presidios de Àgua santa e bangú
para onde foram levados os presos.
Segundo o último parecer divulgado, a visita do Presidente Barack Obama
engrandece o país [Sic!] e os presos somente poderão ser libertados após
Obama sair do Brasil, pois os mesmos são "uma ameaça a ordem pública".

Assim, peço divulgação desta mensagem e a assinatura do manifesto abaixo!

«Libertação imediata dos 13 presos políticos, que protestavam contra a
visita de Barack Obama ao Brasil. »
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?…

Amanhã, domingo, haverá duas manifestações Fora Obama (e agora tb em
Solidariedade aos presos politicos!) com concentração às 10h: Largo do
Machado e Metrô Glória!

Pela liberdade democrática de manifestação!

FrancoAtirador

.
A desarticulação da infraestrutura do ensino universitário vem de tempos.
.

FrancoAtirador

.
É a burrocracia matando de fome os cientistas brasileiros.
.

Pedro Germano Leal

Conceição,

Vou mais uma vez publicar aqui o conteúdo do email que a Conceição Oliveira já te enviou há alguns dias.
Trata-se de um projeto que pode criar um meio de incorporar os doutorandos do exterior, aproveitando imediatamente sua recém adquirida formação em áreas de inovação. É muito difícil encontrar apoio quando não o problema não se manifesta diretamente sobre as pessoas. Por favor, leia e divulgue. Se puder, repasse ao pessoal do Conselho.

Os problemas ligados ao reingresso de Recém-Doutores, ex-bolsistas da CAPES, são um dos gargalos da Educação Superior brasileira. Anualmente, dezenas de novos pesquisadores, provenientes de instituições de excelência no mundo inteiro são obrigados a retornar ao país e retribuir o investimento público em sua formação. Todavia, não são criados os meios para tanto – muitos se veem impedidos até mesmo impedidos de atuar nas Universidades Federais. Nisso, deixa-se de aproveitar o imediato estabelecimento de novas áreas de pesquisa – uma boa oportunidade para a inovação científica no país: uma mão de obra que custou caro aos cofres públicos deixa de ser revertida para o bem da comunidade acadêmica, e além.

Peço a todos que leiam com atenção, assinem, contribuam, e passem adiante. É importante que esta proposta seja discutida, e que tenha o apoio do maior número de pessoas possível.

A proposta pode ser lida e assinada no seguinte endereço (ao fim desta mensagem também tem uma cópia dela):
http://www.ipetitions.com/petition/pnadr/

É rápido, prático e pode ser de grande ajuda.

Por favor divulguem!

    Fernando Garcia

    Esta petição é absolutamente ridícula. Ela cria uma lei para diferenciar doutores formados no Brasil dos formados no exterior! O que é isso?! Os doutores aqui formados são menos doutores que os formados no exterior? Esta lei me ofende como pesquisador formado no Brasil ao dizer que um pesquisador que foi para o exterior com um a bolsa CAPES (ou seja, alguém que nem mesmo tem competência para competir por bolsas em nível internacional) é um recurso para país mais precioso que eu. Se os doutores formados no exterior são tão preciosos, estes certamente já possuem currículos que vão lhes garantir alguma vantagem para competir por posições permanentes em institutos/universidades ou mesmo por bolsas de pós-doc. O que vemos na verdade é muitos destes bolsistas CAPES não aguentam a pressão dos centros para onde foram e retornam com um currículo pior do que os dos bons pesquisadores que se formaram no Brasil. Por favor, isto é só uma tentiva de fazer reserva de mercado.

    Pedro Germano Leal

    Fernando,

    Para dizer que algo é ridículo, é preciso ler do que se trata e demonstrar onde está o ridículo. A petição em momento algum cria uma lei, não diferencia doutores formados no Brasil dos formados no exterior. Está claro na petição que o programa não é voltado para tirar as vagas para concursos, e sim para criar novas vagas, baseado em dois fatos:
    a) a CAPES paga a formação desses doutores, para que trabalhem no Brasil em determinada área, que não há no país;
    b) os doutores que retornam não podem concorrer justamente com os brasileiros porque o reconhecimento de seu diploma demora pelo menos um ano. Isso faz com que seja impossível cumprir com os termo de compromisso assinado com a CAPES e significa dinheiro público disperdiçado. O programa ajudaria a resolver essa, sim, injustiça, e ao mesmo tempo criar um programa de inovação;
    c) em momento algum a proposta faz esse juízo de valor que você sugere. É estranho que um doutor/doutorando não tenha desenvolvdo as competências linguisticas para ler o texto corretamente;
    d) não importa o quão bom sejam os currículos, eles não poderão fazer o concurso porque o diploma não é reconhecido imediatamente, e também não poderão atuar em suas áreas (porque na maioria dos casos elas não existem no país – um dos critérios para a oferta de bolsas da CAPES);
    e) "muitos destes bolsistas CAPES não aguentam a pressão dos centros para onde foram e retornam com um currículo pior do que os dos bons pesquisadores que se formaram no Brasil." essa é justamente uma falácia da pressuposição. Não existe nenhum dado que confirme isso e isso manifesta apenas o seu preconceito para com os que foram estudar no exterior (as razões para esse preconceito eu não vou pressupor: não é do meu feitio apoiar meu discurso em falácias). Um doutorando da CAPES ou do CNPq serve ao país tanto quanto um doutorando no Brasill. E é injusto que ele não possa concorrer em igualdade. Não preciso aqui enumerar o meu currículo, nem defender outros colegas – sua acusação não é amparada pela lógica ou pelo conhecimento dos fatos;
    f) está claro na proposta que não há interesse em fazer reserva de mercado. Há o interesse em fazer retornar ao Brasil os milhares de reais em investimento na formação de cidadãos que, quando do seu retorno, não tem como trabalhar no país.

    Por fim, antes de tratar tão preconceituosamente da questão, faça o favor de conhecê-la.

    Favero

    Caro Pedro
    Fiz meu doutorado no Brasil e digo que
    suas afirmações tem fundamento. Porém, se você considerar o fato que 12.000 doutores são formados no Brasil a cada ano, verás que JAMAIS a CAPES teria condições de pagar a todos. Se dar prioridade a quem fez o doutorado fora você criará um desequilibrio. Como dar previlégios a quem foi para fora em detrimento dos que aqui ficaram?
    Além disso, nem todos os doutores que foram para fora trabalham com áreas inovadoras, que não existem no Brasil. Sei de vários, mesmo oriundos de grandes centros como Alemanha, França ou Estados Unidos, em áreas de engenharia, medicina, química, veterinária, engenharia florestal, entre outros. Quanto a chance de trabalhar no Brasil. É MÉRITO, concorrência e habilidade. Passei em um concurso em uma Federal contra um colega que tinha feito todo o doutorado na França. O que houve? Mérito, trabalho de anos e preparo.
    Ainda acho que aproveitamos pouco os colegas que tem formação no exterior, mas acho que deves considerar sim o cenário nacional.

    Pedro Germano Leal

    Favero,

    Tudo bem?

    Você leu a proposta? Existe um desiquilíbrio, sim: quando o bolsista que é formado fora volta para o Brasil (o que é obrigado a fazer), ele não pode concorrer em pé de igualdade com quem se formou no país. Para começar, porque seu diploma não é válido e o processo leva um ano.
    Depois, a CAPES pagou o bolsista para ter uma formação que não é disponível no país (um dos critérios para a seleção, se você sabe de casos diferentes, denuncie), e exige que ele trabalhe na área que estudou quando voltar. Se ele foi fazer um doutorado em área que não havia no país, como é que ele vai trabalhar na área dele quando voltar (nenhum dos bolsistas que eu conheço poderão trabalhar em suas especialidades).
    Além disso, é uma questão estratégica: o governo brasileiro pagou, por alto, perto de 200 mil reais para a formação desses doutores. Mão de obra que não é reintegrada ao país.
    Eu fico muito chateado que as pessoas que criticam sequer se dêem ao trabalho de ler a proposta, é uma profunda falta de solidariedade, e sintoma de um bairrismo feudal que não devia fazer parte da nossa academia. Se você tivesse lido a proposta, saberia que esse programa é voltado para a criação de vagas temporárias em áreas de inovação, e de maneira alguma tirarão as vagas de qualquer um que seja.

    Mérito por mérito não pense que você tem mais outros, nem eu sugeri que tem menos.

    O cenário nacional não são só os doutores formados no Brasil, mas toda a comunidade acadêmica que vai se beneficiar desse programa. Inverto a proposta: pense um pouco menos no próprio umbigo e leia a proposta.

    Pedro Germano Leal

    Para quem tem preguiça de ler, aqui está o que diz a petição quanto a suposta diferenciação entre doutores formados no Brasil e exterior:

    11. Por desatenção aos argumentos aqui dispostos, e ao teor da proposta, pode ser sugerido que a criação deste programa privilegiaria os Recém-Doutores provenientes de instituições estrangeiras em detrimento dos Recém-Doutores formados no país. Esta perspectiva deve ser prontamente refutada:

    a) é facultativo às instituições-destino participar ou não do programa, podendo, ao invés disso e diante de sua necessidade e disponibilidade, abrir vagas para professores substitutos ou efetivos; o PNADR tem uma função e um princípio diferente da contratação de novos professores para cadeiras já existentes na instituição. Ele é temporário e se volta para a introdução de novas áreas, inexistentes no país, e portanto podem conviver perfeitamente com os concursos para novos professores; o PNADR também visa dirimir a desigualdade de oportunidades profissionais entre ex-bolsistas no exterior e seus colegas que se formaram no país;
    b) é natural que haja mais vagas nas áreas em que se formaram os doutores no país, que nas áreas em que se formaram doutores no exterior (pelas razões já enumeradas);
    c) os Recém-Doutores que voltam do exterior não podem concorrer a essas vagas em pé de igualdade (pelas razões enumeradas);
    d) é exigido aos ex-bolsistas no exterior atuar em sua especialidade, enquanto os doutores formados no país podem atuar em qualquer outra área;
    e) é exigido aos ex-bolsistas no exterior permanecer no país pelo tempo que esteve for a (em geral, entre três e quatro anos), havendo inclusive de recusar propostas de trabalho que lhes sejam favoráveis. O doutor formado no país não tem qualquer impedimento para deixar o Brasil, mesmo que tenha sido formado em instituição pública e/ou tenha sido ex-bolsista da própria CAPES.
    f) é finalmente importante reafirmar que o autor desta proposta – junto aqueles que a venham subscrever e/ou apoiar – acredita no desenvolvimento acadêmico-científico no país, e diante das suas possibilidades e meios, tenta oferecer uma contribuição. Ele também manifesta seu ressentimento em não haver o estímulo, por parte da CAPES, de uma interação maior e organização entre os doutorandos no exterior para discutir essa proposta.

    Pedro Germano Leal

    — foi para o exterior com um a bolsa CAPES (ou seja, alguém que nem mesmo tem competência para competir por bolsas em nível internacional) —

    Esse comentário é tão bizarro que meus olhos se negaram a ver. É difícil crer que alguém minimamente sério seja capaz de proferir uma tolice dessas. É um profundo desprezo pelas agência fomentadoras nacionais, e um insulto a lógica.

    Se fosse assim, se falesse produzir argumentos completamente arbitrários, alguém poderia dizer: Fernando, isso é despeito seu por não ter conseguido fazer seu doutorado numa Universidade estrangeira, de excelência. Todavia, eu não me dou com pressuposições, nem generalizações.

    Eu poderia também dar um testemunho da minha formação acadêmica – como o fato de ter recebido uma proposta de bolsa no exterior, mas ter optado pela nossa, por ser mais interessante. cobrir todas as taxas e por acreditar no desenvolvimento do país.

    É lamentável que algumas pessoas sofram de um bairrismo provinciano, a ponto de se achar o dono de um feudo – mesmo que para isso signifique que desprezar o próprio feudo (como por exemplo dizer que CAPES não é uma instituição de excelência).

    Realmente, passou da hora de mudar essa visão de academia.

    P.S. leia a proposta – ela não garante postos permanentes, e visa dirimir a injustiça para com aqueles que são obrigados a retornar e continuar no país, e ao mesmo tempo criar um programa inovador.

    Conceição Lemes

    Pedro, eu trabalho em cima de fatos e da verdade. Por isso gostaria de esclarecer que tomei conhecimento desta petição por meio de um comentário deixado no Viomundo por um leitor em uma das minhas matérias. Combinei que ela seria publicada no momento oportuno. Infelizmente eu não recebi e-mail da Conceição Oliveira a respeito. Saudações

    Yes we créu !!!

    Eu nao tenho opiniao formada sobre a peticao, pois nao li toda a proposta. Dito isso, algumas consideracoes:

    1) A despeito de algumas reacoes de doutores formados no Brasil, qual seja a de que seria injusto privilegiar aqueles doutores formados no exterior, o assunto de que se trata aqui eh o interesse nacional. Repatriar doutores eh estrategico, independente de alguns doutores se sentirem menosprezados.

    2) Indiscutivelmente doutores formados no exterior tem, NA MEDIA, melhor producao cientifica do que aqueles que nunca sairam do pais.

    3) Como eh sabido de todos, o meio academico brasileiro funciona por meio de Capitanias Hereditarias. Portanto, quem esta fora do pais leva desvantagem em concursos publicos por nao fazerem parte de nenhuma dessa Capitanias.

    4) O primeiro mundo estah disputando doutores aos tapas. Ora, se eles estao disputando doutores, isso significa que eles valem alguma coisa. Portanto, doutores, voltem ja pra casa.

Bertold

Não defendo o governo mas o desconhecimento da burocracia pública é visível por alguns comentaristas. Quem é já trabalhou ou presta serviços para o Estado sabe do que estou falando. Nem sempre é culpa da autoridade mas as normas da burocracia, responsaveis por trâmites de documentos e processamento de pagamentos é coisa de louco. Vejam os exemplos do INSS. Outro exemplo. Preste um concurso público, seja convocado para trabalhar… o primeiro pagamento provavelmente você só reberá no terceiro mês. Imagine também que com toda a burocriacia existente tem corrupção e desvio adoidado. Se fosse mais fácil receber do Estado, então…

Fernando Garcia

Bem, acho que existem muitos sentimentos sendo misturados nesta notícia. A suspensão do pagamento das bolsas é algo muito grave e o pior é que parece ter origem mais na falta de organização do que na falta de recursos. Ou seja, é um "problema operacional" seja lá o que isso signifique…. no entanto, não posso deixar de comentar alguns dos comentários e fazer uma ressalva. Primeiro a ressalva: não existem cursos de pós-doutorado. O pós-doutoramento não é um curso e sim faz parte de uma primeira etapa profissional na vida do pesquisador. Conceição, gosto muito das suas matérias, mas integrando um conselho nacional de pesquisa, vc não pode cometer este tipo de erro. E isto não é besteira. É preciso estabelecer a idéia que fazer ciência é um profissão, o pesquisador tem um emprego, é um trabalhador como qualquer outro. Sem isso, sempre vamos ver a ciência como uma atividade de excessão que não vai estar integrada a sociedade.
Sobre alguns comentários, é ridículo alguém falar que não vai ficar no Brasil pra não concorrer com bolsas com pesquisadores 1A do CNPq… este aí não sabe o que é pesquisador 1A, porque estes certamente não estão pleiteando bolsa de doutorado.
Outro ponto que se deve frisar é que o valor das bolsas pagas no Brasil, frente aos demais salários na sociedade brasileira, é bastante razoável e permite que o pesquisador arque plenamente com seu custo de vida e ainda tenha algum partimônio. Acredito que o sistema deveria, por exemplo, introduzir algumas coisas como pagar uma bolsa maior para pesquisadores/estudantes com filhos, ter algum plano de saúde para pós-graduandos/pós-docs, etc. No entanto, a situação em geral é melhor que em outros países (como na Europa e nos EUA).
É também um disparate que apenas filhos da elite fazem ciência no Brasil. É exatamente o oposto que ocorre. Os filhos da elite, com poucas excessões, desprezam as carreiras científicas e procuram as áreas de gerenciamento/administração que pagam muito melhor. Isto é um fenômeno mundial, muito mais grave em países como os EUA e também na Europa. Por outro lado, não é raro encontrar pessoas no Brasil que ascenderam socialmente através das carreiras científicas, em geral saindo da classe média baixa e indo para a classe média alta.
Do jeito que as pessoas falam das carreiras cientificas no Brasil, não parece que os salários iniciais de acadêmicos em Universidades e Institutos Federais de pesquisa esteja em torno de 8 mil e 12 mil reais, respectivamente.
É justo/correto que cientistas busquem melhores salários mas este deixou de ser o gargalo da ciência brasileira. Existem outros pontos, já discutidos em outros postes aqui do VIOMUNDO, que são muito mais relevantes.

    Samuel Velasco

    Fernando, ao citar os pesquisadores A1 foi um modo de simplificar o esquema burocrático que a carreira científica é levada no país, tendo como critério máximo a produtividade. É fato que em determinadas instituições estrangeiras a assistência estudantil (ao graduando e pós-graduando) é mais ampla e não depende de sponsors (os pais, por exemplo). Minha namorada cursava Relações Internacionais na St. Petersburg State University e conseguia viver só com assistência estudantil… O mesmo aconteceu quando estudou em Mount Allison University no Canadá, onde encontrou melhores condições ainda. Agora me diz como fazer mestrado com bolsa FAPESP de 1392 reais e pagar aluguel nas proximidades de uma universidade de ponta, com família e pelo menos 1 filho…
    Por outro lado, apesar de discordar de alguns pontos, achei fundamental você bater na tecla de que o pesquisador não pode ser visto como inorgânico a sociedade e é um trabalhador como qualquer outro. Abraço.

    Fernando Garcia

    Oi certamente existem coisas a serem feitas: por exemplo, porque as universidades não se organizam para oferecer planos de saúde a seus pós-graduandos/pesquisadores? Também acho que, assim como na Europa, as bolsas devem ser maiores para bolsistas com filhos/conjuges, etc (é nomal o conjuge largar tudo para acompanhar o pesquisador, não é mesmo?). Mas, não concordo com vc que 1392 reais é um valor baixo. Pelo contrário. Mas acho que não há um consenso quanto a isso. Cada um sabe se ganha bem ou não. Eu me sustentei muito bem com minhas bolsas, sem deixar de juntar dinheiro e até adquirir alguns bens. Mas acho que esta coisa de: ganho bem ou ganho mal é, de modo geral, uma avaliação muito pessoal. Conheço até auditor fiscal (com o salário que o colega citou acima) dizendo que ganha mal… enfim, cada um na sua.

    Samuel Velasco

    Com 1392 não se aluga um apt de 2 quartos nas proximidades da Unicamp (raio de 6 km de distância)… 1800 reais + 600 de condomínio é o valor corrente de mercado praticado pelas imobiliárias. Uma kitnet de 20 m² dificilmente sai por menos de 1.100 reais. Acho que o jeito é viver de luz mesmo…

    Yes we créu !!!

    Olha, nos paises mais desenvolvidos, a realidade nao eh melhor. Por exemplo, um estudante de mestrado ganha em torno de US$ 1000 por mes e acumula uma divida enorme devido ao credito estudantil. Considerando o custo de vida bem maior nesses paises, me parece que essa bolsa no Brasil eh compativel com a realidade brasileira. Agora, se ela cobre apartamento "perto de universidade de ponta", isso ja eh uma outra estoria. Como filho de um trabalhador, eu vivi muito bem com minha bolsa de mestrado, considerando minha origem. De todo modo, espero que vc consiga uma bolsa compativel com seu apartamento "perto de universidade de ponta".

    Samuel Velasco

    É impressionante como o debate na internet logo descamba para ataques pessoais… Já é impossível dizer qualquer coisa na internet sem justificar o seu "eu", sua origem, sua cor, seu gênero, sua classe social. Estou apenas mostrando a realidade que conheço. Eu disse que a bolsa é de um valor baixo para quem tem de pagar o aluguel de um imóvel, tem família e 1 filho. Você ignorou completamente esta parte. A Unicamp, por exemplo, oferece somente 47 estúdios dedicados a família ou pais solteiros com filhos na Moradia Estudantil e a especulação imobiliária tomou conta dos arredores. E sim, é necessário morar nas proximidades, a não ser que se tenha um carro, tendo em vista que onde a Unicamp se situa fica a 15 km do centro de Campinas. A reclamação devido ao valor da bolsa é válida e indica que o valor só é insuficiente porque a assistência estudantil é insuficiente… Acho impressionante como quando se reclama de salário (dos docentes, por exemplo) ninguém se indigna, acha justo, no entanto a bolsa sempre é "boa"? Sejamos coerentes, aumento de bolsa e aumento salarial não difere tanto assim! Ou você acha que os residentes estavam errados por pleitear no ano passado aumento de 25% em sua bolsa-residência? Abraço…

    sergio

    Em que universidade você encontrou esse salário inicial? O salário inicial de um professor doutor na carreira de magistério público federal é R$7.333,67. O salário inicial de um auditor fiscal da receita federal é de R$13.600,00. A formação exigida é graduação. O salário inicial de um analista fiscal da receita federal é de R$7.996,07. A formação exigida é ensinomédio. Informe-se melhor.

    Fernando Garcia

    Oi, acho que poderia ter sido mais preciso escrevendo em "torno de 7 mil e 12 mil reais, respectivamente" No entanto, não vejo que meu argumento mude com este ponto. Estes são salários dignos, mas deve-se continuar lutando pela sua melhoria, porque ainda não são ideais, longe disso.

    Sobre os demais salários que vc citou, não entendo seu ponto. Vc pode, por exemplo, ter uma padaria, não ter nem ensino médio, e ganhar muito mais. Um técnico de futebol também ganha muito mais que isso e acho que só precisa ter ensino médio. O Veríssimo nem tem ensino médio completo, e tb ganha muito mais que isso. Qual é o ponto? Vc acha que quem tem títulos tem que ganhar mais do que quem não tem? Desculpa, mas os salários não funcionam desta maneira.
    Faço pos-doc no Max Planck e os Alemaes me pagam, e à todos outros pos-docs, menos do que pagam às secretarias, ao pessoal da faxina, aos técnicos, etc. Não acho que a qualidade da pesquisa do Max Planck seja prejudicada por isso. Duvido tb que um economista (apenas graduado) do banco central europeu ganhe menos que um pesquisador europeu com doutorado e tudo (confesso que não tenho estes dados).
    O doutorado, como quem fez sabe muito bem, é apenas uma etapa de formação. Qualquer pessoa, tendo a oportunidade pode fazer um doutorado, não tem nada de especial nisso. É um treinamento, um requisito para se fazer ciência. E só isso. É nisso que acredito. Informado eu sou, só não compartilho da sua opinião.

    Conceição Lemes

    Fernando, obrigada. Já corrigi. Abs

Anônimo

Há pouco tempo recebemos do diretor de nossa instituição um email contendo matéria de O Globo referindo-se a manifestação do atual (e por enquanto) presidente da CAPES, nestes termos:

"'
BRASÍLIA – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela pós-graduação, vai exigir mais qualidade dos mestrados e doutorados no país. Cursos que recebem nota 3 na avaliação trienal da Capes – pontuação mínima, hoje, para continuar funcionando – deverão ser fechados, caso não consigam melhorar seu desempenho. O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, diz que as novas regras serão definidas até março.

Ele defende o descredenciamento de mestrados e doutorados que tirem nota 3, considerada regular, em três avaliações trienais consecutivas – portanto, num período de nove anos. Hoje, a Capes descredencia de imediato cursos que recebam notas 1 e 2. A escala vai até 7.

"Ou muda ou vai fechar" – diz Guimarães, convencido de que uma boa pós-graduação não pode ficar estagnada. – O certo é que o curso comece com 3 e vá a 7….'"
(http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/01/30/capes-deve-descredenciar-cursos-com-avaliacao-ruim-923641259.asp):

Ora, em um momento em que a educação superior brasileira precisa se expandir a todo custo para formar mão de obra qualificada, quando, sem nenhum planejamento, o MEC lança o Reuni e favorece a concentração de pesquisadores em grandes centros, como fica a situação de centros de pesquisa de menor porte no país? Será que as ameaça do senhor presidente da CAPES ajudam?

As pós graduações com nota três precisam de apoio e incentivo e não de ameaças. Agora se vê o porque dessa confusão. Falta de perfil adequado por parte do atual presidente para a tarefa de coordenar os programas de pós graduação no país.

V

E os professores universitários não merecem ter seus salários reajustados com a inflação.
Aliás, nem merecem uma forma segura e continuada de que isto seja feito de forma automática.
É sempre a mesma coisa, tem que brigar por reajuste… REAJUSTE,… não aumento.

Os professores sempre pagam a conta da incompetência de outras pastas.
Esta é a forma de mostar quão dedicado o governo é para o Ensino.
Este e qualquer outro, diga-se de passagem.

João

Para que saibam, as bolsas do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) que é gerenciada pela CAPES e pagas pelo FNDE també atrasaram.
A de janeiro veio no fim de fevereiro. A de fevereiro, até o dia 15/02, não havia sido paga.
O pior é que a grande maioria são bolsas para Tutores, de valor baixo. As pessoas precisam do dinheiro, porque não moram em cavernas, nem vivem de luz (como disse a pesquisadora).
Gostaria de saber o que está se passando em Brasília. No Governo Lula não havia atrasos.

mello

Não há justificativa aceitável. Gente competente já teria providenciado o pagamento há muito tempo. Pega muito mal essa falta de explicação ( mesmo porque não vão achar nada razoável) e a falta de ação. Nota zero

    O_Brasileiro

    Boa!
    A CAPES adora dar nota pra todo mundo. Vamos ver se vai gostar desta que recebeu…

Mauricio Rayel

"questões sobre a operacionalização do pagamento das bolsas para a transferência do orçamento para o pagamento aos estudantes."…….tucanaram a desculpa !!!!

Samuel Velasco

Depois todo mundo acusa quem se forma e vai pro exterior de ingrato… Conheço vários casos. Um amigo meu da Eng. da Computação tentou doutorado direto, conseguiu passar mas não conseguiu bolsa. Tentou então Phd na Saint Louis University. Vai terminar a graduação no meio do ano e terá a partir de julho bolsa de 26 mil dólares anuais (mais uma passagem de ida e volta anual pro Brasil, cortesia). Eu mesmo já estou em contato com pesquisadores de várias universidades do Canadá pra partir assim que terminar a graduação. Ficar no Brasil suando concorrendo bolsa com os santos A1 do CNPq? Não.

    Luís

    Ah se eu tivesse tido uma oportunidade dessas.

    Lesa-pátria? Sinceramente, vão pro inferno!!!

O_Brasileiro

É que a Ciência e a Tecnologia são muito importantes para o Brasil, não é Mercadante? Não é, Eduardo Braga?

    beattrice

    E ainda há quem defenda a indicação do MERCADANTE para a pasta.

Valete

abc, abc toda criança tem que ler e escrever kkkkkkkkk

Sergio Telles

O problema era orçamentário.

ZePovinho

Enquanto isso,em 2010,o governo deu 635 bilhões de reais para rentistas que não produzem sequer um paper.

    betinho2

    Que conta você fez para chegar a esse valor?
    Seriedade é bom e eu gosto.

    Adilson Lima

    Ele somou o pagamento de juros com o pagamento do resgate do valor de face dos títulos. Tecnicamente está certo, porém o resgate do valor de face dos títulos é financiado com a emissão de novos títulos (rolagem) e não com dinheiro dos impostos. O dinheiro dos nossos suados impostos vai apenas para o pagamento dos juros (150 bilhões por ano).

    ZePovinho

    Pois é,Adilson.Quando agente vê o quanto é aplicado nesses esquema de juros e visualiza(no gráfico que tem no link)o que vai para as outras áreas é de dar dó.

    beattrice

    Mas se alguém decide resgatar o valor de face terá que ser pago não?… Portanto…

    Amaral

    Portanto ?????
    Pode completar o raciocínio?

    Eliomar

    O resgate do valor de face é pago com dinheiro obtido a partir da venda de novos títulos, para novos compradores (não para os mesmos que possuíam o título a ser resgatado).

    beattrice

    O que vem a justificar o termo "ciranda" ou não?…rs

    Leonardo Câmara

    Se o número é esse a gente não sabe precisar, mas que esta na casas de centenas de bilhões é público e notório (alguns falam em R$ 195,37 bilhões).

    O Governo Lula não teve a coragem necessária para acabar com o bolsa milionário. E isso também é público e notório. Apoiar um governo não significa dizer amém a tudo que ele faz. Muito menos dos grandes erros.

    (E.g. http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/n

    Espero que Dilma tema mais discernimento e mais coragem, muito embora os indicadores atuais não sejam muito promissores.

    Pelo fim do Bolsa milionário, já!

    ZePovinho

    Na realidade,ninguém tem uma certeza sobre o quanto o Estado brasileiro gasta com os rentistas.É um mistério total.
    Eu coloquei o valor grande(como ele fez) para chamar a atenção.O número grande(e mais aproximado) deve se referir,na verdade,desde o ano de 2003-ano a ano e somando tudo.
    Eu fico me perguntando,então,como é que pagamos 12 bilhões/ano com o Bolsa-Família(que beneficia 60 milhões de pessoas) e quase 200 bilhões/ano só para rolar uma dívida que só cresce.
    O que me anima é que vão mudar a metodologia de cálculo da expectativa de juros no boletim Focus.Vão incluir mais gente além dos 100 banqueiros que apitam,sós,sobre as taxas de juros.

    ZePovinho

    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/a

    Fonte:SIAFI

    Paulo Guedes

    Se esse valor fosse real em 4 ou 5 anos zeraríamos a divida interna. Zé, não confia na memória da imprensa golpista quanto a valores e numeros. Um breve pesquisa na rede resolve esse tipo de equívoco. Um abraço!

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