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Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho
Política

Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho


15/04/2013 - 10h57

Foto Joka Madruga, em Caracas

15/04/13 | 09:34

A mensagem que sai das urnas na Venezuela

por Marco Weissheimer, no  Sul21

Vitória apertada de Nicolas Maduro envia sinal de alerta para esquerda latinoamericana.

O enviado especial da Carta Maior a Caracas, Gilberto Maringoni, fez uma boa síntese da vitória apertada de Nicolas Maduro, nas eleições realizadas neste domingo, na Venezuela. A diferença em favor de Maduro, 234.935 votos, foi mínima, mas real, garantidora da legitimidade do pleito e de seu resultado. O candidato oposicionista exerce seu direito de espernear ao pedir uma recontagem total dos votos, algo com que Maduro chegou a concordar em seu primeiro pronunciamento após a divulgação do resultado, ainda na noite de domingo. O principal fator que emerge das urnas, no entanto, é que ele foi uma surpresa negativa para o governo e para o projeto da Revolução Bolivariana como um todo. Maringoni, historiador e jornalista que acompanha a vida política na Venezuela há muitos anos, escreve em seu artigo intitulado “Vitória apertada, mas vitória”:

Maduro venceu apertado, mas venceu. Na ponta do lápis, a questão está resolvida: o chavismo continua sem Chávez. Mas o resultado tem de ser examinado além das planilhas. O governo não estava preparado para essa diferença. Possivelmente Capriles – que cogitou não concorrer, logo após a morte de Chávez – também não. Os chavistas avaliaram que dariam uma lavada na oposição, repetindo ou aumentando a diferença de 12% (56 a 44%) das eleições de outubro, quando Capriles enfrentou Chávez em sua última disputa.

E acrescenta

Entre os mais de sete milhões de votantes em Capriles, a maioria seguramente é constituída por pobres. Olhando as planilhas de outubro passado, uma conclusão inicial pode ser feita, lembrando que Chávez teve 8.191.132 votos e Capriles 6.591.304.Em seis meses, a oposição ganhou cerca de 680 mil votos, enquanto o governo perdeu ao redor de 700 mil. Pode ter havido uma migração de um lado para o outro. Saber onde e porque isso aconteceu é vital para a continuidade e estabilização do governo Maduro.

No pronunciamento que fez na noite de domingo, Nicolas Maduro deu sinais de que já sabe quais foram alguns dos problemas, ao falar da necessidade de enfrentar os temas da corrupção e da ineficiência. No plano político, enfrentará outro grande problema que é a divisão do país praticamente ao meio e o fortalecimento de uma oposição que nos últimos anos andava bastante enfraquecida. E no plano internacional, terá que lidar com um cenário de retração econômica que atinge hoje as principais economias do mundo. Ou seja, Maduro começará a governar em um novo cenário político e econômico, em nível interno e externo.

O resultado da Venezuela serve de alerta para os demais governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina e para os respectivos partidos e forças sociais que os apoiam. A conjuntura que mudou o mapa político da região parece estar mudando e quem apostar na inércia para seguir governando pode se dar mal. Nos próximos dias, deverão surgir muitas análises sobre a mensagem que sai das urnas venezuelanas. E, de fato, o resultado exige uma reflexão mais atenta e aprofundada. Não foi pouca coisa o que aconteceu e o que isso parece sinalizar.

Os números da eleição Venezuela representam, por outro lado, um sopro de oxigênio para a direita latino-americana que quase obteve uma vitória num dos países onde estava mais enfraquecida. Ela ainda não tem uma agenda própria exatamente, tanto é que a campanha de Capriles, guardadas as devidas proporções, repetiu a estratégia usada por José Fogaça em Porto Alegre para interromper a série de 16 anos de governos do PT na cidade. Mimetizou os principais pontos do programa do adversário e acenou com a necessidade de mudança, de renovação. É uma mensagem que costuma ter seu apelo, especialmente quando a economia e a vida cotidiana da população não vão muito bem. Capriles prometeu manter os principais programas sociais implementados por Chávez e reivindicou a figura de Lula como modelo de equilíbrio e moderação que pretendia seguir. Aqui no Brasil já tem gente ensaiando discursos parecido para as eleições de 2014.

O PT que coloque suas barbas de molho, portanto [no ParanáBlogs,   Requião fez alerta semelhante]. A Venezuela mostra que não se mantém um projeto político só com retórica e piloto automático em funcionamento. A capacidade de ler a conjuntura, identificar sinais de mudança e conseguir definir políticas e rumos de ação sintonizados com esses sinais sempre foram, e seguem sendo, condições indispensáveis da tática e da estratégia na política e na vida. A morte de Hugo Chávez, pelo que representa em si mesma, já foi uma mudança brutal na América Latina, cujas repercussões ainda vão ecoar no tempo. A surpresa eleitoral de ontem é outra. Quem quiser, e tiver juízo, que ouça.

PS do Viomundo: Isso me faz lembrar, ao Azenha, da palestra da qual participei ao lado do senador Requião, em Curitiba, no sábado. Segundo ele, os discursos que faz em defesa de Lula e de políticas do governo Dilma raramente são aparteados por colegas petistas!

Leia também:

Maduro eleito presidente com apenas 1,5% de vantagem sobre Capriles

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40 comentários

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Leonardo Severo: Mídia privada faz “guerra psicológica” na Venezuela - Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de abril de 2013 às 11h06

[…] Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho […]

Responder

Armando do Prado

16 de abril de 2013 às 01h33

Além dos comentários diria que a faculdade de votar ou não foi decisiva. O governo dormiu no ponto (sem trocadilhos com o ex-motorista), mas entendeu que a morte de Chávez e a comoção traria vitória fácil. Chavistas não votaram, governo trabalhou pouco no sentido de mobilizar para as eleições e a direita fez a lição de casa. Aqui, a coisa é um pouco diferente.

Responder

FrancoAtirador

15 de abril de 2013 às 23h44

.
.
Houve um erro de dimensionamento na comparação

da política venezuelana com a brasileira.

E é difícil realmente compreender inteiramente,

daqui do Brasil, o que vem ocorrendo na Venezuela,

porque a nossa cultura lusitana não o permite.

Aqui, só temos coligações de centro e de direita.

Lá, a coligação, antes encabeçada por Hugo Chávez

e agora pelo candidato VITORIOSO Nicolás Maduro,

é uma coalizão da esquerda com a extrema esquerda:

O Gran Polo Patriótico (GPP) que congrega partidos,

sindicatos e movimentos sociais do campo e da cidade

sob a denominação comum de ‘Fuerzas Revolucionarias’.

O GPP está integrado por 28 Conselhos Setoriais

e mais de 600 Assembléias Populares que se agrupam

nos ‘Distritos(Parroquias), Municípios e Eixos

em todo o território nacional da Venezuela,

e pelo “Consejo Patriótico de Partidos Políticos”

assim integrado:

Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV);
Partido Comunista de Venezuela (PCV);
Unidad Popular Venezolana (UPV);
Patria Para Todos (PPT)
Movimiento Tupamaro de Venezuela (TPV)
Movimiento Electoral del Pueblo (MEP)
Independientes por la Comunidad Nacional (IPCN
Redes de Respostas de Mudanças Comunitárias (REDES).

Como diria o Lula, é simplesmente extraordinário

que Nicólas Maduro, que originalmente representava

apenas uma parte desses grupos políticos venezuelanos

aglutinados sob a liderança carismática de Hugo Chávez,

tenha derrotado a poderosa direita golpista venezuelana

patrocinada por todos os países capitalistas do Norte,

fundamentalmente, todos sabem, pelos United States,

e com apoio incondicional da Mídia Bandida Internacional.

(http://www.antv.gob.ve/m8/noticiam8.asp?id=52969)
.
.
O trecho do artigo do Gilberto Maringoni na Carta Maior

que mais me chamou a atenção foi o seguinte:

“Henrique Capriles faz o que qualquer candidato
em sua situação faria: esperneia.
Pede recontagem dos votos
e diz não reconhecer o resultado.
Ficou por vários minutos na televisão,
em coletiva com a equipe de campanha,
a dizer que ‘o grande derrotado foi Maduro’,
numa evidente ‘forçação de barra’.
Se Maduro não sair da defensiva,
a argumentação de Capriles pode prosperar.
A imprensa – venezuelana e internacional –
aumentará o cerco, buscando deslegitimar
o mandato do novo presidente.
Não lhe dará folego algum.”

(http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21900)

É precisamente o que está acontecendo, neste momento:

Uma ação articulada da Direita Golpista Venezuelana

com o Departamento de Estado dos United States

e a Mídia Bandida Internacional, para por dúvida

à VITÓRIA limpa e legítima de Nicólas Maduro

e para desestabilizar a Democracia da Venezuela,

tentando provocar acirramentos entre os eleitores,

para ver se extraem, finalmente, uma guerra civil

que dê motivo a uma intervenção norte-americana.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    16 de abril de 2013 às 00h39

    .
    .
    Brasil atua com firmeza para defender o resultado das urnas na Venezuela ante pressão dos EUA, que não reconhecem vitória chavista

    Maduro é proclamado presidente eleito e recebe telefonema de Dilma:
    ‘o Brasil está pronto para trabalhar com o novo governo’, disse a Presidenta* Itamaraty pede respeito às urnas

    (Carta Maior)
    .
    .
    Maduro recebe o diploma de candidato eleito para a Presidência da Venezuela até 2019 e denuncia tentativa de golpe na Venezuela

    Presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro foi proclamado no cargo nesta segunda-feira pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

    Por Moçambique Terra Queimada (Ambicanos)

    A solenidade ocorreu na capital Caracas, cerca de 18 horas após proclamado o resultado das urnas e minutos depois de a presidenta Dilma Rousseff ligar para Maduro, após um longo período de silêncio no Palácio do Planalto.

    Em seu primeiro discurso na condição de presidente proclamado da República da Venezuela, Maduro ressaltou a necessidade de se observar as instituições democráticas como pilares da sociedade venezuelana.

    A mensagem foi dirigida à oposição que, segundo Maduro, tenta fabricar mais “um golpe de Estado” no país.

    O candidato de ultradireita, Henrique Capriles, adversário da revolução bolivariana, iniciada com o líder Hugo Chávez, teimava em não reconhecer o resultado chegou a exigir uma recontagem “voto a voto” dos mais de 19 milhões de eleitores daquele país.
    Por conta da exigência, Capriles queria impedir a proclamação do resultado eleitoral.

    Maduro venceu com 50,75% dos votos, contra 48,98% do adversário Capriles.

    Capriles convocou marchas pelo país caso Maduro fosse proclamado presidente, mas não há sinais de protestos nas ruas das principais cidades do país.
    – Que se escutem panelas e caçarolas em toda a Venezuela, no mundo. Para que escutem nossa indignação, nossa raiva – incitou.

    Em uma clara tentativa de influir na decisão soberana dos eleitores venezuelanos, representada no CNA, o governo dos Estados Unidos seguiu em linha com os aliados da extrema direita e pediu a recontagem dos votos devido ao resultado “extremamente acirrado”, com a vitória de Nicolás Maduro por uma “estreita margem”.

    A presidenta Dilma Rousseff, em seu telefonema para felicitar Maduro pela vitória, disse que está “pronta” para trabalhar com o país vizinho.
    Dilma considera a disputa acirrada uma demonstração da “vitalidade” da democracia na Venezuela.

    Com agências internacionais – de Caracas

    (http://ambicanos.blogspot.com.br)
    .
    .
    Uruguay desea a Maduro “el mayor de los éxitos” y saluda su elección como presidente de Venezuela

    Chile y México reconocen triunfo de Nicolás Maduro

    El Salvador felicita a Nicolás Maduro por triunfo en elecciones presidenciales

    Gobierno de Colombia llama a respetar los resultados electorales en Venezuela

    (http://www.telesurtv.net/noticias)
    .
    .
    El 14/A y la zaga de Washington

    Golpismo, terrorismo mediático y desestabilización contra la Venezuela bolivariana

    (http://www.jornada.unam.mx/2013/04/14/opinion/004a1pol)

    FrancoAtirador

    16 de abril de 2013 às 00h43

    Mário SF Alves

    18 de abril de 2013 às 23h23

    “…uma guerra civil que dê motivo a uma intervenção norte-americana.”
    ____________________________
    Peraí. Deixa ver se entendi direito. Então um guerra civil [ideologizada] motivaria uma intervenção americana?
    _____________________________________
    Cara, sendo assim nem por aí o radicalismo neoliberal do FHC-PSDB se justificaria. Ou seja, entregaria o Brasil inteiro, levaria a metade da população ao desespero, faria jorrar sangue pra todo lado e nem assim…
    _________________________________________________
    Estadista… sei.

Marcos faria

15 de abril de 2013 às 22h59

Sobre o PS Vi o Mundo:

Realmente, falta gente para defender Lula e Dilma, pois, quem fazia e ainda faz está marginalizado dentro do PT. São os chamados radicais. Depois os políticos do PT chegou ao poder eles procuraram se distanciar daqueles que fazem a diferença, que “brigam”. Isto se torna inconveniente para o partido. Estes “radicais” só são lembrados nas eleições para fazer o trabalho de corpo a corpo em defesa do partido.

Acontece que eles estão vendo que a ideologia não mais como era, o partido mudou. E consequentemente, nós também estamos mudando. Vemos muitos petistas “graúdos” que também tem medo de gente e que entraram no partido para levar vantagens,estes são valorizados, enquanto os outros chamados “radicais” estão marginalizados nas dicisões do partido.

O PT era diferente, hoje se tornou como os outros partidos. Quem consegue dar um exemplo de Partido político no Brasil que hoje dá voz aos de baixo? Nenhum.

Responder

Wilson das Neves

15 de abril de 2013 às 22h27

Está na hora do PT entregar o poder, se quizer sair por cima. Com a derrocada da economia brasileira que se vê no horizonte, é melhor que Dilma perca. Aí os companheiros vão poder jogar todas as pedras no Aécio, e por a culpa no FHC, claro.

Responder

Breno Altman: As dificuldades diante do chavismo - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de abril de 2013 às 21h56

[…] Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho […]

Responder

Bruno

15 de abril de 2013 às 21h42

Tucanos voam (mais) para a direita mesmo quando tudo aponta para o lado oposto. Terão o mesmo fim do DEM

http://foradefocoblog.wordpress.com/2013/04/15/tucanos-voam-para-a-direita-eles-nao-aprendem/

Responder

marcosomag

15 de abril de 2013 às 20h54

Importante dizer que já faz uma década que o nosso país saiu do horror neoliberal. A lembrança do desemprego em massa, privatizações, escândalos de corrupção, submissão aos EUA, país com a auto-estima no chão não existe para quem o eleitorado com menos de 30 anos. Para sorte da esquerda, o horror neoliberal agora varre a Europa levando o continente com o melhor nível de vida em toda história de volta aos cenários de Charles Dickens e Vitor Hugo. É preciso deixar bem claro para a população que votar na direita significa levar o Brasil ao desespero que vivem hoje a Grécia, Espanha, Irlanda, Portugal. Enfim, quase toda a Europa. Contrastar o quase pleno emprego do Brasil da esquerda ao desemprego em massa da Europa será muito importante na campanha na televisão. E quando ao Eduardo Campos, será preciso mostrar ao povo que não vale trocar o certo pelo duvidoso e explorar suas alianças à direita. É preciso que a Dilma acabe logo com a grande mídia, que está moribunda,com exceção da Globo. E uma ADIN questionando o BV, de preferência caindo nas mãos do Ministro Lewandowsky, que está sendo vítima do jogo pesado da Globo, seria muito bom. Ainda dá tempo do PT afundar de vez a mídia. Claro, muito depende da Dilma mandar o HIBernardo embora e regulamentar logo a mídia. ACORDA DILMA!

Responder

lulipe

15 de abril de 2013 às 20h34

O chavismo, para o bem da América do Sul, morreu com Chavez.Nestas eleições a oposição não teve igualdade de condições, principalmente, no que se refere a maciça presença do candidato governista na mídia, caso tivesse, teria vencido.Sem contar que suspeitas de fraudes estão sendo denunciadas em todo país.O importante é que o governo atual foi surpreendido com a divisão no país e sabe que terá que fazer milagres, caso contrário, será político de um mandato só!!!

Responder

    Abel

    15 de abril de 2013 às 20h55

    O choro (de perdedor) é livre…

    FrancoAtirador

    15 de abril de 2013 às 21h08

    .
    .
    !!! HASTA 2019, DERECHA OLIGARQUICA Y TRAIDORA DE LA PATRIA !!!

    (Nicolás Maduro)
    .
    .

Carlos Cruz

15 de abril de 2013 às 20h02

Tempo faz que o PT (e seu governo…) distancia-se de seus verdadeiros apoiadores. Os que desmascararam a “bolinha de papel”. Os que NUNCA precisaram de favores para estar ao seu lado. Desdenha sindicatos, afasta-se das midias sociais independentes, não cumpre acordos. A Venezuela dá o aviso:cuidado! Eu já não voto no PT. Meu ultimo voto, e com um grande pesar, foi na Sra. Dilma, mesmo achando uma péssima escolha e opção. Um governo fraco, sem coragem de enfrentar jornais e empresas televisivas, que enche as burras de seus inimigos de dinheiro, que persegue seus apoiadores Demagogo. Proximo ano não sei o que ocorrerá, mas independente disso, PT nunca mais.

Responder

Hélio Pereira

15 de abril de 2013 às 18h37

“Corrigir o que esta dando errado e manter o que esta dando certo” Serra usou este argumento contra Marta Suplicy e ganhou as eleições na Capital Paulista,depois tentou usar contra Dilma e entrou pelo cano,pois o pessoal já conhecia o lero,lero.
Tudo indica que Eduardo Campos e Aécio Neves vão vir com este “Lenga,lenga”,tentado sem suscesso contra Dilma e acho que eles vão entrar pelo cano.
TIRIRICA ganha destes dois,caso o PR o lance candidato em 2014.

Responder

Bonifa

15 de abril de 2013 às 15h44

Madames Cansadas, nas praças de Caracas, choravam copiosamente com a vitória de Maduro. Mas foi surpreendente como Capriles chegou perto. Parece que as apostas do jogo estavam muito mais altas do que se podia imaginar, e o trabalho de bastidores da direita foi muitas vezes mais intenso do que se chegou a perceber. Para eles da direita, era preciso aproveitar o vácuo da morte de Chavez e não permitir a consolidação de um outro líder contrário à direita neoliberal. Parece então que, pela dimensão de seus esforços, eles tinham a vitória como certa, dentro de um grande plano, obviamente com participação internacional, que vinha de longo tempo de maturação. Estava em jogo a posse da maior jazida de petróleo do mundo, que agora vai continuar nas mãos do povo venezuelano por ainda muitos anos, talvez para sempre. O grande plano da direita foi por águas abaixo, mas é necessário que ela mantenha um discurso que faça continuar a animosidade da classe média contra o governo. Este discurso terá como objetivo manter o governo de Maduro na mesma qualificação falaciosa de antidemocrático e “incompetente”. Quanto ao Brasil, a mídia de direita já está trabalhando a todo vapor pela vitória de algum “Capriles” nacional, seja quem for. Para o governo trabalhista e as forças progressistas, será necessária uma grande atenção de contra ataque e uma barragem minuciosa de informação no trabalho de bastidores que será realizado, principalmente quando a situação não pode contar com a presença de uma justiça e de um ministério público isento e republicano. Nos bastidores do submundo político, aqui como na Venezuela, os grandes negócios são baseados não apenas em dinheiro, mas também em poder de percepção e antecipação dos fatos, informação e containformação.

Responder

Rogerio

15 de abril de 2013 às 15h40

Os deputados do PT são em geral covardes, preguiçosos.Tem medo de apoiar o Lula porqu e amídia detesta o Lula e eles querem sempre ficar de bem com a mídia. São, em geral, oportunistas, mais preocupados com seu mandatinho do que com o partido, com o Lula, ou com o país. São uma verdadeira vergonha, um cancer. Oportunistas, acomodados, preguiçosos. Isso é o que são todos os deputados do PT que eu conheço. E eu sou petista roxo.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

15 de abril de 2013 às 15h33

O que o Presidente Nícolas Maduro necessita, daqui por diante, é construir uma mídia forte, que venha a defender seus programas de governo, e neutralizar esta mídia golpista, que encheu o povo venezuelano de mentiras, de modo a apagar tudo o que foi feito de bom pelo ex-presidente Chaves. A mídia conservadora distorce, engana, cria factoides, para destruir a imagem do programa socialista bolivariano, cujo êxito ainda pode ser considerado recente, e em processo de consolidação e conscientização do povo venezuelano. Capriles teve um apoio massivo da imprensa golpista, que recebeu grande apoio dos Estados Unidos, o maior inimigo das políticas sociais do governo socialista, e que defende, a todo custo, uma política perversa, capitalista neoliberal.

Responder

Tomudjin

15 de abril de 2013 às 15h08

Era exatamente nos momentos em que o PT perdia, que nascia a esperança de o PT nunca desistir.

Responder

J Souza

15 de abril de 2013 às 14h39

É que o discurso do Requião é muito “de esquerda” para o NEO-neoliberal PT…

E por falar nisso, é justamente esse o motivo que dá tranquilidade eleitoral à Dilma. Como ela encampou o plano de governo do PSDB e combateu mais a corrupção midiaticamente do que FHC e Lula, ela tira votos da oposição junto à classe média.

E, por ter o apoio dos fundamentalistas ruralistas e evangélicos, só o Tombini pode tirar a reeleição da Dilma.

P.S.: Embora a mídia golpista não admita, o governo Lula, no primeiro mandato, com Paulo Lacerda e Márcio Thomaz Bastos, combateu muito mais a corrupção “grande”, aquela que rouba muito, do que os governos Lula II, FHC e Dilma “Tatcher”.

Responder

José Ricardo Romero

15 de abril de 2013 às 14h38

Dilma é muito ruinzinha politicamente falando. Ser boa administradora, impulsionar projetos populares, tudo isso é ótimo, mas o voto é uma ação política e o eleitor pode não se lembrar de nenhuma destas medidas que trouxeram vantagens para ele ou justiça social e se deixar levar pelo discurso melífluo da direita que cinicamente toma para si essas conquistas e vem com o lero-lero de que vai fazer melhor. A propósito, porque a Dilma não indicou ainda o novo ministro do STF? Faz meses que enrola. Será que ela quer esperar as prisões dos petistas para não indicar alguém que possa melindrar a mídia e o STF?

Responder

    Bonifa

    15 de abril de 2013 às 16h09

    Não creio que a Dilma seja ruinzinha políticamente, ao contrário, elaa é surpreendemente boa. Seus dois últimos duscursos, dois quais a mídia não extraiu senão trechos chochos e inespressivos, foram ótimos, uma revelação. Mas ela precisa ficar atenta e se manter à distância de certas questões que são na verdade uma armadilha digna de uma aranha armadeira, como o caso da redução da idade penal. Agora mesmo, mil programas policiais de rádio em todo o país estão colocando sua posição contrária à redução da idade penal no foco da questão, e ela vai ser vendida por estes radialistas como a grande culpada por toda a violência desenfreda em que as cidades estão mergulhadas. Como se sabe, a violência é um subproduto da instalação do capitalismo avançado e este capitalismo exige medidas antihumanistas para manter a ordem social. O Brasil está imnstalando um capitalismo avançado e se recusa a adotar medidas antihumanísticas, o que gera um paradoxo. O povão, cativo destes programas policiais de rádio e televisão, e que de há muito já tomou partido pela redução da idade penal e até pela pena de morte, poderá olhar a Dilma com ar de decepção ou de revolta, já que considera a redução uma obviedade gritante. É preciso pisar sobre ovos para tratar de questões como esta.

    Bonifa

    15 de abril de 2013 às 16h37

    Inexpessivo, em lugar de inespressivo. Não vamos ensinar mau português.

Rafael

15 de abril de 2013 às 13h52

E como explicar os tucanos a mais de 20 anos no governo de SP??? E um governo ruim.

Responder

    Valdeci Elias

    15 de abril de 2013 às 16h22

    PLIM PLIM

    Abel

    15 de abril de 2013 às 20h56

    ÃO! ÃO!

Ricardo Oliveira

15 de abril de 2013 às 13h22

Discordo.
Nas eleições na Venezuela desde o ano de 1999, primeira vitória de Chavez, que a oposição oscila entre 40 e 45 % das intençoes de votos. Conseguiu, agora, 49%, em um cenário sem Chávez. o que revela que existe um conceito revolucionário consolidado independente de Chávez que mantêm o processo bolivariano. O grande desafio de Maduro será de aumentar esse percentual consolidado e, também, conseguir aumentar aqueles eleitores que se fixam , apenas , na figura do candidato. Mesmo com uma oposição que se manteve fraca e confusa durante bons anos, o seu percentual nas eleições sempre esteve acima de 40%. Natural que com a reorganização oposicionista nos últimos anos e a saída de Chávez, os opositores tenham chegado a 49%. Por esse ponto de vista quem deveria por as barbas de molho ?

Responder

xacal

15 de abril de 2013 às 12h53

O “aviso” tem o poder de um relógio quebrado: Vai marcar a hora certa duas vezes no dia, embora esteja parado.

Aí o autor tasca: “viram, eu avisei”.

Ora, não há, a não ser certa solidariedade e identidade simbólica, como comparar os processos políticos de Venezuela e Brasil, muito menos comparar o processo de acumulação de forças dos fenômenos eleitorais Lula-Dilma e Chavez-Maduro.

Nem tampouco a atuação da mídia, embora olhando na superfície, pareçam as mesmas coisas. Não são!

O Brasil não teve seu líder egresso de movimentos de ruptura institucional, como Hugo Chavez, não atravessou um golpe frustrado, não vive exclusivamente da extração de uma só riqueza, e não partiu a sociedade em duas, como fez o movimento bolivariano.

Não faço julgamentos de valor sobre tais processos, mas só enxergo o óbvio: são diferentes.

Logo, superdimensionar o desempenho eleitoral de Caprilles, diante de tudo o que precedeu esta nova eleição, a precariedade da “passagem do bastão” a Maduro, sempre acossado pelo improviso institucional de sua condição, etc.

O problema no Brasil é que há setores da direita vendendo o caos, pelos motivos óbvios…e outros setores à esquerda, fazendo o mesmo, por motivos nem tão óbvios assim.

Responder

    Jorge Moraes

    15 de abril de 2013 às 13h48

    Agrego um outro elemento à sua ótima análise: a obrigatoriedade do voto no Brasil; sua facultatividade na Venezuela.

    Mesmo considerando que, na prática, a exigência eleitoral em nosso país tenha sido em certa medida relativizada, o fato é que ela – a obrigatoriedade – existe e traz efeitos não desprezíveis.

    Não à toa, creio, a cantilena permanente da direita (verdade que não só dela) brasileira pelo voto opcional, sob a duvidosa (a meu ver) bandeira da liberdade individual, no caso.

    xacal

    15 de abril de 2013 às 14h38

    Isto, Jorge, ótima lembrança. O nosso direito-dever é um caso importante manutenção do princípio que Democracia não é uma licenciosidade, ou uma liberalidade individualista, mas um compromisso cidadão com a coletividade.

    Até porque, comparecer não significa votar em alguém.

    E em uma Venezuela pós-morte de Chavez, com todo o ataque à Democracia praticado, diuturnamente, pelas forças obscurantistas de lá, este componente lembrado por você assume contornos fundamentais.

    Sem falar na acomodação que o favoritismo traz, e que pode causar surpresas.

    Um abraço.

Julio Silveira

15 de abril de 2013 às 12h29

Sobre o PS do Viomundo, hoje o PT não gosta de concorrência que fale a mesma lingua. Tem medo da comparação de eficiência entre o discurso e a pratica politica.

Responder

Raimundo

15 de abril de 2013 às 11h58

Esse falso discurso da oposição venezuelana de dar continuidade ao programas sociais do falecido ex-presidente Chaves é sempre muito fácil de ser assimilado por parte de eleitores que quase sempre não tem as informações necessária e firmeza para decidir e entender que esse discurso é apenas para ganhar a eleição e depois desnacionalizar o petróleo entregando aos EUA.

Responder

    Bonifa

    15 de abril de 2013 às 16h46

    Este novo discurso parece ter sido combinado nentre as forças reacionárias do Continente. FHC agora, por exemplo, pertence à “esquerda democrática”, assim como Roberto Freire.

Carla

15 de abril de 2013 às 11h56

Estava lendo os jornais italianos e parece que PD e PT estejam caminhando em “retas paralelas”, chegando a lugar nenhum… ‘tá feia a coisa.

Responder

Gersier

15 de abril de 2013 às 11h48

Na minha modesta opinião de leigo não especialista e muito menos entendido no assunto politicagem,o que vai corroer a reeleição da Dilma será o menosprezo pela blogosfera que a defende,a insegurança em que vive a população devido a impunidade,principalmente dos menores marginais que a burocracia,a demagogia e o cinismo chamam de “em conflito com a lei”,e o caos na saúde pública.Os tucanos,que com a complacência e o cinismo do PIG,escondem via manipulação,os números onde desgovernam,Minas e SPaulo que o digam,irão dar uma de joão sem braço e acusar o PT de “imcompetência”.Aguardemos.

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    damastor dagobé

    15 de abril de 2013 às 15h52

    falou de segurança???? do medo que todos temos de levar um palaço de um “menor” com 17 e 350 dias como oque matou o Vitor em S Paulo semana passada???? nao te contaram que nao pode falar dessas coisas em blog de esquerda que vc será desqualificado até a quinta geração de seus descendentes????

MariaC

15 de abril de 2013 às 11h47

Aqui tal lá.

Mas aqui temos: Se tivermos que ter o sopãp dos pobres, ainda assim o povo prefere Dilma, Lula, Haddad, pelo que representam, mais do que pelo que fazem.

E agora temos Graça Foster: viram a entrevista? os jornalistas ficavam só olhando, não havia o que perguntar. Ela faz o que qq um faria na Petrobrás. Mesmo que dificil a decisão. Ela não trabalha para rentistas . Ela trabalha para a empresa. Que fenômeno de administradora.

Já os jornalistas, cresceram muito desde a privataria. Naquele tempo eles não analisavam dados, se sabiam simple math.

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Capriles: é bom a Dilma botar as barbas de molho | Conversa Afiada

15 de abril de 2013 às 11h46

[…] Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho […]

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J.Carlos

15 de abril de 2013 às 11h05

A esperteza da oposição foi o uso do discurso de “mudança”, que sempre soa bem aos ouvidos do eleitor. Só que a vitória do representante da aristocracia venezuelana representaria um brutal retrocesso para a maioria do povo.

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