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Cientistas recomendam que se use no Brasil apenas o termo monkeypox
Saúde

Cientistas recomendam que se use no Brasil apenas o termo monkeypox


25/07/2022 - 13h28

Da Redação

Desde a primeira quinzena de maio de 2022, o mundo está diante de uma nova emergência em saúde pública: a monkeypox, doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox (MPXV).

Em pouco mais de dois meses, já foram relatados à Organização Mundial de Saúde (OMS)16 mil casos espalhados por 75 países.

No sábado, 23/07, a OMS declarou a monkeypox emergência de saúde global.

O MPXV foi descoberto em 1958, quando, na Dinamarca, pesquisadores investigavam um surto infeccioso em primatas oriundos da África.

Pouco tempo depois, os cientistas verificaram que os macacos não eram os reservatórios do vírus e que também eram afetados pelo patógeno assim como outros mamíferos.

Diante disso, a recomendação de cientistas da área é que no Brasil se utilize apenas o termo monkeypox (mesmo nome do vírus), informa a Comunicação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

É para evitar que indivíduos infectados sejam estigmatizados e os animais, alvos de maus tratos.

“O nome monkeypox também é utilizado na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Todo esse movimento tem o intuito de se evitar desvio dos focos de vigilância e má ações contra os animais”, explica Maria de Lourdes Oliveira, vice-diretora de Serviços de Referência, Coleções Biológicas e Ambulatórios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Ao redor do mundo, cientistas já manifestaram a necessidade de um nome para a doença e para o vírus que não seja discriminatório nem estigmatizante.

Eles esperam que o comitê consultivo da OMS para o enfrentamento da monkeypox altere a nomenclatura.

Com a covid-19 e com a influenza A H1N1 aconteceu isso.

Para evitar preconceitos e estigmas, a entidade internacional reclassificou os nomes das doenças.

Em relação à covid, buscou não atrelar o nome da doença ao país de origem dos casos relatados inicialmente.

Já quanto à influenza A H1N1, o consenso foi dissociar o nome da gripe ao do animal, que não estava diretamente relacionado com contágio naquele momento.

Leia também:

Monkeypox: Rápido aumento de casos leva OMS a declarar a doença como emergência global de saúde; o que sabe até agora

Jorge Bermudez e Ronald dos Santos, sobre a monkeypox: Vamos ter um novo apartheid de vacinas?





2 comentários

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henrique de oliveira

26 de julho de 2022 às 09h43

O certo seria varíola europeia , afinal monkey é macaco em inglês , ou seja só muda o idioma, o preconceito continua o mesmo.

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João de Paiva

26 de julho de 2022 às 09h41

Embora os indícios e provas (quase cabais) mostrem que o coronavírus foi criado no laboratório de armas biológicas de Fort Detrick, Maryland, EEUU, depois levado por militares estadunidenses à cidade chinesa de Wuhan, durante o ano de 2020 Donald Trump e grande parte dos apoiadores dele, dentre os quais o bozo-miliciano-pai em Pindorama, falavam/falam em “vírus chinês”. Apenas na segunda metade de 2020 (quando o noticiário veiculado era de que a os EEUU apresentavam o maior número de casos de infecção e mortes) criou-se e normalizou-se o nome “Covid-19”.

As big-pharmas (que há anos já tinham patenteado terapias genéticas experimentais para tratar a doença causada pelo vírus criado em laboratório de armas biológicas) se entupiram de dinheiro vendendo bilhões de doses do que erroneamente chamam de “vacinas contra a Covid-19”, por meio de contratos com cláusula absurdas, que isentam os laboratórios de qualquer responsabilidade, transferindo essa para os governos de países compradores (No Brasil a divulgação de algumas cláusulas abusivas/absurdas do contrato de compara feito pelo GF com a Pfizer foi/esstá sendo usada pelo bozo-miliciano-paia como arma, para evitar que, quando deixar o poder, seja abandonado e levado à prisão).

Os veículos da mídia corporativa (e mesmo grande parte dos que se consideram “alternativos”) foram instruídos a disseminar o discurso/narrativa do medo, do pânico, do terror, em torno da “pandemia de Covid-19”. Mas essa narrativa se esgotou antes que o “great reset” global da economia fosse concluído. Como a Rússia e a China estão ‘colocando água no chopp’ da oligarquias globalistas/imperialistas, estão tentando criar/recriar o “fique em casa 2.0”, requentando a narrativa do medo, usando agora “as mudanças climáticas” e testando se a “varíola dos macacos” (que agora querem padronizar como monkeyypox, que na língua inglesa significa a mesma coisa) causará o imobilismo, conformismo, confinamento e isolamento/distanciamento social planejados. Dificilmente vai colar. Mas os oligarcas continuam tentando e dando ordens para que os veículos de comunicação difundam o pânico.

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