Frente pela Vida: 2ª Conferência Livre de Saúde será em 28 de agosto, na ABI, RJ

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Etapa nacional acontecerá em 28 de agosto; entidades e movimentos sociais têm prazo ampliado para encontros preparatórios

Por Cebes — Centro Brasileiro de Estudos de Saúde

A Frente Pela Vida anunciou nova data da etapa nacional da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde.

O evento acontecerá no dia 28 de agosto de 2026, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro, na rua Araújo Porto Alegre, 71. A mudança amplia a fase de mobilização setorial e regional.

A conferência livre é uma inovação no processo de participação social no SUS. Em 2022, a 1ª Conferência Livre Popular e Democrática de Saúde, organizada por entidades da Frente Pela Vida, reuniu movimentos sociais em defesa do SUS e culminou com a entrega do documento “Saúde como Direito” ao então candidato presidencial Lula.

A etapa nacional é aberta a todos os movimentos sociais e entidades da Saúde, que devem realizar encontros preparatórios e apresentar até cinco propostas. As coordenações dos encontros precisam preencher o formulário, e enviar as propostas para o email [email protected] até 20 de agosto.

Confira o regimento interno atualizado e a campanha de apoio à conferência livre.

A conferência é convocada e coordenada pela Frente pela Vida, formada pelo colegiado de entidades: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Associação Rede Unida, Associação Brasileira de Economia da Saúde, Sociedade Brasileira de Bioética, Associação Brasileira de Enfermagem, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e Confederação Nacional de Associações de Moradores.

Para a socióloga e sanitarista Sonia Fleury, trata-se da “expressão dessa força instituinte capaz de romper inclusive com uma de suas instituições mais caras: a 8ª Conferência, não para superá-la, mas para revitalizá-la e tensionar as limitações democráticas”.

“A partir de agora, a gente tem que construir neste país uma grande mobilização nacional pela democracia, pela soberania, para que a gente possa impedir definitivamente a volta do fascismo no país”, afirmou Lucia Souto, ex-presidente do Cebes e coordenadora do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde, no lançamento da 2ª Conferência Livre.

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Para o presidente do Cebes, Carlos Fidelis, é preciso recuperar os investimentos em saúde, e torná-la uma das alavancas do desenvolvimento da dinâmica econômica. “É um momento estratégico para definirmos diretrizes políticas para os próximos anos. A saúde é um empreendimento coletivo e um bem comum. Foi fiadora da democracia brasileira, marco civilizatório, e pode impulsionar o desenvolvimento econômico”, avalia.

A democracia não é uma conquista definitiva; basta uma crise política, econômica ou religiosa para que seja questionada. “Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público”, ressalta, em convocatória, a Frente pela Vida.

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