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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Jandira Feghali: “Quero ver qual deputado terá coragem de dizer que é contra tributar milionário”

18 de março de 2015 às 15h15

Jandira Feghali

por Conceição Lemes

Não é  novidade. Somos um País extremamente injusto quanto ao sistema tributário.

Aqui, quem tem carro popular, paga anualmente IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. Já dono de avião particular, helicóptero ou lancha, não é taxado.

Assim como a nossa massa trabalhadora paga proporcionalmente mais impostos do que um milionário.

Porém, se aprovados, dois projetos da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) poderão inverter esse quadro.

Um deles, já tramitando na Câmara dos Deputados,cria a contribuição social sobre grandes fortunas.

O outro é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que determina que veículos aéreos e aquáticos também paguem IPVA. Ela já foi batizada de PEC do helicóptero.

“No Brasil, a tributação é regressiva”, afirma Jandira Feghali ao Viomundo. “Os nossos dois projetos — com escala progressiva — propõem o oposto do que temos hoje.”

Tributação regressiva significa retirar proporcionalmente, por meio de impostos diretos e indiretos, mais de quem tem menor poder de contribuição. Ou seja, paga mais quem ganha menos.

Tributação progressiva é quando o pagamento de tributos aumenta na mesma proporção em que crescem a renda e a riqueza. Ou seja, paga mais quem ganha mais.

“Alguns colegas vão dizer que estamos criando um novo imposto, não estamos”, já se antecipa Jandira. “Apenas estamos invertendo a lógica, gerando uma contribuição que não existe. Os recursos obtidos com a contribuição sobre grandes fortunas serão destinados exclusivamente para a saúde. Nós esperamos arrecadar anualmente R$ 14 bilhões para o setor.”

A batalha não será fácil. Parte dos colegas têm interesses contrários aos dois projetos. Mas Jandira aposta no bom senso dos parlamentares e na mobilização da sociedade para aprová-los.

“Numa conjuntura em que principalmente o povão quer respostas concretas na sua vida, quero ver qual o deputado que vai ser contra tributar quem tem mais dinheiro”, desafia Jandira. “Afinal, ele vai ter de ir ao microfone e dizer que é contra tributar milionário.”

Segue a íntegra da nossa entrevista, começando pela PEC do helicóptero.

Viomundo – Atualmente, quem tem carro popular paga todo ano IPVA. Já quem tem lancha, helicóptero, avião particular, não paga. Que mágica garantiu esse privilégio ?

Jandira Feghali – O Constituinte de 1988 inseriu no texto constitucional o IPVA, incluindo os veículos aéreos e aquáticos, pois é evidente que todos são automotores. O STF, no entanto, interpretou que o IPVA não poderia ser estendido aos veículos aéreos e aquáticos. Justificou que o IPVA tinha sido criado para substituir a Taxa Rodoviária Única (TRU) e que, por isso, aplicava-se tão somente aos transportes rodoviários.

Nós entendemos que essa interpretação do STF não corresponde à intenção dos constituintes de 1988. Se quisessem restringir o IPVA aos veículos rodoviários, eles teriam deixado expressa essa intenção.

O IPVA não é um mero substituto da TRU, é uma espécie diferente de tributo, muito mais abrangente.

Viomundo — A sua proposta então deixar explícito o que o constituinte de 1988 deixou implícito?

Jandira Feghali  — Exatamente. Por isso, apresentamos essa PEC. Ela altera o inciso III do art. 155 da Constituição Federal para determinar que seja o imposto incidente sobre veículos automotores terrestres, aéreos e aquáticos. Essa cobrança sobre veículos aéreos e aquáticos vai carrear novos recursos para os estados e Distrito federal, para atender às necessidades e bem estar dessas coletividades.

Viomundo — Qual o significado da PEC do helicóptero?

Jandira Feghali — Isso se chama tributação progressiva. Quem tem menos tem que pagar menos.

Infelizmente, no Brasil, nós temos hoje uma tributação regressiva. Quem tem um fusca, paga IPVA. Quem tem lancha, não  paga nada. Temos de inverter essa lógica

Viomundo – Em que pé está essa proposta na Câmara?

Jandira Feghali – Na fase de coleta de assinaturas. Nós já temos 171 para dar entrada.

Viomundo –Por que decidiu apresentar o projeto que cria a Contribuição Social sobre Grandes Fortunas (CSGF)? Não havia outro na mesma linha tramitando na na Casa?

Jandira Feghali — A criação do imposto sobre grandes fortunas está lá na Constituição de 1988, no artigo 153 inciso VII. Só que depende de regulamentação por um projeto de lei. E isso não foi feito pelo Parlamento até hoje.

É importante legislar sobre a tributação progressiva, visto que ricos quase nada pagam de imposto no Brasil. A carga tributária pesa demais sobre a massa trabalhadora.

Insisto. No Brasil, a tributação é regressiva. Os nossos dois projetos — com escala progressiva — propõem o oposto do que temos hoje.

Viomundo – Não havia outro projeto semelhante tramitando na Casa?

Jandira Feghali –– Havia o Projeto de Lei Complementar 48/2011, do ex-deputado Dr. Aluízio (PV/RJ), do qual eu fui relatora na Comissão de Seguridade Social e Família. Infelizmente, ele ficou no limbo regimental do Plenário. Foi arquivado mais de uma vez entre as legislaturas, interrompendo seu trâmite na Casa. Para não cessar o debate, resolvi apresentar este ano o texto do relatório como um novo projeto, o que garante continuidade do assunto.

Viomundo – Qual a sua proposta?

Jandira Feghali – É uma taxação sobre grandes fortunas (na forma de patrimônio) voltada para o Fundo Nacional de Saúde. Ou seja, a arrecadação anual de uma pequena elite milionária será toda direcionada à Saúde.São nove faixas sobre patrimônio, iniciando em R$ 4 milhões até R$ 150 milhões.

Viomundo — O Brasil é um dos campeões mundiais de concentração de renda. O que significa o País passar a ter esse tributo sobre grandes fortunas? 

Jandira Feghali —  Significa que somos extremamente injustos quanto ao sistema tributário, que arrecada muito de quem pouco tem e quase nada de parte da sociedade que possui maior renda, patrimônio, etc. Uma análise do economista João Sicsú da carga tributária revela a estrutura concentradora deste modelo. Segundo dados da Receita Federal, mais de 47% da carga tributária vem do consumo, ou seja, da grande parcela da sociedade trabalhadora que consome no dia a dia pequenos produtos com alta carga de impostos. Agora pegue as transações financeiras e sobre propriedade: apenas 5%, o que mostra um baixo impacto em grandes fortunas.

É o que costumo dizer: a classe média compra um carro popular e paga 4% de IPVA sobre ele. Já o rico compra uma lancha e nada paga. Não existe essa visão progressiva.

Viomundo — Pelo seu projeto o imposto vai incidir sobre patrimônio declarado acima de R$ 4 milhões. Quantas pessoas serão atingidas?

Jandira Feghali — A proposta estabelece nove faixas de contribuição, com alíquotas diferenciadas. A tributação começa a partir de um patrimônio declarado superior a R$ 4 milhões.
Nesse cenário, a expectativa de arrecadação chegaria a quase R$ 14 bilhões, mantida a concentração de arrecadação na última faixa, acima de R$ 150 milhões de patrimônio. Dos R$ 14 bilhões esperados, R$ 10 bilhões viriam desses contribuintes. Ou seja, menos de mil pessoas poderiam fornecer ao Brasil uma grande arrecadação.

Viomundo — Quantos brasileiros o projeto atinge?

Jandira Feghali — 38 mil brasileiros. Porém, R$ 10 bilhões – pouco mais de 70% do total que se espera arrecadar anualmente — viriam de apenas 997 brasileiros com patrimônio superior a R$ 150 milhões.

Viomundo — Imagino que haverá a ladainha de mais um imposto. Em que países já existe Contribuição Social sobre Grandes Fortunas ou algo semelhante?

Jandira Feghali –– O mundo inteiro tende a esse rumo. E a gente, aqui, ainda não conseguiu fazer. Há uma porção de países da Europa, como Holanda, França, Suíça, Noruega, Islândia, Luxemburgo, Hungria e Espanha. Aqui na América do Sul, a Argentina é pioneira neste tipo de legislação.

Viomundo — Como desmontar os argumentos daqueles são contra?

Jandira Feghali –Não há que desmontar argumentos contrários, porque este dever legislativo é exigido por nossa Constituição. Como legislar contra nossa Carta Magna? O capital financeiro não pode decidir o que é importante no país. É preciso manter as contas públicas e atribuir uma tributação justa a todos.

Alguns colegas vão dizer que estamos criando um novo imposto, não estamos.Apenas estamos invertendo a lógica, gerando uma contribuição que não existe. Os recursos obtidos com a contribuição sobre grandes fortunas serão destinados exclusivamente para a saúde. Nós esperamos arrecadar anualmente R$ 14 bilhões para o setor.

Viomundo — Segundo o seu projeto, seriam arrecadados anualmente R$ 14 bilhões,que teriam um único destino: Fundo Nacional de Saúde. Ou seja, vai contribuir para diminuir o subfinanciamento do SUS no Brasil. Qual a importância dessa verba a mais para o SUS?

Jandira Feghali –– O déficit na Saúde é enorme. Estima-se a falta de mais de R$ 50 bilhões ao ano para suprir as principais demandas. A arrecadação do projeto Grandes Fortunas seria imprescindível para a eficácia do SUS, que é um dos mais universais do planeta.

Viomundo — Já está claro que o Eduardo Cunha representa os interesses do grande capital, da mídia tradicional, etc, etc. A senhora não teme que ele inviabilize de alguma forma a tramitação do seu projeto?

Jandira Feghali — Costumo dizer que na Câmara quem dita os rumos é seu chefe máximo: o povo. Não temo o bom debate de ideias, este, sim, produtivo para o crescimento do País.

Agora, numa conjuntura em que principalmente o povão quer respostas concretas na sua vida, quero ver qual o deputado vai ter coragem de ser contra tributar quem tem mais dinheiro”, desafia Jandira. “Afinal, ele vai ter de ir ao microfone da Câmara e dizer que é contra tributar milionário.

Viomundo — De que forma a sociedade pode contribuir para a tramitação e aprovação desse projeto?

Jandira Feghali — Acima de tudo se informando. Acredito que a mídia independente e livre contribui muito neste sentido. É ela a grande aliada das pautas progressistas.

[São as assinaturas de leitores que nos mantêm vivos para produzir conteúdo exclusivo como esta entrevista]

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29 Comentários escrever comentário »

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Dóris Cavalcanti

12/06/2015 - 03h53

PÁGINA DE UM AUTORITÁRIO-CENSURADOR DO PT: DELETOU TODOS OS MEUS COMENTÁRIO QUE NADA MAIS ERAM DO QUE FATOS COM FALAS DE LULA E DILMA – E ME BLOQUEOU PARA NÃO MAIS COMENTAR.
– PRESTEM BEM ATENCÃO POIS ESSE COMPORTAMENTO AUTORITÁRIO S-E-M-P-R-E OCORRE EM T-O-D-A-S AS PÁGINAS DO PT QUE, COMO TÍPICOS COMUNISTAS, NÃO ACEITAM CONTESTACÃO:
RUI FALCÃO
https://www.facebook.com/rfalcao13?fref=ts

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lulipe

22/03/2015 - 13h26

Em que país a deputada acha que vive??? Dos nossos políticos se esperam qualquer coisa, sabe de nada inocente!!!

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theo

22/03/2015 - 07h52

Discordo da Jandira. O problema do nosso sistema tributário é que os pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos. Criar impostos sobre o patrimônio dos ricos sem diminuir os impostos indiretos (IPI, PIS/COFINS, etc…), só vai aumentar nossa carga tributária, não vai resolver o problema dos mais necessitados.

Portanto, a falha na proposta da Jandira é a destinação da receita ao orçamento da saúde. Criar um imposto para financiar a saúde soa louvável, mas seguir o caminho dos impostos vinculados vai fazer eclodir uma guerra onde cada bancada vai lutar para criar impostos que financiem suas áreas: segurança, educação, etc.

Logo, estaremos com uma carga tributária de 50% do PIB (já estamos perto de 35%, e o imposto da Jandira vai aumentar ainda mais), com os pobres ainda pagando 60% das suas rendas em impostos.

A enorme carga vai perpetuar nossa condição de economia que cresce pouco e tributa os mais pobres desproporcionalmente.

Imposto sobre fortunas, sim! Mas que se usem os recursos para diminuir outros impostos!

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Elias

21/03/2015 - 15h43

A QUINZE DIAS DA PÁSCOA
Uma das frases mais contundentes de Jesus é aquela que diz ser “mais fácil passar um camelo no vão da agulha do que um rico entrar no céu.” Jandira Feghali está certa em desafiar os deputados que terão “coragem de dizer que é contra tributar milionário”. No maior país cristão do mundo é de se crer que 99% dos deputados votem “sim” nos dois projetos da deputada. Do contrário seremos o maior país de cristão-hipócrita do mundo.

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clodoaldo

20/03/2015 - 20h31

Infelizmente eu não vou saber o que meu deputado e senador (os que eu ajudei a eleger) votaram nessa ou em qualquer outra ocasião, pois o voto deles é secreto. A reforma política que acenam em fazer não passa nem perto de corrigir essa heresia, por isso não quero aquela propagandazinha hipócrita do STE de que eu sou responsável por parlamentar que eu obrigatoriamente tive de eleger.

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Donozor

20/03/2015 - 18h38

Muito bem Jandira, jamais podemos nos retroceder, paradigma foi feito para ser quebrado, conservadores senta sobre o rabo e tira uma de bonzão. Justiça seja feita, temos que ter representantes legítimos, temos que acompanhar atentamente as votações.

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AS Neto

20/03/2015 - 15h55

Boa tarde Azenha e leitores do blog.
Gostaria de dizer à Deputada que ela está sendo ingênua!
Já deu pra perceber que esse limite já foi testado na sociedade e ela “disse que aceita”.
Já testaram o limite da tolerância com o judiciário ao condenar gente sem provas, já testaram o limite com a legalidade espalhando ódio sem reação, já testaram o limite sobre a tolerância com a ruptura democrática. O “povo” que foi a rua no domingo, dia 15, vai adorar deputados se colocarem contra. É pra essas pessoas que eles devem satisfação.
Eu tenho para mim que o próximo limite de tolerância a ser testado é o da aceitação a agressão física. Vão espancar alguém de “vermelho” e vão colocar num contexto que pareça que se houve culpa, foi do espancado.
Se passar bem pela goela da sociedade, vão mudar o patamar dos “protestos”.
André

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Tulio Simoes

20/03/2015 - 07h06

A companheira deputada Jandira Feghalli está mexendo com fogo. Há muitos interesses ligados a vários partidos, inclusive aqueles da base do governo, digamos assim, e esses estariam contrários a essa proposta.
A hora é de arrefecer os ímpetos socialistas revolucionários, dar um passo atrás para reorganizar as forças, tentar usar um discurso da tolerância e da convivência com os goupistas abjetos, e aguardar o momento certo de derrubar todo o arcabouço estrutural burguês e reacionário, que impede o povo de chegar ao tão esperado estado socialista, onde todos serão iguais e livres, e haverá, enfim, a justiça sobre a Terra. Diga que é amiga do Aécio, Jandira.

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Elniro

19/03/2015 - 20h49

Melhor os ricos se unirem e eles mesmos criarem uma forma de ajudar o desenvolvimento do país do que aumentar ou criar mais imposto para dar mais dinheiro a governos perdulários como esse do PT.

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    Luciano Bastiani

    20/03/2015 - 19h47

    Esperaremos deitados este dia, caro comentarista.
    De rico brasileiro não se tira nem gorjeta quanto mais a solução dos problemas dos pobres.
    E, por favor, leia todo o texto e os comentarios, e verá que por aqui não se prega coisas impossíveis como a que vc sugeriu.

ricardo silveira

19/03/2015 - 20h43

Não acho que a maioria dos deputados se sentirá constrangida em votar contra taxar milionário, assim como não se sentirão constrangidos em votar contra a proibição de financiamento privado de campanhas.

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sergio campos

19/03/2015 - 18h07

somos milhares de eleitores sem resposta ! somos expectadores de algo que nao começou ! ate quando vamos esperar por mudanças concreta? alarde de movimento sufocado com o ego dos que nao fazem nada! que pais e este que a costituinte nao corresponde com a realidade do Brasil ! salarios milhonarios ,para manter um congresso sem progresso

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Lúcia

19/03/2015 - 15h19

Pelo menos no pais que eu vivo é assim, quem mais ganha é quem mais paga imposto, quem mais ganha paga taxas maiores em escolas e hospitais. São taxas progressivas… Acho certo!

Responder

Gilson Lage

19/03/2015 - 13h54

Governos do mundo inteiro precisam eliminar a possibilidade de existência de paraísos fiscais… Os ricos vão tentar se esquivar, como já vimos na lista do HSBC… Só tem lá gente”decente”, “honesta” e “trabalhadora” como se costumam proclamar…

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Marcos Pardo

19/03/2015 - 11h25

Já deve ter algum parlamentar estudando a legislação que introduziu as votações de projetos com voto aberto. Tem como evitar que essa PEC fosse uma exceção do voto aberto? Acho que não é preciso pois o povo já sabe quais são os partidos contra a implantação dessa contribuição.

Responder

marco

18/03/2015 - 22h54

Deputada.Infortunadamente,o nosso congresso nacional,com letras minusculas,somente nõ é pior,que o nosso judiciário.As letras minúsculas,não merecem esta baixesa,contudo não ha outra maneira de expressar.Quizera que existisse!

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Darci

18/03/2015 - 22h03

Desejo imensamente que a questão da taxação das grandes fortunas seja regulamentada. Contem comigo para manifestação e abaixo assinado.

Responder

FrancoAtirador

18/03/2015 - 21h14

.
.
ííííí…! Agora sim, que a Globo vai amontoar
.
1 Milhão de Fascistas na Avenida Paulista…
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    20/03/2015 - 13h56

    Ué, isso não tá na Constituição da Re(s)pública desde os idos de 1988?

    …Constituição da Re(s)pública, aquela que é sem nunca/jamais ter podido ser. Mas, que, no entanto, é clara:

    TÍTULO I
    Dos Princípios Fundamentais

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

    I – a soberania;

    II – a cidadania;

    III – a dignidade da pessoa humana;

    IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

    V – o pluralismo político.

    Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
    _________________________________
    De novo (e com ou sem o golpismo da Globo/mostre o DARF nas ruas):
    Parágrafo único: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos… ou… diretamente, nos termos desta Constituição.

    Mário SF Alves

    20/03/2015 - 14h14

    Aí, prezado FrancoAtirador, por favor, debulha isso aí pra gente:

    “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos… ou… diretamente, nos termos desta Constituição.”

    Afinal, como é que é ou como é que funciona esse “nos termos desta Constituição”?

    FrancoAtirador

    21/03/2015 - 18h41

    .
    .
    Caríssimo Mario SF Alves.
    .
    A (Extrema) Direita Tez Party braZil adaptou Henry David Thoreau
    .
    e, inspirada na “Guerra ao Terror”, criou a “Desobediência Militar”.
    .
    (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2014/12/1562807-torturar-ou-nao-torturar-eis-a-questao.shtml)
    .
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_David_Thoreau)
    .
    .

Léo

18/03/2015 - 19h00

Ter esse projeto de lei difundido “pra geral”, seria interessante e colocaria aqueles falsos moralistas contra a parede.
Forçando pelo menos um debate, se é que teriam coragem.

Responder

Sidnei Brito

18/03/2015 - 18h05

Os deputados teriam medo de ser contra, sem dúvida.
Mas os donos de jornais, não.
Editoriais e matérias conseguirão nos convencer de que, ao tributar o rico, ele vai investir menos e dar menos emprego pra nós.
Se não me engano, O Globo já ensaiou esse discurso dias atrás.
Não vai precisar os políticos serem corajosos para fazer esse papel sujo. A mídia o fará e os estratos médios – novos e antigos -, os mesmos que estão serelepemente saindo às ruas, vão sair repetindo por aí feito papagaios.
A galera está mais preocupada com o debaixo que deu uma subidinha, e o que deu uma subidinha de não cair muito, que pouco estão se lixando se os ricos continuarem passeando de lancha e helicóptero sem pagar o imposto correspondente – e imposto pra quê? Para os petralhas roubarem tudo?
Como é que é, Azenha? A batalha da comunicação está irremediavelmente perdida, não é? Pois é…

Responder

Romanelli

18/03/2015 - 17h25

Olha, do IPVA difícil dizer ..inclusive de explicar porque ele existe ..Lembro que antes não tínhamos pedágio, mas já que os temos, inclusive do IPTU, pra que serve mesmo o IPVA ? ..sei que da soma de suas parcelas anuais dá um outro carro pro estado na forma de imposto
.
Sobre grandes fortunas ..tá tudo muito bem e bom, mas falta dizer como operacionalizar.
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Ele não é um imposto pratico, operacional, objetivo ..já temos o ITCMD que poderia ser melhorado, cruzado com o IR, no momento da morte do camarada ..um imposto que seria cobrado no momento da herança de bens ou em grana, proporcional a cada herdeiro. Alias, hoje há um grande erro nesta matéria ao incidi-lo sobre a herança e não sobre herdeiro (família com muitos filhos, estes saem perdendo), com alíquota e faixa fixas, sem ter uma progressividade envolvida.
.
verdade mesmo é que o melhor dos impostos nos retiraram, era a CPMF, o mais barato e mais transparente, o MENOS regressivo e menos sonegável tb, que pegava em peão e barão, na economia formal e em contrabando, no trafico tb ..o resto é remendo
.
por outro lado, falar em CPMF e não falar em adequação da máquina pública (fiscais, procuradores, promotores e juiz, até legisladores, funcionários do ministério e da secretária da fazenda, dos tribunais de contas ..das dezenas de milhares envolvidos, seria um contra senso que desafiaria a boa administração pública

..e então, o que a deputada pensaria disso, uma CPMF acompanhada de demissão de funcionalismo ?

Responder

    abolicionista

    20/03/2015 - 01h19

    80 pessoas concentram 50% da riqueza mundial. Que tal pararmos de discutir o sexo dos anjos?

    http://gothamist.com/2015/01/19/80_plutocrats_control_as_much_wealt.php

    Romanelli

    21/03/2015 - 07h28

    então ..do que falamos ? Confisco, roubo ?

    Oras meu caro ..fosse sensato, esta riqueza teria sido gerada – e DEVE – de forma HONESTA, numa geração, e pago TODOS, todos os impostos devidos, principalmente sobre a renda, não ? ..e a regressividade tardia ou ideológica, seria permitida ?

    É aqui que esta o problema ..a acumulação foi honesta, fruto do trabalho ou tudo de herança ? Os impostos convencionais os pegaram no tempo devido ou estão frouxos, será que falamos em improvisos ?

    OPERACIONALIZE o que vc diz !!! ..ou vc pensa em tributá-los em “ações”, imóveis. ou em paraíso fiscal tb ?

    Qual é a base, frequência, alíquota ..pela_mor_de_deus, diga como fazer !!!

    em tempo – NINGUÉM pode negar que a ciência, bem estar e qualidade de vida melhoram ano a ano ..que a expectativa de vida e saúde das pessoas NUNCA foi tão boa ..que a CIRCULAÇÃO, ascensão e queda das imensas fortunas pula de mão em mão quando focamos geração a geração ..nada é estático e imutável, fatalítico, como dizem

    logo, mermão ..a mais valia cumulativa, somada a fortuna perpetuamente concentracionista que seriam a chaga do modelo, sequer estas podemos comprovar ..mesmo pq, antes falávamos de monarquia e senhores feudais, hoje de republicas, bem ou mal, mais cidadãs

    verdade, ou não, o que tb precisamos debater e que FAZ parte do problema, isso pouco se atrevem a dizer:

    – planejamento familiar e contenção da expansão da humanidade
    – a escolha entre se ser formiga ou cigarra
    – entre viver-se sob uma sociedade frugal ou, outra, perdulária
    0 se queremos consumir, ou poupar pra investir pra depois auferir

    Queiramos ou não, com ou sem MAIS impostos, os desequilíbrios parece que, se tudo mais constante, serão sempre uma uma constante ..ainda mais se em administração de governos populistas e de sociedades irresponsáveis. ..qual seja, se só com imposto ainda continuaremos a ser um SACO SEM FUNDO

Gerson Carneiro

18/03/2015 - 16h49

1. Jandira Feghali erra ao lançar o desafio. Sabemos que há muitos parlamentares cujo caráter não considera constrangimento na hora de defender seus interesses particulares.

Melhor seria encaminhar o projeto sem lançar de antemão desafio algum.

2. Sabemos também que “a sociedade” se informa por um mídia que não é independente tampouco livre. Portanto chega a ser utópica a sugestão da resposta da última pergunta.

Melhor seria não subestimar a influência da mídia partidária no jogo de interesses que envolve a aprovação de um projeto dessa envergadura.

Responder

    Aloisio

    19/03/2015 - 10h41

    Caro Gerson.
    Mais liberdade que tem a mídia nacional é impossível. Poderia usar esta liberdade pro bem, mas só serve a alguns.
    Abraço

Isabela

18/03/2015 - 15h53

Até que enfim! Eu vinha me perguntando sobre isso: quando uma alma no parlamento vai propor a taxação das grandes fortunas!? E vem a minha querida Jahdira com a proposta: parabéns! Mas será preciso a disseminação irrestrita da projeto na mídia, entre as pessoas, de modo que a coisa seja ligeira e que os contrários se sintam incomodados em não defender a proposta… quero só ver a que veio a bancada da grana nesse congresso!

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