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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Cebes: O SUS precisa de mais médicos. E muito mais!

17 de julho de 2013 às 13h15

Nota do Centro de Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes)

As manifestações de rua e as consequentes respostas governamentais têm gerado um intenso debate na sociedade sobre as políticas públicas, entre elas, as de saúde. Para o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes) o momento é de celebração do aperfeiçoamento e aprofundamento da democracia brasileira.

Nossa contribuição nesse debate expõe nossas posições e propostas para o setor da saúde brasileira cotejadas ao Programa Mais Médicos que o governo apresenta como estratégia para atendimento das demandas populares.

É imprescindível reconhecer que a assistência à saúde é dependente dos trabalhadores da saúde e de sua capacidade de produzir o cuidado. Em uma época em que se supervalorizam as máquinas, os exames e a tecnologia, é necessário reafirmar que saúde se faz com gente. Todas as profissões da saúde são fundamentais para uma assistência integral, ou seja, é a equipe de saúde que será capaz de atender e resolver todos os problemas apresentados pela população.

A suficiência quantitativa das equipes de saúde quando bem distribuídas, permitirão o atendimento universal da população residente em todo o território, efetivando o direito constitucional dos brasileiros.

Entretanto, é consenso entre os gestores de todas as esferas do SUS que, entre todas as categorias profissionais da saúde, os médicos são os profissionais mais difíceis de prover nos serviços públicos de saúde.

A população também reconhece esse problema, quando aponta, como mostrou recente pesquisa do IPEA, que o principal problema do SUS é a falta de médicos. Mesmo discordando dessa assertiva que localiza a falta de médicos como principal problema da saúde, o Cebes não pode deixar de reconhecer o que mostram diversos estudos, que faltam médicos no Brasil, e esta falta ocorre principalmente no SUS. Não concordando com a argumentação das entidades médicas que insistem na suficiência de médicos, o Cebes diagnostica a deficiência e má distribuição de médicos como um problema grave.

Por outro lado, ressaltamos que o principal problema do SUS não é a falta de médicos, na verdade mais um dos sintomas do descaso crônico na implantação do projeto SUS, relegado pelos sucessivos governos pós-constitucional ao destino de ser um sistema de baixa qualidade para atendimento da população pobre.

É preciso reafirmar que o principal problema do SUS é a subordinação do setor da saúde à lógica de mercado que se expande sufocando o direito social previsto na Constituição. Essa lógica de mercado trata a saúde – e a doença – como mercadoria e o crescimento desse mercado como vem ocorrendo no país faz com que a saúde se distancie dos princípios que orientam o SUS enquanto expressão da saúde como um direito de cidadania.

É preciso analisar as razões pelas quais os médicos não se vinculam ao SUS e não ocupam o vasto território vazio destes profissionais.

Nesse sentido, refutamos o argumento de que são apenas as más condições de estrutura e trabalho que explicam a ausência de médicos no SUS. Isso só poderia ser verdade se existisse um contingente de médicos desempregados por recusa de condições insuficientes, o que não existe.

Ao contrário, praticamente todos os médicos brasileiros possuem um ou mais empregos como evidenciam os estudos. Outra pesquisa do IPEA, ainda mais recente, mostra que, em média, os médicos brasileiros trabalham 42h por semana e ganham aproximadamente R$ 8.500,00 por mês, o que os coloca no topo de rendimentos entre as profissões de nível superior.

O Brasil vive um boom de crescimento do mercado da saúde e hoje já conta com a presença do grande capital internacional e fundos de investimentos. Esse boom expressa a política concreta que vem sendo praticada de promover e conduzir o setor da saúde ao mercado e se aproveita do resultado da política de inclusão social pautada pela expansão do consumo, tônica da política econômica dos últimos anos.

Essa política de ampliação do consumo associada à omissão, seja por falta de coragem, ou de tendência na correlação de forças que caracteriza os últimos governos federais que não enfrentam os interesses dos complexos econômicos da saúde (indústria farmacêutica, de equipamentos, planos e seguros privados de saúde, prestadores privados de serviços), e seguem promovendo o crônico subfinanciamento do SUS, criando as condições ideais para a expansão do mercado da saúde. Esta é a principal razão que proporciona a concentração de médicos no setor privado e sua consequente escassez no setor público, e esse modelo saqueia o SUS e gera outras graves distorções na saúde brasileira.

As multidões de brasileiros que foram às ruas em todas as cidades exigindo saúde e serviços públicos de qualidade para nós é a expressão de ser possível iniciar novos pactos sociais, dentro e fora do setor Saúde, criando efetivas condições para uma mudança nesta correlação de forças, que privilegie o interesse público ante os interesses econômicos.

Nesse contexto de situar o direito à saúde no centro do projeto político de desenvolvimento social e econômico do país, o Cebes chama a atenção para o fato de que as medidas que compõem o Programa Mais Médicos são necessárias e louváveis , porém insuficientes para o setor que necessita urgentemente de outras medidas estruturantes de curto, médio e longo prazos.

Com estas referências para o entendimento da crise setorial, expressamos nossa preocupação e apresentamos propostas em relação ao Pacto pela Saúde formulado pelo Governo Federal:

• Mediante a injusta falta de assistência médica que acomete a população e a dificuldade dos gestores em contratar profissionais médicos, é muito bem vinda a atração de profissionais médicos estrangeiros ao país. Entretanto, esta medida deve ter caráter emergencial e focalizado para garantir o clamor do povo brasileiro que expressou isso nas ruas denunciando que parcelas significativas da população não tenham garantido seu direito constitucional à assistência médica. Simultaneamente deverão ser adotadas medidas estruturantes para o problema;

• Mesmo sem tangenciar o grave problema do subfinanciamento setorial, o anúncio de investimentos na infraestrutura das unidades de saúde, especialmente na Rede de Atenção Básica, constitui uma medida importante e necessária, que respeita os profissionais de saúde e principalmente os usuários do SUS. A medida adequada e de longo prazo é garantir financiamento para investimentos permanentes no sistema;

• É preciso aprofundar as mudanças curriculares na formação médica, para além da ampliação do tempo do curso. Nesta perspectiva o Ministério da Saúde, como gestor nacional do Sistema Único de Saúde, deve fazer valer sua atribuição constitucional de “ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde”, expressa no inciso III do artigo 200 da Carta Magna;

• É preciso que as universidades tenham como missão primeira formar os profissionais de saúde com o perfil necessário para as necessidades da população brasileira, ou seja, o trabalho no SUS. Para isso, é fundamental que o ensino seja totalmente integrado com a Rede de Atenção à Saúde e que sejam rompidos os entraves que apartam os Hospitais Universitários do SUS;

• É igualmente necessário que a expansão das vagas e cursos de graduação em medicina seja feita essencialmente via universidades públicas, e nas localidades que mais necessitam de médicos. É preciso ampliar acesso e interiorizar as escolas de medicina, e isso deve ser feito pela expansão da rede de Universidades Federais;

• Tão importante quanto formar médicos com perfil ético e humano para trabalhar no SUS é formar os especialistas necessários para garantir a integralidade da assistência. Universalizar a Residência Médica e torná-la obrigatória, garantindo vagas a todos os egressos de acordo com as necessidades do Sistema Único de Saúde, é uma necessidade;

• Merece nosso apoio a contratação estratégica de médicos brasileiros, por parte do governo federal, para atuarem nos municípios e áreas de difícil provimento, onde a ausência desses profissionais é mais sentida pela população. Mas são necessárias mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal que limita a capacidade das municípios e estados para a contratação de profissionais de saúde que preferencialmente devem estar vinculados institucionalmente aos municípios;

• Imediatamente deve ser criado e implantado o Plano Nacional de Cargos, Carreiras e Salários para os trabalhadores do SUS, conforme foi apontado na última Conferência Nacional de Saúde. O Cebes defende a criação imediata da carreira nacional nos moldes do definido pela Mesa de Negociação Permanente do SUS.

É fundamental que o governo federal saiba aproveitar esse momento em que a sociedade brasileira reivindica serviços públicos de saúde com garantia de acesso e qualidade e corrija o erro que foi a regulamentação da Emenda Constitucional 29 sem a vinculação do percentual de 10% da Receita Corrente Bruta da União para a Saúde.

Com a retirada dos incentivos e renúncias fiscais aos planos e seguros privados de saúde e com o incremento de recursos advindos dos royalties do Pré-Sal e da Taxação de Grandes Fortunas, é perfeitamente possível garantir esse patamar mínimo de investimento na saúde dos brasileiros sem que isso acarrete em desequilíbrio fiscal.

Temos convicção de que, com o investimento adequado e com a coragem necessária para enfrentar os interesses econômicos que incidem sobre o setor saúde, é possível e necessário consolidar o direito cidadão à saúde e o Sistema Único de Saúde, como demanda o povo brasileiro. O SUS precisa de Mais Médicos e de Muito Mais…

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde

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Moises

21/07/2013 - 20h07

O texto é de fato bom. Não dá pra concordar com a reação de auto proteção da categoria médica.

Segue o texto do setorial de saude do PSOL, com um outro olhar.

http://www.psolsaude.com.br/52

Responder

otto brum

18/07/2013 - 16h32

http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/conteudo/100000614977/Serie-esquadrao-monta-hospital-no-meio-da-Amazonia.html

Exemplo de cidadania,bondade,compaixão e humanismo dado por um pequeno grupo de profissionais da área de saúde(médicos,enefermeiros e dentistas) a essa “máfia de branco” que refere 10.000,00 reais(“Mais Médicos”) como esmola!!Desumanidade, mercantilismo e avareza!!Que venham os cubanos,argentinos,portugueses e espanhois!!

Obs.: a “tal da falta de estrutura no interior não cola mais”!!

Responder

    ACLC

    18/07/2013 - 22h13

    É isso aí, Otto!

Hortência Gualberto

18/07/2013 - 16h23

Luiz Carlos é um padilhante com Bolsa Twitter/Bolsa Comentarista de Blog – fiz questão de conferir uns dez posts nos quais ele comenta. Posta a qualquer hora do dia. Fica por conta do à-toa. Ou não trabalha ou o trabalho dele é twittar/comentar em defesa do chefe

Responder

    Luís Carlos

    18/07/2013 - 17h01

    Obrigado por ler meus comentários. Lamento por não agradá-la, mas certamente temos objetivos diferentes no SUS. Por exemplo: não defendo pautas corporativas contra interesses populares e sociais. Menos ainda me calo diante de corrupção ou me omito diante de barganhas obscuras de categorias e indústrias, como também não pactuo com quem faz “bico” no SUS. Você defende isso? Caso não, seja bem vinda. Do contrário, estaremos em lados diferentes.
    Vivo de minha renda oriunda de meu único vínculo com o SUS, sem plano de saúde, diferentemente daqueles que sairam às ruas ultimamente, vestidos de branco, e com cartazes atacando o SUS.

    ACLC

    18/07/2013 - 22h31

    Arrasou, Luiz Carlos!

    E mesmo quem conhece a Saúde Pública/Saúde Coletiva a fundo percebe que a grande maioria dos argumentos da categoria médica não se sustentam, não batem com os dados e não encontram eco junto à população.

zé eduardo

18/07/2013 - 14h30

As análises do CEBES costumam ser perfeitas. Eis a prova. Faz a crítica com seriedade e amplitude, elimina argumentos irracionais e corporativos pela raiz, e aponta alternativas de encaminhamento e aperfeiçoamento do sistema de saúde aos moldes da diretrizes constitucionais. Parabéns.

Responder

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/07/2013 - 11h36

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João Guilherme

18/07/2013 - 10h49

O Sr. Luís Carlos não se acanha de defender a precarização do trabalho médico. Entendo, de vez em quando ele diz que não é medico, mas só se pronuncia sobre o trabalho médico, coisa que o psícólogo não entende. Não é médico, mas odeia médico. Pior, acredita que medicina não é profissão, é sacerdócio gratuito e que médico vive de brisa.
O Edital do Mais Médicos é claro: não cria vínculo empregatício! Uma barbaridade!

Médicos alegam falta de direitos e desistem de programa de Dilma
Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
Da Folha de S.Paulo:

A uma semana do término das inscrições do programa “Mais Médicos”, bandeira do governo Dilma para levar profissionais da saúde ao interior do país, candidatos estão desistindo dele alegando falta de direitos trabalhistas.

O governo argumenta que, por se tratar de bolsa de formação, ela não prevê hora extra, 13º salário e FGTS, mas que, como paga INSS, os médicos terão outros benefícios, como para a aposentadoria.

Os profissionais receberão R$ 10 mil mensais, com jornada de 40 horas semanais, pelo período de três anos.

“Não há direito algum. Fica complicado aceitar um trabalho nessas condições”, diz o urologista Cesar Camara, 38, de São Paulo, que fez a inscrição e desistiu de efetivá-la.

As regras estão no edital do programa, que diz não haver vínculo empregatício. Mas a Fenam (Federação Nacional dos Médicos) entende que o governo está descumprindo as leis trabalhistas e vai orientar os sindicatos a entrar com com ações na Justiça.

“Esse programa é uma arapuca. Fere totalmente a legislação trabalhista”, diz Geraldo Ferreira Filho, presidente da Fenam. Ele afirma que a entidade não desestimulou a inscrição porque, para muitos, o trabalho é uma “questão de sobrevivência”.

Para o advogado Otavio Pinto e Silva, professor da USP, a Justiça pode entender que a relação de trabalho prevista no programa configura emprego (por ser contínuo e com subordinação) e deve ser regida pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Parlamentares estão tentando incluir, na medida provisória que criou o “Mais Médicos”, a previsão de um contrato de trabalho e de direitos trabalhistas para médicos que aderirem ao programa.

Há propostas do tipo entre as 567 emendas apresentadas por deputados e senadores ao texto original, que está no Congresso há uma semana.

SABOTAGEM

O Ministério da Saúde disse ontem que 11.701 médicos (2.335 com diploma do exterior) já fizeram a inscrição pela internet, mas não sabe quantas foram efetivadas com envio de documentos.

Há também um movimento de boicote ao programa –de médicos que pretendem efetivar a inscrição e desistir depois, para atrapalhar o cronograma e o recrutamento de médicos estrangeiros.

O ministério disse estar fazendo um “pente-fino” entre os inscritos, com ajuda da Polícia Federal, para avaliar o real interesse do médico.

“Não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, disse o ministro Alexandre Padilha.

Os médicos também questionam as regras da ajuda de custo que o governo federal oferecerá aos profissionais, que pode chegar a R$ 30 mil, dependendo da região.

Pelas normas do programa, na hipótese de desligamento voluntário em prazo inferior a 180 dias, o médico terá que restituir os valores.

“E se o profissional não concordar com as condições de trabalho e quiser desistir? Conheço a politicagem no interior. O prefeito muda, o secretário da saúde muda. Se você não puxa o saco, fica em apuros”, diz o psiquiatra João Mario Sales, outro que se candidatou e desistiu depois.

Responder

    Luís Carlos

    18/07/2013 - 15h10

    João Guilherme
    De fato, não sou médico, e diferentemente do que acrditam alguns, não é preciso ser médico para conhecer saúde pública. Isso não é exclusividade de nenhuma categoria da saúde, ao menos daqueles que acreditam e exercem a interdisciplinaridade e trabalham em equipe, não tentando se apropriar de práticas comuns a diversas formações de saúde.
    Segundo, não odeio médicos, pelo contrário, trabalho com médicos dos quais me orgulho, mas claro, eles não são egoístas, corporativistas, gananciosos, e descomprometidos com a saúde pública, apoiam o Mais Médicos e não seguem como “carneiros” ou por interesses próprios as entidades médicas. Esses médicos, são de fato, médicos que sustentam o trabalho do SUS como todos os demais trabalhadores que tem compromisso com o SUS e a população brasileira. Porém, não é isso que transparece nas manifestações de grupos de médicos e estudantes de medicina que saem a rua, diga-se de passagem, sem apoio popular algum, com cartazes que atacam e depreciam o SUS. Demonstram todo seu desconheicmento da política pública de saúde e juram que o “privado é melhor”, e talvez façam com alguns de seus professores, usem estrutura pública para atender pacientes privados e furar a fila do sistema, muito comum em centros clínicos de hospitais filantrópicos que atendem pelo SUS. Desses médicos, de fato, tu tens razão, não gosto nenhum pouco, como 99% da população brasileira. São tão corruptos quanto os políticos que acusam permanentemente. Aliás, políticos que tem em seu meio muitos, mas muitos médicos, e nem por isso generalizo políticos como sendo todos ruins, como tem feito alguns médicos e entidades médicas, pelo contrário.
    Trabalhei algum tempo em funções da saúde pública, como auditoria, por exemplo, que me permitiu ver e apurar fatos negados por alguns médicos, como se não ocorressem, ou como se fosse uma minoria inexpressiva. Sei, por experiência própria que, infelizmente, não são tão inexpressivos assim.
    Por fim, João, mesmo sem ser médico, sugiro que mude teus hábitos de leitura, pois ler jornais como o que citaste acima, não fazem bem à saúde.

nigro

18/07/2013 - 00h12

Texto tendencioso. Muito facil para Dilma inventar este plano maluco nas coxas, de última hora, e colocar os medicos como a origem de todos os problemas.
Precisamos é de capitalismo e parar de ficar esperando tudo do estado Salvador. Menos impostos, menos estado fracassado. Brasil, estado e pais do fracasso eterno.

Responder

    francisco niterói

    18/07/2013 - 07h54

    vejamos:

    A maior parte do transporte urbano é operado por empresas de onibus. (nao sei, nao, mas me parece que a maioria do povo esta muito insatisfeita, vide o “casamento de dona baratinha”.

    A maior parte da saude publica esta nas maos dos planos de saude e quanto a issso sei que nao preciso me estender.

    A maior parte do ensino universitario esta em maos de escolas privadas. Bem, as sucessivas denuncias, bem como os testes de verificacao ja dizem tudo….

    Isso tudo PAGANDO REGULARMENTE OS IMPOSTOS COMO VEMOS A GLOBO, VALE, ETC FAZER.

    Realmente, é tudo um GRANDE FRACASSO. PRECISAMOS MAIS DISTO, CONFORME O TEXTO ACIMA.

    Mari

    18/07/2013 - 09h14

    Nigro, então tudo que não corresponde ao teu achismo é tendencioso. Se esperta rapaz!

    ACLC

    18/07/2013 - 09h23

    “Menos impostos”.

    Num guento gente. Chega de coxinismo no Brasil.

    Luís Carlos

    18/07/2013 - 15h12

    Mais um seguidor do Bush Jr e do Aécio/Serra. Queres vender os leitos do SUS para operadoras privadas de teu “genro” também?

Eduardo mattos

17/07/2013 - 22h37

Interessante!Outra maneira de “autenticar “os diplomas do exterior por uma excelente faculdade médica federal(UFMG) e os alunos têm em média 20% de aprovação e o revalida somente 10%(muito estranho!!estranho d+!!)Esse revalida num é justo!!

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/07/16/interna_gerais,423305/medicos-correm-para-carimbar-o-diploma-pela-ufmg.shtml

Responder

Adilson

17/07/2013 - 22h01

Sensacional, um dos melhores textos que li aqui!

Responder

J Souza

17/07/2013 - 21h11

Se faltam médicos no Brasil, alguém pode me explicar isso???

“Programa Mais Médicos atrai mais de 11 mil profissionais em uma semana
17/07/2013 – 19h30

Mariana Tokarnia*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em apenas uma semana, o Programa Mais Médicos recebeu 11.701 inscrições de profissionais e 753 inscrições de municípios, informou hoje (17) o Ministério da Saúde. Cerca de 80% dos médicos inscritos formaram-se no Brasil…”

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-17/programa-mais-medicos-atrai-mais-de-11-mil-profissionais-em-uma-semana

Vou repetir: “CERCA DE 80% DOS MÉDICOS INSCRITOS FORMARAM-SE NO BRASIL…”

Ou seja, não faltam médicos no Brasil, faltava alguém que realmente pague os salários prometidos aos médicos, que aceitam mesmo nessas condições, sem concurso público!

Parabéns, POVO! Sem você nas RUAS, isto jamais teria acontecido!

Responder

    J Souza

    17/07/2013 - 21h51

    Desmascarando a falácia da falta de médicos!
    Desmascarando a falácia de que os médicos não querem trabalhar no SUS!
    Desmascarando a falácia de que os médicos não querem ir para regiões carentes!

    Agora, imaginem se o governo oferecesse esse mesmo salário, mas com concurso público e estabilidade… As inscrições seriam o dobro!

    J Souza

    17/07/2013 - 22h02

    Agora, antes de chamar os médicos estrangeiros, o governo vai ter que chamar 9.366 médicos brasileiros que se formaram ou têm diploma devidamente revalidado no Brasil!
    Copiou, Vanessa? Copiou, Padilha?

    Luís Carlos

    17/07/2013 - 23h29

    Ótimo que os médicos brasileiros estejam se inscrevendo. Esperamos todos que eles realmente assumam as vagas paras as quais estão se inscrevendo. Novamente, parabéns Ministro Padilha pela excelente iniciativa do MS.

    Luís Carlos

    18/07/2013 - 15h14

    Foi divulgado que um “sindicato” teria orientado que oe médicos se inscrevesem para “provar” que não faltam médicos no país e para atrasar a vinda de médicos de fora do país. Parece que terá apuração sobre isso. Sabes de algo J Souza?

Fabiano Campos

17/07/2013 - 21h03

A CEBES como sempre dando show!!! Sem maniqueísmos, criticas de ocasião e outras baixarias que parecem dominar um debate tão importante quanto o das melhorias necessárias ao SUS. Parabéns!!!

Responder

Gerson Carneiro

17/07/2013 - 20h37

Posto de aplicação de vacina contra a febre amarela do Aeroporto Internacional de Campinas (Viracopos) fechou. Agora a vacina é aplicada apenas em postos de saúde daquela cidade.

Detalhe: postos de saúde daquela cidade só atendem moradores daquela cidade. E se um morador de Sumaré/Hortolândia/Paulínia/Valinhos e etc (cidades adjacentes) precisarem da vacinação para viajar*, como faz?

*120 países exigem a comprovação da vacina contra a febre amarela.

Responder

Francisco

17/07/2013 - 19h48

Estou tossindo há uns três dias. Minha mulher me mandou ir no médico. Ela não consegue dormir comigo tossindo…

Nove e quinze cheguei no posto. O médico chegaria ás dez. Fui consultado e recebi os três medicamentos que ele me receitou.

Cheguei em casa às quinze para às doze.

O SUS, para mim, é ótimo.

De chato, só o médico querendo me “catequizar”: “o governo devia construir menos estadios e financiar melhor a saúde…”.

Oito mil reais…

Eu cá tenho mestrado e quatro Especializações e não ganho nem a metade disso. Me engana que eu gosto…

Mas o meu médico pode falar o que quiser. Ele chega na hora e não falta…

Fazendo isso, o SUS, pra mim, é ótimo…

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    João Guilherme

    18/07/2013 - 09h17

    Francisco, se você não queria ser médico, não lamente ganhar menos. Sempre se soube que quem se formava em medicina teria chances de ganhar mais. Não estudou quem não quis, não é? Ponto final.

    José Roberto Reis

    18/07/2013 - 11h46

    Caraca mané!!! Não estudou quem não quis??? Só um dado: 40% dos estudantes da USP vieram de escolas públicas. No entanto, na Faculdade de Medicina, 2% apenas, os outros 98% vieram das escolas particulares. Na turma de 2013 não tem nenhum estudante negro! O curso de medicina é um dos mais elitizados(se não for o mais), só os filhos da riqueza brasileira, de um modo geral, estudam medicina.. Por isso democratizar o acesso é tb uma medida urgente para formas médicos comprometidos de fato com o SUS e a Saúde Pública. “Não estudou quem não quis???” Quanto ao texto do CEBES, excelente, toca o dedo na ferida e não faz coro com o reacionarismo das entidades médicas, lamentáveis nas suas posições corporativas e francamente elitistas. Análises como essa do CEBES é que separam o joio do trigo, ou seja, a crítica progressista e aguda do reacionarismo corporativista.

    Francisco

    18/07/2013 - 17h51

    João Guilherme, deixa eu te ensinar o básico de matemática…

    Uma Graduação: 4 anos

    Quatro Especializações: (1,5 anos cada) = 6 anos

    Mestrado: 2 anos

    Tempo total de magistério (graduação e pós-graduação) = 25 anos

    Tempo total de estudo = 12 anos de estudo

    E ganho menos que o bacharel que estuda seis (agora briga para não estudar oito…).

    Um bacharel que se não tiver um monte de equipamentos eletrônicos não consegue diagnosticar nada…

    Médico: seis anos de estudo

    Eu: doze anos de estudo

    Quem estuda mais?

    Não venha me dizer que “médico tem que estudar sempre”. Eu ensino, mané. Numa pós-graduação!

    Se o seu problema é escolher a profissão por pagar melhor ou pior (e esfregar essa baixaria na cara de um educador brasileiro), passo a ter certeza da matéria de que se faz um “médico” no Brasil, hoje…

    Chamo a atenção para um detalhe: por esse critério (grana) por que você não abriu uma boca de fumo? Dá mais grana!

    Fiz vestibular em 1986. Fiquei em terceiro lugar na pontuação geral DE TODA A UNIVERSIDADE. Ou seja, poderia ter feito o curso que eu quisesse: direito, medicina, engenharia, o que quisesse.

    O meu problema é outro, é vocação. Você, certamente, sabe o que é isso.

Luís Carlos

17/07/2013 - 19h14

Muito bom o texto. Tocou nos pontos essenciais. Parabéns ao CEBES, que tem em sua direção vários médicos que defendem a saúde pública e o SUS.

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Ramalho

17/07/2013 - 16h16

O discurso da prática médica é erradicar a doença (se não for, deveria ser). A lógica da prática médica, contudo, é a de maximizar a renda do médico, da clínica, do hospital, dos centros de diagnóstico, dos planos de saúde etc., todos privados, claro. Isto, em parte, é conseguido com a maximização do número de doentes: mais doentes, mais renda. Não se deve deixar de considerar, também, o preço dos atos médicos e atos congêneres, cada vez mais salgados, contribuindo para renda Guinness dos esculápios.

Assim, se a doença fosse erradicada ou diminuída a sua incidência, como ficaria a renda médica? Será que sistema médico privado trabalharia para reduzir a própria renda? Hoje, o discurso e a prática médicos no Brasil compõem paradoxo. O paradoxo, para infelicidade dos pacientes, é, apenas, retórico porque o que vale mesmo é a lógica do ganhar o máximo de dinheiro a custa da maximização do número de doenças, do número de doentes e do preço do ato médico.

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    Luiz Ernani da Silva

    17/07/2013 - 22h31

    É verdade! Conhece aquela piada do filho do médico que se formou médico também? ” O filho chega pro pai médico: Sabe, pai o seu Antônio que sempre se tratou com o senhor? Pois é. Consegui curar ele. E o pai responde: Fique sabendo que foi com o dinheiro das consultas que ele fez comigo durante todo esse tempo que você estudou que eu formei você.”

renato

17/07/2013 - 16h02

Não vou nem me dar ao luxo de dizer nada.
Até teclando em câmera lenta estou. Perfeito.
Só por nas mãos certas- pronto já dei pitaco…

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J.

17/07/2013 - 15h24

Texto muito coerente com a situação , opinião de quem nâo caiu no papinho furado culpando os médicos pelas mazelas da saúde , porém existem umas ressalvas.
A falta de médicos no SUS é um problema importante, mas só quem já trabalhou nele sabe como é duro e desanimador se ver com as maõs atadas na hora de aplicar aquilo que tanto estudou e engolir seco pensando pra onde foi aqueles 27 % de impostos que o próprio medico paga todo mês. Na verdade toda esta discussão é uma cortina de fumaça pra tirar o foco dos verdadeiros problemas. O problema da saúde no Brasil é o mesmo que nas outras esferas: a corrupção. Medidas emergenciais como se este fosse o grande problema do Brasiil podem gerar repercussões muito graves daqui uns anos e agir como ¨um tiro no pé¨. Profissionais médicos sem revalidação de diploma e o aumento de 2 anos na graduação pode gerar uma demanda de especialistas e uma ¨segregação ¨na classe e por parte dos contratantes e da propria população . Alem disto, esta proposta de aumento em 2 dois anos na graduação para ¨ conhecimento do SUS¨ só demonstra que os principais debatedores da questão desconhecem totalmente a formação médica, já que mesmo nas faculdades particulares , o ¨Hospital Escola ¨ antende preferencialmente o SUS e muitas vezes é de onde provem o atendimento de varias cidades , sem verba nenhuma federal e muito menos municipal. No programa de Residencia Medica . o estudante passa em média mais 4 anos atuando no SUS por uma bolsa, que na minha época era de 1.300 reais ( há 5 anos atrás ) e agora de 1.900 por cerca de 60 horas semanais. Os alunos já sabem como é o SUS , e a questão não é a bolsa de 10.000 reias como vem sido alardeado na mídia ou escravidão . Simplesmente , isto naõ resolve o proplema em esfera nenhuma e atrapalha a formação. Pontos bons levantados e a criação de novas vagas em universidades federais em locais que necessitam de atendimento, já que repetindo, onde tem hospital escola este carrega o atendimento da região e muitos médicos tendem a ficar onde estudaram, criando vinculo local.
Organizar o sistema de saúde é necessário mas isto não se faz de hora pra outra.
No fim , estas medidas deseperadas são comparadas aquelas onde o aluno não repete mais de ano , passa todo mundo pela escola e ninguém aprende nada. Estão querendo fazer com a saúde o que fizeram na educação : um cala boca pro povo e bola pra frente.

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    Elcio

    17/07/2013 - 22h19

    Não sei se essas medidas são comparáveis com aquelas onde o aluno não repete mais de ano… Se não me engano, essa medida, que é a tal progressão continuada, foi uma das coisas mais grotescas feitas com a educação que já estava mal das pernas… Só para ter uma noção conheci pelo menos dois alunos na faculdade que nem sequer conseguiam escrever UMA FRASE! Isso mesmo! Não erravam só em acentuação e gramática, eles nem sabiam o que era concordância verbal e estavam no segundo ano da faculdade! A educação no Brasil está destruída! Se coisas mínimas como o ensino fundamental e o ensino médio foram praticamente anulados, imaginem o “efeito avalanche” disso tudo…

Mardones

17/07/2013 - 14h38

Irretocável! Simplesmente perfeito! Parabéns!

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Acássia

17/07/2013 - 14h08

Mais: só ignorantes totais ou cínicos acreditam que com um SUS mínimo eu e todos não cancelaríamos nosso plano de saúde no primeiro dia!

Então….. o prejuízo seria grande para muitos hospitais privados que vivem do SUS, para laboratórios, para empresas farmacêuticas ?+)(*&¨%$#@@!

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Acássia

17/07/2013 - 14h05

Lembrando aos manifestantes contra que…….. se eles tivessem se manifestado contra Serra Secretário de Saúde no governo FHC ( isso eles não fariam jamais!) e o escândalo das ambulâncias e outros escandalos a coisa não estaria assim.

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    eliane

    18/07/2013 - 14h22

    Acassia concordo plenamente com você.

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