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Amelinha Teles, Ustra e a cadeira do dragão
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Amelinha Teles, Ustra e a cadeira do dragão


18/05/2013 - 23h38

Maria Amélia Almeida Teles foi presa com o marido César no DOI-CODI, em São Paulo, nos anos 70. Os filhos de 5 e 4 anos de idade foram levados para ver os pais sob tortura. A família Teles foi a primeira a mover uma ação de responsabilidade civil bem sucedida contra o homem que comandou o centro de tortura durante 4 anos, o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Amelinha, como é conhecida, hoje integra a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, que investiga os crimes da ditadura militar.

Na entrevista acima, Amelinha se refere a Danielli, Carlos Nicolau Danielli, morto sob tortura no DOI-CODI; e à sede da 36a. delegacia, que fica na rua Tutoia, em São Paulo, sede do mais conhecido centro de tortura do Brasil.

Veja também:

Adriano Diogo: Ustra disse “acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial”

Ivan Seixas: “Todo psicopata tem uma desculpa”



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12 comentários

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sergio

01 de abril de 2014 às 23h42

Tempos terriveis de covardia tanto do estado quanto dos guerrilheiros que também mataram sem pensar muitas pessoas que na maioria das vezes nada tinham a ver com sua luta ,mas nada justifica a tortura e as atrocidades cometidas no doi codi e fora dele.

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Luiz AA do Sacramento

24 de maio de 2013 às 00h59

Cada vez mais eu me surpreendo com a selvageria e crueldade absurda do ser humano!Ouvindo relatos de pessoas que foram torturadas, no período da ditadura,dá para sentir na alma o desgosto de pertencer a esta espécie (humana) maldita , que embora sensível a toda dor , não se condói com a dor do seu semelhante e estribado no seu poder ocasional; bate, fere,mutila,destrói o corpo e a dignidade daqueles e daquelas que por fôrça das circunstâncias cairam nos seus domínios.
Nada, absolutamente nada pode justificar atos tão degradantes , como os relatados pelas vítimas das terríveis seções de torturas.
Para esses atos não há o que perdoar, não há o que relevar, não há o que prescrever.

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abolicionista

22 de maio de 2013 às 19h01

Enquanto não entendermos o que de fato aconteceu durante a ditadura não poderemos tomar posse de nossa própria história.

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Marcelo Santa Cruz

19 de maio de 2013 às 23h58

Amelinha e toda sua familia seremos eternamente grato pela sua coragem e determinação. Essa luta somente terá o seu fim quando os USTRA da vida sejam colocados no lugar que merecem todos os criminosos e em especial aqueles que cometeram crimes contra a humanidade.

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Marisa

19 de maio de 2013 às 21h16

Nada, mas nada mesmo pode justificar a tortura! Toda minha solidariedade aos torturados da ditadura civil/militar brasileira.

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Mateus Paul

19 de maio de 2013 às 13h38

Parabéns ao Viomundo por amplificar a voz daqueles que foram massacrados pelos maiores facínoras da história brasileiro no século XX.
Algo que sempre me chama a atenção nestes depoimentos é as pessoas raramente falarem no passado, mas sim no presente (“eles amarravam”, “eles fazizm isto e aquilo”, etc.). O que demonstra que as feridas ainda estão completamente abertas.
Portanto, que se revohue imediatamente a lei da anistia e que os responsáveis pelo terrorismo de Estado sejam punidos.

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renato

19 de maio de 2013 às 11h33

Importante a informação que o POVO esta recebendo nestas ultimas semanas.
Onde esta o vídeo de Geraldo Vandré cantando , que a Globo prometeu.

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