A visão da CIA sobre a resistência à ditadura no Brasil

Tempo de leitura: 10 min
Segundo os relatórios da CIA, Brizola era o mais temido nos bastidores do poder

Monitoramento no exílio

04/05/2013 | 16h11Atualizada em 04/05/2013 | 17h29

Documentos apontam que CIA via em Brizola a principal ameaça à ditadura

Relatório da agência aponta ex-governador como um ativo insurgente e fomentador da guerrilha

Guilherme Mazui e Klécio Santos, no Zero Hora, sugerido pelo Marcelo de Mattos

Nos primeiros anos do regime militar (1964-1985), os focos de insurgência armada haviam sido sufocados e a maioria dos líderes políticos de esquerda estava presa ou vivia no exílio. Nesse clima de aparente legalidade, a população se inclinava a apoiar os militares, instigada pelo discurso oficial de combate à ameaça subversiva. Um nome, contudo, era temido nos bastidores do poder: Leonel de Moura Brizola.

Enquanto respirava a brisa do Rio da Prata, no Uruguai, Brizola comandava operações, treinava guerrilheiros e recebia auxílio financeiro de Cuba e de ultranacionalistas brasileiros com objetivo de derrubar a ditadura. A versão sobre as atividades do trabalhista e o papel de Cuba no apoio de grupos extremistas na América Latina estão descritos em um calhamaço de papeis da CIA — a agência de inteligência americana — enviados ao governo brasileiro, ao qual ZH teve acesso.

Intitulado Intelligence Handbook, o dossiê da agência se detém em descrever em dezenas de páginas a ação dos grupos contrários ao regime, com foco sobre o Movimento Nacional Revolucionário (MNR) de Brizola, considerado como o mais “ativo” grupo de oposição ao regime. A documentação é datada de fevereiro de 1968.

A teia de relações de Brizola é descrita em minúcias, bem como os homens que formavam o seu establishment: Paulo Shilling — um dos fundadores do Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master), uma organização precursora do MST —, o ex-deputado Neiva Moreira e o coronel do Exército Dagoberto Rodrigues, ex-diretor do Departamento de Correios e Telégrafos no governo João Goulart.

Os tentáculos de Brizola se estenderiam pela Europa, onde seu contato era o ex-deputado Max da Costa Santos, que se encontrava exilado em Paris. Era ele quem viajava para Cuba através de uma conexão por Praga em busca de suporte para ações guerrilheiras.

Para a CIA, a indicação mais clara do envolvimento de Cuba é seu apoio ao grupo de exilados de Leonel Brizola. “Os couriers (mensageiros) cubanos contataram e financiaram insurgentes brasileiros no Uruguai e financiaram sua viagem a Cuba para treinamento em campos de guerrilha”, aponta o relatório.

Um estilo centralizador

Ainda segundo os documentos, Brizola arranjou um grau de proteção para ele próprio e sua organização no Uruguai desenvolvendo relações próximas com vários políticos e oficiais, bem como com grupos revolucionários daquele país, entre eles o Movimento Revolucionário Oriental e a Frente de Esquerda de Libertação (Fidel), ambos ligados ao regime cubano.

Àquela altura, Brizola já sofria com escassez de homens dispostos a “encarar os perigos e dificuldades encontradas pelas guerrilhas” e os relatos apontam o recrutamento de possíveis combatentes até no Paraguai.

Embora fosse financiado pelos revolucionários de Sierra Maestra e que membros do MNR eram constantemente treinados na ilha, Brizola se recusava a aceitar cubanos como integrantes do seu grupo, segundo a CIA, “provavelmente temendo perder o controle de sua organização”.

— Não resta dúvida que toda a pressão e carga era sobre o Brizola. Ele era o perigo — atesta Jair Krischke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que considera fundamental que toda documentação venha à tona, mesmo que sob a ótica americana dos fatos.

Para a CIA, a “insistência” de Brizola em ser o único comandante de qualquer operação o teria colocado em desacordo com outros grupos brasileiros e contribuído para o seu “fracasso” em obter apoio unânime até entre os exilados no Uruguai.

Centralizador, o gaúcho em 1968 estaria cedendo espaço para outras agremiações guerrilheiras, como a Resistência Armada Nacionalista (RAN), sob a liderança do ex-almirante Cândido de Assis Aragão e que reunia antigos oficiais do Exército e da FAB.

O grupo contaria, conforme os dados da CIA, com uma rede de escape e uma base guerrilheira de apoio na Bolívia, onde foram encontrados contatos e nomes e endereços em Porto Alegre.

Até mesmo o suporte de Cuba Brizola estaria perdendo, em detrimento de outras lideranças como Carlos Marighella. Diante do suposto isolamento, o ex-governador estaria buscando outras fontes de financiamento através do governo da Argélia, onde Miguel Arraes estava exilado.

A atuação de Arraes é tida pela CIA como mais voltada para esfera política, sem ação “proeminente nos círculos revolucionários”. Já Brizola era mais temido, principalmente por, dois anos antes, ter posicionado um grupo paramilitar na serra do Caparaó, divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais, naquela que é tida como a primeira guerrilha da ditadura.

“O grupo foi recrutado, organizado, treinado, financiado e dirigido por Leonel Brizola”, enfatiza o relatório da CIA.

— Caparaó era a menina dos olhos do Brizola, mas foi um grande fracasso. Era um grupo muito bem preparado militarmente, mas que acabou se isolando da população e ficou sem condições psicológicas de resistir — relata o jornalista Flávio Tavares, que questiona a maioria dos informes da CIA já que eram baseados em dados do regime que nem sempre traduziam a verdade.

A documentação, contudo, não surpreende a família de Brizola. O filho João Otávio, 60 anos, afirma que se soube mais tarde que havia infiltrados da CIA no Uruguai monitorando seu pai e que foi a partir de 1968 que Brizola parou de arquitetar contra a ditadura.

— Antes disso, ele era uma máquina de conspirar e não tenho a menor dúvida de que tinha apoio de Cuba.

Uma descrição dos levantes

Ao longo das dezenas de páginas do relatório elaborado pela CIA há uma descrição de tentativas de levantes guerrilheiros ocorridos no país e da capacidade de as Forças Armadas sufocarem qualquer “esforço insurgente”.

Existia o temor de novos movimentos em Estados menos populosos como Mato Grosso, Goiás e Amazonas — o que de fato ocorreu no caso da Guerrilha do Araguaia. O dossiê destaca, contudo, que o Exército, precavido, começou a realizar manobras em áreas rurais e inóspitas e que a população estaria pronta a auxiliar na delação. “O Exército mantém uma boa reputação entre o povo por meio de programa de ação cívica.”

O foco embrionário de guerrilha tinha origem em Leonel Brizola. O mais sofisticado esforço teria ocorrido em 1966, na Serra do Caparaó, quando um grupo de cerca de 20 homens apoiados do exílio pelo gaúcho tentou recriar na região uma insurreição nos moldes cubanos.

Sem apoio dos camponeses enquanto aguardava instruções de Brizola, os guerrilheiros foram capturados no final de março de 1967. A unidade contava com apoio logístico de Bayard Demaria Boiteux, ex-presidente do PSB.

Junto aos guerrilheiros, a ponte de Boiteux era o ex-sargento Amadeu Rocha, a quem repassava dinheiro e remédios. “Amadeu depôs em interrogatório que Brizola gastou US$ 30 mil providenciado por Cuba no esforço em Caparaó”, aponta o dossiê da CIA.

Alguns integrantes dessa insurgência, segundo a CIA, teriam participado em 1965 de um incidente no Rio Grande do Sul em um destacamento militar em Três Passos.

Eles eram liderados por Jefferson Cardim, que fazia parte do grupo de exilados no Uruguai sob o guarda-chuva de Brizola. O relatório aponta que o levante teve inspiração brizolista, mas sua influência foi nula.

— Cardim estava brigado na época com Brizola. Ele agiu por conta própria quando cruzou a fronteira — assegura Jair Krischke, do MJDH.

A documentação também faz menção à prisão de um grupo de terroristas em Uberlândia (MG), em 1967, com “quantidades de explosivos químicos incendiários e armas”. O interrogatório dos presos incluiu o jornalista Flávio Tavares.

— O Grupo de Uberlândia nunca chegou a funcionar. Quis implantar um foco de guerrilha, mas foi infiltrado pela polícia. Se tornou apenas uma isca para levar à minha prisão — lembra Tavares, que nega que o grupo possuía armamentos.

Segundo o dossiê, Tavares teria sido recrutado por um membro do bando para contatar Brizola, com quem se encontrou duas vezes em janeiro daquele ano e teria intermediado para um instrutor de guerrilha viajar a Minas Gerais. O grupo foi desmantelado em julho.

— Na época, fiz um contato com Brizola, mas desconhecíamos que o grupo tinha se transformado em uma armadilha. Tudo o que o grupo fazia a polícia tomava conhecimento. O grupo não tinha relação com o Brizola — afirma o jornalista.

Preocupação com os “reacionários”

O relatório da CIA também tem um capítulo destinado à linha dura do regime, que representava uma “potencial ameaça” à estrutura política do país.

A preocupação com esses setores, classificados de “reacionários” pelo dossiê, envolvia não só oficiais aposentados, mas também militares da ativa — a maioria majores e coronéis — com ideias reformistas ligados ao ex-presidente Castelo Branco e que estariam exercendo certa pressão junto ao atual mandatário, Costa e Silva.

O temor se estendia a setores da sociedade como latifundiários (“abastados plantadores de café”) e industrialistas, que estariam descontentes com a reforma econômica e que, no passado, chegaram a se unir a nacionalistas em busca de uma legislação protecionista.

Nem mesmo o maior nome conservador da política escapou dos adjetivos da CIA. O ex-governador da Guanabara Carlos Lacerda é tido como a figura política mais “perigosa” ao regime: “Ele é um oportunista esperto, com laços apertados com os conservadores, reacionários e oficiais militares linha dura”.

O relatório faz menção à Frente Ampla, movimento liderado por Lacerda e os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek contra o regime, que pleiteava eleições diretas e a recuperação dos direitos cancelados com o golpe. O documento menciona que Lacerda estaria perdendo apoio entre os setores conservadores ao “cortejar” forças pré-revolucionárias.

A CIA e os grupos guerrilheiros

Zero Hora teve acesso a documentos da agência de inteligência norte-americana, a CIA, repassados pela ONG The National Security Archive ao governo brasileiro. Especializada na liberação de documentos secretos, a National é vinculada à Universidade George Washington. Ao todo, são 270 paginas, sendo 40 pertencentes ao “Livro de Inteligência” da CIA, de fevereiro de 1968.

A seguir, um resumo de como a CIA monitorava e analisava possíveis grupos exilados capazes de criar focos de “insurgência” no Brasil.

Movimento Nacional Revolucionário (MNR)

Grupo que concentrou sua organização no Uruguai após o golpe de 1964, o MNR era composto por militares contrários ao regime, porém também contava com civis. Segundo os documentos da CIA, era organizado por Leonel Brizola e recebia auxílio do governo cubano.

Trecho dos documentos: “Entre os vários grupos opostos ao governo existente, o MNR de Leonel Brizola é conhecido como o mais ativo”.

A Resistência Armada Nacionalista (RAN)

Concentrado em Montevidéu, era dominado por militares excluídos pelo regime, capitaneados pelo almirante Candido Aragão, mas também trazia antigas lideranças do Exército e da Força Aérea. O RAN se opunha às decisões do MRN e não reconhecia Brizola, um civil, como líder.

Trecho dos documentos: “O RAN tem sido mal sucedido em obter apoio significativo tanto dos comunistas cubanos quanto dos chineses.”

O Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Fundado em 1922, defendia o marxismo, com forte atuação em sindicatos. Teve um curto período de legalidade. Luís Carlos Prestes e Carlos Marighella foram grandes lideranças, sendo que Marighella deixou a sigla. Segundo a CIA, o PCB recebia auxílio da União Soviética.

Trecho dos documentos: “O PCB segue a linha soviética e é o maior grupo revolucionário disciplinado no Brasil. Soma cerca de 13,2 mil de acordo com suas lideranças.”

O Partido Comunista do Brasil (PCB)

Articulado por dissidentes do PCB, na década de 1960, o partido vivia na clandestinidade. Era mais afinado com a doutrina chinesa da esquerda, na defesa de guerrilhas para insuflar a revolução armada. Por ser mais recente, ainda sofria com o número escasso de membros.

Trecho dos documentos: “Três ou quatro grupos do CPB receberam de três a seis meses de treinamento em insurgência urbana e rural na China comunista.”

Ação Popular (AP)

Formada por lideranças estudantis de esquerda, surgiu nos anos 1960, liderada por membros da Igreja Católica. Mais forte nos centros urbanos, conseguiu organizar manifestações estudantis e se ramificar pelo país. Conforme a CIA, teria inclinações pela insurgência armada.

Trecho dos documentos: “Se a AP iniciar a insurgência, ela provavelmente tomará a forma de terrorismo urbano. Muito sobre esta organização é especulativo.”

Polop

Criado nos anos 1960, congregava lideranças estudantis e de trabalhadores. Radical, incluindo dissidentes de partidos de esquerda, no futuro deu origem a outros movimentos que lutaram contra o regime. Em 1968, a CIA não acreditava na capacidade de insurgência do grupo.

Trecho dos documentos: “Intelectuais marxistas que acreditam que o Brasil pode ser salvo por uma revolução violenta baseada em uma aliança estudante-trabalhador.”

Grupos Trotskistas

Os movimentos trotskistas seguiam a doutrina do ucraniano Leon Trotsky, liderança que fez história na União Soviética. Os movimentos tinham diferentes grupos, como o Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT), envolvido em paralisações de trabalhadores.

Trecho dos documentos: “Orientado para preparar e liderar revoltas camponesas, eles têm sido culpados por tentativas de atos isolados de terrorismo e sabotagem.”

ENTREVISTA Peter Kornbluh

Diretor da The National Security Archive

“A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada”

Pesquisador da ONG The National Security Archive, Peter Kornbluh é um especialista em obter documentos outrora secretos do governo dos Estados Unidos. Ele tem auxiliado o Brasil na obtenção destes relatórios, como o acervo de 270 páginas que Zero Hora teve acesso, informes entregues à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Em entrevista concedida por e-mail a ZH, o pesquisador avalia a importância da abertura de arquivos, o primeiro ano da Lei de Acesso à Informação brasileira e a influência norte-americana nos regimes militares da América Latina. A seguir, os principais trechos.

Zero Hora – Qual a importância de abrir arquivos secretos de países?

Peter Kornbluh – A abertura de arquivos governamentais é uma obrigação para a democracia. É o direito do cidadão saber, em qualquer país, o que seu governo tem feito em seu nome, mas sem seu conhecimento. Sem acesso à verdadeira história, pode não haver fundamento histórico para um debate público integral sobre o futuro. Particularmente, em países como o Brasil, onde existe um histórico de abusos de direitos humanos e repressão, as evidências nos arquivos são fundamentais para se chegar a um veredicto social, legal e histórico sobre o passado.

ZH – Como funciona o processo para abrir documentos secretos nos Estados Unidos?

Peter – Nos Estados Unidos há uma legislação clara sobre liberdade de informação, que garante o direito legal de requisitar e obter documentos. Existe também o sistema da biblioteca presidencial, supervisionado pelo governo, onde documentos-chave são coletados, revisados e eventualmente disponibilizados para pesquisas escolares.

ZH – O Brasil criou sua Lei de Acesso à Informação. O senhor a conhece?

Peter – O Brasil é uma das últimas grandes nações a aprovar uma lei de acesso à informação, algo muito importante. O aniversário da lei está chegando, e jornalistas e organizações devem avaliar como ela funcionou: quantos pedidos foram arquivados, quantos documentos foram liberados, quantos documentos foram retidos, e se a retenção foi legítima ou ilegítima. É indispensável uma auditoria do primeiro ano para ajudar a melhorar a implementação da lei nos anos que virão. A documentação brasileira não tem apenas o grande papel de fortalecer o fluxo de informação para os cidadãos brasileiros, mas também informar outros países sobre o papel que o Brasil desempenhou no Exterior.

ZH – Qual foi a influência dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América do Sul?

Peter – Os Estados Unidos ajudaram secretamente a criar os mais famosos regimes militares na região – do sanguinário regime guatemalteco em 1954 às juntas brasileiras em 1964, até o regime Pinochet em 1973. Nos Estados Unidos e na América Latina nós sabemos muito sobre a intervenção secreta americana na região em virtude da nossa capacidade de usar a lei de acesso à informação para obter documentos com acesso liberado.

ZH – E Cuba financiou grupos armados na América do Sul?

Peter – Como não temos acesso aos arquivos cubanos, não sabemos a história completa sobre o apoio do país às insurgências latino-americanas. Depois que Che Guevara foi morto por tropas treinadas pelos americanos na Bolívia, o apoio cubano para insurgências foi significativamente reduzido até os anos 1980, quando Cuba apoiou alguns elementos revolucionários na América Central.

ZH – Como o senhor avalia o regime militar no Brasil?

Peter – O Brasil é uma superpotência regional. A ditadura brasileira possuía uma política exterior muito intervencionista no Cone Sul – auxiliando na derrubada de Salvador Allende (Chile), participando no enfraquecimento do governo da Bolívia, influenciando as eleições no Uruguai etc. A história dos arquivos brasileiros deve ser revelada para o benefício da região latino-americana, como também o direito de saber de todos os brasileiros.

Leia também:

Torturador da ditadura, delegado Carlinhos Metralha é esculachado

Apoie o jornalismo independente


Siga-nos no


Comentários

Clique aqui para ler e comentar

Substantivo Plural » Blog Archive » A visão da CIA sobre a resistência à ditadura no Brasil

[…] aqui […]

Nelson

Estás correto quando afirmas, meu caro Cyro, que os EUA “sempre nos viram com medo, pois somos os grande do Sul”.

Porém, eu te afirmo que os EUA têm medo até mesmo que o menor dos países adote uma postura de maior autonomia em relação aos ditames do Sistema de Poder que domina planeta ou quase todo ele.

Não fosse assim, como se explicaria a postura, bem conhecida, dos governos dos Estados Unidos contra Granada, Guatemala, Cuba, Nicarágua, Vietnam e vários outros países. Esses países pequenos ousaram na tentativa de trilhar caminhos alternativos em que se utilizaram de seu direito inalienável à liberdade, autonomia e soberania.

Todos sabemos como foi a reação extremista, terrorista mesmo, dos governos dos EUA contra esses povos.

Mardones

Vou esperar os documentos da CIA que revelam os nomes das empresas que financiavam a ditadura. Será que o ZH também terá acesso a esses documentos?

Euler

E esta cínica elite brasileira, incluindo sua mídia babaca, com seus comentaristas de aluguel, ainda têm a coragem de citar os padrões norte-americanos e europeus como referência ou exemplo para nós. A democracia norte-americana não passa de um circo orquestrado por muitos dólares, balões e bandeirinhas, e uma mídia pior até do que a brasileira (embora pareça difícil tal possibilidade).

No fundo, o que pesa para os governos norte-americanos são os interesses das empresas, das multinacionais, dos banqueiros, que são os verdadeiros donos daquele país – e em parte, do nosso também. Política de estado nos EUA é a arte de tramar golpes em outros países, ou causar divisões internas (como estão fazendo agora na Venezuela contra o recém-eleito presidente chavista Maduro); ou invadir diretamente, como fizeram no Iraque e Afeganistão, e pretendem fazer contra o Irã, só para ficarmos em alguns poucos exemplos.

Os EUA semeiam ódio em todo o planeta, e tudo fazem para impedir que os povos se autogovernem. Lógico que quando falamos dos EUA estamos falando de uma elite proprietária da indústria bélica, dos banqueiros, das grandes multinacionais e dos seus agentes de estado, como os presidentes daquele país e seus assessores. Que não passam de fantoches.

Tudo ali cheira à farsa, à manipulação das pessoas, à mentira e à hipocrisia. Até mesmo a divulgação posterior de algumas supostas verdades deve ser vista com reserva. Primeiro, porque não se sabe até que ponto tais informações são plantadas para causar mais divisão interna ou confusão em outros países; segundo, seguramente muita coisa não é divulgada, pois provavelmente envolve práticas dos EUA ainda mais lesivas aos interesses da maioria da população; terceiro, com todo o histórico de golpismo e práticas de terrorismo de estado, é um absurdo que os governos e diplomatas e os povos de outros países ainda aceitem que os EUA transitem livremente nos territórios desses países, sem que tenham pedido desculpas e que tenham ressarcido financeira e materialmente pelos profundos estragos cometidos.

Juntamente com a cínica elite brasileira e sua mídia amestrada, os governos e as elites norte-americanas, com sua cultura enlatada imposta goela abaixo do país, são os responsáveis pela destruição das culturas regionais, e desse quadro de criminalidade e de vaziez mental existentes no Brasil e no mundo.

E o monopólio da mídia brasileira nas mãos de meia dúzia de famílias mentalmente colonizadas (e abduzidas pelos EUA e países ricos da Europa) é parte integrante desse diabólico esquema mundial de poder, voltado para detonar os interesses da maioria pobre da população.

    Ricardo da Costa

    Falou tudo e mais um pouco. Me dá nojo, vê gente puxando o saco dos EUA, como se eles fossem o arauto da democracia…
    Quando na verdade, são percursores das ditaduras…

Djijo

Mais parece um roteiro de filme onde se exagera um pouco mais para dar bastante ação para prender o espectador. Pra mim, isso daí é tudo armação.

    Cyro

    Se João Goulart tivesse terminado o seu mandato, o Brasil seria outro, com mais educação e igualdade social. E o seu sucessor provavelmente seria Leonel Brizola.
    Os estadunidenses nunca perdoaram Brizola por ter encampado, enquanto governador do Rio Grande do Sul, empresas de eletricidade dos EUA. A UDN nunca perdoou Brizola e Jango por serem herdeiros de Getúlio. A direita nunca perdoou Jango por ter reajustado o salário mínimo em 100% e tampouco perdoou Brizola com o seu esquerdismo nacionalista. Os militares graduados não perdoaram Jango com a greve dos sargentos. E o Brasil tomou o rumo que vimos. Foram mais de 21 anos de estagnação cultural. Foram 21 anos de retrocesso educacional. Foram 21 anos de permissão de remessa de lucros desmedidas. Foram 21 anos de financiamento externo a custos exorbitantes. Foram 21 anos de massacre aos idealistas. Foram 21 anos de esquecimento do Brasil que pensa, que reage e que pretende prosperidade econômica, cultural, educacional e social. Muito da culpa por isso foi dos Estados Unidos. Dizem que eles colocaram mil agentes infiltrados no nordeste para efetuar guerras de guerrilha, caso João Goulart ousasse reagir. Também mandaram um porta aviões em favor dos militares golpistas brasileiros. Também ensinaram a torturar e ainda fomentaram a criação da Operação Condor. Esse Tio Sam nunca quis ver um Brasil próspero. Sempre nos viram com medo, pois somos os grandes do Sul. E foi o preço que pagamos. E perdemos um grande líder que muito poderia fazer pelo país, Leonel Brizola, que não tinha rabo preso e sabia, junto com Darci Ribeiro, que a grande revolução vinha com a boa educação para todos.

    Fabio Passos

    Falou e disse!
    E que saudades do Brizola.

    Ricardo Ricco

    Será que um dia ainda teremos na política brasileira alguém como Leonel Brizola? Muita saudade desse cara…

    Nelson

    Meu caro Cyro.

    O Brizola não encampou só a empresa de eletricidade Eletric Bond & Share mas também a de telefonia, ITT (International Telphone and Telegraph).

    Ao aproximar-se o fim das concessões às duas empresas estadunidenses, Brizola propôs a formação de uma sociedade mista. Nesta sociedade, 50% das ações ficariam com a população gaúcha, 25% para o Estado do Rio Grande do Sul e 25% para empresa estrangeira. Elas não toparam; queriam ficar com todo o filé.

    Então, fazendo uma avaliação do patrimônio sucateado que as multinacionais iriam repassar aos gaúchos, Brizola estipulou em 1 cruzeiro a indenização às mesmas.

    Obviamente, Brizola passou a ser ainda mais mal visto pelo governo dos EUA. Os EUA querem, exigem mesmo, governos dóceis, capachos, que mantenham seus povos submissos e garantam espaço livre para que as mega corporações estaunidenses possam se empanturrar de lucros sempre maiores.

    Djijo

    Agora com o cara do PDT comandando a Força Sindical, que segundo O falecido deputado federal Jorge Alberto Mendes Ribeiro, é um sindicado de pelegos, que foi criado pelos empresários paulistas para se opor a CUT. Há notícias de que até viagens pagas ao antigo presidente para ir às arábias, fica mais parecendo o que um outro deputado de PSDB dizia dum tipo desses”: inimigo na trincheira, fazendo o trabalho sujo de dividir forças do operariado para dar brechas para a oposição.

Nelson

Peraí. Explica melhor toda essa história.
A CIA preocupada com alguém que ameaçava a ditadura?
Mas o governo dos EUA não é o guardião da democracia no mundo?
E, em sendo assim, seu serviço secreto não deveria andar ocupado em fazer avançar a democracia ao invés de querer proteger uma ditadura?

    Abel

    O governo dos EUA (qualquer um deles, democrata ou republicano) sempre defende os interesses dos EUA. Se Brizola apoiasse os EUA e a ditadura militar fosse marxista, certamente Brizola seria visto como um “combatente da liberdade” (como Bin Laden foi no tempo da União Soviética), não como uma ameaça ao status quo…

Julio Silveira

Os States em nome da felicidade de seu povo promove a desgraça dos outros povos. É o país dos santos sanguinários e hipocritas.

Rogerio

De onde vem o dinheiro do Femen?

Campanha para a marca de lingerie turca Suwen International
O financiamento do grupo é algo que levanta muitas questões desde sempre, como pode ser visto inclusive no antigo site do grupo. O que se sabe ao certo é que no ano de 2010 as ativistas declararam em entrevista ter um aporte mensal entre 600 e 700 euros mensais, todos provindos de doação. O milionário estadunidense Jed Sunden, que à época era dono do conglomerado KP Media, editor do Kyiv Post, maior jornal de língua inglesa da Ucrânia (no qual Anna Hutsol era colaboradora) contribuía com 200 euros, e o milionário alemão Helmut Geier, mais conhecido como DJ Hell, contribuía com 400 euros. O resto do montante provinha das doações feitas ao grupo por apoiadores anônimos.

Não é segredo para ninguém que Jed Sunden realmente financiou o Femen por muitos anos. Ele próprio admitiu algumas vezes apesar de não dizer o valor de tal contribuição.

Mas em recente comunicado ao site de centro direita italiano Il Foglio, assinado por sua assistente Valeriya Kirchanova, Jed Sunden disse que não financia mais o Femen desde 2011. Disse ainda que as financiou desde o começo por acreditar na luta contra o turismo sexual mas que a partir do momento que elas estenderam seu campo de ação e passaram a criticar religiões, política e a Eurocopa de 2012 elas perderam o foco. O comunicado foi enviado em resposta a uma matéria do diário, que reproduziu uma notícia de 2012 que diz que uma jornalista do canal ucraniano 1 + 1 se infiltrou no Femen e denunciou que o grupo tinha um orçamento mensal de 2500 euros, sendo Jed Sunden um de seus maiores financiadores, de acordo com a matéria original do canal ucraniano.

Segundo as ativistas, suas únicas fontes de renda são os produtos vendidos em sua loja virtual e as doações feitas às suas contas. Os produtos são caros: para ter uma impressão dos seios de uma ativista (boobprint) o incauto apoiador terá que desembolsar 70 euros. Também é comum venderem camisetas feitas à mão por ativistas, ou previamente usadas por alguma delas, por 100 euros.

No Brasil, a representante do grupo, Sara Winter, receberia um salário de 400 dólares da matriz, de acordo com matéria da ESPN Brasil. Apesar de ter negado primeiro, Sara confirmou ter recebido o tal salário, mas “apenas algumas vezes” e segundo a própria, o Femen internacional não manda mais dinheiro para a franquia brasileira.

Além disso, há as acusações de venda de protestos. Uma delas foi provada real e aconteceu no dia 8 de março de 2012 na Turquia, quando o grupo viajou ao país patrocinado pela marca de lingerie Suwen International. De acordo com a mídia local turca, o Femen assinou um contrato com a empresa para divulgar a companhia. Segundo a fundadora do coletivo, Anna Hutsol, “a marca procura oferecer lingerie saudável para as mulheres, e é por isso que o Femen visitará a loja da Suwen Internacional, já que considera a marca uma aliada.” Além disso, a Suwen também desenvolveu uma linha de lingeries com o nome “Femen”. O protesto, que se deu em frente à catedral Hagia Sophia, onde as participantes usaram produtos da marca e fizeram uma sessão de fotos prévia divulgando o nome da Suwen, resultou na deportação das ucranianas.

Dadas as declarações prévias de algumas integrantes do grupo, o que se vê é que o Femen não tem medo de usar a exposição de suas ativistas em meios de comunicação como forma de angariar fundos. No artigo “Two Bad Words: Femen & Feminism in Ukraine” da Jessica Zychowicz, vemos a seguinte citação atribuida à Anna Hutsol [1]:

Eu acho que se você pode vender biscoitos desta forma (através do apelo às massas) por que não usar dos mesmos métodos para chamar a atenção para problemas sociais?

Em entrevista à revista austríaca Falter, Inna e Sasha Shevchenko responderam que não viam nenhum problema em posar nuas para a Playboy. Nas palavras de Inna: “Mulheres nuas já estampam a capa da Playboy. Se nossos protestos chegassem às capas seria um grande sucesso, pois significaria que os homens aceitam a luta feminina”.

A exposição do corpo como “arma de guerra”

Uma das várias críticas feitas ao Femen é que todas as suas ativistas de topless não fogem de um padrão de beleza eurocêntrica. São todas mulheres jovens, magras, brancas e loiras, de preferência. Quando questionadas a respeito do porque seguir esse padrão excludente, as líderes do movimento dão respostas no mínimo curiosas.

Na página do facebook do Femen France, vemos uma foto de duas ativistas que, segundo o Femen, estariam fora do padrão e seriam uma resposta às cobranças. Segundo a página, as garotas que mais aparecem nas fotos são aquelas que estão mais envolvidas com o movimento. E se as ativistas são geralmente magras é “porque em uma sociedade tão hostil aos corpos femininos, garotas devem estar preparadas para enfrentar comentários, insultos e violências física e moral”.

Em entrevista a Jessica Zychowitz, Anna Hutsol disse em relação ao fato de não haver mulheres mais velhas no Femen [2]:

Mulheres fortes não podem ser tímidas na Ucrânia. Considere o fato de que um corpo velho não é tão bonito quanto era aos 16; bem, também há os vizinhos, parentes, etc que acham que mulheres mais velhas não podem sair gritando em protestos ou envolver seus netos. E é mais difícil enfrentar o preconceito quando se é mais velha do que quando você tem 20, 22, 25 ou 26, porque quando se é mais nova você não tem nada a perder.

A ativista bielorrusa Alexandra Nemchilova: piada
Usada como exemplo de ativista gorda quando indagadas sobre o porque de não aceitarem mulheres fora do peso considerado padrão, a bielorussa Alexandra Nemchilova servia de escada cômica nos protestos do Femen internacional. Vestida de “sex bomb”, com a cabeça raspada e de bigodes falsos para personificar ditadores ou até mesmo colocada em um chiqueiro para protestar contra a Eurocopa em 2012, a falta de respeito e a chacota eram latentes.

Também se nota a falta de ativistas negras e orientais no grupo, e mesmo no Brasil a tendência a buscar ativistas que se enquadrem ao padrão eurocêntrico de beleza foi notada e bastante discutida. E apesar de o grupo hoje negar, existe sim um processo seletivo para entrar no Femen. Usar somente corpos jovens e que seguem os padrões impostos de beleza é uma forma de ter a atenção irrestrita da mídia, que o Femen vê como aliada. Mas ao atender as demandas daqueles que elas consideram como aliados, acabam excluindo aquelas que realmente seriam as verdadeiras beneficiárias de seu suposto ativismo: as mulheres.

1 Zychowicz, Jessica. 2011. Two Bad Words: Femen & Feminism in Ukraine, pag 221

2 Zychowicz, Jessica. 2011. Two Bad Words: Femen & Feminism in Ukraine, pag 219

Agradeço a Anna Rocha pela ajuda naspesquisas e na revisão e Jose Antonio Pano pela ajuda nas traduções

augusto2

ja que o assunto é CIA e coisa, pego minha reluzente bola de cristal e digo:
O proximo atentado terrorista nos EUA vai ser em outro lugar, distante
da area de NY e da costa Leste. Por certo nao demora muito.
Porque este ultimo em boston, Mass., deu muito certo.
Arapongas em potencial, milhares cops, e soldados com armas pesadas e dedo nervoso, estado de SITIO em toda a região e o povo adorou. Militares entrando nas casas a noite, com AR-15 pra cima na mao, empurrando para fora pai-mae com filhos bebes, senhoras com pavor do terrorista que “estava” ali na TV, ameaçador. E ainda ficavam agradecidos porque os esbirros os PROTEGIAM. (violando todas as leis de direitos democraticos dos cidadãos.)Afinal eles nao eram terroristas, so estavam sendo ‘convidados’ para fora de seus lares at gun point.
Nao se tem noticia de alguem q resistiu e se houve- o Que os protetores fizeram com ele…
Como se vê, o teste deu tao certo junto ao povo americano,que eles vão reforça-lo, mediante outro evento, com diferentes detalhes mas com a mesma base, em outro lugar.
Desculpem eu ser tão inteligente e profético assim, mas afinal estudei longo tempo pra isso.

Rogerio

Teria conspiratória ou conspiração mesmo?
Como o FBI fabricou o ato terrorista em Boston
27.04.2013

Os EUA estiveram praticamente paralisados por dois jovens, ou melhor, seus colaboradores zelosos no FBI. Depois de terem capturado um adolescente de 19 anos a multidão louca de alegria cumprimentou- os como se a tivessem libertado de um jugo. O espetáculo foi realizado segundo o cenário já aprovado muitas vezes. Tudo nesta pista chechena parece improvável, especialmente examinando -a da Rússia.

“Nós nunca enfrentamos um problema com separatistas chechenos, aqui nos EUA” — confessou o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani. “É estranho que eles nos ataquem”, disse. Não é só que o estranha, Sr. Giuliani, estranha-nos também. Dos 200 (!) chechenos residindo legalmente nos Estados Unidos, de acordo com o jornal USA Today (para comparar, na Áustria -30.000), dois revelaram-se os bombistas autodidatas talentosos, fazendo ficarem ajoelhados os EUA .

Primeiro, examinemos os desajeitamentos. A principal evidência criminal que levou aos irmãos Tsarnaev é as mochilas pretas usadas para guardar os dispositivos explosivos improvisados. No entanto, com uma análise cuidadosa das imagens relevantes, fica claro que o irmão mais velho a tinha de cor acinzentada, e o mais jovem — branca. Ao mesmo tempo, uma organização de pesquisa canadense independente The Centre for Research on Globalization (CRG) viu no local do crime um grupo de guardas da empresa de segurança privada Blackwater com mochilas pretas muito semelhantes. Também foram observados na linha de chegada os “soldados da fortuna” da outra empresa privada Craft International. O vídeo mostra que após a explosão os seguranças ajudaram a desmontar os escombros das arquibancadas e depois da picape da Blackwater aproxima-se um elemento com a abreviatura FBI nas costas da uniforme dele. Quem contratou esses guardas, e quais foram as tarefas, está perguntando CRG. Nem o FBI, nem a prefeitura de Boston por enquanto não respondeu.

Suponhamos que empresas tenham sido contratadas para o evento, mas a uniforme deles pode ser comprada livremente na Internet. E se foi uma luta competitiva entre duas empresas privadas pelo mercado, onde estão vinculando mundialmente, segundo a revista The Economist, US $ 100 bilhões? A imprensa americana informou que nos primeiros 9 meses da presidência de Barack Obama o número de combatentes privados de empreiteiros do Pentágono cresceu 2, 4 vezes no Afeganistão e em outros países onde os EUA mantêm suas tropas, e é estimado de 22 a 30 por cento. É um negócio enorme e competitivo. Porque é que a investigação desta pista aparente não é refletida na mídia norte-americana? Talvez por ter a imagem capturando um agente do FBI?

A seguir, que motivo podiam ter tido os irmãos? Existem duas opções, eles são os terroristas isolados ou atrás deles fica, pelo menos, o líder tos terroristas chechenos Docu Umarov (FBI fez um pedido de referência a FSB , Serviço Federal de Segurança russo). O irmão mais velho, Tamerlan, foi o melhor boxeador em Boston, casado com mulher americana Katherine Russel de 24 anos, que se converteu ao islamismo. Este fato é apresentado como a principal peça de evidência de extremismo islâmico de Tamerlan. Mas para os americanos que estão cozinhados em uma enorme racial, religiosa e outra caldeira, tal mudança nada significa, é apenas um sinal de respeito ao marido. Vídeo, mostrando Tamerlan morto, mostra-o deitado, estendendo as mãos como se tivesse rendido. Nas mãos não há nenhuma arma.

O irmão mais novo — Johar, foi o melhor estudante de medicina de uma universidade de prestígio. O seu perfil psicológico (escrito em rede russa VKontakte ” há uma coisa na vida: carreira e dinheiro”), comportamento (um dia antes do ataque terrorista estava presente em uma festa), e o fato de não esconder seu rosto diante as câmeras contradizem os “fatos” de ele 24 horas ficar disparando e correndo ao redor de Boston enfrentando as forças especiais de enorme experiência profissional. Colocar sete bombas sem cúmplices também se apresenta impossível ou não eram sete, e também é uma mentira?

Examinemos a segunda opção, os irmãos são membros de uma grande organização terrorista. Mas Tamerlan estava controlado pelo FBI. Foi dito por sua mãe. “Ele estava sob o controle do FBI por três, cinco anos. Eles sabiam o que o meu filho estava fazendo, eles sabiam quais ações ele traçou, e que sites visitava. Eles o controlavam a cada passo, e agora dizem que este é um ataque terrorista … “, disse. Como é que o FBI podia faltar a formação deste ataque terrorista? Não teria podido, se não tivesse participado dele. Também gera dúvidas a escolha de pó preto para as bombas, pois, resulta em um forte barulho e muita fumaça, sem efeitos especiais mortais, não é uma bomba terrorista.

“Eles estudavam, tinham as perspectivas para o futuro: boas perspectivas, negócio, dinheiro. Isso foi inventado por alguém, alguém fê-lo e envolveu -os, pois foi. Alguma situação política está detrás deste caso … um ataque terrorista bem planejado por forças especiarias. Isso foi feito por serviços especiais, eu não sei das quais, disse à BBC Anzor Tsarnaev, o pai dos suspeitos.

A suposição é correta. Em abril de 2012, o jornal New York Times, na secção “Opinião” publicou um artigo de David K. Shipler intitulado de “Tramas terroristas, feitas pelo FBI” (Terror Plots, Hatched by the FBI) que descreve uma tática comum para a organização dos falsos atos de terrorismo. Em primeiro lugar, a vítima infeliz pega-se numa mesquita ou rede social por agente especial (informante).

Ele é da mesma nacionalidade que o “frango” e até do mesmo território, e encoraja o “cliente” como estão mal tratados os muçulmanos nos Estados Unidos, mostra-lhe vídeos, onde soldados americanos os torturam nas masmorras da Abu Ghraib e no Afeganistão. A seguir envolve em fóruns a discutir estes assuntos de forma negativa, e assim por diante. Processado ​​e provocado, de costume, um estudante, uma vez entra num carro cheio de explosivos, e vai com o “cúmplice” — um agente do FBI, ao local do ataque. E no momento de ativar a bomba, fica pego em flagrante. No julgamento o informante e outras “testemunhas” podem gastar muito tempo para manobrarem, mudarem de evidências, lavando o cérebro dos juízes com o envolvimento de todos juntos em uma conspiração terrorista.

Alguns dos juízes, no entanto, ficam entendendo. Assim, o juiz Colleen McMahon, examinando o caso da tentativa de explosão em duas sinagogas, disse: “Só o governo podia fazê-lo (o acusado) terrorista, cuja palhaçada é realmente de Shakespeare no seu âmbito” e chamou o espetáculo, interpretado em frente dele, de “operação terrorista fantástica”. No entanto, um tal James Cromitie foi condenado a 25 anos de prisão, escreve Shipler.

Porque é que desta vez a operação preparada desleixadamente (gafe com mochilas e lendas) culminou com a explosão? Lembremo-nos da experiência, previamente testada na Europa. “Operação Gladio” foi um projeto plurianual da NATO realizado nos tempos da Guerra Fria para influenciar os acontecimentos políticos na Europa. Organizações fascistas recrutadas explodiam bombas ao ar livre, em estações de trem, supermercados e assim por diante, mas os culpados foram encontrados entre grupos de esquerda e “ameaça vermelha”. Como resultado, o governo, que tinha parado os nazistas, aumentava drasticamente a sua taxa de popularidade. Não é disso de que precisa hoje a administração de Obama?

E a última pergunta, por que os chechenos, e não Al-Qaeda? Contra a Al-Qaeda não é o momento de revelar. A razão fica na Síria, onde há pouco o grupo influente An-Nusra tomou o juramento de fidelidade a líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri. E quem recentemente dotou à oposição síria 60 milhões de dólares? Quem está fabricando na Jordânia comandantes para os terroristas? Os EUA. Pode haver outro motivo, tal como deixar uma parte do contingente militar no Azerbaijão, com a retirada das tropas da NATO do Afeganistão, sob o pretexto de aumento da ameaça caucasiana.

Lyuba Lulko

Pravda.Ru

Urbano

Brizola foi um herói nacional; certamente que foi. O Paulo Shilling eu o conheço apenas pelos dois volumes de sua obra intitulada “Como se Colocar a Direita no Poder”.

Fabio Passos

Muito interessante.
O Brasil perdeu demais com o golpe e a ditadura. Uma tragedia cujos efeitos vamos sentir ainda por muito tempo.

A ditadura temia Brizola porque ele desbaratou a primeira tentativa de golpe com a cadeia da legalidade que permitiu a posse de Jango.

Brizola era um gigante.

Claudio Pereira de Souza

Bem amigos tem mais aqui em MS em 1964, tenho por cliente um amigo e ex prefeito que serviu em Aquidauana MS, eposa MT, e matava mutas pessoas so os cabeças. Qualquer dia TE PASSO TODA A HISTORIA COM NOMES E FATOS.

Deixe seu comentário

Leia também