Bepe Damasco: Professores do Rio perdem com a violência

Tempo de leitura: 3 min

Black Blocs concentrados em frente à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/ABr

A estranha impunidade dos mascarados

por Bepe Damasco, no blog do Bepe, via Adilson Filho

Nesta terça-feira (15), Dia do Professor, outra bela manifestação dos profissionais da educação foi totalmente ofuscada pela quebradeira promovida pela milésima vez por um bando mascarado, de nítida inspiração fascista, que atende pela alcunha de black bloc.

Nem na ditadura os manifestantes escondiam o rosto. Mas parte da esquerda teima em glamourizar e até enxergar papel anticapitalista e revolucionário na ação desses grupelhos.

Embora já tenha ultrapassado todos os limites em termos de vandalismo e violência gratuita, os tais black blocs continuam gozando de inaceitável impunidade.

O máximo de desconforto a que são submetidos é uma detenção por algumas horas, pois logo são soltos com pagamento de fiança ou pela intervenção de advogados escalados pela OAB para defendê-los prontamente.

Enquanto isso, os manifestantes das boas causas se assustam e pensam duas vezes antes de comparecerem ao próximo protesto.

Já a velha mídia usa e abusa da manipulação para passar a impressão de que as manifestações se resumem à ação de vândalos.

Ou seja, perde a democracia, perde o movimento de massa e os mascarados irresponsáveis atingem seu objetivo que é ocupar as manchetes dos meios de comunicação.

Fico imaginando o transtorno pessoal pelo qual eu passaria caso, de súbito, resolvesse me armar de uma barra de ferro e sair destruindo lojas e bancos na esquina aqui de casa, além de incendiar lixeiras e ônibus (aliás, pouca gente se deu conta de que tocar fogo em coletivos é tática típica de traficantes).

Com certeza, seria em cana por não sei quanto tempo e enquadrado em vários artigos do código penal. Responderia a processo em liberdade, mas teria aborrecimento garantido ao longo da tramitação do processo até o julgamento.

Sem falar no dinheiro para pagar um bom advogado criminalista.

Então, por que diabos os fascistas mascarados gozam de uma espécie de salvo conduto, de habeas corpus preventivo, para destruir em escala cada vez maior?

O sujeito, por saber que quebrar não vai dar em nada, esfrega as mãos torcendo pela manifestação seguinte, ávido inclusive para pôr em prática táticas de destruição cada vez mais ousadas.

Outro dia um agência do Banco do Brasil, na Avenida 13 de Maio, foi dizimada pelos black blocs.

E nas paredes deixaram pichações ridículas como ” Não vai ter Copa” e “Poder Popular”.

Ah, então ficamos combinados assim: nossos bravos “revolucionários” querem impedir a realização da Copa do Mundo no país do futebol e destroem as dependências de um banco público, responsável, por exemplo,  pelo financiamento de vários programas voltados para o desenvolvimento do país, na cidade e no campo.

Sem o apoio do Banco do Brasil, por exemplo, não existiria agricultura familiar e ao pequeno produtor só restaria penar nas mãos do agronegócio.

Dia desses estive num evento convocado pela OAB para debater a truculência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro contra manifestantes.

Os representantes de movimentos sociais, entidades da sociedade civil e partidos políticos de esquerda ali presentes expressaram sua justa revolta e indignação contra as ações de uma polícia despreparada para lidar com os conflitos de classe e com as demandas sociais.

Todos ainda estavam chocados com o episódio da votação do plano de carreira dos professores do município do Rio, quando a sede do Legislativo foi sitiada em pleno regime democrático, cercada por centenas de policiais, cães e grades.

Tudo isso agravado por agressões contra professores, com bombas, gás de pimenta e muita porrada.

Palmas para iniciativa da OAB. Mas cabe a pergunta: não seria hora também de as representações da sociedade colocarem na ordem do dia a discussão sobre a atuação deletéria dos grupos mascarados para o avanço das lutas populares e democráticas?

Não estaria em linha com a defesa da coisa pública a responsabilização desses grupos pelo já milionário prejuízo causado aos cofres públicos, fruto da destruição de sinais de trânsito, orelhões, paradas de ônibus, sedes de poderes, etc ?

Por acaso não merece a solidariedade dos formadores de opinião a situação de pânico a que são submetidos milhões de trabalhadores depois de um dia estafante de trabalho ?

Também não dá para muitos iniciados em política continuarem se negando a reconhecer uma evidência alarmante: de junho para cá, quase todos os confrontos entre os black blocs e a polícia foram provocados pelos mascarados, seja atirando coquetéis molotov nos políciais, seja depredando prédios públicos ou simplesmente partindo para o enfrentamento físico.

É que a violência gratuita e despolitizada está no DNA desses caras. Infelizmente há quem goste e aplauda, como a direção do Sepe. Lamentável.

Leia também:

Saturnino Braga e Paulo Metri: Um debate sobre os vândalos

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Comentários

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Adilson Filho: Anonymous tira do ar site de Sindicato; é o fim da picada – Viomundo – O que você não vê na mídia

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Alex

Violência só gera mais violência.
Todos os protestos que realmente avançaram foram os pacíficos.
Estudem história seus ignorantes. APontem UM PROTESTO VIOLENTO que levou a alguma melhora. ISTO NUNCA ACONTECEU.
O protesto tem que ser pacífico e a violência tem que partir do estado ou da burguesia exclusivamente para surtir efeito.
É assim desde que jesus foi crucificado – ato máximo da violência, que DERRUBOU UM IMPÉRIO.

Alex

Os professores deviam se descolar dos black blocks e repudiar sua ação.
A polícia brasileira é incopetente, ao invés de reunir provas, de ser investigativa e produzir inquéritos, ela apenas age com truculência e prende manifestantes a esmo para “mostrar serviço”.
Isto acontece porque é uma polícia militar e treinada para agir como em um estado policial.
A culpa desta situação é TOTAL E EXCLUSIVAMENTE de uma POLÍCIA DESQUALIFICADA, INCAPAZ, MAL APARELHADA. PArece que ninguém detido vai ser condenado… esqueceram de reunir provas. Somente testemunhos de “autoridades”…
quem vai preso? quem não tiver dinheiro para contratar um bom advogado.

edir

Só uma pergunta: de que vive esses mascarados ? se trabalham, näo estudam
de onde vem o dinheiro para sobreviencia ? alguem pode me responder ?

    Luana

    Aqui em Belo Horizonte soube que muitos são pagos para promover os atos de vandalismo. É um jogo de cartas marcadas, que só serve para deslegitimar os movimentos sociais e alimentar os interesses da direita e da grande imprensa.

Bacellar

O mais curioso nessa “tática” é tentar compreender o ganho futuro que o movimento específico (movimento no sentido de manobra) espera atingir. Realmente não vejo o horizonte da “tática” blackblock.

Reconheço a importancia dessas ações naquele momento onde a massmedia procurava encampar a pauta das ruas, mas no momento atual não enxergo vantagem. Talvez no Rio inviabilizar a continuidade do projeto de Cabral-Paes vá lá mas em SP? Justamente agora que a cidade respira um pouco após a longa e tenebrosa era Serra-Kassab?

Não entendem nada de arquétipo? Quem na mente da população leiga e despolitizada usa exatamente roupas pretas e tocas ninja? “Bandidos”. Quem a populaçnao conservadora mais odeia e teme? “Bandidos”. Junto a população em geral os blackblocs são vistos como o que? “Bandidos” ué!

Estão fazendo bonito o jogo midiático e ajudando quem pensam combater…Uma pena pois toda essa energia poderia ser aproveitada mais inteligentemente.

Roderick

Se os Black Bloc fossem de fato Anarquistas, acho que não haveriam atos tão burros. Os Anarquistas Ideológicos têm organização e senso crítico para perceberem como os Black Bloc estão sendo uma esperança para setores alvos das manifestações e para o fortalecimento das repressões de movimentos sociais.
Qualquer um pode botar uma máscara, pichar um “A na bola” em um pano vermelho e negro ou só negro, e provocar o tumulto.
Black Bloc é uma tática Anarquista muito evoluída, mas quando a tática é usada por coxinhas, vira essa desgraça que destroça a força de qualquer movimento social.

renato

Tem gente que é inteligente, uma boa maneira de se acabar com as manifestações, foi inventada.
Bandidada de Mascara.
DEU PRÁ ELES, CADEIA…..
QUEM SE REÚNE para fazer isto, se reúne para fazer outras coisa
e não é para cantar o Hino Nacional, nem parabéns para você.
Nem para atravessar a velhinha na Rua.
Já DEU….
Não me representam, mais. ABSURDARAM!

Clarissa

Facista é esse seu texto Bepe!

simone

texto canalha.
texto de quem dá às costas à população.
texto de quem esquece o passado de luta e só pensa na sua porção de financiamento de BNDES e Lei Rouanet.
texto de quem não saiu às ruas para pedir melhor mobilidade urbana e políticas pedagógicas independentes, mas próximas da realidade de nossas crianças.
texto de quem acha que está fazendo algo de importante se aliando a outros canalhas e deixando a canalhice tomar conta de toda a sua alma e de seu trabalho.
vergonha desta esquerda conservadora.

Fetiche do poder

Para começo de conversa, violência contra objetos e estabelecimentos não é a mesma coisa que violência contra pessoas. Por isso, não enxergo fascismo algum nos atos de manifestantes adeptos da TÁTICA Black Bloc. Os confrontos com a polícia acontecem somente depois que esta corre e ladra para defender instituições que estupram o cidadão cotidianamente.

Quando a “esquerda” tradicional clama por punição a jovens revoltados, insurgentes, apenas mostra que o que interessa mesmo é a disputa pelo poder e não a disputa pelo sistema de organização social. Aconteceu o mesmo na Espanha, nos anos 1930, quando os “socialistas” boicotaram a revolução popular que contava com anarquistas e trotskystas e abriram espaço para Francisco Franco tomar o poder.

Grupelhos são os que se alternam no poder, não a parcela da população que rejeita rastejar a seus pés.

wander

uso mascaras pelo mesmo motivo que o zé dirceu mudou sua cara com plástica em cuba, hipócrita! e não entendo o motivo do meu ouro comentário não ter sido publicado!

Onete Lopes

Tentei ler o texto atá o fim, mas não tive estômago. Impressiona-me a incapacidade ou má vontade intelectual do autor. Apelar para os termos que usou para desqualificar a ação dos jovens ou nem tão jovens mascarados é demonstrar mais do que má vontade. Só pode ser, esta forma de proceder identificada como capitulação aos interesses nefastos do capital. Não sei como se enquadra na história esta criatura, portanto pode também, seu pensamento ser a expressão da burrice que afeta as mentes atuais, numa proporção muito maior do que se imagina. Burrice que pode ser também chamada de narcisismo (incapacidade de pensar de acordo com a materialidade real,incompetência intelectual de ver as coisas para além dos cliks que as tics disponibilizam).Insistir nos argumentos de que os revolucionários dos tempos da Ditadura não usavam máscaras é a maior prova desta burrice. Claro que os revolucionários de disfarçavam de acordo com o momento histórico. Naquele tempo as câmeras não os “Big Brother”, não era possível a captura de imagem na internet online, etc e etc.À época, bastavam os artifícios que a galera soube criar, como os nomes fictícios,a mudança de aparência, os esconderijos, etc. Será que ele não sabe que todos os dias esta mesma polícia invade as favelas, os morros e carrega os seus moradores para a morte violenta? Não ele não sabe porque a incapacidade de pensar não o permite este reconhecimento. Mas os jovens mascarados vivenciam isto todo dia! Menos burrice seu, Bope, quer dizer, Bepe

Felipe dos Santos

“É a democracia que perde”. Onde há democracia? será que você não quis dizer corpocracia? É mais coerente, não? Infeliz! próxima manifestação vamos chamar o PCC!

michel

seria sorte o fato da população brasileira ser proibida de portar armas? imagina a tragédia…

Márcio

Que lixo de texto de esquerdista carcomido.

Felizmente será engolido pelo inexorável TEMPO.

francisco.latorre

‘violência gratuita e despolitizada’.

falou tudo.

..

Barbara Ferreiro

Perfeito o texto, as pessoas que trabalham no RIO estão a mercê destes indivíduos que tumultuam o trânsito e a ordem , quebram tudo e batem nos passageiros de ônibus e motoristas , numa atitude de incoerência total… violência só tem uma vertente mais violência, as autoridades devem agir através do sistema de inteligência e enquadrar esse caras com o rigor da lei , este modelito importado de comportamento explosivo sem lógica dos mascarados de preto , já ultrapassou o limite,onde já se viu queimar a bandeira nacional e colocar outra bandeira no lugar é ser contra o capitalismo ??? tocar fogo e quebrar ponto de ônibus e ônibus é ser contra o capital ? eles agem pior que o opressor e pensam que tem razão e o pior é ver professores de universidades famosas defenderem essa ação terrorista, é um absurdo.

Matheus

Mais um texto ridículo e superficial, escrito por mais um oportunista, querendo justificar o terrorismo de Estado que Cabral Filho e Geraldo Alckmin, entre outros, estão instalando com o aval da presidANTA.

Engraçado o nível de distorção. O discurso é exatamente o mesmo que o da Rede Globo, que é financiada pelos governos, mas que os neopetistas dizem que é “pig” quando expõe denúncias de corrupção envolvendo petistas.

Quando o STF condenou Zé Dirceu et caterva por corrupção, esses neopetistas iniciaram uma incrível choradeira. Aí não havia “impunidade”, lema ideológico dos reacionários punitivistas.

Em relação à ditadura de Cabral Filho a atitude é toda outra… Aí defendem ocupação militar de favelas e a criminalização da pobreza, da dissidência e da esquerda. Dois pesos, duas medidas.

O que esse texto ridículo e superficial é se resume a uma justificação do Terrorismo de Estado. Uma declaração de apoio ao uso massivo da repressão militarizada contra a dissidência extraparlamentar.

Essa operação de legitimação fica óbvia com a acusação de que “fulano começou” e “polícia despreparada”. Não, a polícia militar não é “despreparada”, ela é militarizada e autoritária, um instrumento brutal de domínio burguês sobre as camadas populares. Além de não ser verdade que são black blocs que iniciam a violência, isso de forma alguma é desculpa para as massivas violações de direitos humanos que são cometidas contra manifestantes.

O articulista (que certamente chorou pelo “coitadinho” corrupto do Zé Dirceu) parece não saber que existe presunção de inocência, igualdade jurídica, devido processo legal. Lamenta que os milhares de manifestantes presos arbitrariamente respondam às acusações em liberdade. Ele não quer que os que desafiam a governabilidade neoliberal tenham direito à defesa judicial.

Por isso, da mesma forma que a direita mais fascista, o governista coloca os direitos das vidraças acima dos direitos humanos. Nenhuma vidraça no mundo justifica um inocente preso, e é melhor um culpado solto que um inocente preso.

Um sujeito com esse discurso autoritário ainda tem a coragem de acusar pessoas de “fascistas” por… resistirem à violência policial!

Sabe o que é vandalismo? É que esses bancos “coitadinhos” abocanham 45% do orçamento da União, roubando verbas da educação, saúde, moradia popular, mobilidade urbana, ciência e tecnologia. É que cerca de 10% da economia é sonegada, provocando um prejuízo de 25% na arrecadação, o que, novamente, rouba dinheiro dos serviços públicos. É que outros 10% da economia vão para a corrupção envolvendo políticos, empresários, juízes e promotores. É que industriais e latifundiários explorem as riquezas naturais de maneira predatória e destrutiva, passando por cima das leis ambientais sem nenhum pudor. Vandalismo é o nosso sistema tributário regressivo que penaliza os assalariados e os mais pobres. Vandalismo é a privataria, seja qual for a sigla do político que a decrete. Vandalismo é 5 mil famílias serem donas de 2/5 da economia nacional, e 1% dos proprietários de terra serem donos de quase metade do território nacional. Vandalismo são 10% de analfabetos e 70% de semi-analfabetos. Vandalismo é 40% da população não ter acesso ao saneamento básico. Vandalismo é meia dúzia de famílias sejam donas de toda a mídia corporativas

Sabe o que é violência? Violência são os 50-60 mil homicídios anuais, dos quais 1/5 é cometido pela polícia e o restante por guerras de gangues ou brigas pessoais fúteis, com uma gritante desproporção de negros, pobres e jovens entre as vítimas. Violência é que os torturadores e genocidas da ditadura tenham imunidade penal garantida pelo tribunal constitucional. Violência são mais de 560 mil pobres e negros encarcerados em condições degradantes e brutais. Violência é que jovens ativistas precisam se mobilizar de roupa preta e máscara, prontos para defender os manifestantes, porque sabem que a polícia preparada para a guerra vai atacá-los com máxima brutalidade, por ordem de governantes corruptos e autoritários. Violência é ir para uma manifestação por justiça social sem saber se voltará para casa, ou será mais uma vítima de lesões corporais e prisões ilegais cometidas de modo sistemático pela polícia. Violência é a exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão. Violência são os camponeses, índios e quilombolas assediados pela violência aberta de latifundiários e multinacionais.

Violência é essa democracia de fachada da “governabilidade” neoliberal, tuteladas por oligarquias e imposta pelo monopólio midiático e violação dos direitos básicos de pobres, negros, índios e dissidentes.

    Andre Almat

    Ótimo texto Matheus! assino embaixo, palavra por palavra,
    farei uma saudavel apropriação de suas palavras.

    O viomundo, segue cego nesta questão, ao tratar o tema com conservadorismo da mídia fascistoide.

andre

os black block são radicais pequenos burgueses. No facebook do anonymous rio uma pessoa reclamava dos ‘pobres’ que reclamavam da violência enquanto o herói pequeno burguês tinha passado horas ‘lutando’.Jornais informam que black blocks provocavam a policia cantando’tem que estudar para nao virar militar’.Presumo que alguem de esquerda nao se identifica com esses ‘lemas’. Nas pichachoes do banco do brasil da cinelandia além do que estava no artigo haviam as letras CV, quEm viu os telejornais do dia seguinte percebeu isso. Hoje o Anonymous divulgou dados da presidentes segundo os jornais, com linha no site do black block. Ou seja, usam os mesmos métodos da agencia de segurança americana que tanto escandaliza, justificadamente, a esquerda. São jovens que se deixam levar pela maquina de propaganda de redes sociais de propriedade de capitais bilionarios e de grupos estranhos. A historia se repete em condicoes diferentes, o partido comunista alemão na década de 1920 caminhou ao lado de um certo grupo,que usava camisas negras contra o ‘social fascismo’ do governo social democrata. O grupo dos ‘camisas pretas’ era o nazismo que se dizia ‘socialista’ e defensor da ‘liberdade’.

Mauro Teixeira

Uma coisa é a gente ser de esquerda e discordar da chamada “tática black bloc”. Eu mesmo sou de esquerda e acho que discordo.
Outra coisa é a gente ser de “ex-querda” e pedir que se intensifique (mais?!) a repressão policial-militar contra esses jovens, como faz o autor do texto, talvez preocupado com uma hipotética perda de votos para Dilma em 2014. Acho mesmo lamentável o “Vi o Mundo” dar espaço a este tipo de pleito, mais próprio da Folha/Veja/Globo.
E ainda: que tal pararmos com esse negócio de chamar quem pensa e age diferente de ós de “fascista”? Quem ganha alguma coisa com a vulgarização desse termo?

Lucas Gomes

Que artigo mais estapafúrdio!! Meus pais militavam no movimento estudantil na ditadura e ambos tinham codinomes para não serem identificados, não usavam máscara pois a polícia não tinha câmeras na época!

Além do que, os professores já soltaram uma nota PÚBLICA agradecendo a colaboração dos Black Blocks, como é que uma articulista vem falar uma besteira desta??

Acho engraçado como tem certa parte da esquerda que adora se dizer contrária à midia corporativa mas não se cansa de ser pautada por ela.

Por falar nisso, se não vejamos: nas últimas semanas, quantos artigos em destaque este blog deu para o tema “black blocks” e quantos para “greve dos professores”? Parece que alguém conseguiu o objetivo de usar este tema para apagar outro, até nos blogs de esquerda…

wander

Na ditadura não cubriam o rosto? pois eu cubro meu rosto pelo mesmo motivo que o josé dirceu mudou de cara em cuba, hipócritas!

Raul Silva

Até onde eu percebi, parece que os professores realmente precisavam dos tais “grupelhos” citados na matéria. Isso porque não há qualquer diálogo entre a classe dos políticos e o povo.

O quebra-quebra é resultado de uma política fascista, apoiado por grupos elitistas e essa mídia chapa branca. Lembrando que antes houveram várias remoções em beneficio da especulação imobiliária. Proibição do comércio ambulante, aumento da tarifa do transporte público e falta de investimentos na educação (que justifica a greve dos professores).

Sem contar os milhões desviados pelos grandes empresários e políticos com obras superfaturadas. Daí, quando as pessoas resolvem fazer greve, recebem porrada e são impedidas de discutir o plano de carreira da própria categoria. Isso sim é vandalismo e violência!

edir

Na Alemanha estes mascarados säo os nazistas, e a polícia deu um jeito neles, mas no Brasi até agora, umas horas na delegacia e depois voltam para os ataques. Säo irracionais, tem pensamento autoritário e ditadores.
Se näo gostem do futebol, se näo querem a Copa, respeitem os 74% dos brasileiros que querem. Palavra democracia para esses mascarados é uma palavra desconhecida, e esses “cidadäos” tem seus representantes na camara municipal/estadual e no Congresso. Se eles fossem para o Pronatec/Prouni estudar, ganharia muito mais do que ficar atacando prédios públicos e privados em nome de seus caprichos. Vergonha na cara é o que está faltando. Tá na hora da justica tomar uma atitude firme para conte-los , porque caso contrário chegará o dia em que eles determinaräo se o trabalhador deve ou näo participar de greve que eles organizaräo, Acorda Brasil, acorda justica brasileira.

Julio Silveira

Posso até concordar, como pretenso civilizado, que a violência não leva a nada. Mas não dá para ignorar que evoluímos graças alguma dose de violência praticada em algum momento dessa evolução, que se fez necessário sempre que alguma necessidade básica esteve em risco. E isso de alguma forma está dentro do DNA humano. Sobre o mérito dela trazer maleficio aos professores, poderia até fazer sentido, e entendido como real, se sem ela os professores já estivessem sendo acolhidos em seus interesses pelos gestores dos estados, e até do país, mas não é o que constatamos, quando analisamos o descaso com a classe e até com educação nos estados e no país, e ai são mais ou menos cumplices nas praticas de atendimento dessa necessidade básica da cidadania. E até a cidadania entra nesse circulo vicioso geralmente apoiando apenas protocolarmente as reivindicações dos mestres, que intuem serem necessários(mas de fato sem parecer entender sua vital necessidade e imprescindibilidade), sendo os primeiros a criticá-los a partir do momento que passem a acreditar que possam já estar sendo prejudicados com o movimento paredista. Isso, sem analisar as consequências de longo prazo para si próprios das causas os reais motivações das paralisações, nem costumam culpar os verdadeiros e principais causadores das necessidades desses movimentos. Mais uma vez acho intrigante como se levantam vozes contra “vândalos” que se expõem por causar prejuízos materiais ao estado, mas que não fazem a analise mesma analise critica dos motivos profundos (pelo menos não vejo essas vozes veementes na critica aos causadores) para o surgimento dessa “delinquência”, e não fico surpreso se constatar que este aceitam com muita mais condescendência o vandalismo institucional, como um fato consumado, que ocorre quando depredam em bilhões as contas publicas, quando do alto de suas arrogâncias e intocabilidade, apoiados nas estruturas do estado, se protegem para esse fim, ignorando as tantas necessidades da cidadania, consequentemente de professores e tantas outras atividades uteis e imprescindíveis a consolidação da nossa cidadania. Tem gente avestruz que prefere se ocupar com migalhas.

    Felipe

    O texto valeu a pena só pra gerar esse comentário! Que pertinente!

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