VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Dr. Rosinha: É preciso desarmar a arapuca urdida por Bolsonaro; a guerra contra o covid, ele já perdeu
Ato contra Bolsonaro realizado por médicos em Belo Horizonte (MG), neste domingo, 7 de junho
Arapuca

Dr. Rosinha: É preciso desarmar a arapuca urdida por Bolsonaro; a guerra contra o covid, ele já perdeu


07/06/2020 - 23h59

Genocida

por Dr. Rosinha

Em 30 de janeiro deste ano, foi publicado aqui no Viomundo  o primeiro artigo desta Arapuca, melhor dizendo (rsrsrsr) da coluna Arapuca.

Nesse texto, me socorri do dicionário Houaiss, para o conceito de arapuca, que é a “armação para surpreender, emboscar, cilada, armadilha”.

Também chamei a atenção que a maior arapuca é nossa própria vida, desde que nascemos até a armadilha fatal, a arapuca da morte.

Morte que Jair Bolsonaro,  o ex-capitão expulso do Exército, sempre desdenhou.

Bom dizer: desdenha da vida dos outros, porque a dele defende com unhas, dentes e armas.

Próprio dos genocidas.

No artigo Epidemias e endemias, lembrei que no último dia de 2019, o governo da China alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre um surto de pneumonia na cidade de Wuhan e já em janeiro deste ano identificou o agente causador: um novo coronavírus, o covid-19.

Apesar do tempo disponível para construir ações de prevenção, o governo Bolsonaro nada fez para combater a disseminação da pandemia pelo covid-19.

Melhor dizer: desde o começo, Bolsonaro só dissemina desinformação e pratica atos e ações que favorecem a transmissão do vírus.

Próprio de genocidas.

No mundo todo, médicos, cientistas e lideranças políticas responsáveis têm declarado que para combater o coronavírus precisamos nos organizar tal como se estivéssemos em guerra.

Uma guerra contra um perigoso e invisível inimigo.

No entanto, a principal autoridade brasileira, o incompetente e recalcado ex-capitão, declarou guerra contra o povo e não contra  o vírus invisível.

Coisa própria de genocidas.

Na noite de 24 de março, Bolsonaro fez um pronunciamento curto, grosso e provocativo.

Foi tão agressivo que até a direita se contrapôs e pediu paz, sensatez, equilíbrio e união.

Mas não há como esperar isso de quem sempre pregou a violência, a tortura e morte dos que pensam diferentes.

E, agora, são tantos pensando diferente que ele está se sentindo encurralado e, como qualquer animal encurralado, é perigoso. E, perigoso joga no tudo ou nada.

O tudo é uma guerra civil sob o comando dele, tendo como “soldados” os milicianos. Soldados entre aspas porque milicianos jamais serão soldados e sim assassinos, genocidas.

O tudo para ele é tornar-se um ditador pleno onde possa executar o seu sonho de matar 30 mil pessoas, mesmo que inocentes.

O nada é perder o mandato.

É nesta encruzilhada que o Brasil e seu povo estão colocados.

Em 28 de abril, o Brasil superou a China em número de mortos pelo covid-19 e, ao ser questionado, Bolsonaro respondeu:

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Naquele momento, era considerado exagero que o Brasil chegasse a ter 44 mil mortes, conforme as previsões, na melhor das hipóteses, do Imperial College of Medicine, de Londres.

Hoje se sabe: não só está chegando como ultrapassará.

No entanto, o Messias, mesmo após ter atingido a tão desejada morte de 30 mil pessoas – como sempre pregou –continua estimulando a morte de inocentes.

Coisa própria de genocidas.

O recalcado ex-capitão perdeu a guerra para o covid-19. E, nesta situação como faz todo ditador, aplica a censura, manipula as informações e ‘desaparece’ com corpos.

Prática típica de ditaduras e de genocidas.

Ao desaparecer a causa da morte, desaparece o corpo morto pelo covid-19.

Bolsonaro deu ordens para o ministro da saúde –que sempre cumpriu ordens –para esconder o número de mortos e infectados, recontar o número de registro de óbitos e até revisão da causa morte.

Rever a causa morte é insinuar que os/as médicos/as falsificaram atestados de óbitos.

O que tem o Conselho Federal de Medicina –que apoia fervorosamente Bolsonaro –a falar sobre isso?

Todas as pessoas minimamente informadas sabem que Bolsonaro sempre defendeu ditaduras, em especial a última aqui no Brasil.

As pessoas sabem também que ele sempre disse que a ditadura militar matou pouco, que tinha de matar umas 30 mil pessoas para pacificar o país.

Mais de 30 mil pessoas já morreram nesta guerra perdida contra o coronavírus.

É necessário desarmar a arapuca que Bolsonaro preparou.

Desarmá-la é lutar contra o fascismo e pelo Fora Bolsonaro.

Dr. Rosinha é médico pediatra, militante do PT. Pelo PT do Paraná, foi deputado estadual (1991-1998) e federal (1999-2017).  De maio de 2017 a dezembro de 2019, presidiu o PT-PR. De 2015 a 2017, ocupou o cargo de Alto Representante Geral do Mercosul. 



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


4 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Aureliano

09 de junho de 2020 às 06h55

Sorria! Você está sendo enganado. Ou, como diria Olavo de Carvalho, ENRABADO.

Ministério da Saúde ocultou números de coronavírus porque Bolsonaro queria menos de mil mortes por dia

247 – Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Saúde que o número de óbitos por coronavírus no Brasil fique abaixo de mil por dia, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo.

A solução encontrada foi separar os óbitos ocorridos nas últimas 24 horas das mortes de datas anteriores, mas que só foram confirmadas naquele período. A determinação de Bolsonaro teria sido, portanto, o motivo que causou a polêmica mudança na política de divulgação dos dados da pandemia no País.

O Planalto tenta passar à sociedade a sensação de que o avanço da Covid-19 no Brasil já está desacelerando e, assim, insistir na narrativa de exagero da mídia.

Atualmente o País registra 37.312 óbitos e 685.427 casos confirmados da Covid-19. É o segundo local no mundo com mais registros da doença e o terceiro em número de mortos.

https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-determinou-que-numero-de-obitos-por-coronavirus-fique-abaixo-de-mil-por-dia?amp=&utm_source=onesignal&utm_medium=notification&utm_campaign=push-notification

Se o presidente genocida quer menos de 1000 mortes por dia, não precisa gastar dinheiro com a contagem dos cadáveres.

Sugestões para os próximos dias:
Dia 09/06 732 mortes
Dia 10/06 276 mortes
Dia 11/06 Zero mortes (para o BraZil ficar parecido com a Nova Zelândia)
Dia 12/06 142 mortes
Dia 13/06 Apenas uma única morte: a de Jair Bolsonaro.

E o Trump mandou um recado para o genocida, mas ele não entendeu. Com a desmoralização do Brasil no mundo inteiro, Estados Unidos à frente, o amigo Trump (I love you, amor) está perdendo eleitores por causa da sua “amizade” com Bolsonaro. E Trump, que não tem nada de besta, procura se afastar do psicopata, chamando-o indiretamente de incompetente e responsabilizando-o pelas mortes por covid-19 no BraZil. Tô começando a gostar do Trump.

E só porque mora nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho se sente no direito de dizer em “ingrês” “fuck you, Bolsonaro, tu queres que eu morra de fome, porra?!” E foi aí que o véio da Havan entrou na jogada pra fazer uma vaquinha em prol do véio fascista da Virgínia.

NOTA DE CEM REAIS: OLAVO DE CARVALHO APRENDEU A BATER NA MESA, QUANDO FALA, COM O GENERAL HELENO, O VÉIO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.

A gente goza mas nóis sofre (desculpe a inversão da frase, Macaco Simão)

Responder

Antônio

08 de junho de 2020 às 12h23

É isso aí Dr. Rosinha. Os médicos têm que se levantarem contra esse desrespeito à vida humana.

Responder

    Solange

    08 de junho de 2020 às 16h42

    Sim
    Ninguém mais do que eles tem direito a isso.

Dias

08 de junho de 2020 às 11h28

Eu acho que uma das providências que a turma que está fazendo tem que tomar é levar o nome de Sérgio Camargo para as avenidas por ele ser racista e ter chamado o movimento negro de escória maldita. Camargo representa o racismo do governo Bolsonaro. Tanto é que não foi demitido após a divulgação daquele asqueroso áudio.
Bolsonaro e sua trupe é racista. O Brasil tem que saber disso.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!