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Leonardo Severo: Mídia privada faz “guerra psicológica” na Venezuela

16 de abril de 2013 às 10h48

Venezuela com Maduro: Crianças jogam futebol, o vendedor de sapatos Guerman Varela e a estudante de Odontologia Débora Antequera felizes com a vitória. Fotos: Joka Madruga

por Leonardo Wexell Severo, de Caracas, no ComunicaSul

“Há uma guerra psicológica para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Pelas ruas da capital venezuelana, em meio à estridente convocação do candidato oposicionista Henrique Capriles – com a sua parafernália midiática – para que a população não reconhecesse a derrota eleitoral, presenciamos nesta segunda-feira (15) de ressaca pós-eleitoral, a maior das naturalidades, com meninos jogando futebol, a simpatia dos habitantes e o trânsito caótico de sempre.

“OPOSIÇÃO SERVIL AO IMPERIALISMO”

Ao comparecer ao Conselho Nacional Eleitoral, onde foi declarado presidente eleito, Nicolás Maduro disse confiar na sabedoria popular ao não cair no jogo de uma “oposição servil ao imperialismo”.

Maduro avalia que o delírio golpista é próprio dos que são vítimas de uma “overdose de ódio e de vingança, dos que querem acabar com uma revolução que é símbolo de amor”.

Mas o ódio de Henrique Capriles à revolução bolivariana é proporcional à sua submissão aos EUA que, carente de petróleo, busca novamente tomar de assalto as maiores reservas provadas do “ouro negro” do mundo.

Assim como usou bombas contra o povo líbio e iraquiano, o império se utiliza do bombardeio midiático para se apropriar das imensas riquezas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), colocada por Chávez em função dos interesses da nação. Os ativos da estatal alcançaram cerca de US$ 115,9 bilhões no final de 2012, com um incremento de 18% sobre 2011.

No total, os ativos mundiais da empresa somaram mais de US$ 218,42 bilhões, e cresceram cerca de US$ 36,27 bilhões em relação a 2011. Os rendimentos de 2012 foram de US$ 124,4 bilhões, o lucro bruto ficou em torno de US$ 28,8 bilhões e o lucro líquido atingiu US$ 4,2 bilhões. Projetando o futuro, os investimentos realizados pela PDVSA alcançaram mais de US$ 24,5 bilhões, com um aumento de 36% em relação a 2011.

É justamente esta injeção de recursos que vem possibilitando que o país trilhe o caminho do desenvolvimento ampliando conquistas e direitos. Conforme o coordenador Internacional da Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, do Campo e da Pesca da Venezuela (CBST), Jacobo Torres, em maio entrará em vigor a nova Lei Orgânica do Trabalho, que melhorará as condições de vida dos trabalhadores.

Entre outros avanços, o texto reduz a jornada para 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina a demissão sem justa causa, estabelece licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz.

PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Ostentando um boné chavista do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), German acredita que a revolução estimulou as pessoas a pensarem com a própria cabeça e que chegou a hora de, mais do que caminhar com os próprios pés, “acelerar na construção de uma nova sociedade”.

Cursando o segundo ano de odontologia, Débora Antequera considera que o principal legado de Chávez foi a “grande atenção que deu aos mais pobres, particularmente com as missões sociais”, por meio de investimentos na saúde e na educação públicas. Caminhando sorridente pelas ruas de Caracas, Débora explica porque a cidade foi eleita “capital da alegria”: “temos confiança e esperança num futuro melhor”.

Com 78 anos “bem vividos”, Henry Avendaño León, aposentado que começou a trabalhar no dia 27 de julho de 1954, lembra que “um dia depois, nasceu Chávez”. “Desde que o presidente assumiu, nunca deixou de nos assistir e isso é muito importante, porque prometer é diferente de cumprir. Chávez sempre cumpriu. Eu fiquei de 1995 a 1998 lutando sem nada e foi só com o triunfo da revolução que comecei a receber minha aposentadoria”, declarou.

Vendedor de camisetas e militante do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Luiz Alvares avalia que o resultado eleitoral “reafirma a democracia, a participação e o protagonismo dos venezuelanos neste processo de mudanças rumo ao socialismo”.

Para Alvares, a vantagem de cerca de 2% dos votos de Maduro sobre o direitista Henrique Capriles se deveu a “uma espécie de triunfalismo”, uma “confiança” que acabou desmobilizando parte da militância. Agora, defende, “é o momento de radicalizar mais o processo e investir no fortalecimento político-ideológico da nossa condução para aumentar o nível de consciência do nosso povo”.

Ao mesmo tempo em que alguns países desenvolvidos estão promovendo a redução dos direitos sociais e trabalhistas, em maio entrará em vigor na Venezuela a nova Lei Orgânica do Trabalho, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Empresas e estabelecimentos comerciais tiveram um ano de prazo para adaptar-se à nova norma, que substituirá a legislação vigente desde 1936.

Entre outros avanços, o texto estabelece uma jornada de 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina-se a demissão sem justificativa, constitui-se um Fundo Nacional de Prestações, se estabelecem licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz
Comerciante, Doris Alvarez disse que votou para “seguir adiante um processo que defendeu e continuará ampliando o direito das mulheres”.

“RESPOSTA CONTUNDENTE AOS GOLPISTAS”

Estudante de comunicação social na Universidade Bolivariana, Reni Marrero, pegou seu megafone e convocou amigos e simpatizantes para ir às ruas “defender o resultado apurado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. “Esse é um ato de civismo e uma resposta contundente aos que querem desacatar a decisão das urnas divulgada pelo CNE, num processo eleitoral reconhecido internacionalmente, inclusive pelo Centro Carter, de referência para o mundo”.

Coordenadora de Políticas Especiais da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), Jaqueline Romero, contesta os “monopólios privados de comunicação, que repetem há 14 anos a mesma ladainha em defesa dos milionários e de seus bens”. “Estou mobilizada em favor de Maduro porque este processo é das grandes maiorias contra a oligarquia e precisamos defendê-lo até com nossas vidas, se preciso for. Este foi o legado que nos deixou Chávez”, frisou.

Professora do programa de Formação Social da UBV, Yajaira Machado lembra que a revolução bolivariana utilizou os recursos do petróleo para fomentar o crescimento econômico com justiça social. “Na saúde, tudo era privatizado. Os trabalhadores não tinham direitos, o salário era muito baixo e muitas pessoas não tinham sequer o que comer. Hoje estamos caminhando rumo ao futuro. Infelizmente, o candidato da oposição não reconhece esses avanços e usa a mídia privada para nos enfraquecer. Mas a revolução segue ainda mais fortalecida”, sublinhou Yajaira.

Para o articulista Clodovaldo Hernandéz, ao escolher Nicolás Maduro para sua sucessão o presidente recém-falecido acertou, “inclusive na hora terrível de ditar as instruções a seguir logo após sua morte”. “Até desde esse presumível nada que significa a morte, ele é capaz de construir algo. Chávez soube ver o povo aonde outros viam um espaço vazio”.

Leia também:

Breno Altman: Os obstáculos diante do chavismo

 

40 Comentários escrever comentário »

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Maximilien Arveláiz: O que a oposição na Venezuela quer - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/05/2013 - 14h17

[…] Leonardo Severo: Mídia privada faz “guerra psicológica” na Venezuela […]

Responder

Professor diz em carta que O Globo mente sobre Venezuela - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/04/2013 - 16h53

[…] Leonardo Severo: A mídia privada e a “guerra psicológica” na Venezuela […]

Responder

Jose Mario HRP

18/04/2013 - 06h25

A direita venezuelana e suas obras!
Caprilles, esse homem foi morto por voce:

Responder

Jose Mario HRP

18/04/2013 - 05h19

Don Curro y su pequeño marionete:

Responder

FrancoAtirador

18/04/2013 - 04h00

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CAPRILES VERDOLENGO, O CANDIDATO TOMATE, NÃO FORMALIZOU

PEDIDO DE RECONTAGEM DE VOTOS NA JUSTIÇA VENEZUELANA.

TUDO NÃO PASSOU DE UM ODIOSO GOLPE MIDIÁTICO DA DIREITA

QUE LEVOU 8 PESSOAS À MORTE E DEIXOU DEZENAS DE FERIDOS.
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O jogo perigoso de Henrique Capriles e da oposição venezuelana

Candidato opositor se nega a reconhecer derrota,
apesar da votação ter sido legitimada por observadores internacionais

Por Salim Lamrani*, de Paris, no OperaMundi

Depois da vitória eleitoral de Nicolás Maduro no dia 14 de abril de 2013, Henrique Capriles Radonski repudiou o sufrágio popular e convocou seus partidários a “expressarem a raiva” e a “frustração” nas ruas, exigindo a recontagem total dos votos. “Descarreguem toda essa indignação”, declarou em uma coletiva de imprensa televisionada pelo canal Globovisión, convocando manifestações massivas contra a autoridade eleita do país.

As consequências do chamado do líder da oposição foram dramáticas. Pequenas facções da extrema direita assassinaram oito pessoas, entre elas seis militantes socialistas que celebravam a vitória de seu candidato e um policial. Sessenta e uma pessoas ficaram feridas.

Agência Efe

Capriles contesta resultado de eleição, mas não apresenta pedido oficial de recontagem dos votos ao CNE

Uma militante do partido governamental PSUV foi queimada viva e se encontra em estado crítico. Luisa Ortega Díaz, procuradora-geral da República, condenou os atos de violência. “A incendiaram viva. Atentem para os níveis de agressividade e de violência que um grupo de pessoas têm nesses momentos ”.

Diversos centros médicos foram queimados, símbolos dos programas sociais que Hugo Chávez lançou, assim como escritórios da empresa nacional de telecomunicações CANTV, armazéns alimentícios do governo (MERCAL), e empresas de produção e distribuição de alimentos (PDVAL) que pertencem ao Estado, além de numerosos serviços públicos e outros comércios. Capriles, também governador do Estado de Miranda, investiu publicamente contra Tibisay Lucena, presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). “Ela tem de perceber que as decisões erradas aumentam os conflitos que existem hoje no país. A senhora tem a responsabilidade de enfrentar os venezuelanos”. Depois dessas declarações, a oposição cercou a residência da presidente do CNE, que necessitou de intervenção policial.

Sem pedido formal

A procuradora-geral condenou firmemente a atitude de Capriles. “Se o candidato que não foi beneficiado pelo povo não está satisfeito com o resultado, ele deve procurar a via jurídica, o Tribunal Superior de Justiça, mas até esse momento, o candidato não postulou nenhum recurso frente ao CNE, exigindo seu direitos, ou argumentando quais são os elementos que considera que devem ser revisados pelo órgão. Ele deveria primeiro postular [ao CNE] e não convocar ações violentas de rua […]. Atentar contra o Mercal, Pdval, CDI [centros médicos] e os serviços públicos que o Estado venezuelano presta é atentar contra o povo”.

O vice-presidente, Jorge Arreaza, confirmou essas declarações e informou que a oposição, apesar de suas declarações públicas, não realizou nenhum trâmite formal para exigir uma auditoria completa da eleição. “A auditoria dos 54% foi exata. Para auditar os 46% restantes, é necessária uma solicitação formal. Não o fazem para gerar violência”. De fato, como estipula a legislação, os 54% dos votos foram recontados automaticamente no mesmo dia.
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O presidente Nicolás Maduro, cuja eleição foi reconhecida por toda América Latina, a União Europeia e uma grande parte da comunidade internacional, e que se declarou favorável a uma recontagem dos votos desde que a oposição faça uma solicitação formal, condenou severamente os atos de violência. “Quem pretende violar a maioria em uma democracia está é convocando um golpe”, advertiu.

Segundo ele, a oposição se encontra agora à margem da Constituição e da lei” , e terá que responder por seu atos perante a justiça. Maduro também acusou explicitamente Capriles de ser responsável pela situação: “O senhor é responsável pelos mortos que estamos velando hoje […] e tem que responder por tudo o que fez”.

Capriles, que não deixou de acusar de parcial o Conselho Nacional Eleitoral durante a campanha presidencial, tinha-se mostrado muito mais indulgente em relação ao órgão durante as eleições regionais de 16 de dezembro de 2012. Existia uma razão para isso: o CNE o declarou vencedor no Estado de Miranda e ele celebrou a decisão. Depois do resultado apertado de 14 de abril de 2013 – 213.473 votos de diferença a favor de Maduro (50,75%) -, Capriles repudiou o sufrágio popular. Não obstante, durante sua eleição como governador (51,86%), a diferença com seu opositor de esquerda Elías Jaua foi de apenas 45.111 votos de um total de mais de dois milhões. No entanto, Jaua aceitou sua derrota.

Os meios de comunicação ocidentais têm ocultado cuidadosamente os chamados de Capriles à violência. A título de comparação, imaginemos um instante que depois de sua derrota eleitoral de maio de 2012, o presidente derrotado Nicolas Sarkozy tivesse se negado a reconhecer a vitória de Hollande por causa do resultado apertado (3,28% de diferença), e tivesse chamado seus partidários a sair às ruas para “expressar sua raiva” e que os manifestantes tivessem assassinado seis militantes do Partido Socialista e um policial. Teria sido noticia?

A oposição venezuelana, pela voz de Capriles, que não apresentou em nenhum momento provas factuais e não empreendeu nenhum trâmite legal para contestar a eleição , parece apostar na radicalização que já levou a orquestrar um golpe de Estado em abril de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez, com a participação ativa da administração Bush que foi a única, além da Espanha, a reconhecer a junta golpista de Pedro Carmona Estagna, atualmente um fugitivo da justiça refugiado na Colômbia.

O próprio Capriles participou da ruptura da ordem constitucional, fazendo cerco à embaixada cubana e participando da prisão de Ramón Rodríguez Chacín, então Ministro do Interior e Justiça do governo legítimo. Capriles foi julgado e esteve vários meses na prisão. A direita venezuelana acaba de receber um apoio importante à sua empreitada desestabilizadora: os Estados Unidos, que se negam a reconhecer a eleição de Nicolás Maduro.

*Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Universidad de la Reunión e jornalista, especializado em relações entre Cuba e os Estados Unidos. Seu último livro se intitula The Economic War Against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade, New York, Monthly Review Press, 2013, com prólogo de Wayne S. Smith e prefacio de Paul Estrade.
Página no Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficiel


SOB OS HOLOFOTES, CAPRILES CONTESTA RESULTADO DE ELEIÇÃO,
MAS NÃO APRESENTA PEDIDO OFICIAL DE RECONTAGEM DOS VOTOS

(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/28415/o+jogo+perigoso+de+henrique+capriles+e+da+oposicao+venezuelana.shtml)

Responder

Fabio Passos

17/04/2013 - 20h18

Os ianques criticando a Venezuela e muito ridiculo.
As eleicoes nos eua sao uma melda. rs

Gore x bush foi o maior achincalhe da historia, mas toda eleicao nos eua e confusa e com baixa participacao.

Os ianques nem disfarcam mais seu apoio aos golpistas.

Responder

Mario

17/04/2013 - 12h40

Está na Folha:

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de MaduroSamuel Pinheiro Guimaraes, Olívio Dutra e Roberto Amaral desmentem alegações da oposição, apoiada pelos EUA e pela Espanha

Joka Madruga

Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul
Convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para acompanhar o pleito do último domingo (14/04) no país vizinho, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul; o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra; e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, foram unânimes durante entrevista em Caracas, nesta terça-feira, em reafirmar a “total legitimidade” da eleição do presidente Nicolás Maduro.

“Acompanhamos todas as etapas, uma vez que passamos a semana na Venezuela. O CNE explicou detalhadamente todo o processo, desde a sua construção e funcionamento, a sua rede, o voto eletrônico, a forma de aferição, a eficiência, a legitimidade e a objetividade”, declarou Olívio Dutra. Durante todo o período, ressaltou o líder gaúcho, ocorreram reuniões com os técnicos do órgão eleitoral que também trataram de especificidades jurídicas, esclarecendo a todos de forma pormenorizada. “Visitamos locais onde as urnas são aferidas, as instalações e várias seções eleitorais. Pudemos constatar muita responsabilidade e preocupação com a objetividade do processo. As eleições de domingo foram realizadas de forma eficiente e transparente, de forma que o eleitor tivesse consciência”.

Desde que o cidadão chega para votar, apontou Olívio, há cinco etapas distintas e separadas para garantir a mais completa privacidade, o segredo do voto, num formato de “ferradura” na sala de votação. Após apresentar a cédula de identidade e digital, o eleitor vai até a máquina escolher seu candidato na tela e confirmar o nome no monitor. A máquina então imprime o comprovante, o eleitor confirma o seu voto e coloca na urna. Depois assina o caderno de votação e pinta o dedo mindinho com uma tinta indelével.

“O resultado deu a vitória ao candidato oficial, Maduro, com uma vantagem inferior a 2%. Esta foi a verdade das urnas. Este é um dado objetivo”, sublinhou o ex-governador, contestando as alegações de fraude sustentada pelo candidato oposicionista, Henrique Capriles, que conclamou seus apoiadores e não reconhecerem o resultado. O pedido foi prontamente atendido e amplamente repercutido pelos governos dos Estados Unidos e da Espanha.

Numa sociedade “altamente politizada” como a venezuelana, ressaltou Olívio, estas foram eleições “disputadíssimas”, com amplas liberdades. “Nas ruas, nas rádios e televisões, nas bancas de jornais, vi uma demonstração de que há liberdade de imprensa. Inclusive, a grande maioria é de oposição e diz o que bem entende”.
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Para o ex-governador, a vitória do candidato chavista aponta para um “avanço na democracia da Venezuela”. “Que bom que esse exemplo possa se irradiar e que os problemas da democracia sejam resolvidos com mais democracia”. Olívio lembrou que a lisura do pleito foi destacada pelo conjunto dos observadores internacionais, que expressaram por escrito essa mesma opinião. “Ouvi a todos nas reuniões, ninguém colocou em dúvida a legitimidade do processo, que foi marcado pela eficiência, transparência e verdade”, acrescentou.
Renomado intelectual, autor dos livros Quinhentos anos de periferia e Desafios brasileiros na era dos gigantes, ex ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no governo Lula, Samuel Pinheiro Guimarães também sustenta que o resultado foi uma “vitória da democracia”. “Foram eleições absolutamente limpas, com amplíssima liberdade de imprensa, num processo de votação sem nenhuma restrição”. Conforme o embaixador, o sistema eleitoral venezuelano é “bem mais avançado do que o dos supostos países democráticos, como os Estados Unidos e a Espanha”.
Significado
Sobre o significado da vitória de Maduro para a integração latino-americana, Samuel analisa que a eleição do chavista dará “continuidade à orientação da política externa venezuelana em relação à América do Sul, com maior aproximação do Brasil e da Argentina e o ingresso da Venezuela no Mercosul, extremamente importante, uma garantia contra um golpe da direita”. Ele também destacou a relevância econômica da Venezuela para a integração ser potencializada.
Na avaliação do embaixador, neste momento, “a oposição procura deslegitimar, de todas as formas possíveis a vitória do PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela) e de seus aliados”. Pedir a recontagem de todas as urnas, disse, é algo que “não está previsto na legislação, nem é necessário”. Samuel lembra que esta “tentativa de desestabilização” tem se tornado um “clima permanente” na República Bolivariana. “Agora, como a diferença foi pequena, a oposição mobiliza apoios de alguns governos como o dos Estados Unidos e da Espanha, e algumas organizações como a OEA, que deram declarações que não reconhecem o resultado das urnas”, condenou.
Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia e vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, “mais do que eleitoral, as eleições mostraram um crescimento ideológico da direita, o que é muito preocupante”. “Isso está estampado nas declarações de Capriles e dos jornais que, contrariando as regras do jogo, se recusam como oposição a aceitar que perderam e prometem desestabilizar o país. Daí a importância das forças de esquerda de toda a América Latina acompanharem de perto esse processo”, asseverou.
Roberto Amaral disse ter visto nos dias que passou na Venezuela, “uma participação popular que há muitos anos não se vê no Brasil, num processo extraordinário, limpo, transparente e seguro. Muito mais do que o nosso, inclusive”.
Segundo o líder socialista, a vitória de Maduro fortalece a integração da América Latina, “na qual o Brasil está interessado”, enquanto a candidatura oposicionista representa a “anti-integração”, mais do que óbvia por seus estreitos vínculos com o governo dos Estados Unidos. “A eleição de Maduro fortalece o Mercosul muito além da economia, pois tem grande importância geopolítica. Representa a articulação da Venezuela, Argentina, Brasil, Equador, Bolívia e Uruguai, fundamentalmente, para que mantenhamos o avanço das forças populares e progressistas da América Latina”, concluiu.

Responder

José BSB

17/04/2013 - 12h31

Imaginem se o adversário do governo vence a eleição e um militante chavista, inconformado com a derrota, mata um eleitor do caprilles com um tiro na cabeça. Para variar, a cobertura da imprensa brasileira é um vexame e peca mais pela desonestidade do que omissão.
Outro fato ridículo é a manifestação formal da governo americano ao “recomendar” a recontagem dos votos. E não faltam coleguinhas brasileiros endossando a ideia.
A mídia brasileira deveria se render ao fato que a situação na Venezuela estaria muito pior sob o comando da oposição.
Por aqui, eduardo campos e aécio neves disputam o cargo de “caprilles” brasileiro.

Responder

Jose Mario HRP

17/04/2013 - 09h57

Procure o lugar onde Serra, Aloisio Nunes e Bob Freire estiverem e lá encontrarão conspiração contra o povo e o governo papular!
Mas se voce ver o Greraldo Opus Dei conversando baixinho pode crer que teus direitos estão por um fio!
Já a Thatcher se foi…..tarde!

Responder

José Paraná

17/04/2013 - 08h55

Assunto fora da pauta: tenho observado que, todas as noites, o Jornal da Band tem tratado da situação dos corintiados presos na Bolívia. Segundo a Band, a prisão é “arbitrária” e os brasileiros estão em “condições precárias”. Recentemente, uma adolescente brasileira de 15 anos foi detida no aeroporto de Miami (EUA) e só foi libertada após mais de três meses. A família não sabia o motivo da prisão. Ela foi detida em 27 de novembro, ao desembarcar, e teve que esperar até o dia 31 de janeiro por uma decisão do juiz americano. Não me lembro de ter visto na nossa grande imprensa qualquer manifestação de repúdio a esse fato. Qual será a diferença?

Responder

Mardones

17/04/2013 - 08h42

A contar pelo que o PIG faz do Brasil na tv, eu fico tranquilo em relação a Venezuela, pois se o povo votou em Maduro, então a missão cívica de Chavez está muito bem encaminhada. Aos PIGs só resta mesmo a tentativa – mais uma vez – do golpe. Vida ‘dura’ desse PIG.

Responder

FrancoAtirador

16/04/2013 - 23h45

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EM NOME DA PSEUDODEMOCRACIA NORTEAMERICANA
UNITED STATES QUEREM INCINERAR A VENEZUELA

Responder

    FrancoAtirador

    17/04/2013 - 00h13

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    Após mortes, Maduro promete “mão dura contra fascismo” e proíbe marcha

    Governo diz que mortos são chavistas.
    Dois eram militantes do PSUV nos Estados de Táchira e Zulia

    Por Marina Terra, de Caracas, no OperaMundi

    O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu nesta terça-feira (16/04) aplicar “mão dura contra o fascismo”, ao mesmo tempo em que denunciou que grupos opositores planejam um golpe de Estado, após atos violentos serem registrados no país. Até o momento o saldo é de sete mortos, 61 feridos e diversas instalações públicas, como centros de saúde, danificadas.

    Os CDIs (postos de saúde) de La Limonera, Oropeza e Trapichito foram incendiados, deixando um saldo de três mortos. Em La Limonera foi morto o militante chavista Luis Ponce, de 45 anos, por motoqueiros encapuzados. Dois militantes do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) foram assassinados nos Estados de Táchira e Zulia, além de um policial tachirense. Mais uma pessoa foi morta no Estado de Sucre.

    “Isso é responsabilidade daqueles que convocaram a violência, que desacataram a Constituição e as instituições (…) o plano é um golpe de Estado”, afirmou Maduro em cadeia nacional de rádio e televisão. Ele foi eleito presidente domingo (14/04), porém, o candidato derrotado Henrique Capriles pede uma recontagem dos votos como condição para reconhecer o resultado. Capriles ainda não formalizou o pedido ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

    Agência Efe

    Maduro disse que proibiu marcha em Caracas nesta quarta-feira para evitar sangue e morte na capital

    Conforme dita o regimento do órgão eleitoral, primeiro o candidato precisa apresentar um expediente administrativo e consignar a denúncia com todas as provas que possui. Em seguida, o CNE verificará o expediente e todas as provas incluídas e decidirá se dá razão ou não à solicitação de recontagem de votos. Em caso de negativa, o candidato ainda tem a possibilidade de enviar a solicitação ao Supremo Tribunal de Justiça.

    Frente ao ambiente de tensão, Maduro disse que não permitirá a realização de uma marcha opositora na capital, Caracas, para evitar mais violência nas ruas. “A marcha ao centro de Caracas não será permitida, vocês não vão encher de morte e sangue o centro de Caracas. Não vou permitir. Façam o que quiserem fazer. Usarei mão dura contra o fascismo e a intolerância”, continuou.

    “Essa marcha não vai entrar em Caracas. Não permitiremos outro 11 de abril”, afirmou o chavista em referência à tentativa de golpe de Estado de 2002. Na ocasião, houve uma marcha da oposição, na qual resultaram mortos, atingidos por franco atiradores não identificados.

    Mortos

    As reações de Maduro aconteceram após a fiscal geral da Venezuela, Luisa Ortega, informar sobre o número de mortos e feridos nos incidentes registrados nesta segunda-feira (15/04).
    “Faleceram sete venezuelanos, sendo um deles policial do Estado de Táchira. Um dos feridos foi queimado vivo”, afirmou Ortega.
    “Pretendiam matá-la queimada, atenção para os níveis de agressividade e violência dessas pessoas neste momento”, sublinhou.

    A fiscal geral disse que 135 pessoas foram detidas e que investigações contra os envolvidos estão sendo levadas a cabo.
    “Esses episódios podem ser configurados como instigação ao ódio, desobediência das leis e rebelião civil”, assinalou.

    (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28401/apos+mortes+maduro+promete+mao+dura+contra+fascismo+e+proibe+marcha.shtml)
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    Após a fala do Presidente eleito Nicolás Maduro,
    Capriles cancelou a marcha dos derrotados em Caracas
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    Maduro promove “foguetório” em resposta a “panelaço” opositor

    Eram 20h da noite em Caracas (21h30 em Brasília) quando o silêncio do bairro nobre de Altamira foi substituído pelo som de foguetes e panelas. Simpatizantes do presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, e do candidato derrotado na eleição presidencial, Henrique Capriles, ouviram seus chamados ao protesto, feitos nesta terça-feira (16/04).

    Se ontem o barulho do panelaço convocado por Capriles foi ouvido durante pouco mais de uma hora, hoje os fogos, acompanhados de músicas do cantor venezuelano Ali Primera – conhecido pelas canções de protesto –, da última campanha eleitoral e algumas na voz do falecido Hugo Chávez fizeram o duelo na capital venezuelana.

    Se eles convocam o panelaço do ódio, nós convocamos o grande foguetório bolivariano, chavista”, disse Maduro em um ato de governo. “Foguetes ao ar às 20h, todo o povo, para que se veja o que é o estrondo do povo nas ruas. Nem um passo atrás, sem ódio, com alegria”, afirmou.

    Mais cedo, durante coletiva de imprensa, Capriles recuou da marcha que havia convocado em direção ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para questionar o resultado da eleição. O opositor quer que voltem a ser apurados os votos, apesar de ainda não ter apresentado um pedido formal ao órgão eleitoral.

    “Amanhã não vamos nos mobilizar e eu peço a todos os meus seguidores que se recolham”, afirmou Capriles, confirmando que apesar de cancelar o ato, a solicitação será formalizada na quarta-feira. “Quem sair está do lado da violência, quem sair está fazendo o jogo do governo, o governo quer que haja mortos aqui no país”, falou Capriles. Segundo ele, há “infiltrados do governo” provocando os distúrbios.

    Ontem, o governo culpou opositores pela morte de sete pessoas em episódios de violência em diferentes partes do país – mais de 60 pessoas ficaram feridas. Os CDIs (postos de saúde) de La Limonera, Oropeza e Trapichito foram incendiados, deixando um saldo de três mortos. Em La Limonera foi morto o militante chavista Luis Ponce, de 45 anos, por motoqueiros encapuzados. Dois militantes do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) foram assassinados nos Estados de Táchira e Zulia, além de um policial tachirense. Mais uma pessoa foi morta no Estado de Sucre. “Isso é responsabilidade daqueles que convocaram a violência, que desacataram a Constituição e as instituições”, disse Maduro hoje.

    Nas declarações dadas durante cadeia nacional de rádio e televisão, Maduro afirmou que declarava “derrotado o golpe de Estado”, um dia após denunciar que essa era a intenção do candidato da oposição. Ele, porém, sublinhou que setores opositores “vão continuar tentando desestabilizar” a Venezuela.

    Maduro contou que, no domingo, dia da eleição, 54% das mesas de votação foram auditadas, conforme prevê a lei eleitoral, e que tudo resultou “impecável”. Segundo ele, “eles [a oposição] sabem disso, o coração da burguesia amarela [em referência à cor usada por parte da oposição], com suas ambições desmedidas de poder, e ontem ficaram loucos, chamando as pessoas para a rua”, expressou.

    Ele culpou Capriles pelas mortes. “O senhor agiu à margem da Constituição e da lei. O senhor tem que responder frente à Constituição e à lei porque é o responsável pelos mortos que estamos velando”, sustentou. Para ele, Capriles agiu “pior do que Carmona Estanga”, disse, em referência ao empresário que se autoproclamou presidente após golpe de Estado contra Chávez.

    (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28407/na+venezuela+maduro+promove+foguetorio+em+resposta+a+panelaco+opositor.shtml)
    .
    .
    Vídeo

    Cohetazo en Caracas

    (http://www.youtube.com/watch?v=X-OlaWtRr0k)

Otacílio Gomes

16/04/2013 - 23h34

Capriles parece que desistiu da marcha dos perdedores. A mensagem do perdedor ao povo venezuelano foi a seguinte:

“Amanhã não vamos nos mobilizar e eu peço a todos os meus seguidores que se recolham; quem sair está do lado da violência, quem sair está fazendo o jogo do governo, o governo quer que haja mortos aqui no país”, disse Capriles, referindo-se aos violentos protestos que deixaram sete mortos na segunda-feira”.

Por que o Maduro quer que haja mortos na Venezuela? O que Maduro ganharia com essas mortes? Que pessoa com um mínimo de bom senso poderia pensar num absurdo dessa natureza? Das duas uma: ou o Capriles tá louco, ou não tem o mínimo de consideração pela inteligência alheia.

Responder

Jorge Moraes

16/04/2013 - 22h20

A América Latina deve prosseguir com as mudanças. A inflexão que o subcontinente experimentou em seu lúgubre histórico de dependência e subalternidade aos interesses do capital teve o bolivarianismo como marco principal. Maduro ganha as eleições, a oposição de direita reage ao seu modo, com amparo mais do que evidente nos ingerentes EUA. Sem trocadilhos, o povo venezuelano, em seu conjunto, vai precisar se valer de grande maturidade política para enfrentar as dificuldades. Eles provocam, sempre provocaram. É difícil não cair nas provocações, mas nunca foi tão necessário.

Responder

Diogo Costa

16/04/2013 - 20h25

FOSSE NO BRASIL, MAIS DE 2.000.000 DE VOTOS DE DIFERENÇA – Uns e outros dizem por aí que a vitória de Maduro se deu por “ínfima” margem. Isso é falso e basta fazer rápidos cálculos para constatar o tamanho considerável da diferença entre Maduro e Capriles.

-Segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, o país possui hoje 18,9 milhões de eleitores aptos a votar.
-Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do Brasil, o país possui hoje 140,6 milhões de eleitores aptos a votar.

Ou seja, o Brasil tem 7,44 vezes o número de eleitores da Venezuela. Até o momento (99% dos votos oficializados), Nicolás Maduro tem 50,8% e Henrique Capriles tem 48,9%. A diferença em números absolutos é de 273.000 votos (1,9%) em favor de Maduro.

Diferença irrisória, não? Não, não é irrisória!

Proporcionalmente ao tamanho do eleitorado, os 273.000 votos de vantagem para Maduro significariam no Brasil uma vitória com vantagem de mais de 2.000.000 de votos! Repetindo, mais de DOIS MILHÕES de votos de diferença!

Se Dilma Rousseff houvesse vencido ou perdido para José Serra por cerca de dois milhões de votos em 2010, isso não seria legítimo? Estão tentando vender a falsa tese de que Maduro derrotou Capriles por meia dúzia de votos… Nada mais falso!

Como vimos agora mesmo, Maduro teve uma vitória com grande número de votos de diferença, em que pese não ser a gigantesca diferença que Hugo Chávez sempre logrou auferir em passado não muito distante.

Responder

    Jotace

    16/04/2013 - 22h13

    Caro Diogo,

    Excelente teres apresentado esses dados, ainda que a direita nunca aceite a verdade dos fatos. Haja vista como a máfia da grande imprensa noticia o que ocorre no momento na Venezuela com o assassinato de pessoas desarmadas porque ovacionavam a proclamação do Presidente Maduro. Mas, voltando aos teus números – e argumentos – eu acrescentaria o fato de que cerca de 1.800. 000 um milhão e oitocentas mil pessoas pobres estão recebendo a dádiva de óleo entregue também gratuitamente em suas casas nos meses frios do ano. Algo que, proposto pela CTGO a ser compartilhado pelas grandes petroleiras estadunidenses, foi negado por elas…Cordial abraço, Jotace

Fabio Passos

16/04/2013 - 20h21

Assim sao as oligarquias nas Americas.
Os poderosos perdem nas urnas… e tentam o golpe.

Respeitem a vontade do povo, seus golpistas vagabundos!

Responder

Wilson das Neves

16/04/2013 - 19h44

Que bom que o Maduro fraud.. err, venceu as eleições. Agora, com o continuismo da administração chavista, o novo presidente poderá dar solução aos gravíssimos problemas da economia venezuelana, mas sem esquecer de continuar doando petróleo para a revolução cubana. Guantanamera, arriba guantanamera.

Responder

    Nelson

    16/04/2013 - 20h25

    Então o Maduro terá que resolver os “gravíssimos problemas da economia venezuelana”, Sr das Neves? Bem o Sr há de convir que, com 500 bilhões de petróleo e rechaçando cada vez mais o neoliberalismo, a solução fica um pouco mais fácil.
    Mas, e o que farão os governos da Espanha, Chipre, Grécia e outros, diletos alunos que aplicarama fundo a cartilha neoliberal, com a prosperidade sem fim que se abate sobre seus países?

    Nelson

    16/04/2013 - 20h34

    Eu ia me esquecendo. A Venezuela não subsidia o petróleo apenas para Cuba, não. São outros 17 países (umas 90 milhões de pessoas) da América Latina e do Caribe beneficiados por esta política internacionalista implementada por Hugo Chávez.

    Quem nos conta isso é o professor francês Salim Lamrani no artigo “50 verdades sobre Henrique Capriles, candidato opositor à Presidência da Venezuela-Quem é realmente o candidato que enfrentará Nicolás Maduro nas eleições de 14 de abril de 2013?” que pode ser lido em
    http://www.globalresearch.ca/50-verdades-sobre-henrique-capriles-candidato-opositor-a-presidencia-da-venezuela/5327796.

    Vale a pena ler o artigo.

    Para terminarar. Eu não acredito que o senhor prefira, à cooperação, a exploração e extorsão de um povo por outro. É isso Sr das Neves?

    Jotace

    16/04/2013 - 22h11

    Caro Nelson,

    Excelente teres apresentado esses dados, ainda que a direita nunca aceite a verdade dos fatos. Haja vista como a máfia da grande imprensa noticia o que ocorre no momento na Venezuela com o assassinato de pessoas desarmadas porque ovacionavam a proclamação do Presidente Maduro. Mas, voltando aos teus números – e argumentos – eu acrescentaria o fato de que cerca de 1.800. 000 (um milhão e oitocentas mil pessoas pobres)estão recebendo a dádiva de óleo entregue também gratuitamente em suas casas para se aquecerem nos meses frios do ano. Algo que, proposto pela CTGO a ser compartilhado pelas grandes petroleiras estadunidenses, foi negado por elas…Cordial abraço, Jotace

    Jotace

    16/04/2013 - 22h21

    Caro Nelson.

    Ops, novamente cometi um engano pois, pelos dados que juntei, meu comentário se adequaria mais ao seu texto sobre o assunto do petróleo subsidiado para os 17 países. De qualquer forma foi um prazer haver me comunicado com o Diogo Costa também face à excelência os dados que ele apresentou. Abs, Jotace

Zanchetta

16/04/2013 - 18h02

Nunca vi um candidato (atual presidente) ocupar a rede de televisão para pronunciamentos durante o dia das eleições… e depois vem falar de mídia privada?

Responder

Jota B

16/04/2013 - 17h04

“Kennedy foi eleito contra Nixon com apenas 0,01% de vantagem. No Chile, o Presidente Lagos foi eleito com 187 mil votos de diferença. O Presidente Piñera, com 223 mil. Nenhum alarde na imprensa direitista. Por que esse estardalhaço da grande mídia com o fato de, na Venezuela, Maduro ter ganhado com diferença de 234 mil votos?”

*Extraido do blog ‘democracia&política

Responder

Josafá

16/04/2013 - 16h49

Está no Uol notícia que diz que, na Venezuela, conflito entre manifestantes pró-Capriles e a polícia resultou em mortes.

Responder

Antônio

16/04/2013 - 16h40

Notícias no uol sobre a tentativa de golpe em andamento:”Maduro culpa Capriles por mortes; oposicionista chama eleito de “ilegítimo”.

Responder

Paulo

16/04/2013 - 16h26

Deu na Falha de seu Paulo: “Brasil reconhece vitória de Maduro na Venezuela”.

Que pena! A Falha já estava se preparando para mandar seus caminhões de entrega de jornais para transportar os NÃO golpistas venezuelanos ao calabouço. E a Dilma, novamente ela, estragou a “festa cívica democrática”, nome que os golpistas da Falha dariam ao golpe venezuelano. Desta vez a Falha escorregou no tomate. Mas ela não vai desistir. Estejam atentos!

Responder

    Fabio Passos

    16/04/2013 - 20h17

    O jornaleco do frias esta inconsolavel.
    Perde nas urnas… e torce descaradamente por um golpe.

    O frias adora ser capacho de ditadores.

Nelson

16/04/2013 - 16h05

De uma coisa as elites venezuelana e estadunidense e o governo dos EUA não podem reclamar: de indigestão. Afinal, eles estão engolindo MADURO.

Responder

Gerson Carneiro

16/04/2013 - 12h58

Direita fala fala em Democracia mas basta o resultado das urnas não a favorecer para convocar baderneiros para desestabilizar o país e acusar o eleito de fraudar a eleição.

Recontagem só para a Venezuela, jamais para os EUA. Sei…

Responder

    LEANDRO

    16/04/2013 - 14h27

    “baderneiros”…engraçado, o mesmo termo que a ditadura usava para se referir a oposição no Brasil.

    Gerson Carneiro

    16/04/2013 - 15h06

    Pois é. Citei de próposito pra lembrar que os militantes de movimentos sociais no Brasil, incluindo militantes petistas (e princiopalmente), sempre foram chamados de “baderneiros”. No entanto…

    Alemao

    16/04/2013 - 14h51

    No caso do FORA FHC como vc chama os baderneiros?

Willian

16/04/2013 - 12h17

Bem, se é tudo como diz o texto, tá tranquilo para o Maduro. Boa sorte!

Responder

    FrancoAtirador

    16/04/2013 - 13h11

    .
    .
    Vocês estão sempre tentando abreviar, com Golpes,

    os mandatos dos candidatos de esquerda que se elegem,

    mesmo sob a vigência do sistema eleitoral capitalista.

    O exemplo clássico vem de Salvador Allende, no Chile,

    mas também se poderia citar João Goulart, no Brasil.

    Se o Capriles Verdolengo, o midiático “Candidato Tomate”,

    estivesse na presidência, com toda a corja da Direita,

    e ganhasse a eleição na Venezuela por diferença de 0,01%

    não haveria questionamento algum sobre a lisura do pleito.
    .
    .

    FrancoAtirador

    16/04/2013 - 13h21

    .
    .
    Para Bonner, Waack e outros Willians a serviço dos U.S.A.

    foi deveras importante a votação do Capriles Verdolengo,

    como o foi a votação do Serra para presidente em 2010.

    Basta lembrar do caso emblemático de Mayara Petruso.

    Querer forçar, pela notícia, uma disputa pós-eleitoral,

    acirrando os ânimos dos eleitores para deslegitimar

    o processo eleitoral na Venezuela é que é o fato grave.

    Faz parte da política do Departamento de Estado dos U.S.A.

    desestabilizar todo o Continente através da Mídia Bandida.

    Qualquer elemento que possa render dividendos a tal política

    será inflacionado por factoides dos Bandidos Midiáticos.

    Henrique Capriles nada mais é do que o ‘Candidato Tomate’.
    .
    .
    Jornal Nacional adota discurso da oposição venezuelana
    e deixa em segundo plano vitória de Maduro

    Por Alexandre Haubrich, no Jornalismo B

    Nesta segunda-feira o Jornal Nacional abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA.
    A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso.

    A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo.
    A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

    A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

    Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

    O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…

    Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

    Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

    Desconstruindo, então, a reportagem:

    – 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;

    – 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;

    – 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;

    – 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;

    – 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

    Além disso:

    – apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;

    – apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

    A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

    (http://jornalismob.com/2013/04/16/jornal-nacional-adota-discurso-da-oposicao-venezuelana-e-deixa-em-segundo-plano-vitoria-de-maduro)

    Jotace

    16/04/2013 - 16h12

    E justo como vens afirmando, Franco. Apenas pra dar uma idéia:

    A seguinte mensagem no Twitter, do mentor político de Capriles, o famigerado Nelson Bocaranda, conhecido marketeiro da “guerra sucia”, denunciada pelo noticiário da Aporrea de hoje 16.04, insufla com os seguintes termos a direita fascista contra um centro de assistência dental de especialistas cubanos e que integra a missão social “Barrio Adentro”:

    “Nelson Bocarana S.
    @Nelson Bocaranda

    Informam que en el CDI DE La Paz en Gallo Verde, Maracaibo, hay urnas electorales escondidas y los cubanos de allí non las dejan sacar”

    A mensagem provocou a depredação com incêndio do centro, agressões morais e físicas dos seguidores de Capriles aos ocupantes e a morte do dirigente oficial do PSUV, o partido oficialista. Por sua vez, as matérias divulgadas pela Univisión, como a quase totalidade das noticiadas pela imprensa privada, primam em instilar o ódio, a violência e especialmente em insinuar um golpe da direita fascista na Venezuela.Abs, Jotace

    RicardãoCarioca

    16/04/2013 - 13h13

    Um dia eu gostaria que alguém me explicasse como podem existir pessoas do povo que são a favor dos entreguistas apátridas, como é a direita político-midiática do nosso subcontinente…

    Sou apartidário, sempre votei em quem se propunha a governar pelo povo. Após a redemocratização (e sem internet), ficava difícil distinguir quem estava mentindo, então eu votava em candidatos de esquerda e de direita. Mas, hoje, está bem mais fácil de identificar os entreguistas e nesses não voto de jeito nenhum. Daí que, por falta de opção, venho votando na esquerda sem, no entanto, ser simpatizante de qualquer corrente política.

    renato

    16/04/2013 - 22h06

    Não aguento mais a direita.
    Mas não consigo cortar o bolo com
    a canhota!

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