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Presidenta dos Bancários denuncia: “Banco Central está extrapolando suas funções”


27/04/2011 - 10h59

por Conceição Lemes

Atualmente, pagamentos em geral — luz, água, telefone, carnês, títulos — e serviços de crédito podem ser realizados em lotéricas, lojas, farmácias, supermercados, agências postais. No jargão “bancariês”, esses estabelecimentos têm nome e sobrenome: correspondentes bancários.

A resolução nº 2.640, de 1999, do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi que os criou. A ideia é que fossem instalados apenas em cidades distantes dos grandes centros, onde não houvesse agência bancária. Porém, ao longo desses 12 anos, o Banco Central (BC) foi flexibilizando as regras e a função deles, desvirtuada.

Em dezembro de 2007, havia no Brasil 95.849 correspondentes. Em dezembro de 2010, 165.228. Aumento de 72% em quatro anos. No mesmo período, o número de agências bancárias cresceu apenas 5%, totalizando 19.013 unidades no país.

“Está ocorrendo uma abertura desenfreada de correspondentes bancários, que se tornaram ‘ótimo negócio’ para os bancos”, denuncia Juvandia Moreira Leite. “Os bancos os utilizam para economizar na prestação de serviço. Só que com essa política perdem os clientes e, principalmente, os funcionários, os grandes prejudicados.”

“Os recursos economizados ficam com os banqueiros e não com os bancários e a sociedade, que paga tarifas, taxas e juros e elevados. Os bancos retiram da sociedade para aumentar seu bolo”, vai mais fundo Juvandia. “Para agravar, em 31 de março, o Banco Central baixou uma norma que libera mais a abertura de correspondentes. Os bancos são os únicos beneficiários.”

Juvandia Moreira Leite é presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Na entrevista a esta repórter, ela desnuda esse serviço muito usado, mas do qual pouco sabemos.

Viomundo – De alguns anos para cá, é cada vez maior a possibilidade de se pagar contas em lotéricas, supermercados, farmácias, bancos postais. Qual a relação desses locais com os bancos propriamente ditos?

Juvandia Moreira Leite – Chamamos esses estabelecimentos de correspondentes bancários; seus serviços são contratados pelos próprios bancos. A resolução nº 2.640, de 25 de agosto de 1999, do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi que os criou. Ela permitiu aos bancos contratar empresas para o desempenho de suas funções em cidades longínguas, com poucos habitantes, onde não houvesse agência bancária à disposição da população.

A ideia era socialmente justa. Tornava possível a bancarização onde não havia serviços bancários. Só que, a pedido da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o BC foi paulatinamente emitindo outras resoluções, que flexibilizaram a contratação dos correspondentes, desvirtuando a função deles. E, aí, da bancarização passamos à precarização do emprego. Os bancos são os grandes beneficiários dessa política nefasta.

Viomundo – Mas o governo usa correspondentes…

Juvandia Moreira Leite – Os bancos públicos os utilizam para realizar pagamentos dos programas sociais, como o Bolsa Família. Quando usado para esse fim é uma atuação mais plausível, já que está associada a uma função social.

Viomundo – Quando a atuação é danosa?

Juvandia Moreira Leite — Quando utilizados somente para substituir o atendimento prestado pela agência bancária. É o que geralmente acontece.

Viomundo – Quer dizer que na prática os correspondentes são agências bancárias?

Juvandia Moreira Leite – Sim, e com “vantagens” adicionais para os bancos: não precisam ter planos de segurança exigidos para abertura de uma agência tampouco respeitar os direitos previstos na nossa convenção coletiva de trabalho.

Ou seja, são agências bancárias sem portas de segurança, vigilantes ou sistema de filmagem. Os funcionários, apesar de exercer diversas funções típicas de bancários, estão enquadrados em outras categorias. Recebem salário inferior ao dos bancários e não estão protegidos pelas dezenas de cláusulas previstas na nossa convenção coletiva de trabalho, entre elas a participação nos lucros e resultados, pisos salariais, jornada de seis horas e direitos relacionados à saúde. Não à toa cada vez mais os bancos preferem ampliar os correspondentes em vez de abrir novas agências.

Viomundo – Quantos correspondentes há no Brasil?

Juvandia Moreira Leite – Segundo dados do Banco Central, havia, em dezembro de 2007, 95.849 correspondentes bancários. Em dezembro de 2010, 165.228. Um aumento de 72% em quatro anos. No mesmo período, o número de agências bancárias cresceu apenas 5%, chegando a 19.013 unidades em todo o país.

Uma prova da distorção, do desvio dos correspondentes em relação à proposta original, é São Paulo. O estado mais bancarizado concentra a maior parte dos correspondentes bancários do Brasil. Das 165.228 unidades existentes em dezembro de 2010, 39.720 estavam aqui. Portanto, 24% do total. A região Sudeste concentra 46%. Tem também 55% das agências bancárias do país. Em compensação, as regiões Norte e Nordeste e as periferias dos grandes centros urbanos continuam com poucas agências e poucos correspondentes.

Viomundo – Se fizermos uma enquete entre clientes de correspondentes de São Paulo talvez parte considerável diga que esse serviço é uma comodidade. Logo no início, a senhora apontou um senão: segurança. Afinal, os clientes perdem ou ganham?

Juvandia Moreira Leite – Perdem mais do que ganham. Perdem principalmente na qualidade do atendimento. Os clientes pagam tarifas elevadas e não têm qualidade no serviço. Enfrentam filas e insegurança tanto física (têm maior risco de assalto) quanto relacionada ao sigilo bancário. Os recursos que os bancos estão economizando ficam obviamente com os banqueiros e não com os bancários e a sociedade, que paga tarifas, taxas e juros e elevados. Ou seja, os bancos retiram da sociedade para aumentar seu bolo.

Viomundo – Os funcionários seriam os maiores prejudicados?

Juvandia Moreira Leite – Com certeza, são. Deixam de receber todas as formas de remuneração e benefícios previstos na convenção coletiva de trabalho dos bancários. A conseqüência é a precarização do emprego em contrapartida à barganha dos banqueiros, que buscam ampliar mais seus lucros.

Viomundo – Entre bancários é alta a incidência de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort), mais conhecidos no Brasil como lesões por esforços repetitivos (LER), e de transtornos mentais, como ansiedade, depressão, fadiga crônica e esgotamento profissional. Os trabalhadores dos correspondentes bancários estão sujeitos às mesmas doenças?

Juvandia Moreira Leite – Sim, devido ao ritmo intenso de trabalho, à pressão por metas, ao convívio com a ocorrência de assaltos. Os correspondentes, aliás, têm agravantes em relação aos bancários caixas.  São submetidos à jornada de trabalho superior às seis horas dos bancários. Também correm mais risco de assaltos, já que os  correspondentes não têm a obrigação de respeitar a legislação de segurança bancária, que prevê, por exemplo, número de vigilantes, sistema de filmagem e equipamentos como porta de segurança com detector de metais.

Viomundo – Que tipo de repercussão os correspondentes têm sobre os bancários propriamente ditos?

Juvandia Moreira Leite — Existe a possibilidade, por exemplo, de os bancos expandirem cada vez mais sua rede de atendimento por meio dos correspondentes bancários em vez de aumentar o número de agências. Consequentemente, a grande expansão de correspondentes é um risco para o futuro do emprego bancário que tende a perder cada vez mais espaço, até ser extinto, já que a contratação de correspondentes tem custos bem mais baixos para as instituições financeiras.

Bom para os bancos, ruim para clientes e trabalhadores. É injustificável que empresas tão rentáveis queiram elevar ainda mais seus lucros à custa da precarização de direitos dos trabalhadores e de serviços aos clientes.

Viomundo – Então os correspondentes se tornaram uma forma de os bancos lucrar mais?

Juvandia Moreira Leite — Sem dúvida, é uma forma de expansão dos negócios bancários, com custos reduzidos. Os correspondentes bancários se transformaram num “ótimo negócio” para os bancos, que se utilizam dessa política para economizar na prestação de serviço.

Repito: os correspondentes, ao contrário das exigências para se abrir uma agência, não precisam seguir planos de segurança e muito menos respeitar a legislação trabalhista que protege os bancários.

Viomundo — Os bancos têm lucratividade absurda. Isso tem algo a ver com os correspondentes?

Juvandia Moreira Leite — Com a abertura de correspondentes, os bancos ampliam o número de operações, cobram mais tarifas, logo aumentam suas receitas. Mas outros fatores também contribuem para os altos lucros dos bancos, como a cobrança de tarifas e as fusões que aumentaram ainda mais a concentração dos lucros em poucas instituições financeiras.

Viomundo – É verdade que os bancos empurram os pobres para os correspondentes, ficando com o filé-mignon?

Juvandia Moreira Leite – Sim. O correspondente bancário é um segmento de atendimento para a população de baixa renda. E na agência, se faz a triagem dos potenciais investidores e compradores de produtos financeiros. Esses clientes, os bancos fazem questão de manter nas agências. Os de baixa renda interessam pouco às instituições financeiras, já que consomem menos produtos. Os clientes não-rentáveis são direcionados aos correspondentes bancários e a um atendimento precário.

Viomundo — Que bancos brasileiros têm correspondentes bancários?

Juvandia Moreira Leite — Quase todos os principais. Em fevereiro de 2011, segundo dados do Banco Central, as instituições financeiras com maior número de correspondentes bancários eram Caixa Econômica Federal (32.535), Bradesco (32.443), Aymoré CFI (parte do grupo Grupo Santander Brasil, com 24.822 ) e Banco do Brasil (20.382). No entanto, outros bancos como Itaú-Unibanco e HSBC também possuem número expressivo de correspondentes bancários contratados.

A propósito: até 31 de março, os bancos dependiam de farmácias, lojas, supermercados, para abrir novos pontos. Agora, não mais. O BC baixou norma que permite aos bancos criar os seus próprios correspondentes. Essa norma, que visa a atender exclusivamente aos interesses da Febraban, vai ampliar mais a precarização do emprego no setor.

Viomundo – Essa nova norma significa que os bancos vão poder abrir as próprias “biboquinhas”?

Juvandia Moreira Leite – Sim, todos os bancos agora podem abrir suas “biboquinhas”, sem precisar de farmácia ou supermercado, por exemplo. Antes da norma, eles contratavam como correspondentes empresas cuja atividade principal não era a bancária. Essa regra caiu, abrindo duas possibilidades: 1) o banco cria correspondentes bancários dentro do próprio conglomerado; ou 2) contrata uma empresa que faça exclusivamente serviços bancários. Ou seja, se você quiser criar uma empresa para prestar serviços bancários aos bancos, agora pode.

Viomundo – Liberou geral?

Juvandia Moreira Leite – Os critérios para a contratação de correspondentes estão cada vez menos rígidos. Os próprios bancos podem agora abri-los. Para ganhar mais dinheiro, vão preferir abrir um correspondente a uma agência, já que não precisam seguir as normas de segurança bancária nem os direitos trabalhistas dos bancários. Por isso, agora, os próprios bancos poderão ter as suas “biboquinhas”.

Viomundo — Os trabalhadores dos correspondentes têm consciência da exploração a que são submetidos?

Juvandia Moreira Leite — Apesar da carga de trabalho muito maior, eles não têm consciência do valor que agregam à instituição financeira sem receber um tostão a mais por isso. Mas já há casos de ex-funcionários que acionaram a Justiça, pedindo a equiparação de direitos com a categoria bancária.  Boa parte deles tem ganhado a causa.

Viomundo Quer dizer que o BC acaba legislando sobre relações do trabalho?

Juvandia Moreira Leite – Da forma como atua, sim, pois possibilita a alteração do contrato de trabalho. Com estas normas, o BC está criando uma função de trabalho, sem regulamentação. E, assim, está extrapolando seu papel que é fiscalizar e regular a atuação dos bancos e não de legislar sobre questões trabalhistas.

Viomundo – A que sindicato os funcionários de correspondentes deveriam recorrer para acionar a Justiça?

Juvandia Moreira Leite — Depende do local de trabalho. Se ele trabalha em loja, é representado pelos comerciários; em banco postal, pelo sindicato dos Correios.

Viomundo – E vocês o que pretendem fazer em relação à nova norma do BC?

Juvandia Moreira Leite –  Estamos estudando medidas judiciais para contrapor essa ação do Banco Central, uma vez que o órgão está extrapolando sua função. Seguiremos, promovendo o debate com a sociedade, para mostrar que correspondente bancário deve servir para inclusão bancária e não para precarização do emprego e da prestação de serviço. Levaremos também essa pauta ao Congresso Nacional e ao governo federal.

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134 comentários

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hugo

09 de maio de 2011 às 12h20

A estudanta, a chefa e a ignorância agradecem o título.

Responder

paulo

29 de abril de 2011 às 21h39

Excelente essa matéria . Eu deixei de usar agências lotéricas p/ serviços por muitos motivos . Segurança nenhuma , as pessoas fazem fila na calçada , c/ grana na mão ficam expostos à malandragem , depois qdo vc chega à boca do caixa é atendido por pessoas grosseiras , sem nenhum preparo e q ainda acham q estnao lhe prestando um grande favor . Um absurdo mas tbm tem uma coisa tipíca de nossa cultura , não reclamamos ou nnao somos ouvido mesmo qdo isso acontece e aí a coisa se normatiza e passamos achar tudo normal etc e tal . Depois vão culpar os bandido de rua e esquecem de culpar esses bandidos banqueiros e sem pudor algum c/ o su freguês . Haja ¡¡¡
Paulo

Responder

Messias Macedo

28 de abril de 2011 às 21h40

[Data venia]

"Além disso, será mantida uma mesa setorial permanente de negociação, o que demonstra o empenho do governo em solucionar o impasse. Tudo isso só demonstra que num governo democrático, os impasses, como as greves, são resolvidos com bom senso, diálogo e ações concretas".
Deputado Emiliano José
Fonte: Site Informes PT na Câmara
##########################
INFORME PUBLICITÁRIO

GOVERNO DA BAHIA FAZ MAIS PELO ENSINO SUPERIOR
GOVERNO CORTA SALÁRIO DE PROFESSORES GREVISTAS
Fonte: http://www.bahianoticias.com.br
________________________________________
16:20:59

________________________________________
############################
INFORME PUBLICITÁRIO (sic)

Que decepção! O governo que nós elegemos, cortar os salários dos docentes das Universidades – ato arbitrário, estúpido, violento… – perpetrado na véspera do dia do pagamento dos servidores! É este o governo democrático "que afirma não negociar com grevistas!" Um governador & os seus asseclas que "se fizeram nas greves, nas greves, nas greves…"

República de 'Nois' Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Aurélio

28 de abril de 2011 às 21h31

Fora de pauta.

No Globo online: Quadrilha frauda Receita em R$ 25 milhões com declarações falsas".

Em Fortaleza, muitos médicos, dentistas e fisioterapeutas costumam vender recibo à luz do dia para quem quer pagar menos imposto de renda.
Eles cobram de 7 a 10% do valor do recibo. É uma grande festa.

É sempre assim: os que pagam pagam muito para tapar o buraco feito por aqueles que pagam muito pouco ou quase nada.

Zorra total.

Responder

alexandre

28 de abril de 2011 às 21h06

quando vamos ao banco do brasil pagar uma boleta que nao é do bb,
somos indicado a ir ao banco popular , sempre em frente á agencia do bb
ou seja os funcionarios do banco do brasil que ja nao faziam nada, agora
fazem menos ainda, é uma beleza.

Responder

Rogério Leonardo

28 de abril de 2011 às 20h33

Só há duas possibilidades para as pessoas que defendem Bancos (o câncer da sociedade capitalista):

a) ou é um banqueiro, e essa é uma boa justificativa (afinal o sujeito estaria defendendo seus milhões);

b) ou é um membro da direção (gerente, diretores e assemelhados), o que também se justifica (são muito bem remunerados para isso).

Se você não se enquadra nas duas categorias acima e ainda defende as práticas dos protegidos pelo Banco Central, sinto muito, você é um perfeito imbecil.

Responder

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 10h50

    Posso falar por mim: estou defendendo o interesse de qualquer empreendedor de empregar o número de funcionários que bem entender, desde que respeitadas as normas trabalhistas e os acordos sindicais vigentes. Os bancos remuneram de acordo com a CLT, dão dissídios anuais, dão férias remuneradas, décimo-terceiro salário, participação nos resultados de acordo com suas políticas internas, etc. Mas eles, como qualquer empreendedor, não podem ser obrigados a manter funcionários só para evitar um desemprego em massa – que nunca existiu nem existirá. Funções laborais surgem, consolidam-se, declinam, eventualmente morrem. Os navios de hoje não usam mais remadores, as minas de carvão são automatizadas, as cabines de pedágio contam com sistemas automáticos, e mesmo assim o Brasil nunca teve um desemprego tão baixo.

    Em tempo: o Lula criou tantas universidades federais, que vocês 'progressistas' exaltam a todo momento, para formar profissionais de alta especialização, e não trabalhadores de serviço repetitivo. É nisso que o Brasil deve se focar!

ZePovinho

28 de abril de 2011 às 16h36

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9

Mais de 70% da riqueza da Rússia pertence a 0,2% de famílias

Em 2011 cerca de 70% da riqueza nacional da Rússia se concentra nas mãos de 0,2% das famílias existentes no país, declarou nesta quarta-feira o vice-presidente do Tribunal de Contas do país, Valiéri Goriegliad.
"Reconhecemos que 0,2% das famílias da Federação Russa controla quase 70% da riqueza nacional. Essa desigualdade não pode incentivar o crescimento econômico", considera.

Goriegliad disse que vê o problema "não a partir do ponto de vista da Justiça social, mas do ponto de vista da eficiência econômica", opina.

A seu juízo, não se pode ter um modelo econômico estável quando o Estado deve manter quase solitariamente o setor social.

"Na Federação Russa, o sistema de distribuição de renda é extremamente deformado e constitui-se num fator de contenção do desenvolvimento econômico", agregou.

Por último, observou que, de nenhuma maneira, deve-se "aumentar de forma infundamentada os salários, sem o respectivo crescimento do rendimento do trabalho", acredita.

"Hoje, o salário médio na Federação Russa é de cerca de 40% a 60% do salário médio europeu. Na realidade, o rendimento do trabalho nas empresas russas não cresce tão rapidamente", disse o vice-presidente do Tribunal de Contas da Rússia.

A disparidade social na Rússia hoje é consequência direta da reinstauração do capitalismo no país, há 20 anos, em primeiro lugar sob a batuta de Mikhail Gorbachov, que desintegrou o que restava do socialismo na URSS e em seguida à completa capitulação promovida por Boris Iéltsin.

Com informações da RIA Novosti

Responder

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h18

    A situação parece muito a de 20 ou 30 anos atrás.

FrancoAtirador

28 de abril de 2011 às 14h35

.
.
Os empreendedores paulistanos

(leia-se: sonegadores e exploradores do trabalho alheio)

hoje bateram aqui no Viomundo.
.
.
Eles têm horror desses sindicatos

que vivem "entrando" com ação trabalhista

pedindo hora extra, domingos e feriados trabalhados,

vale-transporte, vale-alimentação, 13º, férias, FGTS…
.
.

Responder

    Elton

    28 de abril de 2011 às 15h29

    Alguns desejam aqui o que vale nos EUA, não pagar horas e dias não "trabalhados", férias remuneradas? Pra essas pessoas é "coisa do demônio"! Horas extras? Pra quê? O trabalhador deve mostrar COMPROMETIMENTO com o patrão e CALAR A BOCA!
    Por isso tais sujeitos odeiam sindicatos. Vai ver são gerentinhos a mando de seus chefes.

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 17h25

    .
    .
    Exatamente.

    São os mesmos que querem a "reforma trabalhista",

    o que significa dizer a "extinção do direito do trabalho".
    .
    .

    FrancoAtirador

    29 de abril de 2011 às 09h36

    .
    .
    Com toda razão, Elton.

    E são precisamente esses que querem a "reforma trabalhista",

    o que significa dizer a "extinção do direito do trabalho".
    .
    .

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h20

    Eu pessoalmente não sou contra nenhum desses direitos, muito pelo contrário. Só não quero patrão sustentando gente simplesmente porque se a profissão for extinta x pessoas ficarão desempregadas.

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 17h54

    .
    .
    Coitados dos banqueiros explorados pelos bancários vagabundos.
    .
    .

    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h35

    Piada sua né? E aonde um empresário particular faz isso? Você é empregado ou patrão afinal? Se for empregado seja lá onde for, teu discurso é pra lá de incoerente!

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h01

    Sou empregado, ora. Mas insisto que não faz sentido onerar o patrão com a existência de funcionários que não precisam existir. Só isso.

isaías dalle

28 de abril de 2011 às 13h16

Juvandia, as relações de trabalho vão assumindo cada vez mais formas de perversidade sutis. A terceirização, apresentada à sociedade como algo moderno, é uma delas. Vamos pressionar para que o projeto de legislação que o movimento sindical apresentou ao Congresso para garantir os direitos dos terceirizados siga adiante. Parabéns ao Vi o Mundo por trabalhar pautas assim.

Responder

Arthur Henrique: Pelo fim das humilhações nas perícias do INSS | Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de abril de 2011 às 12h43

[…] Leia aqui a denúncia de Juvandia Moreira Leite, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paul…   […]

Responder

Nelson Canesin

28 de abril de 2011 às 11h17

Em pouco tempo o Brasil vai estar entre os CINCO países mais ricos do planeta, e os nossos trabalhadores, em que posição estarão neste ranking? Depois que FHC abriu as comportas para a terceirização, alegando a necessidade de flexibilizar para gerar empregos, os empresários, espertamente, tiraram trabalhadores de categorias fortes e organizadas, como bancários, metalúrgicos e químicos e passaram a contratar terceirizados – ligados a sindicatos cartoriais – para fazerem o mesmo trabalho por menos da metade do preço. Os correspondentes bancários seguem na mesma linha, os bancos para os clientes classe A e o povão para os correspondentes bancários. Se queremos um país de primeiro mundo temos que ter trabalhadores de primeiro mundo. TRABALHO DECENTE, é o que precisamos.

Responder

assalariado.

28 de abril de 2011 às 10h04

Para Pedro Luis Paredes:

Quando entramos em debates,temos 2 caminhos a seguir.1)Apresentamos argumentos contrapostos aos debatedores ou; 2) Desqualificamos os argumentos do oponente e em seguida partimos para o ataque pessoal(trouxa),tipico de um capitalista liberal,como voce mesmo se diz. Nada mais conservador do que um Liberal e seu irmão carnal neoliberal,farinha do mesmo saco. Vivemos numa sociedade de luta de classes(capital x trabalho) .Voce defende a divisão dos lucros,ou seja a eterna exploração do capital sobre o trabalho e,pelo seu discurso/jeito de voce falar nós estamos em campos opostos.Eu falo como explorado e voce como explorador.Eu porém, defendo o fim da exploração patronal capitalista(seja estatal ou privado), porque os dois patrões extraem MAIS VALIA dos assalariados em geral.Socialismo ou Barbarie!

Responder

    Elton

    28 de abril de 2011 às 15h32

    Na opinião do Pedro PAredes, se é socialista, é inificiente, incompetente, se é capitalista é de DEUS, é milagroso, é iluminado, é prosperidade!!!
    Pra quem "trabalha" é claro, ele deve achar que vive bem porque "trabalha" e socialismo é coisa "pra proteger pobre vagabundo"………
    Conheço esse discurso pretensamente "sólido"………………

    Pedro Luiz Paredes

    28 de abril de 2011 às 21h55

    Eu não tenho patrão nem empregado meu caro.
    Ganho dinheiro assim.
    Decidi a muito tempo não ser escravo de ninguém.
    Me desculpe!

    Pedro Luiz Paredes

    28 de abril de 2011 às 21h53

    Assalariado…
    Eu apresentei argumentos, quais não obtiveram contra pontos de vossa parte. A prova disso é que você não respondeu lá, e sim aqui, longe.
    Se distanciou para que ninguém os visse e percebesse a sua total falta de razão.
    Você sintetizou um texto de 32 linhas em uma palavra e quer orar sobre argumentos?
    Isso é atitude natural de quem foge.
    Não esquenta, você não foi o primeiro assim que encontrei.
    Eu adoro uma discussão construtiva, então se tiver argumentos para apresentar vai lá embaixo e apresenta.
    Não seja covarde novamente.

ZePovinho

28 de abril de 2011 às 08h48

http://resistir.info/brasil/fattorelli_08fev11.ht

O problema da dívida do Brasil não foi resolvido:no governo Lula agravou-se ainda mais
por Maria Lucia Fattorelli [*]
entrevistada por Stéphanie Jacquemont

Stéphanie Jacquement (SJ): Esteve na Bélgica, como delegada da Auditoria Cidadã da Dívida , do Brasil, por 10 dias de atividades ao lado dos delegados da África, Europa, Ásia e América Latina. O que destaca destas reuniões com os membros da rede CADTM e das atividades em que participou?

Maria Lucia Fattorelli (MLF) : O que destaco, antes de tudo, é a semelhança do processo de endividamento em todas as experiências relatadas pelos representantes das diversas partes do mundo, e o impacto do endividamento nas economias, não somente nos países do Sul, aprisionados em um processo histórico de dominação e exploração, mas também, mais recentemente, nos países europeus. Além dos contatos e importante troca com as pessoas vindas das quatro partes do mundo – o que é fundamental para enriquecer nossas lutas – as atividades organizadas pelo CADTM permitiram ajudar a identificar tendências, tal como o avanço do privilégio do setor financeiro, e pontos importantes ao nível de análise política. O primeiro ponto, em minha opinião, é o processo global de transformação da dívida externa em interna. Esta dívida chamada de interna encontra-se, de fato, nas mãos dos estrangeiros, o que nos obriga a rever o conceito de dívida interna. A dívida interna é, de alguma forma, a nova face da dívida externa. Outro ponto a ser lembrado: a transferência líquida de capitais dos países do Sul para os países do Norte, o que mostra que a dívida não foi usada para financiar investimentos, mas que ela funciona, ao contrário, como um mecanismo de extração das riquezas do Sul, que em muitos casos, acabam nos bolsos dos bancos privados. Além disso, esses países do Sul sofreram e sofrem ainda os efeitos da crise financeira que exacerbou problemas sociais, como salientaram os testemunhos dos delegados do CADTM presentes. ………………………………………………..

Responder

Heitor Rodrigues

28 de abril de 2011 às 08h36

Em dezembro de 2010 eram 165.228 correspondentes bancários no país. Vamos supor que 3 empregados façam o trabalho das agências bancárias em cada ponto. São – no mínimo – menos 500 mil empregos não criados no ofício mais filho da puta que conheço. Fui bancário por 20 anos.

Responder

    Fabio SP

    28 de abril de 2011 às 10h06

    São 500 mil empregados bancários, ou seja, ligado ao Sindicato.

    Esse é o x da questão. O sindicato quer massa de manobra. É isso que incomoda.

    Agora outros 500 mil foram criados em vários lugares.

flavio jose

28 de abril de 2011 às 07h37

PARABENS SR. KLAUS. O jogo de interesse fica acima das necessidades do consumidor. Na maioria das grandes cidades existe lei para multar os bancos quando do cliente ultrapassa determinados minutos esperando na fila. Por se tratar de Lei municipal, nenhum prefeito tem moral para fazer cumprir a lei.

Responder

j.felix

28 de abril de 2011 às 07h27

bancos sao assim e assim mesmo, nao produzem uma agulha sequer,vivem de especulaçao,geram cada vez menos empregos e sao as empresas qmais lucram no pais.Colocam os setores produtivos da economia como agricultura,construçao civil,industria de alimentos metalmecanica e muitas osutras no chinelo

Responder

FrancoAtirador

28 de abril de 2011 às 02h07

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Os banqueiros são gênios do mal. Inventaram o caixa eletrônico.

O CAIXA ELETRÔNICO NADA MAIS É DO QUE A MÁQUINA

QUE FAZ O CLIENTE TRABALHAR PARA O BANCO.
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Responder

    Lucas

    28 de abril de 2011 às 11h15

    Os donos de restaurante também…com o tal buffet.
    O comensal faz o trabalho do garçon.
    E mais uma centena de exemplos do tipo.

    Agora: vc prefere apertar meia dúzia de botões no caixa em um shopping ou mesmo na rua onde vc já esteja ou ir até o banco, pegar duas horas de trânsito mais meia hora de fila para sacar dinheiro na caixa?

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 11h48

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    Eu preferiria que houvesse a presença de, pelo menos, um funcionário do banco,

    para o caso das cédulas ficarem retidas no caixa eletrônico, quando do saque.

    Fato este que, não raro, acontece.
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    Fabio SP

    28 de abril de 2011 às 13h03

    Vamos criar o cargo de "baby-sitter" de caixa eletrônico? É o fim da picada.

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 13h49

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    Não, Bebezão paulistano,

    Esse cargo já existe nas agências bancárias: são as estagiárias exploradas.

    Aliás, o estágio é outra forma que os banqueiros usam para driblar a legislação trabalhista.
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    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h27

    Explorado? Uma pessoa que recebe um salário mínimo para fazer… o mínimo? Ficar em pé olhando pessoas usando caixas eletrônicos?

    Vocês acham que dar 10 mil reais por mês na mão de cada um, às custas do patrão – que vai tirar o dinheiro do limbo, porque do bolso que não dá – resolveria tudo, né?

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 18h15

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    Errado.

    O patrão paga o que quiser ao estagiário que substitui um empregado formal.

    "O estágio não caracteriza vínculo de emprego de qualquer natureza, não sendo devidos encargos sociais, trabalhistas e previdenciários" (art. 3º e 15 da Lei nº 11.788/2008).

    Na verdade, o que todo patrão quer é que qualquer trabalhador seja um estagiário.
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    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h38

    Fala patrãozinho! O senhor é quem manda e se vier a espirrar amanhã: SAÚDE!

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 13h23

    Engraçado, comigo nunca aconteceu nenhum problema relevante (com prejuízo financeiro para mim, como retenção de cédulas) usando ATMs. Quando foi a última vez que você usou um caixa eletrônico, 1992?

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 14h12

    .
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    Nem te preocupa.

    Um dia, ainda vai acontecer contigo.

    Aí, tu vais reclamar p'r'o teu amigo banqueiro,

    se é que tu não és um.
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    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h25

    Quem dera, eu ser banqueiro… o Viomundo é um ambiente curioso, por vezes. Se você defende uma linha de pensamento diferente da professada pela média dos visitantes e autores do sítio, você é "banqueiro", "capitalista", "burguês". É impossível que você simplesmente pense diferente, defenda ideias diferentes. Você é mau e ponto final.

    FrancoAtirador

    28 de abril de 2011 às 17h49

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    "No fundo, é chororô, aquele medo de perder as tetas onde há tanto se mama."

    Brilhante linha de pensamento. Uma idéia diferente de Bruno, o Banqueiro.
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    Elton

    28 de abril de 2011 às 15h35

    Você vive de modo perfeito, "seo Bruno", todos nós é que somos um bando de descontentes que ficamos aqui só produzindo veneno………….

Thomas Morus

28 de abril de 2011 às 00h13

Você conhece alguém aposentado pelo BRADESCO?
Eu não …. hiiii O que isto significa????

Responder

    j.felix

    28 de abril de 2011 às 07h17

    E isso ai Thomas eu tambem ja fiz essa pergunta a varias pessoas e a resposta e sempre "NAO"

    Elton

    28 de abril de 2011 às 15h36

    Nem pelo HSBC, nem ITAÚ…………………….

gilberto silva

28 de abril de 2011 às 00h03

Resumindo……esta tudo uma m……………

Responder

jbmartins

27 de abril de 2011 às 23h35

Um Problema gravíssimo fica ai sem muita divulgação, é a falta de segurança nas Lotericas e Correspodente Bancarios, ha muitos assaltos, ficando os clientes do Banco a merce dos bandidos e os banqueiros faturando alto.

Responder

    Fabio SP

    28 de abril de 2011 às 00h17

    Vamos dizer a verdade?

    O Sindicato dos bancários vem perdendo massa de manobra, essa é a razão. O resto da explicação é resto.

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h18

    Resumiu muito bem, Fabio. No fundo, é chororô, aquele medo de perder as tetas onde há tanto se mama.

Edemilson

27 de abril de 2011 às 23h10

A abordagem da presidenta está correta, mas setorizada e incompleta. Faltou abordar outra parte extremamente precarizada que é a dos "empresários" correspondentes bancários. Correm todos os riscos, inclusive o da própria vida, fazem o trabalho pesado que os bancos não querem e recebem migalhas. Nesta situação teriam condições de pagar salários similares aos dos bancários para os seus funcionários??????????? Para subsidiar a reflexão de todos, vamos a um exemplo: As empresas emitem um boleto para você, contribuinte, e geralmente cobram uma taxa, que chega até a R$ 3,80. O correspondente bancário recebe entre 0,20 e 0,35 para fazer o recebimento, correr o risco de enviar o dinheiro para depósito no banco, além dos demais riscos operacionais e trabalhistas. Não há qualquer dúvida que os bancos ganham horrores de dinheiro e os correspondentes são seus escravos. E os bancões ainda chamam isso de parceria. Acredite se quiser.

Responder

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h22

    Escravos?! Quem os obriga??

    Conheço meia dúzia de microempresários com serviços de correspondência bancária, aqui em São Paulo mesmo. Todos falam que o valor por transação é baixo, mas vale muito a pena pelo volume e pela atração de movimento às lojas. E esse papinho de segurança, por favor, né… em um banco existem algumas ordens de grandeza de dinheiro a mais do que em lojinhas de bairro, e a movimentação financeira nem aumenta tanto assim.

    Edemilson

    28 de abril de 2011 às 21h04

    Procure se informar primeiro sobre os volumes financeiros transacionados em uma lotérica e depois se posicione melhor sobre "esse papinho de segurança".

    Rebeca

    16 de maio de 2011 às 21h33

    Meu somos Trabalhadores tambem precisamos ganhar nosso pão de cada dia ,e voces ai de cima chama nosso negocio de Biboca ,Agora que eu sai da linha de extrema pobreza,voces querem nos crucificar Azenha socorro deixa eu comer meu bife e meu filho frequentar a faculdade paga com a receita da Biboca

Reinaldo

27 de abril de 2011 às 22h25

Sou bancário e ha algum tempo atras fiz um curso presencial no Banco , onde o preletor falava sobre a necessidade da sociedade se manifestar contra o "sistema" posto que com o uso de correspondentes, internet, caixa elettronico, etc. os bancos estão na verdade fugindo de prestar serviços. concordei com ele e ainda concordo; alguém acima objetou que não dá pra ficar sem internet, é fato até mesmo eu como bancário uso-a para pagamentos e transferencias, mas isso não invalida a luta que devia haver pela sociedade para gerar ,com as tarifas abusivas que paga, postos de trabalho para seus cidadãos.
Recentemente para que voces tenham uma ideia, o banco (agencia) em que trabalho, recebeu em seu quadro 30 novos funcionários; sabe destes quantos foram destinados ao caixa? apenas 1(um) isso mesmo, um , os demais foram destinados ao "atendimento", venda de produtos em outras palavras. os colegas pensaram que agora as metas iam ser cumpridas facilmente, engano! em uma reunião com a superitendencia foi deixado bem claro que essa agencia estava acostumada a "entregar" "x" e que agora com o novo efetivo iria "entregar" o dobro; foi um desanimo geral , pois os colegas ja abarrotados de serviço e metas pensaram que teriam ajuda com o novo efetivo mas tiveram foi aumento de metas e serviços. e o atendimento ao publico não melhorou. Da pra perceber né apenas um caixa a mais

Responder

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h24

    Os bancos não estão fugindo de obrigações, eles as estão terceirizando. O futuro, graças a Deus, é o banco sem agências. Tudo resolvido pela internet, pelo ATM, e a fração mínima da população que ainda pagar contas "na agência" daqui a alguns anos vai ter como fazê-lo no mercado, na quitanda, etc., com menos filas, em um ambiente menos claustrofóbico, etc. Saiam dessa cantilena sindicalista, por favor!

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h10

    Ô seu Bruno, você sugere parar com a "cantilena" sindicalista……..das duas uma: Ou você é empresário ou tem seu bom emprego, estável e não está "nem aí" pro resto. Só pensa em sua própria comodidade e deve sofrer de claustrofobia……

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h31

    Não sou empresário – nem pretendo ser, devido às péssimas condições que o Estado Brasileiro impõe aos empreendedores – e meu emprego é estável de acordo com meu desempenho apenas. Aliás, isso nada quer dizer, visto que os maiores reclamões por aqui são justamente os bancários estatais, professores da rede pública e outros "estáveis". Acredito em coisas, e defendo elas. De preferência sem ofender outrem e sugerir condições mentais anômalas (ex. claustrofobia) para justificar o desalinho ideológico.

Luiz Fortaleza

27 de abril de 2011 às 21h10

Por outro lado, descentraliza os serviços e diminui as filas e olha q as filas já são grandes… mas pra quem tem uma visão sobre a restruturação da organização do trabalho sabe que a revolução microeletrônica, cibernética, fez com que postos de trabalhos fossem reduzidos. É o self-service bancário. Em todo processo de revolução das forças produtivas, já dizia o velho Marx, há um conflito com as relações sociais de produção. É resultado das inovações tecnológicas e assim aconteceu na primeira revolução industrial, na segunda e agora na terceira. Trabalhadores perdem postos de trabalhos, ou postos de trabalhos desaparecem. Basta ler o livro do Ricardo Antunes "Os sentidos do trabalho". O problema é que lideranças sindicais se tornaram pragmáticas e não vão ler os clássicos, ficam limitados a ler jornais e cartilhas de partidos e sindicatos… temos q ir a teoria sim… ver o que os críticos clássicos do capitalismo disseram à respeito… e Marx profetiza a substituição do trabalho vivo (ser humano) pelo trabalho morto (máquina) em 1858 nos Grundrisse (Rascunhos da Critica da Economia Política – esboços de O Capital).

Responder

    manoel

    27 de abril de 2011 às 23h41

    Não entendeu nada. Os bancos é que devem atender bem, mas em ambiente bancário, com todas as normas de segurança sendo seguidas, garantindo o bem estar de funcionários e clientes. Autorizar Farmácia e lojas funcionarem como bancos, sem segurança nenhuma é um ato criminoso-.

    Luiz Fortaleza

    28 de abril de 2011 às 00h25

    E desde qdo bco é seguro, amigo? Qtos BBs são assaltados aqui mesmo no Ceará ou mesmo CEFs? Há segurança em algum lugar? Eu, pelo menos, pago em farmácias e loterias, q é mais comodo pra mim e nunca fui assaltado… cada lugar é um lugar… agora tbm a minha questão não está diretamente ligada à entrevista, mas sim a uma questão maior q é a contradição entre as relações de produção existentes e o desenvolvimento das forças produtivas no capitalismo que vai além do que esta questão cotidiana, pragmática. Agora pra entender essas categorias em Marx, é preciso ler A Ideologia Alemã de Marx. Minha questão é teórico-prática. São poucos bancos pra muitas pessoas… haja criar bancos… e capitalista não é burro…

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h27

    Os postos avançados não atuam "como bancos". Eles atendem apenas a algumas atribuições do banco, e sob pagamento razoável – se não fosse, decerto ninguém aceitaria o serviço.

    O que traz o risco à operação de agências bancárias é a concentração do dinheiro. No caso dos correspondentes bancários, pelo menor volume, o dinheiro é pulverizado. Assim, o risco de ser assaltado como correspondente bancário é pouco ou nada maior que o de ser assaltado como comércio comum.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h11

    E você por acaso nunca ouviu falar de assaltos a casas lotéricas? Tá "por fora" hein amigo?

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h33

    Casas lotéricas são casas lotéricas, o negócio delas é o trabalho com grandes volumes de dinheiro vivo. Não é o caso da Quitanda do Zé ou da Padaria do Joaquim, locais que estão expostos ao risco de assaltos independentemente da implementação do sistema de correspondência bancária.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h39

    Quitanda e padaria também não são assaltadas? Em que planeta vc vive? Pára de ser Chato……

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h11

    Quem disse que não são assaltadas? Você sabe interpretar textos, ao menos? Eu disse que estes estabelecimentos "(…) estão expostos ao risco de assaltos independentemente da implementação do sistema de correspondência bancária.", o que quer dizer, INCONFUNDIVELMENTE para qualquer pessoa com educação básica concluída, que a presença de correspondência bancária, a meu ver, não implica em aumento do risco à violência. Isto é, existe um risco à violência ao qual a padoca está exposta, e este risco continua existindo em grau igual quando da implementação de um serviço de pagamento de títulos.

    Se precisar, eu desenho. Não sei se o Intense Debate aceita imagens por aqui, mas eu ponho no photobucket e upo aqui, pode ser?

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 20h59

BERNANKE AVISA

Presidente do Banco Central norte-americano (FED) , Ben Bernanke, em entrevista nesta 4º feira, reiterou aos bons entendedores que a prioridade do império são os interesses imperiais. Os EUA manterão a taxa de juro negativa pelo tempo que for necessário; proverão elevada transfusão de liquidez aos mercados para lubrificar a digestão de dívidas incomensuráveis acumuladas por bancos, rentistas e famílias de classe média, surpreendidos pela crise de 2008 em pleno salto mortal da imprudência contábil pessoal e corporativa. O desafio americano é a dívida, estúpido, parece dizer Bernanke. Obama não vai abandonar a nação quebrada no purgatório falimentar em plena campanha pela reeleição. A dívida decidirá o pleito: republicanos querem empurrá-la goela abaixo do Estado e dos pobres com cortes orçamentários que ressuscitam o espírito da secessão escravocrata. A opção de Obama é a diluição em banho-maria, menos incisiva, mas de purgação longa e perigosa, cujo ônus terá que ser pago por alguém: o mundo. Corporações e midle-class foram à tripa forra nos últimos anos com a aquisição de ativos (casas, ações etc) que agora valem metade ou menos, bem menos em muitos casos, do valor pago originalmente. Dissolver essa imensa feijoada financeira sem corroer mortalmente o estômago da economia requer refinanciamento a juros baixos, plausível com oferta superlativa de dinheiro barato. A taxa de juro reafirmada pelo FED nesta 4º feira é de 0,25% para uma inflação em torno de 2%. Juro negativo. O oposto do que ocorre no Brasil, onde a Selic orbita em torno de 12% para uma inflação que testa o degrau de 6% ao ano: juro real de 6%. A distancia abissal atrai avalanches de capitais especulativos originários do Tio Sam e outras praças globais ao pasto nativo. Essé isso que nos devora. O resto deriva goela abaixo por gravidade. Não há mecanismo de mercado capaz de equilibrar um organismo econômico que oferece ao rentismo mundial um ponto de fuga desse calibre. Ademais, o que o que se chama de ' livre mercado' é isso que está aí e tem em Ben Bernank um guarda-de-esquina vigilante e aplicado. Se alternativa há ela é política e passa por uma nova agenda que inclui controle de capitais e redução de juros, ou seja, o oposto do que apregoa a pátria rentista.
(Carta Maior; 5º feira, 28/04/2011)

Responder

Leônidas

27 de abril de 2011 às 19h52

Sei não, mas tem anos que eu não vejo um caixa de banco para assuntos e pagamentos pessoais.
Só internetbanking.
Nem tanto os correspondentes, mas a internet está atingindo muito mais.
Os correspondentes servem para facilitar, se esta é a estratégia dos banqueiros os bancários devem reagir, mas não contra a facilitação dos usuários, mas em outros ambientes e situações.

Responder

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h30

    O problema é que tem gente que não acessa a internet. Ou que tem medinho de "hacker". Eu mesmo, só vou ao banco dentro da empresa – bem mais vazio -, e só para situações específicas (entenda-se contas a pagar em dinheiro). Mas o futuro é o fim da agência, graças a Deus e à Internet.

robledo duarte

27 de abril de 2011 às 18h50

Tubo bem, mas juntem o sindicato e os banqueiros e nós é que tomamos no fiofó. Com caixas eletrônicos para diminuir o fluxo de pessoas ao banco, ainda existem intermináveis filas para atendimento ao cliente. O grande problema do Brasil é que os serviços sempre primeiro tem o dono e depois os funcionários e em ultimo lugar o cliente.

Responder

    Conceição Lemes

    27 de abril de 2011 às 19h51

    Robledo, os bancos precisam contratar mais bancários. POr que os clientes, os bancários e os funcionários dos correspondentes têm de pagar a conta pelos lucros ABSURDOS dos bancos? Abs

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h34

    E por que eles devem ser obrigados a contratar funcionários de uma profissão em extinção, só para dar empregos para alguém? Concordo que os lucros dos bancos sejam exagerados (embora "ABSURDOS" seja opinião sua), Conceição, mas qual o sentido de impor um custo trabalhista imbecil aos bancos só para "equilibrar a balança"?

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h13

    Eis aqui um legítimo representante empresarial e anti-bancários!!! Todos os "pitacos" de "seo" Bruno são nesse sentido, leiam e confiram por todo este espaço……..achar que lucro de bancos não é absurdo num país como o nosso…………

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h34

    Belo argumento, Elton. Eu sou banqueiro, isso aí. Cada uma…

    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h40

    Se não é gostaria de ser, teu discurso é INTEGRALMENTE em defesa dos banqueiros, logo……

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h16

    Neste aspecto – evitar o progresso pela manutenção de certas profissões – sou defensor, sim, dos banqueiros. E dos donos de postos de gasolina, e dos industriais, e dos donos de empresas de transporte…

    Ivanir Ferreira

    28 de abril de 2011 às 19h11

    Pô mas tu é chato prá ca….ho! Você deve ser filho de algum banqueiro.

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h14

    Meu pai não é banqueiro, mas eu me orgulho dele mesmo assim, pode ter certeza. E mais chato é quem só sabe reclamar que "a culpa é do patrão".

    ma. rosa

    27 de abril de 2011 às 23h05

    no meu bairro tem um desses, correspondentes bancarios" dentro de um supermercado. esta sempre cheio e com filas. o que observo e que os funcionarios do supermercado que ja sao explorados pelo tipo de trabalho que fazem, tambem o sao pelo banco. pois se entendi eles os funcionarios fazem os dois tipos de trabalho: caixa do supermercado e do banco!!! e mole ou querem mais???? e sim precarizaçao do emprego, desvalorizaçao do trabalho e do trabalhador. exploraçao, ganancia financeira, etc.

edson

27 de abril de 2011 às 17h29

E não é só isso… O Banco do Brasil está pulverizando que participa de greves (direito do trabalhador). Recentemente um colega que foi entrevistado pelo setor responsável pelo "gerenciamento de pessoas" de um certa unidade da federação (GEPES), achou estranho o entrevistador falar que o Banco do Brasil NÃO quer no seu quadro de funcionários (da GEPES) pessoas que participaram de greve.

Ou seja, o Banco do Brasil está cada vez mais NEOLIBERAL com o governo Dilma… Ou a Dilma não controla o Banco do Brasil, ou algum neoliberal está infiltrado no governo Dilma com fortes poderes…

Responder

    Carlos Cruz

    27 de abril de 2011 às 21h24

    No governo Dilma, do PT, o BB está cada dia seguindo o exemplo dos bancos privados: maior lucro e a sociaedade (seu dono) que se exploda. O absurdo neoliberal do PT chegou até ao Japão: pela primeira vez funcionarios do BB no Japão fazem greve, exigindo respeito, valorização, fim das metas abusivas (multiplicaram po 8 as metas), fim das demissões sem justa causa. O BB, desde o desgoverno FHC, é usado para cobrir rombos no orçamento fiscal federal, colocando o lucro acima de tudo, precarizando atendimento, excluindo os pobres de suas agencias, impondo metas abusivas de produtos aos seus empregados. É o governo do PT da Dilma, assim como o foi do Lula! E os bancarios, ó…

Marcelo Lincoln

27 de abril de 2011 às 16h39

Porque os bancos não contratam mais para as filas diminuirem?????? O que importa, para os bancos, é a maximização dos lucros, só isso.

Responder

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h37

    E você acredita mesmo que banco ganha dinheiro com pagamento de contas? Isso não chega a 5% do faturamento deles, Marcelo. Banco só recebe conta na agência porque é obrigado – porque certos setores da sociedade querem manter profissões defuntas artificialmente, como os cobradores de ônibus e os frentistas de posto de gasolina. só para evitar a realocação destes funcionários. Ou seja, você onera o empreendedor pela inépcia do Estado em fazer o pouco que se espera dele.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h14

    Eis aqui um neoliberal dos mais típicos!!!!

    Ivanir Ferreira

    28 de abril de 2011 às 19h20

    Você quer um mundo automatizado e que o ser humano (trabalhador) que se lasque! riquinho……..

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h18

    Eu deveria querer um mundo em que pessoas puxam carroças, remam em navios, carregam latas de areia, né? Não importa o quão automatizado fique o Mundo, SEMPRE vai haver espaço para o trabalho do homem.

    Marcelo Lincoln

    29 de abril de 2011 às 16h05

    Caro Bruninho, eu sou bancário. Não me venha explicar como funciona o sistema financeiro. Onera empreeendedor? Vai começar com a ladainha de carga tributária? Não é esse o assunto.

    Marcelo Lincoln

    29 de abril de 2011 às 16h08

    É. Prá você trabalhador não é trabalhador ou empregado é "colaborador", gerente não é gerente ou administrador mas "gestor". Linguajar bonito né, e a exploração continua…..

Bancário

27 de abril de 2011 às 14h36

Sim…e vamos proibir as operações bancárias via internet também, pois com a inclusão digital em curso, estamos perdendo força nas negociações coletivas e movimentos paredistas.
Os saques de numerário em caixas eletrônicos, na medida que esvaziam a atividade dos bancários, também são perniciosos à nossa categoria, devendo ser limitados à utilização em casos de emergência.

Responder

    zhungarian

    27 de abril de 2011 às 19h24

    Aproveite também para abolir a Internet e voltarmos aos anos 80.

    Acorda fiu!

    Estamos em pleno século XXI, e mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. A tendência é esta mesmo, e isso é irreversível: maximização de lucros, diminuição de custos. Portando, quem quiser sobreviver nesse nicho, terá que se especializar, e muito.

    Ou você acha que alguém, em santa consciência, iria abrir mão das facilidade da internet somente para atender a uma reivindicação anacrônica dos bancários? A culpa disso tudo é dos próprios bancários (ou seja, seus sindicatos) que, no passado, quando tinham a faca e o queijo na mão, fizeram generosas concessões em troca de um punhadinho de poder.

    Agora aguentem!

    Fábio

    28 de abril de 2011 às 00h01

    Se estamos empleno século XXI, porque o aumento dos correspondentes bancários??? As pessoas não sabem usar a internet ou preferem um atendimento "humanizado"? fica a pergunta.

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 13h33

    Quem não sabe usar a internet ou não confia na segurança das operações on-line tem a opção de ir a um ambiente mais amigável, rápido e polivalente que a agência. Pode-se ir à farmácia pagar uma conta, e lá comprar remédios, por exemplo.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h14

    Você é um EXEMPLO de "homem de negócios"…….rsrsrsrs………

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h36

    Que não desperdiça duas horas por semana na fila do banco para fazer o que pode ser feito durante minhas compras semanais na quitanda da esquina em míseros dez minutos? Isso mesmo. Time is money ;)

    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h42

    Viu? Agora tá explicado!!!! Mas deve ser micromicromicro empresário com mentalidade que com certeza, se tiver empregados é daqueles que engrossa as fileiras dos que lutam pela "flexibilização" das leis trabalhistas……………

    Ivanir Ferreira

    28 de abril de 2011 às 19h24

    Capitalista!

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h19

    Isso seria um xingamento? Tá bom, então. FEIA!

    Fábio

    29 de abril de 2011 às 01h12

    Interessante. Vejo que vc não entendeu a materia. Ela fala justamente sobre a precarização dos serviços bancários. O funcionário dessa tal "quitanda" exerce duas funções (bancário e comerciário) sem os direitos da categoria bancária. Ainda tem a questão da segurança dos serviços. Vc acha que a "quitanda" da esquina pode te oferecer segurança em seus dez míseros minutos?? Ela também oferece segurança ao comerciário que exerce as duas atividades o dia todo?? Essa quitanda tem seguranças, detector de metais, sistema de video, plano de segurança elaborado por empresa de segurança e fiscalizado pela policia federal??? Ao meu entender, quem ganha com isso não é vc, quem ganha são os bancos com redução de custos operacionais.

    Bruno

    29 de abril de 2011 às 11h30

    O funcionário do comércio realiza as duas operações sem prejuízo do serviço. Se houvesse algum prejuízo relevante, o dono do estabelecimento com certeza não trocaria a boa imagem de seu ponto frente a uma clientela cada dia mais exigente por um punhado de reais por dia. Ou seja, não existe precarização do serviço de pagamento de contas. Além disso, você está tão seguro na "quitanda" imaginada pagando contas quanto está quando a visita comprando tomates. Já no banco você pode estar cercado de seguranças armados, portas giratórias, mas é bem mais provável que você esteja sendo observado pelos olheiros da "saidinha de banco". Neste aspecto, você está sim mais seguro pagando suas contas no correspondente.

    Na óptica do usuário do serviço bancário, o importante é que ir ao correspondente é em geral mais rápido e prático que ir ao banco. Pouco importa se o banqueiro, como você disse, ganha "com redução de custos operacionais", porque o cliente também ganha no processo.

    Para terminar de vez esse assunto e ir defender meus ideais sobre outros temas mais importantes, visto que cansei de falar a quem não escuta: a "presidenta" do Sindicato dos Bancários não fala a verdade quando fala em precarização. Ela quer chamar a atenção para sua causa (que ela tem claro direito de defender e eu tenho de atacar) apelando para um sentimento do público acerca de uma "piora" nos serviços. O problema é que o usuário do serviço extra-agência não se incomoda em usá-lo, muito pelo contrário: se beneficia e muito dele. Assim não dá para ela acertar o alvo.

Marcelo Lincoln

27 de abril de 2011 às 14h28

Caro Duvaldisko, quem está equivocado é você. Não entendeu a matéria. Ela não diz sobre a diminuição no tamanho da categoria mas a precarização do emprego (trabalhadores fazendo a mesma função com direitos rebaixados), e tem mais, não conseguimos eleger um vereador, tem razão, mas elegemos prefeito e deputado, no estado.

Responder

Marcelo Lincoln

27 de abril de 2011 às 14h20

Nós bancários agradecemos o espaço que o blog deu a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, mas tem também a questão das cooperativas de crédito que fundararm uma federação para burlar as convenções coletivas firmadas pelos sindicatos dos bancários atuantes

Responder

Klaus

27 de abril de 2011 às 14h04

Quem quer suportar o custo político de acabar com os correspondentes bancários e colocar todo este povo que os utiliza de volta à fila dos bancos? A presidenta do sindicato está em seu papel e procura defender o emprego de seus sindicalizados, mas se fizer uma pesquisa com o povão, este prefere enfrentar menos filas. E o povão, que não tem acesso à internet para pagar suas contas, e também não tem débito automático, é o principal beneficiário destes correspondetes bancários.

Responder

    Elton

    27 de abril de 2011 às 16h41

    Prezado cidadão, o problema é a difusão descontrolada desses correspondentes. Se fosse com sua categoria profissional, o que pensaria?

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h42

    Eu começaria a me preparar para outra carreira, sinceramente. Insisto: não existe espaço para manutenção ARTIFICIAL de empregos, sejam públicos ou privados, porque alguém acaba pagando a conta. O Governo, o Sindicato dos Bancários, a Febraban, etc., devem procurar uma solução para encaixar – seja em posições intrabancárias ou em outras carreiras – os bancários. Mas é inegável que a fila de banco é um ambiente caro para o banqueiro, lento para o cliente e perigoso em termos de segurança pública.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h16

    É fácil né? Perdeu o emprego? Mude de profissão! Assim….num estalar de dedos!!!!!

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 17h38

    Não em um estalar de dedos, não seja tão tacanho. Mas a profissão de bancário está minguando há pelo menos 10 anos. Eu conheço vários ex-bancários – alguns por opção, outros por demissão. E todos seguiram a vida em outras carreiras, ora.

    Elton

    28 de abril de 2011 às 18h43

    Tacanha é a sua forma de pensar, unidirecional. Não me ofenda por favor, ARGUMENTE!

    Fabio SP

    28 de abril de 2011 às 13h16

    Eu fiquei chateado com a extinção da categoria dos "cavalariços" que existiam no começo do século XX!!!

    O "bancário" foi inventado para receber depósitos e prover retiradas, que eram transações relacionadas diretamente entre cliente e o banco. Aí começou a receber pagamento de títulos, contas de água, luz, etc… Com isso a categoria inchou e se achou a rainha da cocada preta. Nos tempos de FHC era praticamente 1 greve por mês, sempre com a ladainha de que lutavam pela categoria, que o cliente tinha que entender, etc… Pois bem, veio a era LULA. Reinvidicações, nem pensar, apesar de os bancos continuarem lucrando cada vez mais. Não vamos atrapalhar o cumpanhero Lula. E cada vez mais perdendo os "bancários". Agora vem chorar, arrumando desculpas para a evolução da tecnologia… e se dizem progressistas. São uns retrógrados, isso sim.

    Lucas

    27 de abril de 2011 às 18h15

    Não acho que o povão seja o principal beneficiário. O principal beneficiário são os bancos, como bem explica o artigo. Poderia se acabar com as filas também contratando-se mais bancários e botando mais caixas pra funcionar nos bancos (em, minha experiência, não é incomum menos da metade dos caixas de um banco efetivamente funcionarem). Além, é claro, de se abrir mais agências.

    É a tal da mais valia, infelizmente. Sai mais barato pros banqueiros instalar caixas eletrônicos e deixar as lotéricas cuidarem do problema das filas do que investir em mais empregados e melhor qualidade de serviço. Assim eles aumentam ainda mais o lucro astronômico e ultrajante de seus negócios. E bancos "públicos" não são muito diferentes, apesar de suas tarifas serem um pouco menos ridiculamente altas.

    Klaus

    27 de abril de 2011 às 21h04

    Principal beneficiário dentre os clientes. cliente rico ou remediado nao precisa do correspondente bancario.

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 13h39 Responder

Durvaldisko

27 de abril de 2011 às 13h16

Atividades bancárias,completas,somente nas agências. "Correspondentes",apenas,pagam e recebem. Lotérica,pode ser enquadrada com desvio de função?Recebe dinheiro de apostas e paga prêmio até de R$800 reais.Também ,é agente do governo federal,recebendo contribuições sociais.Agência, é totalmente diferente, em responsabilidade e atividades. A "presidenta" do Sindicato,ou é ignorante ,ou desonesta.A classe foi esvaziada desde a introdução de "caixas eletrõnicos",terminais multi tarefas em quiosques,postos de gasolina e uma infinidade de locais.Atualmente, não consegue eleger nem vereador perdendo peso e expressão política.

Responder

Pedro Luiz Paredes

27 de abril de 2011 às 13h08

Minha filha; se os estabelecimentos fazem isso é porque tem alguma vantagem.
Se ta bom para os bancos, para os estabelecimentos e para o usuário, você não tem nada com isso.
Todos entendem e podem tomar as decisões por si só quanto á segurança. Ninguém é tonto. Seja assim, super protetora, com seus filhos e deixe os outros em paz.
Para mim é vantagem ver o banco lotado e ter a opção de pagar as contas na farmácia de frete ao banco.
Não partilho da sua opinião e tem mais; você esta deixando de atacar problemas muito maiores como o desrespeito dos bancos e do estado aos direitos consumeristas, e os juros absurdos que estão cobrando, inclusive os que você, ai sim, esta pagando, para ficar de picuinha.
Se todos que fazem isso focassem no que é importante resolveríamos problemas muito maiores.
Por isso os bancos devem estar muito felizes com você! Não faz nada de contundente e ainda desvia o foco dos problemas que realmente precisam ser resolvidos.

Responder

    Elton

    27 de abril de 2011 às 16h43

    É a velha históra do "não tenho nada com isso", ou "pra mim está bom assim"………quando não "arde" no nosso……..

    assalariado.

    27 de abril de 2011 às 18h44

    Pedro,pela 2ª vez,através de seus comentários,observo que,voce não entende nada do mundo do trabalho.Acho que vc nunca pisou dentro de uma fabrica/escritório e trabalhou 44 horas semanais,não entende da exploração capitalista, nada da relação capital x trabalho.A 1ª vez foi +- 1 ano atrás quando o Miro Borges questionou(através de um post aqui no viomundo),o aumento da taxa SELIC,e que isto iria gerar desemprego, voce caiu de pau pra cima do Miro dizendo que,o aumento dos juros era necessário, coisa e tal… assim defendendo os interesses das elites.Hoje vc fala à dirigente bancária com palavras como que,fosse um dos banqueiros agiota deste país.O que ela questiona é a terceirização/quarteirização dos serviços bancarios sendo que estes terceirizados/quarteirizados assalariados não tem os mesmos direitos trabalhistas do que os bancários.Além do mais o BC,como já é sabido,é controlado pela banca dos especuladores e agiotas internacionais do capital,sendo assim eles criam leis para favorecer quem mesmo?

    Saudações Socialistas.

    Pedro Luiz Paredes

    27 de abril de 2011 às 21h44

    Olá assalariado, com certeza minhas colocações não estão contextualizadas na sua observação. A sintetização ou relativização de suas observações, nem de longe expressam a minha real opinião sobre a economia e as prerrogativas de natureza laboral.
    Não vou discutir economia pois socialista não entende nada de economia e isso você tem que admitir. Posso até tentar explicar, mas denovo, vai ser inútil.
    Quem sabe o dia que você digerir um conceito liberal (não estou falando de neo-liberalismo, cuidado com a interpretação). Mas posso te dizer que entendo um pouco sobre a segunda questão em pauta. Até porque é de minha formação saber um pouquinho sobre essas coisas.
    O que eu disse é que pago contas em uma farmácia onde tem uma caixa contratada pela farmácia que cobra os remédios e boletos também. Ela não é funcionária do banco e muito menos esta ali servindo tão somente o banco. Não acho que ela deva se beneficiar das mesmas prerrogativas de um funcionário de banco, até porque com elas viriam mais responsabilidades como trabalhar depois do expediente, entre outras.
    Quando se abre um estabelecimento só para recebimento não há a natureza bancária pois só há o recebimento. Não há saques e um monte de outros serviços que justificariam a caracterização da unidade como sendo de natureza bancária. Esse serviço é muito bom para a população "assalariada" ou não.
    Só para você não ficar chateado comigo te falo que defendo o calote completo da dívida sob a qual influi a taxa selic, defendo também a reforma agrária e o progressismo. Defendo a redução da jornada trabalhista, a divisão de lucros, e algumas inversões a mais de ônus nas questões consumeristas. Nesse último caso o culpado é o STF e não o banco central.
    No entanto, você precisa começar a ler nas entrelinhas para conseguir contextualizar a minha crítica ao texto do Miro, entender um pouco melhor sobre o que foi comentado aqui, e ainda, perceber quem realmente esta defendendo quem nessa estória toda. Dessa forma conseguiria me criticar com mais propriedade, mas nada novo foi acrescentado ao tema. Estou respondendo por vaidade, para não ser mal interpretado, meio a contra gosto, pois sou seletivo e para mim seus comentários não servem para nada. Não tem nada novo ou algo que eu não saiba.
    Só para concluir mas sem a intenção de ofender, acho que junto com a mentalidade socialista vem a incompetência ao empreendedorismo. Prefiro não trabalhar se for para enriquecer uma pessoa trabalhando 44 horas semanais, para mim quem faz isso é trouxa.
    Isso é escravismo.
    Abraço!

Julio Silveira

27 de abril de 2011 às 13h07

De pleno acordo com a presidenta.
Parabéns ao Ví o mundo por dar voz ao outro lado.

Responder

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 13h02

O OVO DA SERPENTE, ONDE CHOCA A PRÓXIMA CRISE

"as cinco maiores instituições financeiras (norte-americanas) estão 20% maiores do que eram antes da crise. Elas controlam US$ 8,6 trilhões em ativos financeiros – o equivalente a quase 60% do PIB (dos EUA). Gostando ou não, essas empresas continuam sendo grandes demais para falir" (Thomas Hoenig, presidente do FED de Kansas; ‘America'/IHU; 27-04)
(Carta Maior; 4º feira, 27/04/2011)

Responder

fernandoeudonatelo

27 de abril de 2011 às 12h40

Se 55% das agências bancárias do país + 46% dos correspondentes bancários se concentram na Região Sudeste, sobretudo no estado de São Paulo, essa "inclusão bancária" da baixa renda é bem seletiva.

Responder

Gerson Carneiro

27 de abril de 2011 às 12h31

Não vai demorar para termos apontador do jogo do bicho recebendo pagamento de boleto bancário.

Costumo fazer compras em um mercadinho perto de casa. Outro dia presenciei a adolescente no caixa efetuando recebimento de boleto bancário. Naquele instante me dei conta de que ela é a única que não recebe nada mais pelo serviço adicional e de fato nem se dá conta disso.

Responder

    C. K. y A. (abrev.)

    28 de abril de 2011 às 08h44

    Aqui no Rio já tem bicheiro (ou apontador, como queira) recebendo apostas com aquelas maquinetas Cielo, Gerson… Não demora mesmo não.

    C. Khosta y Alzamendi (mais que 20 caracteres!!!)

    Bruno

    28 de abril de 2011 às 10h52

    A atendente é paga para atender pessoas no caixa 100% do tempo em serviço, descontados os descansos previstos nos acordos sindicais. Se ela está trabalhando mais do que trabalhava, é sinal de que havia ociosidade antes, e que agora ela é mais eficiente.

    Gerson Carneiro

    28 de abril de 2011 às 11h27

    Óh Pai, por que não me fizeste rico ao invés de belo?

    Elton

    28 de abril de 2011 às 14h19

    Ociosidade NÃO! É pressão empresarial para dar valor ao "rico" salário que todos ganhamos…….tenha dó de nossos olhos, ó rapaz!

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 12h26

Nunca é demais lembrar do documentário "The Money Masters"(Os Donos do Dinheiro),de 1996,e de sua continuação de 2009/2010,"O Segredo de Oz":

[youtube VWJTGCw6JoY http://www.youtube.com/watch?v=VWJTGCw6JoY youtube]

'EU MATEI O BANCO"(Andrew Jackson,Sétimo Presidente dos Estados unidos da américa)

Responder

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 12h19

O sétimo Presidente americano,Andrew Jackson,é quem estava certo.Morreu dizendo "Eu matei o banco" e isso está gravado na lápide do túmulo dele.

Responder

Everton Lima

27 de abril de 2011 às 12h16

Esse Sindicato dos Bancários de São Paulo é pelego que dói… Vendido até a alma.

Responder

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 11h44

Temos de extinguir essa instituição perniciosa,esse cartel maldito dos bancos privados.Aí vai a lista dos bancos,autorizados pelo governo,a operar com os títulos da dívida pública do Brasil(o BRADESCO é o primeiro da lista): http://www4.bcb.gov.br/Pom/demab/dealers/rel_prim

Como sabemos,o BRADESCO financia o Jornal Nacional(da Globo) onde o Sardenberg está sempre lá,defendendo a "ortodoxia" monetária que paga seu alto salário e dá enormes lucros em publicidade para a Globo que,obviamente,também investe em títulos da dívida pública do Brasil.É o clubinho dos amiguinhos "competentes" em assaltar nossos bolsos dessa forma:

Bradesco tem lucro elevado em 28,5% e atinge 2,7 bilhões
http://www.sidneyrezende.com/noticia/129436+brade

Eles dizem que o crédito foi o responsável por esse lucro obsceno.Você acreditam??????????????

Responder

    fernandoeudonatelo

    27 de abril de 2011 às 12h56

    Bradesco é aquele banco, em que os gerentes de setor recebem telefonemas em época de eleições, da matriz em Osasco, perguntando em quem vão votar e por quê ??

    Bradesco é aquele banco, que concede linha de crédito subsidiado do BNDES ao agricultor familiar, dizendo que é a sua, e empurra refinanciamento de dívida rural com o seu spread ??

    Bradesco é aquele banco, que liderou movimento na Febraban durante a década de 90, para tirar o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) do BNDES, e ser dividido em cotas pelos bancos privados ??

    Bradesco é aquele banco, que tentou derrubar a exigência de estudos de Impacto Ambiental pelo BNDES, para fornecer empréstimos a grandes projetos de construção, e ainda se diz o "O Banco do Mundo", "Sustentável" ???

FrancoAtirador

27 de abril de 2011 às 11h40

.
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De todos esses desvirtuamentos,

o pior foi colocar os Correios

a serviço do Bradesco.

Um total desvio de finalidade

de uma instituição estatal.
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Responder

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