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Tucano acusado de mandar matar 4 na chacina de Unaí se diz vítima


02/05/2013 - 08h25

Antério Mânica, condecorado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

por Gustavo Costa, especial para o Viomundo

A Chacina de Unaí vai completar quase uma década sem julgamento.

No dia 28 de janeiro de 2004, uma denúncia anônima de trabalho degradante no campo (forjada) levou três auditores fiscais do Ministério do Traballho e o motorista deles para uma emboscada. Todos foram executados com tiros na cabeça, a menos de 160 quiilômetros de Brasília.

Os assassinatos repercutiram dentro e fora do país.

Por pressão direta da Presidência da República, uma investigação relâmpago descobriu os envolvidos nas execuções. Uma trama que envolve hierarquia e poder.

Segundo o Ministério Público Federal, os irmãos Antério e Norberto Mânica, os maiores produtores de feijão do país, seriam os mandantes.

Hugo Pimenta e José Aberto de Castro, o Zezinho, empresários de sucesso na produção de grãos, os intermediários.

Francisco Helder Pinheiro, conhecido como Chico Pinheiro, o homem que contratou os pistoleiros.

Erinaldo Silva e Rogério Alan Rocha, os matadores.

Willian de Miranda, motorista dos bandidos.

E Humberto dos Santos, o responsável por tentar apagar os rastros da quadrilha.

Antério Mânica, segundo o Ministério Público Federal um dos mandantes da chacina, se elegeu duas vezes prefeito de Unaí concorrendo pelo PSDB.

Sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, em 2008, chegou perto dos 19 milhões de reais.

A primeira eleição aconteceu no ano do crime, mesmo sendo ele um dos suspeitos de mandar matar os servidores públicos.

Antério passou dois curtos períodos na cadeia.

As propriedades dele, com cerca de cinco mil hectares, produzem mais de 200 mil sacas de 60 quilos de feijão por safra.

Os Mânicas são descendentes de italianos. Chegaram ao Brasil no final de década de 40.

Hoje, Antério diz que praticamente não conversa com o irmão, Norberto, que mudou-se para o interior de Mato Grosso.

Neste domingo você pode ver no Domingo Espetacular, da TV Record, às 20h30, uma reportagem especial com detalhes inéditos de um atentado contra o estado brasileiro: Chacina de Unaí, o Dossiê.

A seguir, uma entrevista exclusiva com Antério Mânica, feita em Unaí:

Gustavo Costa: Quando aconteceu a Chacina de Unaí, o senhor ficou preso quanto tempo?

Antério: Fui preso faltando 18 dias, aliás, às 18 horas, fui preso porque depois da meia noite não poderia mais ser preso porque faltavam 15 dias [para a eleição], e eu era candidato. E a Polícia Federal e a Civil, que investigou, até hoje não encontrou sequer indícios de minha participação no crime. Um juiz, que está afastado e sendo investigado neste momento, por ofício me mandou prender. E cinco dias após a minha prisão, o Ministério Público Federal ofereceu uma denúncia. Então, fui preso seis horas antes do limite que não poderia ser preso por ser candidato. E faltando três dias para a minha diplomação, sem fato novo, este mesmo juiz me mandou prender. E as duas vezes eu fui solto por unanimidade, por habeas corpus no tribunal federal, em Brasília, por unanimidade dos desembargadores. Eu fiquei preso 17,18 dias na primeira prisão e dois dias na segunda prisão.

Gustavo Costa: Segundo a investigação, o senhor e o seu irmão são os mandantes do crime. O senhor mandou matar os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista?

Antério: Absolutamente. Eu falo por mim, não tenho nada a ver com este crime. Tanto é que a Policia Federal e Civil, com delegado escolhido a dedo, não encontraram até hoje sequer indícios de participação minha.

Gustavo Costa: Qual a relação do senhor com o empresário Hugo Pimenta, acusado de ser um dos intermediários da chacina?

Antério: Praticamente nenhuma. Ele era comprador de feijão, mas eu praticamente não comercializava com ele. Não era meu inimigo, mas não tinha relação próxima com ele.

Gustavo Costa: O senhor conhecia o Nelson [José da Silva], um dos fiscais assassinados?

Antério: Conhecia, praticamente nunca conversamos. A imprensa divulgou que tem ameaças minhas pra ele. Na verdade, o que tem no processo é uma ameaça, segundo o processo, que um irmão meu, Norberto Mânica, teria feito, num escritório, com um perfurador de saco de feijão para amostragem de feijão. Comigo mesmo, nunca tivemos uma troca de palavra sequer. Essa é a verdade. Não foi o que a imprensa divulgou. E muitas vezes o próprio Ministério Público tem divulgado inverdades, como por exemplo, o último relato no site a respeito desta decisão do STJ.

No site do Ministério Público de Minas Gerais diz que fui preso em 2007. É mentira. No site, nesta mesma reportagem, fala que eu entrei com recurso para procrastinar o julgamento. Faltaram com a verdade, literalmente. Eu não sei porque eles fazem isso. Desde o início do processo eu entrei com três recursos no Tribunal — a não ser os habeas corpus — os três pedindo julgamento imediato, e por três vezes o Ministéro Publico Federal entrou com recurso e conseguiu adiar meu julgamento e o meu será depois que os de todos os outros acusados. Então, o Ministério Público falta literalmente com a verdade, mente, para ser mais enfático. Só nesta última matéria, duas mentiras: que eu entrei com um recurso para procrastinar meu julgamento, quando foram eles. Eles falam ao contrário. E contaram lá que fui preso em 2007. Outra inverdade, fui preso antes de assumir, em 2005. E depois disso nunca mais fui preso, fui chamado, intimado, nunca mais.

 Gustavo Costa: O auditor fiscal Nelson fiscalizou sua propriedade?

Antério: A minha ele fiscalizou, fiscalizou a fazenda de todos os produtores aqui de Unaí, produtores de médio porte pra cima, ele fiscalizou a região.

Gustavo Costa: O senhor foi autuado por trabalho degradante?

Antério: Não, jamais fui autuado por trabalho degradante ou por trabalho escravo.

Até digo mais: aqui em Unaí tem dois ou três casos de pequenos produtores e carvoeiros que foram autuados por trabalho degradante. Nós temos o ex-prefeito, que me antecedeu, que foi autuado numa fazenda dele, no Pará. Então, Unaí não tem disso. E digo mais, não só a minha fazenda, o padrão dos produtores rurais e empresariais de Unaí é um dos melhores do país. E as autuações são das mais normais possíveis. As multas milionárias divulgadas por todos os meios de comunicação, eu não sei onde acharam isso. Mentira em cima de mentira, multas milionárias que nunca existiram.

Gustavo Costa: Se o senhor foi autuado, lembra do valor que pagou?

Antério: 5 mil, 20 mil, 3 mil. É assim: a autuação, se você pagar na hora, paga com 50% do valor, se entrar na Justiça, tem que depositar 100% do valor e passar 20 anos brigando. Então, o pessoal que nos assessora diz que é interessante pagar o valorzinho em vez de brigar anos e anos na Justiça.

Gustavo Costa: O senhor teve contato com o Chico Pinheiro ou com o Zezinho? [Chico, agenciador dos matadores; José Alberto de Castro, o Zezinho, intermediário]

Antério: Esse Zezinho eu devia conhecer porque a mãe dele chegou a morar do lado da minha mãe aqui na cidade, mas não tinha relacionamento nenhum. E os outros conheci na penitenciária Nelson Hungria, quando fui preso eles estavam lá. Nunca tinha visto essas pessoas e nunca tive contato com eles.

Gustavo Costa: Antes do crime, o senhor ligou para a Delegacia do Ministério do Trabalho, em Paracatu, para oferecer uma coroa de flores ao fiscal Nelson?

Antério: Isso é piada, para não dizer mais. Na verdade, no dia que aconteceu a tragédia eu dei depoimento para Polícia Federal, fui intimado e eles confirmaram isso tudo. O gerente [Juca] da cooperativa — que eu fui fundador, presidente por dois mandatos, associado número 001 — me ligou [dizendo] que um outro produtor passou no local [do crime] e viu e ligou pra ele. E ele me ligou da cooperativa. Tá tudo no processo, as ligações. Me ligou perguntando, e eu disse “não sei”.

Aí, eu liguei depois do crime, meia hora, uma, duas, sei lá, eu liguei [para o Ministério do Trabalho] porque a delegada, dr. Dália, a gente criou um condomínio rural, a gente tinha e criou uma proximidade, liguei que a conversa era que teve um problema com fiscais. Liguei do meu telefone, da minha casa, não era ainda este apartamento, liguei, é o Antério Mânica, houve o acidente, confirma? A Dália não estava, aí a moça disse não estou sabendo de nada. Liguei pro Juca na cooperativa dizendo “o pessoal não sabe de nada”.

Ele [Juca] me ligou depois de uns 15,20 minutos, olha, confirmou [a morte dos fiscais], ligaram de lá. Aí voltei a ligar, olha, confirmou. Na maior boa fé do mundo, da minha casa, do meu telefone. Aí começa a história que eu queria confirmar se tinha morrido todo mundo? Ora, se o pessoal [os assassinos] tava aí, tinha que ter ido atrás deles e não ligar lá.

Gustavo Costa: Antes, o sr. ligou?

Antério: Não, nem… Fazia seis meses ou um ano que eu não ligava para o Ministério do Trabalho, não existe ligação. Não sei quem criou esta fantasia.

Gustavo Costa: E um pouco depois?

Antério: Isso. Está esclarecido tudo. Me ligaram da cooperativa. Fazia muito tempo que eu não falava com Hugo, Zezinho, com Ministério do Trabalho. Ouvi falar da historia da coroa, isso é fantasia, é loucura.

Gustavo Costa: Como o senhor ficou sabendo das mortes?

Antério: O gerente da Coagril [Cooperativa Agrícola de Unaí], Juca, me ligou. Liguei lá [no Ministério do Trabalho] para saber se era verdade.

Gustavo Costa: O que o senhor tem a dizer sobre a demora para o julgamento?

Antério: Tá aí gravando, não sei qual a intenção do Ministério Público em faltar com a verdade. Eu assino embaixo de tudo o que estou dizendo. Eu quero ser julgado. Entrei com três pedidos de julgamento imediato na Justiça. Quero que isso acabe. Porque o que está no processo, não é o que o Ministério Público divulga, e muito menos o que a grande imprensa tem feito a respeito do meu nome.

E a luta do Ministério Público pra me levar a Belo Horizonte é porque não querem que eu seja julgado pelos meus pares, por pessoas que me conhecem há 35 anos, eles querem criar um monstro lá em BH do Antério Mânica, com mentiras em cima de mentiras. Não existem multas milionárias, não existe recurso para procrastinar, não existe coroa de flores, isso é fantasia, alucinação. Eles criaram do Antério Mânica um monstro. Fui eleito e reeleito, e tenho respeito, a não ser meia dúzia de adversários por problemas de política, assim mesmo não tenho inimigo, posso ter adversário.

Gustavo Costa: O senhor tem preferência do local do julgamente, Belo Horizonte ou Unaí?

Antério: É lógico que eu tenho, as pessoas aqui sabem quem é Antério Mânica de verdade. Lá eles não tem nada do Antério, só poucas pessoas me conhecem. Mas eu quero ser julgado, mesmo que seja em BH, não tenho nada a ver com essa história.

O Ministério Público mente deliberadamente sobre a minha pessoa e acredito que é influência do sindicato dos auditores fiscais. Eles contam a versão deles, que é mentirosa, falo do meu, nesta questão. A verdade é que não fui indiciado pela Polícia Civil e Federal até hoje.

Gustavo Costa: O senhor foi condecorado pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais?

Antério: Fui condecorado. Eu não tenho nada a ver com crime, sou inocente, uma pessoa trabalhadora, tive 8 anos de prefeito. E recebi a homenagem por coisas que você mesmo pode conferir na cidade, tenho a aprovação de muita gente.

Ele [deputado estadual Durval Ângelo, do PT, que convocou Antério para depor], como um presidente da Comissão de Direitos Humanos, vem me condenar sem me julgar. Olha, sou ser humano também. Ele, desinformado, com informações nada a ver, mentirosas, chegou a ser duro demais, grotesco comigo. Eu sou um ser humano. Ele tinha que me respeitar mais, mas pelo menos foi o único que me deu a oportunidade de falar ao vivo. A imprensa edita, corta, fala do jeito que quer, não passa. Eu não tenho pago imprensa pra falar a verdade. Mas não sei se o sindicato dos auditores fiscais não paga, não sei o seu interesse de vir aqui, se tem alguém bancando, não sei.

Essa é a grande verdade: sou inocente, não tenho nada a ver com este crime. Não fui indiciado e olha, não encontraram sequer indícios, que dirá culpa.

[Gustavo Costa quer investigar a ameaça aos awa guajá, indígenas que correm risco de extinção, por parte de madeireiros. Patrocine o documentário, clicando aqui]

O senhor será candidato a deputado?

Antério: Olha, como eu te disse. Fui candidato a deputado federal em 98, candidato a prefeito em 2000, 2004, 2008. Será que eu tenho que abrir mão de uma coisa que faço desde jovem? Isso me satisfaz, eu gosto disso.

Gustavo Costa: Os acusados de intermediários ou de execução em algum momento mencionaram o seu nome ou do seu irmão?

Antério: Não sei. Não tenho conhecimento, mas se alguém usou, usou faltando com a verdade.

Gustavo Costa: Qual a sua opinião sobre o crime?

Antério: Um crime bruto. A versão que eu ouvi na Justiça Federal, quando estava preso, estavam todos juntos na sala, alegaram que [os assassinos] estavam numa fazenda para ver e roubar de noite. Na volta viram uma caminhonete e resolveram roubar. Na hora alguém se assustou e deram um tiro e mataram todos. Pra falar a verdade, não procurei me aprofundar. Não tenho nada a ver com isso.

Gustavo Costa: O senhor acredita em crime de mando?

Antério: Não foi o que eles contaram lá, mas pode ser também. A Polícia Federal, que não me indiciou, indiciou o resto. Eu sei que comigo a policia foi justa, não tem indícios.

Gustavo Costa: E o Marea? [Segundo a polícia, o Marea é um dos carros apreendidos com os envolvidos na chacina. O veículo seria da mulher dele, Bernadette Mânica]

Antério: Tinha um Marea, ficou de 5 a 6 anos. Agora de ser meu ou da minha esposa, é o argumento que eles usaram. Que alguém teria visto um Marea na noite anterior ao crime, é o que está no processo, e que eu liguei na Delegacia do Trabalho para saber se tinham morrido. Se tinha Marea ou não tinha, eu não sei. Mas não era o da minha esposa e não era eu. A gente se incomoda com o fato do Ministério Público fazer este tipo de coisa.

Se eu tivesse 1% de tudo o que a gente fala que tenho, era muito mais rico. Não dá pra se dizer pobre, não, temos capital razoável, muita luta, muito trabalho, sem dar prejuízo pra ninguém. Tem um irmão meu aí, o Norberto [o outro acusado de ser mandante] que está sendo acusado, deu problema na cidade, vendeu a fazenda agora, separou da família, entortou a vida.

Gustavo Costa: Está em Mato Grosso agora?

Antério: É [em Paranatinga].

Gustavo Costa: Como ficou a relação do senhor com o seu irmão Norberto depois dos assassinatos?

Antério: Praticamente a gente não conversa. Eu não briguei com ele, ele se distanciou da família. Ficou dois anos sem visitar a minha mãe. Faz cinco que a minha mãe morreu. Ele veio no enterro. Mas não temos relacionamento.

Gustavo Costa: O Hugo [acusado de ser intermediário no crime] diz que o seu irmão deve pra ele quase um milhão de reais. O senhor também acredita na inocência do seu irmão?

Antério: Não sei. Na verdade, ele, o Hugo e o Zezinho, pelo que tá no processo, eles se falavam de minuto em minuto, tinham proximidade. Eu não acredito que tenha um envolvido sem os outros estarem. Porque eu vi no dia do depoimento, lá em BH, tava meu irmão, o Hugo, o Zezinho e todos aqueles que estavam presos. Inclusive o que faleceu, o Chico.

Gustavo Costa: O Hugo enriqueceu?

Antério: Dizem que enriqueceu. Eu vi o Hugo quando veio aqui. Nunca tinha nem visto na rua. O Hugo saiu do hangar e mostrou dois aviões. Mas eu não sei qual é o patrimônio [dele].

Gustavo Costa: O que mudou na sua vida depois do episódio da chacina?

Antério: Vocês não sabem, dei hoje um depoimento. Isso é um inferno na vida da gente. Se vê todo dia uma bobagem na imprensa, uma mentira. E fala na imprensa… E eu provo. Eu quero ser julgado pra acabar com esse inferno. Sabe o que é colocar a cabeça no travesseiro e pensar: se for condenado é morrer na cadeia, quatro crimes bárbaros como estes.

Gustavo Costa:O senhor nunca ameaçou o Nelson, fiscal do Ministério do Trabalho?

Antério: Não ameacei o Nelson. Norberto e Antério, vão misturando…

Gente, a nossa familia é humildade total. Pelo patrimônio que nós temos, olha como vivemos, a casa. Saímos do nada. Não foram nossos pais que fizeram patrimônio, fomos nós.

*****

No domingo, as provas que o MPF tem sobre o envolvimento de Antério Mânica na chacina.

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25 comentários

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Dos Rios

22 de setembro de 2013 às 04h39

PROPINODUTO TUCANO

Feito gado
amontoado
vai o povão no circular!
Saiu com raiva pelas ruas,
mas a verdade nua e crua
não teve voz para falar!
A mídia podre e carrancuda
por traíra e abelhuda
toda a merda do Tietê
jogou encima do PT!
Fingiu não ver o grande assalto
ainda que gritasse alto
ao dar um tiro no seu pé!

Mentiu a Globo que sonega,
driblou com tinta a Veja imunda,
porque é tucana aquela bunda
com toda a grana que carrega?

Tucanos, tucanos,
sem nomes e arcanos!
Ladrões protegidos,
corja de bandidos
por baixo dos panos!

O metrô foi metralhado,
sonegado,
encarecido,
superfaturado!

O marajá cara-de-pau,
o que retalha o bacalhau,
o narigudo que o jornal
põe na fotinho bem normal,
meteu a mão,
nos afanou,
se fez de vítima e chutou
a bola longe pros franceses:
só vê palhaços e fregueses
no povo simples que roubou!

Grande chefão dos Bandeirantes
manda na gente dar cacete;
vinho francês tem seu banquete…!
Um carro chique e bem blindado,
de para-brisa esfumaçado,
com motorista e guarda-costas
saiu do terço das apostas
com o dinheiro desviado!

Olha o Pinóquio bem trajado,
o filho pródigo da Veja!
Sente o veneno que goteja,
manja a mentira do babado!
O Alckiminte mentiroso,
o assaltante subornado,
tem empreiteiras do seu lado:
fez botar fogo na cidade
nos bairros das comunidades,
enquanto é santificado
como um chifrudo deus blasfemo
por muitos judas do supremo!

Mentiu a Globo que sonega,
driblou com tinta a Veja imunda,
porque é tucana aquela bunda
com toda a grana que carrega?

Tucanos, tucanos,
sem nomes e arcanos!
Ladrões protegidos,
corja de bandidos
por baixo dos panos!

Responder

Bravo, homem do Marea queria que todos fossem mortos - Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de maio de 2013 às 12h26

[…] Tucano acusado de mandar matar se diz vítima […]

Responder

Giane Soares da Silva

03 de maio de 2013 às 00h28

IMPUNIDADE é a razão de tantos crimes que vemos, e o pior gente de outros países vindo praticar crimes aqui pq nossas leis são lindas feitas por bandidos para bandidos. Enquanto nossas leis não forem revistas e culpados colocados na cadeia nada mudará, eu na verdade ando cansada até de me indignar, pq só preto e pobre são punidos no Brasil, e quanto a estas pessoas humildes desta família eu conheço bem, ele é o homem bravo do Marea escuro sempre foi o cabeça da família e não é só ele que sabe, tirando o irmão Vitório todos os outros da família sabiam inclusive a mãe.

Responder

Marinês, mulher de fiscal assassinado: "É um buraco sem fim dentro da gente" - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de maio de 2013 às 23h07

[…] Tucano acusado de mandar matar 4 se diz vítima […]

Responder

J Souza

02 de maio de 2013 às 22h39

É assim que se faz jornalismo, ouvindo todos os lados envolvidos! Parabéns!
O compromisso do jornalista tem que ser com a verdade.

Responder

Julio Silveira

02 de maio de 2013 às 19h42

O Brasil foi e continua sendo um país injusto. Os organizadores da legalidade produzem um arcabouço legal preventivo, que visa abrandar as oportunidade que criarão no porvir. A questão para o vivente que não quer ser vitima é que a parte marginal da sociedade, que já atua no presente, se aproveitam das oportunidades criadas nas entrelinhas que só eles entendem.
A cidadania, essa que vive a realidade das consequências no seu dia dia, que não tem escolta, nem proteção, mas que paga o sustento, seu e do estado, vira a vitima. Aliás, vitimas não, cordeiros trocados em oferendas.

Responder

Yacov

02 de maio de 2013 às 18h43

Até quando o CRIME ORGANIZADO e esses mafiosos milionários vão mandar no BRASIL ???? Enquanto a JUSTIÇA BRASILEIRA for só para PRETOS, POBRES, PUTAS e PETISTAS, o Brasil nunca será um País de verdade.

ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !! NO PASSARÁN!! VIVA GENOÍNO!! VIVA ZÈ DIRCEU!! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE!! VIVA LULA!! VIVA DILMA!! VIVA O PT!! VIVA O BRASIL!! ABAIXO A DITADURA DO STF E MÍDIA LACAIOS & SEUS ASSECLAS!! LIBERTEM BRADLEY MANNING JÁ!! FORA YOANI !!CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ!! LEI DE MÍDIAS, JÁ!! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

José BSB

02 de maio de 2013 às 15h06

Um sem terra derrubando um pé de laranja rende 10 minutos no jornal nacional.
E ainda acreditam que a condenação do mensalão vai proporcionar uma revolução no judiciário brasileiro.
Roger Abdelmassih esta cumprindo pena?
Não. Graças ao STF.
Condenado a 278 anos por violentar 37 pacientes, médico que fugiu do Brasil graças a HC do tal Gilmar Mendes. Esse mesmo ministro acaba de chutar as portas do Poder Legislativo e votou pela condenação do mensalão.
Das duas, uma: ou esse sujeito é muito confuso ou seus critérios de julgamento são bastante “flexíveis”.

Responder

Gersier

02 de maio de 2013 às 13h37

E o Grupo bandeirantes é o maior defensor dessa corja.Que o diga o tal jornal bandeirantes onde dão voz a esses crápulas,tornando-os as vezes em “vítimas”.

Responder

Fabio Passos

02 de maio de 2013 às 12h46

A violencia no campo e absurda e impune.
Os latifundiarios assassinam camponeses e quemquer que ouse contestar a concentracao de terras e a exploracao do trabalho.

Os assassinos contam com um importante aliado: PiG
As oligarquias do campo e da informacao estao unidas. Uma promove o banho de sangue no campo… a outra esconde e apoia os assassinos.

Responder

Jose Mario HRP

02 de maio de 2013 às 12h35

Com esse tipo de barbaridade a Veja não faz reportagens!
KD a Kátia Abreu?
E o Bessinha fotografou a redação da revista!

Responder

Jose Mario HRP

02 de maio de 2013 às 12h17 Responder

Jairo Falcucci Beraldo

02 de maio de 2013 às 12h16

“Antério Mânica, segundo o Ministério Público Federal um dos mandantes da chacina, se elegeu duas vezes prefeito de Unaí concorrendo pelo PSDB….A primeira eleição aconteceu no ano do crime, mesmo sendo ele um dos suspeitos de mandar matar os servidores públicos.”

Quem presta menos…o assassino ou o povo que o elegeu DUAS vezes?????

Responder

Wilson D.REsende

02 de maio de 2013 às 12h08

Convem dar a ele o crédito da Dúvida!….Pergunta: Se ele quer ser julgado por que o MP nao julga logo?…Pela entrevista ele me convenceu….acredito que o Irmao esteja envolvido , não ele!. Fui contra o que fizeram com o Zé Dirceu , o Genuino, etc. no STF (utilizando um ‘jeitinho’ para condea-los sem provas)…E tb temos que dar o credito da Duvida a este sr. (nao importa se do PSDB)..

Responder

    damastor dagobé

    02 de maio de 2013 às 17h15

    advogado na área…

Vlad

02 de maio de 2013 às 11h12

A absoluta inoperância da justiça é a segunda causa de atraso dessepaís.

A primeira, caso curiosidade haja, pode ser extraída das receitas de miojo, lá onde nóis pega os peixe.

Em que outro país esse cara estaria solto e ainda discursando com deboche?

E…preso, na verdade, não vai ninguém; de partido nenhum. Quando muito passa uns dias lendo livrinhos da moda em alguma cela especial.

Responder

Cunha

02 de maio de 2013 às 09h28

Já pulveruzei na rede. Mandei e-mail para um monte de gente. Façam o mesmo, não só no Face, twitter,G+ . Eles merecem.

Responder

Gerson Carneiro

02 de maio de 2013 às 09h16

Justiça Bandida, escolhe quem condenar. Tucano se livra de todas.

Por isso tem mais gente se debandando pro lado dos tucanos. Querem mamar nessa blindagem e impunidade também. Por que ficar de fora?

Dá-lhe Paulinho da Força!

Responder

    renaro

    02 de maio de 2013 às 14h23

    A gente olha e sabe, o que tem por trás.
    Dá nojo.
    Pensei que os artistas não mais falavam d ideais.

    http://www.youtube.com/watch?v=ajJ2_WM1EIg#

    Criolo….
    MariÔ.

    Ogum adjo, ê mariô
    (Ògún laka aye)
    Ogum adjo, ê mariô
    (Ògún laka aye) [8x]

    Antes de Sabota escrever “Um Bom Lugar”
    A gente já dançava o “Shimmy Shimmy Ya”
    Chico avisara “a roda não vai parar”
    E quem se julga a nata cuidado pra não quaiar

    Atitudes de amor devemos samplear
    Mulatu Astatke e Fela Kuti escutar
    Pregar a paz, sim, é questão de honra
    Pois o mundo real não é o Rancho da Pamonha

    E pode crer, mais de quinhentos mil manos
    Pode crer também, o dialeto suburbano
    Pode crer a fé em você que depositamos
    E fia, eu odeio explicar gíria

    Tenho pra você uma caixa de lama
    Um lençol de féu pra forrar a sua cama
    Na força do verso a rima que espanca
    A hipocrisia doce que alicia nossas crianças

    Eu não preciso de óculos pra enxergar
    O que acontece ao meu redor
    Eles dão o doce pra depois tomar
    Hoje vão ter o meu melhor

    Eles pensam que eu vou moscar
    Mente pequena… eu tenho dó!
    Eu não preciso de Mãe Diná
    Pra saber que é o seu pior

    Ogum adjo, ê mariô
    (Ògún laka aye)
    Ogum adjo, ê mariô
    (Ògún laka aye) [8x]

    Ainda bem que meu filho me indicou…
    estou feliz

Mardones

02 de maio de 2013 às 09h09

A injustiça que persiste no Brasil. Aliás, uma coisa que não espanta, pois se temos gente do naipe do Gilmar Dantas e do Roberto Gurgel operando a injustiça no Brasil, nada como um processo que leva tanto tempo para ser resolvido.

Responder

AlvaroTadeu

02 de maio de 2013 às 09h02

Essa história que mataram os fiscais para roubar o carro, todos assassinados com tiros na cabeça, esse Mânica tinha de ser preso e condenado só por ter dito essa barbaridade.

Responder

Gerson Carneiro

02 de maio de 2013 às 08h44

Súmula Vinculante do $TF diz: “…Em qualquer tempo, espaço e lugar, por mais crimes que cometam, sejam eles de que sorte for, por determinação dessa Corte, JAMAIS um PSDBista poderá ser considerado criminoso, ficando para o acusador de qualquer ilícito ao PSDBista o ônus pelo crime que acusa…”

$TF, 01/04/1500 (Antes de Cabral)

Marcio de Assis, no facebook.

Responder

    adao silva

    02 de maio de 2013 às 15h12

    gostei muito desse comentario seu amigo Gerson e essa súmula é de joaquim barbosa , para usa-la olha-se primeiro o partido que o criminoso pertense e não o crime.


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