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Cartas de Minas

Doutor Rosinha: Briga de Aécio com secretário de Beto Richa é salve-se quem puder; veja vídeos

03 de junho de 2017 às 10h49

Grampos mostram que Aécio chefia quadrilha e noticiário tenta poupar Rossoni

Da Redação do PT-PR e da liderança do PT na Assembleia Legislativa do PR

De santo, o chefe da Casa Civil do governo Beto Richa, o tucano Valdir Rossoni, não tem nada.

Sua ficha corrida nos escândalos da política estadual é extensa demais para ser ignorada, embora ele venha se valendo de uma impunidade inexplicável todos esses anos.

Mas a intenção do tucano Rossoni de manter no ar um vídeo em que tripudia sobre as denúncias e comprovações a respeito da participação do presidente nacional do seu partido, o senador afastado Aécio Neves, nos escândalos de corrupção envolvendo a Odedebrecht, não tem outro objetivo senão o da autopreservação.

Notório falastrão e com projeções eleitorais bem definidas, Valdir Rossoni, no vídeo postado em partes na sua rede social, tratou de rapidamente dar satisfações ao seu eleitorado, para que o lamaçal em que Aécio tem mergulhado não respingasse imediata e diretamente nos seus maiores cabos eleitorais no Paraná: Richa e Rossoni.

Os escândalos que envolvem intimamente Rossoni e Richa em denúncias de crimes de improbidade administrativa são inúmeros e de longa data.

Para citar só os mais conhecidos, vale destacar:

*Contratação de um piloto de avião particular, nomeado e pago pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

*Contratação de 13 servidores fantasmas.

Caso da sogra-fantasma, Verônica Durau, que nunca trabalhou na ALEP, mas foi nomeada inicialmente no gabinete do então deputado estadual Beto Richa e seu pagamento se manteve na folha salarial do Legislativo mesmo depois de Beto já ser prefeito de Curitiba.

Quando o escândalo veio à tona, Rossoni, então líder do PSDB na Casa, assumiu que a sogra-fantasma era funcionária da Liderança do seu partido.

Por meio do pagamento mensal em seu nome, a ALEP repassava de fato o dinheiro para uma conta do seu genro, Ezequias Moreira, que acumulava salários de servidor da Sanepar, membro do Conselho Administrativo da empresa, braço direito e chefe-de gabinete do então prefeito Beto Richa.

Mais recentemente, Rossoni, voltou às manchetes locais por investigações em fraudes ligadas ao desvio de R$ 17 milhões da Educação, recursos que deveriam ser empregados em obras de reforma e construção de escolas no Paraná.

Ainda, teve inquérito aberto por indícios de prevaricação, quando em 2009, ao presidir o Legislativo Paranaense, engavetou por três anos e dez dias o encaminhamento à CCJ da Casa de um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar Beto Richa, então prefeito de Curitiba, pelo uso irregular de recursos do Fundo Nacional de Saúde.

O pedido se deu a partir de denúncia do Ministério Público, que acatou representação do então deputado federal Dr. Rosinha (PT).

Entenda o piti das gravações

Na noite desta quarta-feira (31), o Paraná TV 2ª Edição, telejornal da afiliada da Rede Globo no Paraná, a RPC TV, divulgou áudios em que Aécio Neves dá uma bronca no governador Beto Richa (PSDB) por causa de um vídeo do secretário estadual Valdir Rossoni, postado na internet

Na reportagem da RPC TV (abaixo), o áudio da conversa de Aécio com a irmã Andrea e da enquadrada de Aécio em Richa aparece no 1min54)

Esse vídeo teria gerado notícia no Paraná Portal, parceiro regional do Universo On-line, o UOL, intitulada “Aliado do Paraná já considera Aécio na cadeia” e chama a atenção o desespero e a agilidade com que a assessoria do senador afastado se mobiliza para tirar do ar primeiro a notícia, depois o vídeo, que poderia suscitar mais denúncias, trazer à tona outros envolvimentos e mais desgastes contra os tucanos.

As gravações são fruto de grampo autorizado pela justiça das conversas de Aécio Neves e de sua irmã, a jornalista Andrea Neves, ambos investigados pela Polícia Federal no caso da JBS (Friboi).

Mas elas evidenciam muito mais coisas que apenas os fatos noticiados pela imprensa paranaense.

Vão além do piti, da saia justa, dos palavrões e das broncas.

Os áudios deixam claro o papel de gângster de Aécio Neves e o comportamento de verdadeiro chefe de uma quadrilha da qual o público só vislumbra até o momento os crimes de corrupção.

Já mereceria uma apresentação em Power Point, não fosse a seletividade dessa tecnologia à serviço das investigações.

As escutas autorizadas pela justiça das conversas dos irmãos Neves ainda evidenciam a relação promíscua desse poderio tucano com a grande imprensa, quando prontamente somem dos veículos as publicações por razões muito distantes do interesse público.

PS de Conceição Lemes:

O deputado federal tucano Valdir Rossoni, secretário da Casa Civil do governador Beto Richa, costuma fazer uma tramissão ao vivo pelo Facebook (live) aos domingos.

É para conversar com os seus eleitores.

Em 16 de abril deste ano, manteve a rotina.

Só que, a essa altura, já estava em toda a mídia que a Odebrecht havia pago propinas milionárias a Aécio Neves, inclusive com depósitos no exterior.

Aécio foi, então, um dos temas da live daquele domingo.

Ao tomar conhecimento, através de sua irmã Andréa, Aécio partiu para cima do chefe de Rossoni, o governador Beto Richa, que ordenou a retirada do vídeo  do Facebook.

Rossoni obedeceu. Apagou a live inteira, que tinha uma hora de duração e onde ele tratava de outros assuntos.

O que restou na internet é apenas um trecho editado. Um vídeo de 3min5s, que reproduzimos abaixo.

Atentem ao que Rossoni diz no 1min39s:

Se a Odebrecht mostrar as contas no exterior do Aécio, com dinheiro roubado depositado lá, ele perdeu o amigo. Até se ele continuar como presidente no PSDB… Ou ele sai da presidência do PSDB ou eu saio do PSDB. 

Rossoni, como muitos golpistas, se vestiu de verde e amarelo para derrubar a então presidenta Dilma Rousseff  e gritar contra a corrupção.

Curiosamente, na mesma semana em que Rossoni gravou o vídeo que deixou Aécio irado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF abrir inquérito contra ele por suspeita de prevaricação para beneficiar o chefe Beto Richa.

Para o PT-PR, os grampos demonstram claramente que Aécio Neves age como “chefe de quadrilha”. E com Rossoni, segundo também o PT-PR, não é diferente.

“Não tem santo nessa história. É uma briga pelo salve-se quem puder”, atenta o Doutor Rosinha, presidente eleito do PT-PR.

“O que há de fato é que os dois são membros do mesmo grupo político”, continua.

“Também possuem o mesmo senso de apropriação indevida do que é público e de eliminação sumária do menor foco de crítica, contrariedade ou de oposição”, frisa

“Na verdade, ambos são hipócritas”, detona Rosinha. “Os dois fazem discursos contra a corrupção, no entanto, são investigados por corrupção.”

Leia também: 

Aécio manda Pimentel  “dar uma baixada na bola” de Rogério Correia

 

5 Comentários escrever comentário »

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Naiara

06/06/2017 - 08h01

O Paraná de moro e daltanhol tem o quintal imundo, nojento, infestado de ratos…é vergonhoso!

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Henrique de Oliveira

05/06/2017 - 15h47

O herói dos trouxinhas no combate a corrupção Sergio Moro e seus moleques do MP, deveriam olhar para dentro de casa o Paraná que esta se transformando num dos estados mais corruptos e blindados , só perde para São Paulo , mas o DNA tucano bandido é o mesmo.

Responder

Bonobo de Oliveira, Severino

04/06/2017 - 21h12

Vale destacar nesse texto que se percebe que, mesmo pessoas muito bem informadas, não estão imunes à contaminação pelo efeito manada produzido pela “informação oficial” propagada pela mídia comercial partidária. Nesse sentido, é revelador esse trecho:
(…)
Já mereceria uma apresentação em Power Point, não fosse a seletividade dessa tecnologia à serviço das investigações.
(…)
Quem escreveu isso deveria estar atento para o fato de que ninguém merece ser acusado pelo MPF em apresentação em Power Point, realizada com grande aparato pirotécnico, em hotel pago com dinheiro público, por um lunático com escancaradas pretensões político partidárias eleitorais. Mesmo sendo um criminoso, chefe de quadrilha, como Aécio Neves, protegido pelo mesmo MPF há décadas.

Primeiro porque é ilegal e criminoso fazer espetáculo para condenar na imprensa o que não se pode condenar no âmbito do devido Processo Legal, por falta de provas. Usando apenas “convicções” e vontades políticas do Deltan Dallagnol. Não se deve desejar para outros a aplicação do Direito Penal do Inimigo, que é utilizada contra os representantes dos interesses do povo brasileiro. Ou se defende a Democracia ou se adere ao golpismo do inimigo. Inconsistências sintomáticas de contaminação pelo vírus midiático. Aqui se diz que se vê o que não sai na mídia. Mas vê-se que as publicações não deixam de ser influenciadas pela saturação da comunicação hegemônica da mídia cartelizada.

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LANDO CARLOS

03/06/2017 - 13h46

O que se tornou nosso país,estamos dominados por quadrilheiros,não estou falando de gente comum e de empresários,políticos judiciário todas as instancias,a bandidagem de toga e a pior porque não temos para onde correr,o STF e a ultima instancia confiar em que ministro, ali gente que permitiu um golpe,por um covil de ladrões rasgaram a constituição.nosso STF e uma aberração no mundo jurídico,a unica solução e uma nova eleição com o compromisso de criar leis para todos os bandidos,inclusive ministro que senta em processos contra a globo e nada faz esse e só um exemplo.

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    Mônica Passos

    06/06/2017 - 15h14

    Isso Lando, o que se tornou nosso país depois da saída de Dilma. Confesso que não vejo luz no fim do túnel, não temos ninguém por nós. O judiciário está totalmente desmoralizado e sem um congresso progressista nem Jesus nos salva. abraço

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