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Artur Henrique: Pelo fim das humilhações nas perícias do INSS


28/04/2011 - 12h36

por Artur Henrique*, do site da CUT

Muitos trabalhadores e trabalhadoras que vão ao INSS em busca de afastamento por doença ou acidente enfrentam humilhações e dificuldades causadas por má conduta de parte dos peritos médicos que lá prestam atendimento.

Podemos citar algumas dessas dificuldades e humilhações, entre as mais frequentes: suspensão dos benefícios antes mesmo que o trabalhador se recupere; o não reconhecimento da relação de causalidade de inúmeras doenças com o trabalho, em especial as LER-DORT e doenças mentais que hoje ocorrem em dimensões epidêmicas e são os principais motivos de afastamento do trabalho; o descompasso de tempo entre a cessação de benefício e a perícia para avaliar um pedido de prorrogação ou de reconsideração, o que deixa os trabalhadores por meses sem qualquer rendimento.

E, apesar de o próprio Ministério da Previdência Social ter decidido, recentemente, que os pacientes que procuram o INSS podem passar pela consulta com a presença de acompanhante, os peritos médicos tem se recusado a cumprir a norma. Inclusive como corporação, através de sua entidade nacional, os peritos pronunciaram-se contra essa medida do ministério.

Ou seja, algo que qualquer paciente espera – e consegue –  quando vai ao médico, ser acompanhado por familiar ou amigo, não é possível se esse médico for perito do INSS.

Os peritos também têm se oposto a outra medida do Ministério, a de reconhecer a validade do laudo de médicos assistentes. Conjugada com a liberdade de o paciente passar pela consulta com um acompanhante, a possibilidade de um médico assistente tomar decisões amplia as chances de humanização no atendimento do INSS – humanização compreendida como justiça e dignidade no trato e como acerto no diagnóstico.

Assim, além do direito dos pacientes, o código de ética médica vai sendo desrespeitado pelos peritos. Certamente por isso é que a corporação se sentiu tão incomodada com outra decisão do Ministério da Previdência, a de que os postos do INSS devem deixar à disposição dos pacientes um exemplar do código de ética. O incômodo foi tal que distribuíram, em nota pública, críticas à medida.

Essas críticas aos médicos peritos se fazem ainda mais imperativas hoje, 28 de abril, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Pela mesma razão, a CUT e demais centrais sindicais brasileiras – CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT – lançarão uma campanha conjunta pela humanização das perícias médicas do INSS e pela observação do novo código de ética médica. Estes temas dizem respeito ao exercício dos direitos de trabalhadores contribuintes do Regime Geral de Previdência Social nas situações em que necessitam de afastamento do trabalho por motivo de doença ou acidente.

Trata-se de uma situação que, além do trabalhador contribuinte enquanto segurado e da seguradora – o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) – envolve os interesses de um terceiro elemento que são as empresas, cuja participação no sistema ocorre por meio do pagamento do seguro acidente de trabalho e do recolhimento e cotização das contribuições pagas à previdência social.

Em meio a esta relação, por natureza assimétrica e permeada de distintos interesses, cumpre às perícias médicas do INSS o papel de avaliar incapacidade laborativa para fins de concessão de benefícios previdenciários aos trabalhadores, isto é, avaliar restrições físicas e/ ou psíquicas advindas de acidentes e doenças que impeçam o trabalhador de desempenhar temporária ou definitivamente as suas funções no trabalho.

Este é o ponto nevrálgico, por colocar em jogo, de um lado, a garantia das condições de subsistência do trabalhador e de sua família, direito básico, essencial, assegurado constitucionalmente no sistema de seguridade social brasileiro, e, de outro lado, a responsabilidade pela proteção social e pela reparação dos danos causados à saúde e à vida pelo trabalho, equação que no caso dos contribuintes da Previdência Social envolve o Estado e os empregadores.

No entanto, além das injustiças já citadas, é sabido, ainda, que muitos peritos trabalham simultaneamente no INSS e como médicos do trabalho de empresas, situação que contraria o preceito ético de imparcialidade, além de favorecer um preconceito predominante há décadas no INSS, o de que o trabalhador é um fraudador que simula doenças para obter benefícios. É sob este tipo suspeição que milhares de homens e mulheres fragilizados por estar feridos ou adoecidos são avaliados pela perícia.

Por fim, vale dizer, ainda, que apesar do termo “acidente” evocar eventos fortuitos, casuais, imprevisíveis e de responsabilidade difusa, pode-se dizer, sem risco de errar, que praticamente todos os danos causados à saúde e à vida pelo trabalho são absolutamente evitáveis, posto que são decorrentes de escolhas técnicas e organizacionais previamente planejadas e controladas pelos empregadores.  Assim, longe de serem fruto de atos inseguros ou negligência dos trabalhadores, os acidentes e doenças do trabalho denunciam uma lógica de organização da produção e do trabalho nocivas à saúde.

Trata-se de um grave problema social e de saúde pública que precisa urgentemente ser enfrentado. Para se ter uma idéia, só em 2009 os dados oficiais da Previdência Social indicam o registro de 723.452 acidentes e doenças do trabalho. Parte destes acidentes e doenças resultou no afastamento das atividades de 623.026 trabalhadores devido à incapacidade temporária, sendo 302.648 até 15 dias e 320.378 com tempo de afastamento superior a 15 dias. Deste total 13.047 trabalhadores ficaram permanentemente incapacitados, aposentado-se precocemente em plena idade produtiva, e 2.496 pessoas morreram por acidente de trabalho, o que corresponde a cerca de 1 morte a cada 3,5 horas, se considerada a jornada diária de 8 horas.

Considerando que este ano trabalhadores, empresários e governos estarão debatendo  e construindo propostas de implantação do Trabalho Decente no País e que a responsabilidade social tem sido ultimamente o principal jargão das empresas, neste 28 de Abril – Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças e Doenças do Trabalho, chamamos a atenção para este grave problema e conclamamos a sociedade em defesa da vida,  da saúde e dos direitos sociais historicamente conquistados.

Artur Henrique é presidente da CUT

Leia aqui a denúncia da  presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite, sobre o Banco Central que está extrapolando as suas funções, ao legislar sobre questões trabalhistas.

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77 comentários

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Luis Henrique

30 de outubro de 2015 às 09h50

BOM, MEU NOME É HENRIQUE, TENHO 28 ANOS, SOU MOTORISTA DE ONIBUS.
ESSA SEMANA PASSEI COM UM PERITO, ELE GRITOU TANTO COMIGO QUE EU NEM CONSEGUIA FALAR DE TANTA VERGONHA. EU TRABALHAVA EM UMA EMPRESAS DE ÔNIBUS, E, EU, ERA MUITO HUMILHADO LA.
TIVE DEPRESSÃO GRAVÍSSIMA, TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO. TENTEI SUICÍDIO DUAS VEZES…ENFIM, ENTREI NA JUSTIÇA PARA EXIGIR MEUS DIREITOS, E O JUIZ ELEGEU UM PERITO.
EU TOMAVA 2,5MG DE RIVOTRIL EM FIM, EU JA ESTAVA MELHORANDO… O MEU MÉDICO JA TINHA ATÉ DIMINUIDO O RIVOTRIL. DEPOIS QUE EU FUI HUMILHADO PELO PERITO NAO CONSIGO NEM DORMIR DIREITO.
QUANDO EU FICO COM VERGONHA EU NÃO CONSIGO RACIOCINAR…FOI ENTÃO QUE EU FALEI ALGUMAS COISAS ERRADAS ENTÃO ELE DISSE, OLHA EU QUERO QUE VC RESPONDA O QUE EU ESTOU PERGUNTANDO, O QUE VC QUER DIZER NÃO ME IMPORTA, EU PEDI DESCULPA! ELE PERGUNTOU DE NOVO? EU RESPONDI! ELE BATEU NA MESA E DISSE: ASSIM NAO DA DESSE JEITO NÃO DA. FOI ENTÃO QUE EU RESPONDI O QUE ERA BOM PARA ELE.

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Maria Salete Fonseca Andrade

05 de outubro de 2015 às 20h18

Sou professora estou de licença desde 23de fevereiro fazendo tratamento, fui operada de vesícula e barbárica e fico mais doente quando passo pelo perito e ele corta os dias que o médico prescreveu estou em tratamento psiquiátrico tomando remédio controlado passei pelo o perito esta semana era 120 dias de licença foram dado 30 dias .Estou deprimida não estou saindo estou acalmada chorando muito e não estou conseguindo alimentar direito nervosa vomitando e com medo de voltar ao perito n dia27/10/2015.Preciso de ajuda.

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Jose Carlos dos Santos

12 de fevereiro de 2015 às 21h44

Infelizmente moramos em um país chamado Brasil, que na hora de arrecadar e um dos maiores do mundo em carga tributária.
Aqui alguns cargos políticos assumidos por dois mandatos têm direito a aposentaria mesmo que sobre eles pesem denúncias de improbidade administrativa, corrupção, etc.
Os senhores (deuses) juízes, quando são pegos em suas maracutaias, entra em campo o corporativismo para que os mesmos sejam aposentados com o tempo proporcional ao tempo, ou seja mesmo quando erram ganham.
Já o trabalhador que muitas vezes e obrigado a acordar de madrugada para trabalhar, tem que se utilizar de um sistema de transporte de péssima qualidade, que mais parece que estão transporte gado.
Que ao adoecer e submetido a filas imensas em postos de saúde, sem a garantia que será atendido e quando atendido corre o risco dos constantes erros médicos.
Fui diagnosticado com LMC que nada mais é do que um câncer.
Estou em tratamento utilizando um medicamento quimioterápico que causa uma série de sintomas que são prejudiciais ao desenvolvimento de qualquer trabalho que exija concentração e disposição física, pois no meu caso especifico o mesmo causa grande sonolência e fadiga.
Meu trabalho como autônomo exige que tenha que trabalha subindo em escadas, carregando peso, subir em telhados e andaimes, pois trabalho em construções de obras.
Já passei por 3 (três) pericias e em todas foram rejeitadas, com a alegação de que estava apto para o trabalho.
Só gostaria que um filho da puta destes peritos que negaram meu pedido tomasse o mesmo remédio e trabalhassem fazendo o que eu faço por uma semana, ai sim diria que o mesmo tem condições de avaliar o que eu faço e também, estaria nas mesmas condições que eu, sentindo os mesmos efeitos que o tal remédio causa.
Ficaria feliz se após uma semana o filho da puta não sofresse nenhum acidente, não por imperícia ou acidente normal, mais sim pelo que poderia acontecer com o uso do remédio e estando nas mesmas condições improprias para o trabalho, pois e isto que acontece.
Além dos fatores acima, existe o efeito psicológico que a pessoa sofre ao ser diagnosticada com câncer, aids ou qualquer outra doença grave, sofre a pessoa e seus familiares, pois, querendo ou não há uma mudança na rotina da pessoa, são as idas ao médico para avaliação, exames laboratoriais e outros cuidados que cada caso requer.
Ai eu pergunto, se foi um médico com especialidade no assunto que diagnosticou (inclusive o que acompanha meu caso é professor em uma faculdade de medicina e funcionário de um centro de tratamento que e referência no norte do país) como pode um médico que mal saiu dos cueiros dizer o contrário, além de que os mesmos parecem ser os reis da cocada preta.
Não respeitam o código de ética medica, pois no artigo 118, diz que o médico deverá agir com isenção, mas sabemos que eles obedecem ordens superiores para negar o maior número possível de pedidos de aposentarias e afastamento para tratamento médico.
Só gostaria de dizer também para estes babacas que preferiria mil vezes continuar trabalhando normalmente, pois o benefício ou auxilio doença não se compara com o que poderia ganhar trabalhando com certeza daria mais conforto a minha família e não estaria mendigando este auxilio.
E lamentável também saber que assassinos, estupradores ou qualquer outro bandido quando são condenados tem direito ao auxilio reclusão, e não fazem nem perícia médica né.
Se fizessem iriam ter coragem de recursar. Duvido, são covardes.

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Geraldo Nunes

25 de agosto de 2014 às 21h08

Fica um alerta para os advogados deste Brasil.
Os peritos do INSS tem conhecimento quando um paciente, entra com uma ação para transformar o Auxílio-Doença em Aposentadoria. Acreditem o perito tem conhecimento do trâmite do processo. Já ouvi pessoas comentarem que o Poder Judiciário, designou um perito judicial que após verificar os exames, deu caso ganha ao paciente. Neste ínterim os peritos, indeferem o máximo que puderem o Auxílio-Doença. Não fica só nisso, o tratamento é desumano. Vc pode levar relatórios médicos com CID’s e exames. Mesmo assim o perito, indefere o Auxílio-Doença. Este é uma país Democrático, onde o trabalhador e menosprezado por peritos do INSS, que se acham acima de todos, inclusive dos médicos.

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Simone Rodrigues

29 de maio de 2014 às 00h11

E sem contar que para fazer a perícia, eles nem nos deixam entrar com celular , pq sabem que o cidadão vai gravar essa falta de respeito.
Fui na pericia, a medica nem olhou na minha cara, só disse, preciso de um laudo do medico do trabalho, não trouxe, jpa sabe neh? Já era! e pediu pra eu sair da sala, sem nem ao menos perguntar qual era o motivo que eu estava lá!!

O mais engraçado, é que ninguém faz nada, CADE O MINISTÉRIO PUBLICO, indo acompanhar alguém na pericia?????

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alex

05 de março de 2013 às 19h32

hoje tive pericia se da pra chamar isso de pericia estou com ligamento do joelho rompido e estou com a cirurgia marcada pra dia 13-02-2013 tenho a ressonancia que comprova e aquela pessoa q se chama de medico se quer olhou para mim arrogante estupido fui tratado pior q um animal e ainda negaram meu pedido alem da humilhacao….. pericia da cidade de pedreira sp

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LUIZ CARLOS SILVA

08 de fevereiro de 2013 às 14h14

MORAMOS EM UM PAÍS QUE O SUS NÃO CUMPRE O SEU DEVIDO PAPEL E O INSS QUE É DO MESMO SISTEMA OBRIGA A SER NEGADA A VERBA ,PARECE DESUMANO MÁS É O QUE TEM SIDO FEITO.
SENADOR EM 8 ANOS ESTÁ APOSENTADO.
EX EXILADO POLÍTICO RECEBE DE 3.000 A 12.OOO DE INDENIZAÇÃO POR MES.
UM TRABALHADOR RECEBE 678,00 MENSAL O AUXILIO RECLUSÃO 975,45.
SE EXAMES COMO RESSONANCIA ,CINTILOGRAFIA E LAUDO MÉDICO NÃO VALE NADA PARA OS PERITOS ,PORQUE OS MÉDICOS PEDEM

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LUZIA

20 de janeiro de 2013 às 15h33

tenho 52anos e a 10 anos tenho enfizema pulmonar,tenho crises terriveis onde eu sinto muita canseira e falta de ar.
há uns 4 anos passei por 4 pericias no inss e foi negado o auxilio doença,só não passei fome pque tenho marido pois não pude mais trabalhar.
recorri a justiça federal do inss e o medico que me atendeu era ortopedista e dias depois foi negado novamente,ou seja minha doença cada vez se agrava mais e não tenho direitos mesmo depois de ter contribuido por muitos anos.

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Juliana Jales

15 de novembro de 2011 às 09h36

MINHA MÃE UMA LUTADORA QUE TRABALHOU POR 30 ANOS PRA EDUCAR EU E MINHAS IRMÃS FOI HUMILHADA, CHAMADA DE PREGUIÇOSA POR UM IRRESPONSÁVEL QUE É PERITO DA CIDADE EM QUE ELA MORA. ELA ESTÁ DOENTE E SEM CONDIÇÕES DE VOLTAR AO TRABALHO, NUNCA HAVIA NA VIDA SOLICITADO LICENÇA, EXCETO AS LICENÇAS MATERNIDADE E TEM QUE SER OFENDIDA ASSIM??? SE ELA JÁ ESTAVA DEPRIMIDA, PIOROU. MORO NO PIAUÍ E ESTOU AVERBANDO A DOCUMENTAÇÃO DELA JUNTO AO IAPEP QUE COMPROVA OS 16 ANOS QUE ELA TRABALHOU PARA O GOVERNO DO ESTADO E EXIJO QUE VOCÊS TOMEM PROVIDÊNCIA EM RELAÇÃO A CONDUTA DESSE QUE SE INTITULA MÉDICO POIS JUNTAREI TODAS AS PROVAS SUFICIENTES PARA PROCESSÁ-LO E TAMBÉM AO INSS. NÃO SE OFENDE UMA PESSOA ASSIM DO NADA, AINDA MAIS UMA MULHER DIGNA QUE VIVEU PARA EDUCAR BEM AS TRÊS FILHAS E NÃO FAZ MAL A NINGUÉM. DEVEMOS SER TRATADOS COM RESPEITO E GENTE ASSIM SEM POSTURA DE HOMEM NÃO DEVE TRABALHAR COM O POVO.

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armando

26 de agosto de 2011 às 13h01

Nos serviços do Estado, e o caso de SP é gritante, a situação é pior, vale a pena averiguar e denunciar.

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Insegurança na Petrobras matou 300 trabalhadores em 16 anos | Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2011 às 11h39

[…] Pelo fim das humilhações nas perícias médicas   […]

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pap

23 de maio de 2011 às 18h36

Pensei em procurar ajuda via inss, até como contribuinte, para ver se a entidade pudesse auxiliar a pagar psicote-
rapia. Simplesmente desconsiderei, pois além de saude mental ser "superfluo" para o inss, infelizmente seu funcio-
narios e medicos legistas são uns despreparados fora a humilhação de se expor para um bando de despreparados
e incapazes, fora serem como diria plinio marcos "aleijados emocionais".
Convenio médico? Hum, oferecem qualquer coisa que só satisfazem a eles, abutres que sao

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Artur

05 de maio de 2011 às 12h12

Os peritos são efeitos, não causa. Parem de querer livrar a cara da administração.

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Mário Andrade

05 de maio de 2011 às 05h54

Faltou falar, Azenha, nas quadrilhas que atuam na previdência para conseguirem benefícios ilegais.
São médicos, radiologista, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, vendendo atestados em que estabelecem nexos técnicos entre doença e trabalho sem nem mesmo conhecerem as reais condições em que o trabalho acontece.
Azenha, não seja ingênuo, não escute só um lado da história.
O INSS tem atualmente peritos capacitados e concursados e é mais do que natural que este exército de simuladores tenham seus benefícios negados.
Aqui no Rio de Janeiro onde trabalho tenho visto absurdos como os de uma Gerente de banco que foi aposentada por invalidez aos 30 anos e na sua página do Otkut ela falava que praticava natação, musculação e ciclismo.
É preciso ter muito cuidado ao criticar a prática dos peritos do INSS sem conhecer o outro lado da moeda, principalmente naqueles trabalhadores que tem uma representação sindical forte.

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    Alexandre

    14 de novembro de 2012 às 20h47

    Então o que me diz de um homem com 55 anos, que trabalha há 30 anos como motorista de caminhão de depóstio de material de construção, que nunca ficou afastado e que fraturou a tibia em 07/2011 que está em tratamento pelo Santa Marcelina, que recebe laudo médico do SUS, médico do SUS e o perito indefere seu pedido de reconsideração, mando-o retornar ao trabalho sem locomoção ideal e força fisica na perna em recuperação, laudo do SUS que é a coisa mais dificil de conseguir, então o que me diz desse perito, será que desconfia que meu pai é um fraudador um pilantra, que ainda está com a perna inchada. me diz aí defensor da raça. Sou contra a violência, mas este perito até merece.

Artur

02 de maio de 2011 às 09h54

Até parece que esse tipo de conduta parte da discricionariedade dos médicos peritos e não de orientação política da administração autárquica, subordinada ao governo federal… A ordem sempre foi negar, negar, deferir, negar, negar, deferir…

Se deixarem os peritos trabalharem com autonomia, a previdência não aguenta. Justifica?Não, mas demonstra que as humilhações e laudos não correspondentes à verdade factual decorre de orientação política para manter o falido sistema.

Responder

Mario josé Bonfin

30 de abril de 2011 às 08h51

Tai, exatamente um caso que citei a cima. Esta questão de um atestando não quer dizer mujita coisa e nem os peritos os levam muitoem consideração, pois se atestado valesse muito meio mundo estaria encostado no Inss, no entanto não é assim que funciona. Conseguir um atestado falso é fácil, é porisso que digo o perito tem que ser conhecedor da doença do Segurado e também exigir exames que comprovem a doença. Apesar de que para aqueles que não tem planos de saúde e também nem tem situação financeira para fazer uma bateria de exames a coisa se torna difícil. A solução para estes casos seria a saude pública oferecer estes exames e com isto ajudaria e muito o Inss.

Responder

Eduardo Lima

29 de abril de 2011 às 19h26

É uma vergonha que pessoas só porque tem uma maior condição social humilhem as outras. Isso é vergonhoso principalmente para um médico.

Axenha, gostaria que visse o meu novo post, acho que vc vai gostar.

Entenda o que foi o Atentado do Riocentro http://www.comunistas.spruz.com/pt/Entenda-o-que-

Responder

Marcia Costa

29 de abril de 2011 às 17h14

Em 2005 meu médico psiquiatra solicitou meu afastamento pelo INSS após um surto de pânico ocorrido no trabalho. Passei uma no afastada pelo INSS. NUNCA, prestem atenção, NUNCA o INSS me ajudou em qualquer situação. O pedido do médido era claro e simples: ele solicitou que a empresa providenciasse um novo local de trabalho para mim na mesma empresa, para me afastar da pessoa que me assediava moralmente. Só isso. Não pedi dinheiro, nem para ficar um ano afstada; não quis nenhuma vantagem: só queria ajuda! Precisei ingressar com uma ação na justiça para não ter que ser obrigada a trabalhar com a pessoa que me assediou.. Tive sorte de encontrar uma juíza do trabalho compreensiva, que entendeu meu problema e me ajudou. Quando era obrigada a passar por sucessivas perícias e visitas a assistente soicial ouvi muitas história até piores do que a minha. Agora vejo pessoas que desqualificam não só a minha, mas a dor de muitos. Vocês não tem alma!

Responder

    beattrice

    26 de agosto de 2011 às 13h45

    Toda solidariedade aos trabalhadores vitimados por assédio moral neste país, nas mais diversas posições e funções, nestes momentos fica claro como a sociedade brasileira ainda é pre-medieval.

damastaor dagobé

29 de abril de 2011 às 15h35

Um certo Bertolt Brecht tem algo a dizer sobre o assunto…

A Balada do Soldado Morto
Já era a quarta primavera em guerra
E a paz não apareceu
O soldado decidido espera
E como um herói morreu.
Mas como a guerra não terminou
O rei vendo morto o soldado
Ficou muito triste e pensou:
Morreu antes do fim o coitado.
A comissão médica aguardada
Pelo cemitério adentrou
E com uma pá santa e sagrada
O soldado exumou.
O médico com precisão o soldado olhou
Ou pelo menos o que deste sobrava
O médico, o soldado por apto achou
E que este do perigo se esquivava.
Saíram e levaram consigo o soldado
Azul e linda a noite por ser
Podia-se, sem o capacete armado
Da pátria, as estrelas ver.
Sobre ele aguardente derramaram
Pois já apodrecia
Rezavam em seus braços duas freiras
E uma puta vadia.
E como o soldado a defunto cheirava
Um padre ia em frende ao andor
Pela cidade nuvens de incenso espalhava
Para encobrir o fedor.

Responder

Cléris Cavalheiro-RS

29 de abril de 2011 às 12h59

Existe pessoas que fingem doenças? sim. são raros, não regra. Existem peritos que tratam todos como pilantras? sim. é regra, raros são os peritos que tratam os trabalhadores com dignidade e respeito. Quem defende os peritos levanta uma falsa polemica, pois estes, na dúvida sobre as reais condições do Trabalhador podem (se quisessem) confrontar sua posição com o colega médico que atesta a incapacidade, além disso o proprio SUS realiza os exames necessários para dirimir as dúvidas. Ocorre que na maioria das vezes nem olham para o trabalhador muito menos para os exames. Além disso as empresas não querem readequar o trabalhador numa função que não agrave o problema, ta pestiado demite ou manda o médico da empresa dizer que é incapacitado e pronto, do outro lado o perito diz que esta apto ao trabalho e pronto. Em quanto isso via de regra o trabalhador, adoece mais ainda de humilhação e de fome, pois não tem de onde tirar seu sustento e a justiça…..bom coitado!!!!

Responder

    almando

    09 de dezembro de 2012 às 15h20

    Desculpe não vou nem comentar,depois que os guerrilheiros assumiu o nosso país, as coisas piorou muito, como ex policial tenho vergonha de ser brasileiro. estou sendo chamado de mentiroso e safado por um perito do INSS. Estou com problemas nos os dois joelhos nos quais vou ter que fazer cirurgia uma agora dia 14/12/2012. pelo fato de não ter conhecimento de causa e não saber verificar as ressonância magnética, eles simplesmente fala que estamos apto para o trabalho. Não conhece o trabalho que é executado por técnico de manutenção em uma sonda ou plataforma de petróleo.Comandante temos que assumir este país novamente, em nome do caráter ,verdade e, honestidade e, vergonha na cara. me mostra um ex presidente militar que morreu rico. vou me calar. ja fui chamado atenção pelo comando uma vez.

Major Eustáquio Lins

29 de abril de 2011 às 12h54

O Brasil é o país da malandragem, e a maioria se orgulha disso.
MAIORIA sim senhor.
E por causa dos malandros, as pessoas corretas pagam o pato.
Não é à toa que somos o campeão mundial de lombadas. Por conta do infrator que nada respeita e nem vai preso, todo mundo tem que estragar a suspensão.
E aproveitem e batam palmas para o ex-presidente Lula, que encarregou-se de estragar mais ainda os valores morais da sociedade com sua benevolência com os desvios de conduta.

Responder

    V. Souza Magalhães

    29 de abril de 2011 às 17h42

    Parece ser honesto…pena que seja tão confuso e cheio de desinformação. Me diga aí onde o Lula estragou os valores morais (seja lá o que isso signifique) e vamos conversar mais à respeito.

    Ivo GJ

    30 de abril de 2011 às 18h41

    O Lula bêbado e dirigindo uma camionete proveniente de caixa 2, se recusou a fazer o teste do bafo e estava com habilitacao vencida

    edmundo

    06 de setembro de 2012 às 13h44

    eu tenho todos os laudo médicos e tres (3) ressonâncias magnéticas provando o problema ou os bloblemas e nem por isso sou levando ao afastamaneto, estou a 20 meses sem receber salario do inss, pois todos os laudos são negados. agora estou com mobilidade reduzida e sem grana para alimentar meus filhos e comprara medicamentos para dor. não é que as pessoas sao aproveitadoras, e sim os peritos não sabem ler exames radiologicos,. a maioria compraram o diplona nos paises como colombia,bolivia e chille estao ai passaram no concurso não sabem nada de doença ou exames, entao como podem ser capaz de avaliar um problema(s) se sao quase todos analfabetos funcionais.

    almando

    09 de dezembro de 2012 às 15h29

    Major, cliquei na resposta a outra pessoa mais ta valendo, verifique ai acima meu nome é Almando.nesta mesma data

Luiz A. C. Nalin

29 de abril de 2011 às 12h24

Em meu convívio, não conheço ninguém com problemas de saúde que não tenham se afastado do trabalho. Mas conheço pessoas que conseguiram seu afastamento e aposentadorias e gozam de plena saúde. É preciso por uma lupa neste assunto. Nem tanto lá, nem tanto cá.

Responder

    almando

    09 de dezembro de 2012 às 15h34

    ESTE PAÍS É UM GRANDE AQUÁRIO, SÓ TEM VEZ PARA PEIXE E PIRANHAS.

edison

29 de abril de 2011 às 12h23

sou aposentado por doença ,mas o periodo em que estive passando por peritos até conseguir a aposentdoria foi terrivel,pois os peritos externos ,pelos quais passei não eram da especialidade do meu problema que e icc (insuficiencia cardiaca congestiva,cardiopatia dilatada e suas complicações,só que os medicos que passei eram desde ortopedistas,pediatras ,obstetras ,etc,nunca passei por nenhum cardiologista,logo levei alguns anos para me aposentar ,e corri o risco de nunca conseguir pois os peritos não eram peritos cardiologistas ,como isto é possivel?

Responder

J Luiz

29 de abril de 2011 às 11h46

Totalmente equivocado o texto. Os peritos estão na função deles, proteger o bem nacional (governo e povo) de simuladorese assistir aos que realmente precisam. Imaginam a pressao que esses peritos sofrem de pacientes que nao tem nada mas vem chorando, pedindo favor ou pior ameaçando, agredidndo e ate matando. Imagina se fosse vc. Se o cara não tiver compromisso com a nação deixaria passar todo mundo, mesmo sabendo que esta sendo enganado. Quanto de vcs não conhecem (ou vcs mesmos?) pessoas que toda hora perguntam sobre algum modo de "ENCOSTAR" e ficar recebendo sem trabalhar, abrindo um bico depois como consultor (tem pessoas diferenciadas), um comercio ou qualquer coisa (alguns ficam só "coçando" mesmo). È FATO, cerca de 60-70% dos que pedem afastamentos de longo periodo são simuladores, e atualmente a maioria simula disturbios mentais (não tem exame né…), tipo essa procuradora presa esta semana. Então imagina sendo vc o medico e um monte de gente querendo te fazer de palhaço, é logico que com o tempo eles vão ficando mais rispidos e desconfiados, mas ponha-se no lugar e veja se a é moleza…

Responder

    edison

    29 de abril de 2011 às 12h53

    como pode o inss conceder titulo de medico perito a pessoas que as vezes nem exercem medicina e buscam no trabalho de peritgem ganhar um salario tambem pago pela previdencia ,na maioria das vezes cabide de emprego para medicos mal sucedidos em seus consultorios,e que na maioria das vezes não entende nada do problema dos trabalhadores reais que tem um probelma de saude ,tipo cardiaco ,e o perito é especialista em ortopedia ,ou obstetra , ou genecologista ,e por aí vai,é mais ou menos como no caso de exame de vista feito para tirar carteira, de motorista, e o medico que faz o teste visual não é um oftalmologista ,e durma-se com um barulho destes

    Helio Aguiar Filho

    29 de abril de 2011 às 13h00

    Caro Sr. J Luiz,
    Sou medico psiquiatra e me sinto impelido a responder o que acabo de ler, pois reconheco no seu texto (nao sei qual sua profissao) uma carga enorme de ressentimento contra os trabalhadores em geral e um grande desconhecimento sobre a a etica medica e o papel do perito.
    O Sr. afirma que sao 60-70% dos periciados de simuladores, dando como FATO o que e mera suposicao e citando os portadores de transtorno psiquiatrico como exemplo De onde tirou estes numeros? Posso garantir que a maioria dos periciados e composta de gente honesta, apesar de nao-diferenciada (a proposito, o que seria mesmo uma pessoa diferenciada? Um marciano? Um mutante?) e nao de simuladores. O perito deveria ser um medico qualificado para diferenciar os dois casos (inclusive nos transtornos psiquiatricos). (continua…)

    Helio Aguiar Filho

    29 de abril de 2011 às 13h02

    (Cont.)
    Acontece que, na pratica, a maioria nao tem qualquer qualificacao tecnica, comportando-se como investigadores de policia mal educados e arrogantes. Desrespeitam o colega (especialista) que fornece laudos medicos e, mais grave, humilham os pacientes.
    Descarregam sobre os trabalhadores seu rancor (odio de classe?) e frustracao.
    As mas condicoes de trabalho que porventura existam no exercicio da profissao de medico (perito ou nao)
    jamais poderiam justificar tal comportamento.
    Sei que tem posto do INSS que com rota de fuga pela porta dos fundos do consultorio…
    Se o perito nao quer trabalhar nestas condicoes, ou se nao conseguiu emprego melhor, que deixe o trabalho
    para outro. Pessoalmente, preferiria trabalhar como balconista de armarinho do que em um lugar com rota de fuga, onde desde a recepcao – antes mesmo de chegar ao consultorio – meu interlocutor e humilhado e onde seria pressionado (remunerado?) para nao conceder beneficios.
    Assinalo que conheco muitos peritos conscienciosos, que tentam fazer corretamente seu trabalho.
    Este nao e,como o Sr. imagina, o de estabelecer julgamento moral acerca do periciado e sim o de atestar sua incapacidade (ou nao) do ponto de vista medico.

    beattrice

    26 de agosto de 2011 às 13h42

    Além da rota de fuga, os detectores de metais, para "resguardar" os peritos das armas portadas pelos periciados humilhados e desesperados.
    Bélissimo ambiente de atendimento à saúde.

    adilson

    14 de setembro de 2017 às 11h09

    então meu amigo, seu comentário não justifica nada, pressão pressão psicologica a sociedade sofre todos os dias neste pais, o peritoa São autoritários sim, te falo isso por experiência propia, e quero que vc me responda o motivo da qual eles não atendeu os meus direitos,sofrir um acidente de trabalho dentro da empresa a alguns anos, fiquei no B91 sempre que passava na perícia, poço conferçar que conhecir vários tipos de peritos, na agência em que eu passo, os melhores peritos foram mandado embora, não te falo isso, não e pelo fato deles deferir benefício não, e sim por tratar o ser humano como ser humano mesmo, eu ficaria satisfeito de receber um não sê beneficio com humildade, e nao com agrecoes verbais, isso nao justifica nada, no meu acidente perdir meu escafoide, carrego 5 parafuso no meu punho, já fis duas cirugias e estou indo pra terceira, irei colocar uma placa maior e mais pinos, na última vez em que eu passei , eu ouvir tanto do perito, que de preto fiquei vermelho, lembrando que eu nunca discorreu com perito e nem respondir sem que me force perguntado nada, ele me deu o B31, e me encaminhou para reabilitação, e mesmo sabendo que irei fazer cirugia, mais fiquei quieto, ao marcar com a assistente social, sl me solicitou vários documentos, eu enciatir com ela , que só fui passar com ela para me justificar que eu nao poderia fazer a reabilitação no momento, por que tinhas outras prioridades que e a minha cirugia, a propia assistente social disce que não poderia fazer nada, e que iria me dar 7 dias para levar os documentos e passar com uma Petit do trabalho, corrir atras , ja tinha vários documentos que ela me pediu e levei, ao passar com a perita, pelo fato de ter muito tempo e que não pasaado eu ja avia ido para reabilitação, a fui atendido com groceria pela perita, meu mundo na quele exato momento desmoronou, a mulher estava tão nervosa e trêmula, e me disce que não iria me dar a reabilitação e iria cessar o meu benefício, que o perito nem deveria ter me dado, e que eu era pra retornar pro trabalho…e finalizou, e eu permanecir calado, peguei as minhas coisas e sair, agora me dar um explicação pra isso,!! não quero aposentadoria, Jean por que sou novo, quero apenas os meus direitos atendidos com dignidades, e por eu ter ficado com sequela, ja me da direito a indenização por parte do governo, o chamado auxílio acidente, e a Peru mesmo reconhecendo isto, me disce que se eu quiserce, eu que correce atraz…agira me esplique isso!!

Prª Célia

29 de abril de 2011 às 11h44

é véro…o perito atende o trabalhador com preconceito o de que o trabalhador é um fraudador que simula doenças para obter benefícios. Vamos posicionar contra esta atitude.

Responder

Jaime

29 de abril de 2011 às 11h15

Médico contratato pelo INSS para fazer perícia é o mesmo que árbitro de futebol vestir a camisa de um dos times. As perícias deveriam ser feitas, desde o início, pelos peritos da Justiça Federal. De qualquer modo, para cada humilhação deveria haver uma ação por danos morais.

Responder

Jair Almansur

29 de abril de 2011 às 10h44

O medico brasileiro, oriundo da elite branca, tem despreso pelo povo brasileiro, seja no INSS seja na rede SUS. Isso poderia ter sido modificado, a partir do ensino universitario, pelo governo "popular". Mas não foi. Teriam nossos governantes que aprnder com Cuba, Venezuela e Bolivia?

Responder

miguel grazziotin

29 de abril de 2011 às 10h40

Está para ser liberada uma norma em que na primeira pericia, não haverá necessidade de consultar o perito.
Digo, porque já fui perito do INSS e me demiti por nao concordar, que a industria do "afastamento" será entao oficializada.
Bastará um atestado de qualquer medico, com qualquer doençe e os dias de afastamento que será aceito.
O INSS quebrará, pois, falo com conhecimento de causa, 70% das vezes há fraude.
Sad, but true…..

Responder

    Mario josé Bonfin

    30 de abril de 2011 às 08h44

    Há sim má fé! Mas o erro é exatamente o perito não ser especialista na doença do segurado. Isto diminuiria e muitíssimo se o médico perito fosse de fato conhecedor da doença que o Segurado é portador. Não podemos misturar tudo e sair por ai culpando todo mundo, seguradoe perito!

augusto

29 de abril de 2011 às 09h24

desculpe-me, mas entendo que neste campo… qualquer coisa vai ser chamada de humilhaçao.
Vai mesmo.
O honesto e decente vai de imediato se ofender e reclamar.
E o pilantra vai ser o primeiro a berrar. E berrar que foi vilipendiado.
entao: voce ja se perguntou se é mesmo por ai que se resolve o problema?

Responder

    miguel grazziotin

    29 de abril de 2011 às 10h34

    Concordo plenamente.
    Sou medico e falo de experiencia de 20 anos

Mirian

29 de abril de 2011 às 01h16

O perito certamente não é o único culpado pela situação atual da previdência. E é certo que há bons profissionais dentre os peritos da previdência. Mas quem quiser conhecer como pensa essa corporação e de que forma eles enxergam os segurados da previdência social, basta visitar dois sites: associação nacional dos médicos peritos (www.anmp.com.br) e o site da oposição à anmp: http://www.perito.med.br
Tirem suas conclusões.
Também vale a pena dar uma olhada na programação do congresso de peritos do INSS que está ocorrendo no RJ, promovido pela ANMP, em que a palavra que mais se lê nos temas de palestras e debate é "simulador". Como disse, leiam, conheçam o curriculo dos convidados e tirem suas conclusões.

Responder

Palmas

28 de abril de 2011 às 22h45

Cada qual com seu interesse e a corda arrebenta sempre no zé povo.Senão vejamos: o INSS resguarda seu Caixa para "equacionar" seu orçamento entre receitas e despesas. O médico perito além de perito, tem consultório particular e ainda atende em determinado hospital, então o INSS é o menor salário, ou seja, dá um fixo por mês, entende.Do lado do zé povo, tem zés que querem ficar sobre auxilio por tempo indeterminado(são poucos, mas têm).Então o interesse é individual, é meu…é a tal lei do Gérson. Enquanto isso, o verdadeiro trabalhador, esse é zê povo, esquecido e maltratado vai vivendo……

Responder

eduardo

28 de abril de 2011 às 22h42

Passei por muitas perícias médicas, e atesto que o tratamento é a "ferro e fogo", sem nenhuma cordialidade por parte dos médicos.

Responder

spin

28 de abril de 2011 às 20h45

O gargalo não está nos benefícios que envolvem perícias médicas e sim nas pensões por morte

Dentre os benefícios previdenciários que não exigem carência, ou seja, um tempo mínimo de contribuição, é a pensão por morte. Sabe-se que muitos, no leito da morte, contribuem com o teto máximo para deixar pensão para os vivos. Sabe-se também que gente muito jovem está se ajuntando com velhos pé na cova, claro, de olho na pensão. Jovens receberão pensões durante mais de 50 anos, com o segurando que faleceu tendo contibuido nada, há caos em que se começa a contribuir quando há poucos dias de sobrevida. Não há previdência que aguente.

Deu no G1:
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/0….

Responder

    arturcut

    29 de abril de 2011 às 01h23

    quer dizer que a hora que eu for morrer posso encontrar uma mulher mais nova que me ature?

    William

    29 de abril de 2011 às 11h58

    Se existe "gargalo" no sistema previdenciário brasileiro, este não é devido ao benefício previdenciário de pensão por morte.
    As matérias como esta do G1 só servem aos lobbies que pretendem tirar direitos dos trabalhadores.

William

28 de abril de 2011 às 20h02

Azenha.
Não é justo culpar os médicos peritos por uma dificuldade do sistema de previdência brasileiro em evitar a burla por segurados que realmente não são ou não estão inválidos para o trabalho, mas querem continuar recebendo benefício previdenciário.
A maioria dos médicos peritos são trabalhadores abnegados, que muitas vezes trabalham em condições inadequadas.
Esta matéria em vez de apontar a solução para o problema, incita ainda mais as pessoas contra os médicos peritos, que já vivem sob constante ameaça, sendo que vários foram assassinados nos últimos anos.
A CUT não deveria participar desta incitação, fazendo daqueles que trabalham em perícia médica os bodes espiatórios de uma possível falha do sistema previdenciário.

Responder

    Pedro

    28 de abril de 2011 às 23h02

    meu pai foi motorista profissional durante toda sua vida, aprendeu a dirigir aos 13 como ajudante de leiteiro, iniciou profissionalmente aos 18 no exército brasileiro onde, devido à sua perícia, foi deslocado das viaturas de 2,5 ton para o aerowillys do cmte da unidade, deu baixa do exército ainda jovem e dirigiu profissionalmente todo sorte de veículos leves e pesados, de carga e de passageiros, sem nunca se envolver em um único acidente, estabelecendo-se depois como taxista, até sua quinta década. sofreu dois infartos, foi atendido em uma unidade pública de excelência em porto alegre, onde passou a receber tratamento continuado; "isso aqui é o que vai te matar" – disse o médico cardiologista apontando um raio x contrastado;
    qdo foi requerer o auxílio doença submeteu-se à perícia, de posse de todos os exames q atestavam a gravidade das sequelas, mais falha congênita no músculo – ponte miocárdica, inoperável etc (sua mãe morreu em função de problemas cardíacos); fala do médico perito: "ah, vou te dar aí o benefício, mas vocês não querem é trabalhar…"; bem, não vou nem discutir, mas se meu pai tivesse cometido suicídio – completamente cindido em sua subjetividade de trabalhador e deprimido pq humilhado na dignidade de seu ofício – sentia-se como alguém q recebia uma espécie de esmola – o tal médico perito não viveria para ver outro sol depois do enterro de meu pai; bobagem essa de "abnegado", qual trabalhador q não vive cotidiana e duramente a exploração? os médicos sofrem pressão da chefia, alguém simula alguma coisa? tem de encontrar um critério suficiente ou pedir as contas; bobagem de bode expiatório: racismo de classe puro! elitistismo de alguém que ocupa uma posição social dominante e vê o mundo como algo a ser dominado; pisotenado os trabalhadores; mataria cem vezes o tal homem que se serve de sua posição para destilar seu racismo de classe; arrancaria seus olhos com as unhas dos pés como Riobaldo Tatarana.

    Flavio Lima

    29 de abril de 2011 às 08h26

    Pedro
    Apoio o Wiliam. Existem protocolos e diretrizes a serem seguidas, e a maioria dos peritos as seguem. Claro que ha gente ruim em todo lado, mas a maioria dos medicos peritos não tem o menor interesse em prejudicar ninguem. Sou medico e fiz pericias judiciais de pacientes que tiveram pedidos negados pelos peritos do inss (não sou perito do inss), e posso dizer que em 90% dos casos que me chegaram o trabalho dos peritos estava correto. O Esatdo Brasileiro é nosso, de todos nós, e todos devemos cuidar desse Estado, pra que esse Estado cuide de todos. E seguir protocolo e diretriz é o minimo ético profissional e humano possivel. O carinha da CUT pisou feio.

    arturcut

    29 de abril de 2011 às 01h21

    os peritos, ou uma parte deles, são sacanas mesmo

    Carlos Ribeiro

    29 de abril de 2011 às 10h34

    Em Janeiro acompanhei meu filho numa perícia no posto da Previdência em Sto Amaro, tentei entrar com ele na sala, quase apanhei da perita. Ela olhou pra mim com os olhos faiscantes e disse, so o segurado. A culpa é do sistema?

Vanda

28 de abril de 2011 às 19h13

Trabalho num sindicato e vejo isso diariamente, a única SOLUÇÃO hoje, tem sido entrar na JUSTIÇA contra o INSS, temos tido alguns resultados positivos…o problema aí é a demora da justiça….em cada 10 processos temos obtido sucesso em mais ou menos 8.

Responder

    Heitor Martins

    28 de abril de 2011 às 20h38

    Eu também trabalho e tenho visto é a Justiça perder tempo, pois na quase totalidade dos casos o perito nomeado pelo Juiz confirma a tentativa de fraude.

damastaor dagobé

28 de abril de 2011 às 19h08

peguem o belo documentario sueco Arquitetura da Destruição, que dá enfase á composição, digamos, humana, no nazismo…adivinhem qual profissão era majoritaria entre os membros do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães???? isso mesmo..adivinhou e por isso vc ganha um exame de prostata gratis…Sempre que entro num consultorio médico espero ver no fundo o retrato de seu patrono
extraoficial, o Herr Doktor Josef Mengele…

Responder

ZePovinho

28 de abril de 2011 às 18h31

Isso é uma orientação,que vem de cima,para que o INSS gaste menos e sobre mais dinheiro para fazer superávit primário e dar isenções fiscais para empresários com dinheiro da Previdência Social.A Previdência tem se tornado uma espécie de bóia de salvação e fonte de lucros para os piores picaretas.
Eu fico muito puto com isso,Azenha.Nosso trabalho também é propriedade privada,pôrra!!Nós é quem pagamos os impostos dessa bosta de país e ainda temos de ser humilhados nas agências do INSS que nos cobra 35 anos de contribuição???????????

Responder

Gerson Carneiro

28 de abril de 2011 às 18h30

Lado A

Na Bahia, na região da cidade de Conceição do Coité, há inúmeros trabalhadores mutilados vítimas da precariedade da "indústria" do sisal. Eles perdem parte de um braço porque ao operar a máquina que moe o sisal, ao enfiar o sisal na máquina por vezes o sisal enrosca e a máquina puxa o braço do trabalhador. Pois bem, o INSS não aposenta o trabalhador acidentado, e mutilado, sob a alegação de que não é totalmente inválido. Ou seja, ainda pode trabalhar com o outro braço.

Responder

    leandro

    29 de abril de 2011 às 09h07

    E o lula perdeo o dedo minimo e conseguiu se aposentar por isso. A pericia escolhe quem é deficiente.

    Gerson Carneiro

    29 de abril de 2011 às 11h18

    Bem lembrado. É algo para ser considerado no debate.

Gerson Carneiro

28 de abril de 2011 às 18h30

Lado B

Por outro lado, já que tocou nessa "…relação, por natureza assimétrica e permeada de distintos interesses…" há de se ressaltar que existe uma legião de trabalhadores afastados pelo INSS, recebendo benefício por tais afastamentos, em plenas condições de trabalho. O que honera e muito a Previdência. Não é difícil encontrar gente afastada (há anos em alguns casos) que trabalha sem registro em CTPS, ou trabalhando por conta própria. Não abre mão do benefício. Ou seja, é um campo minado de tudo quanto é má-fé. De parte à parte. Por isso não arriscaria dizer que a causa desse caos é exclusivamente os médicos peritos.

Responder

    arturcut

    29 de abril de 2011 às 01h19

    Honera? Isso é um acidente ou doença?

    Gerson Carneiro

    29 de abril de 2011 às 07h33

    É um erro de ortografia. Percebi depois que "criquei" no botão de Enviar Comentário… e fiquei com preguiça de Editar posteriormente para corrigir.

    Há um outro erro que você nem percebeu. Como é de sintaxe mais rebuscada parece que está além do seu alcance. O outro erro é o seguinte: "De parte à parte." No sentido pretendido ao comentário a crase não é aplicada (não deveria ter sido aplicada). Portanto a expressão correta é: De parte a parte.
    Dica: se duvidar, pense nestas duas expressões: "Bateu à porta" e "Bateu a porta".

    É isso aí. Aqui a gente aprendemos. Ops! Nóis aprende.

    miguel grazziotin

    29 de abril de 2011 às 10h36

    Pois é..um assunto sério e o povo só na de avacalhar….triste.

    Gerson Carneiro

    29 de abril de 2011 às 11h17

    Não tô vendo avacalhação aqui. Trouxe à baila uma realidade e respondi a uma observação de um leitor.

    edi

    29 de abril de 2011 às 12h33

    se os serviços prestadospelo inss fossem bons não haveria tanta reclamação,se os peritos fossem peritados e fisclizados com rigor ,e os aposentados e pensionistas fossem rastreados e investigados antes dos seus pagamentos fossem cortados não haveria injustiça com aqueles que agem de boa fé e tem realmente problemas de saude que façam jus as aposentadorias por doença ,e não sairem atirando pra todo lado,e fazendo com quem pagou a previdencia seja julgado e condenado por peritos que nem exercem profissão de medicos (e na total maioria nem são especialistas nas pericias que fazem,portanto incapacitados para tal pois como pode um medico ortopedista,ou uma medica genecologista fazer peritgem em quem esta tentendo se aposentar com problemas cardiacos como é o meu caso ,não tome como critica mas como um desabafo

    Gerson Carneiro

    29 de abril de 2011 às 17h16

    Perfeito edi. Você está perfeito em sua análise. Que seja uma crítica. A crítica enriquece o debate.

    O que estou dizendo é que esse vespeiro deve ser espremido de forma a expelir todo tipo de vício. Porque inclusive esse fato que ventilei, de pessoas recebendo benefício em plenas condições de trabalho, também acaba te atrapalhando. Porque incha a Previdência e pode ser que qualquer subterfúgio poderá ser usado para evitar novas aposentadorias. Ou seja, tem gente ocupando o teu lugar, sem que de fato esteja necessitando.

NELSON NISENBAUM

28 de abril de 2011 às 17h29

Sou médico e lido com constância com esta situação. O quadro que vejo é de uma política genocida. Doentes de todas as naturezas tem seus direitos flagrantemente violados da forma mais humilhante que se possa imaginar. Denunciei o fato há 3 anos em um artigo chamado "NAZISMO À BRASILEIRA", disponível no meu blog em http://nelsongn.blogspot.com, publicado em 7 de setembro de 2009.

Responder

    Flavio Lima

    29 de abril de 2011 às 08h27

    Fala Nelson
    Fomos colegas na Santa!
    Grande abraço
    Garça

    edison

    29 de abril de 2011 às 12h43

    caro dr. Nelson ,gostaria de saber qual o significado de (perito)se não me engano quer dizer que a pessoa é um especialista em sua area ,agora por favor me responda ,como um medico perito na qual sua especialidade é genecologia ,ou ortopedia ,fazer exames (ou peritagem )em um paciente com doença cardiaca e com o poder que lhe foi conferido por um titulo queo inss .lhe deu) ,aposentadoria ou não a um trabalhador com mais de 25 anos de trabalho e contribuição grato e desculpe pelo desabafo

monge scéptico

28 de abril de 2011 às 15h11

Dizem quem ja precisou, que os "peritos" mais parecem os torturadores da "dita branda".
É assim também em alguns "detrans". Vá de retro que país é esse?
Não há fiscalização nesses serviços? É hora de renovar a banca e expulsar os servidores,
e rasgar as leis que os petrificam nesses postos, mesmo sendo animais irracionais, salvo
aqueles que prestam seu serviço com a maior lisura. ELES EXISTEM; MAS SÃO COMO OVNI'S.

Responder

    Marina

    28 de abril de 2011 às 17h03

    Eu já precisei dos (peritos da saúde).Uma coisa horrorosa.Tentei falar c/a imprensa mas não pude.Pensei que nunca ia ver esses comentários em lugar nenhum.Graças a DEUS alguem gritou por todos que já precisaram ir a pérícia médica alguma vez.

Jotapeve

28 de abril de 2011 às 15h02

Estas perícias médicas realizadas no INSS precisam ser reavaliadas porque o segurado é invariavelmente prejudicado e humilhado. Trabalho em um Juizado Especial Federal onde a grande maioria das ações contra o INSS tratam-se de auxílio-doença, e destas, mais de 70% são julgadas procedentes depois de ser feita uma perícia por médico de confiança do juízo. É de se perguntar a AMB se existem dois tipos de medicina no país: Uma praticada pelos peritos do INSS e outra pelo restante dos médicos, porque é inconcebível tanta discrepância entre uma e outra. O INSS não deixa outra alternativa ao segurado que não seja recorrer à justiça acarretando excesso de demandas e a consequente demora na prestação jurisdicional que acaba prejudicando ainda mais o trabalhador que fica sem nenhuma receita por meses, e às vezes até por anos. Muitos, sem saber que podem recorrer diretamente à Justiça, acabam contratando advogados que cobram pesados honorários agravando ainda mais a situação. A CUT como representante de grande parte dos trabalhadores brasileiros deve abraçar esta causa e tentar mudar este quadro.

Responder

FrancoAtirador

28 de abril de 2011 às 13h59

.
.
É importante ressaltar, também, que cabe ajuizamento, na Justiça do Trabalho,

de ação de indenização por danos morais decorrentes de acidente no trabalho

ou por moléstia ocupacional (doença adquirida em decorrência do exercício laboral).
.
.

Responder

Alice Matos

28 de abril de 2011 às 12h54

São fatos. Precisamos nos posicionar contra. Humilham o ser humano.

Responder

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