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A peça-padrão de ficção da Veja


19/09/2010 - 10h25

aith

por Luiz Carlos Azenha

Nunca se pode esquecer do padrão Veja de “jornalismo”, que em minha opinião teve um dos auges nesta reportagem (de maio de 2006) assinada por aquele que hoje é o assessor de imprensa de José Serra na campanha eleitoral*. A investigação oficial comprovou que as contas eram falsas. O ponto alto do texto é o seguinte: Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Ou seja, se você achar na lixeira um papel com graves acusações contra qualquer um e não conseguir comprovar a autenticidade dele ou dos dados contidos nele, PUBLIQUE!

A guerra nos porões

por Marcio Aith

O banqueiro Daniel Dantas tem  uma lista com contas em paraísos fiscais que seriam do presidente  Lula e do resto da cúpula do PT

O banqueiro Daniel Dantas está prestes a abrir um capítulo explosivo na investigação sobre os métodos da “organização criminosa” que se instalou no governo e o estrago causado por ela ao país. Seu nome voltou ao foco na quarta-feira passada, durante o depoimento de Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, à CPI dos Bingos.

Na sessão, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) revelou o teor de um documento no qual o banco Opportunity, controlado por Dantas, diz ter sofrido perseguição do governo Lula por rejeitar pedidos de propina de “dezenas de milhões de dólares” feitos por petistas em 2002 e 2003.

A carta, escrita por advogados de Dantas e entregue à Justiça de Nova York, onde o banqueiro é processado pelo Citigroup por fraude e negligência, é só o começo de uma novela que, a julgar pela biografia de Dantas, não se resume a uma simples tentativa frustrada de achaque.

Para defender-se das pressões que garante ter sofrido do PT nos últimos três anos e meio, Dantas acumulou toda sorte de informações que pôde coletar sobre seus algozes. A mais explosiva é uma relação de cardeais petistas que manteriam dinheiro escondido em paraísos fiscais.

Entre eles estão o presidente Lula, os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Gushiken (Secom), o atual titular da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, e o senador Romeu Tuma (PFL-SP). A lista é fruto de um trabalho de investigação feito pelo americano Frank Holder, ex-diretor da agência internacional de espionagem Kroll. Ela apresenta uma série de números de contas, seus titulares, os nomes dos bancos e os saldos referentes ao primeiro trimestre de 2004.

Holder disse ter comprovado a existência das contas por meio de depósitos. Além disso, Dantas compilou metodicamente não só os pedidos de propina como também as contratações e os pagamentos efetivamente feitos para tentar aplacar as investidas do atual governo sobre seus interesses. Se pelo menos uma parte desse material for verdadeira, o governo Lula estará a caminho da desintegração.

Isso, é claro, se o Brasil ainda mantiver as aspirações a se tornar um país sério. Se o material for fruto de falsificação, Dantas vai afundar-se ainda mais na confusão policial na qual se meteu desde que contratou a Kroll para montar dossiês de seus adversários dentro do governo. Em entrevista ao colunista Diogo Mainardi, o banqueiro dá uma idéia do que tem em mãos. Seu arsenal é maior.

VEJA teve acesso à lista das supostas contas dos petistas em setembro de 2005, com o conhecimento de Dantas. De posse dela, a revista deu início a um exaustivo trabalho de apuração. A reportagem encontrou-se com Frank Holder uma vez em Zurique, na Suíça, e outras duas vezes em Buenos Aires.

Holder tem uma longa história no mundo da investigação. Oficial de inteligência da Força Aérea dos Estados Unidos, ele transferiu-se para a seção de assuntos latino-americanos da CIA no começo dos anos 90. Nessa condição serviu na Embaixada dos EUA em Buenos Aires até desligar-se, em meados dos anos 90, para fundar a empresa Holder Associates, adquirida em 1998 pela Kroll, da qual se tornou diretor. Em 2003 e 2004, como dirigente da Kroll, supervisionou o trabalho feito para a Brasil Telecom. Foi nesse período que conheceu Dantas e saiu-se com a lista das supostas contas dos petistas em paraísos fiscais.

Inicialmente, Holder explicou a VEJA que a lista fora obtida pela Kroll no curso da investigação de outro escândalo: o da quebra, no Brasil e na Itália, da companhia de laticínios Parmalat. Segundo ele, foram recuperados, nessa investigação, documentos que comprovariam detalhes do pagamento de propina da Parmalat a autoridades dos dois países. Desdobrados, esses dados teriam, por tabela, batido na rede de corrupção pessoal do governo do PT. Em dois encontros com a reportagem de VEJA, autoridades judiciais em Milão, encarregadas do caso Parmalat, afirmaram desconhecer essa conexão.

Confrontado com a negativa italiana, Holder então mudou sua versão. Passou a dizer que as contas foram rastreadas por hackers pagos pelo ex-ministro argentino José Luis Manzano, símbolo da corrupção do governo Carlos Menem. Hoje dono do terceiro maior grupo de comunicações da Argentina, Manzano é freqüentemente acusado, em seu país, de manter uma equipe de investigadores privados para chantagear inimigos.

Em conversa com VEJA, em Buenos Aires, Manzano confirmou ter entregue “algumas contas de brasileiros” a Holder, como um favor pessoal, e autorizou seus funcionários a fornecer novos papéis que comprovariam como as contas dos petistas foram hackeadas. Nesses papéis, os saldos eram bem maiores do que os que constavam na lista original e um novo nome surgiu: o de Duda Mendonça

Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Diante de tal indefinição, e tendo em vista que o nome de Dantas voltou a aparecer na CPI, VEJA decidiu quebrar o acordo feito com o banqueiro do Opportunity e Manzano.

O compromisso inicial era preservar o nome de ambos, caso se pudesse comprovar a veracidade das contas. Nada mais justo: a revelação seria um serviço prestado ao Brasil, uma vez que levaria grandes nomes da República a ter de explicar a origem do dinheiro depositado no exterior. Revelar agora que Dantas – e, por tabela, Manzano – está por trás de uma lista em que o presidente Lula aparece como dono de uma conta num paraíso fiscal viabilizará, acredita VEJA, que investigações oficiais sejam abertas.

Ao mesmo tempo, isso impedirá que o banqueiro do Opportunity venha a utilizar os dados como instrumento de chantagem em que o maior prejudicado, ao final, seriam o país e suas instituições. No quadro da página ao lado, o elenco das contas foi reproduzido, com os números e nomes dos bancos propositalmente apagados. A revista só os cederá mediante requisição legal.

Dantas alega estar apenas defendendo-se de pressões e achaques dos petistas que queriam tirá-lo do comando da Brasil Telecom. Ainda que existam fortes evidências nesse sentido, o banqueiro não cabe na fantasia de vítima. Principalmente quando se sabe que usou dinheiro para acercar-se de pessoas próximas do presidente Lula e de José Dirceu. Dantas tentou seduzir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seus sócios da Gamecorp.

Antes de o grupo ser vendido à Telemar, o banqueiro pagava a Lulinha e sua trupe 100 000 reais mensais, para que fornecessem conteúdo para o portal de internet da Brasil Telecom. Por último, ofereceu uma bolada para tornar-se sócio da Gamecorp. No fim, game over para Dantas: Lulinha preferiu os agrados da rival Telemar. Dantas deu também 1 milhão de reais ao advogado Roberto Teixeira, padrinho de um dos filhos de Lula. Até hoje, ninguém explicou o que o compadre fez para merecer tanto dinheiro. Teixeira se limita a dizer que foi em troca de um serviço “sigiloso”.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também mereceu atenção especial. Amicíssimo do deputado cassado por corrupção José Dirceu, ele foi contratado por Dantas a peso de ouro. Levou 8 milhões de reais para “assessorar” o banqueiro. Com isso, Dirceu, que foi ministro-chefe da Casa Civil de Lula, tornou-se mais sensível aos pleitos do Opportunity. Tem mais. Dantas deu a Marcos Valério as contas publicitárias da Telemig Celular e da Amazônia Celular, num total de 130 milhões de reais.

Além de fazer anúncios para Dantas, o carequinha levava ao banqueiro as propostas não republicanas de Delúbio Soares. Em 2004, o banqueiro colocou na sua folha de pagamentos a agência Matisse, de propriedade de Paulo de Tarso Santos, petista histórico e marqueteiro das campanhas de Lula em 1989 e 1994. A Matisse foi contratada para “reposicionar” a marca da Brasil Telecom. Mas o que fez mesmo foi ajudar a “reposicionar” Dantas frente ao governo petista.

Dantas é assim: rápido e precavido. Tão precavido que começou a reunir seu arsenal anti-PT ainda em novembro de 2002, logo após a vitória de Lula no segundo turno das eleições. Dantas foi, então, procurado pelo megainvestidor Naji Nahas. Dele recebeu um alerta: uma vez no poder, o PT romperia o acordo de acionistas que permitia a Dantas gerir a empresa de telefonia Brasil Telecom com dinheiro de fundos de pensão de estatais.

Nahas também contou que o próprio Lula decidira tirar o Opportunity do comando da Brasil Telecom e entregá-lo à Telemar, de Carlos Jereissati. O investidor relatou pormenores de uma reunião do conselho da Telemar na qual se discutiram detalhes de um acordo firmado entre Jereissati e a cúpula do Partido dos Trabalhadores. Na ocasião também teria sido negociado um esquema de nomeações e ajuda financeira a campanhas eleitorais.

Munido dessas informações, Dantas as resumiu num texto, que mandou criptografar. A versão codificada foi publicada na edição de 22 de outubro de 2002 do jornal Estado de Minas. Há dúvidas sobre a relevância do papel, mas Dantas anda com uma cópia dele no bolso. Cabe agora ao próprio banqueiro quebrar o seu “Código Da Vinci” pessoal.

No ano passado, Dantas foi defenestrado do comando da Brasil Telecom pelo Citigroup, que agora o acusa na Justiça americana por fraude e negligência. Ele diz ser vítima de uma conspiração entre o governo petista, que o achacou, e o banco americano, que o perseguiria a pedido do próprio presidente Lula. Foi essa briga judicial que produziu o documento lido pelo senador Arthur Virgílio na CPI dos Bingos.

Outros milhares de e-mails e documentos serão divulgados em breve. Vários deles relatam encontros entre o presidente Lula e a direção do Citigroup. Outros detalham pedidos de propina feitos pelo PT a Dantas. Se quiser realmente esclarecer os fatos, o dono do Opportunity poderia contar publicamente o que pagou e o que deixou de pagar aos petistas.

Uma dica: ele poderia revelar, por exemplo, quantos encontros teve com o ex-presidente do Banco Popular, Ivan Guimarães, e o que foi discutido em cada um deles. Já se sabia que Guimarães operou como uma espécie de genérico de Delúbio durante a campanha presidencial de 2002. O que não se sabia, e Dantas certamente pode comprovar, é que Ivan continuou operando na clandestinidade em 2003 e em 2004, já no governo, achacando empresas e empresários.

Ivan procurou Dantas em setembro de 2004. Queria falar sobre a investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o Opportunity. Dias depois, a comissão julgaria um processo contra o banco, acusado de burlar regras do Banco Central ao admitir brasileiros num fundo de investimento das Ilhas Cayman. O Opportunity poderia ser inabilitado pela CVM, mas acabou recebendo uma pena leve. Esse Ivan é mesmo terrível.

Outra dica: Dantas poderia contar às CPIs como Yon Moreira da Silva, ex-diretor de Negócios Corporativos da Brasil Telecom, lhe apresentou a idéia de comprar parte da Gamecorp, a empresa de Lulinha. Aliás, o próprio Yon pode colaborar com as investigações. Depois que as circunstâncias vergonhosas do caso Gamecorp foram denunciadas por VEJA, o ex-diretor da Brasil Telecom declarou que a Telemar fizera um bom negócio e pagara um preço justo para tornar-se sócia do filho do presidente.

O que Yon não conta é que essa declaração lhe foi implorada pelo próprio Palácio do Planalto – mais especificamente pelo então ministro Jaques Wagner, que, falando em nome do presidente Lula, pediu a Dantas que o ajudasse a preservar o filho do presidente. Como se vê, o obscuro Dantas daria uma ótima contribuição ao país se saísse de uma vez das sombras. Coragem, Dantas!

Com reportagem de Fábio Portela

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42 comentários

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Romário quer R$ 75 milhões da Veja, que é reincidente em disseminar falsa existência de contas no Exterior; revista precisa explicar origem do documento falso - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de agosto de 2015 às 12h46

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Romário mostra a prova: Extrato de conta bancária publicado pela revista Veja é falso | bita brasil

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[…] O dia em que Veja acusou petistas de terem contas no Exterior […]

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Romário mostra a prova: Extrato de conta bancária publicado pela revista Veja é falso - Viomundo - O que você não vê na mídia

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[…] O dia em que Veja acusou petistas de terem contas no Exterior […]

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Antonio

20 de setembro de 2010 às 07h23

CARACAS

A resposta da Dilma à compra do tamiflu lascou a veja. A compra foi feita diretamente pelo Ministério da saúde ao único laboratório que fabricava a droga (pelo menos naquele momento) e com um baita de um desconto. Nessa a veja se extrepou toda. Caracas!

E os que "defendem" a liberdade de imprensa (liberdade de caluniar irresponsavelmente quem eles escolherem) estão danados com o Lula, porque ele criticou a existência do PIG, não pela sua existência, mas pelo fato dele se esconder atrás de um "manto" de neutralidade.

Pau nesses vigaristas, Lula. Você disse o que a maioria dos brasileiros gostaria de dizer aos donos da revista veja, rolha de São Paulo, restadão e a outros caluniadores menos cotados.

Responder

Baixada Carioca

19 de setembro de 2010 às 23h53

Meu deleite.

Merval, Sardemberg, Wack, e os demais comparsas que acreditam nessa porcaria de revista, regougam no PIG que o alto índice de preferência que Dilma mantém no eleitorado se dá porque este está anestesiado. Cá pra nós. Antes anestesiado que desmemoriado né não? Será que o estado mental deles tem cura?

Responder

    Glecio_Tavares

    20 de setembro de 2010 às 00h03

    Não acho que se recuperem, não existe remédio tão bom ainda.

Josnei Di Carlo

19 de setembro de 2010 às 21h24

Vesga é um panfleto partidário e panfleto partidário deve ser financiado com dinheiro de partido e não do Estado. Então, que os governos federal e estaduais não anunciem na Vesga.

Responder

    kali, a negra

    19 de setembro de 2010 às 22h58

    Dinheiro de africanders que deram suporte ao apartheid

monge scéptico

19 de setembro de 2010 às 20h37

Todo o nosso apoio a DILMA.Agora todas as investigações tem que serem concluidas,
com alguém na cadeia. O povo sempre a margem dos eventos, tem de pressionar aPF/
/MPF, para afundarem o pé; mantendo agilidade nas investigações. O povo, não pode fi-
-car olhando. Todo esse embroglio golpista, já não surte no povo o mesmo efeito de
antes(que frustração hein?) O povo estã mais consciente ou acomodados no consumo
tranqüilo, sendo que aí não é bom. DILMA! a rede de navegantes, não vai ser vacas
de presépio; vai criticar também, se for necessário. ABAIXO O GOLPE BAIXO!!

Responder

Melinho

19 de setembro de 2010 às 19h45

Ainda faltam 13 dias (13 é o número da sorte da Dilma) para as eleições e hoje o traking da Band diz que a mulher começou a reagir, ainda timidamente, ainda dentro da margem de error: voltou aos 53%. Não preciso de 13, mas preciso de pelo menos 3 caixas de lexotan pra aguentar até a madrugada do dia 4/10.
Ainda teremos muita denúncia e muita baixaria até lá. Como disse uma internauta no blog do Nassif: ainda temos duas capas da inominável, 13 edições do JN, e 13 manchetes da "Rolha de São Paulo". Haja coração!

Responder

Ronaldo Caetano

19 de setembro de 2010 às 19h17

Gente, mas por que vocês acham que apesar desse tiroteio insano, Dilma hoje (tracking Vox) tem 53% e Serra 24%? Simples… Muito simples… falta credibilidade a ambos, à Veja e ao Serra (e, claro… à Folha e à Rede Globo também).

Acho interessante que a gente lê explicações sofisticadas para o fato de que apesar do barulho infernal, Dilma permanece eleita no 1o Turno e Serra parece estar chumbado ao chão. Uns dizem que o povo não entendeu a questão dos sigilos, que a maioria não faz declaração de IR ou que o assunto é complexo, blá blá blá…

Pura bobagem. Todos entendem perfeitamente as acusações. E não dão a menor bola exatamente pela falta de credibilidade mínima que quem acusa – Serra e a mídia golpista – goza junto ao público. O papo dessa gente furou… Só eles não perceberam.

Responder

    Alberto G

    19 de setembro de 2010 às 23h43

    É isso ai… todo mundo já percebeu que é tudo papo furado. O #Dilmafactsbyfolha foi o tiro fatal no PIG

Gerson Carneiro

19 de setembro de 2010 às 18h24

"…mas nenhuma (inconsistência) suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos".

Oras, se ao invés de apresentar inconsistência o tal material apresentou consistência "suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos", eu, que não sou perito, posso concluir que está provado que a tal prova apresentda pela revista é falsa.

É Lula… e nóis é que sêmo analfabético.

Responder

    Glecio_Tavares

    20 de setembro de 2010 às 00h04

    Eles querem ser enganados. Querem parecer insanos e ter memoria seletiva.

carlos quintela

19 de setembro de 2010 às 17h04

O que me deixa estarrecido é que os organismos oficiais fazem publicidade na Veja, Folha, Globo e Estadão, dando oxigênio a esse bando de malfeitores. Até quando o BB, por exemplo, irá patrocinar o jornal matutino da Globo, que abre o dia repercutindo notícias absolutamente sem comprovação da Folha e Veja?
Inimigo a gente trata a pão e água…

Responder

    José Silva

    19 de setembro de 2010 às 18h39

    Pois é Carlos, eu também tenho o mesmo sentimento, mas acredito que depois que o governo (leia-se Dilma) conseguir fazer uma melhor distribuição de banda larga no Brasil será a hora de enterrar essas porcarias que temos na nossa digníssima imprensa, que não gosta de pobre, de trabalhador, de distribuição de renda, de educação de qualidade e acima de tudo, não tem o mínimo de respeito pelo povo e ainda acha que somos um bando de idiotas que não consegue enxergar o desespero deles para defender suas tetas através de seus candidatos insignificantes e reacionários. Pão e água ainda é muito pra essa gente, temos e que manda-los para o meio do deserto do Saara somente com o pão e a água se quizer procura lá!!!

A peça-padrão de ficção da Veja | Viomundo – O que você não vê na … | GSM Brasil

19 de setembro de 2010 às 15h41

[…] View post: A peça-padrão de ficção da Veja | Viomundo – O que você não vê na … […]

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Marcelo

19 de setembro de 2010 às 15h24

A Revista Veja fede. Só isso.

Responder

Jairo_Beraldo

19 de setembro de 2010 às 15h15

Como o PIG sabe que vão ter sérios problemas com Dilma no Planalto, estão dando tiro para todo lado. Ontem, Lula deu a senha no comício em Campinas/SP…vencer as eleições e revistas e jornais partidários. Para bom entendedor, Ley de Médios a vista. E mais dura que a hermana Cristina Fernández de Kirchner implantou na Argentina.

Responder

flavio marcio

19 de setembro de 2010 às 13h54

Com o PIG é assim: decifra-me E te devoro!

Responder

Joao

19 de setembro de 2010 às 13h22

E o que deu o processo que foi aberto contra o Dantas por isso???

Estranho que eu tenho a impressão que tem gente no Governo Lula que é conivente com esse bandido!

Responder

william porto

19 de setembro de 2010 às 13h13

Só se supreende co essa direita fascista quem é mané total. Pode até ninguém cocordar, mas a receita adotada por Chavez é a corrteta e priu.

Responder

Lau Cariri

19 de setembro de 2010 às 13h05

" [Holder] Passou a dizer que as contas foram rastreadas por hackers pagos pelo ex-ministro argentino José Luis Manzano, símbolo da corrupção do governo Carlos Menem. Hoje dono do terceiro maior grupo de comunicações da Argentina, Manzano é freqüentemente acusado, em seu país, de manter uma equipe de investigadores privados para chantagear inimigos."

Olha a fonte que forneceu os dados das supostas contas ao tal Holder que por sua vez forneceu a Dantas… No corpo do texto isso aí aparece como mero detalhe. A Veja é, indiscutivelmente, absurda!

Responder

ricardo silveira

19 de setembro de 2010 às 12h55

É um absurdo o Governo Federal veicular propaganda das políticas públicas e de estatais nas revistas da Abril. É dinheiro público utilizado contra o interesse público.

Responder

Marat

19 de setembro de 2010 às 12h37

Impren$$$a e Pi-És-Di-Bi: tudo a ver, ou seja, esgoto!

Responder

João

19 de setembro de 2010 às 12h11

Qaundo li a matéria achei que era do Daniel Escosteguy. Depois vi (um alívio) que era do Márcio Aith…afinal, o probo Daniel não faria este serviço…ou faria?

Responder

kali, a negra

19 de setembro de 2010 às 12h01

Racistas controlam a Veja

Jornalistas do Naspers, grupo sul africano controlado por racistas que comprou 30% da editora Abril, pedem desculpas pelo suporte ao apartheid – depois que a casa cai fica fácil…
As desculpas http://www.justice.gov.za/trc/media/1997/9709/s97

A notícia da compra de parte da editora primeiro de Abril http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2006/0

O golpe virá por meio da necessidade de levar-se dois documentos na hora da votação.

Responder

Vladimir Oliveira

19 de setembro de 2010 às 11h53

Atenção: a reportagem desta semana de Veja nasceu morta. A história de 200 mil dentro de um envelope é absolutamente impossível. Sou bancário, lido com esse negócio todo dia. Não dá, repito não dá para se acondicionar 2000 notas de 100 dentro de um envelope nem dentro de uma gaveta de tamanho normal, como devem ser as gavetas dos gabinetes da Casa Civil. Além do mais, sei da dificuldade extrema que se tem de conseguir tantas notas assim de 100 reais. A reportagem, portanto, não se sustenta. Veja pegou pesado demais e nem se preocupou com esses detalhes. Se a tal propina fosse de 30 ou 40 mil seria mais fácil de engolir. Aliás, cadê as gravações que seriam divulgadas essa semana?

Responder

luizmullerpt

19 de setembro de 2010 às 11h52

Por empresas estatais e Públicas como a Petrobrás e BB patrocinam estas revistas que (des)informam, escondem e mentem sobre os fatos? Imprensa livre não quer dizer imprensa sem regra nenhuma. UMa Lei de Imprensa é sim nescessária, não com espirito ditatorial, ams para garantir compromisso com a verdade dos fatos. A mídia, mancomunada com as grandes agências tem meios no mínimo estranhos para ler a audiência e as assinaturas. Não acho que a Globo tem toda a audiência que diz ter, e nem a Veja tem este monte de assinantes que diz ter. Então, se não cortar, no mínimo esta na hora de reduzir mais a grana de empresas estatais nestas porcarias. Tá na hora de distribuir melhor os recursos, possibilitando que as mídias amlternativas tenham mais recursos para externarem opiniões ou informarem a comunidade e a cidadania.

Responder

Orlando Bernardes

19 de setembro de 2010 às 11h38

O que eu não consigo entender é como uma " revista " como a Veja, ainda permanece viva, aberta, publicando calúnias inventadas sistemáticas contra os seus adversários, ou seja, a democracia e o povo brasileiro. Que " liberdade de imprensa " é esta que permite que isto aconteça? A liberdade de você falar alguma coisa ou publicar algo, pressupõe também a responsabilidade sobre isto. Publicam-se matérias forjadas, mentirosas, caluniosas contra o presidente da república, contra o PT e conspirasse contra a vontade popular majoritária da nação e nada acontece? Isto não " entra " na minha cabeça. Se eu como pessoa física calunio alguém sem provas, vou responder a processo judicial e responder por meus atos, agora a mídia golpista faz o que quer e nada acontece? Isto não é democracia!
Lei de Mídia já!

Responder

    tsantos

    19 de setembro de 2010 às 15h45

    Imaginem uma coisa assim num Estados Unidos por exemplo, um "banqueiro" alegando (através de documentos forjados…!!! ) ter provas que incriminam o Presidente da República, o Chefe da Casa Civil, o Ministro da Fazenda, o Ministro da Justiça, o Diretor Geral do FBI e etc. Sei não, mas acho que se fosse por lá, Daniel Dantas seria enjaulado já nesse episódio. Fora a Satiagraha que veio depois …
    Também não entra na minha cabeça não. Espero que nunca entre.

    Carlos Ribeiro

    19 de setembro de 2010 às 16h17

    Mas a "corretíssima" Dra Sandra Cureau, está mais preocupada com a Carta Capital por ter publidado verdades sobre as Verônicas bandidas.
    Mentiras sobre o Presidente e sobre o PT, pode. Verdades sobre tucanos, ai depende, né Dra Sandra?

Vera Lucia

19 de setembro de 2010 às 11h34

Bom dia Azenha… que injustiça…. o Lula só tinha US$ 38.000 mil doláres…. essa matéria foi a coisa mais nojenta que a #VejaFede publicou e que venha o livro do Amaury logo….

Responder

Panambi

19 de setembro de 2010 às 11h15 Responder

Eliete

19 de setembro de 2010 às 11h04

Parece que agora a estratégia se ampliou: "mesmo que se comprove a não veracidade, publiquem!". ´Depois de ler o ótimo texto de André Singer, publicado hoje na Folha, parece que não há possibilidade de rompimento entre o projeto representado por Lula e as camadas mais pobres da população, garantindo a eleição de sua candidata. Só nos resta torcer para que isso ocorra logo no primeiro turno, para termos uma "folga" desse tipo de "jornalismo".

Responder

Luiz D. Lago

19 de setembro de 2010 às 11h03

Pois é. Hoje cancelei minha assinatura no UOL por coisas desse tipo e por esse pessoal (Veja, Folha e toda a turma) terem ultrapassado todos limites daquilo que já era inaceitável. Acho que este pode ser um caminho pra derrubar esse povo.

Responder

    Baixada Carioca

    19 de setembro de 2010 às 23h53

    Boa Luiz. Seus pecados foram perdoados.

    Luciano

    25 de setembro de 2010 às 20h20

    Ainda bem que eu cancelei a minha assinatura deste lixo desde a campanha de 2006.

ruypenalva

19 de setembro de 2010 às 11h02

É uma estória tão enrolada que parece ter cu no meio. A Óia e o Dantas não são confiáveis. Nesse intermezzo tem gente do PT que também não é confiável. Quer dizer, se publica um libelo acusatório desses e o MP nada faz. Será também que o MP? O Supremo a gente sabe.

Responder

Gil Teixeira

19 de setembro de 2010 às 11h01

o Pai do Aith, que foi membro do Teatro Popular União e Olho Vivo, defensor intransigente da ética tendo, inclusive, uma placa em sua homenagem, deve revirar na tumba ao ver o que seu filho se tornou.

Responder

    Glecio_Tavares

    20 de setembro de 2010 às 00h07

    É aquela velha historia, pais malucos, filhos caretas, pais eticos, filhos safados.


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.