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Diário da Resistência


“Abaixo e à esquerda” define grupos que se mobilizam contra a Copa
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“Abaixo e à esquerda” define grupos que se mobilizam contra a Copa


07/06/2014 - 12h47

Fotos de Caio Castor

Quem são os grupos que protestam contra a copa?

Por Beatriz Macruz e Caio Castor

Mais de 100 coletivos, grupos e movimentos políticos, sociais e culturais assinaram o manifesto do ato “15M – Copa sem povo, tô na rua de novo”, que reuniu certa de 7000 pessoas no dia 15 de maio, e que começa com a seguinte frase:

O Comitê Popular da Copa SP (articulação horizontal e apartidária de movimentos sociais, organizações, coletivos e indivíduos) desde 2011 se organiza para denunciar as violações de direitos humanos e fortalecer a resistência abaixo e à esquerda contra a violência estatal que se intensifica com a Copa da FIFA de 2014.”

Em comum, além de questionar a realização da Copa no Brasil, todos os grupos signatários, que apoiaram a realização do ato, entendem estar “abaixo e à esquerda”, expressão cunhada pelo Movimento Zapatista (EZLN). Sublinhar esta referência é importante, pois ela evidencia a mudança de paradigma de organização e ação política que dá o tom da maioria das mobilizações em torno da realização da Copa no Brasil.

“A gente tem um tipo de organização que não podemos chamar de trabalho de base, preferimos dizer que é uma construção coletiva”, define Vanessa Santos, integrante do Comitê Popular da Copa – SP, que faz parte de uma articulação nacional de comitês nas outras onze cidades que vão receber os jogos da copa do mundo.

Vanessa dá exemplos de como funcionam o diálogo e a construção de pautas e mobilizações coletivamente: “Os ambulantes, por exemplo; o trabalho autônomo, é uma pauta muito forte [por conta da áreas comerciais exclusivas para a Fifa previstas na Lei Geral da Copa], então a gente faz uma série de atividades junto com eles, para a gente poder construir juntos argumentos, sobre o que é que essa Copa do Mundo não corresponde com a pauta deles”, explica.

Ela lembra que o Comitê abraçou o mote “Copa sem povo, tô na rua de novo”, a partir de uma reunião com a Frente de Resistência Urbana, “da qual fazem parte vários outros coletivos; e a gente entende que esse é o trabalho do Comitê, estar junto com eles. Então, o fato de a gente ter esse lema, que nem fomos nós que colocamos, que veio dos próprios movimentos, mostra que nosso trabalho de três anos deu resultado.”

Várias frentes de resistência

“O Comitê é uma das articulações em relação à Copa do Mundo, existem várias delas”, explicou o coordenador do MTST – Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Guilherme Boulos, durante o ato convocado pelo movimento, que aconteceu na quinta-feira, 22 de maio, exatamente uma semana depois do ato 15M, “nós estamos articulados na Frente de Resistência Urbana [que reúne principalmente grupos que lutam por moradia digna em várias cidades brasileiras], mas mantemos uma relação com os companheiros do Comitê, que estão aqui hoje, apoiam os atos, e nós também apoiamos as atividades que eles constroem.”

Segundo os organizadores da manifestação — que trazia (bem como de todas a mobilizações do MTST em torno da Copa) o mote “Copa sem povo, tô na rua de novo” — aproximadamente 20 mil pessoas se reuniram no Largo da Batata manifestando-se pelo que o MTST e a Resistência Urbana chamaram de “Campanha pelo Hexa de Direitos”.

O coordenador do MTST reitera que o legado social da Copa é negativo, uma vez que “a Copa evidencia uma série de contradições: gastos públicos com estádios e com obras que vão ter uma finalidade pública e social bastante duvidosa, ao mesmo tempo que se dá todo este processo de exclusão urbana também proporcionado pela Copa”.

Copa pra quem?

“Como a gente entende que a Copa não é para a gente, decidimos realizar uma copa que fosse nossa”, conta Vanessa. Em dezembro do ano passado e em maio deste ano aconteceram a 1ª e a 2ª edição da Copa Rebelde dos Movimentos Sociais, organizada pelo Comitê e coletivos parceiros de maneira autônma.

“Essa copa aconteceu em um terreno bem simbólico, que fica em uma região conhecida como Cracolândia, que tem um número grande de população em situação de rua”, explica.

O terreno em questão é o espaço que foi anteriormente ocupado pela antiga Rodoviária da Luz, alvo de acirrada especulação imobiliária, mas que está, neste momento, abandonado.

“A gente sabe que tem um projeto, um projeto que já custou milhões só pra ser desenhado para esse terreno, e para o qual a população não foi consultada, que não corresponde com a população que mora e que vive ao redor daquele terreno”, completa Vanessa.

“Por isso resolvemos ocupar esse lugar simbólico com a realização da Copa Rebelde”, na qual se juntaram 32 bandeiras de movimentos, coletivos e grupos sociais da cidade de São Paulo, incluindo times da população em situação de rua e que vivem nos cortiços no entorno da antiga rodoviária.

Outro coletivo político que propõe novos paradigmas de mobilização e se somou às atividades do Comitê Popular da Copa é o Movimento Passe Livre (MPL-SP), um dos principais articuladores da jornada de lutas contra o aumento da passagem de transporte público que eclodiu em junho de 2013.

Já naquele momento, em meio à variedade de pautas e atores políticos que pouco a pouco engrossaram o complexo caldo de mobilizações que tomou a cidade de São Paulo, e depois diversas outras capitais brasileiras, o MPL buscou reiterar o caráter anticapitalista e autônomo da sua forma de mobilização pelo transporte público e a tarifa zero.

Segundo porta-vozes do coletivo, foi nessa mesma toada que o MPL-SP começou a discutir os impactos da Copa do Mundo desde que foi anunciada, em 2009.

“Fizemos um seminário sobre as alterações na política de transportes por conta da Copa, buscando articular a luta por transporte com demais lutas urbanas. As obras envolvendo a Copa do Mundo reproduzem um modelo autoritário de cidade, no qual as pessoas não participam das decisões acerca dos investimentos que serão feitos. É uma cidade construída para a circulação do capital e para o aumento da exploração dos trabalhadores; o transporte também se organiza dessa maneira. Nesse sentido lutar pela tarifa zero e questionar as obras da Copa do mundo se inserem na luta por uma cidade que esteja à serviço dos trabalhadores e trabalhadoras que cotidianamente a constroem.”

“Sempre tivemos o Comitê Popular da Copa como um aliado, tentamos construir conjuntamente alguns debates e mobilizações” esclarecem os porta-vozes, “nós participamos das duas Copas Rebeldes, e quanto aos atos do mês de maio também participamos das reuniões organizativas e de sua construção.”

A bateria da Fanfarra do M.A.L. (ou do Movimento Autônomo Libertário) participou das duas edições da Copa Rebelde. “A Fanfarra não é um movimento social, mas a partir dos nossos princípios [de horizontalidade, solidariedade, autonomia, poder popular, apartidarismo, combatividade e anticapitalismo] apoiamos e integramos lutas contra injustiças sociais. Entendemos que não existe Copa boa, que se mobilizar contra ela é legitimo, as pautas da moradia, do transporte, do acesso à cidade vão bem ao encontro do que acreditamos e tentamos emitir através de nossas músicas e presença nos atos”, afirmam as porta-vozes do coletivo que busca fortalecer, potencializar e agitar manifestações populares com sua bateria e suas composições.

A Fanfarra também participou de alguns atos da frente “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”.

“Chegamos a dar oficinas de bateria em alguns dos atos”, afirmam as porta-vozes, “por acreditar que se deve existir uma autonomia entre manifestantes, não vemos diferenças entre as frentes [de luta em torno da Copa], mas optamos por construir com os movimentos populares no Comitê, por uma afinidade política”.

Se não tiver direitos, não vai ter Copa?

Além da Resistência Urbana e do Comitê Popular da Copa, a articulação de coletivos que se reúne sob o lema “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”, composta por outros grupos e coletivos, foi a responsável pelas primeiras seis mobilizações em torno da copa que ocorreram em São Paulo desde janeiro de 2014, e que sofreram muita repressão policial em seu início, e cujo lema “não vai ter Copa” foi extensamente questionado na imprensa e nas redes sociais.

Por outro lado, Rafael Padial, membro do coletivo Território Livre, que participou da construção destes atos, enxerga muita semelhança entra as pautas defendidas pelo “Não vai ter Copa” e as outras: ’é claro que [a frente] “Se não tiver direitos, não vai ter Copa” tem vários grupos, e por isso tem várias pautas diferentes. Mas a maioria dos grupos tem uma proximidade de pauta, de programa com os grupos do Comitê Popular da Copa”, explica.

A frente “Se não tiver direitos, não vai ter Copa” é composta principalmente pelos grupos Território Livre, Fórum Popular de Saúde, O Protesto não pára, e um segmento do grupo Anonymous, além de militantes autônomos e independentes.

Segundo Rafael, “o Território Livre é o único que destoa, porque somos os únicos que pedimos o cancelamento da Copa — com a perspectiva de que seria uma demonstração de força do povo, e uma derrota para o governo, que permite ao povo, estando mais forte, reivindicar os seus direitos depois”.

Mas ele explica que o que de fato separou a articulação do “Não vai ter Copa” do Comitê foi “a vontade de ir para a rua antes, ou não; de acompanhar a juventude radicalizada que não saiu das ruas desde junho passado. A maioria destes grupos tem a perspectiva de usar a Copa para negociar direitos.”

O povo na rua de novo

Apesar das diferenças de método e/ou programa, Vanessa Santos pondera que o Comitê acha “muito sadia” a variedade de grupos que problematizam o tema e ocupam a rua. “Conversamos com esses outros coletivos, tanto é que o ato 15M foi um ato unificado. Foi o sétimo ato que saiu às ruas problematizando essa questão da copa, os seis atos anteriores foram os atos chamados pelo “Não vai ter Copa”, e durante todo esse tempo a gente [do Comitê] perguntou “Copa pra quem?”, chegou a hora de responder”, afirma.

Como São Paulo, além de sediar algumas partidas, vai receber também o congresso da FIFA, há uma série de protestos programados para a cidade.

Guilherme Boulos, do MTST, considera qualquer tentativa de apropriação de pauta por parte da direita como ilegítima e diz que será condenada pelo movimento.

“A direita é especialista em distorcer e ressignificar pautas populares. O que nós achamos lamentável é que determinados setores, que historicamente eram relacionados à luta dos trabalhadores, à luta popular, se valham desta argumentação para deslegitimar mobilizações populares. A gente se diferencia deste discurso e da apropriação da direita na prática, se mobilizando, e à medida que vamos clarificando nosso discurso.”

Ele afirma que a questão não é ser contra a Copa: “Não é este o debate que está colocado no MTST, é denunciar as contradições que a Copa traz, e ao mesmo tempo aproveitar este momento para o atendimento das nossas reivindicações, se a Fifa e as empreiteras foram atendidas, os trabalhadores também precisam ser atendidos”.

O ato do MTST foi, até agora, a maior mobilização em torno da Copa na cidade de São Paulo; reuniu aproximadamente 20 mil pessoas que caminharam desde o Largo da Batata, na Av. Faria Lima, até a Ponte Estaiada, em luta e apoio às reivindicações do movimento e a problematização da Copa.

Enfrentaram o fantasma da estranha manifestação de 17 de junho de 2013, ocorrida quase um ano atrás, em que a luta contra o aumento da passagem sofreu uma guinada e foi diluída em pautas diversas, que nem sempre tinham a ver com a linha política autonomista e anticapitalista que o Movimento Passe Livre procurou imprimir ao movimento. Falou-se em “invasão coxinha” e “sequestro de pauta” pela direita.

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50 comentários

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Sagarana

10 de junho de 2014 às 23h55

“Abaixo e a esquerda” eu prefiro chamá-los de petistas autênticos.

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Pedro

10 de junho de 2014 às 21h14

Não entendi essa história de: “copa sem povo”. E esse movimento aí do artigo tem povo? Se tem, por que não concorre nas eleições? Pelo que sei, essa copa se deve ao Lula, que é quem exatamente “tem povo”.

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Mariza

10 de junho de 2014 às 19h43

Eu particularmente não acredito neste movimento. Está regido por outros interesses, muito bem colocado por outros comentários aqui no blog, como por exemplo não se indignarem com o que acontece aí em São Paulo, a respeito da água, da violência, da corrupção no metrô etc. Assisti um vídeo muito bom, que eles deveriam também assistir para se orientarem, se realmente deseja um Brasil melhor, no que duvido muito. http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM Isso é o que eles estão fazendo ao Brasil e ao povo brasileiro (vide vídeo), principalmente os que mais precisam. Podem contar sua historinha pra outros sem cérebro, eu mesmo já vivi bastante e sei a vida dura que levei. Hoje estamos melhores e muito melhor. Isso é DILMAIS!

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Rodrigo Ferrari

10 de junho de 2014 às 15h13

Eu acho que sobrou palavra no título. Pelo que tenho visto em muitas manifestações ocorridas no Brasil, nos últimos tempos, elas estão mais para “Abaixo a esquerda”.

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walter rodrigues

10 de junho de 2014 às 10h53

Lembro que, anos atrás, aqui na Bahia, por ser genro de um certo Manoel Barradas, o governador de antão, João Durval Carneiro, fez o Estado da Bahia construir um Estádio de futebol e o doou para um time de futebol, o Vitória, que leva o nome do sogro do doador.

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ricardo silveira

10 de junho de 2014 às 10h48

Então tá!

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marcosomag

09 de junho de 2014 às 23h42

TODOS estes “movimentos” têm lideranças treinadas por ONGs como a CANVAS (existem muitas outras que ficam no anonimato) para desestabilizar governos que não seguem à risca a agenda de Washington.

Este senhor Boulos, por exemplo, não é sem-teto. É um indivíduo de classe média e nível educacional superior. Líderes do MPL e da tal “fanfarra” (um batuque de branco horroroso, totalmente fora do ritmo e que denuncia que não têm nada a ver com a periferia) também têm o mesmo perfil econômico e social. Uma boa pesquisa pela ABIN iria descobrir intercâmbios interessantes deste pessoal em viagens internacionais para treinamento com ONGs obscuras dos EUA.

Os argumentos dos anti-Copa de que o dinheiro que financiou a Copa saiu do orçamento federal desfalcando as pastas de Educação e Saúde não resistem a menor análise. Não por acaso, são “coincidentes” com os argumentos da direita que criticam a suposta “esbórnia” de gastos públicos com o evento.

Toda pessoa informada sabe que o dinheiro dos estádios saiu de empréstimos do BNDES, e não doações. Que a arrecadação em impostos e incremento da economia pela visita de estrangeiros supera em muito o investido nos estádios e que os aditamentos nas obras, que ficaram em cerca de 40%, foram abaixo do que ocorreu na Copa da Alemanha em 2006, cujo orçamento “estourou” em mais de 60%.

Movimentos como o MPL exibem propostas absurdas como “tarifa zero” (como se o transporte não tivesse custos) e fim da organização intermodal no transporte de massas das metrópoles brasileiras. São motivos de risos para os profissionais de logística e transporte.

Enquanto isso, “mensalão” tucano prescreve, “trensalão” é abafado pela mídia assim como o “heliPÓptero” que seria devastador um certo candidato cambaleante.

Nada de protestos contra eles.

Coincidência? Claro que não!

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Rnetto

09 de junho de 2014 às 21h34

A esquerda radical sempre foi assim, em qualquer parte… não suporta um aceno da direita… é a síndrome de vira-lata… quero ver partirem para cima da Globo e imprensa golpista, que luta para retirar os poucos benefícios conseguidos nos governos do PT e aliados… até o Papa Fco. já falou para esses babacas, que se dizem apartidários, para ter cuidado para não serem manipulados e perderem o pouco que conseguiram… Veja os comentaristas mais radicais da grande imprensa, todos já foram de esquerda ou simpatizantes… até o Joaquim Barbosa disse que votou na esquerda um dia… inocentes úteis… ainda não viram nada… babacas sem causas.

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denis dias ferreira

09 de junho de 2014 às 21h06

Seria saudável, jornalisticamente falando, investigar as origens desses grupos, quem ou o que está por trás desses grupelhos, quem os financia, quais são seus verdadeiros objetivos. Essa história de apartidarismo e anticapitalismo não dá pra engolir. O meu faro e o meu instinto político me fazem ficar com um pé atrás diante desse discursinho ingênuo que infantiliza seus interlocutores. Afinal de contas, como apregoam por aí, o que há de novo ou de novidade nessas manifestações?

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denis dias ferreira

09 de junho de 2014 às 20h52

Essa “esquerda” que está nas ruas protestando é a esquerda-tchutchuquinha, é a esquerda-coxinha, é a esquerda-vip, é a esquerda a serviço das pessoas de bens, é a esquerda a serviço das forças conservadoras. Claro que o objetivo não confessável e declarado dessa multidão composta por meia-dúzia de “esquerdistas” apartidários(?!)é desmoralizar e minar o governo Dilma e reconduzir ao governo federal o PSDB e seu projeto de modernização conservadora. Esses manifestações só crescerão se a classe média (origem social desses “revolucionários”) aderir a elas.

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El Cid

09 de junho de 2014 às 10h51

Fora de Pauta:

O vídeo em que o Faustão leva toco do Tino Marcos quando elogia a Copa e Dilma:

http://www.dailymotion.com/video/x1yy70u_tino-marcos-um-grande-momento-do-jornalismo-de-carater_sport

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    Luís Carlos

    09 de junho de 2014 às 19h14

    Muito boa fala de Tino Marcos.

    renato

    09 de junho de 2014 às 20h51

    Excelente voz, e animação no coração de Tino Marcos, afinal é a área dele..
    E o cara manda bem…
    Os outros canais concorrentes devem ter melhor padrão para levar o cara embora, por enquanto sobra esta porcaria da Globo…”que faz bem a coisa”..

Carlos

09 de junho de 2014 às 10h45

Cara, eu vou rachar de rir se o poste da Globo ganhar a eleição. Na primeira manifestation que esta turminha resolver fazer vão levar tanta borrachada. Pior é que vai dar gosto de ver esta gente apanhando.

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    Marcelo Sant'Anna

    10 de junho de 2014 às 16h24

    Carlos, você lembra como FHC resolvia as greves especialmente a dos petroleiros?

    Na porrada, e depois não tinha mais.

    É hipocrisia pura ou o que?

Desmascarando o golpe geral

09 de junho de 2014 às 10h38

Gente! Cachorros pequenos brigando e latindo, só abrem caminho para os grandes se unirem e morderem os pequenos.

Acho muito importante cada movimento. A luta tem de ser renhida em breve, seja qual for o governante. Dilma muito sabiamente sabe que vai enfrentar e já pediu apoio via Conselho para ouvir os movimentos, antes que seja tarde. O PIG e Cia estão furibundos.

A luta não é apenas contra a Copa. Leiam/vejam o vídeo ao lado, da Fatorelli sobre a dívida pública. A coisa mais séria do mundo. E antes era bandeira do PSTU apenas. Agora já toma corpo e são os proprios fiscais que trazem os dados. Muito bom.

Temos que agir contra esses larápios, ladrões mesmo. Banqueiro é ladrão.
Mas há o Banco do Brasil e BNDS que são estatais. e aí há a indicação forçada de mais ladrões para essas instituições.

Acho que devemos fazer cobranças sérias e votar bem. Um povo incoerente é um povo que se acha, mas vota em ladrão.

Responder

FrancoAtirador

09 de junho de 2014 às 01h42

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Prefeito Fernando Haddad eleva
de R$ 80 milhões para R$ 200 milhões
a verba para desapropriações
na região central de São Paulo
destinada à moradia popular

(Hora à Hora – Carta Maior)
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8/6/2014 às 10h18 (Atualizado em 8/6/2014 às 10h47)
Estadão, via R7

Fernando Haddad desapropriará 41 prédios para habitação popular

Prefeitura estima gastar R$ 220 milhões,
quase três vezes mais que em 2013

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) avalia que reformar os prédios ocupados no centro de São Paulo e transformá-los em moradias populares é uma forma de revitalizar a região, como afirma José Floriano, secretário municipal de Habitação.

— Queremos adquirir 41 prédios, muitos estão ocupados de forma organizada há muito tempo. Agora, ocupação com menos de um ano não vai ficar.

De sua janela no 22º andar do Edifício Martinelli, na região central, o secretário tem visto as recentes manifestações promovidas por sem-teto na cidade. Ele diz que o governo atual considera legítimos os protestos e a forma de organização dos movimentos de moradia.

— Há movimentos muito organizados, que realmente conseguem fazer um papel social importante ao acolher pessoas de baixa renda sem casa para morar. E tem movimentos que surgiram só agora, que querem credenciamento para construir casas do Minha Casa Minha Vida.

Dez prédios na região central, quatro deles ocupados hoje por sem-teto, estão sendo comprados ou já pertencem ao governo municipal.

A Ocupação Mauá, na Luz, e a Ocupação Prestes Mais, na mesma região, vão virar moradia definitiva para os sem-teto, adiantou o secretário ao Estado. Outros dois prédios tombados pelo patrimônio histórico, o Hotel Lorde, na região de Santa Cecília, e o Hotel Cambridge, na Bela Vista, serão revitalizados e transformados em conjuntos populares.

Para os estrangeiros, porém, Floriano garante que não haverá exceções.

— Só para quem mora no país legalmente há mais de cinco anos e tem família. Não temos como atender todo mundo. E não podemos abrir exceções.

Para viabilizar a moradia no centro com financiamento de R$ 72 mil do Minha Casa Minha Vida, o governo municipal vai fazer um aporte de R$ 20 mil por imóvel, valor igual ao que será depositado pelo governo estadual. Além disso, entram os custos de revitalização de cada prédio. Para 2014, a prefeitura estima gastar R$ 220 milhões em desapropriações — no ano passado, os gastos para comprar áreas particulares do governo foram de R$ 80 milhões, como explica o secretário.

— Cada apartamento no centro vai custar R$ 200 mil, um valor bem maior do que qualquer apartamento de programa habitacional no País. Mas vale a pena. Isso vai irradiar uma revitalização sem precedentes na região.

Política

Indicado ao cargo na cota do PP de Paulo Maluf, Floriano afirma nunca ter conhecido o ex-prefeito e atual deputado federal pela sigla.

— Sou engenheiro formado na Poli da USP e nunca havia ocupado cargo público. Não sou filiado ao PP, foram me buscar em Espírito Santo do Pinhal, onde tinha uma empresa de engenharia. Acho que é porque trabalhei muito tempo na formação dos condomínios do BNH pelo interior do Estado, nos anos 1980.

Floriano diz também trabalhar em sintonia com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), do governo estadual.

— Os interesses são comuns em desenvolver políticas habitacionais que atendam essas famílias que não conseguem mais pagar o aluguel.

Filiação

Questionado se há movimentos de moradia liderados por petistas com privilégios no governo, Floriano nega.

— Não existe privilégio algum. Nem sabemos de qual partido a entidade é ligada. O que é exigido é o perfil de família carente para entrar nos programas.

Hoje, porém, das 12 entidades de sem-teto de São Paulo credenciadas pelo governo federal para gerenciar a construção de condomínios do Minha Casa Minha Vida, 11 são comandadas por filiados ao PT.
A participação em protestos é um dos quesitos de pontuação que as entidades adotam na hora de escolher os beneficiários do programa.

(http://noticias.r7.com/sao-paulo/fernando-haddad-desapropriara-41-predios-para-habitacao-popular-08062014)
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23/01/2014 20:16, última modificação 23/01/2014 21:04
Rede Brasil Atual (RBA)

Com Padilha, Haddad minimiza pesquisa negativa: ‘Em 2016 a gente conversa’

Em evento de inauguração unidade do SUS, prefeito indica responsabilidade da mídia sobre avaliação de sua gestão

por Eduardo Maretti,

Alexandre Padilha e Fernando Haddad, durante inauguração de unidade de saúde bucal do SUS, em São Paulo
São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou hoje (23) os resultados da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), feita pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência, divulgada há dois dias, segundo a qual a avaliação “ótima/boa” da administração municipal caiu de 17%, em 2012, quando o prefeito era Gilberto Kassab (PSD), para 11% em 2013. “Em junho do ano passado eu era o mais bem avaliado, disse que ia oscilar, depois teve junho, uma surpresa para todo mundo. Mas vamos chegar em 2016 e aí a gente conversa”.

As declarações foram dadas na manhã de hoje, durante inauguração de um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), do governo federal, na capital paulista. O ministro da Saúde e futuro candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, esteve no evento.

Indiretamente, o prefeito atribuiu a baixa avaliação de sua gestão à falta de divulgação de seus projetos pela chamada grande imprensa.

“Eu já disse que a fila da saúde diminuiu 15% dezenas de vezes.
Não vi isso em nenhum jornal com destaque.
Quando levarmos isso ao conhecimento público, porque vamos ter horário eleitoral, vamos mostrar o que fizemos.”

Haddad disse ainda aos jornalistas:

“Vocês estão no papel de vocês, não vão ficar falando de coisas boas.
Nosso papel é de na hora certa mostrar o que fizemos, no final do mandato”.

Haddad e Padilha inauguraram a milésima unidade do CEO do país – e a 28ª da cidade de São Paulo, agora no Alto da Boa Vista, região sul da capital. O ministro disse que, com os CEOs, criados em 2004 como parte do Programa Brasil Sorridente, o SUS passa a ter o maior programa de saúde bucal pública do mundo.
“Assumimos o ministério e ele fazia menos de 100 mil próteses dentárias por ano. Em 2013 fizemos mais de 400 mil”, ilustrou.

Segundo Padilha, o ministério criou um programa específico de formação de técnicos em prótese dentária porque “o grande desafio para montarmos CEOs, sobretudo nas regiões mais pobres do país, é termos técnicos para fazer próteses para a população”.

Sem comentários
Questionado sobre sua candidatura ao governo de São Paulo, já surgindo como adversário direto da reeleição de Geraldo Alckmin, Padilha disse que só falará sobre o assunto depois de se desligar do cargo atual. “Estou aqui como ministro da Saúde, esperem eu sair do ministério. Não vai demorar muito e vocês vão poder perguntar tudo de política.”

Saúde paulistana
Sem querer avaliar o quadro geral da saúde pública no estado, Padilha lembrou que São Paulo foi onde mais mais prefeituras requisitaram profissionais do programa Mais Médicos no país. “Até o final de março, começo de abril, serão 13 mil médicos ligados ao programa. São Paulo vai receber 2.500 – foi o estado que mais pediu”, afirmou. “A região do Vale do Ribeira, por exemplo, desde dezembro, pela primeira vez teve um médico em cada cidade.”

Ele contou ainda que a prioridade do ministério na capital paulista, além da parceria com a prefeitura no combate ao crack, é a rede Hora Certa e a implantação das UPAs 24 Horas – estas últimas rejeitadas pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).
“São Paulo nunca teve [UPAs 24 Horas] e a prefeitura [com Haddad] aderiu ao programa. E estamos dando grande apoio ao Rede Hora Certa, programa que enfrenta as filas de exames e de pequenas cirurgias, uma inovação no SUS para enfrentar esse problema.”

(http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/haddad-minimiza-pesquisa-que-reprova-gestao-e-diz-em-2016-a-gente-conversa-5714.html)
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Responder

Pedro Ribeiro

09 de junho de 2014 às 01h40

O guru desse movimento, provavelmente é o Silas MalaFala.
Se a esquerda está assim, imagina a direita desse movimento.

Responder

Fernando

08 de junho de 2014 às 22h03

Marionetes da direita é isso que esses grupos são!!!

Responder

ricardo silveira

08 de junho de 2014 às 18h00

Quer dizer que o MPL é um movimento anticapitalista? Onde? Faça o favor, porque não continuaram a discutir com o Haddad quando este disse que o empresário tinha que ser incluído nas discussões do passe livre (?) pois parte da conta tinha que ser dividida, a população não poderia pagar sozinha em detrimento de outros serviços públicos. Mas, as eleições estão aí, esta é a questão. Não há nenhuma diferença prática entre os “coxinhas” e esses movimentos que vem com essa falácia de gastos públicos com a Copa. São apenas todos farinha do mesmo saco contra o atual governo, que sejam, mas vir com esse papo de progressistas quanto trabalham para levar de volta ao poder essa direita fascista, só enganam o público da Globo e espero que não todos. Não é a direita que quer a bandeira que carregam, a direita continua onde sempre esteve.

Responder

Urbano

08 de junho de 2014 às 12h47

Para a Presidenta Dilma perder para os paspalhões da oposição ao Brasil só mesmo na base da rapinagem via urnas. Fora disso, os fascistas terão que tomar na base da força. E eles não têm a varinha de condão para saber até quando o povo ficará de braços cruzados para tais atitudes.

Responder

Gerson

08 de junho de 2014 às 11h44

O que esses movimentos estão fazendo é somente ajudar o PIG e a direita a ter a chance de eleger o Aécio. Nada mais do que isso. Para o PSTU e o PSOL crescerem só destruindo com o PT, então esse é o objetivo maior. Não importa se Aécio vai descontruir tudo que foi feito de avanços nos últimos anos. Para esses partidos o que importa é o PT ser destruído. Mas tudo isso é culpa do próprio PT, no qual grande parte de seus principais quadros e militantes ficaram só preocupados em ocupar uma vaga em algum ministério ou estatal nesses últimos 12 anos, deixando “corações e mentes” da população para o PIG e para os movimentos de esquerda radical, estes últimos que veem o PT como grande inimigo de seu crescimento. Além disso, a Presidente desapareceu nesses últimos tempos e virou refém da Rede Bobo, financiando com verbas milionárias de propaganda.

Responder

Ulisses

08 de junho de 2014 às 11h44

Estou achando que o povo está com síndrome de haraquiri. Quero ver o PSDB ganhar estas eleições. E o que eles vão fazer com os movimentos sociais. Vão apanhar prá caralho. E sem sair uma nota na mídia. Este país vai entrar numa nova idade da pedra social. Mas estou começando a achar que o povo gosta.

Responder

    henrique de oliveira

    09 de junho de 2014 às 10h31

    Caro Ulisses , se o PSDB ganhar as eleições no golpe é claro , no dia seguinte acaba a corrupção no BRASIL e pode ter uma manifestação de 30 milhões de pessoas que não sera noticiado , pois o PIG não divulgara nada e nossa miséria , desemprego , sera motivo de elogios da mídia para esses corruptos travestidos de politicos.

    Desmascarando o golpe geral

    09 de junho de 2014 às 11h00

    Justo! Foi assim em BHC.

FrancoAtirador

08 de junho de 2014 às 03h20

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PODRES PODERES

É preciso reformar o futebol brasileiro,
mas impedir a Copa é tolice

Por Luiz Carlos Azenha, no FaceBook, via ESCREVINHADOR

Impedir a realização da Copa no Brasil, a essa altura, é uma tolice.

E olha que, tendo estudado mais de dois anos os bastidores do futebol (http://migre.me/jHuii), passei a concordar com o Andrew Jennings:
a FIFA atua como máfia.

Se eu fosse protestar contra o futebol, hoje, focaria na estrutura que é espelho da sociedade brasileira: está montada de tal forma a concentrar a renda no topo, feito uma pirâmide.

Os estádios foram privatizados.
Quem administra quer lucrar a qualquer custo.
O lucro exige a expulsão dos torcedores pobres.
O lucro foca nas famílias que tem dinheiro, pois delas pode ser extraído não apenas o preço do ingresso, mas o das compras no shopping dentro do estádio — nos Estados Unidos, até cabeleireiro tem.

A diferença é que nos Estados Unidos todas as grandes ligas — NFL, NBA e MLB, por exemplo — trabalham pelo equilíbrio entre os clubes. É a lógica capitalista. É preciso desenvolver mercados. O time de Chicago tem de ser campeão este ano e o de Miami no ano que vem. É preciso haver competição.

Por isso, na seleção dos atletas que ascendem ao profissionalismo, os piores classificados deste ano têm as melhores escolhas no ano seguinte.
Por isso, os direitos de TV que sustentam os clubes são distribuídos de forma mais equânime.

No Brasil, somos pré-capitalistas.

Graças ao monopólio — que João Havelange e Ricardo Teixeira ajudaram a sustentar na FIFA e na CBF, em favor da ISL e da Globo –, um grupo reduzido de clubes fica com a parte do leão.

Aos outros, resta quase nada. É por isso que teremos estádio sem clube na primeira divisão em várias cidades da Copa, dentre elas Cuiabá e Manaus.

Os torcedores locais já não torcem pelos seus clubes, já que na TV só assistem aos clubes de São Paulo e do Rio.
Compram camisetas dos clubes de fora.
Neste sentido, o torcedor de Manaus corre o risco de ser duplamente “colonizado”:
torcer pelo Barcelona e pelo São Paulo.

É o monopólio que impõe transmissões às dez horas da noite em dia de semana. Que compra para não mostrar.
Que destruiu o embrião de uma liga.

De que adianta ter uma CBF milionária se os clubes estão falidos e centenas de jogadores ficam desempregados depois dos campeonatos regionais?

Há muito a fazer para reformar o futebol brasileiro.

Impedir a realização da Copa não vai contribuir em nada com isso.

(https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=721747074549392&id=109725279084911)
(http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/azenha-e-preciso-reformar-o-futebol-brasileiro-mas-impedir-a-copa-e-tolice.html)
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Responder

Lukas

08 de junho de 2014 às 01h14

Copa sim, povo não, é a média dos comentários dos progressistas daqui…

Provocação…rs

Responder

    Julio Silveira

    08 de junho de 2014 às 17h35

    Ah! Já sei voce se refere ao povo cansado?

Henrique

08 de junho de 2014 às 00h44 Responder

    lukas

    08 de junho de 2014 às 14h25

    O ideal petista é que todos sejam submissos às ideias do partido: povo, imprensa, partidos politicos.

    Não há vida fora do PT. Todos devemos seguir o que o partido preconiza para o país.

    Que inveja dos países com partido único, onde os destinos do paìs são decididos “democraticamente” no interior do partido.

    Julio Silveira

    09 de junho de 2014 às 21h29

    Mais ou menos como em São Paulo, onde a permanência tucana indefinidamente no poder é salutar.

    Luiz Moreira

    10 de junho de 2014 às 18h56

    Tirando o CASO de ser contra ou a FAVOR do PT, gostaria de perguntar a ANTA lukas, o que ele fala sobre o HELICÓPTERO DA COCAÍNA? Será que é do PT e seus aliados ou do PSDB mineiro e seus aliados? Por sinal, não tem mais ninguém na cadeia. Se fosse em CUBA, que o lukas abomina, os safadinhos iam vender cocaína no cemitério. Será que estes são os indicados , mesmo na atual situação, para moralizar o BRASIL? Por isto gosto de regimes comunistas. Realmente levam as coisas a sério. Falharam não fuzilando a irmã do FIDEL. Demoraram muito! Estes da COCA podiam ter colocado em um presidio junto com loucos e estupradores. E soltar depois, somente. Aí teria assunto para o LUKAS, com letra maiúscula. Os comerciantes burgueses de COCA tem de levar na COLA.

edward

07 de junho de 2014 às 23h12

Se a Dilma perder e o Aécio ganhar, haverá medidas impopulares.

E é isto que querem os sem tetos e demais ligados à esquerda demonizando a Copa?

Estes movimentos podem e devem fazer valer seus direitos nas eleições. Porém, são hoje inocentes úteis, cujos atos são motivos de piada nas mansões.

Responder

Julio Silveira

07 de junho de 2014 às 22h07

É a “esquerda” do tipo Serra e FHC, que na falta de identidade esquerdista presta serviços para a direita.
Engraçado, sequer uma bandeira de protesto pela falta d’água, pelo volume morto, nenhuma revolta contra a corrupção no metro, um dedo de critica sobre a desapropriação violenta no Pinheirinho. O ” esquerda” sacana sofre todas as consequências de uma gestão no mínimo incompetente no plano do estado, mas direciona toda sua bronca, toda sua furia para o plano federal, e ainda mais contra uma das poucas coisas onde somos excepcionais. “Esquerda” do contra senso essa.

Responder

José X.

07 de junho de 2014 às 21h42

“abaixo e à esquerda”…se procurar, vai achar dinheiro da heritage foundation, da ned (national endowment for “democracy”), da usaid, etc…

Responder

FrancoAtirador

07 de junho de 2014 às 21h39

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As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá

Olho para os países onde morei nos últimos 4 anos
e vejo que o RS não está nem um passo atrás
em termos de democracia e participação.
Pelo contrário.

Por Bruna Santos*, na Carta Maior

O famigerado complexo de vira-latas brasileiro, diagnosticado por Nelson Rodrigues, tem sido recorrentemente citado ao longo das últimas semanas. Ele reflete a insegurança e descontentamento daqueles que repetem “só no Brasil mesmo” toda vez que se deparam com algum problema.

A percepção do brasileiro sobre a situação atual do país piorou significativamente desde que os protestos tomaram as ruas em junho do ano passado.

A mensagem era clara: o brasileiro quer eficiência, integridade política e, acima de tudo, quer ser ouvido.

A iminência da Copa do Mundo nos jogou no meio de uma nuvem de insegurança coletiva em relação à percepção alheia sobre o Brasil, nesse caso, a percepção de nada menos do que o restante do mundo.

A fim de dar um empurrãozinho na disposição de alguns brasileiros a ver o copo meio cheio, proponho uma reflexão breve sobre democracia e participação.

Na última quinta-feira, “só no Brasil mesmo”, foi realizada a maior consulta pública da história da internet no país.

A Votação de Prioridades realizada pelo Gabinete Digital do Estado do Rio Grande do Sul encerrou as consultas com 255.751 votantes em três dias. Com este resultado, o Rio Grande do Sul realizou a maior consulta pública da história da Internet no país e o maior processo de orçamento participativo digital do mundo.

Tudo isso foi monitorado de perto por pesquisadores do Banco Mundial que estavam no estado para conduzir uma série de experimentos relacionados à participação cidadã.

Comparação e competição

Como quem olha o pão com manteiga que tem na frente e compara com o carré de cordeiro na foto do Instagram do vizinho, o brasileiro complexado olha para fora e se deprime. (Não cabe a mim explicar o porquê).
Ele se deprime porque pensa que em Miami a vida é mais fácil;
que em Nova Iorque tem emprego pra todo lado
e que em Pequim tudo funciona, pois o governo é eficiente.

Aos que pensam assim, fica o meu depoimento.

Há algum tempo vivo entre Brasil, China e Estados Unidos.

Ser expatriada foi uma opção de vida.
Não saí do Brasil por que o país não funciona.
Saí por inquietação intelectual.

Manhattan Connection às avessas – com parada na Praça da Paz Celestial

Olho para os países onde morei nos últimos 4 anos e vejo que o Rio Grande do Sul não está nem um passo atrás em termos de democracia e participação.

Pelo contrário. Nos EUA, desde a década de 1990 tem-se tentado reinventar o governo.
David Osborne foi o idealizador dessa reforma na administração Bill Clinton.
Nos últimos 8 anos, Nova Iorque também passou por uma transformação intensa na forma de pensar a intersecção entre políticas públicas e tecnologia.
Liderada pelo prefeito Bloomberg, a iniciativa de usar a tecnologia da informação a serviço dos cidadãos foi feita de maneira colaborativa.
A prefeitura abriu seus dados e criou canais de participação para que a população inovasse criando soluções criativas para os problemas urbanos.

Eu considero a experiência nova-iorquina admirável e replicável.
No entanto, a cidade ainda carece de iniciativas de participação popular eficazes.

Acredite, tendo Porto Alegre como exemplo, a ‘esquina do mundo’ [New York] lançou apenas em 2012 seu modelo de orçamento participativo – 23 anos depois da implantação do OP em POA pelo então prefeito Olívio Dutra.

Depois da ‘Grande Maçã’ [em inglês: Big Apple = apelido da cidade norte-americana de Nova Iorque],
olhemos para a outra esquina do mundo: Pequim.
Na China, se você não é filiado ao Partido Comunista Chinês (PCC), as suas chances de ser ouvido e de participar das decisões políticas do país são reduzidas a nada.
O chinês de classe média hoje tem acesso às grandes marcas internacionais, carros de luxo e etc, mas ainda está encerrado em um modelo não participativo de governo.
Lá vive-se era da informação, da velocidade, da internet e das redes sociais, mas ninguém pode usar o Google, a internet é censurada e os cidadãos leem com descredibilidade o que é dito na mídia local.

No mesmo 4 de junho que, no Rio Grande do Sul, comemorávamos o sucesso da participação popular na votação das prioridades, na China, o governo repetia, pela 25º vez, seu esforço anual para apagar da história os vestígios do massacre de estudantes que pediam democracia na praça de Tianamen.

Oportunidades

A era da informação, da internet, das redes sociais e dos dados abertos nos oferece a oportunidade única de reformular nossas instituições políticas.

O Rio Grande do Sul tem sido pioneiro nisso.

Uma revolução na forma de fazer política é necessária.

A desigualdade entre ricos e pobres é um abismo que os líderes mundiais passaram décadas tentando fechar.

Mas, na realidade, a maioria dos cidadãos permanece insatisfeito com uma desigualdade diferente: a que existe entre os poderosos e os impotentes.

Mais uma vez, o Gabinete Digital deu poder à voz dos gaúchos.
Elevou o volume dos que ainda falam baixo ou não são ouvidos.

Eu tenho orgulho disso e não vejo espaço para inseguranças e complexos, mas sim para avaliação crítica e construtiva.

Melhoria, sugestões, participação e inovação.

Que assim seja e que nossa voz nunca se cale!

Os ouvidos dos poderosos estão abertos…

Aproveitem!

*Bruna Santos é mestranda em Administração Pública na Universidade de Columbia, pesquisadora no projeto Public Management Innovation entre os Columbia Global Centers do Rio de Janeiro, Pequim e Mumbai e sócia-fundadora da empresa Ethos Intelligence, dedicada ao monitoramento e avaliação de projetos de impacto social.
::: LinkedIn.
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Rio Grande do Sul

Governo gaúcho realiza a maior consulta pública da Internet no Brasil

O maior processo de Orçamento Participativo digital do mundo

255.751 internautas participaram da Votação de Prioridades
pela qual é definido, por meio do voto popular direto,
o destino de parte do Orçamento do Estado do RS para 2015.

Foram disponibilizados R$ 200 milhões para Consulta Popular.

Números da Votação Presencial, que ocorreu no dia 4 em todo o estado, ainda serão computados e divulgados pela Secretaria do Planejamento.

Com 255.751 votantes em três dias, o Rio Grande do Sul realizou a maior consulta pública da Internet no país, e o maior processo de orçamento participativo digital do mundo.

O recorde foi registrado entre os dias 2 e 4 de junho, com a Votação de Prioridades – processo no qual os gaúchos definem, por meio do voto direto, o destino de parte do orçamento do Estado para 2015.

Em 2013, a consulta somou 157.549 votos pela Internet.

Entre os diferenciais da campanha deste ano, consta a utilização maciça das redes sociais para ‘viralizar’ conteúdos e atrair novos votantes, sob coordenação do Gabinete Digital, encarregado de ampliar o alcance no ambiente online.

Com o apoio da Procergs e da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela consulta, o sistema de votação também foi reformulado a partir do zero, propiciando uma interface mais amigável e a possibilidade de cruzar dados por meio do Login Cidadão.

A estratégia possibilitou, por exemplo, que os participantes recebessem cupons extras para o Sorteio do Milhão da Nota Fiscal Gaúcha, agendado para março de 2015.

Neste ano, a Votação de Prioridades disponibilizou R$ 200 milhões para a consulta popular, cifra 21% maior no comparativo com o período anterior, quando o montante somava R$ 165 milhões.

Os números da votação presencial, que ocorreu no dia 4 em todo o estado, ainda serão computados e divulgados pela Seplag.

Além dos números

Todo o processo foi acompanhado por pesquisadores do Banco Mundial, que desembarcaram no Rio Grande do Sul para conduzir uma série de experimentos relacionados à participação cidadã. A instituição realizou diversos testes para mensurar o nível de engajamento da população na Internet, incluindo questionários virtuais e presenciais, bem como o disparo de e-mails e mensagens de celular para medir a variação da resposta do cidadão a diferentes mídias e conteúdos.

O especialista em Governo Aberto do Banco Mundial, Tiago Peixoto, avalia positivamente os resultados preliminares. “Além dos números, esta foi a primeira consulta a utilizar os mais modernos recursos de mobilização, valendo-se desde a telefonia móvel até a força das redes sociais para chegar ao resultado final. Acompanhamos diversos processos semelhantes em diversos países, e podemos dizer com segurança que a Votação de Prioridades do Rio Grande do Sul é a maior consulta orçamentária digital do mundo”, afirmou. Os resultados do experimento serão sistematizados e divulgados em breve.

(http://gabinetedigital.rs.gov.br/post/com-255-751-votantes-governo-gaucho-realiza-a-maior-consulta-publica-da-internet-no-brasil)

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO RS

255.751 GAÚ[email protected] VOTARAM PELA INTERNET
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Responder

José Neto

07 de junho de 2014 às 20h20

É muita falta de idealismo querer se apropriar e se comparar com o movimento de Chiapas que teve como lider o Sub-comandante Marcos, que numa de suas últimas incursões sempre pacíficas e profundamente emblemáticas, após uma marcha silenciosa soltou um comunicado: “Ouviram? Esse é o som do mundo de vocês desmoronando e do nosso ressurgindo”. Sugiro a esses coletivos um intercâmbio para aprenderem a protestar deixando um rastro de sonhos e lutas dignas e não de destruição.

Responder

Mário SF Alves

07 de junho de 2014 às 18h47

Virou moda. Virou mania. Tomara que vire algo original. Energia, pareçe, é o que não falta.

Tomara que, como lembraram agora há pouco, não fiquem com o ônus e o acima e à direita não fique com o bônus. Dialética do processo.

Alguém, um pouco abaixo (na página), lembrou a História. Com razão.

————————
Fato 1 – Lula trouxe a Copa para o Brasil. Ponto. Se confio na política do Lula, logo devo admitir que a coisa se não interessa agora, com certeza interessou antes; até como estratégia, quem sabe.
Fato 2 – O processo é dinâmico, o tempo não para e tal.

Portanto, quem pode garantir que ao fim e ao cabo tudo não se resolva em favor de uma correlação de forças mais favorável ao povo?

Só os tolos se aventuram quando existe uma saída razoável.
——————————————–
Seja como for, e partindo de uma premissa unicamente científica, isto é, deixando de lado as razões do coração, é fundamental ter em mente que a única saída CONSERVADORA ou (extremamente conservadora/nazista) para a atual crise do capitalismo é o neoliberalismo. Por isso vão se bater. Por isso estão se batendo. E há quem diga que já estão com a faca entre os dentes.

Responder

Marat

07 de junho de 2014 às 17h47

Acho estranho, muito estranho, ver aqui em SP a violência atingindo níveis elevadíssimos, metrô e trens sempre quebrados e o sistema de ensino público destroçado, e esses “indignados” (seriam eles seletivos?) nunca manifestarem-se contra o governo do Estado, muito pelo contrário, esses caras dão ao super-conservador PSDB 44% das intenções de voto, e mais quatro lastimáveis anos de atraso e conservadorismo para nosso Estado!

Responder

Luís Carlos

07 de junho de 2014 às 17h33

Por favor, qual dinheiro público foi usado para fazer estádios de futebol? Durante governo militar apoiado pela mídia corporativa e super ricos brasileiros tivemos sim, muitos estádios feitos com recursos públicos. Atualmente qual estádio e que recurso público?

Responder

Luís Carlos

07 de junho de 2014 às 17h31

O MPL é o mesmo que ano passado admitiu que perdeu o controle das manifestações? O mesmo que disse ser movimento sem liderança?
Anonymous é aquele grupo não mostra o rosto e usam a máscara do V de vingança, e fazem vídeos em inglês falando mal do Brasil? Financiados pela CIA e que estimulam golpes “pacíficos” conforme ensinado por Sharp, como na Venezuela, Síria, Tailândia e Ucrânia?

Responder

Véio Zuza

07 de junho de 2014 às 17h14

Quem são os grupos que se mobilizam contra a Copa:?
a) um bando de vagabundos;
b) um bando de idiotas;
c) um bando de paus-mandados da Direitona;
d) todas as alternativas anteriores (X)
Leña y punto, ou isso aqui vira a UCKRÂNIA! Quando é mesmo que o Joe Biden e o Kerry vêm visitar os vassalos do Anonymous e outros quetais?

Responder

De Paula

07 de junho de 2014 às 15h06

Resumindo é isso: “Abaixo e à esquerda” fica com o ônus e “acima e à direita” fica com o bônus. Não sou eu que digo; é a História.

Responder

vinícius

07 de junho de 2014 às 13h45

Acho interessante a postura dos “coletivos”.
Só espero que os “coletivos” não se deixem pautar por “formadores de Opinião” da mídia.

Já que eles citam frase do EZLN, saibam que o Sub-comandante Marcos abriu mão da liderança que exercia. O motivo não é idade, doença.
A justificativa é que ele já foram formadas novas lideranças.
http://www.bbc.com/news/world-latin-america-27569695

Espero que estes coletivos saibam forma lideranças!

Abraço Dilmais de apertado para todos!

Responder

Fernando Augusto

07 de junho de 2014 às 13h38

Abaixo à esquerda!!! é o GRITO que vai ficar depois da Copa se não criarem juízo esses ativistas

Responder

    Fernando Augusto

    07 de junho de 2014 às 18h07

    Abaixo a esquerda, sem crase, é o que vão gritar.

Fernando Augusto

07 de junho de 2014 às 13h28

Segundo Guilherme Boulos, do MTST, considera qualquer tentativa de apropriação de pauta por parte da direita como ilegítima e diz que será condenada pelo movimento.
Tudo bem, eu até acredito nele, mas a mídia vai repercutir isso, duvido!!!
Os grandes veículos de comunicação controlados pelos barões da mídia só publicam o que eles querem e como eles querem.

Responder

Urbano

07 de junho de 2014 às 13h21

Devem sentir saudade do massacre de Carajás, do inesquecível desgoverno do danoso ferrando henriqueaux; só sendo… Saudade até da fartura daquela época, pois em relação aos dias de hoje fartava tudo. Resumindo, é muita memória e sapiência na ponta dos dedos…

Responder

    Urbano

    07 de junho de 2014 às 21h20

    Resumindo, é ter muita memória e sapiência na ponta dos dedos.

lidia virni

07 de junho de 2014 às 13h07

A frase que melhor define o caráter das manfgestaçõpes é: ” Como a Copa não é para a gente….”. É para quem, cara pálida? Para aqueles que em qualquer lugar do mundo e em qualquer evento que movimenta muito dinheiro desviam boa parte para os seus bolsos e dos cupinchas, como vários governos estaduais e municipais e as respectivas empreiteiras? Ou seja, na sua visão mesquinha e amplamente dirigida sabemos por quem, a maioria esmagadora do povo, que esse par de centenas de antiCopa não representam em momento nenhm,não quer saber do evento esportivo e nem vai assistir aos jogos. Não só vão torcer muito como os próprios “ativistas” também, escondidos do público para não se contradizerem. E VIVA COPA!!!!

Responder

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