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STF derrota a tese da guerra civil

26 de abril de 2012 às 18h46

por Luiz Carlos Azenha

Eu defendo as cotas raciais. Acredito que devam ser resultado de ações afirmativas adotadas no âmbito de cada instituição como, aliás, tem sido o caso no Brasil.

Respeito todos aqueles que argumentam contra as cotas, mas algumas das “teses”  defendidas por eles são claramente risíveis.

Uma delas é de que a implantação de cotas raciais no Brasil causaria uma guerra civil. Considerando o número de universidades que já adotaram as cotas, a essa altura a guerra civil já deveria ter estourado.

A ideia da explosão de uma guerra civil entre brancos e negros, por causa das cotas raciais, resulta da visão distorcida que alguns poucos  intelectuais têm da convivência entre os “de baixo”. Desconhecem os laços de solidariedade social e presumem, de forma um tanto elitista, que os brancos pobres não são capazes de reconhecer as injustiças históricas cometidas contra os negros.

É uma tese que desconhece, por conveniência, alguns fatos históricos, como o engajamento de centenas de milhares de brancos na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Lá, sim, houve uma guerra — e não foi de negros contra brancos, mas de uma coalizão de negros e brancos contra o racismo oficial, institucional.

No Brasil, o argumento falacioso da guerra civil foi brandido, por exemplo, pelo todo-poderoso da TV Globo, Ali Kamel, numa discussão interna com o repórter Rodrigo Vianna. Talvez, aproveitando a decisão histórica do STF que considera as cotas constitucionais, seja o caso do Rodrigo contar de novo o caso. Rodrigo, àquela altura,  questionava a postura unilateral da Globo na cobertura do assunto.

A emissora fez campanha aberta e declarada contra as cotas, usando para isso o Jornal Nacional. Podemos dizer, sem medo de errar, que a emissora acabou mobilizando e aglutinando em torno de si os que se opunham às cotas, garantindo a eles visibilidade com o objetivo de convencer a opinião pública das teses gestadas no Jardim Botânico. Neste esforço se engajou o DEM, autor da ADIN que está em julgamento no STF.  Sim, sim, é mais uma demonstração da sintonia entre a emissora e  o partido de Demóstenes Torres. No que mais atuaram juntos? Nos bastidores do mensalão, por exemplo — como aliás, notou Marco Aurélio Mello?

A questão, portanto, vai muito além da implantação ou não das cotas raciais no Brasil, mas do uso de um bem público — o espectro eletromagnético — por uma empresa privada para promover suas teses junto à sociedade brasileira, de forma distorcida e unilateral.

PS do Viomundo: A propósito deste post, o Rodrigo Vianna esclareceu os detalhes da troca de mensagens a que me refiro acima.

Leia também:

Economist: A terceira revolução industrial

 

129 Comentários escrever comentário »

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Dhaulagiri

03/05/2012 - 15h02

Ora,pessoal, a Rede Bobo de Telemanipulação está se contorcendo.Seu poder de influenciar os rumos políticos,econômicos e agora a opinião do judiciário tem se tornado de uma irrelevância que parece aumentar em progressão geométrica.A toda phoderosa por muito tempo ditou os rumos da nação em todas as esferas e só agora começamos a nos libertar de seu pesado jugo. Isso vale ouro!

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Luca K

01/05/2012 - 17h23

A afirmação de que a “maioria” da população brasileira é “negra” é uma MENTIRA deslavada, repetida na mídia seja esta de “esquerda” ou de “direita” e por ativistas que são ou idiotas úteis ou desonestos. Os negros somam cerca de 7%. Os brancos formam o grupo mais numeroso ~48%, seguidos pelos pardos ~43%. A predominância de “negros” se dá através do subterfúgio absurdo e intelectualmente desonesto de somar os pretos aos muito mais numerosos pardos. A desonestidade desse tipo de coisa fica evidente quando se analisa os resultados dos mais recentes estudos genéticos sobre a população brasileira. Entre os pardos, a herança européia PREDOMINA, chegando às vezes a ultrapassar 80%! Mesmo em um lugar como Ilhéus, Bahia, os pardos(estudo de 2011) apresentaram seguinte composição: 8.9% (indígena), 30.8%(Negra) e 60.3% branca. Um estudo recente feito com alunos de um CEFET na Baixada Fluminense revelou o seguinte; “Os alunos que se classificaram como “pardos” perceberam que teriam aproximadamente os mesmos índices de ancestralidade europeia, africana, e ameríndia. O teste de ancestralidade genômica, de novo, trouxe resultados com índices mais “europeizantes”: mais de 80% em média. Os estudantes “brancos”, que se percebiam como portadores de substancial ascendência africana e ameríndia, se defrontaram com resultados de testes genéticos que, na realidade, evidenciaram que têm muito pouca ancestralidade africana e ameríndia.”
Outro estudo recente realizado por uma equipe da Universidade Católica de Brasília e publicado na revista científica “American Journal of Human Biology”, produziu um retrato das contribuições de cada raça para o DNA dos brasileiros. Obtido com amostras das cinco regiões do país, indica que, em média, ancestrais europeus respondem por quase 80% da herança genética da população. A variação entre regiões é pequena, com a possível exceção do Sul, onde a contribuição européia chega perto dos 90%.
Portanto, usando a lógica bizarra dos ativistas negros, seria bem mais lógico somar os pardos aos brancos!! Aliás, geneticamente, os negros brasileiros, em média, são fortemente mestiços. Em algumas regiões, as contribuições européias somadas à indígena superam a negra entre os “negros”. Por exemplo; em Porto Alegre a contribuição africana entre os negros foi de 46% e em Ilhéus, pasmem, apenas 36%!!
No final das contas fica evidente que as tais cotas raciais para negros constituem uma maluquice baseada em critérios fortemente subjetivos ligados ao fenótipo dos candidatos. Ou seja, se o candidato possuir uma aparência mesmo levemente negróide, já poderá ser aceito como “negro”. Ou não. Isto levou ao infame caso dos irmãos gêmeos mestiços em que um comitê racial da UNB decidiu que um era negro enquanto outro comitê não admitiu o outro gêmeo. E a não ser que todas as informações que encontrei sobre o caso estejam erradas, os gêmeos eram alunos de classe MÉDIA, oriundos de escolas PARTICULARES que, tendo bombado 3 vezes no vestibular, decidiram tentar ingressar pelo sistema de cotas. Qual a justiça de uma palhaçada dessas??
Enquanto isso, o ensino brasileiro continua um horror, do ensino fundamental ao superior, incluindo boa parte das escolas e universidades particulares. A verdade é que o Brasil é um país com grandes dificuldades de planejamento estratégico, planejamento de longo prazo. Sem um plano estratégico para a educação brasileira, para pesquisa e tecnologia, continuaremos muito mal. Até hoje, esse planejamento não ocorreu. Duvido que aconteça. Mas agora somos politicamente corretos!! UHUUUU!!

Responder

    Lucila

    01/05/2012 - 19h01

    “No final das contas fica evidente que as tais cotas raciais para negros constituem uma maluquice baseada em critérios fortemente subjetivos ligados ao fenótipo dos candidatos.”
    Critérios estes, que, diga-se de passagem, faz o cidadão de bem verificar, em um cruzamento deserto, se as portas do automóvel estão realmente travadas quando atravessa a rua um jovem com uma aparência levemente negróide.
    Muito bons números. Acrescente a estes o montante de africanos que chegaram ao país, durante o tráfico de escravos, comparando-os com o das diversas imigrações europeus ao Brasil e, é claro, com a estimativa populacional indígena antes da colonização destas terras. E, também, faça uma inferência sobre os dados genéticos de miscigenação observados no Nordeste e no Sudeste com os do Sul do Brasil. Se, mesmo assim, chegar a essa conclusão, claramente, o Sr. entende o cidadão de bem do exemplo acima.
    Mas, uma questão: como um sistema de cotas impede o “plano estratégico para a educação brasileira”?

    Luca K

    01/05/2012 - 19h29

    Lucila, vc parece duvidar dos números que apresentei. São oriundos de várias pesquisas científicas recentes e dei inclusive algumas das fontes. Bem diferente dos teus “achismos” que nada significam. Sou contra cotas raciais, são injustas e no Brasil particularmente ridículas. Sou a favor de cotas para o ensino público independentemente de raças e mesmo assim com ressalvas. E marque aí; NÃO É A SOLUÇAO.

    Lucila

    03/05/2012 - 18h34

    Não, Lucas, pelo contrário. Confio nos seus dados, só aconselho ampliar suas pesquisa, para que você não mantenha essa visão míope.
    Não entendo essa de cotas para o ensino público. O ensino público
    tem que melhorar ou tem de continuar ruim, com as cotas? Decida-se. Ah, ok. Não é a solução…Então, aí é que entra o plano estratégico? E onde cotas raciais atrapalham esse bendito?
    Mas, quer saber? O estado democrático de direito falou e bem.
    Se discorda, vá às ruas, implantar a anarquia!

    Taryk Al Jamahiriya.Afro-indigena brasileira

    24/10/2012 - 17h28

    A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da Organização Negra Nacional Quilombo – ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br

Invisible

01/05/2012 - 00h04

Guerra civil? Um país que convive com tantos descalabros e é incapaz de enfrentá-los não faz guerra civil por nada. Estão aí a tímida Comissão da Verdade, os maiores juros do planeta, a ausência de investimentos em educação e tecnologia, o sistema eleitoral corrupto, o sistema jurídico corrupto e ineficiente, o monopólio da mídia etc., etc.. O Brasil é o país do individualismo onde cada um procura se safar de acordo com a situação da maneira mais esperta possível.
As cotas entram neste contexto. Foi legalizado o ato de bater a carteira. Não a dos “politicamente corretos” que a defendem, mas as dos jovens que por mérito têm suas vagas roubadas. Se perguntassemos a um politicamente correto se ele abriria mão da sua vaga na universidade, ou da de um de seus filhos ele diria não, claro. Se fosse apenas uma pergunta ele poderia até mentir. Mas como é com outro… Se perguntassemos a um politicamente correto que acusa a todos (a sociedade) de racista e discriminador, se ele é racista, se sua família discrimina negros, se seus amigos discriminam negros, diria que não. Mas são os outros.
Não por acaso não há país no mundo que tenha adotado um sistema de cotas parecido (felizmente para o mundo). Nos EU as cotas não são proporcionais, são ínfimas e justificadas pelo critério da visibilidade.
As política de cotas tornam ainda mais visível o grau de degeneração ética da sociedade brasileira. Tudo o que a humanidade melhor produziu é varrido em uma demonstração de total falta de referência moral e ética. A universidade é tratada como elemento de ascenção social (!!). E ainda tem gente que se diz de esquerda que defende isto! Esqueceram a universalização da educação de qualidade em todos os níveis.
Os absurdos são tantos na defesa desta infame tese das cotas que não é possível rebatê-la sem se referir a tudo que há de mais básico nas conquistas da civilização.
E ainda tem o desastre prático para o nível da educação que será gigantesco. Os brasileiros mais conscientes e que puderem mandarão seus filhos estudarem no exterior. E assim vamos levando, sem guerra civil.

Responder

    Lucila

    01/05/2012 - 18h41

    Desculpe-me, mas o Sr. é invisível ou cego?

Cláudio

30/04/2012 - 18h43

Também defendo as cotas raciais. E eu quero é mais ações afirmativas para os que sofrem a injustiça generalizada com os seus agravantes muito específicos. Tratar os desiguais de forma igual é perpetuar a injustiça e manter a própria desigualdade. “De influência socialista, desenvolvida a partir da segunda metade do século XIX, a igualdade material se volta a diminuir as desigualdades sociais, traduzindo o aforismo ‘tratar desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade’, a fim de oferecer proteção jurídica especial a parcelas da sociedade que costumam, ao longo da história, figurar em situação de desvantagem, a exemplo dos trabalhadores, consumidores, população de baixa renda, menores e mulheres” ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Igualdade ). Trata-se, portanto, de dar a cada qual de acordo com as suas necessidades.

Responder

Rafo

30/04/2012 - 16h27

O Brasil mais uma vez chegou atrasado no assunto, as cotas não são mais necessárias, o acesso às universidade está disponível a todos,tanto públicas quanto particulares,negros, pobres, filhos de trabalhadores, podem comprar seus diplomas tranquilamente, em suaves prestações e passar anos tentando entrar no serviço público, isso sim que é justiça social.

Responder

Prof. Raimundo

29/04/2012 - 15h37

O criador do vídeo(Daniel Fraga) deveria ser processado.Pra mim, fica mto claro em todos os momentos do vídeo o quanto este é carregado por argumentos racistas que as vezes passam despercebidos por serem "bem-colocados". Reaça!! [youtube 8Dd-QEE9aBM&feature=context-gfa http://www.youtube.com/watch?v=8Dd-QEE9aBM&feature=context-gfa youtube]

Responder

Vitaliciedade!

28/04/2012 - 10h11

A empresa privada que defende suas teses contra a política de Cotas, contra uma Nação mais igual, justa e solidária, mas estão a favor do capitalismo e seu filão na educação, basta ver as propagandas na emissora de faculdades privadas, vem daí a unilateralidade.
Fôsse na Argentina e Cristina Kirtchner já teria resolvido esta unilateralidade, revrtendo a favor do povo.
Fôsse na Argentina!

Responder

Étore

27/04/2012 - 23h17

Na boa gente, não é por aí.
.
O negócio é garantir ensino fundamental e médio decentes para que todos, independente de cor ou situação financeira, possam chegar ao superior por seus méritos.
Demora muito mais, eu sei, mas não podemos ficar apoiados apenas em soluções imediatistas e – principalmente – utópicas.
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Falando em utopia, qual é a previsão de tempo para que as cotas atinjam um resultado prático realmente mensurável ? Ou melhor colocando, se aplicadas universalmente em quanto tempo as cotas repararão a "injustiça histórica" com os negros ?
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Afinal, quem implantou esta prática deve ter feito todos cálculos para comprovar, inicialmente na teoria, que ela realmente é eficaz e não apenas uma medida simpática e populista.
Não li ou ouvi nada do tipo "como decorrencia da adoção de cotas raciais, em 2027 a participação de negros no ensino superior deverá ter aumentado em 350%". Até agora, salvo desconhecimento da minha parte, só se fala em reparação histórica.
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Responder

Richard

27/04/2012 - 17h35

o negro na sociedade brasileira http://www.youtube.com/watch?v=xp9_fPuYHXc

Responder

Gilson Rocha

27/04/2012 - 16h12

Sou contra as cotas.
Vou deixar uma jornalista
dizer o porque…
http://bit.ly/IXfniy

Responder

Roberval

27/04/2012 - 16h05

Sou a favor das cotas e respeito as indagações e argumentos daqueles que são contra, desde que tenham uma estrutura argumentativa coerente, mesmo baseada em princípios e valores da "boa" ética.

No entanto, não é o que se pode esperar do DEMo e da Globo (Logo Ali Camel), pois estão embasadas em princípios racistas, defensores e participantes de uma elite rural-urbana escravocratas, corruptora de valores e dilapidadora dos bens públicos materiais e imateriais.

Torço e trabalho para que as instituições públicas e privadas da "boa" ética continuem jogando LUZ sobre as TREVAS das instituições racistas e de seus representantes em todos os setores da sociedade brasileira.

No Congresso Nacional está para ser votado um projeto de lei que propõe a desapropriação de fazendas que recorrem ao trabalho escravo. Sabemos que boa parte dessas terras estão nas mãos de fazendeiros e políticos ligados ou adeptos daquela parcela da direita corrupta brasileira. Para quem quiser ajudar a pressionar o Congresso para aprovar essa lei está rolando um abaixo assinado no site da avaaz. SIGAMOS FIRMES!!!

Responder

Damastor Dagobé

27/04/2012 - 14h52

a prova viva que a politica de cotas funciona é o próprio ministro Joaquim Barbosa que está onde está graças a ela-aplicada pelo Governo Lula de modo informal obviamente- e faz toda a diferença…nos EUA a politica de cotas é posta a funcionar de forma voluntaria em muitos casos, como nos filmes e séries de televisão..e em ultima analise foi o que possibilitou a eleição do atual presidente…que pode ter uma alma meio chegada ao alvacento, mas tem uma ginga que não nega a raça de jeito nenhum.

Responder

Lúcio

27/04/2012 - 14h15

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”

O STF sepultou no Brasil o sonho de Martin Luther King…

Responder

Prof. Raimundo

27/04/2012 - 13h07

comentaio a favor das cotas! [youtube b9TjCn4fvME http://www.youtube.com/watch?v=b9TjCn4fvME youtube]

Responder

Prof. Raimundo

27/04/2012 - 12h46

A velha oligarquia conservadora foi mais uma vez derrotada …. por unânimidade a ação do DEM foi rejeitada …. o que dizer ao DEM depois disso: Chupa DEMóstenes, Chupa Racistas, Chupa Magnoli, Chupa Jabour, Chupa Ali Kamel, Chupa Globo, Chupa Jô!

Responder

FrancoAtirador

27/04/2012 - 12h32

AS DERROTAS DA FACÇÃO GLOBAL KAMEL
.
.
A terceira derrota de Ali Kamel: 10 x 0!
Brasil vira a página do “racismo cordial”

Por Rodrigo Vianna, no ESCREVINHADOR

O Ali Kamel, diretor da Globo, levou uma sova no STF. Por 10 x 0 (dez votos a zero), o tribunal decidiu que são constitucionais – sim!!! – as quotas para negros nas universidades brasileiras.
Kamel, como se sabe, nega que haja racismo no Brasil. “Não somos racistas” é o título de um livro dele. Kamel é contra as quotas.
E não está sozinho. Outros ideólogos contra as quotas são Demetrio Magnoli, ex-trotskista hoje especializado em dizer o que a Globo gosta de ouvir, e Demostenes Torres, amigo de sala e cozinha de Carlinhos Cachoeira.
Foi a terceira derrota acachapante sofrida por Ali Kamel em 6 anos.
Em 2006, ele apostou tudo contra a reeleição de Lula.
Eu trabalhava na Globo, e vi de perto todo o processo.
A indignação seletiva nos telejornais, a forma como os aloprados eram sempre caracterizados como “do PT”, enquanto os tucanos eram tratados como “funcionários do governo anterior”, a forma como se escondeu o que havia no famoso dossiê contra Serra que os “aloprados” supostamente iriam comprar, a maneira como o “dinheiro dos aloprados” foi parar no JN na antevéspera do primeiro turno, a trama do delegado Bruno exposta pelo Azenha e depois pela CartaCapital…
Tudo isso é história – que um dia precisa ser contada com mais detalhes.
O bombardeio da Globo contra Lula começara antes, em 2005, na cobertura do chamado Mensalão.
O jornalista Marco Aurélio Mello escreveu um belo texto sobre isso.
A Globo queria “sangrar Lula”, para derrotá-lo nas urnas em 2006.
Aliou-se até ao pequeno ACM Neto.
Não deu. Ali Kamel perdeu feio.
Em 2010, Ali Kamel pôs a Globo contra Dilma.
Quem não se lembra do episódio da bolinha de papel?
O perito Molina – que já atuara a favor de Kamel em causas pessoais do diretor da Globo no Judiciário – foi usado no JN para criar a teoria de que Serra fora atingido por um misterioso objeto.
Só faltou acharem um Lee Osvald! A Globo passou ridículo. Serra virou Rojas.
E Ali Kamel perdeu pela segunda vez.
A terceira derrota veio agora, no STF.
“Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera”.
Ninguém encampou a tese kameliana de que quotas seriam uma forma de “acirrar” as disputas raciais no Brasil. Demóstenes (recolhido à cozinha de Cachoeira) fez falta, porque era valoroso defensor dessa tese.
Chegou a dizer, numa audiência pública, que o racismo não fora tão violento assim, e que a mistura entre negros e brancos se deu através de estupros cometidos pelos senhores, sim, mas que eram “consentidos” pelas escravas. Segundo ele, “uma história tão bonita de miscigenação”.
Essa é a turma contra as quotas.
Ali Kamel é um pouco mais sutil. Mas também encampa teses estranhas:
por exemplo, relativiza a cor da pele como elemento definidor da Escravidão no Brasil.
Por que digo isso? Porque ele me falou sobre o tema numa troca de e-mails pessoal, em 2005.
Eu cobrira, pela Globo, a visita a São Paulo de um enviado especial da ONU sobre racismo.
A matéria não foi ao ar no JN. Kamel derrubou.
Escrevi a ele no Rio, para saber o que acontecera. Trocamos e-mails de forma muito civilizada.
E fiquei sabendo como ele pensava.
Já falei sobre isso numa entrevista a Marcelo Salles, mas sempre evitei dar detalhes dos e-mails, afinal a troca de mensagens se dera de forma reservada.
Só que Ali Kamel não se importou com isso: usou os e-mails num processo judicial que move contra mim!
Que deselegância! Usou para tentar provar que eu o tratava muito bem, e que depois passei a criticá-lo.
Sim, na troca de e-mails eu o tratei de forma cordial, como faço com todo mundo.
Não tenho nada, absolutamente nada, contra ele pessoalmente.
Nossas diferenças são políticas e jornalísticas, são formas diferentes de ver o mundo e de intervir no debate.
Desde o início do governo Lula, Ali Kamel se posicionou contra o Bolsa-Família (“assistencialista”, o certo era investir em educação), contra o Prouni, contra as quotas (afinal, se “não somos racistas”, pra que quotas?).
Por isso, essa terceira derrota de Ali Kamel, no STF, deve ter sido a mais dolorosa.
“Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera”.
Não apareceu ninguém para defender a “sociologia kameliana” no STF.
Ele levou uma surra.
Nos e-mails de 2005, com alguma arrogância, tentou ensinar-me quem era Gilberto Freyre.
Ali Kamel provavelmente acredite que é o novo Freyre, o novo formulador da “democracia racial” brasileira.
Um Freyre incompetente. Porque mesmo entricheirado na emissora mais poderosa da América Latina, ele perde todas.
Perde o debate no STF, perde as eleições, perde a capacidade de influir nas decisões do Estado brasileiro.
Um bom sinal.

http://www.rodrigovianna.com.br/

Responder

leo

27/04/2012 - 12h00

Pois é,, e nos Nordestinos de qualquer cor, que sempre sofremos descriminação de voces do Sul/Sudeste.

Responder

    Kilimanjaro

    27/04/2012 - 17h30

    A massa nordestina no Sul/Sudeste é negra. São eles quem mais sofrem com a desigualdade racial.

    cearense branco podre de rico em são paulo é o que mais tem na verdade eles queriam ser estadunidense.

    não queira causar a discórdia, aqui não vai colar.

Damastor Dagobé

27/04/2012 - 11h27

sobre a tão falada "dificuldade de determinar quem é negro do Brasil".. fácil de resolver, um PM, vendado, é capaz de mirar o porrete direitinho no moreno… não erra de jeito nenhum.

Responder

Benedito Simim

27/04/2012 - 11h25

Ao tempo do apartheid, na Africa do Sul, tinha mais negros na universidade, proporcionalmente, que aqui no Brasil…hoje. Mas eles eram/são racistas..nós não..

Responder

Alexandre Bitencourt

27/04/2012 - 11h06

A velha oligarquia conservadora foi mais uma vez derrotada …. por unânimidade a ação do DEM foi rejeitada …. o que dizer ao DEM depois disso:
Tomou?

Responder

Luiz Clete

27/04/2012 - 10h52

A educação brasileira de qualidade é um feudo dominado pela elite e pela classe media-alta decadente. A fuvest e os vestibulares para universidades publicas é a maior safadeza ja inventada. Quem acredita que a fuvest é transparente com seus esquemas de segurança e coisa e tal? O ENEM é massacrado porque dá pontos para alunos de escolas publicas e isso é um horror para os senhores feudais da educação. A cota raciais é constitucional, logo será cotas socias, para abarcar todos alunos-assalariados do país e com isso acabar com essa industria dos cursinhos. Sempre aparece injustiça a justiça que se faz ao outro.

Responder

Leni

27/04/2012 - 10h48

Azenha qual é o medo difundida nas teses gestadas no Jardim Botânico? De que um dia o Brasil tenha um Presidente da República negro?

Responder

Leni

27/04/2012 - 10h21

Hoje pela manhã na CBN um senhora jornalista declarou que racismo é inconstitucional, que não houve debate suficiente, e questionou a unânimidade do julgamento, sobre constitucionalidade de política de cotas para negros na UnB.Considero inconstitucional a desinformação prestada em serviço de concessão pública.O Brasil tem como princípio fundamental em seu art. 1º a cidadania, a dignidade da pessoa humana, no art. 4º o repúdio ao terrorismo e ao racismo, art. 5º – inc. XLII, considera a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível.Antes do julgamento foram feitas audiências públicas com participação de diversos seotres da sociedade, entre eles o senador Demóstenes Torres, representante do DEM. Simplificar o debate , estereotipar é distorcer a realidade, do imenso fosso de desigualdade entre negros e brancos,a injustiça racial secular e história, a exclusão, a carga tributária imposta aos negros, a falta de acesso a serviços básicos necessários a uma vida digna, e a subcidadania naturalizada e invisibilizada.Há jornalistas utilizando suposta "cartilha do Jornal Nacional" .

Responder

Marcelo S.

27/04/2012 - 09h20

Continua:

5) Ainda que pontuais tendo que ser compatibilizadas com outras políticas, as cotas raciais são uma medida eficaz no combate à discriminação racial. A educação apresenta-se como uma variável determinante na desigualdade de renda entre negros e brancos. Em países como o Brasil em que o diploma de ensino superior funciona como critério de exclusão social, não ter acesso às universidades, é estar impedido de ocupar os postos sociais mais importantes da nação.
6) As cotas raciais não diminui a qualidade das universidades brasileiras, como mostram diversas estatísticas. Mais do que isso, elas tocam em um ponto a ser discutido no país: os modos de ingresso no ensino superior brasileiro. Contra a naturalização do mérito, contra a dogmatização do vestibular que criou universidades elitizadas, elas, entre outras medidas, podem servir para aumentar a diversidade cultural das universidades.

7) Contra aqueles que acreditam que as cotas sociais resolvem o problema com um ônus menor, alguns dados revelam que alunos negros comparados a alunos brancos de mesmo nível socioeconômico, do ensino público e privado, têm proficiência menor do que os alunos brancos. Assim, políticas sociais não terem o mesmo impacto que as raciais.
8) As cotas raciais “racializam” o Brasil e vão gerar um conflito entre brancos e negros. Em primeiro lugar, como se comprovam a história do Estado brasileiro, as políticas há muito já foram “racializadas”, só que a favor dos brancos. Em segundo lugar, há uma década o país adota essas medidas e não se tem notícia do aumento do conflito “racial” entre negros e brancos.
9) “No Brasil todo mundo é um pouco negro, pois somos um país de mestiço”. Como dizia o bom e velho Florestan Fernandes, miscigenação não implica em ausência de desigualdades sociais. Se a tipologia racial brasileira não é binária (branco versus negro), isso não significa que sejamos capazes de diferenciar, mesmo que de modo mais complexo, “brancos” e “negros”. Como diz ironicamente um defensor das cotas, basta chamar um policial que sistematicamente aborda mais negros que brancos em suas “batidas” para resolver o problema.
10) “Raça não existe”. Se, de fato, o conceito de raça é contestado pela medicina, biologia e pela genética (embora, curiosamente, essas ciências tenham no passado ajudado a legitimar a ideia da superioridade branca), o conceito de raça como categoria política e social é plenamente legítimo. Implica apenas no reconhecimento à diversidade cultural e histórica de indivíduos que se identificam entre si.

Responder

Marcelo Sevaybricker

27/04/2012 - 09h19

Ontem o STF decidiu pela constitucionalidade das cotas raciais no ensino superior brasileiro. Embora, obviamente, existam outras questões relevantes em relação a esse evento (a judicialização da política e a politização do judiciário) APROVEITO a ocasião para apresentar as RAZÕES que me levam a ser favorável a tais medidas. Ficaria muito feliz em receber outras opiniões sobre esse debate.

DIDÁTICA: DEZ ARGUMENTOS FAVORÁVEIS ÀS COTAS RACIAIS:
1) O Estado brasileiro promoveu e ajudou a promover a escravidão no país por quatrocentos anos de NEGROS. O Brasil foi não apenas o último país do mundo a abolir a escravidão, mas também o que mais teve escravos na História da humanidade, ou pelo menos na História moderna.
2) A abolição da escravidão não foi acompanhada de nenhuma iniciativa do Estado em reparar o dano cometido a essa população. Pelo contrário o debate no século XIX girava basicamente em torno da indenização aos donos de escravos. Nenhuma medida específica “positiva” foi tomada pelo Estado em relação aos negros – diferentemente das políticas de fomento à imigração utilizada a fim de “importar” brancos para o país. Os negros brasileiros conhecem principalmente a face repressora do Estado que promoveu a perseguição de suas manifestações culturais e religiosas (samba, capoeira, candomblé, etc.), bem como a coerção física e moral dos próprios negros, praticadas até hoje.
3) A discriminação racial é atestada ano após ano pelas estatísticas que comparam a vida de brancos e negros (pretos e pardos) no país: índice de mortalidade, analfabetismo, anos de educação escolar, salários, expectativa de vida, população carcerária, etc. Em TODOS esses indicadores sociais negros aparecem em situação de DESVANTAGEM em relação aos brancos. Se as desigualdades sociais têm diminuído em pequena escala no Brasil, as raciais permanecem inalteradas. Não é possível pensar, portanto, que a situação em que vivem eles é mero resquício de nosso passado escravagista e que tende a desaparecer ao longo do tempo.
4) As cotas raciais, entre outras medidas de reparação previstas, não atentam contra a Constituição brasileira, pois nesta está prevista não apenas a igualdade processual perante a lei, mas igualdade de resultados. Afinal, não é a primeira vez que o país adota medidas de discriminação positiva, compatíveis com a Constituição de 1988, por exemplo: reservas de cargos para portadores de deficiência física, proteção do mercado de trabalho da mulher, reserva de vagas para mulheres nas candidaturas partidárias, a Lei 5.465, a "Lei do Boi" que reservava vagas para agricultores e seus filhos no ensino agrícola, além da lei que estabelece o ingresso diferenciado de estudantes africanos nas universidades brasileiras sem passarem pelo crivo do vestibular.

Responder

Marat

27/04/2012 - 07h38

É lógico que há muitos pobres e muitos miseráveis no Brasil, com as mais variadas tonalidades e cores de pele, mas, foram os negros que lutaram pelas cotas e venceram. Por que os outros que estão em situação precária não se mobilizam (sem usar o malandro discurso branco-burguês) e lutam pelos seus direitos?

Responder

Marat

27/04/2012 - 07h36

Assunto tão complexo suscita várias discussões:
1) O PIG, capitaneado pela globo, talvez tenha menos influência do que a gente pensa. Certamente algumas pessoas mais suscetíveis à mentira acabem votando nos candidatos globais e acabam até engolindo teses esdrúxulas e estapafúrdias, mas, ao que parece, o número de esclarecidos vem aumentando. Que bom!;
2) Países ditos "civilizados" (apesar das guerras e dos massacres) adotam várias medidas para corrigir distorções, tais como a reforma agrária e até proteções para minorias. O Brasil está no rumo certo. Acredito até que certos ministros do STF já tinham o voto contrário, mas preparam dois discursos, para o caso de serem voto vencido. Na hora H, para não sair feio na foto, aprovou. Ainda assim, o resultado foi excelente. Os negros foram lutadores e combativos, merecem essa conquista;
3) Agora temos duas frentes importantes para lutas: a) Punição pesada aos torturadores; b) Iniciar, sem sofismas e sem tergiversações, a redistribuição de renda no país. Os oligarcas sempre tiveram tudo do bom e do melhor. Agora é hora de pagar com juros e correção todas suas distorções e malandragens!

Responder

    Vitaliciedade!

    27/04/2012 - 18h25

    Minha solidariedade.
    O desafio da sociedade moderna é a inclusão das minorias, consagrar valores humanos essenciais para a justiça social, reconstruir a primazia do ser humano sobre políticas econômicas. País de primeiro mundo será, os que garantirem a seu povo justiça sustentada: o reconhecimento de suas diferenças com igualdade, reconhecimento de suas identidade, território, dignidade e cidadania plena.
    Temos que avançar e colaborar para a conquista da cidadania plena global, onde possamos nos reconhecer no Outro como sujeito de direitos.

Cesar Ferreira

27/04/2012 - 03h17

Certamente a idéia de guerra civil é exagerada. Mas a hipótese da difusão do ódio racial no Brasil não é uma hipótese ridícula se entendermos que a institucionalização das cotas, agora pelo STF, seja seguida por outras leis racialistas que supostamente serviriam para reparar uma “injustiça histórica”.
Meu medo, ou melhor, minha certeza, é que essa ideologia serve mais a uma elite que se arvora ser uma vanguarda, mas que no fundo são como aqueles que se julgam "homens bons" dando esmola com o dinheiro dos outros. E minha esperança é que a maioria do povo brasileiro resolva a seu modo essa “falsa caridade” se declarando, justamente, como afrodescendente.

Comento agora a opinião do Azenha…

"A ideia da explosão de uma guerra civil entre brancos e negros, por causa das cotas raciais, resulta da visão distorcida que alguns poucos intelectuais têm da convivência entre os “de baixo”. Desconhecem os laços de solidariedade social e presumem, de forma um tanto elitista, que os brancos pobres não são capazes de reconhecer as injustiças históricas cometidas contra os negros."

Eu já acredito que o brasileiro não é melhor do que nenhum outro povo. Logo, eu acredito que ele está sujeito a ser tão vil quanto qualquer outro povo se as condições forem criadas.

"É uma tese que desconhece, por conveniência, alguns fatos históricos, como o engajamento de centenas de milhares de brancos na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.”

Não tenho a menor dúvida que os "brancos" no Brasil podem ser solidários, a prova óbvia é que a política de cotas está sendo implantada pela elite brasileira = “brancos”. Mas uma coisa são os brancos americanos e a elite no Brasil que se julga “branca”, outra são os “brancos pobres” = pardos majoritariamente. Isto é, também é muito conveniente esquecer que nos EUA não existe um grupo majoritário de pardos a ser confrontados com a política de cotas. Ou seja, se a sociedade americana fosse majoritariamente mestiça podemos supor que a política de cotas teria ambiente para ser implantada lá?

"No Brasil, o argumento falacioso da guerra civil foi brandido, por exemplo, pelo todo-poderoso da TV Globo, Ali Kamel, … A emissora fez campanha aberta e declarada contra as cotas, usando para isso o Jornal Nacional. Podemos dizer, sem medo de errar, que a emissora acabou mobilizando e aglutinando em torno de si os que se opunham às cotas, garantindo a eles visibilidade com o objetivo de convencer a opinião pública das teses gestadas no Jardim Botânico. Neste esforço se engajou… o partido de Demóstenes Torres. "

-Apontar que a “tese da guerra civil” é defendida pela globo e pelo Demóstenes também é argumento falacioso assim com seria falacioso da minha parte dizer que não devemos ser a favor das cotas porque essa idéia foi gestada no ambiente político quando reinava a era FHC e a idéia, recorrente, de o que é bom para os EUA é bom para nós.
http://www.youtube.com/watch?v=KSpokEWGS8Q

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Caracol

27/04/2012 - 02h49

Anos atrás eu caminhava pelo calçadão do Arpoador. Em minha direção vinham dois senhores de aparência muito respeitável e incidentalmente… brancos. Antes de cruzar comigo um disse para o outro:
– Aquela bicicleta que vem aí é roubada.
Achei aquilo estranho e esperei a tal bicicleta passar. Veio pelas minhas costas e passou. Era novinha, amarelinha, e quem a pilotava era um garoto de óculos de seus dez anos, bem vestido, arrumadinho, com toda pinta de classe média local.
Adivinhem por que razão o cara afirmou que a bicicleta era roubada?
Dou um doce pra quem errar.
(Dou outro doce pro Azenha se não aparecer em seguida algum comentário dizendo que esse garoto que tem posses deve ter "roubado" a vaga de algum branco pobre).

Responder

clavier

27/04/2012 - 02h40

pô, até quando essa brincadeira de cotas? Cotas pela cor? Ou cotas pela questão financeiro-social? A segunda seria melhor merecedora. Ser negro não representa falta de condições financeiras, necessariamente. Tem "brancos", "pardos", "índios", etc; muito mais necessitados do que alguns de cor. E aí, como fica essa coisa? Os iluminados de toga querem jogar (e jogaram) para a platéia. Uma vergonha! Uma esculhambação. A Constituição, mais uma vez, rasgada. Aliás, a constituição parece aquela moça criada em um lar de pais de índoles duvidosas, e casou com o pior dos vagabundos. Depois de mais de vinte anos de casada pode ser comparada as prostitutas de rua em questão de respeito. Talvez essas últimas tenham mais respeito por parte dos seus clientes.

Responder

    Alexandre Bitencourt

    27/04/2012 - 11h00

    São praticamente 3 séculos de escravidão … após a "libertação da escravidão" os negros se viram sem casa, sem renda, sem estrutura … imagine seu avô escravo, seus pais escravos, você escravo, recomeçando uma vida de liberdade sem estrutura nenhuma. E essa falta de estrutura, ignorada pelo Estado, persiste até os dias atuais. Rasgar a Constituição é ignorar que hoje de fato exista desigualdade de condições entre negros e brancos.

Sérgio Vianna

27/04/2012 - 01h22

(continuação)

O início desse processo de conceder alternativas peculiares aos herdeiros dessa histórica doença social brasileira, visando a época em que um dia chegaremos a ter igualdade de oportunidades aos brasileiros de todos os matizes, nos deixa a todos um pouco mais felizes por vivermos essa oportunidade única de nossa história, a de reconhecer nossos erros do passado e tentar minorar o sofrimento da desigualdade no futuro.

O grito dessa dor profunda comoveu o Supremo, a quem agradecemos por esse momento de união do nosso povo, que veio consolidar a proposta inicial de um governo mais que sensível aos nossos processos históricos.

Parabéns Brasil!

Responder

Sérgio Vianna

27/04/2012 - 01h21

A decisão de hoje do Supremo Tribunal se soma às poucas vezes em que um Poder, no Brasil, se mostra sensível ao maior problema social de nossa terra, a escravidão, que ainda hoje colhe os frutos da ignorância e da estupidez, aquela que um dia definiu aos africanos a condição única da humilhação do ser humano.

A vergonha de todos os brasileiros e brasileiras que sentem na pele – e na alma – a dor dos irmãos e irmãs que foram subjugados por quase trezentos anos, hoje recebeu um bálsamo para refrigerar o calor doloroso que nos acompanha, assistindo aqueles e aquelas a viverem apenas das sobras.

(continua)

Responder

Alice Matos

27/04/2012 - 01h14

"O racismo, ao contrário do que muita gente alardeia, não é o mesmo que miséria ou pobreza. Discriminação, preconceito e opressão de classe são DIFERENTES de discriminação, preconceito e opressão de gênero ou de raça/etnia. Cada uma possui dinâmicas de surgimento e de operacionalidade que lhes são peculiares, logo nenhuma se funde, ou se confunde, com a outra, embora possam ser reforçadas quando se abatem sobre a mesma pessoa. Cada uma exige políticas específicas adequadas. Urge que o governo entenda, por sensibilidade ou por dever de ofício, que políticas universalistas são insuficientes para abolir o racismo. E seja determinado e lance as bases de uma revolução cultural que ressoe nos usos e costumes, nos mitos e nos ritos que sustentam o racismo."
Fátima Oliveira no Blog do Mário Lobato http://mariolobato.blogspot.com.br/2012/04/merito

Responder

Luc

27/04/2012 - 00h27

Bob Fernandes, pouco antes do resultado do STF, fala sobre cotas nas Universidades. Muito bom!
http://www.youtube.com/watch?v=Sor1I1923zY

Responder

Leonardo

27/04/2012 - 00h21

É justo um negro rico tirar a vaga de um branco pobre na Universidade Pública?

Responder

    Rafael

    27/04/2012 - 10h22

    Cite um único caso.

    Eduardo Guimarães

    27/04/2012 - 10h35

    Que situação é essa? Negro rico tirando vaga de branco pobre? Isso foi elucubrado na mente desse indivíduo. As políticas de cotas têm dois critérios básicos, o "racial" e o econômico. Isso é uma invenção. Nenhum negro "rico" tiraria vaga de um branco pobre. Há negros ricos? Sim, há pagodeiros e jogadores de futebol, mas você não verá os filhos deles tirando vagas de brancos pobres porque a política de cotas não admite. Vejam que essa direita demente se vale de uma mentira absurda e a espalha como se tivesse alguma base. O sujeito formula essas barbaridades sem base em nada e sai espalhando. Ainda assim, pesquisa Datafolha detectou, há alguns anos, que 65% dos brasileiros apoiam as cotas. No STF, ontem, motivos técnicos, fundamentados e densos foram expostos de forma magistral (eis que, por magistrados) e a verdade venceu. Vai se concluindo que é até bom esse show de desonestidade intelectual dos "Leonardos" da vida, da mídia golpista e do DEM, do PSDB e companhia. Por isso o Brasil deu um chega-pra-lá eleitoral nessa gente em 2002 e não parou mais. Melhor que falem. Quanto mais falam, mais se enterram

    Leonardo

    27/04/2012 - 11h04

    Você não sabe nada do que fala.

    O critério de cotas na UNB é RACIAL, nao econômico. Se alguém chegar lá se declarando negro e for aprovado pela "bancada racial" que existe na universidade (que vergonha), concorre no sistema de cotas, independente de sua condição financeira ou de onde estudou anteriormente;

    Então quer dizer o critério para balizar se uma causa é boa ou nao é o entendimento do STF? Legalmente sim, mas não sou obrigado a concordar com os argumentos deles.

    Vou salvar seu comentário e quero ver os mesmo elogios ao STF após o julgamento do MENSALÃO.

    abolicionista

    27/04/2012 - 13h31

    Leonardo, se você está com medo de não conseguir entrar na universidade, que tal lutar por mais vagas nas universidades públicas, em vez de colocar a culpa nos negros pela escassez de vagas? As cotas são a primeira medida que o Brasil toma para reconhecer que cometeu contra os negros uma injustiça histórica comparável ao holocausto. Leia o poema "O navio negreiro", de Castro Alves, para ter uma ideia da dimensão da barbárie, leia o livro do Alencastro, "O trato dos viventes". O Brasil foi lugar da América que mais praticou o tráfico de escravos na segunda metade do século XIX. Essa questão transcende a dimensão partidária, o próprio FCH, que possui um livro a respeito da escravidão, manifestou-se em favor das cotas. Cuidado com os julgamentos apressados.

    Rodrigo

    27/04/2012 - 13h36

    Eu falei disso ontem, passou desapercebido. Pq a UNB faz ENTREVISTA para determinar se o candidato é negro ou não? Não vou tecer julgamentos, mas há relatos de que a entrevista mede, entre outras coisas, o engajamento do candidato na causa negra.

    Valeria a ajuda do blog até para esclarecer isso, pq se engajamento é critério é estúpido demais; não só resolve mal a desigualdade vigente como promove uma diferente.

    abolicionista

    27/04/2012 - 19h50

    Desculpe, Rodrigo, mas você está misturando dois assuntos. Um é a questão da legitimidade das cotas, outro é "como" elas serão aplicadas. Sobre o segundo assunto, não acho que existam dados suficientes disponíveis para formar opinião a respeito, não acha? Além disso, caso os "relatos" fossem confirmados, seria interessante ouvir o que os responsáveis pela entrevista têm a dizer, ainda que não concordemos com eles, não acha? Sou totalmente contra o jornalismo de "denuncismo", e acho que ouvir o outro lado dos fatos e verificar a veracidade das informações deveriam ser premissas básicas de qualquer veículo de mídia no Brasil. Aprendi muito, aliás, assistindo à sessão do STF que julgou a constitucionalidade das cotas. Aquilo foi uma discussão de alto nível, e mostrou o quanto a imprensa no Brasil é rastaquera, pois mostra ser incapaz de escutar os argumentos de quem discorda do dono do jornal ou da rede televisiva. Isso é ruim para a própria posição sustentada pelo veículo, pois essa se torna cada vez mais frágil.

    Leni

    27/04/2012 - 10h38

    Pergunte ao branco rico se é justo ele tirar a vaga de um branco pobre.

    Marat

    27/04/2012 - 11h19

    Rsrsrsrsrs – SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Vitaliciedade!

    27/04/2012 - 18h04

    É justo termos que ler suas idéias de Kamel, Magnoli,elite burguesa, difundidas à exaustão, que não tolera mudanças nas estruturas da Casa Grande, tenha paciência.
    Tirar vaga? Voce traz a idéia de posse por construção social de hierarquia racial? E quem lhe ensinou que branco pobre ou rico tem vaga garantida na Universidade. Pare de assistir o Jornal Irracional/Unilateral, esqueça a tese vencida no plenário do STF , que desconstruiu a tese do divisionismo. É tempo de mudança e de paz. Nós internautas queremos debater idéias progressistas, democraticas, republicanas, integradoras, de amor e união.Basta às humilhações que o racismo, discriminações, humilhações, manipulação de notícias impõe. O STF nos proporciona a oportunidade para construir uma sociedade baseada na justiça e igualdade.

Leni

26/04/2012 - 23h25

Voto Ministro Ricardo Lewandowski http://youtu.be/UCPXlrWRl4Q

Responder

Leni

26/04/2012 - 23h17

Cont. Utilizar concessão pública para incentivar divisionismo, distorcer realidades, estimular preconceitos é delírio de poder manipulador, para manter e ampliar políticas econômicas criadas para garantir privilégios.Notícia sobre os ideais de liberdade, igualdade, justiça, solidariedade e fraternidade, como valores supremos, consagrados na Constituição Federal, a efetiva e necessário adoção de Ações Afirmativas, para enfrentamento de desigualdade e injustiça racial, para construção da Democracia passaram longe do Jornal Nacional. A Côrte de Justiça durante dois dias, apresentou aos país um momento extraordinário, debate de idéias, e a constatação de que sim, nós podemos transformar este país com justiça social e igualdade e que o Estado e governantes devem cumprir a Constituição Federal, com adoção de Políticas Públicas que promovam a cidadania plena à população negra, secularmente e historicamente discriminada.Esta notícia importante para a construção da democracia não foi veiculada.

Responder

Leni

26/04/2012 - 23h16

Azenha parabéns pela perfeição de sua análise.Assisti o julgamento da ação de Cotas durante os dois dias, a noite no mesmo tempo busquei assistir a transmissão do jornal nacional, e constatei que há um problema sério de informação verdadeira.Uma edição que confunde, distorce, reduz a amplitude de um debate histórico, não cumpre a função de bem informar.A edição do JN, revela que a abordagem é escrita por homens que tem interesses diversos, colaboram para ampliar a incompreensão sobre a construção cultural de raça e os malefícios do racismo.

Responder

Diniz

26/04/2012 - 23h04

Se eu fosse negro contestaria na Justiça a decisão do STF e faria a seguinte reclamação: "A elite branca está reclamando tanto desta mísera cota racial. Eu não a quero, dispenso-a !! Eu só quero o que é de meu direito, a saber: a soma de todos os salários de todos os meus antepassados que não foram pagos por trabalharem forçosamente de graça para todos os antepassados das elites brancas; acrescidos de indenização por assédio moral, assédio sexual, insalubridade, periculosidade; e claro, devidamente corrigido pela inflação acrescida de juros de mercado. SÓ ISSO !!"

Responder

Prof. Raimundo

26/04/2012 - 22h59

Esse povo chorando por causa das cotas remontam aos americanos brancos da década de 60 reclamando do fim do Jim Crow…

Responder

Richard

26/04/2012 - 22h33

A tese da guerra civil é uma idiotice de extrema direita, porém, nada me tira da cabeça que a política de cotas específicas para este ou aquele grupo de indivíduos caracterizado por suas origens não passa de uma estratégia de cooptação de parcelas ascendentes deste ou daquele grupo. Não aceito a tese de focalização de ações afirmativas para setores específicos da sociedade. Defenderei até o fim a necessidade de políticas universalistas. Não existe mais ou menos explorados. Todos os setores que foram ou são explorados, por direito, devem ter acesso aos bens que caracterizam uma sociedade com algum nível de democracia e justiça social, sejam eles negros, brancos, índios, amarelos e o que mais possa existir. Lendo e vendo a cena destacada abaixo creio que não exista muita coisa a se comemorar em tal julgamento. http://www1.folha.uol.com.br/saber/1081861-em-jul

Responder

luiz pinheiro

26/04/2012 - 22h19

O STF deu um banho na tese do DEM.

Responder

EUNAOSABIA

26/04/2012 - 21h51

"por uma empresa privada para promover suas teses junto à sociedade brasileira, de forma distorcida e unilateral."

Fiz um questionamento em cima desta afirmação.

Não vão publicar? perguntei algum absurdo?

Responder

Fabio_Passos

26/04/2012 - 21h28

PHA também está comemorando:

"Cotas raciais: Supremo desmoraliza fraude do PiG" http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/04/2
http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploa

Responder

Fabio_Passos

26/04/2012 - 21h25

Uma grande conquista para aqueles que desejam igualdade.

Uma grande derrota para a direita racista: rede globo / psdb / quadrilha veja / dem / fsp / pps / estadão.

Responder

Mauro A. Silva

26/04/2012 - 20h53

11 a zero. STF reconhece que o Brasil é racista e que os negros têm direito constitucional à reserva de cotas nas universidades.
O ministro Dias Toffoli não participa do julgamento porque deu parecer a favor das cotas quando era advogado-geral da União.

Curioso o voto do ministro Gilmar Mendes. ficou nítido que ele queria votar contra as cotas na Universidade de Brasília, pois disse, com todass as letras, que o critério racial é incosntitucional. Mas o supremo rolando-lero parece que quis jogar para a galera… Mas não sem antes dizer que é favorável à cobrança de matrículas nas universidades públicas…

Responder

Gerson Carneiro

26/04/2012 - 20h52

"QUASE pretos de tão POBRES"

[youtube o90x2e98IdA http://www.youtube.com/watch?v=o90x2e98IdA youtube]

Responder

    Eduardo Bernardes

    27/04/2012 - 00h48

    Fantástico!!!!!

jorge luiz

26/04/2012 - 19h50

As cotas não são erradas, elas só evidenciam a passividade com que a população aceita o não cumprimento dos direitos humanos para todos, não só negros.
Acho que deveriam haver cotas concedidas com base na falta de condições e oportunidade.
Seria mais justo pois miséria não escolhe cor.

Sugiro que conteste o argumento apontado acima para poder começar a dizer que leva esse assunto a sério, ou ao menos que sabe do que ta falando.

Responder

Gustavo Pamplona

26/04/2012 - 19h43

TOP, TOP Rede Globo!!! hahahahhahaha

Aê galera!!! Vale a pena relembrar…

[youtube LPyJyjgmwSs http://www.youtube.com/watch?v=LPyJyjgmwSs youtube]

—-
Desde Jun/2007 dando um TOP, TOP para a Rede Globo no "Vi o Mundo"! =D =D =D

Responder

EUNAOSABIA

26/04/2012 - 19h37

"por uma empresa privada para promover suas teses junto à sociedade brasileira, de forma distorcida e unilateral."

Mas TV Record não faz exatamente a mesma coisa? …. de forma até mais direta e menos dissimulada que a Globo?

Responder

Antonio

26/04/2012 - 19h37

Rede Golpe. Quem pode com ela?

Responder

jacson

26/04/2012 - 19h33

sou de uma cidade do sul do Brasil, fiz direito e durante todo o curso houve apenas 2 negros que estavam estudando direito 1 na minha. As turmas de direito eram alvas ao extremo. Foi discutido em sala a questão de cotas e menos de 10% eram contra. Se tiver guerra civil não vai ser no sul do pais.

Responder

francisco p. neto

26/04/2012 - 19h20

Pois é Azenha.
De vez em quando aparecem aquí no espaço uns "iluminados" questionando:
E porque vc trabalhou lá?
A resposta está aí. Só quem trabalhou lá como vc, o Rodrigo, o Marco Aurélio, o PHA para poderem dizer o que realmente essa empresa é capaz de fazer.
Para a nossa satisfação voces todos se bandearam de lá e enfrentaram a poderosa.
Só os fracos ou os que compartilham do mesmo pensamento, continuam a trabalhar nessa empresa.
De estalo cito alguns degenerados: Carlos Verezza, Regina Duarte, Jô Soares, Marcelo Madureira e outros dessa estirpe.

Responder

Gerson Carneiro

26/04/2012 - 19h19

Dentro das teses absurdas, não haverá espanto se o DEMOCRATAS pedir nulidade do voto do Ministro Joaquim Barbosa alegando interesse na causa por ser ele negro.

Responder

    Leonardo

    26/04/2012 - 20h53

    Aliás… De quantas cotas precisou o Joaquim Barbosa pra ser procurador da república,m um dos cargos mais cobiçados do serviço público?

    Se ele pode conseguir o que queria sem cotas, porque os outros negros nao podem?

    Gerson Carneiro

    27/04/2012 - 04h10

    Aliás… quantos Joaquins Barbosas estão ocupando a posição do Joaquim Barbosa?

    Essa proporção não te diz algo? É tão difícil de compreender?

    É tão difícil de compreender porque o preconceito e o racismo, cegam.

    abolicionista

    27/04/2012 - 13h23

    Sua argumentação não passa de um sofisma. O fato de que um negro conseguiu conquistar um cargo de prestígio não prova que os negros não enfrentam mais dificuldades para fazer o mesmo. A generalização de uma exceção é um dos sofismas mais comuns e perversos que existem. As relações sociais, aliás, seguem tendências, e estão sujeitas a muitas variações. A análise dessas tendências exige pesquisa, discussão, capacidade de projetar situações, enfim, tudo aquilo que o STF realizou durante a votação.

    Espero que pondere melhor suas opiniões no futuro.

    Thiago

    27/04/2012 - 14h34

    Concordo que os negros sofrem injustiças ao longo de toda a história. Concordo que os que vieram a força da África para o Brasil (muitas vezes escravizados e vendidos por outros negros dominantes na própria África) sofreram o que nenhum ser vivo deveria sofrer. Concordo que ainda hoje existe desigualdade, desrespeito, intolerância, racismo… Só não concordo que se deva favorecer um indivíduo ao ingresso da universidade pública pela cor de sua pele. Os negros (e os índios também) sofreram? Sim, claro, lógico. Os negros tem mais dificuldades para chegar a cargos importantes? Sim, muito provavelmente sim. Mas o vestibular não vê cor. Se o vestibular é justo ou não, é outra história. Mas o vestibular não ve cor.

    Um negro pode ser discriminado numa entrevista de emprego? Sim, pois ele é avaliado pessoalmente, e o avaliador pode ter tendências preconceituosas. Um negro pode sofrer preconceito ao entrar em determinado ambiente? Sim. Mas no vestibular não há preconceito.

    Quando eu digo no vestibular é ali, no momento da prova, aluno sentado na frente do papel. Alí o avaliador não ve quem respondeu. Alí não tem cor.

    A escola pública não vê cor. Lá estuda qualquer um. O grande problema do Brasil é em quais condições os alunos chegam ao momento do vestibular. E aí chegamos a conclusão que o problema é o sistema de ensino público. E quem é prejudicado não é o negro, e sim o pobre, que não tem direito a um ensino de qualidade.

    Se a maioria da população negra está nas camadas mais pobres da população? Não sei, não tenho dados sobre isso. Se estiver, o problema é muito mais estrutural. Não é dando cotas para alunos despreparados apenas por causa de sua cor de pele que iremos resolver.

    Um aluno, negro ou branco, tanto faz, que estudou a vida inteira em escola pública, que nunca entrou num laboratório de ciências, resolve prestar vestibular de química e ingressa na universidade pública através de algum sistema de cotas. Ele terá condições de acompanhar as aulas? Não. Ou iremos formar profissionais desqualificados, ou iremos rebaixar o nível da universidade, ou teremos um alto índice de evasão destes alunos. Esta é a solução??

    "Ah, mas precisamos incluir". Então joga todo mundo dentro da universidade e pronto??? É essa a melhor solução que nossos ministros tem?

    Leni

    27/04/2012 - 14h12

    A moderadora (or) deste espaço de idéias deve ser premiada (o).
    Leonardo vou inverter sua inquietude sobre cotas raciais : Porque não lhe causa estranheza que um país com metade sua população composta por negras (os) tenha na composição da Côrte Suprema de Justiça- 11 Ministros – apenas um cidadão brasileiro negro?

    Damastor Dagobé

    27/04/2012 - 16h35

    quem disse que o ministro não o é por conta de cotas???????????
    (o serviço publico federal tem uma intensiva aplicação informal da politica de cotas onde a Receita Federal se destaca)
    O próprio Lewandovski botou a boca no trombone …"ele só esta aqui por causa da cor"..
    o que só prova o acerto da politica de cotas pq ele faz toda a diferença, pra melhor…

    Leni

    27/04/2012 - 17h07

    De quantas cotas voce precisou para escrever aqui no Vi o Mundo?
    O Vice Presidente do STF Ministro Joaquim Barbosa; como diria minha querida avó; deve estar com a orelha quente.

    Lenin

    26/04/2012 - 22h22

    Ordinária;pior é q é verdadeira

    Prof. Raimundo

    26/04/2012 - 23h05

    Gerson, olha nesse link os comentarios raivosos dos leitores da Folha SP…
    http://comentarios.folha.com.br/comentarios?comme

    os caras estão furiosos com os ministros. Eles parecem os norte-americanos sulistas dos anos 60 quando foi decretado o fim do Jim Crow(Segregação). kkkkkkkkkk

    Gerson Carneiro

    27/04/2012 - 04h16

    Prof. Raimundo,

    Valeu pela dica mas prefiro preservar minha saúde mental.
    Porcos no chiqueiro são mais dignos que aquela gentalha.
    Que se matem e apodreçam em paz.

    Marat

    27/04/2012 - 11h24

    Professor, na mosca!!! – Sulistas dos anos 60. Além disso, muitos de nossa classe média são Macartistas. Todos eles pensam que vivem nos EEUU, logo que aqui é colônia!

Ricardo

26/04/2012 - 19h16

Sempre bom lembrar que uma das maiores propagadoras de racismo neste país é nossa maior emissora de televisão , rede globo , que de forma ideológica elabora novas formas estruturais de comunicar, pra formar uma sociedade racista.Lembremos ainda, que seu diretor
executivo de jornalismo Ali kamel, se importa tanto com a sua posição diante do assunto, que se prestou a escrever um livro chamado "Não somos racistas". o que podemos esperar de tais poderosos?

Responder

    Eduardo Bernardes

    26/04/2012 - 21h26

    Para isso, basta ver os funcionários negros da Globo: Taís Araújo, que já apareceu na televisão, falando (bem) do livro "Não somos racistas", do Ali Kamel, e Lázaro Ramos. Estes são os tipos de negros que os racistas gostam: falam de racismo como se isso fosse coisa de outro mundo (dizem que já foram vítimas, mas que agora a situação é outra) e não colocam o dedo na ferida e nem têm coragem de desafiar a emissora e usar o seu espaço para discursar a favor dos negros.

Leonardo

26/04/2012 - 19h14

“Por que um branco pobre há de ser preterido na universidade em favor de um negro, seja ele pobre ou rico?”

Alguém consegue responder?

Responder

    Étore

    26/04/2012 - 19h36

    Também aguardo uma resposta para este questionamento há muitos anos. Até agora nada.

    Quem tenta justificar o injustificável vem com a conversa de reparação de uma "injustiça histórica", sempre esquecendo que o branco pobre que foi preterido não tem responsabilidade alguma sobre esta injustiça.

    A própria existência de uma "questão de injustiça histórica" é questionável, mas isso é assunto para outra discussão.

    EUNAOSABIA

    26/04/2012 - 19h38

    É claro que não…. pra isso eles não têm resposta….

    Alexei_Alves

    26/04/2012 - 19h47

    Devido ao racismo, o branco pobre tem muito mais chances de ascensão social que o negro pobre.

    Quer que eu desenhe?

    Luiz M. de Barros

    26/04/2012 - 19h49

    Ora ora, recalcitras a decisao foi unanime. Levou horas para justificarem os voto e vc tem a petulancia de exigir uma resposta?

    Rodrigo Giordani

    26/04/2012 - 19h49

    O critério á antes econômico e depois racial. Mas nem seria necessário. Que rico vai pedir cota racial pra entrar na universidade, se teve a melhor educação básica e inclusive a possibilidade de que os pais paguem ótimas universidades, no Brasil ou no exterior? Você já viu estudantes de medicina e odontologia ou docentes comendo em bandejão de universidade?

    Kilimanjaro

    26/04/2012 - 19h52

    Preto e branco pobre se parecem mas não são iguais.

    Porque um negro pobre tem 200% menos chances de passar em uma entrevista de emprego, você pode me responder leonardo da vinci?

    Porque os negros estão nas favelas sem moradia digna, sem hospitais, sem alimentação. Porque eles foram retirados da Africa, aonde eram Reis e Rainhas para serem escravizados e construirem esse país chamado brasil, não terem ganhado nada em troca disso, apenas assassinatos, tortura, estupros, assédios…

    Nós Pretos queremos nosso pagamento devolta. Revanche.

    Fabio SP

    26/04/2012 - 22h07

    Sou descendente de imigrantes italianos e espanhóis. Vieram no começo do século para cá como colonos (quase escravos). Quero minha parte em cotas já!

    Roberto Jr.

    27/04/2012 - 01h05

    Eles vieram por livre e espontânea vontade para o Brasil, em busca de melhores oportunidades de vida (da mesma forma que os nordestinos, odiados por uma certa elite, vieram para o Sudeste).

    Os negros… bem, acho que que eles foram "persuadidos" a virem para cá por "terceiros"… é o que dizem os livros de história.

    Não sou nenhum gênio, mas eu acho que há uma grande diferença entre imigrar de livre e espontânea vontade e ser "persuadido" a imigrar paara outro país…

    abolicionista

    27/04/2012 - 13h14

    Lute para isso, como fizeram os negros, então.

    Mais!

    27/04/2012 - 14h03

    Cota:O imposto SISA no período da escravização representou, uma das maiores fontes de arrecadação de impostos arrecadado durante a compra e venda de seres humanos escravizados, estude sobre o imposto SISA. A TV Assembléia/SP em vários horários apresenta o tema.
    "Na República, o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas era responsável pela imigração, para isso o governo Prudente de Morais abriu crédito extraordinário de 2.096:1335$872 para ocorrer aos pagamentos de todas as despesas realizadas conforme Decreto nº 2.151, de 31.10.1985." Trecho da obra: Preconceito Racial e Igualdade Jurídica no Brasil , pág. 155, da Professora Eunice Prudente, disponível na Biblioteca Mário de Andrade, leia.

    andre i souza

    27/04/2012 - 15h10

    Seu desconhecimento da História do seu(?) país e da de seus ascendentes é colossal.

    Exija, pois, com muito jus, a sua cota MOBRAL.

    Kilimanjaro

    27/04/2012 - 18h09

    Europeus ganharam terras roubadas em cima de muito sangue indígena, o governo incentivou isso para a chamada mestiçagem da população afim de esbranquiçar a cultura do brasil para tentar acabar com as religiões e sabedorias oriundas da Africa.

    Fabio porco descendente

    Favelado

    26/04/2012 - 22h25

    Kili, o Leonardo está viajando na maionese. Aliás, acho que ele não pode responder. Sabe por quê?

    "…Leonardo é Leonardo, me disse o dotô; ele faz o que bem quer e está tudo bem; infelizmente é que na lei dos homens você vale somente o que tem; ele tem imunidade para dar quantos quiser, pois é rico, poderoso e não perde a pose; e você que é pobre favelado só deu dois vai ficar grampeado no 12; hiiii, se Leonardo dá vinte porque que é que eu não posso dar dois…" (Bezerra da Silva).

    Essa é uma das letras mais filosóficas que já vi. Bota Focault no bolso, assim, brincando.

    Kilimanjaro

    27/04/2012 - 18h17

    Oprê! Favela viva Bezerra da Silva

    Eduardo Bernardes

    26/04/2012 - 19h55

    Por que brancos vc vê em lugares onde impera a riqueza e em lugares onde impera a pobreza.
    Agora, dificilmente vc vê um negro em um bairro de elite. E dificilmente vc vê negros em universidades públicas (dê uma voltinha pela USP e vc vai entender o que estou dizendo). Se isso não for um indicador de que a pobreza tem cor no Brasil (e que uma medida reparatória deve ser aplicada imediatamente), nada mais é.

    E tem mais: pensar em distribuição de renda, em um contexto capitalista, é história "pra inglês ver".

    Cotas, já!!!

    Kilimanjaro

    26/04/2012 - 20h04

    na verdade eu sou branco, mas tenho vergonha disso

    RACISTA OTÁRIOS NOS DEIXEM EM PAZ

    Os sociólogos preferem ser imparciais
    E dizem ser financeiro o nosso dilema
    Mas se analizarmos bem mais você descobre
    Que negro e branco pobre se parecem
    Mas não são iguais
    Crianças vão nascendo
    Em condições bem precárias
    Se desenvolvendo sem a paz necessária
    São filhos de pais sofridos
    E por esse mesmo motivo
    Nível de informação é um tanto reduzido

    70 anos agoras se completam
    Da lei anti-racismo na constituição
    Infalível na teoria
    Inútil no dia a dia
    Então que fodam-se eles com sua demagogia
    No meu pais o preconceito é eficaz
    Te cumprimentam na frente
    E TE DÃO UM TIRO POR TRAZ

    Racionais MC`s

    Diniz

    26/04/2012 - 20h26

    Não é mais possível que nesta nossa sociedade, de maioria supostamente cristã, não se perceba o quanto os negros já foram discriminados e espoliados criando uma situação de desvantagem de oportunidades para estes . É necessário corrigir esta desvantagem com políticas inclusivas como a das cotas raciais. Nos ensina o sábio Rui Barbosa (no séc. XIX, veja como estamos atrasados !): "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade… Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real."

    Diniz

    26/04/2012 - 20h28

    O curioso é que nossa elite branca não reclama das 150.000 cotas que a Presidente Dilma conseguiu para que os universitários brasileiros frequentem as melhores Universidades do mundo em países mais desenvolvidos. Universidades como Harvard e Oxford entendem que para um mundo mais justo é preciso inserir alunos de nações mais pobres como Brasil e India, mesmo que isto tire vaga de alunos americanos e ingleses mais preparados. Infelizmente falta cultura a muitos brasileiros para entender isto.

    andre i souza

    27/04/2012 - 14h53

    Uuuhhhh, ma-ra-vi-lha. Na mosca, Diniz.!

    Leonardo

    26/04/2012 - 20h34

    Vou fazer outra pergunta, já que a respeito da primeira voces falaram, falaram e nao responderam nada.

    De acordo com o que foi decidido, mesmo se um negro for rico e tiver estudado nos melhores colégios, ele tem direito à vaga de cotista em detrimento de um branco pobre que sempre estudou em escola pública.

    A pergunta é:

    É justo um negro rico tirar a vaga de um branco pobre na Universidade Pública?

    Leni

    27/04/2012 - 13h19

    Leonardo respondi a primeira e responderei todas, mas conscientize-se que voce não é "dono" deste espaço.RELEIA o texto do Azenha.A militância negra quando conseguiu pautar na agenda nacional as cotas para negros, possibilitou que voce demonstre com atraso a preocupação com os jovens brancos excluídos.É mérito da luta por justiça e igualdade, inaugurada há séculos em oposição à ordem escravocrata e opressora, continuada pela militância, dos jovens negros, este resultado/momento democratizador que visivilizou a voce e a todos nós que há um grupo minoritário de privilegiados, por sua branquitude e poder econômico.Quando voce cita o Vice Presidente do STF ministro Joaquim Barbosa, é seu imaginário moldado na construção cultural da hierarquia racial vertical, que lhe preocupa, com a real possibilidade de alteração no perfil racial dos lugares de mando e poder.Leia Pedagogia do Opressor de Paulo Freire.É hora de refletir o tema que Azenha proporciona para debater.Leia e releia a matéria.Fui.

    Leni

    27/04/2012 - 13h39

    Leonardo voce não reprova o racismo, em todas as suas perguntas não li sua manifestação contra o racismo?
    Espero vê-lo no Jornal Nacional para defesa de sua tese, interessante porque voce vai apontar ao país a proporção de brancos ricos que há séculos estudam em Universidades públicas e, quem verdeiramente se apropria dos recursos públicos de forma privilegiada. Voce precisa contextualizar história e realidade.

    augusto2

    27/04/2012 - 14h11

    Sim, sr nardo.
    Voce rima muito bem com 'pardo' diga-se de passagem.
    É TAO justo quanto um branco rico tirar a vaga de um negro pobre na publica. Alias branco rico
    faz isso pelos ultimos 80 anos. Nao sei se os leonardos notaram esse detalhe.
    E Negro rico nao é justo nem injusto. Nao chega a ser.
    Negro rico é um acidente estatístico.

    Justiça

    27/04/2012 - 17h40

    Eis o debate. Azenha é educadíssimo, poque poderia questionar-lhe porque voce não comenta sobre diversos afirmações e questionamentos que ele escreve em sua matéria: o espaço está aberto para debater sobre o que ele tão bem escreveu."Eu defendo as cotas raciais. Acredito que devam ser resultado de ações afirmativas adotadas no âmbito de cada instituição como, aliás, tem sido o caso no Brasil. Final: "A questão, portanto, vai muito além da implantação ou não das cotas raciais no Brasil, mas do uso de um bem público — o espectro eletromagnético — por uma empresa privada para promover suas teses junto à sociedade brasileira, de forma distorcida e unilateral".

    Jorge Eduardo

    27/04/2012 - 18h46

    Quer que seja mais direto!!! Negro rico não ocupará vaga de nemguém…estudará em Hardvard ou Oxford ou Cambridge

    Leni

    28/04/2012 - 10h55

    Pare de assistir o Jornal Irracional. O seu conceito de riqueza não é o dos povos da diáspora africana no mundo. Seu conceito de riqueza colonialista/escravocrata, exclui, desrespeita, usufrui privilegios, tortura, manipula a história para acumular fortuna e exercer poder opressor, racista, sexista, homofóbico, que está em decadência no mundo.
    O conceito de riqueza dos negros é justiça, compartilhamento, paz e liberdade. LIBERDADE.

    Paulo

    26/04/2012 - 20h44

    Eu também tenho uma pergunta. Por que o número de brancos com curso superior no Brasil é 5 vezes maior do que o número de pretos e pardos com curso superior? Aliás, duas perguntas. Por que, nas duas faculdades que eu cursei, só havia um negro entre 60 alunos de direito e nenhum negro (nem pardo) entre 20 alunos de jornalismo? Por quê? Alguém esclarece?

    Gerson Carneiro

    26/04/2012 - 20h47

    "Quando você for convidado pra subir no adro
    Da fundação casa de Jorge Amado
    Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos e outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    E aos quase brancos pobres como pretos
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados"

    Haiti – Caetano Veloso e Gilberto Gil

    Preste atenção no insistente QUASE.

    "quase pretos de tão pobres"

    GilTeixeira

    26/04/2012 - 21h05

    hipócrita!

    Gersier

    26/04/2012 - 21h07

    Se vc assitiu um dos primeiros programas do Mion,entenderá melhor o racismo disfarçado que acontece no Brasil.Nesse programa ele colocou um afrodecendente,um rapaz branco e uma loira.Ao sairem das lojas,um sistema fazia os alarmes dispararem.Adivinhe quem era barrado e em muitos casos até agredido?Adivinhou?Depois colocou os mesmos para pegar um taxi.Adivinhe quem era sempre o rejeitado.Adivinhou? Depois ele aparecia e perguntava porque os seguranças sempre ignoravam a loira e o rapaz de cor branca.As respostas eram sempre cínicas.

    GilTeixeira

    26/04/2012 - 21h32

    "É mentira que a pobreza que a negros atinge seja a mesma que atinge ao branco. A do negro é muito maior e pior, como IBGE e IPEA comprovam.

    97 milhões, entre 190 milhões de brasileiros, declaram ao IBGE que são afrodescendentes. Os negros, pois, somam 51% da população.

    O IPEA diz que o salário médio do branco é de R$ 1,8 mil e o do negro, R$ 0,8 mil. Diz também que os que se declaram afrodescendentes são 70% dos pobres, 70% dos indigentes e quase 80% dos jovens que morrem por violência.

    A Suprema Corte de Justiça de um país que tem 51% de afrodescendentes, tem 1 único magistrado negro e, no Congresso, só 8 % dos deputados são negros."
    fonte :http://www.blogcidadania.com.br/2012/04/stf-extingue-cotas-de-100-para-brancos-nas-universidades/

    Richard

    26/04/2012 - 23h25

    De fato, o foco não é branco ou negro ou quaisquer outros. Ser pobre é a questão. Pobre branco, negro, índio, amarelo etc. em qualquer parte, não apenas na área educacional, estão fodidos. Mas, "é de esquerda" a focalização de ações afirmativas. Veja como os índios estão jogando o jogo da direita http://www.youtube.com/watch?v=UV5yqrHcmbw

    lucas

    27/04/2012 - 11h51

    Deve ser porque o STF decidiu? E decisão deve ser cumprida? E aí. Vai ficar choramingando?

    Cesar Ferreira

    27/04/2012 - 14h36

    Os ministros do supremo não são donos da verdade nem infalíveis quanto a interpretação do espírito da lei. Eles são meros servidores públicos a quem depositamos a função de aplicar as leis que nós, o povo, escrevemos. Assim, quem decide não é o STF, mas o povo.

    Ou seja, nada impede de ser feita agora uma lei explicitando que a idéia de cotas fere o princípio de igualdade entre as pessoas e nesse caso os juizes do STF não terão margem para decidirem ideologicamente aquilo que julgam ser o justo.
    …Melhor ainda, que tal fazermos um plebiscito e perguntarmos a população se deseja ou não as cotas?

    lucas

    27/04/2012 - 15h15

    Enquanto não fizer uma lei, ou plebiscito, ou seja lá o que for, prevalece a decisão do supremo. Ou vamos partir prá porrada?

    Leni

    27/04/2012 - 12h27

    Tu és arrogante, o espaço não é seu.Argumento inspirado em "Não Somos Racistas, Kamel", e na mídia conservadora.O senhor escolheu e utiliza a expressão "preterir" branco pobre em favor de negro na universidade, numa apologia à política que fomenta a divisão, desinformação, racismo, discriminação, conflito, cinismo e intolerância racial, nós negros queremos transformar a realidade invocando os princípios libertários de justiça, fraternidade, solidariedade e igualdade proclamados em nossa Constituição Federal, denominada cidadã.Enfrentamento ao racismo, dignidade humana, Justiça social, direitos e igualdade, eu fundamento com Rousseau, José Bonifácio de Andrade e Silva, Luis Gonzaga Pinto da Gama,Nelson Mandela, Martin Luther King, Mahatma Gandhy, André Rebouças, Teodoro Sampaio, Manoel Querino, Lima Barreto, Lélia Gonzales, Florestan Fernandes, Raymundo Faoro, Sergio Buarque de Holanda, Fábio Konder Comparato, Clóvis Moura, Kabengele Munanga, Carlos Moore, Octavio Ianni, Maria Victoria Benevides, Albert Memmi, Maya Angelou, e outros mulheres e homens que pensam a humanidade e a paz.

    Justiça

    27/04/2012 - 17h02

    Muitos de nós em respeito e admiração ao Vi o Mundo, lhe respondemos, desconstruímos, mitos, com calma, e prudência, para apontar que as sociedades do mundo progridem, avançam para um patamar de convivência harmoniosa e respeitosa entre os diferentes com justiça social e igualdade, é a democracia.O que voce insiste em fazer é provocar, para esta sua conduta não há resposta.
    Iguais na diferença.Queremos ver em todos os níveis da sociedade a mesma composição da seleção brasileira, para o Brasil ser número um do mundo em Direitos Humanos.

    Leni

    27/04/2012 - 17h27

    Leonardo, o cineasta norte americano Spike Lee (maravilhoso) está no Brasil, filmando seu documentário "Go, Brazil, go" e está entrevistando cidadãos brasileiros, entre artistas, autoridades sobre trajetória e ascensão econômica do país. Noto por suas intervenções (que aliás tergiversam sobre o que Azenha propôs, em seu texto) que você é especialista na identificação de negros ricos, quem sabe o cineasta Lee não lhe ouve como autoridade ou como consultor (entende indiscutivelmente do assunto), sobre ascensão econômica de cidadãos brasileiros negros? Esqueça o Ministro (negro), ele já foi entrevistado.

    João Paulo

    27/04/2012 - 18h06

    O branco pobre se tiver um padrinho político forte consegue uma bolsa de estudo integral numa faculdade particular. O negro não.

    Werner_Piana

    28/04/2012 - 14h16

    “Por que um branco pobre há de ser preterido na universidade em favor de um negro, seja ele pobre ou rico?”

    Ninguém responde pq sua premissa peca pelo erro, não sei se intencional…
    melhor os senhores racistas se informarem. Que tal assistirem aos votos dos magistrados no STF. Dá pra aprender um bocado, hein?
    Acho que não vai doer… experimentem, vai!

André

26/04/2012 - 19h11

Muito bom esse texto, e como essa visão distorcida angaria simpatizantes? Manipulando é claro, mostrando em demasia apenas o que interessa, mas vão aumentando as esperanças do cidadão a medida que essas idéias reacionárias vão caindo, mas falta muita coisa ainda, mas muita mesmo, quiçá um dia blogs como esse sejam mais lidos que as velhas formas de informação.

Responder

    Luana

    26/04/2012 - 22h14

    Azenha, com todo o respeito que tenho à você, ao Viomundo, acho que as vezes é preciso tocar na ferida de modo mais profundo. Nassif e tantos outros fizeram o mesmo. Nassif foi tão perverso quanto o Kamel ao escrever "O Racismo negro" no maior jornal do pais – a Folha de S.Paulo, em 2005. E sinceramente, espero que a opinião dele tenha mudado em relação as cotas, pois a do Kamel sabemos que continua a mesma.

    Me perdoe de verdade, mas sou defensora da tese de que "Pau que bate em Chico, também bate em Francisco".

    Abraços sinceros,

    Luana

    Damastor Dagobé

    27/04/2012 - 12h35

    cuma???

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