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Bancária aborta, guarda feto em saco plástico e segue trabalhando
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Bancária aborta, guarda feto em saco plástico e segue trabalhando


07/06/2015 - 12h39

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Seria o modelo de negócios de Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles?

Itaú é processado em R$ 20 mi por caso de aborto em agência

Luísa Melo Luísa Melo, de EXAME.com, em 03.06.2015

São Paulo – O Itaú está sendo processado em 20 milhões de reais por assédio moral por conta de uma funcionária que, sob pressão, teria sofrido um aborto espontâneo em uma agência no Tocantins, em 2010. O banco diz que está apurando os fatos.

A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-TO), que ainda acusa a empresa de sobrecarregar os trabalhadores, não computar horas extras devidamente e punir aqueles que ficam doentes.

Segundo o órgão, essas irregularidades “estariam ocasionando problemas físicos e psicológicos nos empregados”.

Histórico

De acordo com uma denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Tocantins (Sintec-TO), a funcionária grávida teria passado mal e abortado durante o expediente.

Depois do incidente, ela teria sido obrigada a terminar suas tarefas antes de procurar um hospital.

“Mesmo ensanguentada, não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, três horas depois do aborto”, diz o MPT-TO, em nota. Durante esse período, o feto teria sido guardado em um saco plástico.

No dia seguinte, depois de receber atendimento médico, a colaboradora ainda teria voltado ao local de trabalho para transferir a tesouraria para um colega e o seu direito de afastamento teria sido reduzido de 30 dias para apenas quatro.

Além deste caso, o MPT relata que a empresa exerceria pressão excessiva nos funcionários, o que por vezes faria com que eles não conseguissem almoçar e precisassem fazer horas extras.

Isso ocorreria porque o número de trabalhadores estaria reduzido e haveria acúmulo de funções como as de gerente operacional e de caixa, por exemplo.

Segundo a procuradora Mayla Alberti, que conduz a ação, há também relatos de bancários que teriam sido punidos pela empresa por ficarem doentes.

“Neste ambiente insalubre, empregados sofreram doenças organizacionais, como estresse, tendinite e lesão por esforço repetitivo, sendo alguns demitidos em razão dos problemas de saúde”, diz o MPT-TO, em nota.

Procurado, o banco disse em nota que: “o fato relatado é estarrecedor, fere os mais fundamentais princípios da organização e é inadmissível na nossa ética e cultura de respeito e valorização dos profissionais”.

A empresa também afirmou que “o Ministério Público do Trabalho conduziu as investigações sob sigilo, por isso tivemos acesso aos documentos somente nesta manhã (3). Desta forma, iniciamos a apuração dos fatos, inclusive, para aplicação das devidas penalidades funcionais, cíveis e trabalhistas”.

Ação

O processo pede, além da indenização por dano moral coletivo, que o Itaú estabeleça metas “compatíveis com a atividade laboral”, conceda pausas remuneradas para descanso, pague horas extras devidamente, impeça o acúmulo de funções e não “não persiga bancários que prestaram depoimento no inquérito”.

Uma audiência entre as partes está marcada para o dia 12 de junho.

Outro caso

Em 2012, o Itaú foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a indenizar em 150.000 reais uma outra funcionária que sofreu aborto espontâneo depois de passar por estresse no trabalho.

Ela teria sido insultada seguidas vezes por um cliente do banco que a acusava de ter pegado parte de sua aposentadoria. O caso ocorreu em 2006.

Texto atualizado às 15h10 para incluir posicionamento do Itaú.

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11 comentários

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geraldo Maciel

08 de junho de 2015 às 00h27

Neca da dona NECA, versão verde da política do Itau, talvez dona Osmarina Maria Marina da Silva tenha uma declaração a fazer
.

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J. Alberto

07 de junho de 2015 às 20h18

Bancário hoje é vendedor. Se não vende os “produtos” e “serviços” do banco, entra na mira das demissões anuais.

O cliente? Ah, o cliente… Pergunta se ele quer fazer um empréstimo… Na hora de reclamar, quem atende é o telemarketing mesmo…

Saindo do assunto mas não do banco, os caixas do Itaúúú nos terminais rodoviários da cidade de São Paulo foram simplesmente… abandonados!

Ou estão desligados, ou estão ligados porém mandando o cliente procurar outro caixa. É mole?

Devido às reclamações registradas, a Socicam, que administra os terminais rodoviários, colou cartazes com a resposta oficial do banco: “(os caixas) deverão se manter DESABASTECIDOS”.

Resultado: os caixas do Banco 24 Horas sempre lotados de clientes do Itaúúú.

É o Itaúúú com cada vez menos escrúpulos. Não merece ser levado a sério.

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Julio Silveira

07 de junho de 2015 às 16h32

Assim como o Itaú (por seus funcionários brindados com ingressos, expontaneos ou não) preferiu partir para aquela orquestrada manifestação de falta de civilidade e respeito contra a presidenta Dilma, eu vou preferir não avaliar meritos nesta historia. O Itaú deve ser responsabilizado, principalmente por ser tão cioso na critica (desestabilizadora) a alhures.

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bruno

07 de junho de 2015 às 16h03

Trabalhar em banco é uma desgraça. Cheio de retardados que pensam ser banqueiros.

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Almir

07 de junho de 2015 às 14h24

Isso é uma pequena antevisão de como será o tratamento dos empregados quando estiver vigorando a terceirização. Quero ver a cara dos coxinhas submetidos a uma fornada de 18 horas, sete dias por semana, sem direito a férias, e ganhando um miséria (se receber).
Quem mandou votar na direita? Ah, foi a rede globo… Então preparem o lombo.

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Lukas

07 de junho de 2015 às 13h46

O caso é estarrecedor, mas estão sendo omitidas informações que, se não diminuem em nada a responsabilidade do banco, pelo menos contextualizam a história.

Ela teve o sangramento e recolheu uma substância que caiu no chão. Na hora não se tinha a ideia do que era e que ela estava abortando um feto de um mês, já que ela não sabia que estava gravida. Diante disto, ela ligou para seu chefe em Belém, e ele de lá não permitiu que ela fosse embora, pois não tinha ninguém para colocar na tesouraria. Bem, se o chefe em Belém podia não estar a par da gravidade dos fatos com certeza o gerente da agência estava, e este deve ser o maior responsável.

Somente no dia seguinte se descobriu que era um aborto.

Trabalhei nos anos 90 na Caixa Econômica Federal em Juiz de Fora e outras cidades da região e sei que o trabalho de banco só é melhor que nas minas de sal. Pedi demissão e fiquei dois anos desempregado. Olhando para trás, foi o melhor dia da minha vida.

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    Luiz Carlos Azenha

    07 de junho de 2015 às 13h50

    Obrigado pela informações. abs

    Almir

    07 de junho de 2015 às 14h17

    Você foi demitido pelo FHC, porque o governo precisava “economizar”. E o governo, fez o que com o dinheiro economizado? Investiu no que mesmo? Na reeleição?

    Lukas

    07 de junho de 2015 às 18h53

    Almir, entrei no PDV para fazer concurso público.


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