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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros

02 de julho de 2013 às 13h10

Arthur Chioro fala em nome do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP)

Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros

por Arthur Chioro, via e-mail 

É urgente e absolutamente necessária a adoção de medidas por parte do Ministério da Saúde para a captação e fixação de médicos, incluindo-se a contratação emergencial de médicos estrangeiros para atuação na Atenção Básica em áreas carentes do território nacional. Esta é a posição defendida pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP), entidade que representa os gestores da saúde dos 645 municípios paulistas.

O país vem enfrentando uma enorme dificuldade na fixação de médicos, em especial nos pequenos municípios do interior e na periferia das grandes cidades e das regiões metropolitanas, para assistência na rede básica de saúde. Isto não se deve apenas à falta de condições estruturais ou à ausência de uma carreira de estado, providências que contam com o nosso integral apoio. Se não levarmos em consideração as dimensões continentais e a heterogênea estrutura social, econômica e política do Brasil, produziremos uma análise simplificadora da nossa realidade.

Da mesma forma, não é possível desconsiderar a baixa oferta de vagas em residência médica, a formação excessivamente especializada e voltada à atuação em ambiente hospitalar dos nossos médicos, a carência de profissionais nas clínicas básicas e na Estratégia de Saúde da Família, a concentração excessiva dos médicos nas capitais e grandes centros urbanos e, principalmente, o número insuficiente de médicos para o tamanho de nossa população e a inquestionável expansão dos postos de trabalho nos setores público e privado, como  elementos determinantes que devem ser considerados neste debate.

Reconhecemos o esforço que o governo federal tem feito para enfrentar a maior parte destas questões. Programas como a Requalificação das Unidades Básicas de Saúde, de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ),  a implantação da rede de UPAs e do SAMU-192, bem como a ampliação das vagas em cursos de Medicina e de bolsas de residência médica, são algumas das importantes iniciativas para a melhoria do atendimento universal previsto em nossa Constituição Federal e sob responsabilidade do SUS. Reconhecemos, ainda, que a expansão do financiamento e estruturação da Atenção Básica nos municípios, envolvendo recursos superiores a 20 bilhões de reais, tornou-se hoje uma clara prioridade da União.

Além disso, algumas iniciativas para a fixação de médicos na Atenção Básica estão em curso e já começam a dar os primeiros resultados, como o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB), destinado a profissionais egressos das universidades que querem cursar uma residência ou diminuir sua dívida em relação ao financiamento de sua formação (FIES), que obtêm benefícios em contrapartida ao trabalho dedicado à atenção básica no SUS.

O PROVAB, por exemplo, prevê pagamento de bolsa federal para o médico no valor de R$ 8 mil mensais, atividade supervisionada por uma instituição de ensino e a obtenção de título de pós-graduação em Saúde da Família pela atuação por 12 meses na rede básica. Para os médicos bem avaliados, o programa dá ainda bonificação de 10% nos exames de residência médica. Este programa tem levado profissionais para atuarem em periferias de grandes cidades, em municípios do interior, no semiárido nordestino, em territórios de população indígena ou mesmo em áreas mais remotas, como a Amazônia Legal Brasileira, possibilitando que o profissional conheça a realidade da saúde da população.

Entretanto, tais programas não são suficientes para resolver os gargalos incontestáveis do sistema de saúde brasileiro e medidas adicionais são necessárias. A escassez de médicos em nossa rede de saúde é uma delas, senão a mais sensível. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demostram que o Brasil conta com 1,8 médico a cada 1.000 habitantes, média menor que a do Uruguai (3,7), Argentina (3,2), México (2,0), Venezuela (1,9) e Cuba (6,0). Quando a comparação é com países europeus, a discrepância é ainda maior: Espanha (4,0), Portugal (3,9), Alemanha (3,6) e Itália (3,5).

A situação do Estado de São Paulo não é diferente. De acordo com o relatório apresentado pelo CREMESP – Demografia Médica no Estado de São Paulo, 2012, apenas 208 municípios paulistas, dispostos em quatro regiões (dos 17 Departamentos Regionais de Saúde – DRS existentes) apresentam índices maiores que 2,0 médicos por 1.000 habitantes, o que representa 32,24%. Mais de dez regiões paulistas, na qual estão localizados 344 municípios (53%)  possuem índice menor que a média nacional (1,8). A região mais deficitária é a de Registro (DRS XII), que abrange 15 municípios, com índice de 0,75 médico por 1.000 habitantes. É evidente, portanto, que o problema não é, como alguns afirmam inadvertidamente, apenas de distribuição dos médicos. Sua falta é absoluta e não apenas relativa.

As posições relutantes à vinda de médicos estrangeiros para atuar na Atenção Básica em regiões carentes e com dificuldades para fixação destes profissionais, lamentavelmente não têm sido acompanhadas de propostas para garantir aos cidadãos o direito à saúde. E não podemos nos conformar e deixar tudo como está. Por esta razão, temos posição favorável a esta iniciativa que vem sendo amplamente discutida pelo Governo Federal, sobretudo por nosso compromisso com as necessidades da população. Não é possível fazer um bom sistema de atenção à saúde sem os médicos, como ocorre em mais de 1.900 municípios brasileiros, que tem menos de 1 médico por 1.000 habitantes e em outros 700 municípios que não contam com nenhum médico neles residindo. Assim, todas as medidas possíveis para garantir a assistência médica merecem o nosso apoio.

Não abrimos mão, entretanto, que essa medida seja efetuada de forma regulada, com responsabilidade e qualidade. Não será a primeira vez que o país se utilizará de estrangeiros para alavancar seu desenvolvimento. A diferença é que, desta vez, isto se aplicará num setor sensível a todos, como forma de promover o caráter democrático do atendimento à saúde, na medida em que procura atender o direito de todos os brasileiros ao acesso à saúde. É importante ressaltar que a contratação de médicos estrangeiros é realizada em muitos países, como o Canadá, os Estados Unidos e o Reino Unido, por exemplo.

Com referência ao processo de revalidação de diplomas, argumento frequentemente utilizado por quem se opõe à vinda de médicos formados fora do Brasil, há uma dubiedade que necessita ser sanada.

É evidente que todos queremos profissionais de qualidade e aprovamos a adoção de procedimentos que possam aferir a qualidade individual. Porém, essa postura não pode ser obstáculo para a fixação de profissionais em locais mais carentes. Desta forma, defendemos a adoção de duas estratégias complementares, já utilizadas em outros países. Os médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior que desejarem exercer a Medicina em qualquer região do país devem se submeter ao exame de validação (VALIDA), como já ocorre hoje.

Mas é imperioso adotar um regime de autorização especial para atuação restrita nas áreas de escassez de médicos, municípios de interior e periferias das grandes cidades, por um período fixo, sob regulação governamental e supervisão das nossas instituições públicas de ensino médico. Terminado esse prazo, a permanência do médico no Brasil só poderá ocorrer se ele se submeter à validação e for aprovado.

Não queremos a validação automática do diploma. Além disso, entendemos que esses médicos, em regime especial de trabalho, sejam obrigatoriamente formados em instituições de ensino autorizadas e reconhecidas e que tenham licença para atuar em seus países de origem.

Por fim, não poderíamos deixar de manifestar que defendemos também um maior investimento para a saúde pública nacional, como o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde, conforme o movimento ‘Saúde mais 10’, um projeto de lei de iniciativa popular para alterar a Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012.

A adoção combinada dessas medidas pode nos proporcionar o enfrentamento da crise que estamos atravessando. O momento é grave e a nossa responsabilidade não pode ser tolhida por interesses corporativos, políticos ou de qualquer outra natureza. Que as diferentes visões sobre o assunto sejam analisadas criticamente, mas que não se retarde mais as medidas urgentes que precisam ser tomadas e que, neste momento, são da alçada exclusiva do Governo Federal. E que contam com o irrestrito apoio dos secretários municipais de saúde paulistas.

Arthur Chioro é médico,  presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS-SP) e Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo.

Leia também:

Dois médicos norte-americanos avaliam o sistema de saúde de Cuba

Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos

 

53 Comentários escrever comentário »

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Marcelo Xavier

23/08/2013 - 22h12

Lá vêm os agentes de Fidel, os escravos de Cuba. Que preconceito contra os cubanos? O fato deles não serem médicos de verdade? De seus currículos equivalerem, no Brasil, a um licenciado em enfermagem?
Mais:
http://amarretadoazarao.blogspot.com.br/2013/07/paraguai-rejeita-medicos-made-in-cuba.html
http://amarretadoazarao.blogspot.com.br/2013/07/acharam-o-dedo-do-lula.html

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Mílton de Arruda Martins: Expansão dos cursos de medicina, com "elitização brutal", pode ter ajudado a concentrar médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/07/2013 - 09h34

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18/07/2013 - 14h35

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Cebes: O SUS precisa de mais médicos. E muito mais! - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/07/2013 - 13h38

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17/07/2013 - 10h39

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Fátima Oliveira: Quem deve lavar as louças sujas são os governos - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 11h28

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arnoldo

09/07/2013 - 00h36

impressinante como tem gente aq q compara usa, inglaterra, australias, vcs tem noçao de qual os criterios adotados por la, nao, acredito que nem imaginam, estamos atrasados anos luz dos paises de primeiro mundo, o periodo de revalidaçao e em torno de 2 anos com varias etapas, porq no brasil pais do jeitinho brasileiro querem comparar com potencias que tem criterios decentes, vamos acordar gente, o pt fez lavagem cerebral nesse povo, a maioria sao frustrados por nao poderem ter estudado medicina, é a hora, vao para bolivia, cuba, venezuela, suas maes vao ficar orgulhosas, meu filho estudou na bolivia, e o do vizinho estudou 2 anos e passou no vestibular, os meritos sao de quem mesmo, acorda brasil.

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Entidades médicas: Medidas anunciadas assumem alto risco para a população - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/07/2013 - 23h19

[…] Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros […]

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Daniel

03/07/2013 - 10h44

Médicos são “bolsistas” do PSF em Santana

Sem direito a férias, 13° salário e licença maternidade, 29 médicos concursados foram transformados em bolsistas do Programa Saúde da Família (PSF) pela Prefeitura de Santana.

Em dezembro passado, o secretário municipal de Saúde de Santana, Plínio Silva da Luz, dispensou os últimos remanescentes de um lote de médicos contratados como bolsistas do Programa Estratégia Saúde da Família (PSF), a partir de 2010. Sem direito a férias, 13° terceiro salário e licença maternidade, o pagamento de bolsas por meio do PSF, com recursos do Ministério da Saúde, foi um artifício para complementar os salários de 29 médicos, que haviam sido aprovados no concurso público de 2008.
Os decretos de nomeação dos 29 médicos foram assinados pelo prefeito Antonio Nogueira e pela então secretária municipal de Saúde, Clélia Jeane da Silva Reis Gondim. Ao assumirem seus postos de trabalho, em março de 2008, os médicos tinham rendimentos de R$ 8 mil. O contracheque da época é um primor de engenharia administrativo-financeira. Embora o salário-base fosse de apenas R$ R$ 1.130,43, a gratificação de R$ 6.560,48 do PSF insuflava o holerite, que era acrescido da gratificação de nível superior, de R$ 226,09, e adicional de insalubridade, de R$ 83,00.
Em 2009, a gratificação do PSF dos médicos caiu para R$ 4.560,48 e reduziu os rendimentos para R$ 6.102,01. Nesse ponto, os 29 médicos começaram a reclamar, mas continuaram trabalhando. No entanto, em 2010, o novo secretário da Saúde, Carlos Alberto Nery Matias, que também é vice-prefeito, transformou a gratificação do PSF em bolsa.
Uma das cláusulas do Termo de Adesão ao PSF, que transformou os médicos concursados em bolsistas, retirou-lhes o direito a férias remuneradas, adicionais e 13º salário. Além disso, o artifício da Prefeitura de Santana obrigou os médicos a assinar duas folhas de ponto, uma como contratados, outra como bolsistas.
Irregularidades e assédio moral
As irregularidades na contratação de médicos bolsistas do PSF pela Prefeitura de Santana foram denunciadas à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). Além das ilegalidades comprovadas pelo TCU, a maioria dos 29 médicos também denunciou o assédio moral e pediu desligamento dos contratos.
Após ser aprovada no concurso, a dermatologista Fabíola Ferreira Oliveira conta que aderiu ao PSF em 2008. “Os salários eram fracionados e, para isso, assinamos dois contratos em branco, um deles como bolsistas, mas não recebemos cópias dos documentos”, relata. Fabíola rompeu o vínculo com o PSF em março do ano passado, também em função das péssimas condições de trabalho, que ela classifica de assédio moral.
“Sem falar na redução gradativa dos nossos rendimentos, de não ter direito a férias e 13º salário, ainda tínhamos que cumprir 24 atendimentos a pacientes e fazer 10 visitas diárias a residências em Santana, uma exigência humanamente impossível de realizar”, desabafa.
A dermatologista denunciou ainda que, durante a vigência do contrato, a prefeitura descontou-lhe o Importo de Renda, mas não repassou os recursos à Receita Federal. “Quando fiz a minha declaração tive que pagar o imposto de Renda novamente”, denuncia.
Entre os médicos bolsistas, a situação mais humilhante foi vivida por uma clínica geral, que prefere não identificar-se. Com uma gravidez de risco, ela teve negado o direito à licença-maternidade. “Trabalhei durante todo aquele período e não tive direito à licença maternidade, mesmo com a comprovação de que a minha gravidez era de alto risco. Felizmente, consegui me desligar do contrato”, disse.
À época em que a médica sofreu o assédio moral o secretário municipal de Saúde de Santana era Carlos Alberto Nery Matias, o mesmo que assinou os contratos de médico-bolsista.
Mesmo com essas condições desumanas de trabalho, ironicamente, as folhas de ponto dos médicos eram autenticadas pela Divisão de Humanização da Secretaria Municipal de Santana.

http://www.jornalagazeta-ap.com/site/component/content/article/8-noticia-secundaria/378-medicos-sao-qbolsistasq-do-psf-em-santana.html

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Mardones

03/07/2013 - 10h22

Não adianta chorar para reservar mercado, pois a Dilma vai trazer os cubanos para cá. Bom para o povão mesmo, que vai saber, muitos pela primeira vez, o que é um médico decente.

É possível exigir mais investimentos na saúde e carreira médica no setor público sem prejudicar os pobres.

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Aroeira

03/07/2013 - 09h28

SOBRE O PANELAÇO DOS MÉDICOS CONTRA A CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS

E eles não querem mais compromisso com a saúde, e nesse particular imitam os beneficiários do bolsa família que “não querem mais trabalhar”. De graça, eu acrescentaria.

O problema é que os planos de saúde devem pagar aos médico em média 60 pilas por uma consulta. Um médico renomado, que não atenda pela Unimed, por exemplo, fatura 400 pilas por uma consulta que numa primeiro contato com o paciente deve durar cerca de meia hora. E os médicos neófitos que ainda não fizeram nome, querem ganhar os mesmos 400 reais em meia hora. E aí o atendimento pelos planos de saúde se degenerou completamente porque os médicos querem atender 5 ou 6 pacientes em meia hora. Tá tudo muito parecido com o SUS e no final nós vamos ter um grande SUS patrocinado pelos planos de saúde, mesmo que o segurado recorra a um hospital particular.

Troqei de médico que cuidava da minha próstata porque o anterior exagerava nas dedadas. Era um medalhão que atendia pela Unimed, mas que não olhava sequer para a minha ficha na hora da consulta. Da última vez ele me atendeu foi sem ficha (ele ainda não descobriu, ou se nega a comprar, um computador). E a desgraça é que eu cai na mão de um que tem uma unha muito mais afiada. Pobre de mim! Ou melhor, pobre do meu feofó!

Mas pior é nos Estados Unidos. O documentário Sicko, Michael Moore (http://www.youtube.com/watch?v=VoBleMNAwUg) mostra a história de um americano que perdeu parte de dois dedos numa serraria. Levou os pedaços dos dois dedos para um hospital na expectativa de reimplantá-los. E lhe deram o orçamento: “o reimplante do menor custa 15 mil dólares, do maior 60 mil.” Como o cara só podia gastar os 15 mil, ele sacudiu o pedaço do dedo maior no lixo. Aqui no Brasil estamos caminhando para isto.

E ainda não querem que a Dilma contrate médicos para trabalhar no interior. Que corporativismo escroto!

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Carlos

03/07/2013 - 08h36

Que vergonha esses “médicos” aqui do fórum.

Senhores, não sejam hipócritas! A verdade por trás de toda essa raiva contra se importar médicos é nítida: reserva de mercado.
O que vcs “médicos” querem é manter previlégios escusos.
Altos salários, grandes centros, comodidades e tudo o mais que a medicina comercial lhes proporcionam.
Pergunto: Qual a qualidade desses médicos que formam no Brasil (excluindo algumas federais e particulares é claro)? Comparar um médico Europeu com um brasileiro é um absurdo! O Europeu tem uma formação muito mais sólida e melhor.

Piada de mal gosto! Corporativismo médico insano!

Que venham os estrangeiros!!!

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paulo machado

03/07/2013 - 08h29

Indique soluções.É muito fácil ficar discutindo quando o problema não faz parte da sua vida.É muito doloroso ver pessoas necessitando de assistência médica.

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Alice Matos

03/07/2013 - 07h58

Ainda sobre Arco-Íris

Embora a cidade tenha apenas um posto de saúde, ele conta com uma médica clínica-geral – que recebe 17 mil reais, por 40 horas semanais -, duas enfermeiras, duas dentistas, dois fisioterapeutas, um psicólogo, uma nutricionista e um profissional de educação física. Além da equipe multidisciplinar no posto, há ainda o trabalho de cinco agentes comunitários que integram o programa Saúde da Família. “Eles conhecem todo mundo, seja da zona rural ou da cidade e trabalham na prevenção de doenças”, conta.

As ideias simples e que funcionam de Arco-Íris não param por aí. Para driblar o baixo orçamento para investir em equipamentos de exames sofisticados, a cidade se juntou a outros seis municípios da região. No Consórcio Regional Intermunicipal de Saúde, as prefeituras de Tupã, Arco-Íris, Hercolândia, Parapuã, Vinópolis, Matos e Queiroz conseguem que pacientes sejam atendidos em laboratórios particulares da região. “É como um plano de saúde, exames que custariam R$ 350 saem por R$ 40, em muitos casos. É um baita quebra-galho, não daria para investir em tanto equipamento caro e é bom para as empresas que ganham por causa de um maior fluxo de pacientes”.

Responder

Alice Matos

03/07/2013 - 07h53

Arco-Íris, a 500 quilômetros da capital paulista, encontrou soluções simples para atender sua população e ficou em primeiro lugar no IDSUS

“Dá para trabalhar muito bem com saúde, mesmo com pouco dinheiro”, garante Maria Benedita Fernandes a vice-prefeita de Arco-Íris, cidade a 500 quilômetros de São Paulo. O discurso, muito diferente do que se ouve país afora, é dito com orgulho por quem foi por 11 anos secretária de saúde da cidade que ficou em primeiro lugar no Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde de 2012, o IDSUS. Maria Benedita afirma que as soluções encontradas para dar atendimento de primeira e sem demora em Arco-Íris podem ser aplicadas em qualquer município do Brasil.

A cidade de 1.925 habitantes tem um posto de saúde com um médico e nenhum hospital. “A cidade é muito pequena, então temos três boas ambulâncias e uma parceria com cinco hospitais da região”, diz. Outras duas ambulâncias serão entregues este ano. A partir de uma parceria intermunicipal (chamada Programação Pactuada Integrada), moradores do município podem ser mandados para hospitais públicos de Marília, Tupã, São José do Rio Preto ou Jaú. “Saúde não depende só de médico, depende de organização”, diz.

Organização também ajuda na hora de receber verbas federais. Maria Benedita conta que no ano passado a cidade se inscreveu em um projeto do Ministério da Saúde de estímulo à atividade física, que repassaria 40 mil reais para municípios participantes. Quando chegou o documento aprovando o projeto de Arco-Íris, em invés de 40 mil reais veio o dobro. “Achamos que tinha acontecido algum erro. Quando ligamos para o ministério, nos disseram que como houve baixa participação entre os municípios, eles fizeram uma nova divisão do montante e o repasse foi de 80 mil reais”, ri.

http://migre.me/fi8DR

Responder

cesar

02/07/2013 - 23h10

Que venham logo os médicos estrangeiros(cubanos,portugueses espanhóis)pois quem mora no interior do PIaui(me perdoem o exemplo)ter alguém para cuida-lo é uma questão de humanidade, um a vez que o contingente de medicos brasileiros nunca se dispuseram a ir para lá.

Responder

Sônia Bulhões

02/07/2013 - 21h51

Que venham logo os médico cubanos ou de outros países. É urgente, o povo pobre está necessitando de médicos vocacionados, que não o olhe com desconfiança, que por morar na periferia, vai assaltar ou sequestrat o médico. É bem assim nas periferias das cidades. Corporativismo e falta de compromisso para com a população e para com a própria profissão. Profissão essa que deve ser missão.

Responder

    Benedito Aguiar Lopes

    03/07/2013 - 07h24

    Sônia, eu também desejo que haja médico onde for necessário, mas não através de trabalho escravo como o Padilha está propondo. Pensando bem você é uma desumana. Só agora se deu conta de que em muitos lugares estão faltando médicos?

Sônia Bulhões

02/07/2013 - 21h51

Que venham logo os médico cubanos ou de outros países. É urgente, o povo pobre está necessitando de médicos vocacionados, que não o olhe com desconfiança, que por morar na periferia, vai assaltar ou sequestrat o médico. É bem assim nas periferias das cidades. Corporativismo e falta de compromisso para com a população e para com a própria profissão. Profissão essa que deve ser missõa.

Responder

Zeno

02/07/2013 - 21h15

Trazer médicos estrangeiros?? Não seria mais facil criar condições para a interiorização dos médicos?
Olhe há outras intenções por trás disso; ‘médicos’ cubanos que servirão de guerrilheiros PTistas auxiliando na lavagem cerebral dos ignorantes.
Estamos de olho…….

Responder

    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h40

    Já não teríamos médicos brasileiros “guerrilheiros” da indústria farmacêutica internacional prescrevendo produtos em troca de viagens e quinquilharias? Relação obscura essa não? Sem nenhuma transparência e com tremendo vício de origem? Mas aí pode o povo brasileiro ser lesado, desde que seja em prol da “liberdade” sintetizada por neoliberais como Von Misses, Friedman e Hayek, como nada mais do que a liberdade econômica e de mercado. Aí pode? Enquanto isso as hiatrogenias avançam, especialmente ligadas ao consumo de medicamentos. Nós estamos de olho!!

    JoãoP

    02/07/2013 - 22h47

    Se fossem dos Estados Unidos esses “politizados” pela Globo/Veja não estariam contra.

    Benedito Aguiar Lopes

    03/07/2013 - 07h22

    O Sr. Luís Carlos é um médico frustrado, pelo visto porque esculhambar médico assim é demais. Ele posa de conhecer profundamente as profundezas de ser um médico safado, porque realmente esses do tipo que ele fala existe, mas não são representativos de toda a categoria. Gente que não presta há em todas as profissões, mas não podem ser a régua pela qual se mede uma categoria profissional.
    Porém os comentários com o nome Luís Carlos aparecem apenas para enlamear a profissão médica, que ele considera desnecessária. Triste! Vá procurar um psiquiatra meu senhor.

    Luís Carlos

    03/07/2013 - 16h18

    Benedito. Não sou médico, como já informei inpumeras vezes. Não sei porque insistem que minha formação é médica. Não elameio nada, quem elameia são os próprios médicos que assim agem. Falar sobre isso é simplesmente relatar o que se vê e vive diariamente no país. Dói ouvir ou ler? Dói muito mais presenciar, viver essas situações ou lutar contra elas permanentemente. A quem interessar, basta pedir dados do MS sobre isso, seja na Ouvidoria ou na Auditoria. Não são poucos, pelo contrário, são muitos e diários.

felipe

02/07/2013 - 19h58

Incrível como a maioria das pessoas favoráveis a vinda de médicos estrangeiros nunca pisou em um posto de saúde. Ouve a grande “chefa” falar e pronto. Aceita como se fosse a verdade universal….

Vejamos as atrocidades ditas por quem “conhece” o SUS

1) “o revalida é necessário, mas com grau de dificuldade semelhante aos de provas de residência médica, por exemplo, e não com grau de dificuldade maior que impeça maior aprovação dos/das candidatos/tas….”

Piada de mau gosto….Nível de concurso (veja só, concurso!) de residência é muito maior. Eu fiz as duas. Não se compara. Sem falar que o REVALIDA basta atingir o percentual mínimo. Não tem concorrência. É você contra você mesmo.

2) “Recém-formado tinha que fazer a prova do REVALIDA.” Até onde sei os médicos formados aqui não fazem porque tantos eles quantos suas faculdades já são avaliadas pelo MEC. Para que a prova então?

3) Tem que vir porque eu moro em Cudomundópolis e o prefeito super bonzinho, que pensa no povo oferece 10000 reais e os médicos malvados não querem vir. Será que é assim mesmo? Quantos colegas meus já sofreram calotes de cidades que atrasam ou simplesmente não pagam o valor acordado??

já dizia Humberto Gessinger:

“fácil pintar o quadro geral
da janela de um arranha-céu
sem ter que sujar as mãos
sem ter nada a perder “

Responder

    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h33

    Ao se referir a cidades pequenas do niteroiense do Brasil como “Cudomundópolis” deixas claro seu desrespeito e desconhecimento pela realidade brasileira, da população e da saúde pública que não está nas grande cidades. Setenta por cento dos municípios brasileiros tem menos de 20 mil habitantes. Exatamente por esse desprezo de alguns médicos pela realidade populacional, geográfica e epidemiológica nacional que defendemos as medidas adotadas de vinda de médicos estrangeiros, maciça abertura de vagas em graduações e residências médicas. As cidades pequenas tem nome população, história e identidade cultural que merecem respeito, que você demonstra não ter por elas, infelizmente.

    felipe

    03/07/2013 - 00h05

    Caro Luís Carlos, conheço sim a realidade brasileira. Trabalhei e trabalho hoje em um município com 20 mil habitantes. Vc não sabe o sufoco que eu passo toda semana para oferecer atendimento adequado à população. Não é um termo usado de forma jocosa que irá diminuir ou desrespeitar alguma cidade até porque não citei nenhuma. Desrespeito maior é quem não da estrutura, medicamentos, exames ao povo. Voce no seu comentário escreveu na 1ª pessoa do plural. Devo concluir que se trata de um “súdito da rainha”. Pergunte ao cidadãos quem eles acham que mais os desrespeitam? Pois é….

    Luís Carlos

    03/07/2013 - 16h24

    Felipe
    Não sou “súdito da Rainha”. Sou militante e trabalhador do SUS há mais de duas décadas. Eu e tantos outros que estão defendendo essa proposta, como muitas pessoas que escrevem aqui no Viomundo, fazemos não por sermos “súditos” de rainha alguma, nem por sermos serviçais de entidades de classe. Mas por desejo e necessidade de mudança em uma prática não resolutiva e que nega acesso aos cidadãos brasileiros.
    Desejo sucesso em seu trabalho e que continues contribuindo com os cidadãos e com a estruturação da política pública de saúde nacional, com menos sufocos.

    Luiz H

    02/07/2013 - 21h46

    Felipe,
    Será que você é médico mesmo?
    Se é, por que não sabe que:
    Na soma dos vários anos, somente pouco mais de 15% dos formandos fizeram o exame do Cremesp. Dos 4.821 estudantes que participaram do Exame entre 2005 e 2011, 46,7% foram reprovados.

    Pela primeira vez, em 11 de novembro de 2012, o Exame do Cremesp foi obrigatório a todos os formandos de Medicina. Dentre 2.411 participantes, formados em escolas médicas do Estado de São Paulo, 54,5% foram REPROVADOS.
    Fonte: http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2715

    1 – A reprovação não significa impedimento para exercer a medicina;
    2 – Isso ocorreu no Estado de São Paulo…

    felipe

    03/07/2013 - 00h17

    Eu sou médico e você, Luiz? Parece que não…

    sobre esse exame do Cremesp, a seriedade com os quais os alunos fizeram essa prova beirava o ridículo. Muitos boicotaram. A obrigatoriedad0 e era apenas para realizar. Muitos só assinaram o nome.poscos concordavam com o objetico da prova. Para que mais uma prova se já somos fiscalizados pelo MEC, realizamos regularmente o exame do ENADE,etc

    Incrível como ninguém enxerga o óbvio dessa medida. Mais uma vez. Médico não resolve nada apenas com uma caneta e conhecimento na cabeça… sozinho ele não muda indicadores de saúde. Quem defende essa ideia ou vai se beneficiar politicamente (alô, gestores, 2014 tá chegando!!) ou passou longe de qualquer unidade de saúde do SUS.

paulo machado

02/07/2013 - 19h06

Sou totalmente favorável a contratação de médicos estrangeiros.Moro numa pequena cidade do Sul de Minas Aiuruoca.A Secretária de Saúde não consegue contrat médicos para o PSF para atender a zona rural com salário de 10.000,00,isto no sul de Minas imagine no interior do Amazonas,Pará etc.Médicos estrangeiros já.

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Ana Raposo

02/07/2013 - 16h20

Mote da campanha a Governador: Vote no Padilha o criador dos vôos negreiros!

Padilha diz que governo vai arcar com vinda de médicos estrangeiros

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo brasileiro vai arcar com a despesa do transporte para a vinda de médicos estrangeiros ao País. Antes de atuar nos municípios, eles passarão por uma avaliação que vai durar três semanas. Se reprovados, voltam para o país de origem. Segundo o ministério, ainda não está definido se haverá uma forma de reembolso nesses casos.

http://noticias.r7.com/saude/padilha-diz-que-governo-vai-arcar-com-vinda-de-medicos-estrangeiros-25062013-1

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    wagner paulista de souza

    02/07/2013 - 23h33

    As críticas à vinda de médicos cubanos invariavelmente resvalam para seu caráter político-eleitoral. O Ministro Padilha não é candidato a nada, ainda. E ainda que venha a ser candidato por SP, que rendimentos eleitorais poderia lhe trazer a chegada de médicos cubanos para trabalhar nos rincóes do Brasil ? Parem, tucanos, de se preocupar com a eleição do ano que vem. Mais, (ou alguma), responsabilidade com a saúde de seres humanos, pô !

Eunice Feitosa

02/07/2013 - 15h39

Edição 1968 de 24 a 30 de março de 2013
Por soluções eficazes para a saúde pública
Rui Gilberto Ferreira

No processo constante de desvalorização da medicina e do médico brasileiro, o governo federal agora está criando uma nova maneira. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrantes do Ministério da Edu­cação e reitores de universidades brasileiras estão discutindo a possibilidade de contratar médicos estrangeiros para o trabalho na área de atenção básica à saúde para regiões do País com carência de profissionais.

A Associação Médica de Goiás (AMG) vem a público para informar que repudiamos essa proposta governamental por acreditar que a medida não vai garantir um atendimento de qualidade para a população. O resultado do último Revalida, o processo de revalidação dos diplomas dos médicos estrangeiros, mostrou que a formação deles é questionável, já que apenas 14% dos inscritos obtiveram aprovação.

Está comprovado que a defasagem no número de profissionais para atender as periferias das grandes cidades e em cidades do interior se deve à falta de subsídios e convênios que valorizem o trabalho médico. Não estão faltando médicos, o que falta são salário digno e condições adequadas de trabalho. Como a maioria das prefeituras não tem condições de pagar os médicos, é preciso que o governo crie o piso salarial e plano de carreira para nossa categoria, com repasses para os municípios carentes. Só dessa forma teremos uma distribuição adequada de médicos por todo o território nacional.

A saúde do País passa por muito mais questões que têm de ser vistas ao microscópio para uma avaliação mais isenta. A saúde pública no Brasil é uma questão que necessita de mais atenção dos órgãos competentes. A realidade nos mostra um país onde as políticas públicas são incoerentes e desrespeitam a sociedade. Nós, médicos, nos sentimos envergonhados quando nos vemos obrigados a parar nossas atividades para reivindicar do governo melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

Estamos diante de uma situação em que nós, profissionais e o povo, somos as vítimas de um sistema injusto e feito para o bem-estar de poucos.

Deparamo-nos cotidianamente com situações imorais envolvendo personalidades públicas e agora vemos essas mesmas pessoas querendo se aproveitar da crise econômica que assola a Europa para importar mão de obra barata e deteriorar ainda mais as condições de vida dos médicos brasileiros, o que vai, consequentemente, refletir na qualidade do já combalido serviço de saúde pública prestado à população. Convocamos os médicos a se unirem à AMG em mais uma batalha e convidamos a sociedade goiana a se manifestar nessa caminhada para garantir uma saúde pública que atenda aos anseios e necessidades de todo o povo brasileiro.

Rui Gilberto Ferreira é presidente da Associação Médica de Goiás (AMG).

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    Francisco

    02/07/2013 - 18h36

    Quem desvaloriza o médico é o próprio médico.

    Diria isso pessoalmente a um médico se eu encontrasse um no posto de saúde…

    Vander

    02/07/2013 - 18h45

    Rui e Eunice. Dá pra notar que vocês fazem parte daqueles corporativistas que, para defender seus vergonhosos privilégios, não hesitam em afirmar que estão “preocupados com a qualidade do atendimento” às populações desassistidas. Para vocês é melhor não ter médico nenhum a ter médicos estrangeiros dispostos a fazer o trabalho que vocês recusam porque acham “indigno” um médico ganhar 12 a 14 mil por mês! Vocês deveriam respeitar todos os outros profissionais de formação superior que não recebem nem 25% daquilo que vocês acham indigno. O governo não precisa ouvir gente assim para decidir em prol da saúde de milhares de brasileiros. Sejam bem-vindos todos os médicos estrangeiros! Outra coisa: os Secretários de Saúde de todos os outros estados deveriam se manifestar positivamente em apoio a essa iniciativa tão louvável!

    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h24

    Vander.
    Realmente pareces estar certo. Creio que algumas pessoas que postam por aqui na contra mão dos interesses dos cidadãos brasileiros que usam e necessitam da saúde pública são de entidades médicas ou talvez, alguns sequer trabalhem no SUS, em atenção básica. Não que nãompossam se manifestar. Podem sim, como todos demais, mas pela agressividade demonstram não ter a preocupação que afirmam ter. Sobre os demais secretários de saúde se manifestarem sobre isso, ocorrerá em Brasília o Congresso do CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde de 07 a 10/07. Acredito que se manifestarão a respeito.

Ana Raposo

02/07/2013 - 15h30

Mote da campanha a Governador: Vote no Padilha o criador dos võos negreiros!

Já pensaram como dá certinho?
Milhares de médicos estrangeiros que virão em vôos fretados pelo governo brasileiro para um trabalho em regime de praticamente escravidão. Estabelecidos os Vôos Negreiros. O ministro já declarou que é preciso aproveitar a mão de obra barata que está sobrando na Europa.
Padilha está armando a estratégia certa: contratinhos; contratados sem direito de ir e vir no pais. Realmente nenhum médico brasileiro se deixará escravizar!
Vergonha que com tantos postos de trabalho não seja feito um concurso nacional. É o Partido dos Trabalhadores renegando e solapando direitos trabalhistas.

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    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h18

    Ou seriam as entidades médicas “renegando e solapando” os direitos dos cidadãos brasileiros a terem acesso aos serviços de saúde? As entidades médicas reservando mercado em detrimento dos cidadãos brasileiros? As entidades médicas, a indústria farmacêutica que patrocina viagens para médicos e outras regalias se prescreverem seus produtos, que temem a mudança do modelo de aenção à saúde no país por perderem espaço no “mercado”? Ou seriam as entidades médicas que nada fazem para impedir as cobranças criminosas contra usuários do SUS feitas pormédicos em todo território nacional? Parece que nada em haver com a situação criada por elas mesmas negando abertura de novos cursos de graduação e restringindo vagas em residências médicas.

Sara Bentes

02/07/2013 - 15h14

O doutor Arthur Chioro deu uma no cravo e outra na ferradura. Está bem! É o besta, por certo! Sabe que Padilha está nas cordas. Colocou a presidenta numa gelada. De recuo em recuo ele vai acabar precisando passar uns dias num SPA.

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J Souza

02/07/2013 - 14h53

Faço uma sugestão que vai no mesmo sentido que a feita no comentário do Luís Carlos:

Que uma amostragem dos médicos brasileiros, como por exemplo, um grupo de recém-formados, faça a prova do Revalida. Se esses médicos forem aprovados nesta prova, então ela estará suficientemente justa e poderá ser aplicada aos estrangeiros, que, se aprovados, estarão no mesmo nível dos brasileiros.

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    Sara Bentes

    02/07/2013 - 15h15

    E quem é você para querer alguma coisa na área? legislador por acaso.

    Marcelo

    02/07/2013 - 17h36

    E quem é vc ? Melhor , vc acha que é quem para ofender e agredir verbalmente os outros dessa forma ?

    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h10

    Pergunto: Sara será médica? Caso sim, essa será manifestação da arrogância médica de impor que apenas médicos, os “da årea” podem opinar sobre? As primeiras conferências de saúde no Brasil eram apenas de técnicos, não tendo a participação de cidadãos usuários dos serviços. Com o SUS isso acabou e todos participam e se manifestam no SUS. Algumas pessoas deveriam saber disso, ou de fato não trabalham nem militar no SUS e apenas defendem interesses corporativos sem se importar realmente com a população e a política de saúde pública? Sempre tentando intimidar os cidadãos que usam e necessitam do SUS?

Alexandre Bastos

02/07/2013 - 14h38

Regime de autorização especial para trabalhar como médico é desfaçatez. Ou REVALIDA ou nada!Podem vir milhares, passando no Revalida. Vamos ter sernso gente! Vergonha é contrato precário também. Um médico secretário de saúde deveria tremer a cara ao se escusar de realizar concurso.

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Paulo Bispo Da Silva

02/07/2013 - 14h31

Contratação já!PORque Estados Unidos,Canadá,Grâ-Bretânha,podem eo Brasil não????.ACORDA BRASIL!!!

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Carlos Pereira

02/07/2013 - 14h17

Ter, 02 de Julho de 2013 09:02

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d’Avila, afirmou nesta segunda-feira (1º) a posição contrária da entidade à decisão do Governo de importar médicos estrangeiros sem aprovação pelo Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira). Para ele, essa intenção se revela imediatista, paliativa e de alto risco para a população atendida.

Em nota divulgada, ele ressalta que, em caso de edição de medida provisória ou outro instrumento pelo Governo, as entidades médicas continuarão sua resistência, se necessário indo à Justiça e às cortes internacionais.

Confira a íntegra da nota abaixo

Brasília, 1º de julho de 2013.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público esclarecer que mantém sua posição firme e contrária à importação de médicos estrangeiros sem aprovação pelo Revalida e exige do Governo que este critério seja atendido.

A oferta de profissionais sem a devida verificação de conhecimento e competências é uma medida imediatista, paliativa e de alto risco para a população atendida, especialmente a parcela mais carente e vulnerável.

Não há flexibilização ou mudança neste entendimento expresso pelo CFM e pelas demais entidades médicas. Em recente entrevista para TV, a resposta exibida dizia respeito a questionamento específico sobre a reação das entidades em caso de adoção de medida legal pelo Governo brasileiro para assegurar a entrada dos “estrangeiros”.

Dentro dessa perspectiva, em caso de adoção de Medida Provisória, como foi dito, o CFM e as entidades médicas empreenderão todos os esforços possíveis para a derrubada desta determinação, inclusive apelando ao Poder Judiciário e às cortes internacionais.

Não é possível acreditar que ações midiáticas, inócuas e paliativas resolverão a dificuldade de acesso e a baixa qualidade do atendimento nos serviços de saúde.

Roberto Luiz d’Avila

http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23945:luta-contra-importacao-de-medicos-nao-diminui-diz-presidente-do-cfm&catid=3

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G.A Almeida

02/07/2013 - 14h02

Apoio totalmente.

Mas esté é um recibo de que falhamos em tudo.

Em formar profissionais, em gerenciar saúde, em tudo!

Nao sei se e bom ou ruim

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Médicos protestam contra "importar" estrangeiros sem revalidação - Viomundo - O que você não vê na mídia

02/07/2013 - 13h52

[…] Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros […]

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Luís Carlos

02/07/2013 - 13h46

Concordo integralmente com texto de Arthur Chioro. Lembrando apenas, como ele disse, o revalida é necessário, mas com grau de dificuldade semelhante aos de provas de residência médica, por exemplo, e não com grau de dificuldade maior que impeça maior aprovação dos/das candidatos/tas.

Responder

    Carlos Pereira

    02/07/2013 - 14h18

    O médico Luiz Carlos pitaca o tempo todo contra a categoria médica nacional. Por que será, hein? Há textos sobre médico e medicina que o doutor não perde a chance. Nem Freud explica

    Luís Carlos

    02/07/2013 - 21h02

    Não sou médico. Arthur é médico. Será que ele defende essa posição porque não gosta de médicos? “Pitaco” nesse tema pois como outros cidadãos tenho direito de manifestar minha opinião sobre, e talvez, porque como já manifestei em outros posts sobre o assunto, tenha alguma experiência a respeito, além de trabalhar na área há algum tempo.

    Vilma Brandão

    02/07/2013 - 19h56

    Só posso imaginar que o diploma de médico do Dr. Luís Carlos foi cassado porque ele tem ódio e horror de médico e não é pouco. Não sou maluca e sei que em todas as profissões existem os bons, os maus, os competentes e incompetentes, mas uma categoria inteirinha ser o satanás não dá pra engolir. Revalida é revalida (o aspecto é global) e prova de residência é outra coisa, meu chapa: V~e condições básicas para uma especialidade. Não pense que todo mundo é bocó, que não somos não.

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