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Mundo em risco: A fusão dos megabancos com a indústria pesada
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Mundo em risco: A fusão dos megabancos com a indústria pesada


14/02/2014 - 23h01

Ilustração de Victor Juhasz

O polvo vampiro ataca novamente: o golpe mais desonesto dos megabancos até hoje

Nota do Viomundo: Este artigo demonstra os artifícios pelos quais dois megabancos “muito grandes para falir” passaram a manipular o mercado de matérias primas para auferir lucros. São dois bancos norte-americanos que, recentemente, receberam grande ajuda dos contribuintes, para em seguida explorar estes mesmos contribuintes distorcendo o “livre mercado”. A manipulação acaba afetando praticamente toda a indústria. Você paga a conta. O artigo também sustenta que o envolvimento dos dois megabancos com a indústria pode gerar a próxima grande implosão do mercado financeiro. Imperdível!

Por MATT TAIBBI, na Rolling Stone, 12.02.2014

Você pode chamar de rombo na lei que destruiu o mundo. Estamos em 1999, o rabicho final dos anos Clinton. Enquanto o resto dos Estados Unidos está obcecado por Monica Lewinsky, Columbine e pelos bíceps de Mark McGuire, o Congresso desenha febrilmente o que ainda pode vir a ser uma das leis mais transformadoras da história da nossa economia – uma lei que que tornaria possível a concentração mais ampla dos poderes financeiro e industrial como jamais tínhamos visto em mais de um século.

Mas a grande maluquice é que ninguém, naquele momento, entendeu muito bem. A maior parte dos observadores no Congresso achou que a Lei de Modernização dos Serviços Financeiros, de 1999 – também conhecida como a lei Gramm-Leach-Bliley – era apenas a mais recente e arrojada de uma longa lista de benesses de desregulamentação concedidas a Wall Street, lista que começou a ser formulada nos anos Reagan.

Wall Street passou boa parte daquela era argumentando que os bancos dos Estados Unidos precisavam se tornar maiores e mais ferozes para competir globalmente com os gigantes financeiros da Alemanha e do Japão, que supostamente estavam a ponto de engolir todo o negócio bancário do mundo.

Então, através de legisladores lacaios como o republicano entusiasta da desregulamentação Phil Gramm, sempre de rosto vermelho, lobistas dos bancos forçaram a aprovação da nova lei, escrita para demolir o principal alicerce da regulamentação financeira existente por mais de sessenta anos.

A chave era derrubar – ou “modificar”, como defensores da nova lei diziam – a famosa lei Glass-Steagall, que separava banqueiros de corretores, aprovada em 1933 para evitar conflitos de interesse dentro do setor financeiro como os que levaram à Grande Depressão.

Agora, com a derrubada da Glass-Steagall, bancos comerciais teriam permissão para se fundir com bancos de investimento e seguradoras, criando empresas financeiras gigantescas potencialmente muito mais poderosas do que as que até então existiram nos Estados Unidos.

Tudo isso era notícia importante o suficiente, por si só. Mas seria necessário que se passasse meia geração – até agora, basicamente – para entender a parte mais explosiva da lei, que ainda legalizou novas formas de monopólio, permitindo que os bancos se fundissem com indústrias pesadas.

Uma pequena provisão na lei permitiu que bancos comerciais mergulhassem em qualquer atividade que fosse “complementar às atividades financeiras e não apresentasse risco substancial à segurança das instituições, aos depósitos ou ao sistema financeiro em geral”.

Complementar à atividade financeira. Que diabos significava isso?

Os agentes federais contra a Goldman

“De acordo com a perspectiva dos bancos”, diz Saule Omarova, professor de Direito da Universidade da Carolina do Norte, “praticamente tudo pode ser considerado complementar à atividade financeira”.

Quinze anos depois, de fato, agora parece que Wall Street e seus advogados interpretaram o termo como sinônimo de uma campanha sem lei pela dominação do mundo.

“Ninguém sabia o alcance que a lei teria na economia real”, diz o senador de Ohio Sherrod Brown. Hoje ele lidera a briga no Congresso contra essa provisão escondida, mas Brown votou a favor da Gramm-Leach-Bliley quando era deputado, junto com todos os demais representantes da Câmara, com exceção de 72 deputados. “Eu aposto que até mesmo os que defendiam a lei não faziam ideia”.

Hoje, bancos como Morgan Stanley, JPMorgan Chase e Goldman Sachs são donos de petroleiros, administram aeroportos e controlam grandes quantidades de carvão, gás natural, óleo, eletricidade e metais preciosos.

Eles podem também ser encontrados exercendo controle direto sobre a oferta de toda uma galáxia de produtos brutos essenciais para a indústria mundial e para a sociedade em geral, incluindo tudo que existe — desde produtos alimentícios a metais como zinco, cobre, estanho, níquel e até alumínio, como se soube recentemente, graças a um grande escândalo.

E eles não estão fazendo isso apenas aqui mas no exterior também: na Dinamarca, milhares foram às ruas com faixas de lulas-vampiro quando se soube que o Goldman Sachs estava a ponto de comprar 19% da Dong Energy, a empresa de fornecimento de energia elétrica nacional.

O furor inspirou a entrega de cargos ministeriais em massa por parte da coalizão que faz parte do governo enquanto o povo dinamarquês perguntava como um banco de investimentos norte-americano poderia ter tanta influência sobre a distribuição de energia estatal.

Também existem interesses mais ecléticos.

Depois do 11 de setembro, nós passamos a achar preocupante que estrangeiros se metessem em negócios de administração de portos nos Estados Unidos, mas não houve muita controvérsia quando os bancos fizeram o mesmo, ou quando entraram em atividades com implicações para a segurança nacional – o Goldman Sachs, por exemplo, está metido, agora, no negócio de urânio, uma notícia que quase não produziu manchetes.

A Guerra de Wall Street

Mas os bancos não estão apenas comprando coisas, eles estão comprando processos industriais completos. Eles estão comprando petróleo que ainda está no solo, os petroleiros que os transportam pelos mares, as refinarias que  transformam o petróleo em combustível e os oleodutos que os levam até a sua casa.

Depois, só de onda, eles também apostam no prazo e na eficiência desses processos industriais no mercado financeiro – comprando e vendendo ações de petróleo nas bolsas, nos mercados futuros, permutas no mercado de swaps, etc.

Permitir que uma empresa controle a oferta de uma commodity física crucial, e também que faça negócios com títulos financeiros ligados a esses mercados, é um convite direto à manipulação em massa.

É como permitir que os donos de casinos que anotam as apostas nos jogos da liga de futebol americano durante a semana também treinem os times aos domingos.

A situação abriu uma caixa de Pandora de novas possibilidades de corrupção, horripilantes, mas tem sido difícil para o público perceber, já que os agentes reguladores têm sofrido para sequer tocar nas trapaças mais antigas e familiares de Wall Street.

Apenas nos últimos anos assistimos a uma explosão de escândalos – da saga multitrilionária no mercado de dólar-Libor (grandes bancos internacionais manipulavam as taxas de juros mundiais) ao mais recente fiasco no mercado de câmbio (muitos dos mesmos bancos suspeitos de acertar cotações no mercado de câmbio, onde giram US$ 5,3 trilhões por dia), a escândalos menores envolvendo manipulações da taxas de juros, preços do ouro e da prata.

Mas essas são trapaças puramente financeiras. Nesses novos e mais assustadores tipos de manipulação, bancos que são donos de cadeias completas de negócios físicos foram pegos manipulando os preços nessas indústrias.

Por exemplo, somente nos últimos dois anos multas de mais de US$ 400 milhões foram impostas ao JPMorgan e ao Barclays por manipulação da distribuição de eletricidade em vários estados, incluindo a Califórnia.

No caso do Barclays, que está contestando a multa, os agentes reguladores argumentam que os preços foram manipulados para ajudar o banco a vencer apostas financeiras que fez nestes mesmos mercados de energia.

No verão passado, o New York Times descreveu como o Goldman Sachs foi flagrado sistematicamente adiando a entrega de metais fora da rede de depósitos que possui para forçar a alta dos aluguéis e elevar os preços artificialmente.

Você pode não ter se surpreendido ao saber que o Goldman foi flagrado passando todo mundo para trás novamente, mas certamente foi novidade para muitas pessoas descobrir que um banco de investimentos sem experiência industrial, que há apenas cinco anos foi socorrido pelo governo federal dos Estados Unidos, estoca e controla uma quantidade da oferta de alumínio dos Estados Unidos a ponto de afetar os preços mundiais do metal.

Como isso tudo foi possível? E quem aprovou isso?

Explorando brechas em uma legislação financeira densa de mais de uma década e meia, Wall Street foi capaz de produzir uma mudança revolucionária que os cidadãos norte-americanos nunca discutiram, debateram ou para a qual se prepararam, e certamente nunca permitiram explicitamente de alguma forma significativa: a fusão das altas finanças com a indústria pesada.

Essa reorganização da nossa economia deixou milhões de norte-americanos diante de uma coleção de novos problemas, assustadores. Nós por acaso ao menos temos uma estrutura reguladora para vigiar essas novas formas de manipulação? (Resposta: não temos).

E dado que o setor bancário — que chegou muito perto de arruinar a economia mundial há cinco anos — conseguiu agora expandir imensamente seu poder, quem está encarregado de impedir a nova crise?

Neste Admirável Mundo Novo, ninguém está. E mais, não importa o que fizemos, agora é tarde para ter um referendo.

Garret Wotkyns, um advogado do Arizona especializado em ações coletivas que passou mais de um ano investigando o envolvimento dos bancos com o mercado de metais e está processando o Goldman e outros por conta do caso do alumínio, em nome de dois grandes fabricantes, descreve a situação assim: “É como essa fala do filme The Dark Knight Rises”, diz ele. “O temporal não está vindo. O temporal já está aqui”.

Até hoje, a procedência da brecha das “atividades complementares” que detonou boa parte desse desastre continua sendo um mistério.

Sabemos, através de documentos do Congresso, que o vice chairman do JPMorgan, Michael Patterson, foi um dos primeiros a promover a ideia em depoimento na Câmara em fevereiro de 1999 e que, mais para o fim daquele ano, uma primeira versão da lei apresentada no Senado por Phil Gramm já tinha aquela provisão.

Mas mesmo um dos autores da versão final da lei, o congressista republicano Jim Leach, não consegue se lembrar exatamente de quem foi a ideia de acrescentar a frase sobre as “atividades complementares”.

“Eu não conheço a história legislativa da provisão”, diz ele. “Provavelmente veio do Senado”.

Além do mais, Leach ficou chocado ao ouvir que agentes reguladores apontaram para esta seção da lei, que leva o nome dele, como sendo a autorização legal para que os bancos ganhassem controle sobre os mercados físicos de commodities.

“Isso é novidade para mim”, diz o ex-congressista, mortificado, hoje professor de direito da Universidade de Iowa. “Eu presumo que ninguém naquela época teria pensado que ela se aplicaria aos negócios com commodities da maneira que tem se falado ultimamente”.

Uma coisa que fica clara nos documentos públicos é que ninguém na época falava, ao menos abertamente, sobre os bancos um dia serem donos de petroleiros ou controlarem a oferta de metais industriais.

A testemunha do JPMorgan, Michael Patterson, disse ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, no depoimento de 1999, que a interpretação dele de “atividades complementares” era, digamos, uma empresa de cartão de crédito publicar um guia de restaurantes. “Um exemplo é o American Express, que publica revistas”, depôs.

“Uma revista de viagem e lazer complementa o negócio de viagens. A Food&Wine promove restaurantes… o que pode levar a um uso maior do cartão do American Express”.

“Isso era o quão insignificante supostamente seria”, diz Omarova. “Eles falavam em publicar revistas”.

Mesmo à parte da provisão “complementar”, na calada da noite Gramm adicionou outra bomba do tempo à lei, uma cláusula que dizia que qualquer empresa que se tornasse a holding de um banco, depois da aprovação da Gramm-Leach-Bliley, em 1999, poderia participar de (ou controlar as ações da empresa engajada em) transações com commodities – mas apenas se já estivesse fazendo isso antes de uma data tão arbitrária quanto a outra: setembro de 1997.

Isso significava que se você fosse a holding de um banco quando a lei foi aprovada e você quisesse entrar no negócio de commodities, você era um azarado porque a lei federal proibia os bancos de se envolverem com as commodities físicas ou qualquer outra forma de indústria pesada. Mas se você já fosse um operador de commodities em 1997 e de alguma forma se tornosse uma holding bancária, poderia fazer o que quisesse.

Era uma maluquice. Era um pouco como passar uma lei que obrigasse você a deixar o Exército se fosse gay em novembro de 1999 – mas se você fosse um soldado heterossexual em setembro de 1997 e de alguma maneira se tornasse gay depois de 1999, você poderia ficar no Exército.

Até hoje, ninguém entende direito o que a cláusula significa. Se uma empresa fazia transações com estanho antes de 1997 e se tornasse uma holding bancária em 2015, ela teria que permanecer no estanho? Ou o fato de ter negociado contratos de estanho em 1997 significa que a empresa poderia comprar petroleiros e oleodutos em 2020?

Em 2012, o Federal Reserve de Nova York – o braço mais poderoso do Fed, o principal agente regulador das empresas bancárias e a autoridade máxima nesses assuntos – publicou um documento dizendo que não tinha a menor ideia a respeito do real significado da provisão. “O escopo legal da exceção”, escreveu um trio de oficiais do Fed de Nova York em julho daquele ano, “é amplamente vista como ambígua”.

Há poucas semanas, o diretor de supervisão bancária do Fed, Michael Gisbon, disse ao Senado: “Eu não sou advogado”, e isto está “sob revisão”.

Quase já não importa. Por quase uma década, essa obscura provisão da Gramm-Leach-Blilley efetivamente se aplicou a ninguém.

Então, na terceira semana de setembro de 2008, enquanto a economia estava explodindo após o colapso da Lehman e da AIG, dois bancos de investimento norte-americanos, Goldman Sachs e Morgan Stanley, se viram desesperados por financiamento de emergência.

Tarde da noite de um domingo, no dia 21 de setembro, para ser exato, os dois bancos anunciaram que tinham solicitado junto ao Federal Reserve [o Banco Central dos Estados Unidos] o direito de se tornarem holdings bancárias, o que daria a eles acesso a um salva-vidas, o dinheiro de emergência da janela de desconto do Fed.

O Fed concedeu o pedido da noite para o dia. O gesto salvou as duas empresas, e teve um benefício a mais: transformou o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, que tinham operações no mercado de commodities significativas antes de 1997, nas duas primeiras e últimas empresas que se qualificaram na exceção da lei Gramm-Leach-Bliley.

“Conveniente, não?”, diz um assessor do Congresso. “É quase como se a lei tivesse sido escrita especificamente para eles”.

A ironia era incrível. Depois de se foderem tão profundamente que o governo teve que dar rios de dinheiro para salvar o pescoço deles, os feds deram ao Goldman e ao Morgan Stanley passes para se tornarem espécies híbridas, poderes monopolísticos quase sem limite de atuação em todos os setores da economia.

E eles não foram os únicos beneficiários acidentais da crise. O JPMorgan Chase comprou as operações de compra e venda de commodities da Bear Stearns no começo de 2008, depois que o Fed prometeu bilhões em garantias para ajudar o Chase a socorrer o banco de investimento fadado ao fracasso.

Nos dois anos seguintes, o Chase também comprou as operações de commodities de outro banco à beira da falência, o recém nacionalizado Royal Bank of Scotland, que incluía a Henry Bath, uma empresa com sede no Reino Unido que é dona de uma vasta cadeia de armazéns na Europa.

Como resultado, no começo de 2010, essas três empresas estavam poderosamente fortalecidas para saírem a campo e começarem a duplicar investimentos na indústria física.

Através de circunstâncias fortuitas, o custo de financiamento para holdings bancárias despencou como uma pedra até o fim de 2009, já que o Fed reduziu a quase zero as taxas de juros em uma tentativa desesperada de estimular a economia e fazê-la reagir depois do crash.

A abertura repentina dessa torneira de dinheiro barato parece ter sido um fator importante na decisão dessas três empresas de ir às compras de commodities logo em seguida.

O Morgan Stanley, por exemplo, alegou ter apenas US$ 2,5 bilhões em ativos na forma de commodities em março de 2009. Até setembro de 2011, esses ativos tinham quadruplicado para US$ 10,3 bilhões.

Goldman e Chase – além da Glencore e da Trafigura, uma dupla de conglomerados gigantes com base na Suíça que se desmembraram de uma firma fundada pelo notório operador de commodities e conhecido manipulador do mercado Marc Rich, já falecido – coincidentemente compraram empresas donas de armazéns de metais em 2010.

A presença dessas entidades do Marc Rich é particularmente interessante.

De acordo com o famoso repórter da Forbes Paul Klebnikov, que foi assassinado em 2004 depois de anos denunciando a corrupção na Rússia, Rich fez fortuna no começo dos anos 90 fechando negócios escusos com os chefes soviéticos que controlavam a oferta de matérias primas da União Soviética – em particular, commodities como zinco e alumínio.

Esses negócios ajudaram a criar uma classe de aproveitadores entres os chefões do império soviético em decadência, uma classe que anos depois ajudaria a empurrar a Rússia do seu passado comunista para o seu presente cleptocrático.

“Ele fechava um negócio com os chefões locais, ou com o diretor de uma empresa pública”, disse Klebnikov em 2001. “Ele dizia, ok, você vai me vender a commodity for 5 a 10% do valor de mercado… em troca, vou te dar parte do lucro que eu tiver vendendo por 10 vezes mais no mercado mundial, vou depositar a propina na conta de um banco suíço”.

Rich fechou esses negócios enquanto estava exilado, pois fugiu dos Estados Unidos em 1983 depois que o governo norte-americano o indiciou por sonegação de impostos, transferência fraudulenta de dinheiro, crime organizado e por fazer negócios com o inimigo pois foi flagrado fazendo negócios com governos trapaceiros como o do Irã, entre outros.

O governo dos Estados Unidos fez uma lista de acusações suficiente para prendê-lo para o resto da vida, e ele viveu como fugitivo até janeiro de 2001, quando um pouco conhecido funcionário do Departamento de Justiça da administração Clinton, Eric Holder, recomendou que Rich fosse perdoado.

Um levantamento do Comitê de Reforma Governamental da Câmara mais tarde concluiu que Holder não apresentou explicações convincentes para defender o perdão a Rich e que ele deveria ter “outros motivos” que não informou ao Congresso.

Entre outras coisas, o comitê especulou que Holder tinha os olhos no cargo de ministro da Justiça em um potencial governo Al Gore.

Em todo caso, em 2010, uma década depois do perdão a Rich, Holder se tornou ministro da Justiça, mas sob Barack Obama, e duas empresas criadas por Rich, além de dois bancos que foram dos maiores doadores do Partido Democrata, se mobilizaram para comprar galpões de metais.

Quase simultaneamente, Goldman, Chase, Glencore e Trafigura compraram empresas que controlam armazéns no mundo inteiro para a LME, a London Metals Exchange. A LME é uma bolsa particular para trocas de metais do mundo todo. É o hub principal para definir os preços dos metais e para as operações de futuros de metais, de opções, trocas e outros instrumentos.

“Se eles estivessem interessados apenas em faturar com o aluguel da armazenagem dos metais, eles teriam comprado todo tipo de armazém”, diz Manal Mehta, co-fundador do Sunesis Capital, um fundo hedge que fez pesquisa extensiva sobre a investida dos bancos no mercado de commodities. “Eles parecem se concentrar nestas instalações oficiais da LME”.

O negócio do JPMorgan parece violar diretamente uma ordem enviada ao banco pelo Fed em 2005, que declarava que o banco não estava autorizado a “ser proprietário, operar ou investir em negócios de extração, transporte, armazenagem ou distribuição de commodities”.

A maneira pela qual o Fed explicou isso mais tarde ao Senado foi que a compra do Henry Bath estava ok porque o Fed considerou apropriada a aquisição desta empresa de commodities dentro de um contexto de uma venda mais ampla, com a qual o Fed estava tranquilo – “se o conjunto da compra é uma atividade permitida, eles podem incluir uma pequena parte de uma atividade não permitida”.

E ainda por cima, de acordo com as regras da LME, nenhuma empresa de armazéns pode também ser dona de metais ou realizar operações de compra e venda de metais.

Enquanto estavam seguindo a letra da lei, os bancos estavam violando o espírito da regra: o Goldman absurdamente parece ter atuado em três atividades ao mesmo tempo, trocando de chapéu toda vez que queria mudar de papel.

Ele conduziu suas operações com metais através da subsidiária de commodities J.Aron, depois botou a Metro, sua empresa de armazéns, como encarregada do armazenamento e, de acordo com especialistas da indústria, o Goldman também era dono de uma quantidade do metal em si, apesar da empresa ser vaga sobre o assunto.

Se você está imaginando porque a LME permitiria tamanha violação óbvia de suas próprias regras, um bom lugar para começar a procurar respostas é ver quem era o dono da LME nessa época.

Apesar de eventualmente ter se vendido para uma empresa de Hong Kong em 2012, em 2010 a LME era propriedade de um consórcio de bancos e companhias financeiras. Os dois maiores acionistas? Goldman e JPMorgan Chase.

Comicamente, outra acionista era a Koch Metals (com 2,2%), uma empresa de commodities que é parte do império dos irmãos Koch.

Os Koch foram pegos em sua própria trama de manipulação de commodities, incluindo um episódio em 2008 no qual eles alugaram dois tanques gigantescos e os usaram para estocar excesso de petróleo no exterior como se fossem verdadeiros armazéns flutuantes, retirando óleo barato do mercado e forçando alta nos preços. Outros bancos também foram acusados de operações semelhantes no armazenamento de petróleo.

O motivo para os Koch, ou qualquer um, guardar uma commodity como o petróleo pode ser quase bonito de tão simples. Basicamente, um banco ou uma empresa de compra e venda quer comprar commodities por preço baixo no presente e vender por preço mais alto no futuro.

Essa troca funciona melhor se o custo de estocagem do seu óleo ou metal — ou qualquer que seja o produto com o qual você está trabalhando — for muito baixo. Você faz mais dinheiro nas transações futuras se não tem que pagar aluguel enquanto espera para fazer a entrega.

Então, quando uma empresa financeira repentinamente começa a comprar petroleiros ou armazéns, ela pode estar fazendo isso para que as suas apostas deem lucro, como parte de uma estratégia especulativa – e é por isso que a compra repentina de empresas de armazenagem de metais, por parte dos bancos, em 2010, chama tanto a atenção.

Estes não eram pequenos projetos. As empresas colocaram essas operações a cargo de altos executivos.

A compra da Metro por parte da Goldman foi um projeto de Isabelle Ealet, na época chefe das operações globais de commodities do banco. (Coincidência curiosa que várias fontes desta matéria comentaram foi que muitos dos funcionários mais graúdos do Goldman, entre eles o CEO Lloyd Blankefein e o presidente Gary Cohn, começaram suas carreira no Goldman na divisão de commodities).

Enquanto isso, o cabeça das operações de commodities do Chase, Blythe Masters – uma figura ainda mais famosa de Wall Street, muitas vezes descrita como a inventora do credit default swap – admitiu que o interesse de sua empresa pelos armazéns não era apenas algo casual.

“Poder apenas negociar commodities financeiras é uma séria limitação porque as commodities financeiras representam apenas uma minúscula fração da realidade, do grande quatro das commodities reais”, disse ela em 2010.

Traduzindo em miúdos, Masters estava dizendo que havia um volume de dinheiro limitado a ser feito simplesmente negociando commodities da forma tradicionalmente legal. A solução? “Precisamos ser ativos no mercado físico de commodities”, disse ela, “para que possamos entender e estabelecer preços”.

Nós temos que fazer os preços. A cabeça da divisão de commodities do Chase realmente disse isso, em alto e bom som, e isso diz muito sobre a improbabilidade genérica da existência de Deus e sobre o consistente baixo nível de competência dos agentes reguladores dos Estados Unidos, porque ela não foi imediatamente atingida por um raio entre as sobrancelhas quando disse isso. Ao invés disso, o governo ficou sentando, olhando, enquanto um fenômeno curioso se desenvolvia em todos esses armazéns de propriedade dos bancos, especialmente no mercado de alumínio.

Como foi detalhado pelo repórter do New York Times, David Kocieniewski, em julho passado, o Goldman também comprou armazéns e logo começou a transferir estoques de alumínio de um armazém a outro. “Era um carrossel de metal”, como disse um ex-operador de empilhadeira, uma tramoia para provocar atrasos, aparentemente desenhada para forçar a alta nos preços do metal usado para fazer os objetos que nós todos compramos – como latas de cerveja, lanternas e peças de automóveis.

Quando o Goldman comprou o Metro, em fevereiro de 2010, o tempo médio para a entrega de uma encomenda de alumínio era de seis semanas.

Sob o domínio do Goldman, o tempo de entrega do Metro rapidamente aumentou dez vezes, para uma média de 16 meses, influenciando, em parte, a explosão da sobretaxa chamada premium do meio-oeste, que representa não o custo do alumínio propriamente dito, mas o custo de estocagem e entrega, algo facilmente manipulável quando você controla a entrega.

Então, apesar do preço do alumínio na LME ter caído nessa época, os valores no Meio-Oeste seguiram na direção contrária. Em 2008, isso representou 3% do preço do alumínio na LME. Em 2013, estava 15% acima do valor de referência (e já disparou para 25%).

“Em termos simples, eles estavam aumentando artificialmente os preços de armazenagem e entrega”, diz Mehta.

As demoras internacionais nos armazéns eram apenas uma parte do jogo anticapitalista que os bancos estavam jogando. Como incentivo para terem metais sob seu controle, eles na verdade pagaram produtores industriais de alumínio um dinheiro extra pela estocagem do metal em seus armazéns, taxas supostamente de US$ 230,00 por tonelada métrica.

Mas o Goldman e o Glencore supostamente ofereceram esses incentivos não apenas para permitir às empresas coletar mais aluguel (o Goldman estava cobrando uma taxa diária de 48 centavos por tonelada métrica) mas também para desencorajar produtores industriais como Alcoa ou a gigante indústria russa Rusal (que tem o CEO do Glencore, Ivan Glasenberg, no seu conselho diretor) de venderem diretamente aos fabricantes.

O resultado disso tudo foi a criação de um gargalo na oferta de alumínio. Um material industrial crucial que existia em quantidade e até mesmo em excesso agora estava estocado no carrossel especulativo das trocas financeiras bancárias.

Toda vez que você comprou uma latinha de refrigerante em 2011 e 2012, você pagou uma pequena taxa a mais, graças a empresas como o Goldman.

Mehta, cujo fundo tem interesse financeiro no negócio, insiste que existe aqui uma ironia que deve deixar todo mundo furioso. “Os bancos usaram subsídios financiados pelo contribuinte”, disse ele, “para forçar a alta de produtos para esses mesmos contribuintes que os salvaram (da falência)”.

David Smith, administrador de compras estratégicas da Coca-Cola, disse aos jornalistas no começo do verão de 2011 que “a situação foi organizada de forma a aumentar os preços artificialmente”.

Nick Madden, o chefe de compras da Novelis, uma importante fabricante de embalagens de alumínio disse, mais ao menos ao mesmo tempo, que os atrasos em Detroit estavam custando mais US$ 20 ou US$ 40 por tonelada métrica de alumínio.

A Coca-Cola foi a primeira a apresentar queixa contra o Goldman por conta do problema dos armazéns, na metade de 2011, e muitas pessoas ligadas à indústria não se espantaram nem um pouco ao ver a maior e mais poderosa corporação que consome alumínio no mundo ser a primeira a reclamar.

Outros fabricantes, muitos acreditam, ficaram de boca calada com medo de serem punidos pelos bancos.

“É bem provável que empresas comerciais deliberadamente tenham evitado um confronto com o Goldman porque ele era uma empresa poderosa de Wall Street com a qual eles tinham — ou tinham esperanças de estabelecer – relações de assessoria financeira e de crédito”, diz Omarova.

Um representante do governo que investigou o assunto para o Congresso disse que mesmo alguns dos maiores usuários de alumínio do pais relutaram em reclamar. “Quando algumas das maiores empresas transnacionais não querem falar sobre o assunto, dá o que pensar”, disse o assessor.

Ainda assim, poucos dias depois que o Times publicou sua denúncia sobre a estocagem de alumínio no fim de julho de 2013, o senador Brown presidiu uma audiência para investigar as causas da alegada manipulação. (O executivo Tim Weiner, da MillerCoors, testemunharia que os custos do alumínio para os fabricantes, no mercado global, foi inflado em US$ 3 bilhões apenas no ano anterior).

Depois dessas audiências, e depois que vazou a informação de que agências reguladoras lançaram uma investigação, o Goldman anunciou novos planos para reduzir o tempo de entrega de seus estoques de alumínio.

O banco manteve, consistentemente, que seu interesse na empresa de armazéns Metro não é “estratégico”, que comprou a empresa apenas “como investimento”, e que vai vendê-la dentro de 10 anos.

O JPMorgan Chase e outros bancos anunciaram que podem abandonar de vez o negócio físico das commodities. Enquanto isso, a LME já tinha feito um plano para obrigar seus armazéns membros a aumentar as ofertas de alumínio.

Poucas semanas depois, em 9 de agosto de 2013, uma empresa chamada CME Group – uma das líderes nas operações com derivativos – anunciou que passaria a vender, de ali em diante, um novo contrato futuro de swap de alumínio. O novo instrumento, disse a firma, seria o “primeiro produto da bolsa a permitir administrar o prêmio do alumínio do Meio Oeste”.

O que isso sinalizou foi que até aquele momento ninguém do setor financeiro queria chegar perto da venda de seguro contra o prêmio Meio Oeste porque ele era obviamente corrupto.

Mas aí o Times deixou o gato escapar do saco e a próxima coisa que se ficou sabendo foi que agora que todo mundo estava olhando, um grande fornecedor de derivativos se sentiu confiante o suficiente para vender um seguro hedge contra o prêmio Meio Oeste, considerando que ele agora estava, supostamente, livre das manipulações e sujeito às forças de mercado.

“Isso deve te dizer muito sobre como as pessoas desse negócio entenderam completamente que o mercado de metais estava quebrado”, disse Wotkyns.

Um outro pé de página bizarro do escândalo do alumínio: de acordo com a Lei Bank Holding Company, de 1956, toda empresa que se torna uma holding bancária tem que se desfazer de certas posses comerciais dos últimos dois anos. A esse período de dois anos o Fed pode somar até outros três anos.

Isso não foi feito para o Goldman nem para o Morgan Stanley. O escândalo do alumínio veio à tona, coincidentemente, poucos meses depois que o período de cinco anos para o Goldman estava prestes a terminar. Existia alguma expectativa de que o Fed exigisse que os bancos se desfizessem de alguns de seus interesses comerciais.

Mas havia um pulo do gato. “O Congresso, em sua sabedoria infinita, deixou algo ambíguo”, diz Omarova.

Apesar da lei Bank Holding Company determinar que as empresas fiquem dentro dos parâmetros até o fim do período de revisão, ela não especifica o que o Fed deve fazer caso a empresa não esteja dentro dos padrões. Quando terminou o período de revisão do Goldman, “o Fed decidiu que nada devia acontecer”, diz Omarova. “Então, nada aconteceu”.

Os atrasos nas entregas de alumínio não foram apenas um caso isolado de bancos manobrando para incrementar suas receitas.

Recentemente surgiram provas de que o mesmo tipo de comportamento talvez tenha se alastrado a outras áreas da LME. Para que uma partida de metal seja negociada na LME, ela tem que ser o que se chama de “em garantia”.

Se você é o dono do metal que você não quer mais que seja negociado, você pode “cancelar a garantia” – essencialmente você tira a mercadoria do sistema. Ela ainda está no armazém, mas em um certo limbo administrativo.

Quando a oferta mundial da LME de um metal apresenta uma alta percentagem de ações canceladas, isso tipicamente significa que alguém está mexendo muito com o metal mesmo depois que ele foi depositado no armazém – talvez no estilo do carrossel do Goldman, talvez por algum outro motivo, mas historicamente é algo que não se costuma ver com frequência em mercados de metais sadios e que funcionam bem.

Em janeiro de 2009, antes dos bancos grandes demais para quebrar dos Estados Unidos e das sombrias empresas gigantes de commodities da Suíça comprarem todos esses armazéns, menos de um por cento do total da oferta global de alumínio da LME era “garantia cancelada”. Hoje, quando a oferta mundial de alumínio é o dobro do que era naquela época, 45,2% do total do estoque é classificado como cancelado.

Em Detroit, onde o Goldman está supostamente arrumando as coisas, a percentagem é ainda mais louca: 76,5% dos estoques de alumínio são garantia cancelada.

Pode-se ver indicações do fenômeno em outros metais da LME.

Há cinco anos, apenas 1,3% do estoque de cobre da LME eram garantias canceladas. Hoje, 59% são. Em janeiro de 2009, apenas 2,3% dos estoques de zinco eram cancelados, hoje está em 32%.

O zinco por acaso tem algo mais em comum com o alumínio – um prêmio para o armazenamento e a entrega chamado o prêmio zinco U.S. nos Estados Unidos, que disparou nos últimos anos, aumentando 400% do verão de 2021 ao verão de 2013, quando o preço estabilizou assim que explodiu o escândalo do alumínio.

E então temos o níquel: 35% do estoque global de hoje é classificado como cancelado. Há cinco anos, era apenas 0,5%.

Uma fonte da indústria que tem muita familiaridade e recorre ao mercado de níquel, diz que apesar do fato de existir um excesso mundial de oferta do metal, os preços estão artificialmente mais altos em torno de 20 a 30%.

Ele culpa as estações especulativas de pesagem dos bancos dizendo que os produtores de níquel, apesar da baixa demanda mundial, estão vendendo seus estoques alegremente para armazéns administrados por bancos, que estão pagando preços acima do mercado para colocar o material bruto em seus carrosséis. “Eles estão felizes de vender para os bancos e para os armazéns enquanto rezam para que a demanda reaja”, disse a fonte.

Isso nos leva ao próximo aspecto potencialmente desastroso dessa história: o que acontecerá se o Fed repentinamente elevar as taxas de juros e os bancos, vendo cortado o acesso ao dinheiro livre, não puderem mais ficar sentados sobre a pilha de metal por outros 16 meses?

“Considere o níquel”, diz Eric Salzman, um analista financeiro que pesquisou a manipulação dos metais para várias empresas de advocacia. “Você pode ver o preço cair 20 ou 30% de repente. Seria o estouro clássico da bolha”.

Mas o potencial para uma manipulação de grande escala e/ou um novo desastre financeiro é apenas parte do pesadelo que essa nova fusão de bancos e indústrias criou.

O outro, talvez um problema ainda maior, envolve a nova existência de perigos tanto para o meio ambiente quanto para a estabilidade do sistema financeiro.

Muito antes do Goldman e do Chase começarem a comprar armazéns de metais, o Morgan Stanley já havia comprado um império substancial de negócios físicos – plantas de eletricidade em vários estados, uma empresa que faz negócios em óleo para aquecimento, combustível de jatos, fertilizantes, asfalto, produtos químicos, oleodutos e um operador mundial de petroleiros.

Quanto tempo falta para que um desses barcos monstruosos, abarrotados, transborde e o Morgan Stanley se torno a próxima BP, não apenas matando um zilhão de aves e mamíferos marinhos na costa de algum país azarado mas também levando consigo o sistema financeiro, quando processos na Justiça levarem a uma falência com as repercussões de um Lehman?

O CEO do Morgan Stanley, James Gorman, chegou a admitir o risco que as novas compras da empresa no último ano representam quando disse ao staff que um hipotético vazamento de petróleo é “um risco que não podemos correr”.

Os agentes reguladores são quase piores. Lembre-se que o colapso de 2008 aconteceu quando órgãos do governo como o Fed, o Comptroller of the Currency e o Office of Thrift Supervision – que supostamente têm toda a experiência para monitorar a segurança e a saúde das empresas financeira – não perceberam que metade das empresas de Wall Street estava, na prática, falida.

Agora que muitas dessas empresas financeiras foram socorridas, os mesmos agentes reguladores que não puderam ou simplesmente não sentiram o cheiro de fumaça em um incêndio violento da última vez, estão de repente encarregados de decidir se empresas como o Morgan Stanley estão assegurando suficientemente seus petroleiros ou se bancos como o Goldman Sachs estão cuidando corretamente de seus depósitos de urânio.

“O Fed não é o regulador mais entusiasmado nos melhores momentos”, diz Brown. “E agora estamos pedindo a eles que cuidem disso?”

Nunca foi função dos bancos norte-americanos controlar indústrias. Esse princípio faz parte da nossa cultura praticamente desde o começo de nossa história.

As restrições originais ao envolvimento dos bancos com o comércio têm raízes no medo clássico norte-americano de permitir a formação de um super poder governamental – no começo dos anos 1800s os cidadãos estavam preocupados com o potencial abuso monopolístico de bancos patrocinados pelo Estado.

Mais tarde, no entanto, os norte-americanos também se viram forçados a empurrar para trás o movimento de monopólios privados, em particular as grandes estradas de ferro e cartéis de energia construídos por ladrões magnatas do tipo Rockefeller que, no final dos anos 1800s, estavam a ponto de engolir todo o mercado e ditar ao público os preços de tudo, dos produtos aos salários.

Foi necessário um longo período de revolta e lutas prolongadas por novas leis antitruste como Sherman and Clayton, antes que esses monopólios fossem derrotados.

Os bancos, no entanto, nunca foram submetidos à regulamentação destas leis.

Somente a Grande Depressão e anos de batalhas legislativas brutais os forçaram a se submeter aos mesmos conceitos de antitruste que barraram os ladrões magnatas através de leis como a Glass-Steagall e a lei Bank Holding Company, de 1956.

E depois, com algumas poucas frases que ninguém conhecia até agora, lançadas em uma lei de 1999, toda essa briga virou fumaça e aqui estamos, na selva de Hobbes, esperando pela próxima completa catástrofe legal acontecer.

Quando começa a parte divertida?

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36 comentários

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Bernardino

04 de março de 2014 às 11h46

Como sempre a HELOISA VILELA na vanguarda das grandes reportagens e traduçoes.Excelente jornalista que honra sua classe ao contrario dos safados do PIG,paus-mandados dos patroes a serviço da Plutocracia que dominam o mercado e os Politicos CANALHAS!!!!!

NA verdade o CAPITALISMO ferra o Planeta e nao temos perspectivas de Mudanças no horizonte a nao ser uma catá strofe ou EUTANASIA UNIVERSAL!!

Responder

Rizo

03 de março de 2014 às 03h39

Acabo de terminar o mestrado em administracao de empresas aqui no centro oeste norte-americano. Esse artigo define a situacao ate certo ponto. Realmente, o que chaman de fed, eh parte do problema. Nao eh uma organizacao criada de varios setores mas, sim, uma organizacao composta de cinco familias que se juntaram nos anos 30+-, e fizeram um tipo de manipulacao como esses bancos fizeram agora.Manipulam por tras da economia tudo que tem a ver com finaciamento. O pais nao tem dinheiro. Todo dinheiro eh aprovado pelos feds. Creio que estao em parceria com os bancos citados, e a coisa toda eh como um polvo gigantesco que nos encerca. Os nativos daqui, por exemplo, estao morrendo de frio neste inverno bem diferente. O gas natural que usam aumentou de preco 500% recentemente. Ja houve ate morte e o desespero eh incrivel. Estao queimando as roupas extras para nao morrerem de frio. Enquanto isso as cias que vendem o gas estao subindo e pagando aos assinantes e aos ceos quantias absurdas.
Pode-se ver que o povo nao tem nenhum valor para essas “novas empresas”(bancos/industrias). Sao viciadas no poder que o dinheiro lhes traz. Nos, com um pais tao rico e maravilhoso, devemos nos juntar e abencoar o que temos, defender o que temos de toda maneira. Se continuarmos so engulindo o que vem da tv, da midia controlada por esses maleficos, nao teremos nada no final.

Responder

Urbano

02 de março de 2014 às 18h39

E o Brasil vem contribuindo fortemente e desde sempre, para que amanhã seja trucidado por um regime único e fascista, que vem sendo montado há muito e muito tempo. Gente, o reveillon será montado apenas para quinhentos milhões de viventes. Noutras palavras, só para eles mesmos. Ricos indesejáveis serão usurpados e apagados, como já aconteceu.

Responder

Marat

02 de março de 2014 às 13h47

Antigamente havia ideologia, havia vontade sincera de mudar o mundo para melhor. Hoje vemos manifestações e manipulações de cunho fascista, dos adoradores do dinheiro, de pessoas que sentem uma vontade imensa de serem curradas pelo Tio Sam!

Responder

FrancoAtirador

02 de março de 2014 às 03h57

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DENÚNCIA GRAVÍSSIMA

Golpe no sistema elétrico vai aumentar conta da luz, denuncia MAB

Os prováveis aumentos estão sendo ocasionados pela especulação articulada
pelas empresas privadas e estatais governadas pelo PSDB de MG, SP e PR.

Movimento dos Atingidos por Barragens

Os aumentos nas contas de luz da população brasileira podem chegar até 30% no próximo ano.

Os prováveis aumentos estão sendo ocasionados pela especulação articulada pelas empresas privadas e estatais governadas pelo PSDB de MG, SP e PR.

Enquanto usinas hidrelétricas da estatal federal Eletrobrás estão vendendo energia a R$ 32,89/1.000 kW, as empresas privadas e as tucanas estão vendendo os mesmos 1.000 kW pelo absurdo de R$ 822,83.

Uma verdadeira rapinagem.

O custo alto da energia será transferido em forma de futuros aumentos nas contas de luz da população nos próximos reajustes tarifários.

A decisão de empresas privadas e das estatais do PSDB (Cemig, Copel Cesp) de não renovar suas concessões fez com que as empresas distribuidoras ficassem sem contratos de compra de energia de longo prazo em cerca de 7% de suas necessidades.

Isto obriga as distribuidoras a comprar esta eletricidade no chamado “mercado de curto prazo”.

São cerca de 3.500 MW que são comprados pelas distribuidoras ao preço R$ 822,83 por MW.

Este golpe sobre a população brasileira está custando cerca de R$ 70 milhões por dia.

Se esta política de preços seguir o ano todo, o custo ao povo brasileiro poderá chegar a R$ 25 bilhões.

Fato que pode levar ao aumento médio de 31% na tarifa de eletricidade para consumidores cativos, onde estão as residências e a pequena e média indústria.

Caso a tarifa desta fatia de energia fique um pouco abaixo, em cerca de R$ 500,00/1.000 kWh, o aumento médio nas contas seria de 18%.
Portanto, os futuros aumentos poderão ficar entre 18 e 31%.

Para garantir o recebimento dessa dinheirama, as empresas reivindicam novos aumentos ou dinheiro do tesouro nacional para cobrir o rombo.

Para chantagear o governo federal, as empresas estão criando um clima de caos no setor que vem sendo propagado pela grande imprensa e “especialistas” de plantão, dizendo que há risco de racionamento e, como 2014 é um ano eleitoral, estas práticas tendem a se intensificar.

Não podemos esquecer que as altas tarifas, baixa qualidade do serviço e o cenário de novos aumentos é resultado de um modelo energético criado nos anos 90 que se mantém até hoje controlado pelas empresas privadas.

Estas empresas são as principais responsáveis por esse modelo se sustentar até os dias atuais, já que além de controlar as usinas e as distribuidoras de energia, controlam as instituições políticas de energia criadas no âmbito do modelo privatista, como a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e Operador Nacional do Sistema (ONS).

O MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens – denúncia os governadores do PSDB e as empresas privadas que estão colocando em prática uma ampla articulação para evitar controle de preços e manter as tarifas brasileiras em patamares internacionais para garantir taxas de lucros extraordinárias.

A tentativa de aumentar tarifas e criar um clima de escassez permanente no setor elétrico nacional é parte de uma reação iniciada no final de 2012, quando o governo federal iniciou um processo de controle dos preços e redução das tarifas.

Estas práticas no setor elétrico nacional é uma agressão ao povo brasileiro, que terá que arcar com novos aumentos e ameaças constantes de apagões para justificar a especulação.

Alertamos a população e convocamos a se envolver nas lutas para impedir os novos aumentos nas contas de luz.

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Golpe-no-sistema-eletrico-vai-aumentar-conta-da-luz-denuncia-MAB/4/30372)
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Leia também:

Saco de bondades para as empresas elétricas

Por Heitor Scalambrini Costa, no Viomundo

(https://www.viomundo.com.br/denuncias/heitor-scalambrini-saco-de-bondades-para-as-empresas-eletricas.html)
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Responder

Bacellar

19 de fevereiro de 2014 às 13h52

Nada de novo no fronte ocidental.

Não é fantástico que esse tipo de reportagem caiba a publicações teoricamente de “cultura” como Rolling Stone, Vice, etc, ou sites independentes como o Counterpunch? Coisas da massmedia corporativa.

Alguém mais pensou no Eikex Batixta ao ler a matéria?

Recentemente comentei em um artigo sobre os protestos no Brasil a respeito do movimento de ataque do capital sobre a democracia representativa e sei que soei alarmista e paranóico. Mas estava falando dessa lógica do capitalismo atual, não de um movimento para amanhã ou quarta que vem, mas sim algo a se desenvolver nesse século XXI. Em minhas teses de botequim chamo de “capitalismo autômato”.

A tese marxista irrefutável que se resume na “fórmula” d-m-d’ sobre a alma do capital (grana-mercadoria-mais grana) atingiu um nível onde a organização social e produtiva precisa ser atropelada. Nada importa ao capital a não ser reproduzir-se de forma otimizada. O voto atrapalha.

O neoliberalismo foi um movimento de cooptação dos Estados pelo capital, paradoxalmente Estados inchados em tamanho e máquina mas esvaziados em poder de regulação ou obrigações sociais, mas esse ciclo está se esgotando mesmo sem nunca ter sido funcional e mesmo levando a economia mundial a beira do colapso. Um próximo passo de mais concentração financeira e quebra de barreiras institucionais é fundamental para manter a engrenagem rodando.

O capital não é uma entidade é um conceito. Um conceito muito simples: só posso investir para ter retorno e quanto maior o retorno melhor. O capital é fragmentado entre diversos operadores (poucos falando em termos de população mas diversos em termos de serem suficientes para impedir um controle central que pense na saúde da macroeconomia). O capital é autômato no sentido de que sua lógica atropela qualquer vontade específica de um de seus operadores.

O operário é substituível na linha de produção. Da mesma maneira o CEO é substituível no comando da corporação. Um CEO prudente será substituído por um imprudente desde que esse último sirva melhor a fórmula imediatista D-M-D’. O capital com muito esforço projeta o médio prazo, o longo nunca. Desta forma ninguém está de fato no comando. Trata-se de um sistema autômato.

Responder

Ronaldo Silva

17 de fevereiro de 2014 às 18h07

O brasileiro não se cansa de demonstrar preguiça com a leitura…rss

Responder

Carlos N Mendes

17 de fevereiro de 2014 às 12h23

Não nos enganemos: o poder que hoje os bancos detém só é inferior ao poder de dois ou três governos, dependendo do arsenal nuclear. Extremamente assustador.

Responder

Mardones

17 de fevereiro de 2014 às 10h58

Está quase tudo dominado.

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

17 de fevereiro de 2014 às 08h27

No Brasil só não é igual porque é pior.

E embaixo da laje do poço virá mais. As milícias cuidam de tudo. Claro que não precisa regulamentar o lobby. Já temos.

Responder

Conectado

17 de fevereiro de 2014 às 03h37

Manda o joaquim para o EUA, quero ver ele enfrentar a enorme corrupção norte americana

Responder

Luiz

16 de fevereiro de 2014 às 13h04

O próprio sistema é corrupto, o que vcs esperam???

Responder

marco antonio meyer

16 de fevereiro de 2014 às 11h51

Nestes tempos bicudos de tempo movido a poluição pelo mundo,e,
hora de mudarmos nos hábitos movidos a propaganda.
Latinha de cerveja é quase 90% de energia.O restante é alumínio.
Assim o Brasil deveria olhar com bons olhos o hábito do povo
escandinavo: as pessoas preferem comprar cerveja em garrafas e
levam o “vasilhame”.
Quando ali morei nos tempos de exílio da Ditadura Militar (que alardeava
a compra de reatores atômicos da Alemanha,por sinal um verdadeiro
fracasso dos milicos), na Dinamarca a maioria da população tinha engradados de cerveja nos carros e tinham uns carrinhos para a compra
de cervejas em garrafas.Diziam eles,assim economizanos uns três reatores
atômicos.
Na Grécia,um país em crise, a maioria da população tem coletores
solares.
E aqui no Brasil?
O desperdício é gritante:as Cias. de cerveja lucram mais que a Petrobrás,
e o chuveiro elétrico é a praga do consumo de energia.
O governo da companheira Dilma tem de redirecionar a energia e
investir nas fontes alternativas, antes que o “racionamento comece
a operar”. Ou será que Deus vai ser sempre brasileiro?
Tenho minhas duvidas, ele já deve ter pedido asilo em alguma Embaixada.
Marco Meyer
micro-emporesário

Responder

Isabela

16 de fevereiro de 2014 às 00h16

Esse artigo é assustador!

Responder

pedrao

15 de fevereiro de 2014 às 22h57

então resta tomar cerveja de garrafa, que aliás, é mais saborosa. abaixo a latinha!

Responder

Jose C. Filho

15 de fevereiro de 2014 às 22h39

Não tanto fora do contexto; Na minha cidade, São Frco. do Sul, SC., o prefeito do PP aumentou o IPTU de nosso terreno inativo de 9.000m2, metade brejo, metade morro,de R$ 82,00 em 2013 para R$ 1,206,00 em 2014. Não demora muito e algum iluminado idealiza o imposto do “oxigênio”, e quem não pagar ficará impedido de respirar.

Responder

    Leandro

    18 de fevereiro de 2014 às 00h49

    Muita terra pouca produtividade, esta pagando pouco ate.

FrancoAtirador

15 de fevereiro de 2014 às 22h35

.
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Banco é a instituição que não produz nada,

mas enriquece às custas de toda a produção.
.
.

Responder

ZePovinho

15 de fevereiro de 2014 às 18h23

O Caminho da Servidão e a iniciativa privada no comando do Estado…

Responder

lidia virni

15 de fevereiro de 2014 às 17h15

Na era pré-Lula, o Brasil, dono de uma das maiores usinas siderurgicas do mundo, já cometia o enorme erro de exportar sua folha de flandres a preço de babana para depois importar a preços abusivos seu próprio produto sob a forma de latas de cerveja, conservas de todo tipo. Uma vez doada a empresa pelo vendilhão FHC hoje lemos que o país, por vontade daquele e de outros fascínoras vem contribuindo para o enriquecimento dos já arqui ricos bancos, sobretudo americanos. Comico, se não fosse tão trágico.

Responder

tiao

15 de fevereiro de 2014 às 16h52

Pelo menos eu só tomo aquela que 100% brasileira.

Responder

Edwiges

15 de fevereiro de 2014 às 14h03

Hoje comprei 3 latinhas de cerveja. Estou enriquecendo os donos do alumínio. Que fazer? Parar de tomar uma latinha gelada e deliciosa?
NÃO. Isto não é problema meu.

Isto é só uma mostra do tal capitalismo selvagem imperialista que domina o mundo. Estamos todos à mercê destes capitalistas malignos.

Eles baixam as ações quando querem comprar e sobem quando querem vender.
E a massa, o gado não pode fazer nada. A não ser que nos mudemos pra uma ilha deserta e vivamos como os primitivos, comendo raízes, frutos e caçando animais silvestres.

NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA O MUNDO CAPITALISTA.

Responder

J Souza

15 de fevereiro de 2014 às 13h17

Está tudo bem enquanto puderem ter internet (TV) e “junk food”!?

Responder

Hell Back

15 de fevereiro de 2014 às 13h03

Os bancos podem tudo! Será que uma Grande Depressão tipo 1929 está a caminho?

Responder

    M D

    15 de fevereiro de 2014 às 18h11

    Tem um americano que diz que sim, e que será em 2016.Esqueci o nome dele.
    Seu argumento é exatamente que o que provocou a crise de 2008 ainda não foi mudado, a desregulamentação. Até a crise de 29 os EUA tinham crises bancárias frequentes, de períodos pequenos. A partir da depressão dos anos 30 foram criadas várias regulamentações, e aí, no governo Reagan, houve a desregulamentação que culminou com a crise de 2008.Se vier mesmo essa crise, e os governos adotarem políticas restritivas, de corte de gastos,o fascismo pode renascer, movimentos de ultradireita ,conflitos e até uma guerra mundial.O que os americanos adoram…!
    Aguardemos…

Cesar Monatti

15 de fevereiro de 2014 às 12h48

As diferenças entre lulas e polvos “ou as armadilhas inelutáveis da honorável atividade de tradução”:

http://www.diffen.com/difference/Octopus_vs_Squid

No Brasil contemporâneo ‘lula’ não é mais apenas um cefalópode da ordem Teuthida…

Responder

Jairo Medeiros

15 de fevereiro de 2014 às 08h49

Leitura assustadora, mas revela o porque de pagarmos + de R$25,00 por uma barra de ferro,(ainda que não esteja relacionado na matéria, o minério de ferro teve o preço aumentado exponencialmente nos últimos 12 anos) + de R$1,50 por uma lata de cerveja que contem 90% de água em sua formulação. Produtos a base de polímeros sintéticos(plásticos), vasos, sacolas, toalhas, embalagens, cortinas, bijuterias, carrocerias, roupas, sapatos, etc tiveram aumentos abusivos também.
A manipulação de preços é a única resposta

Responder

    lukas

    15 de fevereiro de 2014 às 12h50

    Água mineral tem 100% de água na sua formulação e pagamos caro também. Cerveja é puro imposto, não puro malte.

José X.

15 de fevereiro de 2014 às 07h55

O artigo é muito longo. Nestes casos, sugiro que o Viomundo escreva um parágrafo preliminar, explicando o objetivo do artigo e por que devemos lê-lo. Como um “abstract” em um artigo científico.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    15 de fevereiro de 2014 às 12h43

    Boa ideia, mas deixa de preguiça. Lê no sábado. Hoje! abs

    José X.

    15 de fevereiro de 2014 às 12h47

    Mais uma reclmação; tem um bug no site que nos força a limpar o cache do navegador (usando a combinação de teclas “Control F5”) para aparecer as atualizações das páginas. Já vi uma outra pessoa reclamando, mas não vi retorno do Viomundo.

    Luiz Carlos Azenha

    15 de fevereiro de 2014 às 12h47

    Vamos checar. abs

    FrancoAtirador

    15 de fevereiro de 2014 às 19h25

    .
    .
    Jose X. tem razão.

    Na abertura dos links, os posts não estão atualizados.

    Para se obter a última atualização de cada um deles

    é necessário recarregar a página, inclusive a inicial.
    .
    .

    Leo V

    15 de fevereiro de 2014 às 23h08

    A única coisa que concordo com Jose X é sobre esse bug do Viomundo. Tem que dar reload na página toda vez que entra em qualquer matéria ou na página inicial para atualiza-la.

    Felipe Guerra

    16 de fevereiro de 2014 às 12h04

    O problema não é um bug, mas um erro de ‘visão’ do programador.

    Um sítio de notícias não pode ter configurações de cache no servidor (no caso o Apache), ele deve buscar sempre as atualizações no banco de dados.

    Exceto as imagens, CSS, Javascript, chamado de conteúdo estático.

    abraço

Guanabara

15 de fevereiro de 2014 às 02h16

Eis que a tal mão invisível apareceu! E ainda falam do Brasil…

Responder

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