VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Altamiro Borges: Mesmo sem água, massa cheirosa apoia Alckmin


30/09/2014 - 13h58

MTST

Quando o povo dos Jardins vai se juntar ao militantes do MTST?

Jardins sem água. A burguesia fede!

Por Altamiro Borges, em seu blog

A elite paulistana, que adora o direitista Geraldo Alckmin e faz de tudo para evitar que as esquerdas cheguem ao Palácio dos Bandeirantes, poderá ir às urnas no próximo domingo sem tomar banho. Tudo bem! Como dizia Cazuza, a burguesia fede! E alguém acrescentou: Mas ela tem dinheiro para comprar perfume.

Segundo o Estadão desta segunda-feira (29), “condomínios, bares e restaurantes dos Jardins, zona sul de São Paulo, têm registrado corte no abastecimento de água durante toda a madrugada. Em ruas como a Haddock Lobo e a Alameda Tietê, zeladores e comerciantes relataram que a interrupção ocorre entre 22 e 6 horas”. Ou seja: o choque de indigestão tucano já atingiu os bairros nobres da capital paulista.

A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) nega terminantemente que promova cortes de água nos bairros dos ricaços. Afinal, a burguesia é tão limpinha e gosta tanto do PSDB – que manda no Estado há duas décadas! Mas os zeladores dos luxuosos condomínios da região e os comerciantes garantem que a crise de abastecimento tem se agravado nas últimas semanas.

“Em uma lanchonete na Rua Haddock Lobo, funcionários relataram ao ‘Estado’ que o abastecimento é cortado há pelo menos um mês depois das 23 horas. ‘Como temos caixa d’água, não há problema, mas algumas vezes já chegou a faltar’, afirmou uma gerente, que preferiu não se identificar”.

“Na mesma rua, o Estado apurou que pelo menos dois condomínios passam pela mesma situação. O porteiro Antonio Everaldo da Silva, de 63 anos, contou que ‘dia sim, dia não’ nota a falta d’água. Como o banheiro do funcionário é o único do prédio que é abastecido diretamente pela água da rua, a torneira deixa de funcionar. ‘A gente precisa usar o banheiro lá no fundo, que recebe da caixa d’água’.

O zelador Antonio Mendes confirmou a informação. ‘Os moradores não reclamam porque o reservatório é de 60 mil litros, então o problema não chega aos apartamentos’, disse. Para conscientizá-los, Mendes colou um aviso escrito por ele no elevador, pedindo economia”.

O choque de indigestão tucano

“Outro condomínio na mesma via enfrenta o mesmo problema. O porteiro Luís Lino, de 43 anos, foi o primeiro a notar. ‘Estamos sem água à noite há uns 15 dias. Percebo porque não dá para usar o banheiro aqui’, disse. De acordo com Lino, os moradores no local tomaram consciência de um possível racionamento e, há três meses, decidiram economizar no uso. ‘A conta diminuiu uns 30%’.

A mesma história se repete em um restaurante na Alameda Tietê, em que o abastecimento é interrompido pontualmente às 22 horas. Assim como nos outros locais visitados, um funcionário do local contou que se não fosse a caixa d’água, o problema poderia comprometer o atendimento no local”.

Apesar da crise hídrica – culpa do esquerdista São Pedro, sem dúvida –, os abastados moradores das áreas “nobres” de São Paulo continuarão a votar nos tucanos. No bairro dos Jardins, o PSDB sempre obtém mais de 80% dos votos. A burguesia fede, mas tem consciência de classe!

Para evitar traumas, ela ainda conta com a ajuda da mídia chapa-branca, que ganha fortunas do Palácio dos Bandeirantes em publicidade e na compra de assinatura de jornais e revistas decrépitas – como o próprio Estadão, a Folha e a “Veja”. Nem mesmo com a falta de água atingindo os bairros dos barões da mídia e dos seus “calunistas” de aluguel, a imprensa paulista faz escândalo com esta baita tragédia da gestão tucana!

Protestos contra a falta de água

Nas jornadas de junho de 2013, uma parte dos filhinhos de papai destes bairros de luxo aderiu aos protestos que agitaram a capital paulista. Era uma “festa cívica”, segundo o noticiário da TV Globo e a capa da revista Veja. Carrões com chofer até levaram os jovens “rebeldes” às ruas para criticar a presidenta Dilma.

Herdeiros de corruptos e sonegadores exigiram o fim da corrupção. Será que esta “galera consciente”, que despertou naquela jornada, agora topa sair às ruas para criticar o governador Geraldo Alckmin e o colapso no abastecimento de água – para não falar na crise da segurança pública ou na precariedade dos transportes? Será que Jabor, Faustão e outros picaretas globais incentivarão novos protestos?

Na última quinta-feira (25), cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativa da própria Polícia Militar, realizaram um protesto em frente à sede central da Sabesp, em Pinheiros. O ato foi organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) para criticar a falta de água nas periferias de São Paulo. Segundo Guilherme Boulos, líder do movimento, estaria havendo um “racionamento seletivo”, que atingiria principalmente os pobres.

O MTST apresentou suas reivindicações à direção da estatal e promete realizar novos protestos. Nenhum carrão com jovens ricaços foi visto na proximidade do ato, apesar da falta de água nos Jardins. Talvez a ‘galera’ participe dos próximos atos, depois de reeleger Geraldo Alckmin!

PS do Viomundo: Patético ver o governador Geraldo Alckmin na propaganda eleitoral de ontem dizendo que os eleitores não devem se “deixar enganar” pelos que tentam usar a crise politicamente. Reflete o pensamento daqueles que separam “gerenciamento” de “política”. Não foi uma decisão “política” a dos tucanos de pagar dividendos aos acionistas da Sabesp em vez de investir em captação?

Veja também:

Luiz Malavolta: Outros motivos para a falta d’água em SP

Vox Populi: As tabelas da pesquisa que mostra Dilma vencendo Marina ou Aécio no segundo turno

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



20 comentários

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Antonio Carlos

01 de outubro de 2014 às 19h44

Ah, não é só a nobreza de Paris que fede….
” Na época de que falamos, reinava nas cidades um fedor dificilmente concebível por nós, hoje. As ruas fediam a merda, os pátios fediam a mijo, as escadarias fediam a madeira podre e bosta de rato; as cozinhas, a couve estragada e gordura de ovelha; sem ventilação, as salas fediam a poeira, mofo; os quartos, a lençóis sebosos, a úmidos colchões de pena, impregnados do odor azedo dos penicos. Os homens fediam a suor e a roupas não lavadas; (…). Fediam os rios, fediam as praças, fediam as igrejas, fedia sob as pontes e dentro dos palácios. (…) fedia a nobreza toda, até o rei fedia como um animal de rapina, e a rainha como uma cabra velha, tanto no verão quanto no inverno. (…) Naturalmente, em Paris o fedor era maior, pois Paris era a maior cidade da França.” trecho do livro O Perfume de Patrick Süskind

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Cristiane Carvalho

01 de outubro de 2014 às 15h30

Vou-me embora pro Nordeste. SP já deu!!!

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J.Variani

30 de setembro de 2014 às 21h53

Atenção, dilmistas! O TSE não divulgou a ordem de votação: Dep.estadual, dep.federal, senador, governador e presidente. Cuidado p/não inverter.

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Maria

30 de setembro de 2014 às 19h53

Nao falta água em Limeira, nem em americana, nem em Piracicaba.

E alkm não fez outra coisa o ano todo a não ser inaugurações nessas cidades.Padilha? Nunca ouviram falar.

A escolaridade é menor que na capital.Hábitos de leitura? Nem banca de revistas há. Livrarias? Nem na porta das poucas universidades.

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Francisco

30 de setembro de 2014 às 19h31

Deixa Alckmin quieto, gente…

Deixa…

Alckmin está desempenhando uma função didática:

Próxima eleição só vai precisar balançar uma canequinha num balde que o povo vem atrás…

Dizem do rei francês Luis XV, ás vésperas da Revolução Francesa, que teria dito:

“Aprés moi, le Diluve!” (“Depois de mim, o Dilúvio!”).

De Alckmin, se guardará a frase: “Depois de mim, nem isso…”.

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Urbano

30 de setembro de 2014 às 17h59

Pra isso, burrice e má-fé não vão faltar…

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alvaro

30 de setembro de 2014 às 17h51

Pelo que entendi a massa cheirosa já não anda tão cheirosa assim.

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Lukas

30 de setembro de 2014 às 17h07

Melhor PSDB sem água que PT com água.

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    Julio Silveira

    01 de outubro de 2014 às 09h54

    Então morra de sede. Rsrsrs.

Julio Silveira

30 de setembro de 2014 às 15h42

Compreendo sua irritação Altamiro, mas a coisa em São Paulo não é só uma questão de elite, é muito maos profunda, é questão cultural. Com todo respeito as excessões paulistas, mas a regra no estado é o predominio do pensamento conservador, e ele permeia todas as classes sociais. Senão, a minoria, a elite, perderia com muito mais constancia neste estado. Até o discurso que sai principalmente de partidos conservadores e de seus megafones da comunicacão, sobre a rotatividade democratica, quando estão fora do poder, em São Paulo não vale, e é bem verdade que isso acontece em qualquer local onde os conservadores estão no poder inclusive criando meios para se perpetuar, como quando o FHC comprou sua reeleição. A incoerencia paulista é absurda mas eles gostam, o negocio é não deixá-los contaminar o resto do Brasil com sua cultura conservadora e colonizada, do tipo que compram produtos de segunda classe, subfaturado, pagando carissimo por que tem etiqueta estrangeira e é vendida em loja da moda, mesmo que isso resulte em prejuizos a receita federal e consequentemente ao Brasil. Cidadãos paulistas são, para questões de politica e sociais, hour concour.

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    Cristiane Carvalho

    01 de outubro de 2014 às 15h22

    Haddad foi eleito, o que mostra que a Capital vota no PT. A questão é mesmo o interior. Tenho pra mim que Alckmin governa para eles, pq aqui na capital… falta água, falta grana pra USP, falta metrô e trens de qualidade, falta grana pro Instituto Butantã, tem aprovação automática nas escolas…

Leandro_O

30 de setembro de 2014 às 15h40

Não entendo os paulistas. Não entendo mesmo. Esse sujeito está desde 1995 no Palácio dos Bandeirantes já há quase 20 anos!! Isso sim é um feudo! E tenho pena dos sujeitos de boa fé.

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    Sidnei Brito

    30 de setembro de 2014 às 17h39

    Estranhamente, não se vê, aqui em São Paulo, democratas empedernidos cantando loas à sacrossanta alternância de poder.
    Já em Brasília…

FrancoAtirador

30 de setembro de 2014 às 15h34

.
.
O Fanatismo AntiPetista cegou tanto uma Parcela dos Paulistas

que preferem morrer de Sêde a votar em algum Candidato do PT.
.
.

Responder

Lucia

30 de setembro de 2014 às 15h16

Quem sabe se trocando o nome de S. Paulo pra S. Pedro… chove?

Responder

manoel

30 de setembro de 2014 às 14h35

Em São Paulo está definido. O anti PT cresceu e floresceu. Mesmo sem água.
Não é novidade ser este o estado mais conservador do Brasil. Só me pergunto se um dia mudaremos. Tenho dúvida.
Como sentimento cidadão, nesta eleição não percebi uma vontade política dos blogs progressistas em defender a campanha do PT no estado. O que houve? Falhou a campanha ou o foco na presidência da república impediu este trabalho? Gostaria muito de um post a respeito. Abraço

Responder

    Roberto Locatelli

    30 de setembro de 2014 às 15h22

    Rapá, o que vai acontecer se Geraldo Alstom for reeleito — e parece que será — é que muitas empresas simplesmente irão embora do estado, devido a vários fatores:

    – pedágios caríssimos, que acabam encarecendo o transporte de insumos e produtos;

    – falta d’água, pois já está sendo usado o Volume Morto II (a Revanche) e não há um Volume Morte III (O Confronto Final) para usar;

    – impostos estaduais e taxas estaduais acima da média nacional.

    Lilica

    30 de setembro de 2014 às 16h52

    Roberto, eu trabalho no setor de compras de um grande hospital público, e a maioria das empresas fornecedoras de medicamentos já começaram a ir embora quando Serra ainda era o governador. Ele inventou a tal antecipação tributária que prejudica muito o caixa das empresas. Todo mundo está saindo fora pra Catalão, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília, Fortaleza etc. As empresas mantém apenas escritórios aqui, o estoque vem de outros estados. Veja só, faz tempo fui comprar um medicamento de uma empresa de Santos. O vendedor informou que se faturasse por São Paulo o custo era 165 reais o frasco, se viesse de Goiânia sabe quanto? 60 reais! eu perguntei o motivo e ele respondeu: O imposto. E por aí vai.

    Aline C Pavia

    30 de setembro de 2014 às 16h49

    Vocês têm razão, detalhe, o racionamento “oficial” do Alckmin já começa neste mês e vai durar dois anos, afetando 15 milhões de pessoas. Tem pequenos comércios, lojinhas, bares, farmácias, creches, salões de beleza, fechando as portas ou suspendendo atividades por falta de água. Todo mundo já está pagando a conta e mesmo assim vão eleger esse pulha no primeiro turno. Vão culpar Dilma, Lula e o PT quando começar todo mundo a perder o emprego por conta da crise hídrica. Isso porque o centro-sul do País está simplesmente “sentado em cima” do aquífero Guarany. É muita incompetência e muita cara-de-pau, mas o paulista tem o governo que merece.

    Maria

    30 de setembro de 2014 às 19h49

    O interior do estado onde os outros partidos não são fortes é que elegem Alkm.As cidades médias somadas.

    Temos de fortalecer a oposição, mas como? A moçada do inteior só quer encontrar um emprego e comprar seu carrinho. Estudar que é bom, pouco….

    Vejam-se as estatisticas de votos em cidades operárias e médias. Povão nadando em conforto e consumindo. Nunca ouviram falar de outro candidato, até porque estava vendo TV e alguns no facebook. Ou dentro das igrejas.


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