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Heleno Corrêa Filho: “O Conselho Federal de Medicina ‘que está aí’ desde 2013 é golpista!”
Heleno Corrêa Filho: Os Médicos Pela Democracia me representam. Reprodução de vídeo
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Heleno Corrêa Filho: “O Conselho Federal de Medicina ‘que está aí’ desde 2013 é golpista!”


06/01/2020 - 23h55

por Heleno Corrêa Filho*

Os Médicos Pela Democracia me representam.

O  Conselho Federal de Medicina (CFM) é uma vergonha científica, sanitária e política.

Uma vergonha que tenta capturar os mecanismos de ensino e de qualificação do ensino QUE NÃO SÃO DE SUA COMPETÊNCIA segundo a lei 8.080/1990.

CFM é polícia administrativa de Estado.

Tem que cuidar da correção da prática médica que deve ser exercida dentro dos limites da lei.

Não pode exercer o papel de polícia administrativa e simultaneamente determinar o conteúdo formativo e objetivos da formação de recursos humanos. Seria colocar o rato para tomar conta do queijo.

Se isso acontecer a corporação profissional médica irá cuidar apenas e tão somente de seus próprios interesses e deixará em segundo plano os objetivos nacionais, com poderes de restringir acesso ao mercado profissional, desequilibrar a competição por postos de trabalho, conferir mérito a quem melhor puder pagar e comprar postos de trabalho, cometendo violações dos direitos da população diante de uma corporação profissional que será mais poderosa que a vontade dos eleitores.

Segundo a lei, quem deve decidir a formação, o currículo, os requisitos formativos e éticos é o SUS (Conselho Nacional de Saúde) juntamente com o Ministério da Educação (Deus nos livre mas é a CAPES e “tudo isso que está aí”).

O SUS e a CAPES devem atender à Constituição, às leis e buscar atender às necessidades de serviços de saúde, as diretrizes nacionais e as políticas de saúde e de educação aprovadas pela população em eleições gerais.

Uma categoria profissional não pode capturar para si e para seus interesses o conjunto de habilidades, o conteúdo formativo, a forma de exercer e os objetivos da profissão dentro do mesmo grupo de profissionais de saúde.

Capturar o mecanismo formador dos médicos e exercer o poder de policiar a profissão é a mesma coisa que sacar a bola e rebater no outro lado do campo. É golpe.

E este CFM “que está aí” é golpista desde 2013.

*Heleno Corrêa é médico epidemiologista,  professor livre-docente (aposentado) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador colaborador da Universidade de Brasília (UnB). Integra a diretoria executiva do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) 

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10 comentários

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Verner

07 de janeiro de 2020 às 22h41

Se for investigar esse presidente do CFM deve ser dono de faculdade de medicina ou tem parente que é dono ou sócio. Pra esse povo nao interessa ter competição. Mensalidade de 10 mil tá otimo. Tem muita escola ruim no Brasil e inclusive na area medica.

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Thereza Coelho

07 de janeiro de 2020 às 20h08

O CFM se tornou uma entidade para fins políticos e pessoais escusos que manipula a categoria médica, uma instituição sem qualquer credibilidade e que não cumpre sua função real de regulação da prática médica. É uma abominação!

Responder

    PauloTruglio

    08 de janeiro de 2020 às 08h58

    Perfeito. Infelizmente, há anos a composição muda apenas no quesito pessoas. As ideias continuam as mesmas. O conservadorismo é muito claro. Não à toa somos considerados uma classe elitista e corporativista. Isso tem que mudar.

Glauco

07 de janeiro de 2020 às 13h48

Por favor me ajudem o cremepe e o CFM estão tentando abafar que os Bopitais HOPE Hospital de olhos de Pernambuco e sua Fundação Altino Ventura USARAM SEQUELARAM E ATE ABANDONARAM EU E OUTROS PACIENTES COMO COBAIAS NA CIRURGIA REFRATIVA A LASER EM 1994 E 1995 SEM AVISOS E SEM PROTOCOLOS E SEM TERMO DE CONSENTIMENTO ASSINADO E PIOR AS CUSTAS DO SUS SEM QUE O AUS AUTORIZASSEM A CIRURGIA NO COMVENIO COM O SUS Me ajudem a desmascarar o CREMEPE e o CFM pois DENUNCIEI TUDO NO MPF/PE QUE FEZ UMA RECOMENDAÇÃO CONTRA O CREMEPE E CFM E INSTAUROU O PIC. PROCEDIMENTO INVESTIGATIVO CRIMINAL N° 1.26.000.001305/2017-23 CONTRA OS CRMS CREMEPE.E.CFM POR PREVARICAÇÃO E É DESCUMPRIMENTO DO CODIGOS MÉDICOS DE ÉTICA E PROFISSIONAL ME COMTATEM NO EMAIL [email protected] ou fome 81-985050009 vamos desmascarar esses cremepe e cfm mafioso

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    PauloTruglio

    08 de janeiro de 2020 às 09h02

    Glauco, vou entrar em contato com você. Vamos ver como podemos solucionar o problema. Fique tranquilo, aguarde um pouco e, quando responder minha comunicação, seja o mais específico possível, sim?
    Forte abraço

Anna Amélia Rios

07 de janeiro de 2020 às 12h33

Medicos sem comprovação de sua formação não exercem medicina em nenhum lugar sério do mundo. Na Bolivia nem a metade dos médicos cubanos eram realmente formados em medicina. Nas provas de revalidação a maioria dos formados no exterior são incapazes de passar. Essas provas antes eram testadas em turmas do quarto ano de medicina de algumas federais com 80% de aprovação. Medico que nao sabe diagnóstico de anemia ou tuberculose tem que voltar sim.

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    Marcelo Igor

    07 de janeiro de 2020 às 22h22

    Ahhh, mas cubano nao tem autorização para fazer cirurgias. Tem médico brasuca formado no Brasil que todo ano erra. Pq os conselhos regionais deixam um medico com uma imensa capivara operar os outros.
    Será que o presidente do CFM se operaria com um medico brasuca desses que erram com frequencia. Todo ano errar já é um pouco demais.

Leonardo Barbosa Anesio

07 de janeiro de 2020 às 11h28

Perfeito, Dr Heleno!
Um corporativismo com interesses próprios e vis. E o que mais assusta, é ver uma corrente de imbecissendo sendo arrastada nessa maré de ignorância.
O conselho atual também não me representa, e me desonra muito ter de pagar a estes vilões uma aviltante anuidade para o exercício da medicina.

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PauloTruglio

07 de janeiro de 2020 às 10h08

Concordo ipsis literis com Dr Heleno desde o momento que afirma que o CFM não o (nos) representa. Somos, os médicos, acusados diuturnamente de corporativismo. O que, talvez, a população não saiba é que o médico, em si, sequer é ouvido em questões como a presença dos colegas cubanos no programa Mais Médicos Para o Brasil. São decisões tomadas muitas vezes à revelia de grande parte da massa ativa de médicos.
o corporativismo existe dentro do CFM, nas regionais (CRMs) e em parcela importante de formados, mas não é um fenômeno da classe em si. A imensa maioria dos colegas se desdobra para sobreviver, dia após dia, em plantões exaustivos e mal pagos, em ambientes insalubres. São comuns entre os profissionais médicos, juntamente com os colegas da Saúde, os casos de depressão, adição a drogas, alcoolismo e suicídios.
Sermos julgados por eventuais infrações éticas, da forma como se comportam os conselhos, é uma oportunidade na qual ficamos desamparados porque tais procedimentos são feitos por pessoas sem o devido preparo, sem contar serem eles, também, médicos.
Esse estado de coisas precisa ser revisto com urgência por parte dos próprios médicos.
O CFM não me representa.

Dr Paulo Eduardo Truglio Alvarenga /CRM 46.553-SP/membro de Médicos Para a Democracia.

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abelardo

07 de janeiro de 2020 às 07h35

Parece que algumas instituições federais se engajaram na nova onda de simular um suposto combate à corrupção e uma suposta caça a ideologias, que foram classificadas por elas mesmas como sendo inadequadas, impróprias e altamente danosas ao segmento que elas controlam e/ou administram. Contaminadas e obcecadas, elas avançam sem pudor e sem respeito para além dos seus limites de poder e de autoridade, em total desprezo pelas leis e pelas hierarquias que as regem. Querem mandar mais e também querem ter o controle de tudo. Querem o poder, o status, o dinheiro, o sangue e alma de todos que estejam inocentes e abatidos, pela conformidade de se permanecer como vítima.

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