VIOMUNDO

Diário da Resistência


Aécio Neves e o controle da mídia em Minas Gerais
Denúncias Falatório

Aécio Neves e o controle da mídia em Minas Gerais


30/04/2014 - 21h06

Mensagem aparentemente de fake recebida pelo Viomundo no You Tube; logo depois da mensagem, vieram alertas feitos de forma indireta por colegas blogueiros; o assunto está com nossos advogados.

PS do Viomundo: Este post é dedicado aos aecistas que nos atacam no You Tube. De fato, parece mesmo que a campanha do senador está determinada a “limpar” a internet, principalmente as buscas do Google, de qualquer conteúdo crítico a ele. Se for verdade, é uma vergonha!

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Luana Tolentino: O dia em que decidi não ser a mucama da sinhazinha

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



29 comentários

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SERGIO TEIXEIRA

07 de outubro de 2014 às 19h20

Sabia que ele não era santo, e ainda fica transmitindo uma Imagem de Conduta (Ilusória), existem coisas que estarressem qualquer um.

Prefiro deixar como está.

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Ana

28 de julho de 2014 às 13h43

Ele manda na imprensa, na ALMG, na Justiça mineira, ufa…, parece que voltamos à Velha República. E como sempre a corda só arrebenta para o lado do mais fraco. É o que está acontecendo com milhares de pais de família aqui em Minas. Servidores na maioria da área da Educação, que o Excelentíssimo candidato à Presidência da República efetivou em 2007 com a Lei 100, tudo isso pra não ter que pagar uma dívida de milhões ao INSS.Depois o seu braço direito que permaneceu no poder em Minas, induziu os mesmos servidores à acreditarem que tinham os mesmos direitos dos servidores efetivos, que suas vagas não iria para concurso, e que portanto ninguém precisava se preocupar. Agora todos esses profissionais, pobres coitados e ludibriados por esse desgoverno mineiro, vivem o desespero de serem demitidos à qualquer momento. AQUI EM MINAS PROFESSOR TEM MENOS VALOR QUE EMPREGADA DOMÉSTICA ( não desmerecendo essas importantíssimas profissionais) MAS A VERDADE É QUE EM MINAS EDUCADOR Não TEM O MENOR VALOR, POR ISSO TAMANHO DESRESPEITO!

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Amaral

06 de maio de 2014 às 21h16

Onde fomos marrar nossas mulas. Que País é Este? Estamos num beco sem saída: Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. A mudança só vai ocorrer se mudar tudo. Dizendo não a reeleição de todos que estão no poder. Esta é a única maneira de mudar este País. Tudo Novo. Só a Educação Liberta.

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Urbano

05 de maio de 2014 às 16h37

A oposição ao Brasil e os destituídos de massa cefálica e/ou de caráter, capitaneados pelo staf, terão um encontro marcado em outubro próximo, a fim de dejetar nas urnas eletrônicas as suas idiossincrasias, cada um a seu modo. Alô, alô PT! O diabo é mau e astuto, portanto olho no hard e no soft, através de pessoas competentes e altamente confiáveis. O justiciamento empregado nos últimos tempos não se findou, ainda. Os indecentes continuarão no seu trabalho sujo, pois não estão satisfeitos com os resultados conseguidos até então, nem na forma e muito menos no conteúdo.

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Luís CPPrudente

04 de maio de 2014 às 11h03

O senador Menino do Rio além de conseguir esconder e paralisar as notícias (e a operação policial e da justiça) sobre o helicóptero do pó (pó que ele tanto adora), ele também tem um poder de manipulação dentro do Google e Facebook.

Ele é um fascista mesmo…além de consumidor de pó.

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Lentulus

03 de maio de 2014 às 19h41

É… me parece que os 9.000 de Aéreo Neves estão espalhados em toda WEB. Em qualquer Site que eu abro, lá estão eles. Seja sábado, domingo ou feriado. Haja dinheiro para pagar esse pessoal todo.

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Urbano

03 de maio de 2014 às 18h13

Nas Minas Gerais nada acontece sem que seja autorizado pelo aéreo never. Com ele não há essa coisa de poderes, não. O poder é monolítico e, por essas coincidências da vida, se chama aéreo never.

Responder

    Urbano

    03 de maio de 2014 às 18h55

    Rsrsrs… Tudo bem.

    Urbano

    04 de maio de 2014 às 12h45

    Os quatro poderes em um só fatídico…

Luiz Shigunov

03 de maio de 2014 às 17h59

A guerra nas redes sociais está só começando. Nunca vi tantos comentários falando mal do Lula nos posts dele. Perdem tempo porque quem segue o Lula não vai acreditar nesses perfis falsos.

Responder

Messias Franca de Macedo

03 de maio de 2014 às 17h28

[Para “a nervosinha” Fernandinha Carvalho! Comentário pinçado na rede!]

O estado de Minas Gerais governado pelo tucano Aécio Never, apesar de ser o segundo em número de delegacias especializadas, com 65 unidades, está entre os três do país que contam apenas com a Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres, sob o comando da Subsecretaria de Direitos Humanos e não possui recursos próprios. Em outros estados, existem órgãos específicos para tratar do assunto.

O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher em Minas teve apenas seis reuniões em 2013, um dos piores índices, ficando atrás apenas de Alagoas, que realizou um encontro, e Ceará e Rio Grande do Norte, que nem fizeram reuniões.

FONTE: grande mídia!

Responder

Ozzy Gasosa

03 de maio de 2014 às 03h17

No facebook também … tem uma página TV Revolta.
Que só compartilha mentiras e descalabros, contra o PT, lógico.
Essa página é o “nirvana” dos coxinhas.

Responder

Tomudjin

02 de maio de 2014 às 19h12

No “Roda Viva”, Padilha foi questionado sobre a liberdade de acesso das drogas e das armas nas fronteiras, vindas do exterior para o Brasil
Perdeu uma grande oportunidade de lembrar aos inquisidores que, difícil não é apreender as drogas e as armas que ultrapassam essas fronteiras, mas sim, intimar os donos dos veículos – inclua-se, helicópteros – responsáveis por toda essa refinada logística.

Responder

Alberto

02 de maio de 2014 às 11h06

Não é só em Minas, que ele controla a mídia, é em todo o Brasil. Hoje, não tem um órgão de imprensa (jornal, revista, televisão, internet) no Brasil, ligados à Globo, ao SBT e à Bandeirantes que não critique qualquer ação do governo federal. Se há alguma unanimidade no Brasil, é a unanimidade da mídia: todos são a favor do Aécio e do PSDB e contra tudo o que representa o PT. Não tem um governante do PT neste país que receba algum elogio ou tenha alguma ação reconhecida como benéfica ao povo. E, o pior de tudo, é que a situação chegou à este ponto (O PT e governo federal não tem um espaço sequer na mídia para o contraditório, a não ser os blogs sujos que, infelizmente, sempre foram ignorados pelo PT e pelo governo) por culpa do próprio governo do PT que financiou esta mídia que, em quase doze anos, não deu um dia sequer de trégua para o Lula e também para a Dilma. E o Lula ainda enchia o peito para dizer que a mídia e os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro, como ganharam em seu governo. Hoje, não tem um espaço sequer para se defender desta brutal oposição. E ainda dizem que é o governo da Venezuela que está em apuros. Lá o governo enfrenta seus inimigos, enquanto que aqui o governo e os governistas se escondem com medo da Globo e seus asseclas. Até o Hugo Chaves sabia o que significava a Globo e não deu a menor chance quando um repórter da Globo foi a Venezuela com perguntas capciosas. Aqui a Dilma no primeiro mês de governo vai, com quase todo ministério ao aniversário de 90 anos da Folha e também foi ao programa da Ana Maria Braga, na Globo, que não faz (a Globo e a Ana Maria Braga) outra coisa a não ser ridicularizar a presidente. Aliás, não há país no mundo onde seu mandatário é tão destratado e ridicularizado sem que alguém reaja e de uma resposta à altura, ou mesmo puna, pois, muitas vezes ofendem até a honra pessoal da presidente Dilma e também do Lula. Tanto o Lula como a Dilma, quando eram questionados sobre uma Lei de imprensa ou mesmo a regulamentação de Artigos da Constituição que trata sobre a mídia, desconversavam, pois morriam e morrem de medo da Globo e seus asseclas e, assim, também agia e age a bancada do PT. Ou seja, fogem da mídia como o diabo foge da cruz. Sou apenas um pessoa comum, do povo, porém entendo muito bem, o que será alguém como o Aécio Neves na Presidência da República. O pouco que avançamos se perderá em seis meses e em muitas áreas voltaremos ao que éramos no início do século XX. O governo do PT terá sido uma tremenda decepção se, por acaso, o Aécio se tornar presidente, pois será culpa única e exclusivamente do próprio PT, pois fizeram de tudo para se aproximar desta nossa elite reacionária, escravocrata, ditatorial e mesquinha, quando deveriam ter feito de tudo para se afastar dela e combater seus privilégios que, há séculos, é a causa da desgraça do povo brasileiro.

Responder

    Marcílio A de Olieira

    02 de maio de 2014 às 19h39

    Estou de pleno acordo com tudo que você escreveu, espero que toda militância do PT tome conhecimento da verdade que está ocorrendo com o nosso partido, porém acho que bicho acuado quando quer se defender vira fera, espero que o PT se manifeste a respeito, quanto ao traíra do Paulinho que quer ver a Dilma na cadeia, vamos investigar a ONG que a mulherzinha dele toma conta, Aébrio sem comentário pois ele é único pau mandado da Globo, que um dia vai virar Klarinho.

    Alberto Santos Neto

    02 de maio de 2014 às 22h05

    Marcílio,
    Eu também espero e torço para que o PT saia das cordas e parta para o ataque, expondo, além desta ONG da mulher do Paulinho, o PSDB, que é o partido mais corrupto do Brasil!

    Teodoro

    02 de maio de 2014 às 21h24

    Muito claro, verdadeiro e objetivo. O problema é fazer isso entrar na cabeça dos dirigentes e estrategistas do PT e do Governo. Sera que resta ainda tempo ao PT para reverter isso? Vou tomar a liberdade de divulgar esse texto.

    Carlos Odilon Gaia

    04 de maio de 2014 às 17h18

    Caro Alberto!!
    Parabenizo-o pelas excelentes e oportunas colocações que fizestes sobre o senhor Aécio Neves. Identifico-me com todas suas palavras. Infelizmente, por culpa do próprio pt, esse senhor poderá assumir a presidência de nosso País e jogar fora tudo que fora construído pela Lula e Dilma Roussef.Acho que a rotatividade é necessária em qualquer poder; no entanto, quando se tem na oposição, pessoas com responsabilidades e compromissos com o povo,dando continuidade aos trabalhos já iniciados, o que não é o caso.

    Genivaldo Pinheiro

    08 de outubro de 2014 às 17h10

    Alberto posso postar seu comentário no face?

ANDRE

02 de maio de 2014 às 00h50

informaçao:
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/vox-populi-x-ibope-2014-pode-ter-nova-guerra-entre-pesquisas/

Vox Populi x Ibope: 2014 pode ter nova guerra entre pesquisas

Há quatro anos, nesta mesma época do ano os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi dividiram-se em dois grupos distintos, um composto pelos dois primeiros institutos citados e o outro, pelos dois últimos. Esses grupos travaram uma guerra estatística.

Vejamos como estava a corrida pela sucessão presidencial em cada instituto no período de abril a maio de 2010.

O Vox Populi divulgou pesquisa do período de 30 a 31 de março. Nessa pesquisa, Dilma e Serra estavam tecnicamente empatados – ela aparecia com 31%, o tucano com 34% e Marina com 8%. Como a margem de erro da pesquisa era de 2 pontos, Dilma poderia ter 33% e Serra, 31%

O instituto Sensus divulgou pesquisa do período de 5 a 9 de abril de 2010. Dilma apareceu com 34% das intenções de voto, José Serra com 36,8% e Marina Silva com 10,6%. Estavam tecnicamente empatados.

O Ibope divulgou pesquisa do período de 13 a 18 de abril. Dilma tinha 32%, Serra 40% e Marina 9%.

O Datafolha divulgou pesquisa do período de 15 a 16 de abril. Dilma tinha 29%, Serra 40% e Marina 11%. Nesse instituto, Serra tinha incríveis 11 pontos de vantagem sobre a principal adversária em um momento em que, depois se soube, ela o estava ultrapassando.

Em 14 de maio de 2010, o jornal Folha de São Paulo atacou a pesquisa Sensus dizendo que ela detectara Serra e Dilma praticamente empatados porque apresentara questionário que “esquentava” o entrevistado, ou seja, que fazia perguntas antes de perguntar em quem o entrevistado iria votar que induziam a sua resposta.

Abaixo, reportagem da Folha que atacava o instituto concorrente do seu.

Entre abril e maio de 2010, os institutos de pesquisa dividiram-se entre os que diziam que Dilma e Serra estavam empatados e os que diziam que o tucano mantinha a dianteira. Essa polêmica só chegou ao fim após a ONG Movimento dos Sem Mídia, no dia 12 de maio, ter conseguido que a Polícia Federal abrisse inquérito para investigar os quatro institutos de pesquisa.

Abaixo, reportagem do portal IG sobre o caso.

Após a abertura do inquérito, a pesquisa seguinte do Datafolha finalmente convergiu para os números dos institutos Vox Populi e Sensus, que mostravam Dilma empatada ou tecnicamente empatada com Serra.

Em pesquisa no período de 10 a 14 de maio de 2010, o Sensus mostrou Dilma com 37%, Serra com 37,8% e Marina com 8%.

Em pesquisa no período de 20 a 21 de maio, agora com investigação sobre pesquisas correndo na Polícia Federal, o Datafolha detectou Dilma com 36%, Serra com 36% e Marina com 10%.

Em 31 de maio, o Ibope também convergiu para o Sensus e o Vox Populi e mostrou Dilma empatada com Serra, ambos com 37%, e Marina com 9%.

O instituto Sensus, após a acusação da Folha, só voltaria a publicar pesquisa sobre o período de 31 julho a 2 agosto. Agora, Dilma já tinha 10 pontos de dianteira sobre Serra, com 41,6%, enquanto ele pontuava 31,65% e Marina, 8,55%.

O período de abril e maio de 2010 foi crucial para a última campanha eleitoral a presidente da República porque ali estava ocorrendo um processo de definição dos votos do eleitorado, de posicionamento desse eleitorado.

Em cerca de um mês, Serra perdeu toda a vantagem que tinha sobre Dilma, mas uma suposta falsificação de pesquisas poderia ter mudado essa história.

O sociólogo Carlos Alberto de Almeida publicou um trabalho acadêmico em livro sob o título “A Cabeça do eleitor” (Editora Record). Com base em estudo de 150 eleições, ele detectou o poder que as pesquisas eleitorais têm sobre as pessoas.

A teoria de Almeida sobre “a opinião dos outros” mostra que dianteira nas pesquisas pode carrear votos para um candidato. As pessoas tenderiam a apostar em quem tem mais chance de vencer.

Eis que, em 2010, a contraposição de Sensus e Vox Populi a Datafolha e Ibope, aliada à representação do Movimento dos Sem Mídia ao Ministério Público Federal que fez a PF abrir uma investigação, pode ter feito Datafolha e Ibope convergirem para Sensus e Vox Populi, mudando a história daquela eleição.

Nesse contexto, na semana que passou duas pesquisas eleitorais, apesar de apresentarem resultados parecidos, sugerem que a guerra entre pesquisas de 2010 pode ter uma reedição nas próximas semanas.

Na última quarta-feira (16), o instituto Vox Populi divulgou pesquisa que mostra Dilma em situação muito mais confortável do que neste período de 2010. Com 40% das intenções de voto, tem quase o dobro dos 26% dos adversários somados. Seria reeleita em primeiro turno, se a eleição fosse hoje.

Na quinta-feira (17), o instituto Ibope divulga pesquisa que poderia ser praticamente idêntica, pois os adversários de Dilma, somados, têm os mesmos 26% que no Vox Populi, mas a presidente aparece com 37%, com três pontos a menos que no mesmíssimo Vox Populi.

O que é estranho, portanto, é o Ibope e o Vox Populi apurarem exatamente os mesmos percentuais de intenção de voto para os adversários de Dilma, mas divergirem sobre o percentual dela. Ou alguém está aumentando artificialmente o percentual de Dilma ou está reduzindo…

A história recente (2010) sugere que, em 2010, o Vox Populi e o Sensus previram antes de Datafolha e Ibope a ultrapassagem de Serra por Dilma, mas mostra que o Datafolha foi o único que detectou que a eleição iria para o segundo turno.

Contudo, o “erro” de Vox Populi, Sensus e Ibope sobre ter ou não segundo turno em 2010 se deu por conta de uma diferença infinitesimal de votos que postergou por mais algum tempo a quase inevitável primeira eleição de Dilma, enquanto que, ao longo de abril, o Datafolha e o Ibope chegaram a dar uma vantagem de até 12 pontos para Serra sobre Dilma em um momento em que ela estava passando por ele como um foguete…

O PT precisa estar muito atento ao uso de pesquisas nas próximas semanas. E não basta ter as suas pesquisas internas. As pesquisas dos grandes institutos, que ganham grande publicidade, podem ser usadas para induzir o eleitorado, para criar aquela sensação de “virada” dos adversários de Dilma. Se não houver contraponto público, a coisa pode complicar.

Não me surpreenderia se Datafolha e Ibope aparecerem, logo mais, mostrando uma “reação” de Aécio e Eduardo Campos contra Dilma. Se esses institutos “de oposição” repetirem o que fizeram em 2010 e não houver contraponto como naquele ano, podem induzir o eleitorado.

O PT não pode cochilar. O potencial de indução de voto das pesquisas é um fenômeno muito concreto. Se ficar dormindo quando as pesquisas começarem a ser usadas para valer para influir na cabeça do eleitor, poderá acordar só quando o efeito dominó for irreversível.

Responder

JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

01 de maio de 2014 às 23h12

Aqui tem a radio itatiaia, 24 hs, de pau no PT, e puxando saco do playboy
do baixo Leblon.

Responder

rios

01 de maio de 2014 às 21h47

Isso tudo não me cheira bem. Que bela carreira tem esse senhor. Ele está envolvido até o nariz nessa história.

Responder

FrancoAtirador

01 de maio de 2014 às 19h28

Responder

ANDRE

01 de maio de 2014 às 16h37

denuncia:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/somos-tratados-como-animais-diz-haitiano-em-sp/
‘Somos tratados como animais’, diz haitiano em SP
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Postado em 01 mai 2014
por : Diário do Centro do Mundo

O texto abaixo foi publicado originalmente no site DW.

Fila para tirar carteira de trabalho na paróquia Nossa Senhora da Paz, no centro de São Paulo

Fila para tirar carteira de trabalho na paróquia Nossa Senhora da Paz, no centro de São Paulo

Foram três dias de viagem para chegar a São Paulo. Para o haitiano Ronald Balame, de 25 anos, o trajeto de ônibus junto com outros 40 conterrâneos foi um suplício. “Passei muito mal, não me deram nada para comer e eu não tinha dinheiro para comprar alimentos”, diz ele, enquanto aguarda na fila para retirar sua carteira de trabalho, na paróquia Nossa Senhora da Paz, na região central da cidade.

Ronald afirma que a viagem foi realizada em um ônibus fretado pelo governo do Acre, relato confirmado por assistentes sociais e padres da paróquia. “A gente supõe que, quando se freta um ônibus, se paga também alimentação, pelo amor de Deus. Muitos chegaram dizendo que passaram fome”, diz Paolo Parise, um dos padres da paróquia, parte da Missão Paz de São Paulo.

O secretário de estado de Comunicação do Acre, Leonildo Rosas Rodrigues, nega que veículos tenham sido fretados com esse fim: “Não é verdade que haja ônibus do governo. Alguns haitianos, que têm dinheiro, compram a sua própria passagem. Outros já saem empregados e as empresas vêm buscá-los. Para os que não têm a mínima condição, o governo compra passagens. Mas quem decide o destino são eles”.

As condições precárias impressionam os haitianos, que ficam decepcionados com o que encontram no Brasil. “Nada é organizado. Eu me sinto tratado como um animal”, diz Josue Michel, de 25 anos. Em São Paulo há dois dias, ele está hospedado com amigos e familiares haitianos. Após um dia inteiro na fila, Josue não conseguiu tirar a carteira de trabalho.
Assim como ele, centenas de haitianos buscam a Missão Paz para pedir orientação. “Eles já saem de Porto Príncipe com o nosso endereço, passado por amigos e parentes”, conta Parise. O padre estima que, desde o feriado de Páscoa, no mínimo 500 haitianos passaram pela Missão, a grande maioria vinda do Acre.

Mais de 40 chegaram na madrugada desta segunda-feira (28/04) e centenas ainda estão previstos até o fim da semana. Segundo a prefeitura, cerca de 800 haitianos chegaram a São Paulo em abril.

Só no salão da igreja, cerca de 200 pessoas estão abrigadas. “Estamos no limite. Estão dormindo encostados um no outro no chão do auditório. Foi um jeito extremo para não deixá-los na rua. Para mim estava péssimo, mas eles diziam para eu não me preocupar, porque ‘estava melhor do que Brasileia’”, afirma Parise.

O abrigo na pequena cidade no Acre, próximo à fronteira com a Bolívia e o Peru, foi fechado em abril. Centenas de imigrantes viviam no local em situação degradante, com esgoto a céu aberto. Com o fechamento do abrigo e o fim das cheias que isolaram o estado no início do ano, o fluxo migratório se intensificou. De acordo com o governo do Acre, dos 2.500 haitianos que viviam em Brasileia, 2.300 receberam ajuda para deixar o estado.

A notícia de que mais imigrantes chegarão a São Paulo preocupa Parise: “Nunca recusei gente na minha vida. Mas não tem mais espaço. Se chegar mais ônibus, penso em sair com todos eles e dormir na rua. Se alguém ficar fora, nós, padres, vamos dormir junto deles”.

Além do abrigo, uma das grandes preocupações dos haitianos é obter a carteira de trabalho. Nas sexta-feira passada e nesta terça-feira, o Ministério do Trabalho realizou um mutirão na paróquia, entregando 193 documentos. Ainda assim, cerca de 60 pessoas aguardam na fila.
A maioria dos haitianos vindos em abril, segundo Parise, receberam o visto humanitário no Acre. Em São Paulo, o documento pode levar mais de um ano para ficar pronto, devido à grande quantidade de pedidos. “Os que vieram direto de outros países têm que fazer o agendamento na Polícia Federal e só há vaga em novembro”, reclama o padre.

Mesmo para quem obteve a carteira de trabalho e um emprego, a vida no Brasil é difícil. Apesar da formação como técnico de informática, Schaueck Flis, de 32 anos, só conseguiu trabalho como pedreiro. Na semana passada, entretanto, ele foi dispensado.

“O chefe disse que não queria haitianos na obra. Eu era muito discriminado lá. Se soubesse da situação, não tinha vindo”, diz Schaueck, que agora busca outro emprego.
Para chegar ao Brasil, Schaueck pagou 2 mil dólares para obter o visto humanitário já em Porto Príncipe, no Haiti. Segundo ele, há muita corrupção para conseguir o documento.
Uma vez aqui, Schaueck tem dificuldade em sustentar a família – a esposa está grávida de uma menina. “Trabalho muitas horas e ganho pouco, sou tratado como um escravo”, afirma.

Parise conta que empresários entraram em contato com a paróquia para oferecer trabalho ilegal para os haitianos. “Ligam dizendo que têm uma fazenda e podem pagar 300 reais, sem carteira de trabalho. Eu respondo que a escravidão acabou”, afirma o padre.

Jacke Odil, de 31 anos, acredita que o preconceito é o pior aspecto do Brasil. No país há três anos, ele já acolheu diversos companheiros haitianos em sua casa. Nesta terça-feira, estava na paróquia para ajudar mais um amigo a se estabelecer. “Aqui há trabalho, mas também muito racismo”, explica.

O padre da paróquia, acostumado a trabalhar com estrangeiros, confirma as dificuldades enfrentadas pelos haitianos. Segundo ele, muitos brasileiros rejeitam os imigrantes ou consideram-nos “coitados”.

“O Brasil é acolhedor, mas isso também é um pouco mito. Os imigrantes não são coitados. Vários são formados. Tem engenheiro que trabalha como operário. Sim, eles acabam de chegar e estão num momento fragilizado, mas não são pobrezinhos”, argumenta.

A chegada dos haitianos a São Paulo desencadeou uma disputa política. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) acusou o Acre de “irresponsável” por não avisar sobre o envio de haitianos. Já o governador do Acre, Tião Viana (PT), afirmou em diversas ocasiões que a “elite paulista” promovia o “racismo” e a “higienização”.

“Após mais de três anos da nossa ajuda humanitária, com apoio de alguns ministérios, quando 200 tiveram dificuldades ao passar em SP, o preconceito aparece”, publicou o governador no Facebook.

Nesta terça-feira, Alckmin afirmou que o governo do Acre “despejou” os haitianos em São Paulo. O prefeito Fernando Haddad (PT) também pediu mais diálogo. “A única coisa que pedimos é que nós possamos nos organizar, tendo previsibilidade, para não onerar as ONGs que trabalham com o acolhimento”, disse.

Por outro lado, o governo do Acre diz que não tem a “obrigação” de comunicar São Paulo sobre o envio dos imigrantes. “Quando os haitianos vêm aqui, eles não avisam que estão chegando”, disse o secretário de estado de Comunicação do Acre, Leonildo Rosas Rodrigues.

Enquanto as autoridades trocam farpas, a situação humanitária se deteriora. “Os governos estão mais preocupados em apontar o dedo uns para os outros do que resolver uma questão emergencial”, opina a coordenadora de Política Externa da ONG Conectas, Camila Asano.

Para ela, o fechamento do abrigo no Acre foi um erro, pois cerca de 40 imigrantes continuam chegando todos os dias a Brasileia: “A rota migratória já se consolidou e o governo simplesmente fechou o abrigo, deixando a cidade sem qualquer estrutura”. Ela ressalta que o governo criou um espaço provisório em Rio Branco, quando há a necessidade de se construir um local permanente.

A reivindicação, entretanto, não deve ser atendida, segundo o secretário de Comunicação do Acre: “Não vamos construir abrigo permanente. Vamos continuar improvisando, porque o estado já tem um custo alto com isso. Se começarmos a dispensar os nossos recursos humanos e materiais só com os estrangeiros, vamos ter dificuldades com a nossa população”.

Para Asano, a responsabilidade pelo assunto é, sobretudo, do governo federal. “Cobramos uma posição mais ativa, que não seja apenas o repasse de verbas. Até porque questões migratórias extrapolam as competências de um governo estadual, como o do Acre.”

Em São Paulo, o padre Parise também reivindica um abrigo público. “As casas de acolhimento da prefeitura são feitas para um tipo de público, para moradores de rua. O imigrante não se adapta. Eles têm suas malas e dinheiro roubados”, conta.

A prefeitura de São Paulo diz que busca vagas em instituições. “Estamos procurando alternativas para abrigá-los. Estamos nos preparando para os próximos que vão chegar”, explica o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili.

Para o padre Parise, falta interesse dos poderes públicos em acolher os haitianos: “No século passado havia a Hospedaria do Imigrante. Mesmo com falhas, havia uma estrutura organizada pelo Estado. Hoje não há.”

Responder

Urbano

01 de maio de 2014 às 14h53

Pelo menos viesse a ser a ferradura estragada do cavalo do bandido…

Responder

Honório

01 de maio de 2014 às 14h37

Que vergonha e decepção para o seu avô. Ele deveria respeitar e honrar o sobrenome que tem.

Responder

FrancoAtirador

01 de maio de 2014 às 02h32

.
.
Primeiro de Maio: Por uma frente ampla!

Não há solução individual nem nacional para o perigo
que espreita os trabalhadores em nível mundial,
enquanto segue operando a tática da elite capitalista.

Por Nazanín Armanian*, na Carta Maior

É um demônio de oito tentáculos:
o capitalismo mundial ataca com um deles os direitos dos trabalhadores no Ocidente e os atira no tenebroso buraco da pobreza.
Com o outro, despedaça a vida de dezenas de milhões de pessoas com suas bombas e mísseis.
Com o terceiro, ergue muros de facas para enganchar os corpos cansados e esmagados daqueles que tinham a ilusão de serem explorados por um mercado “livre e civilizado”,
e com o quarto os afoga nos oceanos e mares transformados em cemitérios… lhe faltará braços para sufocar a desenfreada dissidência dos trabalhadores do mundo que – apesar de estarem desorganizados e desunidos – está tirando seu sono.

O nível das desigualdades sociais no mundo já alcança o do final do século XIX.

Um Barack Obama que se apresenta como defensor dos fracos e implora que o Congresso aumente o salário-mínimo dos trabalhadores para 10,10 dólares a hora, paga com o bolso dos contribuintes o meio milhão de dólares que custaram seus cinco dias de férias com sua esposa e filha na Espanha.

A injustiça banalizada, bem como a ascensão “legal” da extrema-direita…, precisam estar no centro de nossas preocupações.

Parece inacreditável, mas esta força está há três décadas no poder em vários países … e arrebatou não apenas os mais básicos direitos conquistados pelos trabalhadores.

Combinou também a dura perseguição aos ativistas de direitos dos cidadãos com a imposição de receitas de austeridade do Fundo Monetário, privatizações massivas, falta de investimento na agricultura e na indústria nacional em benefício de companhias estrangeiras, levando milhões de pessoas ao desemprego e ao empobrecimento das classes médias e trabalhadoras.

Resultado: o aumento brusco do número dos lúmpen, indivíduos sem classe social (chamados frequentemente de “deserdados”), que em troca de um mísero salário se transforma, em capangas, paramilitares, guardiães, polícia de ordem, etc, fazendo o trabalho sujo da elite governante.

Nos Estados Unidos e na Europa, entrar para as forças repressivas faz parte das escassas ofertas de trabalho no Estado.

(…)

Sub-ocidentais, sul-orientais, uni-vos!

Não há solução individual – nem sendo um grande empreendedor – nem nacional para o perigo que espreita os trabalhadores em nível mundial, enquanto continua funcionando a tática da elite capitalista de causar enfrentamento entre empregados do setor privado e do público, o profissional com menos qualificado, o nativo com o imigrante, etc, ou semear a divisão na fileira das forças progressivas (ainda mais do que já estão divididas!), reativar o culto à personalidade em vez de se agrupar em torno de programas concretos.

O capitalismo sofre um das mais profundas crises estruturais que já enfrentou,
e existe uma altíssima probabilidade de que uma vez mais consiga se salvar
por causa da falta de capacidade das forças de esquerda de enxergarem para além de seus narizes.

*Nazanín Armanian é iraniana,
residente em Barcelona desde 1983,
data em que se exilou de seu país.
É licenciada em Ciência Política.
Leciona em cursos on-line
da Universidade de Barcelona
e é colunista do site Publico.es

Íntegra em:

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Primeiro-de-Maio-Por-uma-frente-ampla-/6/30830)


Óleo sobre Tela (1934): ‘MANIFESTACIÓN’
de Antonio Berni (1906-1981), artista argentino

(http://www.elintransigente.com/notas/2013/5/14/antonio-berni-obra-mas-famosa-manifestacion-184430.asp)
(http://migre.me/j0TLN)
.
.

Responder

    Valmont

    02 de maio de 2014 às 14h52

    Obrigado pelo post, Franco.

    De fato, enquanto a classe trabalhadora (digo assalariada) não se reconhece como tal, suas divisões a levam, inexoravelmente, à derrota diante dos exploradores.

    Na arena política, não importa se és funcionário público ou empregado de empresa privada. Tampouco, se és um microempresário ou pequeno agricultor. Estamos no mesmo barco, contra a corrente das megacorporações e oligarquias transnacionais.

    As divergências quanto às estratégias devem ser relativizadas em busca de maior coesão e força contra os reais adversários, no entanto, não se pode aceitaras evidentes enganações de sujeitos como o representante da Força Sindical (q

Maria A

01 de maio de 2014 às 00h22

Socorro! Se como governador fez o que fez, imagine essa criatura na presidência? Não quero conversar com ele. Os empresários da comunicação com que moral criticam os maus políticos? São iguais.

Responder

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A mídia descontrolada

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