VIOMUNDO

Diário da Resistência


Lula, será que o governo não está lançando clorofórmio no ar do Brasil para que todos durmam?
Cartas para o Lula

Lula, será que o governo não está lançando clorofórmio no ar do Brasil para que todos durmam?


28/07/2019 - 14h32

Curitiba, 27 de julho de 2019.

Presidente

Não sei se te entregam as cartas que te escrevo.

Se entregam, não sei se as lê. E se tem lido, não sei também o que tem achado.

São chatas e aborrecidas? Desinteressantes? Ou…hum…faltam-me palavras.

Que palavras usaria para avaliá-las? Seja sincero, prefiro a verdade.

Bem, faz dez dias que não te escrevo, não que faltasse assunto, isto tem de sobra.

Foi só uma pausa para pensar. Pensar não no que escrever. Mas para pensar na vida. Na minha, na tua e no futuro das nossas crianças e jovens.

Está difícil a vida para todo mundo.

São vários tipos de dificuldades: faltam emprego, solidariedade, ânimo, humanismo, comida na mesa de milhões de brasileiros.

Apesar de o Bolsonaro negar, aumenta diariamente o número de pessoas passando fome no Brasil.

Assim como aumentam, cada vez mais, a hipocrisia e o cretinismo dos nossos governantes. Digo nosso, mas por costume. Esse governo não é meu, não.

Como você é nordestino, não podia deixar de comentar: não é que o desqualificado (qualificado como presidente) chamou todos os nordestinos de Paraíba.

Eu uso o P (grande, maiúsculo, em respeito aos nordestinos), mas creio que ele, ao desqualificar, chamou todos de p (pequeno, minúsculo).  Se é que ele sabe quando usar a letra maiúscula e minúscula.

Há uma coisa que quero te dizer: estou preocupado. Muito preocupado.

Faz mais de mês que saem notícias de como foi armada a ação para te condenar e de como foi criminosa a operação lava jato.

Só que, aqui fora, parece que nada esta acontecendo. Parece que colocaram anestesia no pensamento de todo mundo.

Há uma anestesia geral. Será que o governo não esta espargindo clorofórmio no ar do Brasil para que todos e todas durmam?

Falar em dormir: boa noite.

Jorge Sanches.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



5 comentários

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Igor Fernandes

29 de julho de 2019 às 14h49

Se a questão é substancia narcótica deliberadamente distribuida a população eu apostaria na suplementação de flúor (narcótico) no abastecimento de água por concessionárias de serviços de água e esgoto.

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José Ricardo Romero

29 de julho de 2019 às 07h34

O que está anestesiando a população é o Lula Livre, que capturou as esquerdas através de um projeto de poder minimalista do pt. Lula livre está tirando das esquerdas qualquer reação ao que está acontecendo no Brasil com uma pauta deslocada da realidade que interessa apenas ao Lula e ao pt. A propósito: o que vai fazer Lula em liberdade que ele já não faz? Outra carta aos brasileiros garantindo a manutenção dos interesses dos bancos e da bolsa?

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Paulo Henrique

28 de julho de 2019 às 18h50

Cuidado grande Lula! Esse povo não tem noção e pode aproveita sua fala e tramar algo do gênero e ainda culpar o PT e o senhor.

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Zé Maria

28 de julho de 2019 às 17h54

A Milícia Bolsonaro tá lançando é “Agente Laranja”,
Veneno desfolhante usado pelos EUA no Vietnã.

Responder

    Zé Maria

    29 de julho de 2019 às 19h49

    |14 set 2018| Reportagem: Ho Chi Minh (Vietnã) | EFE|

    Vítimas do Agente Laranja ganham nova esperança no Vietnã

    A condenação da Monsanto a indenizar um jardineiro americano doente de câncer reabriu o debate sobre a situação de milhões de vietnamitas com sequelas por exposição ao veneno conhecido como Agente Laranja durante a Guerra do Vietnã.

    O Governo de Hanói reiterou que a Monsanto, um dos principais fabricantes do produto, “deve ser considerada responsável para compensar as vítimas vietnamitas do Agente Laranja pelo dano causado”.

    A vice-ministra de Relações Exteriores vietnamita, Nguyen Phuong Tra, afirmou em recente entrevista coletiva que o veredicto em agosto de um júri de San Francisco que obriga a Monsanto a pagar US$ 289 milhões a Dewayne Johnson por causa dos efeitos prejudiciais do herbicida Roundup “é um precedente” que nega os argumentos anteriores da empresa.

    Em 2004, a Associação Vietnamita de Vítimas do Agente Laranja (Vava) processou em Nova York Monsanto, Dow Chemical e outras 35 empresas mas o tribunal desprezou o caso, ao considerar que elas não eram responsáveis pelo uso feito de seus produtos e que as vítimas não podiam demonstrar que seus problemas de saúde estavam ligados a eles.

    Pesquisas médicas dos EUA vincularam a exposição à dioxina, veneno letal que compõe o herbicida, a 13 doenças, incluindo vários tipos de câncer e problemas cardíacos, enquanto estudos realizados no Vietnã elevam esse número para 17.

    Segundo a Cruz Vermelha de Hanói, mais de 3 milhões de vietnamitas têm sofrido sequelas devido a seu contato com a dioxina contida nos 70 milhões de litros de Agente Laranja borrifados pelas tropas dos EUA.

    Além disso, o Vietnã calcula que desde que a guerra terminou, mais de 150 mil crianças nasceram com más-formações e limitações físicas por causa da exposição de seus pais e avós ao veneno.

    Para Quach Thanh Vinh, advogado da Vava, o veredicto cria um precedente e abre uma nova esperança de compensação financeira para as vítimas, que sobrevivem cuidadas por seus familiares e com uma pequena pensão por invalidez.

    “Não importa quão difícil e longo seja nosso caso, nunca vamos nos render, em honra dos milhões de vítimas vietnamitas”, disse Vinh ao jornal “VietnamNews”.

    Nguyen Thanh Trung, diretor do Centro de Estudos Internacionais da Universidade de Ciências Sociais de Ho Chi Minh, explicou à Efe que as vítimas terão o apoio do governo do Vietnã por causa das vantagens que uma vitória na justiça traria para todo o país.

    “O Vietnã conta com cerca de 3 milhões de supostas vítimas do Agente Laranja que representam uma despesa enorme para o Governo. A vitória em um processo civil representaria um enorme benefício”, disse Trung.

    O acadêmico não acredita que o apoio explícito do regime socialista a um processo possa minar as relações bilaterais com os EUA, porque não se trata de um litígio entre dois estados.

    “O Vietnã poderia usar a mesma tática que em 2004: uma associação não governamental pode abrir um processo contra as companhias químicas contratadas pelos EUA durante a guerra”, continuou Trung.

    Ele também não acredita que a parceria da Monsanto com Hanói no setor de cultivos transgênicos seja um obstáculo para o apoio do governo a um possível processo, porque “se ele for vencido, os benefícios superariam os de qualquer negócio que possa ter com eles”.

    A companhia, adquirida este ano pela farmacêutica Bayer, alega que foi o governo dos EUA que “estabeleceu as especificações para fabricar o Agente Laranja e determinou quando, onde e como seria usado”. A Bayer disse em comunicado enviado à Efe que “nunca forneceu herbicidas ao exército dos EUA para seu uso no Vietnã”.

    “Os tribunais dos EUA determinaram que os contratistas em tempos de guerra (como a antiga Monsanto) que produziram o Agente Laranja sob ordens do governo dos EUA e para o uso governamental durante a guerra não são responsáveis pelos danos causados”, concluiu a Bayer.

    https://www.efe.com/efe/brasil/sociedade/vitimas-do-agente-laranja-ganham-nova-esperan-a-de-no-vietn/50000246-3749669


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