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O mico internacional dos promotores de São Paulo: Denunciaram Lula por falar “processo”, mas ele diz “acervo”em vídeo

11 de março de 2016 às 01h04

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127) É nesse contexto que se traz à luz, notícia de que o denunciado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA protagonizou verdadeiro ataque às instituições do Sistema de Justiça, fato ocorrido em vídeo gravado pela deputada federal Jandira Feghali, conforme abaixo noticiado e possível de visualização na rede mundial de computadores (internet): “Um vídeo gravado pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) de apoio a Lula saiu pela culatra. Tudo porque, antes que ela fale qualquer coisa, é possível ouvir Lula dizendo “eles que enfiem no cu todo este processo”. 128) Mais não é preciso dizer. Da íntegra do pedido de prisão de Lula

por Luiz Carlos Azenha

Foi uma noite de deboche, especialmente no twitter, depois que os promotores Fernando Henrique Moraes de Araújo, Cássio Conserino e José Carlos Blat pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula com uma bizarra argumentação.

É possível resumir com os memes que reproduzimos acima.

A frase “Marx e Hegel” chegou aos trending topics mundiais do twitter depois que os confusos promotores reservaram para o gran finale do pedido de prisão — certos de que estavam abafando — a suposição de que Marx e Hegel estariam profundamente decepcionados com Lula.

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Uma dupla bizarrice, já que Lula nunca se disse marxista e Marx nunca foi parceiro de Hegel, mas de Engels.

Para salvar os promotores, o Jornalistas Livres até brincou, tirando com as teorias de conspiração que fazem a cabeça da direita nas redes sociais: “Hegel morreu em 1831 e Marx nasceu em 1818. 1831 menos 1818 é igual a 13. Só não enxerga quem não quer”.

Mas o que feriu realmente a lógica foi a argumentação do promotor Conserino de que o crime de ocultação de bens não deixa provas e, portanto, mesmo sem provas Lula deve ser preso agora — dentre outros motivos por ter, em certo vídeo, mandando enfiar algo em certo lugar.

A deputada Jandira Feghali, que gravou o vídeo, diz que Lula falou em acervo, não em processo:

O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula não tem qualquer base legal que o sustente. Não passa de um amontoado de inconsistências coroadas pelo item 127, que trata de vídeo por mim gravado. Sobre isso tenho a dizer que:

1. O ex-presidente Lula não dava, naquele momento, declaração à mim. Ele também não se dirigia ao público, não se tratava de uma coletiva;

2. Lula estava entre amigos, desabafando sobre as ilegalidades cometidas contra ele quando, para tranquilizar a militância, gravei um vídeo sem a intenção de captá-lo, o que acabou acontecendo sem seu conhecimento.

3. Lula usou expressão informal em sua conversa;

4. O ex-presidente Lula não se referiu ao processo, mas sim ao acervo presidencial.

5. Indignação não é crime. O uso do vídeo mostra a má fé e a falta de qualquer prova contra ele.

O documento do MP paulista causou consternação mesmo em estrangeiros. O correspondente do Los Angeles Times no Brasil, Vincent Bevins, tuitou as menções “bizarras” a Nietzsche e Marx/Hegel no documento. Perguntou: “Foi o Sean Penn brasileiro que escreveu?”.

Mesmo direitistas desancaram a peça apresentada pelos três promotores como imprestável.

O fato é que o MP paulista se tornou descartável. Ele prestou enquanto serviu para demonizar Lula na campanha de desmoralização pública do ex-presidente que atingiu o ápice nos últimos dias.

Os argumentos do promotor Conserino, reunidos agora em denúncia e pedido de prisão, são os mesmos que a mídia disseminou insistentemente nas últimas semanas. Só que tinham sido apresentados com a gravidade que só um jornalista sabe conferir a um texto. Conserino e seus dois colegas, escrevendo a sós, floparam!

As ações de Conserino em parceria com a Veja e a Globo já exerceram o seu efeito prático: mobilizar a direita que nunca leu Marx, muito menos os irmãos Marx — e que acha que Lula é marxista — para as manifestações do 13 de março.

Agora, o trabalho do promotor paulista foi assumido pelo juiz Sergio Moro, que já na semana passada havia tentado prender Lula, depois de um vazamento parcial na revista IstoÉ, programado para acontecer na véspera da condução coercitiva do ex-presidente. O vazamento, como sabemos agora, concentrou-se em Lula e Dilma e, surpresa!, poupou o tucano Aécio Neves.

Os próceres do PSDB, com a ajuda da tabelinha mídia/Justiça, chegaram onde queriam chegar: a base da presidente Dilma está esmigalhada, o afastamento do PMDB é iminente e há delações premiadas em série com o potencial de acrescentar denúncias contra Lula e o Planalto.

O impeachment é uma possibilidade no horizonte; a condenação de Lula por Moro, outra.

Numa nota um pouco menos hilária que a de Conserino, o juiz da Lava Jato Sergio Moro se declarou apartidário num evento promovido pelo candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, João Dória.

O lado trágico do mico internacional do MP paulista é que, como agora está fartamente demonstrado, a instituição foi utilizada descaradamente para fins partidários, reproduzindo uma relação tradicional entre promotores e jornalistas, que se alimentam mutuamente.

Basta consultar quem frequenta os bastidores de uma redação para descobrir a troca promíscua: carreiras decolam no MP depois da exposição de promotores na mídia, justamente aqueles que estabelecem canais de vazamento ou adotam como suas investigações de jornalistas. A palavra final do que é impresso ou vai ao ar é, sempre, do patrão.

Esta relação espúria foi explorada de uma forma como talvez nunca tinha sido anteriormente contra Lula, notadamente pela TV Globo, que assumiu o papel de articuladora de um golpe judiciário.

Os irmãos Marinho sabem que seus próprios negócios não sobreviveriam à transparência supostamente inaugurada pela Operação Lava Jato.

Não é por acaso que promoveram a campanha contra a PEC 37, que limitaria o poder investigatório dos promotores. Não é por acaso que premiaram o juiz Sergio Moro. Não é por acaso que tentaram intimidar blogueiros e agradar a jornalista Mirian Dutra, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que a emissora foi beneficiada pelo BNDES em troca de tê-la mantido como correspondente no Exterior, como comprovamos aqui.

A Globo não é a única, mas é a maior beneficiária de um golpe paraguaio que lhe dê amplo acesso aos cofres públicos em troca da criminalização da esquerda, do MST, de sindicatos e da imprensa alternativa — abrindo caminho para a adoção da política econômica da coalizão PMDB-PSDB.

Sem o Jornal Nacional, Moro morrerá de inanição e será descartado como foram Conserino ontem e, antes dele, Joaquim Barbosa.

Abaixo, a polarização: intervenção no Jornal da Globo, faixa na Rocinha e um dos promotores que denunciaram Lula, Fernando Henrique (!), em manifestação pró-impeachment

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Leia também:

A polêmica entre Luciana Genro e Antônio David

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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carlos

16/04/2016 - 08h09

ankin, diga sim pra tudo seu vagabundo não esqueça de nada,

Fernando Henrique Cardoso
Governo Fernando Henrique Cardoso (1995 -2002)

* Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias. Atualmente, alguns tentam fazer uma recópia deste ato ao tentar barrar as investigações relevantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal e também quanto as punições atribuídas pelo Supremo Tribunal Federal.

Escândalo do Sivam (Primeira grave crise do governo FHC) | 1995

O escândalo do Sivam estourou em 1995, com o vazamento de gravações, feitas pela Polícia Federal, de conversas entre o embaixador Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção. Nos diálogos gravados, ambos defendiam os interesses da empresa americana Raytheon, que arrematou, sem licitação, o contrato de US$ 1,4 bilhão do Sivam.

Também acertaram os detalhes de uma viagem do embaixador aos Estados Unidos. Ele foi de carona em um avião do empresário e participou de uma solenidade da Raytheon. Gomes dos Santos, que na época era chefe do Cerimonial de FHC, foi acusado de tráfico de influência em benefício da empresa, da qual Assumpção é o representante no Brasil.

Também nas conversas surgiu o nome do então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Mauro Gandra, que estava na linha de frente das negociações do Sivam. O empresário Assumpção contou ao embaixador que recebera Gandra em sua casa, em Belo Horizonte, por dois dias.

FHC ficou sabendo do caso por intermédio de Francisco Graziano, seu ex-secretário particular no Palácio e que, na época do grampo da PF, era presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Resultado da confusão: Graziano, Gandra e Santos deixaram o governo. E o projeto se transformou em alvo de investigações na Câmara, no Senado e no Ministério Público Federal.

Fraude

As suspeitas sobre irregularidades no Sivam começaram antes mesmo do grampo da PF. A empresa Esca, selecionada também sem licitação para gerir a rede de softwares do Sivam, fraudou guias de recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Afastada do projeto, a Esca faliu logo depois. Mas seus funcionários formaram uma outra companhia, a Atech, e voltaram a integrar o Sivam.

“A Atech, nacional, foi contratada sem licitação por uma questão de segurança, porque é ela quem vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos. Essa CPI não poderia acabar sem conhecermos as verdadeiras relações dessa empresa com a americana Raytheon”, declarou o deputado Chinaglia, que por duas vezes tentou prorrogar os trabalhos da comissão, mas não conseguiu por falta de quórum na sessão.

O fato é que a CPI, esvaziada, não investigou nada relacionado a empresas, sob o argumento de que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União já haviam feito esse trabalho -apesar dessa atuação ainda não ter gerado nenhuma consequência prática para os personagens envolvidos no caso. A CPI elegeu como alvo o embaixador Santos, que teve seu sigilo bancário quebrado parcialmente. Não houve rastreamento de suas contas no exterior. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que investiga lavagem de dinheiro, alegou que o pedido feito pelos deputados tinha “abrangência incomensurável e bastante genérica”.
Envolvidos: Júlio César Gomes dos Santos (ex-embaixador), José Afonso Assumpção (empresário), Gomes dos Santos (ex-chefe do Cerimonial de FHC), Mauro Gandra (Brigadeiro, ex-Ministro da Aeronáutica), Francisco Graziano
Pasta rosa | 1995
Um dossiê divulgado em dezembro de 1995 trazia documentos que mostravam uma contribuição de 2,4 milhões de dólares do Banco Econômico, de Ângelo Calmon de Sá, para a campanha de 25 candidatos nas eleições de 1990. Na ocasião, a lei eleitoral brasileira proibia empresas de ajudar financeiramente as campanhas. Outros 24 candidatos teriam recebido doações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nenhuma das contribuições foi registrada como verba eleitoral, configurando prática de caixa 2. O material foi descoberto durante a intervenção do Banco Central no Banco Econômico.
Deu no quê?

Além de Antônio Carlos Magalhães, integravam a lista nomes de destaque no cenário político nacional, como o do senador José Sarney, e os deputados federais Renan Calheiros, de Alagoas, Ricardo Fiúza, de Pernambuco e Benito Gama, da Bahia. Os nomes de outros candidatos a governador também figuravam na lista, como Joaquim Francisco, por Pernambuco, e José Agripino Maia, pelo Rio Grande do Norte. Nenhum político foi punido por causa do escândalo.

Envolvidos: Ângelo Calmon de Sá (administrador, ex-banqueiro), Antonio Carlos Magalhães (ex-governador da Bahia, ex-senador (PFL-BA)

Escândalo da Pasta Rosa | 1995

O chamado Dossiê da Pasta Rosa, divulgado em dezembro de 1995, consistia em um conjunto de documentos que mostrava uma contribuição de 2,4 milhões de dólares do Banco Econômico, de Ângelo Calmon de Sá, para a campanha de 25 candidatos nas eleições de 1990. Naquele tempo, empresas eram proibidas de ajudar financeiramente as campanhas. Verbas para candidatura de outros 24 políticos também teriam sido doadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nenhuma das contribuições foi registrada como verba eleitoral, configurando suposta prática de caixa 2.

Autor do dossiê – Não se sabe quem confeccionou o dossiê. Comprovou-se apenas que, dois meses após a intervenção do Banco Central (BC) no Banco Econômico, ocorrida em agosto de 1995, Flávio Barbosa, o interventor nomeado pelo BC, achou a pasta cor-de-rosa numa saleta ao lado do banheiro do gabinete do banqueiro Calmon de Sá. Ela foi guardada no cofre do então diretor de Normas e Fiscalização do BC, Cláudio Mauch, e posteriormente entregue à Receita Federal.

Acusados – Ao todo, 49 políticos foram acusados. O principal era Antônio Carlos Magalhães, que na ocasião elegeu-se governador da Bahia pelo PFL e teria recebido, sozinho, 1,114 milhão de dólares do Banco Econômico. Faziam parte da lista outros nomes como o do senador José Sarney, deputados federais Renan Calheiros, de Alagoas, Ricardo Fiúza, de Pernambuco e Benito Gama, da Bahia. Os nomes de outros candidatos a governador também figuravam na lista, como Joaquim Francisco, por Pernambuco e José Agripino Maia, pelo Rio Grande do Norte.

Acusação – A documentação do dossiê indicava a existência de um sistema organizado de financiamento eleitoral ilegal, com base na prática de caixa 2. À época, o Banco Econômico, de propriedade de Ângelo Calmon de Sá, e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) fizeram remessas milionárias para as campanhas eleitorais de 49 candidatos no pleito de 1990, desobedecendo a Constituição.

Conclusão da Justiça – Ângelo Calmon de Sá foi indiciado pela Polícia Federal por crime contra a ordem tributária e o sistema financeiro, com base na Lei do Colarinho-Branco. O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu o arquivamento do inquérito em fevereiro de 1996. No final da década de 1990, Brindeiro ganharia a alcunha de “engavetador-geral da República”, tantas foram as denúncias às quais não deu procedência. Nenhum político foi punido por causa do escândalo. Cinco anos depois da falência do Banco Econômico, em agosto de 1999, Calmon de Sá negou ter dado a milionária contribuição eleitoral ilegal para o principal acusado, o político Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), admitindo ter doado verbas apenas com as campanhas de “quatro ex-funcionários do banco.”

Envolvidos: Antonio Carlos Magalhães (Ex-governador da Bahia, ex-senador (PFL-BA); Ângelo Calmon de Sá

Precatórios | 1997

Até o ano de 1996 eram poucos os brasileiros familiarizados com o termo precatórios – dívidas do poder público já calculadas pela Justiça e contra as quais não há mais possibilidade de recurso ou contestação. Naquele ano, porém, uma agitada CPI popularizou a palavra no país. Estados e municípios foram autorizados pela Constituição de 1988 a emitir títulos financeiros para quitar os débitos judiciais acumulados. O problema é que o processo de lançamento desses papéis acabou marcado por falcatruas, a mais notória delas a aplicação de uma metodologia capaz de superestimar o total de débitos.
Grande parte da verba desviada foi utilizada em financiamento de campanhas e pagamentos a empreiteiras. A CPI apurou irregularidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina, além da cidade de São Paulo, na gestão do então prefeito, Paulo Maluf. Durante a apuração, bancos e corretoras foram liquidados mais de 60 pessoas tiveram seus bens bloqueados.

Envolvidos: Celso Pitta (economista, ex-prefeito de São Paulo (PPB, atual PP), Paulo Maluf (ex-governador e ex-prefeito de São Paulo; atual deputado federal (PP-SP), Divaldo Suruagy (ex-governador), Eduardo Campos (Governador de Pernambuco), Enrico Picciotto, Fábio Barreto Nahoum, Paulo Afonso Vieira, Ronaldo Ganon, Wagner Baptista Ramos

Frangogate | 1997

Nem a merenda escolar dos alunos da rede pública foi poupada das garras da corrupção. Em 1996, foram descobertas irregularidades na compra de 823 toneladas de frango congelado para merenda escolar da escolas municipais de São Paulo, quando Paulo Maluf era prefeito da capital. O pagamento – 1,4 milhão de reais – foi feito a uma empresa do cunhado de Maluf (que havia perdido a licitação), e as aves vieram de uma granja pertencente à família Maluf, a Obelisco. A prefeitura havia realizado uma licitação para escolher a empresa responsável pelo fornecimento de cortes congelados de coxa para escolas municipais. A Frigobrás, do grupo Sadia, venceu a disputa oferecendo o frango a 1,66 real o quilo. Em maio daquele ano, porém, a empresa pediu autorização para subir o preço, devido ao encarecimento da ração usada para alimentar as aves. Com o pedido negado e o contrato rompido, a prefeitura determinou que o fornecimento passasse a ser feito pela A D’Oro, segunda colocada na licitação – e propriedade de Fuad Lutfalla, irmão de Sylvia Maluf, mulher do ex-prefeito. A empresa havia proposto o frango ao preço de 1,73 real o quilo. O contrato com a A D’Oro foi feito sem licitação.

Envolvidos: Paulo Maluf (ex-governador e ex-prefeito de São Paulo; atual deputado federal (PP-SP), Sylvia Maluf

Escândalo das privatizações | 1997

Os dois principais processos de privatização conduzidos no governo Fernando Henrique Cardoso – a venda da Companhia Vale do Rio Doce e do sistema Telebrás – envolveram cifras gigantescas e resultaram em graves acusações contra muitos de seus protagonistas. Com a venda da Vale, em 1997, o governo conseguiu 3,3 bilhões de reais. No ano seguinte, o leilão da Telebrás gerou para o Tesouro a quantia de 22 bilhões de reais. Em 2001, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães fez uma acusação pesada a respeito da privatização das teles. Segundo ele, o consórcio Telemar teria feito um acerto para pagamento de 90 milhões de reais a Ricardo Sérgio de Oliveira, então maestro de coxia dos negócios da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, para levar o negócio. A acusação nunca foi comprovada.

Na ocasião, o processo de venda da estatal já fora sacudido pela revelação, em 1998, do áudio de grampos telefônicos em que o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e o então presidente do BNDES, André Lara Resende, discutiam formas de interferir no leilão. No ano seguinte, foi colocada em xeque a lisura do processo de privatização da Vale: Ricardo Sérgio foi acusado de receber propina para montar em torno do empresário Benjamin Steinbruch o consórcio que venceu o leilão da Vale do Rio Doce. As duas operações têm pontos de semelhança.
Os dois consórcios foram criados por desejo do governo. Ambos foram formados na última hora – e a base financeira dos grupos é o dinheiro dos fundos das estatais.

Envolvidos: Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente, ex-senador, ex-ministro das Relações Exteriores e da Fazenda no governo Itamar Franco; sociólogo), Benjamin Steinbruch, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Paulo Renato Souza (Ministro da Educação no governo FHC), Ricardo Sérgio de Oliveira (economista e ex-diretor da área internacional do banco do brasil no governo FHC, ex-tesoureiro de campanhas tucanas)

Compra de votos para a reeleição | 1997

A emenda constitucional que autorizava o presidente, os governadores e os prefeitos do país a disputarem a reeleição foi aprovada pela Câmara em primeiro turno, por um placar que humilhou a oposição, em fevereiro de 1997. Em maio, quando o texto aguardava a aprovação do Senado, veio a público a gravação de uma conversa na qual os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do Acre, confessavam ter recebido 200 000 reais para votar a favor da emenda. De acordo com os parlamentares, o deputado Pauderney Avelino, do Amazonas, e o então presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, eram os intermediários das negociações.

Segundo a denúncia, tudo era combinado diretamente com o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, amigo de Fernando Henrique Cardoso e principal articulador político do presidente. Cabia aos governadores do Amazonas, Amazonino Mendes, e do Acre, Orleir Cameli, efetuar o pagamento. Na conversa registrada na fita, Ronivon dizia que mais três parlamentares – Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, todos de estados da região Norte – tinham vendido seus votos.
No dia seguinte à divulgação da fita, foi criada uma comissão de sindicância na Câmara com o prazo de sete dias para investigar o caso. Imediatamente, a cúpula do governo federal iniciou manobras pesadas, concedendo cargos públicos e liberando verbas para evitar o pior: a instauração de uma CPI. A oposição bem que tentou, mas ao final do prazo a comissão de sindicância apresentou relatório dizendo que não havia necessidade de uma CPI.

O texto recomendou que a Procuradoria-Geral da República investigasse o envolvimento de Sérgio Motta, que as Assembleias do Acre e do Amazonas cuidassem dos governadores e que a Câmara tratasse do caso dos deputados. Sérgio Motta, Amazonino Mendes e Orleir Cameli, bem como os deputados, foram inocentados por falta de provas. A emenda da reeleição acabou sendo aprovada no Senado e o presidente Fernando Henrique conquistou um segundo mandato.
Envolvidos: Amazonino Mendes (ex-governador do Amazonas, ex-senador, atual prefeito de Manaus (PDT), Chicão Brígido, João Maia, Narciso Mendes, Orleir Cameli, Osmir Lima, Ronivon Santiago, Sérgio Motta (Ministro das Comunicações no governo FHC), Zila Bezerra

Dossiê Cayman | 1998

O conjunto de documentos que veio a público em agosto de 1998 é considerado uma das maiores fraudes políticas do Brasil. Com base em papéis falsos, o material ligava o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador paulista Mário Covas e os ex-ministros José Serra e Sérgio Motta a uma empresa chamada CH, J & T Inc, que teria 368 milhões de dólares em uma conta no Caribe. O saldo sugeria enriquecimento ilícito durante a administração pública. Na ocasião, FHC disputava a reeleição presidencial e Covas tentava reeleger-se governador de São Paulo. O ex-presidente Fernando Collor de Mello e o seu irmão Leopoldo Collor de Mello foram os autores da “denúncia”.

Cópias do documento foram distribuídas entre adversários do PSDB: José Dirceu, Paulo Maluf, Ciro Gomes, Marta Suplicy, Leonel Brizola e Benedita da Silva, além do ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O nome de todos eles consta no inquérito aberto pela PF para investigar o caso – a apuração contou, ainda, com o apoio do FBI, a polícia federal americana. Até hoje, apenas uma pessoa foi condenada por envolvimento no caso.

Envolvidos: Fernando Collor de Mello (ex-presidente, atual senador (PTB-AL), Paulo Maluf (ex-governador e ex-prefeito de São Paulo; atual deputado federal (PP-SP), Caio Fábio D’Araújo, Honor Rodrigues da Silva, Leopoldo Collor de Mello, Luiz Claudio Ferraz, Raymundo Nonato Lopes Pinheiro

Grampos do BNDES | 1998

Em novembro de 1998, VEJA revelou grampos telefônicos em que o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e o então presidente do BNDES, André Lara Resende, discutiam formas de beneficiar o banco Opportunity, de Daniel Dantas, na aquisição do melhor quinhão do leilão de privatização da Telebrás. Em uma das gravações, Mendonça de Barros, Lara Resende e Persio Arida – sócio de Dantas no Opportunity – aparecem negociando com a Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, para que se una ao banco a fim de formar um consórcio e arrematar a Tele Norte Leste.

O consórcio foi formado, mas a Tele Norte Leste acabou sendo arrematada por um grupo rival, liderado por Carlos Jereissati. À época, o leilão tornou possível a mais ousada privatização do Brasil até então e arrecadou 22 bilhões de reais. O grampo do BNDES foi realizado ilegalmente pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.

Envolvidos: André Lara Resende (economista, empresário, presidente do BNDES no governo FHC), Daniel Dantas (Banqueiro), Luiz Carlos Mendonça de Barros (economista, empresário, ministro das comunicações, presidente do BNDES no governo FHC), Ricardo Sérgio de Oliveira (economista e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil no governo FHC, ex-tesoureiro de campanhas tucanas

Máfia dos fiscais | 1998

Descoberto em 1998, quando a prefeitura da capital paulista estava sob o comando de Celso Pitta, o escândalo expôs a ladroagem praticada por funcionários da prefeitura, capitaneados por um grupo de vereadores da cidade. Uma onda inédita de denúncias, a partir da prisão de um fiscal que tentava extorquir a dona de uma academia, revelou que as administrações regionais da cidade tinham sido loteadas entre os vereadores, que chefiavam uma máfia de fiscais empenhados em extorquir pequenos comerciantes, vendedores ambulantes e empresas responsáveis pela coleta de lixo. O esquema teria movimentado ao menos 436 milhões de reais.

Deu no quê?

Esse tornou-se um dos poucos casos de corrupção no Brasil cuja investigação resultou em punição integral dos envolvidos. Na época, mais de 400 pessoas foram indiciadas e 70 denúncias foram encaminhadas à Justiça. Destacou-se pelo efeito prático de promover direta e indiretamente uma renovação de 50% na Câmara Municipal de São Paulo, ocorrida nas eleições de 2000.

Envolvidos: Alfredo Mario Savelli, Celso Pitta (economista, ex-prefeito de São Paulo (PPB, atual PP), Hanna Garib, José Izar, Maeli Vergniano, Maria Helena Fontes, Nicéa Camargo, Vicente Viscome

Caso Marka/FonteCindam | 1999

Logo após a desvalorização cambial de janeiro de 1999, o Banco Central vendeu dólares a preços mais baratos aos bancos Marka e FonteCindam, com a intenção de impedir que as duas instituições financeiras quebrassem, o que abalaria o sistema financeiro do país. O banco Marka, de Salvatore Cacciola, possuía 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com a desvalorização, o ex-banqueiro não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao Banco Central. A operação resultou em um prejuízo de 1,5 bilhão de reais aos cofres públicos, segundo a CPI que apurou o caso. Dois meses depois da desvalorização do real, Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central, pediu demissão.

Pouco tempo depois, testemunhas afirmaram que Cacciola comprava informações privilegiadas do BC. O próprio banqueiro chegou a afirmar, em depoimento à CPI dos Bancos, que pagava 125.000 reais mensais a um alto funcionário do BC para obter estas informações. O informante do banqueiro teria garantido que a mudança do câmbio aconteceria apenas em fevereiro. Apostando nessa informação, Cacciola quebrou seu banco e o fundo de investimentos do qual era sócio – mas recebeu ajuda do BC para salvá-lo. O FonteCindam de Antônio Gonçalves viveu situação semelhante e também foi resgatado.

Envolvidos: Francisco Lopes, Luiz Antônio Gonçalves, Salvatore Cacciola (ex-banqueiro)

Desvios de Verbas do TRT-SP | 1999

O prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo tornou-se, em 1999, um verdadeiro monumento à corrupção. A construção teve início em 1992 – e seis anos depois ainda não havia sido concluída. Tamanho atraso fica fácil de ser entendido se analisadas as cifras da obra: o prédio torrou 230 milhões de reais dos cofres públicos, mas apenas 70 milhões de reais foram efetivamente destinados ao projeto. O restante do dinheiro foi desviado pelo esquema chefiado pelo juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, em parceria com o então senador Luiz Estevão, do PMDB. O esquema veio à tona a partir da CPI instaurada no Senado para investigar o Poder Judiciário, em março de 1999. A comissão foi criada a pedido do então senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007, a partir de denúncias de corrupção nos tribunais brasileiros. O mais incrível é que, até ser descoberta, a farra se deu com o aval de várias autoridades, como o Tribunal de Contas da União (TCU), o Legislativo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que liberou 52 milhões de reais para a obra, mas afirmou não ter lido o que assinou. Em agosto de 2012, em acordo inédito feito com a Advocacia-Geral da União, Luiz Estevão concordou em devolver aos cofres públicos 468 milhões de reais. No mês seguinte, a Justiça da Suíça decretou a devolução de parte da fortuna do ex-juiz Lalau, resguardada no paraíso fiscal há duas décadas. Ao todo, 6,8 milhões de dólares que estavam congelados serão entregues à União.

Envolvidos: Nicolau dos Santos Neto (ex-juiz trabalhista), Eduardo Jorge Caldas Pereira (economista), José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz (empresário), Luiz Estevão (ex-senador), Fábio Monteiro de Barros Filho (empreiteiro)

Garotinho e a turma do Chuvisco | 2000

O escândalo Em abril de 2000, Anthony Garotinho, então governador do Rio de Janeiro, enfrentou uma enxurrada de denúncias que atingiam o alto escalão de seu governo. Boa parte das acusações recaía sobre os integrantes da chamada Turma do Chuvisco, assessores que acompanhavam o governador desde Campos, sua cidade natal e base política. O grupo, cujo nome faz referência a um doce de ovo típico de Campos, era acusado de favorecer empresas em concorrências públicas e firmar contratos sem licitação. Com o passar dos anos, Garotinho acrescentou crimes cada vez mais graves ao currículo – e acabou na mira da Polícia Federal. A Operação Segurança Pública S.A., de 2008, resultou em seu indiciamento por quadrilha armada, sob a suspeita de ter usado seu período no Palácio Guanabara (e também o de sua mulher, Rosinha) para acobertar as ações de um grupo de policiais que, encastelados na chefia da Polícia Civil, barbarizou o Rio de Janeiro cometendo ilícitos variados. A lista inclui facilitação de contrabando, formação de quadrilha, proteção a contraventores, cobrança para nomeação de delegados, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva. Nunca antes um político tão proeminente havia sido acusado de crime tão grave.

Envolvidos: Anthony Garotinho (ex-governador do Rio de Janeiro, atual deputado federal (PR-RJ), Álvaro Lins (x-diretor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ex-deputado estadual (PMDB-RJ), Antônio Oliboni (advogado, ex-secretário de Justiça do Rio de Janeiro), Carlos Augusto Siqueira, Eduardo Cunha, Paulo Gomes dos Santos Filho, Ranulfo Vidigal Ribeiro

Sudam | 2001

O escândalo veio à tona em 2000, quando uma auditoria do governo detectou fraudes em projetos apresentados à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) que resultaram em um rombo de 100 milhões de reais aos cofres públicos. Uma investigação da Polícia Federal iniciada dois anos antes também verificou um portentoso esquema de corrupção operado na autarquia, que até então havia sangrado os cofres públicos em pelo menos 360 milhões de reais e estava planejado para, com o passar do tempo, alcançar a assombrosa cifra de 1,5 bilhão de reais. Por meio de grampos telefônicos autorizados pela Justiça, a PF conseguiu ainda descobrir as ligações da máfia com autoridades em Brasília. As transcrições das 369 conversas exibem todo o arsenal da corrupção: suborno, propina, saques. E também a proximidade do então senador Jader Barbalho com os golpistas. Primeiro, seu nome apareceu na boca dos fraudadores grampeados em diálogos nos quais eles festejavam a eleição de Jader à presidência do Senado. Mais tarde, descobriu-se que o senador tivera uma sociedade com um dos mais notórios fraudadores da Sudam, Osmar Borges. Meses depois, a companhia Centeno & Moreira – cuja dona era a mulher de Barbalho, Márcia Cristina Zaluth Centeno – tornou-se suspeita de ter desviado 9 milhões de reais dos cofres da autarquia. A Sudam, responsável por fomentar o progresso na região da Amazônia Legal – que engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará -, era considerada um feudo político do senador, que indicou dois superintendentes da autarquia – afastados posteriormente das funções por envolvimento em corrupção. Atualmente, 58 acusados de envolvimento no esquema respondem a processo na Justiça por fraudes contra o sistema financeiro.

Envolvidos: Jader Barbalho, Geraldo Pinto da Silva, José Artur Guedes Tourinho (Diretor da Junta Comercial do Paraná), José Osmar Borges, José Priante, Márcia Cristina Zahluth Centeno, Maria Auxiliadora Barra Martins, Maurício Benedito Vasconcelos

Violação do painel do Senado | 2001
A votação no Senado que culminou na cassação de Luiz Estevão não foi secreta, como acreditavam os senadores. O painel de votação foi violado em 28 de junho de 2000 – dia em que o então senador perdeu o mandato por envolvimento no escândalo de desvio de verbas do TRT de São Paulo. E a fraude só foi descoberta um ano depois, quando o procurador da República Luiz Francisco de Souza gravou uma conversa com o senador Antônio Carlos Magalhães na qual o parlamentar dava a entender que teve acesso às informações da votação. Instaurada a investigação, um laudo técnico, preparado por quatro peritos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), confirmou a violação. Então, descobriu-se que, um dia antes da votação, o então senador José Roberto Arruda pediu que Regina Célia Peres Borges, diretora do Prodasen, a Secretaria Especial de Informática da Casa, conseguisse a lista dos votos para ACM, presidente do Senado na época.

Envolvidos: Antonio Carlos Magalhães (ex-governador da Bahia, ex-senador (PFL-BA), Heitor Ledur (arquiteto; ex-técnico de Informática do Prodasen – Serviço de Processamento de Dados do Senado), Ivar Alves Ferreira (ex-analista de Informática do Prodasen), José Roberto Arruda (ex-senador e ex senador do DEM ( DF)

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Ankin

02/04/2016 - 04h48

digo sim ao comunismo. sim ao dirceu. sim ao santana. sim ao vaccari. sim ao amaral, pallocci e vargas.

sim ao um commodity boom desperdicada. sim ao controle de 14 anos sem uma mudanca estrutural (alem daqueles ja iniciadas nos anos 90). sim a pratica de servos publicos e politicos influentes receberem presentes e pagamentos milionarios pra fazer palestra.

sim ao mensalao.

sim, moro causou a crise economica. sim ao collor, maluf e sarney. sim a pagar pessoas para fazer protesto sem eles sabem o que está protestando. sim, as problemas da Cuba e Venezuela e Corea e Ira e Siria vem somente por causa dos EUA.

sim a mentira do goebbels. sim a influenciar membros do STF. sim, a sistema de fazer politica em brasilia é isento de corrupcao. sim podemos passar 14 anos sem o investimento em infrestrtutra chegar perto do nivel minimo de somente MANTER a infraestrutura existente!!! nao, Brasil nao representa o maior desperdicio do dinheiro publico no mundo em termos absolutos. nao nenhum conviccao do LavaJato reflete o que aconteceu – todo mundo que sabia mesmo revoltou com indignacao contra os conviccoes do lava jato.

sim, seria golpe e nao impeachment. sim sim.

nao, corrupcao nunca existiu nos governos anteriores do PT – o PSDB nao tem nada a ver com corrupcao – e nada tem que ser mudado na sistema em que a politica é feito neste país. sim, o PSDB é calado ha meses por que tem a palavra “socialismo” no nome.

nao temos a terra mais rica do planeta e nao, nao devemos ter uma renda por capita parecida com belgica.

sim, as emissoras brasileiras nao investigam corrupcao em brasilia porque nao existe corrupcao em brasilia.

Responder

hegel aos patetas

12/03/2016 - 19h56

não tenho vergonha de lula
que realizou minha dialética histórica

que saiu do círculo senhor escravo
e levou junto a sua gente

não, me envergonho mais
pelo patético
uso da minha obra

que me confundam com meu discípulo
sei que sou maior do que ele
brilhante uso da dialética histórica
outros também fizeram..

não, tenho vergonha
da ignorância
em que caíram minhas palavras

patetas usam palavras
incompreendidas
para produzir mentiras históricas

vergonha desse patético
plágio difamador
creio que há lei pra isso..

a dialética histórica bem compreendida
ajuda os homens a avançar sempre
e nunca retroceder.

não me usem para a opressão.

HEGEL. (em memória)

ps. marx me pede pra dizer
que não tem vergonha dos patetas
eles estão previstos
no desespero burguês contra os trabalhadores
vergonha não, ele tá puto
usar ele contra o trabalhador?
nem palavras não me deram
ele me diz
não sou homem de me envergonhar
ainda menos pelos outros.
mas exige respeito à luta de classes
eu tenho lado. diz marx.

Responder

    Conceição Lemes

    12/03/2016 - 20h11

    Maravilhoso. Posso publicar usando o teu nome? beijão

Severino

12/03/2016 - 02h11

A GLOBO PUNE O MORO PELA CAGADA DA SEMANA PASSADA

Os irmãos Marinho e o restante da velha mídia querem prender o Lula, mas para eles qualquer meganha que efetuar a prisão será bem recompensado. E ao apoiar a ação dos três patetas do ministério público de São Paulo, a Globo está, até certo ponto, punindo o Dr. Moro pela cagada da sexta-feira passada, ou seja, pelo fato de o “dono” da Lava Jato não ter conseguido levar o Lula para Curitiba.

A briga agora é, portanto, entre a República de Curitiba e o ministério público de São Paulo para ver quem consegue prender o Lula primeiro.

Para os donos da Globo, tanto faz como tanto fez. O importante é inviabilizar a candidatura de Lula em 2018. Mas isto não significa que a Globo desistiu de uma prisão espetaculosa para humilhar o Lula e toda a sua família, nem tampouco do empeachment da Dilma, apesar das ameaças veladas de destruição de seu patrimônio. Como se estivesse jogando pôquer, a Globo paga para ver.

E o apoio da Globo à operação envolvendo os três procuradores de São Paulo feriu os brios do Dr. Moro e dividiu as oposições ou o chamado PIG.

Portanto, o Dr. Moro está muito magoado com a família Marinho por ter retirado a primazia da prisão de Lula de suas mãos ou de suas algemas, mas eu duvido que ele, o Dr. Moro, tenha coragem de investigar a compra do “triplex” de Paraty. O Moro sabe que sem a Globo ele não vale um centavo furado.

Por outro lado, o Dr. Moro sempre se lixou para a corrupção praticada pelos irmãos Marinho e pelos PSDBistas de uma maneira particular, porque a Lava Jato não foi criada com o objetivo de combater a corrupção, mas de prender o Lula. A prova disso é que o Aécio Neves e outros corruptos do PSDB continuam soltinhos da silva.

Ou seja, os irmãos Marinho traíram a confiança do Dr. Moro exatamente quando este se encontrava a um passo do principal objetivo da Lava Jato que é o de prender e desmoralizar a família Luis Inácio Lula da Silva. E isto causou um racha nas hostes oposicionistas.

O resto é luar de Paquetá, como diria Paulo Henrique Amorim.

Responder

Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 21h13

Grupo de procuradores se rebela contra golpismo da Lava Jato

11/03/2016 Miguel do Rosário

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.ocafezinho.com/2016/03/11/grupo-de-procuradores-se-rebela-contra-golpismo-da-lava-jato/

Responder

FrancoAtirador

11/03/2016 - 20h11

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A POLITICAGEM DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO
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Denúncia contra Lula ocorre em um contexto de Disputa Política
no Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP).
.
Em abril, os Promotores irão eleger
o novo Procurador-Geral de Justiça (PGJ),
que comandará o MP
.
O Triunvirato Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo
são aliados à Oposição do atual PGJ Marcio Elias Rosa,
que trabalha para a Eleição do seu Sucessor,
o Procurador de Justiça Gianpaolo Smanio,
dando sequência aos seu Segundo Mandato.
.
A Nomeação do Novo PGJ de São Paulo será feita
pelo Governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB)
que escolherá um dentre os 3 Candidatos em Disputa:
Gianpaolo Smanio, Eloisa Arruda e Pedro Jesus Juliotti,
independente do Resultado da Votação Interna no MPE-SP.
.
(http://jornalggn.com.br/noticia/o-cenario-politico-do-mpsp-e-o-promotor-que-negou-assinar-denuncia)
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Responder

Marat

11/03/2016 - 19h53

Esse é o nível do nosso judiciário…

Responder

Fabio

11/03/2016 - 18h45

Jogo de cena. O pedido é ridículo demais, claro que os promotores sabem disso. Está estranha essa história.
E a repercussão homogênea: Cassio Cunha Lima? Carlos Sampaio? Reinaldo Azevedo? De repente todo mundo virou legalista moderado? Já vi essa turma espernear mais por muito menos.
Acho que foi para passar um verniz de legitimidade preparatório para a prisão de verdade. Assim, quando o pedido da Lava Jato sair, todos poderão dizer em uníssono “sou tão imparcial e apartidário que fui contra aquele pedido de prisão do MPSP, mas esse do Moro é realmente inquestionável!”. E estará criado um consenso.
Me lembrou muito aquela visita que a comitiva FIFA fez ao estádio do Morumbi antes da Copa. Foi tão sem sentido que em 45 segundos chegaram à conclusão que era realmente imprescindível construir um outro estádio em Itaquera.

Responder

Mark Twain

11/03/2016 - 18h14

“Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence.”
Mahatma Gandhi

Responder

FrancoAtirador

11/03/2016 - 17h41

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“Vão caçar o que fazer.
Vão catar coquinho”
Filósofo JC Blat
Promotoria Triplex
MP de São Paulo
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(http://jornalggn.com.br/noticia/promotor-se-irrita-com-repercussao-da-confusao-entre-hegel-e-engels)
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Responder

alex

11/03/2016 - 16h02

Fosse Aécio colocavam um …piiiii
A parceria de juízes reacionários paulistas e paranaenses são a prova flagrante da articulação golpista. Desta maneira uma semana sim outra não mantem acessa a fogueira da traição. O promotor paulista diz que “a lavagem de dinheiro NÃO se perpetuou” então não há crime.
A única prova documental é o fato de não ter devolvido as cotas em 30 dias a partir do momento que a OAS assumiu o empreendimento.
A modalidade “cotas” por norma do BC quando o consorciado desiste só pode resgatar no fim do grupo.
É de praxe as construtoras mobiliar os apartamentos, ainda mais em se tratando de um apartamento localizado no litoral paulista, cujo público alvo é o paulistano da capital.
A parcialidade é tamanha, só comparável a pedir o julgamento de um palmeirense pela torcida do Corinthians. Assim sendo só resta ao lula aceitar o ministério para evitar um juízo sumario.

Responder

Bacellar

11/03/2016 - 15h49

Por mais ridicula e atrapalhada que seja a denuncia nao podemos descartar que caia na mao de um juiz (juiza no caso) conservador que se ache no direito de pensar que os fins justificam os meios…Ai sera habeas corpos e mais pressao midiatica em cima, quanto mais etapas mais se esqueca a origem do pedido. Depois da ap470 nao da pra esperar mais nada do judiciario…A lei no Brasil esta virando bla bla bla….

Responder

Bernardo

11/03/2016 - 14h41

O que a coxinhada tem na verdade é complexo de vira latas e ciúme; são uns tontos e fazem parte daquele grupo da população que se guia pela TV, lê a revista lixo em consultório médico ou na barbearia, se lambuza de intectualidade fútil lendo a Caras, confunde Engels e Hegel, acha que Marx é aquele cara que fazia filmes cômicos, acha que os colunistas globais são intelectuais,…..eh tristeza.

Responder

Severino

11/03/2016 - 14h07

Lula, não caia nessa armadilha.

Aceite o convite da Dilma para ser ministro da Casa Civil. Essa talvez seja a única maneira de você e sua família deixarem de ser presos e humilhados pelos desordeiros da polícia federal e do ministério público, a mando dos irmãos Marinho da Rede Globo de Televisão, os “generais” do Golpe.

Todo esse bafafá é porque eles querem que o Moro lhe prenda e lhe algeme. Eles não admitem que um procurador de merda de São Paulo tenha essa primazia.

A Globo é o Golpe e ela chantageia a justiça diuturnamente. Ela já começou a pressionar a juíza eu vai dar o parecer sobre o pedido de prisão que está em pauta.

A GLOBO É O GOLPE!

Responder

Julio Silveira

11/03/2016 - 13h56

Falar justiça usando esses cidadãos como representantes é piada. Fala Sério. Por isso o país é considerado mundialmente um lugar exótico. Vejam só o nível de exotismo dessas figuras. E tem gente que aplaude e ainda ficam brabos quando cantam cara de palhaço, boca de palhaço, pinta de palhaço.

Responder

Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 13h41

… A mais recente ‘CAGADA-prima’ da dupla (sic) ‘Consentido’ &$ ‘BLAT(e) Karteira’!

***

Globo descobre que juíza que vai julgar Lula gosta de gatos

11/03/2016 – 11:29

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://jornalggn.com.br/noticia/globo-descobre-que-juiza-que-vai-julgar-lula-gosta-de-gatos#comment-866578

Responder

Mauricio Gomes

11/03/2016 - 12h51

Que enfiem o acervo e o processo nos cus do Moro fascista, dos procuradores picaretas e dos donos da globo. Enfiem até o talo e com areia nessa cambada de safados e golpistas.

Responder

Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 12h31

Da Série ‘Agora escuta mais esta’!

Globo descobre que juíza que vai julgar Lula gosta de gatos

11/03/2016 – 11:29

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://jornalggn.com.br/noticia/globo-descobre-que-juiza-que-vai-julgar-lula-gosta-de-gatos#comment-866533

Responder

    Messias Franca de Macedo

    11/03/2016 - 12h33

Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 12h22

Da Série ‘Faça humor, não faça guerra’!

***

BEMVINDO SEQUEIRA: AÉCIO JÁ É “PENTA” EM DELAÇÕES

https://www.youtube.com/watch?v=q8nZQa0WUH8

Responder

jõao

11/03/2016 - 12h00

se haver golpe a militância vai para clandestinidade como 64, e ai voltaremos para guerrilha
e ai o pais jamais terá paz eles estão abrindo as sepulturas eles estão desenterrando o passado

Responder

Jorge Luiz

11/03/2016 - 11h49

Eu torço para o PMDB sair do governo!

Esquerda unida, paulada nos juros, investimentos estatais, quorum suficiente para derrubar o impedimento e extinção do PMDB em em 2018!

Sai fora PMDB!!!!

Responder

Gersier

11/03/2016 - 10h10

Já que “citaram” celebridades internacionais, ,minha humilde contribuição a esses imbecis que falam pela cloaca. para que aprendam alguma coisa.
“Não se pode acusar e depois procurar “documentos”.
Não é assim que se faz “justiça”.
NUNCA se deve misturar política com justiça, porque aí pode ser qualquer coisa, MENOS justiça.
Autor desse célebre argumento: Simon Wiesenthal, o homem que conseguiu levar às barras dos tribunais internacionais, onde alí sim, haviam juristas com J maiúsculos e não arremedos, vários criminosos nazistas.
Dedico essas frases aos farrapos que se julgam juizes, promotores e até delegados federais,mas que não passam de ratos nojentos.

Responder

SERGIO

11/03/2016 - 09h36

Galera,deixa a turma das Maria (coxinha)pra lar.

Responder

Pedro Pereira

11/03/2016 - 09h36

Ri pra não chorar. Esses golpistas ignorantes, caluniadores doentes vão vencer no país da pida pronta.

Responder

marcio ramos

11/03/2016 - 09h31

Tem que ocupar a Globo mandar os Marinhos passear em Miami pra sempre que lá eles serão presos…

Responder

marcio ramos

11/03/2016 - 09h28

Ja prenderam o Cunha? E a muié do CUnha? E a filha do Cunha?

Responder

crazy horse

11/03/2016 - 08h53

Esse não é um país sério.

Responder

Maria Libia

11/03/2016 - 08h50

Eu não sei quem é Marx, os irmãos Marx, Engels e outros, mas sei que os coxinhas governando o Brasil, o salário mínimo que eu recebo vai abaixar. Quando FHC foi presidente do Brasil, além de chamar nós, aposentados, de vagabundos, o salário mínimo era de 70,00 reais e a cesta básica de 120,00 reais. Eu não consigo entender por que tanto ódio assim de nós. Rico não paga imposto, só eles tem justiça, nós não temos. Gosto de pensar que esse ódio fará muito mal a quem tem. Se eu acreditasse em Deus pediria uma ajuda, mas nem ele acredito mais.

Responder

Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 07h54

MÍSSIL NO COLO DOS… [QUASE]BICHEIROS ‘CONSENTIDO’ &$ O TAL *BLAT
*Blat(e) carteira?!
Aí só investigando, mas antes, óbvio, “um suco caprichado de prisão preventiva nos olhos dele”!
Risos

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

PROMOTOR QUE DENUNCIOU LULA FOI SÓCIO DE FILHO DE UM DOS MAIORES BICHEIROS DE SP

11/03/2016

Os principais denunciantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulam alguns episódios polêmicos na biografia. É o caso do promotor José Carlos Blat. Em 1998 ele foi um dos criadores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de elite do Ministério Público de São Paulo. Trabalhou no famoso caso da Favela Naval, onde um policial foi flagrado torturando e matando suspeitos.
Blat dedicou a maior parte do tempo a investigar contrabando e jogatina ilegal. Foi por essas duas atividades que acabou alvo de inquéritos da Corregedoria do MP.
(…)
A mesma acusação é feita a outro promotor que acaba de denunciar Lula, Cássio Conserino. Ele ficou conhecido por diversas denúncias contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção do crime organizado paulista. Mas também por um episódio controverso: em 2012 prendeu temporariamente 13 policiais civis e um advogado em Santos por suspeita de extorsão e envolvimento com jogatina clandestina.
Acontece que todos foram liberados horas depois, porque a Justiça considerou que não foram encontradas provas contra eles. O jogo virou contra o promotor, que acabou condenado em processo por dano moral movido pelo advogado que fora preso.
(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/promotor-que-denunciou-lula-foi-socio-de-filho-de-um-dos-maiores-bicheiros-de-sp/

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Messias Franca de Macedo

11/03/2016 - 07h40

QUE TAL UM KIT DO MERENDÃO ENROLADO NA CABEÇA?

Haja vista que o aprendiz de golpista ‘Consentido’ quer mesmo é aparecer no plim plim, que tal o pândego remunerado com dinheiro público sair desfilando pela Avenida Paulista paramentado (sic) com um cesto do MERENDÃO equilibrado na cabeça, domingo (13/03/2016)?…
E a ‘coxinhada’ festiva acompanhando o périplo só na ‘Moitta’ do ‘Cape(z)ta’…

Pano rápido!

Responder

FrancoAtirador

11/03/2016 - 02h53

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Você é um Fanático?
Confira os 8 Tópicos:
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Fanatismo)
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Responder

    FrancoAtirador

    11/03/2016 - 17h28

    .
    .
    “O Fanatismo
    é a Única Forma
    de Força de Vontade
    Acessível aos Fracos”
    Nietzsche
    .
    .

Swamy

11/03/2016 - 02h38

Estava ali na garagem tomando banho ao ar livre e pensando.
A globo, PSDB, dem, Reinaldo Azevedo, Fsp, escosteguy, todos esses FDP contra a prisão de Lula? Hum, nessa sopa tem cabelo. Nesse angu tem caroço.
E nesses meus devaneios, cheguei à seguinte conclusão: Lula não pode ser preso agora. Primeiro Dilma tem que cair.
Lula é o troféu da lava-jato. Ele só vai ser preso na última fase da operação. É o gran finale.
É como num filme em que o bandido morre no final.
Se prenderem Lula agora, vai colocar a militância nas ruas e colocar o país praticamente em guerra.
Se no meio disso Dilma ainda é golpeada, vira uma guerra civil sem precedentes.
Eles não querem se arriscar.
O script já está todo acertado. Um roteiro milimetricamente urdido e com cada passo bem calculado.
Lula será o troféu exibido por moro e sua cambada ao final da lava-jato, com direito a cameras da globo em vários ângulos, como numa partida de futebol.
Por isso não será preso agora por um reles figurante canastrão que nem terá seu nome nos créditos finais.

Responder

renato

11/03/2016 - 01h55

Um pouco mais de paciência….
Foi o estagiário gente..

Responder

FrancoAtirador

11/03/2016 - 01h50

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“La Secretaría General de #UNASUR
reitera su llamado al respeto de la dignidad
y el derecho a la legítima defensa del ex presidente #Lula.”
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(https://twitter.com/unasur/status/708089079997583361)
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Responder

FrancoAtirador

11/03/2016 - 01h38

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Se o pedido será aceito ou não é uma decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira,
da 4ª Vara Criminal de São Paulo, mas especialistas ouvidos pelo EL PAÍS apontam
que os motivos apresentados não sustentam o pedido de prisão preventiva.
.
“Não faz o menor sentido, a prisão preventiva em caso de perigo a ordem pública é usada
quando a liberdade da pessoa gera algum tipo de risco difuso para a sociedade.
Discordar das decisões judiciárias, dar coletiva de imprensa e pedir apoio da militância
é liberdade de expressão, um direito constitucional.
Ele não pode discordar do Ministério Público?”,
indaga o advogado e Professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro,
Thiago Bottino.
“Por exemplo, tem um pedido do Sergio Moro pedindo apoio da população,
ele também está atentando à ordem pública quando faz isso?
É claro que não. Isso não gera risco a ordem pública”, completa.
.
Para Gustavo Badaró, professor de Direito Processual Penal da USP, o pedido não para em pé,
mas caso seja aceito, não será a primeira vez que isso acontece no Brasil.
.
“Há uma crítica sobre a constitucionalidade dessa possibilidade de prisão por perigo à ordem pública,
porque, além da vagueza do termo, em que é possível encaixar quase tudo,
ela tem sido usada cotidianamente para prender a população mais pobre
antes de um julgamento formal”, diz.
.
Bottino concorda e lembra que hoje no Brasil
cerca de 45% da população carcerária
é formada por presos preventivos:
.
“A regra aqui, infelizmente, é a prisão, não a liberdade.
Aceitar esse pedido seria só reproduzir
o que o sistema Judiciário brasileiro tem de pior.”
.
Badaró também chama atenção para a extensão anormal do pedido,
segundo ele esses documentos costumam ser enxutos, se resumindo aos fatos.
.
No texto, há citações ao livro Assim Falou Zaratustra,
do pensador alemão Friedrich Nietzsche,
e até uma gafe filosófica no trecho em que os promotores
confundem o teórico marxista Engels com o filósofo Hegel.
.
Segundo o pedido de prisão preventiva, as condutas de Lula,
o primeiro torneiro mecânico a assumir a presidência,
“deixariam Marx e Hegel envergonhados”.
.
Para Bottino, esse tipo de floreio é só retórica.
.
“Em um pedido de prisão preventiva,
você tem que apontar os fatos específicos
que demonstram os riscos que você sustenta existir.
Falar bonito, nesse caso, não é necessário”, diz.
.
Não é a primeira vez que um ato
relacionado à investigação sobre Lula
é alvo de críticas de juristas.
.
Na sexta-feira (4), o ex-presidente foi obrigado a depor,
no âmbito da Operação Lava Jato, por ordem do juiz Moro
a pedido dos Procuradores de Curitiba, no Paraná.
.
Lula foi deslocado com escolta da polícia para “protegê-lo”, segundo o juiz.
.
“Irregular”, “ilegal”, “exagerado” e “inconstitucional”
foram algumas das críticas feitas pelos especialistas na sexta.
.
EL PAÍS
.
.

Responder

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