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O doce triunfo de Celso Amorim sobre a mídia e os embaixadores de pijama

10 de fevereiro de 2015 às 22h29

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A Veja (acima, ilustração publicada no site da revista) e a mídia em geral colocaram várias pedras no caminho de Amorim. No caso do Irã, a revista chamou de “explosivo” um acordo que tirava urânio do Irã e disse erroneamente que o ministro “costurou um acordo para desenvolvimento de tecnologia nuclear com o presidente do Irã”. Ou seja, aparentemente a turma da revista nem leu a Declaração de Teerã.

por Luiz Carlos Azenha

Quando viu Muammar Gaddafi fazendo gestos bruscos com um objeto na mão, dentro de uma tenda em um deserto nas proximidades de Trípoli, o então chanceler Celso Amorim chegou a imaginar que o líder líbio estava se autoflagelando diante de convidados importantes: o presidente Lula, o líder nicaraguense Daniel Ortega e o ex-presidente argelino Ben Bella.

Mas, não se tratava de um gesto de caráter religioso. Na verdade, Gaddafi usava uma espécie de abanador de fibra vegetal para se livrar das moscas que infestavam o ambiente.

Esta e muitas outras anedotas saborosas fazem parte do livro Teerã, Ramalá e Doha: memórias da política externa ativa e altiva, da editora Benvirá, o terceiro em que o ex-chanceler brasileiro narra fatos de sua passagem pelo Itamaraty. Os outros são Conversas com jovens dipomatas e Breves narrativas diplomáticas, lançados anteriormente pela mesma editora.

O novo livro — que será lançado em março em eventos no Rio, em São Paulo e Brasília — trata de alguns dos mais criticados aspectos da política externa que Amorim desenvolveu ao lado do ex-presidente Lula, a partir de 2002: a aproximação com o Irã e os países árabes.

Na mesma viagem em que encontrou Gaddafi, em dezembro de 2003, Lula já havia passado pela Síria, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Egito. Lula foi criticado por se encontrar com Bashar al-Assad e Gaddafi, mas não com o emir de Abu Dhabi, aliado dos Estados Unidos.

Ao narrar a passagem por Tripoli, Amorim relembra: “Repetia [a mídia] aqui, com agravantes, o mesmo tipo de crítica que ouvimos em Damasco. Como podia o líder de um país democrático, que ascendera ao poder mediante eleições livres, ser recepcionado por um anfitrião que chefiava um regime sabidamente ditatorial? Mas, como na Síria, o que preocupava a nossa imprensa não era tanto a natureza autoritária ou ditatorial do regime, mas a falta de consulta prévia a Washington. Tanto assim que os mesmos veículos pareciam encarar com grande naturalidade os contatos de Colin Powell em Damasco e trataram de forma positiva, ou pelo menos indiferente, as viagens que os primeiros-ministros José María Aznar e Tony Blair viriam a fazer dentro de poucos meses à Líbia”.

Em outras palavras, os Estados Unidos podiam conversar com a Síria; o Reino Unido e a Espanha, com a Líbia. O Brasil, não!

A aproximação do Brasil com os países árabes, que culminou com a Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), além de ampliar mercados para produtos brasileiros visava reforçar um dos pilares centrais da política externa, a de promover o multilateralismo.

Mas a maior reação da mídia se deu contra a aproximação entre o Brasil e o Irã, que em 2010 resultou na Declaração de Teerã, pela qual o regime iraniano se comprometeu a “depositar 1200 quilos de urânio levemente enriquecido (LEU) na Turquia. Enquanto estiver na Turquia, esse urânio continuará a ser propriedade do Irã. O Irã e a AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica] poderão estacionar observadores para monitorar a guarda do urânio na Turquia”. Feito o depósito dentro de um mês, “com base no mesmo acordo, o Grupo de Viena deve entregar 120 quilos do combustível requerido para o Reator de Pesquisas de Teerã em não mais que um ano”.

O acordo, em outras palavras, tirava do Irã o urânio levemente enriquecido que em tese poderia ser utilizado para fabricar a bomba atômica.

Arquivo Escaneado 3

A iniciativa de Lula foi fuzilada pela mídia brasileira, com apoio dos “embaixadores de pijama” que serviram a FHC. O Brasil teria dado passo maior que a perna, disseram alguns. Teria sido usado pelos malévolos aiatolás, afirmaram outros.

Na verdade, a repercussão foi mundial.

Sobre a foto dos presidentes Lula, Mahmoud Ahmadinejad e do primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, a revista Newsweek perguntou: “É este o futuro? O poder americano e seus limites”.

No texto, Fareed Zakaria constatou: “Raramente uma única fotografia irritou tanta gente”.

Ele se referia aos críticos direitistas do presidente Barack Obama. O Wall Street Journal definiu a imagem como o debacle da política externa de Obama. Para o neocon Charles Krauthammer, escrevendo no Washington Post, a cena em Teerã demonstrou como “poderes em ascensão, aliados tradicionais dos Estados Unidos, depois de ver o governo Obama em ação, decidiram que não existe custo em se aliar a inimigos dos Estados Unidos e nenhuma vantagem em se aliar a um presidente [Obama] dado a pedidos de desculpas e appeasement“.

Como se sabe, naquele período muito se falava num “inevitável” ataque militar de Israel ao Irã para eliminar o programa nuclear iraniano. Os falcões batiam o bumbo da guerra e, ainda que reflexivamente, eram imitados pelos seus amigos na mídia brasileira.

Obama, aliás, foi quem estimulou a iniciativa turco-brasileira. Pessoalmente e por escrito. Assessores dele não acreditavam no sucesso de Lula e Erdogan. Quando deu certo, trataram de puxar o tapete dos aliados.

Àquela altura, os Estados Unidos já pretendiam ir ao Conselho de Segurança da ONU em busca de aprovar sanções contra o Irã, o que conseguiram com o apoio de todo o clube atômico — Rússia, China, França e Reino Unido.

Hoje, ironicamente, os Estados Unidos perseguem, dentro do chamado P5, um acordo parecido com o obtido por Brasil e Turquia, porém mais amplo.

Para Celso Amorim, aceitar a Declaração de Teerã como primeiro passo teria tido vantagens. Se em 2010 o Irã dispunha de urânio levemente enriquecido para fazer uma bomba, no início de 2014 tinha para três ou quatro artefatos. Se Washington sempre perseguiu medidas de “confidence building” com Teerã, poderia tê-las celebrado muito antes. Além disso, a população iraniana teria sido poupada do sofrimento das sanções.

“Não podemos esquecer que há na região um Estado — Israel — que, sabidamente, detém poderoso arsenal atômico. Por isso, temos insistido que a solução duradoura para a questão reside na conclusão de um acordo que faça do Oriente Médio uma zona livre de armas nucleares”, escreve o ex-chanceler no livro.

A iniciativa brasileira em conjunto com a Turquia acabou mais festejada fora do que dentro do Brasil. Ainda em 2010, Amorim foi incluído em sétimo lugar na lista dos 100 Maiores Pensadores Globais da revista Foreign Policy.

Dois pesquisadores norte-americanos — John Tirman, do MIT, e Malcolm Byrne, do National Security Archives –, entrevistaram Celso Amorim sobre a iniciativa em 2013. Eles escrevem justamente sobre oportunidades perdidas em política externa.

Ao longo de Teerã, Ramalá e Doha: memórias da política externa ativa e altiva, Celso Amorim demonstra que não há espaço em política externa para o maniqueísmo, o simplismo e o saber rattling, frequentes nas colunas de jornal brasileiras.

É um prazer vê-lo descrever todas as nuances que informam as decisões de Estado.

O livro é isso: você é convidado a viajar com Celso Amorim pelos bastidores da diplomacia.

Cotejando o conteúdo das memórias de Amorim — e sua ênfase em soluções negociadas — com a realidade dos dias de hoje, fica subentendido o “doce triunfo” a que nos referimos no título: o Iraque, onde o Brasil foi um dos países mais vocais na oposição à ocupação dos Estados Unidos, foi demolido de tal forma que perdeu controle de parte do território para o chamado Estado Islâmico;  a Síria, onde o Brasil também rejeitou intervenção externa, está mergulhada em uma guerra civil que custou a vida de ao menos 200 mil pessoas; na Líbia, a intervenção da OTAN que derrubou Gaddafi — repudiada pelo Brasil — produziu o caos em um país que era estável e agora caminha para a desintegração; no Irã e em Cuba, grosseiramente, os Estados Unidos perseguem o caminho recomendado pelo Itamaraty.

[A produção de conteúdo exclusivo do Viomundo, como este, é bancada pelos nossos assinantes. Torne-se um deles!]

O ex-ministro atribui a ousadia da política que praticou no Itamaraty à liberdade de ação dada pelo presidente Lula. Segundo Amorim, o ex-presidente é um “asset” da política externa brasileira tão importante quanto Nelson Mandela foi para a África do Sul.

Sobre as críticas recebidas ao longo dos anos, o ex-chanceler adota uma postura olímpica: “Intrigava-me o fato de que aqui [no Brasil], ao contrário [de outros países], as tentativas que fizemos [de participar das grandes questões] eram em geral consideradas uma intromissão desnecessária e perigosa em temas que não nos diziam respeito. Eu me perguntava (e ainda me pergunto) a razão desse apego a uma posição secundária e de dependência, com raizes aparentemente tão profundas em nossos formadores de opinião. […] De certa forma, é como se temêssemos assumir os ônus, que são uma decorrência natural do crescimento e da maturidade, e preferíssemos viver ao abrigo de uma metrópole, real ou imaginária, ainda que isso custe o abandono de oportunidades e o sacrifício de interesses”.

Traduzindo em português castiço: complexo de viralatas.

Veja abaixo alguns trechos de nossa entrevista com Celso Amorim, feita em Brasília (para ver a entrevista completa, clique aqui):

Veja também:

“PT tem de abandonar os tapetes de Brasília e ganhar as praças e ruas do Brasil”

 

37 Comentários escrever comentário »

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Cláudio

22/02/2015 - 19h13

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************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

Responder

Francisco Maurilio Gadelha de Andrade

21/02/2015 - 19h39

O CELSO AMORIM, ERA UM TERRORISTA PARA O PIG – Por não dar ressonância, aos berros de Telaviv e de Washington, não tirou os sapatos, nem berrou pra protestar, descalço, não fico e cê fini, foi a resposta deste magnifico brasileiro. Dependência ao norte é o que quer seus detratores. Independência ao norte ou ao sul, importou o melhor e mais barato e exporta pra quem paga mais, sem intermediarios, foi assim que o PIB foi multiplicado por 5 em relação ao governo do FHSBC.

Responder

FrancoAtirador

17/02/2015 - 20h12

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Dívida Pública da Espanha mais que Dobra

desde que o país passou a ser submetido

à Receita de Arrocho Imposta pela Troica.

De 2007 a 2014, com Recessão Ininterrupta

e Desemprego Recorde, a Proporção da Dívida

em Relação ao PIB saltou de 35% para 95%.
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É esta a ‘Medida de Salvação’ Proposta

pela Equipe Econômica do Governo Dilma?
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Responder

    FrancoAtirador

    17/02/2015 - 20h17

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    “Por que o Ministro Joaquim Levy

    não divulga a Lista dos braZileiros

    incluídos no Esquema de Sonegação

    Bilionária do HSBC na Suíça?”

    (Hora a Hora Carta Maior)

    .
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Adilson

14/02/2015 - 21h43

Havia uma piada, quando do “DESGOVERNO” do fhc, que era a seguinte, Deus chamou o presidente norte americano, o presidente da antiga URSS e o brasileiro fhc, e disse para eles que o mundo iria acabar em 03 dias, o presidente norte americano foi a tv, e em pronunciamento disse que os EUA iria vencer a guerra que estava travando, o presidente da URSS foi a tv e disse que os problemas que o povo da URSS seriam aliviados, o fhc, foi a tv e disse: “A DIVIDA EXTERNA BRASILEIRA SERÁ QUITADA EM 03 DIAS”, e foi aquela ovação, todos os presidentes “NÃO FALARAM A VERDADE” conforme Deus pedira, o mais “MENTIROSO” foi o fhc.

Responder

Andre

14/02/2015 - 21h34

Os problemas do povo brasileiro terminará quando houver a 3ª guerra mundial, facil não?, “O COMPLEXO DE VIRA LATAS”, não permite que esse pais se desenvolva e se torne uma potencia economica e respeitada, o presidente Lula colocou o Brasil na 7ª economia, hoje já somos a 6ª maior economia, porem os “VIRA LATAS” não gostaram nada disso por simples “ODIO E PRECONCEITO”, porque o Lula foi oriundo de origem pobre, “ISSO É UMA AGRESSÃO AOS COXINHAS”, o Lula não pode ser mais inteligente do que o “PRINCIPE DAS TREVAS (FHC) E DA PRIVATARIA”, agora voces entenderam toda a “RAIVA, ODIO E PRECONCEITO” que os “COXINHAS, A MIDIA E A BANDA PODRE DO JUDICIARIO” nutre contra o Lula, a Dilma, todos os governante do PT e o PT, essa é a realidade, para a “TURMA DO ATRASO E GOLPISTA” vale tudo pata tirar o PT do governo, mesmo que isso represente a “DESTRUIÇÃO DO PAÍS”, o o povo “BUNDÃO” não está nem aí, quando a “BOMBA” cair sobre suas cabeças, é que dirão, “EU PODIA FAZER ALGUMA COISA POR MIM, POR MINHA FAMILIA E O MEU PAÍS E NÃO FIZ”, aí já será tarde demais, esse “MORIBUNDO”, terá apenas alguns segundo de vida, tempo insuficiente para lutar para sobreviver e lutar para “SOERGUER DO CAOS ELE PROPRIO, E TUDO AQUILO QUE ELE PERDEU E O BRASIL”.

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Roberta

13/02/2015 - 22h07

Democracia no Brasil está muito longe de ser vivida/sobrevivida/existida. É bom lembrar que a constituição de 1988 tá aí pra defender direitos também mostrar deveres, mas muitos só querem saber dos direitos e não se preocupam com os deveres ou pelos menos nem querem saber deles. A instituição Presidência da República deve ser respeitada e tratada com carinho em regimes democráticos. A oposição estar perdendo ou não está sabendo aproveitar uma ótima oportunidade de fazer oposição legítima e séria.

Responder

Cláudio

13/02/2015 - 19h13

Ouvindo A Voz do Brasil e postando:

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************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

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Sergio Santos

13/02/2015 - 11h49

Grande Ministro. Não tirava o sapato para fiscal de aeroporto norte americano. Os coxinhas o odeiam; esse é o melhor currículo que ele pode ter: se os entreguistas não gostam dele, é porque ele é um Patriota Brasileiro, não um coxinha entreguista idiotizado pele mídia subserviente e lacaia das 4 famiglias donas dos principais meios de comunicação do país.

Responder

FrancoAtirador

12/02/2015 - 17h35

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O Preço da Inação Política

Dilma acreditou que Calaria a Boca da Oposição
ao mudar a Política Econômica, mas está Isolada
e corre o Risco de enterrar o Legado da Esquerda.

Não existe Hipótese de Dilma ser Aceita

como Mediadora pelos Setores Conservadores.

O Projeto de Poder que ela representa é um; o deles é outro.

E agora eles resolveram dispensar os Intermediários.

Por Maria Inês Nassif, na Carta Maior

(http://cartamaior.com.br/?/Coluna/O-preco-da-inacao-politica/32856)

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Leo

11/02/2015 - 23h03

Prezado Francisco,

Pesquise sobre o futuro do ocidente, que foi dominado pelos cristão-judaicos (em extinção). Também procure se informar sobre os movimentos dos muçulmanos no mundo e do marxismo (este, principalmente nas Américas, com a aquiescência de Barack Hussein Obama II). Mas não pesquise em revistas brasileiras ou outros periódicos e livros nacionais, pois existe um filtro ideológico em nossas fronteiras que não permite o acesso do nosso povo às verdades que tramitam pelo planeta.

Referenciando suas palavras, peço sinceras desculpas por eu efetivamente não ler Veja. Na verdade, para que tenha criticado minha postagem com base nessa revista, creio que o leitor assíduo desse periódico seja você.

Abraços e cuidado com o Lula, pois parece que ele quer ver a Dilma bem longe de Brasília!

Responder

Marat

11/02/2015 - 22h22

Eu e todos os que não são do PT, parecemos ser mais combativos que os petistas, que precisam acabar com esse corpo mole e evitar golpe de estado e ficar de olho na banda podre do judiciário (com minúscula!)…
Cadê as manifestações contra os governos corruptos e incompetentes do PSDB???

Responder

    Luiz (o outro)

    12/02/2015 - 06h45

    Verdade, meu caro! Também não sou do PT, mas o tempo todo sou “acusado” de ser petista pelos desmemoriados que acreditam que tudo de ruim que aparece na grande mídia começou no governo petista. Mas hoje em dia ando com o pavio curto e nem perco mais tento em tentar conversar civilizadamente com certas pessoas tamanha a ignorância… e a dona Dilma dormindo enquanto os verdadeiros canalhas ficam falando em impeachment…

Euler

11/02/2015 - 22h13

Está aí uma pessoa – Celso Amorim – que deveria ser escalada por Dilma para compor um alto conselho de guerra para enfrentar o golpe e a crise que vivemos hoje no Brasil.

Permita-me o nobre jornalista Azenha, com mais essa magnífica matéria jornalística, apresentar um outro e emergente problema: a da crise criada pela operação Lava Jato em total parceria com a mídia golpista.

Seria importante perguntar ao Brasil: quanto o país perdeu em 30 anos de corrupção na Petrobras e quanto o país está perdendo agora, em poucos meses de operação midiática da Lava Jato?

Embora não se trate de uma escolha entre uma coisa e outra, está claro que o modo de combater a corrupção por este esquema golpista e tucano montado no Paraná está equivocado e pode levar o país ao caos total.

As perdas do Brasil com a corrupção na Petrobras em 30 anos talvez chegue a R$ 2 ou 4 bilhões. Contudo, as perdas da Petrobras e de todo o complexo que ela movimenta, incluindo empregos, pode chegar a algumas dezenas ou centenas de bilhões de dólares em função dessa operação Lava Jato, alimentada pelo esquema midiático golpista.

O complexo que envolve a Petrobras, as empreiteiras, e toda a produção de gás e petróleo e da indústria da construção civil gera não menos que 2 ou 3 milhões de empregos no país – ou mais. São mais de R$ 100 bilhões de investimentos anuais, e cerca de 13% do PIB – para mais, até. Tudo isso está sendo destruído em poucos meses pela operação Lava Jato, da forma como vem sendo conduzida, com o golpismo midiático e um estado policialesco paralelo, como se não houvesse governo federal no país, nem justiça, nem parlamento – ah, e quem disse que temos ministro da justiça?

Vejam o que está acontecendo com a Petrobras e com as empreiteiras que, juntas, geram milhares de empregos diretos. Estão paralisadas! Acabaram os investimentos, não há horizontes mais enquanto não se desenrolar essa operação que parou o país, parou o governo, e tende a transformar o Brasil num total caos, do jeito que os grupos de rapina, especialmente os estrangeiros com seus governos imperialistas, gostam de fazer. Eles querem destruir o Brasil para se apropriarem das nossas reservas de água e petróleo e gás; querem que voltemos à condição de escravos. Se continuar nesse ritimo de destruição da economia, fomentada pela mídia, mas tendo a burra parceria do governo, do BNDES e da própria Petrobras, que se intimidam, vamos afundar, literalmente.

Daqui a pouco, adeus leis trabalhistas e aumentos reais de salários. Vamos catar latinhas e oferecer mão de obra grátis para as elites dominantes, como elas sempre desejaram.

Comparem o tamanho da corrupção com o tamanho do que estamos perdendo com o esquema midiático da Lava Jato e vejam se racionalmente é possível aceitar que isso continue.

Por isso, é preciso que a presidenta, além do PT, tome atitudes imediatas. Dilma precisa formar um alto conselho político de guerra para enfrentar os inimigos do povo; formar uma mídia alternativa, nem que seja pela Internet, para abastecer a militância e o povo brasileiro de argumentos e de comparação entre o que a mídia golpista diz e o que está acontecendo de fato. E precisa também apresentar imediatamente um programa positivo de investimentos, com queda de juros, novas obras, além de propostas imediatas que atendam às demandas sociais dos movimentos e grupos que representam a maioria do nosso povo.

É assim que se enfrenta os inimigos do povo brasileiro que estão destruindo o país.

Responder

    Leo

    11/02/2015 - 23h35

    Prezado Euler,

    Não há dúvidas de que os “inimigos”, principalmente estrangeiros, querem ver o circo pegar fogo. Mas há um fato que não pode ser diminuído em detrimento das devidas e sumárias apurações de responsabilidades: bilhões de reais foram roubados e, o que se sabe até agora, apenas da Petrobras.

    Portanto, não culpe o PIG da oposição (pois também há o “PIG da base”) pelo caos que se instala no país, pois, se não tivesse ocorrido essa enorme subtração de valores, as aves de rapina não estariam sobrevoando a Petrobras e o Brasil.

    edson leiria

    12/02/2015 - 01h22

    Como tu pode ser tão imbecíl Euler, sinceramente é chocante.

Francisco

11/02/2015 - 20h54

Celso seria um presidente brilhante.

Melhor que Dilma, com certeza…

Responder

Fábio

11/02/2015 - 18h10

E a Dilma, na sua auto-suficiência e pseudo sabedoria, deixou o Embaixador Celso Amorim de lado.
É a atitude típica dos medíocres, se cercar de pessoas incompetentes para não lhe fazerem sombra.
Desperdicei meu voto.

Responder

    Maria José Rêgo

    11/02/2015 - 22h23

    Não fale assim. Ele teve um papel importante no Ministério da Defesa no primeiro mandato da Dilma.

    Leo

    11/02/2015 - 23h40

    Como!? Papel importante no Ministério da Defesa!? O que ele fez de relevante na Pasta que já não estivesse em andamento?

    Essas afirmações postadas aqui são muito perigosas, pois não têm um mínimo de sustentação.

    Leo

    11/02/2015 - 23h37

    A Dilma tenta se livrar do Lula! Mas parece estar bem difícil…

O Mar da Silva.

11/02/2015 - 16h42

Foi preciso um nordestino, retirante, ex-metalúrgico chegar ao poder, honradamente, para termos motivos de orgulho, após 21 anos de ditadura militar seguidos de um período (1985 – 2002) de total subserviência nacional aos interesses alheios.

Graças ao trabalho de jornalistas não-alinhados com o entreguismo que temos a chance de contemplar essa nova cara da diplomacia nacional sob a liderança do maior político brasileiro depois da redemocratização.

É uma pena que Dilma tenha seguido outros rumos e insista em não fazer uma aliança com a nova comunicação que está fora da mídia barulhenta e seletiva, porém sempre viralata.

Parabéns pelo texto e pelo reconhecimento do trabalho do grande Celso Amorim.

Responder

    Leo

    11/02/2015 - 18h52

    É dificil crer que ainda ha pessoas inteligentes que idolatram uma das maiores decepcoes que o Brasil ja teve, o Lula. O pior cego é aquele que nao quer ver ou que se finge de cego.

    Esperem, pois o planeta ainda ha de ver uma sangrenta guerra mundial entre marxistas e muculmanos.

    Francisco

    11/02/2015 - 20h53

    “(…) ha de ver uma sangrenta guerra mundial entre marxistas (?) e muculmanos (?)”.

    Tu tá bem informado pra caramba… Lendo a Veja?

    Leo

    11/02/2015 - 18h58

    Grande Celso Amorim!!!? Nao se paute pela midia vermelha para tirar suas conclusoes, ou voce nao sabe que tambem existe PIG de esquerda? Va direto na fonte e procure saber sobre os “bons” servicos prestados por esse diplomata, e nao se deixe enganar pelo que escrevem por aí.

    Abracos!

Fabio

11/02/2015 - 16h05

Amorim um grandioso brasileiro, um ministro das relações exteriores nota mil.
Ainda bem que não está fazendo parte do pobre e moribundo desgoverno da sra Dilma.

Responder

Joel Miranda

11/02/2015 - 14h49

Azenha,
Porque Dilma não o trouxe de volta?
Lula o trará em 2019!

Responder

Hans Bintje

11/02/2015 - 14h34

Azenha:

Desta vez, os EUA não são problema.

Eles estão onde sempre estiveram e fazem o que se espera que eles façam. São previsíveis, até.

O que encanta nessa história é a coleção de “Rip van Winkle” brasileiros, criticando Celso Amorim sem perceber que o mundo mudou.

Da wikipedia:

“O termo ‘Rip Van Winkle’ acabou se tornando sinônimo de uma pessoa que vive situação de mudança social, seja ela intencional ou não, mas que ‘congela no tempo’. O personagem de Washington Irving acabou se tornando um marco daquilo que estagnou, que dormiu e acordou em dois períodos distintos, mas ainda permanece o mesmo. No caso, Rip confronta a mudança da Revolução Americana, dormindo numa colônia inglesa e acordando numa América independente.”

Numa América independente!

Responder

FrancoAtirador

11/02/2015 - 13h06

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E trocaram Celso Amorim por Demétrio Magnoli.
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Responder

Julio Silveira

11/02/2015 - 11h38

Esse sr., sem duvida, é um dos grande BRASILEIROS (maiúsculo) deste período histórico contemporâneo. Se suas diretrizes dentro das R.E. e do governo forem cultuadas, certamente terá deixado um grande legado de honra, patriotismo e brasilidade as novas gerações, coisa que o Brasil a muito tempo carece.

Responder

Eduardo Oliveira

11/02/2015 - 10h59

O excelso Ministro Celso Amorim, deve ser encarado como o nosso Rio Branco para terceiro milênio.Suas leituras e intenções devem ser perseguidas como cartas para um Brasil mais justo? Igual e soberano. Como o descanso fica para a eternidade, diria e desejo ainda muito trabalho em prol do nacionalismo Brasileiro e em benefício da paz mundial.

Responder

Caracol

11/02/2015 - 09h09

Complexo de viralatas é a versão contemporânea do velho complexo de Mazombo.
Quantas gerações serão necessárias para que nos libertemos dessa síndrome indigna e vergonhosa?

Responder

José Cláuver

11/02/2015 - 09h06

Um grande texto! Justa homenagem para um grande homem, que não se abate com a oposição dos vira-latas.
Nelson Rodrigues explica!

Responder

Aracy

11/02/2015 - 05h34

Um brasileiro de quem temos muito a nos orgulhar. Merecedor do Nobel da paz.

Responder

Cláudio Pereira

11/02/2015 - 02h56

Concordo: melhor ministro que esse país já teve!

Responder

Pafúncio Brasileiro

10/02/2015 - 23h58

Até hoje, não entendí e jamais entenderei, porque Dilma não manteve o Celso Amorim no Govêrno. Celso tem uma enorme folha de serviços ao Brasil. Faz muita falta uma pessoa deste gabarito no momento atual. É, mas Dilma preferiu ficar com o Zé da Jus e o Mercadante, o que podemos fazer ?

Responder

enganado

10/02/2015 - 23h51

Nacionalismo de Brasileiros ainda incomoda muito os EUA/iSSrael/DEM/PSDB/GAFE/rede bunderantes/PF_DB/STF_DB/ … etc, taí um caso que não deixa dúvidas. Ah sim! logo que assumiu a Pasta da Defesa foi desdenhado pelos militares do BRASIL, aliás os nossos militares NUNCA gostaram do BRASIL, gostam mesmo é dos EUA. Não é Bolsonaro?

Responder

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