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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Paulo Moreira Leite: IDH é mosca na sopa conservadora

31 de julho de 2013 às 18h58

por Paulo Moreira Leite, no seu blog, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

No início de junho, quando o MPL foi às ruas pedir a anulação do aumento da passagem de ônibus, eu não poderia deixar de aplaudir. Era mais do que razoável.

Uma semana depois, quando a PM paulistana transformou o protesto num banho de sangue, as famílias se juntaram a seus filhos e netos para defender a democracia. Palmas para todos.

O que veio um depois é um processo contrário e confuso, cuja origem e consistência aguardam explicações.

As grandes cidades brasileiras foram ocupadas por multidões que criaram um novo ambiente político. Prefeitos, governadores e a presidência da República foram colocados contra a parede. O mesmo aconteceu com o Congresso. A violência e o vandalismo incluíram ataques ao Itamaraty, à prefeitura de São Paulo. Semanas mais tarde, o governador Sérgio Cabral enfrentou situação semelhante – e mais dura.

Protesta-se contra o que e contra quem?

Aplicando uma sociologia automática, a maioria de nossos analistas justifica os protestos a partir de uma analise apocalíptica.

Como se o Brasil fosse a Espanha em desmanche social, ou os Estados Unidos no pior momento da crise do pós-2008, explicou-se a mobilização, o “monstro”, “a rua”, como o movimento necessário num país em atraso insuportável, num momento histórico de tragédia. Só restava ajoelhar e rezar.

O problema é que a divulgação de dados sociais e econômicos mais recentes mostra que em 20 anos país progrediu de forma notável.

Num país que protesta, os dados merecem uma festa.

Falando de fatos objetivos: o Índice de Desenvolvimento Humano avançou 47,5% e saiu do nível “muito baixo” para se acomodar em patamar considerado “alto”. A desigualdade caiu, a expectativa de vida aumentou. A qualidade de vida tinha nível muito baixo em 85% das cidades. Esse número é de 0,6% em 2010. Pergunte a um estatístico qual a redução ocorrida. Prefiro uma imagem. Se antes ocupava 86 andares de um edifício de 100 pavimentos, o “muito baixo” agora não ocupa um único patamar inteiro. Deu para notar. Então repito: o que era 86 agora é menos do que 1.

O discurso oficial sobre os protestos talvez pudesse ser inteligível se essas melhoras tivessem ocorrido à margem do Estado, como obra do empreendedorismo de cidadãos abnegados num país de autoridades omissas e desonestas.

Errado.

O progresso ocorreu em 20 anos de regime democrático, o mais amplo e duradouro de nossa história, quando autoridades políticas são eleitas pelo povo e não escolhidas nos quartéis.

As mudanças para melhor ocorridas nos últimos anos se tornaram possíveis com a Constituição de 1988, que criou direitos sociais e definiu o combate à desigualdade e a luta por um sistema de bem-estar como um dever do Estado.

Dizia-se que isso era paternalismo, populismo. Olha a piada.

As ideias da turma do impostômetro, aquela que vive da denúncia do Estado, que quer sua redução de qualquer maneira, ficaram longe das melhorias. Foram inúteis, adereços teóricos à margem do movimento real do país.

Passamos as últimas décadas ouvindo que um Estado com recursos é um estímulo ao desperdício, ao desvio, à corrupção – um entrave ao desenvolvimento.

O grande salto ocorreu quando a receita do Estado subiu, passando de 24% do PIB para 36% hoje. Ao contrário do que dizia a ladainha preferida dos nostálgicos da ditadura e seus tecnocratas, para quem o “Estado não gasta muito nem pouco, gasta mal”, a maior parte dos recursos foi bem empregada.

Claro que houve a corrupção, o desvio. Também ocorreram falhas de visão, planejamentos estúpidos.

Mas é bom colocar o debate no eixo real, sem perder a noção de proporção das coisas.

Este progresso, que coincide com os governos de FHC e Luiz Inácio Lula da Silva, não merece ser debatido em termos de Fla-Flu.

Fernando Henrique foi capaz, sim, de garantir a estabilidade da moeda e condições mínimas para o funcionamento do Estado. Ajudou a consolidar o sistema financeiro, necessário para o desenvolvimento.

Mas o IDH não deu o salto – o que era 86 virou menos que 1 – porque se gastou pouco. Isso Roberto Campos já fizera em 64, com auxílio das baionetas militares.

A mudança ocorreu porque o Estado realizou ações em profundidade para favorecer a distribuição de renda, proteger o salário e os direitos dos trabalhadores, o financiamento do crescimento, o investimento no mercado interno. Se for para usar expressões econômicas, se FHC soube economizar, Lula soube dividir. São missões difíceis e desafiadoras.

Mas o debate não é pura economia.

Quando o mundo veio abaixo, em 2008, o governo brasileiro não reagiu com receitas clássicas de cortar despesas, encolher investimentos e jogar a miséria nas costas do povo. Recusou-se a transformar o Brasil numa Grécia. Rejeitou medidas tradicionais que iriam acelerar a recessão. Comparando a reação do governo FHC às crises e a reação de Lula, um estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, notou a diferença. No governo do PSDB, tomavam-se medidas que favoreciam o ciclo da atividade de econômica. Crescer quando o mundo crescia, cair quando o mundo caia.

No governo Lula, agiu-se no contra-ciclo. Se havia o risco de recessão, investiu-se no crescimento, para impedir que o país fosse abaixo

O último ano do IDH é 2010, final do mandato de Lula, quando o país crescia a 7% e a maioria das políticas sociais do país de hoje amadureceram.

Falando com clareza: os dados do IDH, que retratam um período que se encerra em 2010, registram uma colossal derrota do pensamento antidemocrático brasileiro. Não sobra nada. E é por isso que, mais do que nunca, este pensamento se volta contra a democracia. Nesse terreno, da liberdade, do confronto de ideia, ele tem dificuldade para vencer. E isso é imperdoável.

Querem interromper a história, para tentar que seja reescrita.

E é esta a questão que se coloca agora.

O país vive um ambiente de protesto e mobilizações radicais como há muito não se via.

Até o governo admite que ocorreram omissões importantes e casos graves de incompetência na definição de políticas públicas. Políticas urgentes – como a saúde pública – só foram definidas com atraso.

O mesmo se pode dizer para a educação e outras melhorias urgentes. Mas é bom tomar cuidado com crises artificiais e pensar quem ganha com isso.

É bonito falar em gestos “simbólicos” que em teoria se destinam a “denunciar o capitalismo,” como quebrar vidraças de bancos. Mas é muito mais efetivo, do ponto de vista do povo, reduzir a taxa de juros e ampliar o crédito popular, por exemplo.

Nós sabemos que a violência policial é uma tragédia que atinge tantas famílias brasileiras. Deve ser apurada, investigada e punida.

O caso Amarildo é uma vergonha sem tamanho.

Mas vamos combinar que no Rio de Janeiro, Estado onde se constroem as UPPs, a primeira resposta coerente de autoridades brasileiras ao crime organizado, o ataque indiscriminado à polícia é uma forma de dar braço às milícias, aos bandidos, aos grandes traficantes, certo?

Tudo isso em nome do que mesmo?

Não é difícil saber o que é melhor – ou menos ruim – para o povo.

Com a baderna estimulada, glamourizada, estamos falando em ações que, cedo ou tarde, irão estimular operações repressivas de maior envergadura. E aí, como aconteceu nos protestos contra o aumento dos ônibus, nós sabemos muito bem quem serão atingidos e prejudicados pela falta de liberdade.

Isso porque o clima de baderna ajuda a tumultuar o sistema político.

A eleição de 2014 está aí, quando o eleitor terá a oportunidade de fazer seu julgamento e suas opções. Os protestos mudaram o jogo e podem mudar muito mais.

Há um movimento subterrâneo em curso, porém.

O que se quer é apagar a redução de 86 para menos que 1 e fingir que ela não ocorreu.

O estímulo direto às manifestações mostra até que ponto a turma do Estado mínimo pode caminhar em seu esforço para barrar um processo que contraria interesses materiais e convicções ideológicas. Pode até fingir-se de anarquista.

A presença ambígua de agentes de vários serviços de informação nas mobilizações ameaça ganhar um caráter perigoso, imprevisível, como acontecia às vésperas da grande derrota democrática de 1964, quando marinheiros, cabos, sargentos foram infiltrados para jogar sua energia contra o governo João Goulart.

Alguns eram reacionários bem treinados, prontos para ajudar a serpente da ditadura em seu veneno. Impediam acordos, soluções negociadas e pactos construtivos. Outros eram jovens radicalizados, estimulados ao confronto direto por uma compreensão errada da conjuntura e suas armadilhas, como aconteceu com tantas lideranças respeitáveis ligadas ao movimento operário e popular.

Os números do IDH mostram para onde o país quer andar. Também apontam um caminho. Só não vê quem não quer.

 Leia também:

As mudanças no mapa do IDH brasileiro

IDH municipal no Brasil aumenta 47,5% em 20 anos

 

21 Comentários escrever comentário »

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Wagner Almeida

06/08/2013 - 11h42

Realmente o Brasil, merece parte dos elogios, mas para ter uma melhor transferência de renda precisa atuar em diversas frentes, lembrando sempre que os programas assistenciais, são necessários e eficientes a curto prazo, mas são os projetos ligados à educação que melhor distribuem a riqueza no longo prazo.Mas claro que não é somente isso, é fundamental ter uma visão mais holística do todo e efetuar reformas e praticar políticas que não concorram entre si, otimizando assim uma verdadeira e efetiva equidade entre os seus cidadãos, ratificando assim que o desenvolvimento econômico não acontece sem o desenvolvimento social, ambos devem caminhar juntos.Queremos equidade na riqueza e não na pobreza.

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Lucila

02/08/2013 - 17h15

Esse dado é digno de comemoração pelo governo do PT: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152174324659968&set=a.10150443592879968.455596.741874967&type=1&ref=nf
Mas, não nos esqueçamos que ainda somos um dos países mais desiguais e que, por isso, há gente na rua…

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Alex Back

02/08/2013 - 14h34

Que texto medíocre!

O fato de que “em 20 anos o país progrediu de forma notável” apenas permitiu a muitos perceber o quão pouco é feito com “a receita do Estado que subiu, passando de 24% do PIB para 36% hoje”.

O autor simplesmente ignora, atropela, passa por cima do fato de que 42% do orçamento federal é destinado ao pagamento de juros e amortização de dívidas. Ou seja, CADA BRASILEIRO TRABALHARÁ QUASE 2 MESES DO ANO DE 2013 EXCLUSIVAMENTE PARA PAGAR JUROS E DÍVIDA. Dívidas que todos sabem que foi gerada com base em péssimo gerenciamento e corrupção. Transferência de capital que flui no sentido de baixo pra cima da pirâmide social.

Com toda essa dívida contraída, todo esse fardo, o “progresso notável” não deveria ter acontecido muito mais rápido do que 20 anos? 2 meses de suor sem poder separar um real sí, nem um mísero copo de água?

As melhoras no Brasil permitiram à uma grande parcela da população acordar e perceber o quanto ainda há a ser feito. O quanto é espoliada.

O Brasil sente a necessidade de um projeto real de soberania, apenas não conseguiu ainda verbalizar isto (em parte pela própria falta de consciência sobre seu desejo, em parte pela mídia golpista que verbaliza o que não foi dito).

Paulo Moreira Leite, se pra você já está bom assim, ótimo. Pra mim não está.

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Jane Machado

02/08/2013 - 14h23

Análise correta. Parabéns

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abolicionista

02/08/2013 - 09h30

Certo, “O país vai andar”, mas alguém sabe para onde?

As grandes cidades são infernos tomados pela especulação imobiliária, taí uma causa para os protestos.

O metrô de São Paulo, poderia ser rebatizado Inferno de Dante, não ficaria devendo. O apartheid social vigente no Brasil está ganhando tintas de barbárie, e qualquer festa pública degenera em violência.

O país cor-de-rosa das planilhas não está na realidade. Essa mostra um povo brutalizado, uma massificação consumista gigantesca, a ausência de perspectivas de futuro, um capitalismo baseado na superexploração de matéria-prima, a desagregação e a cooptação dos movimentos sociais, o empacamento das reformas de base.

Crescimento baseado na aniquilação das forças políticas é o preço a pagar desde Tatcher, mas talvez não estejamos disposto a pagá-lo.

O autor entrega o jogo no final: “A eleição de 2014 está aí, quando o eleitor terá a oportunidade de fazer seu julgamento e suas opções. Os protestos mudaram o jogo e podem mudar muito mais.” É a lógica da urna em ação, o pensamento cofrinho. Depois da reeleição, a ladainha vai continuar. E a excelência dos números continuará ocultando a barbárie real, até a próxima eleição. É o moto-contínuo do discurso governista…

Ou seja, voltem para suas casas, trabalhem, comam, durmam, copulem e… votem. Como se a única ação política possível fosse apertar um botão. Como o PT chegou a isso? Esquecemos do passado, da democracia direta? É preciso, urgentemente, reconquistar o direito à política.

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    Lucila

    02/08/2013 - 11h14

    “Ou seja, voltem para suas casas, trabalhem, comam, durmam, copulem e… votem.” Nesse meio tempo, comprem, porque precisamos fomentar o mercado… Sério, não quero criticar o governo o tempo todo. Mas está na hora dos analistas e o poder público abrir mão do jogo político e fazer política. Se não, corre o risco de descer ladeira abaixo, para trás, mesmo. E será inútil culpar o povo que foi à rua, pressionado pelo inferno urbano, quando nada se fez para exorcizar os demônios.

    abolicionista

    02/08/2013 - 18h51

    E o pior é que fazem acusações sem nenhum conhecimento de causa, dizem que o MPL só apareceu agora. O MPL cansou de apanhar da polícia, já tem dez anos de existência. É a lógica eleitoral suplantando a política, triste de ver. O problema é que, depois da reeleição, o governismo fica sem objetivo. É como se tudo se resolvesse. Se é para pensar a longo prazo, como eles sugerem, acho necessário pensar no que pode ocorrer após a reeleição. Mas não, é submeter-se ou vestir a carapuça do inimigo. São eles os coxinhas…

J Souza

02/08/2013 - 09h05

Apesar de se reconhecer os avanços que o “apaixonado” articulista cita em relação aos governos FHC e Lula, principalmente na área da Educação (básica com FHC e médio-técnico e superior com Lula), e dos “bolsa-isso”, “bolsa-aquilo”, não se pode deixar de admitir que o povo não aguenta mais esses governos neoliberais.
Não foi à toa que os atos de violência, quando existiram, dos “alienados” “coxinhas” foram contra os bancos (agências bancárias) e contra (concessionárias de) multinacionais de automóveis. Automóveis, aliás, que nem mesmo com um ano de salário a maioria dos manifestantes poderia comprar.
Enquanto estrangula os serviços públicos para pagar juros da dívida “eterna”, o governo neoliberal de plantão corta os poucos impostos que os ricos pagam.
O povo não pode pagar por segurança particular ou saúde particular como os ricos. E os “coxinhas” reclamam com razão. Querem mais! E estão certos em querer! Quem mandou educá-los e dar a eles internet!?
E isso sem falar nos JUROS, QUE SÃO OS IMPOSTOS QUE OS POBRES PAGAM PARA OS RICOS!

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pereira

01/08/2013 - 21h46

Quem fez essa conta para tu Kramer, e só uma pergunta você tem quantos anos de idade.

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Benedito

01/08/2013 - 13h45

Um chamado à democracia, à verdadeira democracia, aquela com participação de todos. PML, mais uma vez, tentando abrir os olhos de quem teima em não ver.

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Lucila

01/08/2013 - 12h13

Sério e franco, eu não consigo entender como tantos analistas só têm esses conselhos para dar: voltem para casa! As coisas estão bem! Cuidado com a direita! São ingenuidade esses atos simbólicos! Lembrem 64!
A impressão que eu tenho é que quem mais tem de aprender com a história são os governantes. Até entendo o papel da mídia progressista em alertar a população, mas não considero os conselhos, assim, tão analíticos.
Fico pensando: se tivesse havido maior participação popular nos últimos vinte anos, não teriam sido sanados esses problemas estruturais na saúde e na educação que não permitiram um desenvolvimento verdadeiramente revolucionário? É apenas um pensamento, porque sei que, há depender da mídia dos últimos vinte anos, essa participação nunca ocorreria.
Aí, finalmente, a internet está gerando a revolução na informação que todos previram e ansiaram. Mas fica-se com receio do novo, por assombrações do velho…
Se o poder público tem noção das forças ocultas em andamento, há de se mobilizar para impedi-las. Por meio da repressão a população não me parece à forma mais inteligente.
Diz-se que não há crise… Bem, não sei vocês, mas, eu, que mesmo passando ultimamente a maior parte de meu tempo em casa, só em olhar pela janela vejo uma situação crítica. Em que pese o incrível desenvolvimento nos últimos vinte anos, o país ainda se encontra entre os mais desiguais do mundo. E isso é sentido diretamente pelo povo, de qualquer classe social, no trânsito, na escola, no trabalho, no lazer, na cultura, na saúde e na doença… Tudo isso se dá com violência. Como vocês querem que não se reaja a isso, quando se tem informação, graças à internet? Não, uma TV LCD 42” comprada pela redução do IPI não preenche esse vazio, apenas o corrompe.
E para as inúmeras pessoas de esquerda ou desses novos posicionamentos ideológicos que surgem e/ou se renovam, mas que querem justiça social, o poder público que tem sido ingênuo/conivente com a direita e/ou conservadorismo que alimenta… Quem deveria ouvir quem nessa discussão?
Podem acreditar, sei que os blogs e os tuiteiros progressistas estão todos em estado de desconfiança com qualquer crítica, mas eu continuarei votando no PT para o executivo nacional, enquanto o PSTU não amadurecer ou houver a reforma política (o que vier primeiro). Só que eu acho que, sem o povo na rua, o PT continuará tocando a bola no meio de campo, com um bando de macacas de auditório aplaudindo da arquibancada, com seus ipads, smarthphones, etc. e uma retórica embolorada.

Responder

Renato

01/08/2013 - 11h39

Parece que os hackers direitistas derrubaram novamente o site do PML.

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leprechaun

01/08/2013 - 11h33

se eu entendi bem a opinião do autor pra mim resume bem a opinião petista:

– ainda que os protestos sejam bacanas é hora de parar, ou melhor, nem que les nem tivessem acontecido, pq como um sociedade calma e tranquila, que traduz-se na palavra democrática, o governo consegue implementar mais facilmente sua política que baixou o tal “86 pra 1”
– a reboque desse argumento, a baderna que é sinônimo de radicalismo, gera um ambiente conturbado que favorece a repressão e impulsiona forças adversárias, nesse sentido, foi o radicalismo + elementos infiltrados que bloqueavam a ação do governo João Goulart os principais responsáveis
pelo golpe de 64.

– questionar e atacar a polícia favorece apenas o crime organizado e as milícias, nesse contexto o autor considera as Upp´s o primeiro programa de real combate ao crime organizado e afirma que para a população pobre a polícia é um mal menor.

será que os petistas creem mesmo que é possível mudar as estruturas de cima para baixo? ainda que necessidades básicas tenham que ser urgentemente sanadas o que o autor considera qualidade de vida para além do mundo do consumo, o mundo maravilhoso do consumo é ele próprio qualidade de vida (ao mesmo tempo em que ele afirma que saúde e educação são capengas)? e pra finalizar, construir um estado de bem estar social estilo europeu não seria inviável na periferia no momento em que o centro desmorona, não é apostar demais na ‘política’ e ignorar o ‘sujeito automático’ da reprodução (o fundamental da obra de Marx) e a dialética? para o capital se reproduzir positivamente no centro ele precisa se reproduzir negativamente no resto, como inverter essa lógica? ou os petistas acreditam que é possível que ele se reproduza positivamente na totalidade?

Responder

Maria Izabel L Silva

01/08/2013 - 09h45

E agora coxinhas? “Protesta-se contra o que e contra quem?” Boa pergunta. As políticas sociais e econômicas dos últimos 20 anos estão estavam corretas por que apresentaram resultados positivos. No ultimo decênio, os gastos sociais mais do que dobraram e o país avançou. Avançou em todos os itens…Ontem a Globo News apresentou um programa apocaliptco em que a entrevistadora e os entrevistados se esforçavam para comparar o Brasil com o Egito. E para dizer que, como no Egito, o “povo” pode derrubar os polÍticos corruptos. Eu nunca vi na TV brasileira uma reunião de canalhas tão cínicos e desonestos como essa. Tome vergonha coxinha! “Ver se afasta seu mal, seu astral que se arrasta tão baixo no chão…” (Gilberto Gil em Pessoa Nefasta”).

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Marmeladov

01/08/2013 - 09h40

O Brasil, hoje, está muito melhor que no governo FHC. Hoje na favela existem televisões LCD, micro-ondas e geladeira com freezer.

Responder

    Mágda Carvalho

    02/08/2013 - 17h31

    Que famílias você visita em que favela? A classe C sim, está gastando mais – e trabalhando mais, também, porque eles não têm medo nem vergonha de ganhar dinheiro e progredis. Favela é outra coisa. É miséria. Nem na pobreza asséptica das novelas globais os probres têm todo esse conforto. Os pobres que eu conheço, na vida real, então…

Roberto Locatelli

01/08/2013 - 09h25

Êita, será que os hackers tucanos atacaram outra vez o blog do Paulo Moreira Leite?

http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE

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Antonio - SP

31/07/2013 - 19h48

Paulo, quem é a vóz do estado mínimo?

A imprensa conservadora brasileira, o tal de PIG – Partido da Imprens Golpista.

Qual o remédio para esse tipo de mal? Uma lei decente e democrática de mídia.

A Presidenta Dilma acha que questão de mídia no Brasil se resolve com o uso do controle remoto.

Aí está o resultado desse visão capenga.

Responder

Matheus Kramer

31/07/2013 - 19h09

Pois cresceu mais nos anos FHC, 24%, que nos anos Lula, 18%!

Responder

    Teo Ponciano

    31/07/2013 - 23h55

    Acho que no teu caso vai ser necessário desenhar.
    Parece que tua única fonte é o site do psdb.
    No entanto eu entendo uma visão limitada com um horizonte tão restrito.
    Convém ler mais.

    Luis Roberto

    01/08/2013 - 08h22

    Teo…. acho que é fácil desenhar, aliás já está desenhado. É só mostrar ao amigo os três mapinhas 91/2000/2010… acho que ele vai entender, né?

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