por Luiz Carlos Azenha
Tem gente querendo ganhar notoriedade às custas do Viomundo. O objetivo é lançar denúncias vazias por aí, para ver se colam. Talvez seja parte da campanha difamatória a que se refere o Luís Nassif em post publicado hoje e que reproduzi aqui. Talvez seja dor-de-cotovelo.
Hoje um blogueiro do esgoto tentou levantar suspeição sobre o que seria “o programa do Azenha” na TV Brasil. Lamento informar, mas não tenho programa na TV Brasil. Não é novidade para ninguém que dirijo um programa que vai ao ar na TV Brasil. Fiz propaganda do lançamento do programa no site!
O programa é da Baboon Filmes, uma produtora independente de São Paulo que ganhou uma concorrência pública para fazer a revista Nova África. A concorrência foi pública, todos os documentos relativos a ela são públicos. Cuido tão somente da parte editorial do programa.
Sou contratado da Baboon, assim como sou contratado da TV Record e fui contratado de várias emissoras.
Sou qualificado para o cargo que exerço: tenho 30 anos de televisão e quase 40 de carreira. Minha remuneração na Baboon, aliás, está bem abaixo dos padrões do mercado para o cargo que exerço e a responsabilidade que tenho.
A ideia de que minha presença na equipe do programa poderia ter influenciado o resultado da concorrência muito me honra. Mas ela é simplesmente falsa. Assim como não tenho um programa meu na TV Brasil, assim como sou empregado da Baboon, registro que a nota que recebi da comissão avaliadora foi ZERO. Isso mesmo: tirei ZERO. Apesar de ter na época quase 30 anos de televisão, a nota que a Baboon recebeu pela minha presença na equipe foi ZERO. A empresa entregou documentação incompleta a meu respeito. Resultado: minha presença na equipe não contou.
Não se trata, portanto, de algum tipo de acordo secreto, que resulte em vantagens políticas ou monetárias obscuras: é meu trabalho, para o qual sou qualificado, como integrante de uma grande equipe.
O resultado está no ar todas as sextas-feiras às 10 da noite; as reprises acontecem às segundas, 8 da noite. Dezenas de professores já requisitaram cópias do programa para uso em sala-de-aula. O programa dá audiência bastante razoável para uma TV pública. Não tenho qualquer dúvida de que, a longo prazo, vamos ajudar a mudar a visão eurocêntrica que nós, brasileiros, temos da África.
A equipe do programa é formada por feras: desde a historiadora Conceição Oliveira à repórter Aline Midlej, passando pelos repórteres cinematográficos Henry Ajl, Markus Bruno e Padu Palmério; a produtora Tatiana Barbosa; montadores de cinema como o Markito e o Augusto; roteiristas como Aldo Quiroga, Márcia Cunha e Ângela Canguçu.
Não sei quantos votos os prepostos de José Serra esperam obter para seu candidato espalhando mentiras por aí. Com certeza já perderam algumas dezenas, com sua truculência desinformada.
PS: Aqui você vê um clip do programa que vai ao ar nesta sexta-feira, às 10 da noite: uma de nossas equipes mostra a igreja de São Jorge, em Lalibela, na Etiópia, escavada na pedra. Impressionante!
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