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Cartas de Minas
Cartas de Minas

A sórdida campanha dos Marinho contra Graça Foster e a Petrobras

09 de janeiro de 2015 às 12h37

marinho

por Luiz Carlos Azenha

Como descrevemos neste post, no Reino Unido qualquer leitor, ouvinte ou telespectador pode reclamar do conteúdo de jornais, revistas, emissoras de rádio ou TV a entidades independentes, reguladoras da mídia.

Elas abrem investigações e têm o poder de exigir retratações com o mesmo destaque, no mesmo espaço, se decidirem que os meios manipularam, distorceram, omitiram ou divulgaram informações de forma desequilibrada.

É direito de resposta na veia.

Fico imaginando como seria se a Petrobras e as Organizações Globo atuassem em território britânico.

Os irmãos Marinho já deixaram claro, através de editoriais no diário conservador que controlam no Rio, que topam privatizar a Petrobras. Na ausência de força política para fazer isso, querem colocar alguém “do mercado” para substituir Graça Foster, querem trocar a partilha pela concessão (simplicando, a União recebe um fixo e o petróleo descoberto fica todo com a empresa concessionária), querem reduzir o papel da Petrobras na exploração do pré-sal e acabar com a exigência de conteúdo nacional.

Os irmãos Marinho, como se sabe, representam o capital internacional, Washington e as petrolíferas internacionais, não necessariamente nesta ordem.

Todos os dias recebo pelo menos uma nota da gerência de imprensa da Petrobras desmentindo ou esclarecendo denúncias contra a estatal que aparecem repetidamente nos jornalões, no que podemos qualificar sem sombra de dúvidas de campanha contra a empresa.

Apesar de vítima na Operação Lava Jato, a Petrobras passou a ser acusada de criminosa, já que isso interessa aos que pretendem de alguma forma privatizá-la ou, ao menos, enfraquecê-la.

O que doi é ver que os textos da gerência de imprensa da Petrobras não saem na íntegra nos jornais. Quando muito, são citados no corpo de reportagens, descontextualizados e editados ao bel prazer dos jornalões.

Nos dias 4, 5 e 6 de janeiro, por exemplo, O Globo investiu contra o projeto do Gasoduto Gasene usando frases espetaculosas e sensacionalistas: usou “empresa de fachada” e “laranja” como se a Petrobras fosse um muquifo de fundo-de-quintal.

No dia 7 ficou claro o objetivo do diário carioca, quando publicou “Graça Foster atuou em processo de construção de gasoduto suspeito”.

Graça Foster, lembrem-se, foi demitida por Merval Pereira em uma de suas colunas. Segundo o porta-voz dos irmãos Marinho, não teria mais condições políticas de ficar no cargo.

Pela primeira vez, ao menos que eu tenha notado, a assessoria de imprensa da Petrobras parece ter perdido a paciência com a campanha sórdida de O Globo.

Notem nos dois desmentidos que reproduzimos integralmente abaixo (logicamente, eles nunca vão sair assim no jornal dos irmãos Marinho):

Nota à imprensa 6 de janeiro de 2015

Petrobras esclarece sobre Sociedade de Propósito Específico do gasoduto Gasene

Sobre matérias publicas no jornal O Globo, nos dias 04, 05 e 06 de janeiro, relativas ao Gasoduto Gasene, a Petrobras esclarece:

A Transportadora Gasene S/A, de natureza privada, foi criada em 2005 como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Não se tratava de “empresa de fachada”, mas sim integrante de modelo de negócio mundialmente utilizado, de projeto estruturado (Project Finance), no qual é constituída uma empresa com objetivo específico de captar recursos para implantação de um projeto e de individualizar custos, receitas e resultados, permitindo uma visão clara do negócio e a percepção dos riscos aos sócios e potenciais financiadores. Portanto, esta SPE decididamente não pode ser denominada como uma “empresa de fachada”. Além do mais, durante a sua existência, sempre foi informada nos balanços da Petrobras.

Desde o final da década de 90 a Petrobras vem utilizando esse mesmo modelo de SPE para o desenvolvimento de seus projetos de E&P, transporte de gás e refino, tais como: Marlim (1999), Cabiúnas (2000), Espadarte-Voador-Marimbá (2000), Barracuda/Caratinga (2000), Albacora Japão (2000), Albacora Petros (2001), Nova Marlim (2001), Pargo-Carapeba-Garoupa-Cherne-Congro (2002), Projeto Malhas (2002), Projeto Urucu-Manaus (2004), Marlim Leste (2004), Mexilhão (2005), e REVAP (2006).

A Petrobras realizou licitação para contratação de banco estruturador do projeto, da qual foi vencedor o Banco Santander. No âmbito da estruturação apresentada pelo Banco Santander, foi criado o PB Bridge Trust 2005, com sede em Nova Iorque, para ser sócio da Gasene Participações Ltda, com 99,99%. Trata-se de uma figura jurídica existente na legislação americana que tem por finalidade gerir um conjunto de bens. O outro 0,01% era detido pelo Sr Antonio Carlos Pinto de Azeredo, sócio e administrador da empresa Domínio Assessores, que prestou serviços de contabilidade e administração tributária para a Transportadora Gasene S/A. A Transportadora Gasene S/A, por sua vez, tinha como acionistas a Gasene Participações Ltda, com 99,99%, e o Sr Antonio Carlos Pinto de Azeredo, com 0,01%.

Neste modelo de negócio, o endereço da SPE foi o mesmo do escritório que fez a contabilidade do empreendimento, no caso a Domínio, não havendo nenhuma irregularidade neste fato. O Sr. Antônio de Azeredo foi também contratado para ser o Presidente da SPE. Não se trata de “laranja” ou “empresa de fachada”. Muito pelo contrário, pois tudo estava de acordo com o que prevê a lei das sociedades anônimas.

O Gasoduto Gasene, com seus 1.387 km de extensão, que interliga as malhas de gasodutos das Regiões Nordeste e Sudeste, foi fundamental para a integração do sistema de transporte de gás natural e o setor elétrico brasileiro, trazendo adicionalmente o desenvolvimento social e econômico dessas regiões.

Em 2014, o Gasene transportou cerca de 15 milhões de m³/dia, atendendo as demandas dos Estados da Região Nordeste. O Gasene possibilitou, além do atendimento ao mercado das distribuidoras locais de gás da Região Nordeste, o atendimento às termelétricas Jesus S. Pereira (322 MW), Termopernambuco (515 MW), Chesf Camaçari (325 MW), Rômulo Almeida (124 MW) e Celso Furtado (174 MW). Cabe ressaltar que, em função das características do projeto, que permite a movimentação de gás natural nos sentidos sudeste-nordeste, bem como nordeste-sudeste, tal gasoduto contribui para a garantia da confiabilidade do suprimento de gás para geração de energia elétrica em ambas as regiões.

Com relação ao custo do empreendimento Gasene, é inverídica a afirmação de sobrepreço de 1.800%. Muito pelo contrário, a contratação da construção dos gasodutos GASCAC (Cacimbas-Catu) e GASCAV (Cabiúnas-Vitória), pela Transportadora Gasene, foi feita por um valor 4,4% abaixo da estimativa orçada, utilizando-se um projeto básico robusto. O custo total realizado desse empreendimento foi 20% acima do valor contratado originalmente.

Esse incremento dos custos, admissível para uma obra desse porte, deveu-se basicamente a custos adicionais decorrentes de dificuldades de travessias por furos direcionais (de rios e estradas), maior presença de rochas, incidências de chuvas, greves e outros eventos de força maior que impactaram, em dois meses, o prazo de conclusão dos gasodutos. Vale ressaltar que o custo final da obra ficou em US$ 59,20/metro.pol (indicador de custo de gasoduto), dentro da métrica mundial para este tipo de obra, de acordo com dados da IPA (Independent Project Analisys).

***

Nota à imprensa 7 de janeiro de 2015

Petrobras reafirma que SPE do Gasene seguiu a lei e que gasoduto não é “suspeito”

Sobre a matéria publicada no jornal O Globo de hoje sob o título “Graça Foster atuou em processo de construção de gasoduto suspeito”, a Petrobras esclarece que:

• Gasoduto não é “suspeito”: A Petrobras refuta o termo pejorativo de “gasoduto suspeito” para o Gasene, pois o empreendimento foi construído segundo um modelo de negócio mundialmente utilizado, de projeto estruturado (Project Finance), no qual foi constituída a sociedade de propósito específico (SPE) Transportadora Gasene S/A, para implantar os trechos do gasoduto GASCAC (Cacimbas-Catu) e GASCAV (Cabiúnas-Vitória). Não há nada de suspeito ou tampouco ilegal nesse negócio, pois tudo estava de acordo com a lei das sociedades anônimas, e a existência da SPE sempre constou nos balanços da Petrobras.

• Transportadora Gasene S/A: SPE de natureza privada, criada em 2005, elaborada pela área financeira da Petrobras. Não se tratava de “empresa de fachada”, mas, sim, integrante de modelo de projeto estruturado. Esta SPE, decididamente, desde a sua origem, não foi uma “empresa de fachada”.

• Modelo de Negócio SPE não é novidade: Desde a década de 90, a Petrobras utiliza esse mesmo modelo de SPE, como utilizado na Transportadora Gasene S/A, para o desenvolvimento de seus projetos de E&P, Refino e Transporte de Gás. Alguns exemplos desse modelo são: Marlim (1999), Cabiúnas (2000), Espadarte-Voador-Marimbá (2000), Barracuda/Caratinga (2000), Albacora Japão (2000), Albacora Petros (2001), Nova Marlim (2001), Pargo-Carapeba-Garoupa-Cherne-Congro (2002), Projeto Malhas (2002), Projeto Urucu-Manaus (2004), Marlim Leste (2004), Mexilhão (2005), e REVAP (2006).

• Documento assinado em 12/12/2007: Graça Foster assumiu a Diretoria de Gás e Energia em 24/09/2007. Em 12/12/2007, foi encaminhado à Diretoria Executiva o documento referido assinado por três diretores, a saber: Serviços, Financeiro e Gás e Energia. É atribuição da área de Gás e Energia participar da concepção de todos os gasodutos da Petrobras.

• Não existe sobrepreço nas obras do Gasene: É inverídica a afirmação de sobrepreço na construção do gasoduto. Muito pelo contrário, a contratação da construção dos gasodutos GASCAC (Cacimbas-Catu) e GASCAV (Cabiúnas-Vitória) foi feita por um valor 4,4% abaixo da estimativa orçada, utilizando-se um projeto básico robusto (ao contrário do mencionado nessa reportagem). O custo total realizado foi 20% acima do valor contratado originalmente. As contratações para implantação da obra foram feitas pela Sinopec, que por sua vez, era contratada da Transportadora Gasene S/A.

• Adequação do Gasene às métricas internacionais: O custo final da obra ficou em 6 bilhões 340 milhões de reais, incluindo suas estações de compressão. Comparativamente, o gasoduto se enquadrou dentro da métrica internacional, ficando em US$ 59,20/metro.pol (indicador de custo de gasoduto), de acordo com dados da IPA (Independent Project Analisys).

Leia também:

Como é a regulação da mídia naquela ditadura chamada Reino Unido

 

31 Comentários escrever comentário »

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Assis Pereira

26/07/2015 - 22h18

A Graça Foster deve admitir que o trecho do gasoduto Gasene entre Catu eCaçimbas denominado GASCAC foi SUPERFATURADO, transformando em mais uma.ROUBALHEIRA sob comando da Graça Foster. Não venha com historia de métricas da IPA achando que somos todos idiotas. A Reportagem de O Globo foi Perfeita e esse fato tem que ser investigado. Será que esse roubo foi computado no balanço. Pelo que foi reportado, acredito que não.

Responder

    Assis Pereira

    26/07/2015 - 22h21

    A Graça Foster mente descaradamente ou não entende nada de engenharia de custo. É falácia e fantasiosa a afirmativa de que o custo final da obra ficou em US$ 59,20/metro.pol – indicador de custo de gasoduto, dentro da métrica mundial para este tipo de obra, de acordo com dados da IPA (Independent Project Analisys). O custo determinado pela métrica da IPA (US$/metro.pol) é função do diâmetro do gasoduto, da classe de pressão e da especificação do material do duto, entre outras variáveis e dessa forma, deve ser correlacionados a essas variáveis. Ou seja, quantro maior for o diâmetro do Gasoduto, menor seria o custo do gasoduto, quanto menor for a classe de pressão do gasoduto, menor seria seu custo e por fim, quanto menos nobre for o material requerido na especificação do gasoduto (pipe specification) mernor seria o custo referencial internacional em US$/metro.pol de acordo com os dados da Independent Project Analisys – IPA .

Rodolfo Araújo de Moraes Filho

13/01/2015 - 16h17

O objetivo da Rede Globo com essas notícias sobre o escândalo de Petrobrás não é advogar a sua moralização, até porque as medidas já estão sendo tomadas com os culpados identificados pela polícia federal (que fez seu papel iniciando as investigações) e o poder judiciário que julgará os acussados. No fundo seu objetivo é enfraquecer a empresa para num futuro próximo, servindo ao neoliberalismo internacional, vir a propor a sua privatização em campanha sórdita contra o povo brasileiro. Isto já está claro e mais do que entendido. Resta saber como se opor a essa ameaça que paira sobre a cabeça dos brasileiros,

Responder

Eduardo

13/01/2015 - 11h26

Alexandre Garcia, Arnaldo Jabour, Miriam Leitão, Merval Pereira, Sardenberg , donos de mentes abstraídas não foram demitidos? Quem acertar não ganha nada!

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Marcia Sara

11/01/2015 - 19h22

Que ideia excelente trancafiar os traidores, lesas-pátria, lazarentos dos Marinho na cadeia e jogar a chave fora. Mas, eles vão cair mais rápido do que pensam e o deles, como se diz popularmente, está guardado. A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória.

Responder

Steiger

11/01/2015 - 14h44

Brasileiros, povo futil…..

Responder

Elias

11/01/2015 - 11h47

Esses três apátridas, vendidos, mercenários midiáticos que lutam numa guerra perene contra todos os povos, ainda não se deram conta que a tecnologia em breve ou em médio prazo os levarão à indiferença. Eles se orgulham de ter as mais modernas máquinas de comunicação, os mais “espetaculares” atores e apresentadores e mal sabem que já estão evaporando nas mãos dos usuários de smartphones. No século 20 intelectuais desprezavam a televisão. Hoje os jovens a desprezam. Simplesmente porque levam no bolso tudo o que acontece no mundo. Esses traíras podem criar portais com “super-conteúdos”, a rapaziada aos poucos vai percebendo que está sendo enganada e vai buscar informação em outras fontes. Eu que já não sou mais moço, leio jornais de outros países para confrontá-los com os daqui. E por mais que se pareçam, noto que consigo expandir o sentido de uma notícia mesmo que mal traduzida. Convido os frequentadores do Viomundo a lerem Pravda, entre outros e irão perceber como é fácil sair desse mundinho de Folha, O Estadão, O Globo, Veja, Época, IstoÉ e c. a quatro.

Responder

Sandro

11/01/2015 - 02h36

Caro Fúlvio Costa, com uma midia “CORRUPTA”, e um poder judiciario que se diz “CEGO, SURDO E MUDO”, eu acrescento mais um “LENTO”, mas essa lentidão tem nome, chama-se “CORRUPTO” mesmo, “NÃO TEMOS JUSTIÇA NO BRASIL” por uma simples razão, de onde se origina os membros do poder judiciario?, das classes mais abastadas e influente na sociedade a nossa podre elite, o governo do PT quer que um dia tenhamos um poder judiciario de fato, porem é muito dificil, basta vermos o exemplo do Juaquim, “FOI UM CARRASCO” com o partido e governo que lhe colocou no mais alto posto do poder judiciario, e o que ele fez: “DESCUMPRIU A LEI, ESCONDEU AS PROVAS QUE INOCENTAVA OS REUS, E AINDA AUMENTOU A PENA DE RECLUSÃO AO SEU BEL PRAZER”, e agora pergunto, porque até hoje os demais ministros nada fizeram, sabendo que foram enganados, “QUE JUSTIÇA É ESSA”, o cidadão brasileiro tem tanto medo da justiça, como de um fora da lei(assaltante e assassino), está desprotegido.

Responder

Lando Carlos

10/01/2015 - 19h29

a sórdida campanha e da Presidenta Dilma que continua com publicidades nas redes que faz o brasil de M…….. infelizmente para eles eles o Brasil e minusculo.em tempo do que o lula e o rui falcão tem medo. votei e voto no pt por falta de opção .

Responder

Marcilio

10/01/2015 - 14h35

De novo o Rodrigo Leme com comentários rasos. A lambança da Petrobras vem de longa data e graças a Dilma finalmente estamos descobrindo, o resto é balela.

Vocês perderam e ainda não aprenderam? fazer o que? A propósito já está tomando banho de balde, isto você não fala né mesmo??? ou ganhou dividendos da SABESP.

Abraços PSDBoy.

Responder

Rasec

10/01/2015 - 12h27

Fica parecendo que querem forçar a Petrobras a gastar dinheiro com publicidade pra se defender. Isso beneficiaria os grupos de mídia. Só que a empresa, acertadamente, está se limitando a emitir Notas à Imprensa!

Responder

Julio Silveira

10/01/2015 - 09h14

Essas agressões doem mais na nossa cara que na das pretensas, por nós, vitimas, já que estes, não sei por que cargas d’água, patrcinam seus algozes. Francamente, começo a acreditar que o problema está em nós.

Responder

FrancoAtirador

10/01/2015 - 02h27

.
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REDE GLOBO DISCRIMINA TRABALHADORES IDOSOS

E COLABORA COM MAIOR DESEMPREGO NO BRASIL

09/01/2015 – 13:47
Conexão Jornalismo, via GGN

Demissões do Globo estão relacionadas
a Processo Milionário na Justiça

Por trás da onda de demissões do Globo, onde mais de 160 profissionais de diversos setores foram dispensados nesta quinta-feira (08), estaria um problema grave provocado pela própria empresa e que envolve o Infoglobo e a Justiça do Trabalho.

O Grupo responde a um processo judicial por conta da demissão de jornalistas e outros profissionais que estão prestes a completar 60 anos.

A medida de caráter empresarial, que visa reduzir despesas, foi durante três anos alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

No meio jornalístico especula-se que a chamada “expulsória”
(princípio no qual o profissional é demitido ao completar 60 anos)
estaria sendo antecipada para evitar dificuldades mais à frente,
quando se daria o processo de demissão por idade.

Durante três anos a procuradora do Trabalho, Luciana Tostes,
constatou que o comportamento da empresa feriria princípios
que deveriam proteger o trabalhador e o idoso.

Como o Infoglobo não concordou em rever o modelo de gestão

considerado discriminatório contra a pessoa idosa,

o MPT acabou por encaminhar, em junho de 2013,

pedido de Ação Civil Pública à 24ª Vara do Trabalho.

A ação foi registrada sob o número 0010309-05.2013.5.01.0024

(http://jornalistas.org.br/index.php/infoglobo-multa-de-r-5-mi-e-fim-da-discriminacao).

Nela, Luciana Tostes pede multa de R$ 5 milhões à empresa e que a editora deixe de dispensar empregados em virtude, unicamente, de sua idade.

– Trata-se de uma medida importante para que a empresa se comprometa a não adotar mais essa prática, disse à época a procuradora.

Somado à questão trabalhista, o Grupo Globo tem sofrido também com a queda nas vendas dos jornais e o crescimento da Internet.

Para garantir o fechamento das contas o Grupo tem preservado sua receita,

ao longo de mais de uma década, graças a verbas publicitárias

provenientes de órgãos públicos.

Nesta quinta-feira foram demitidos 160 profissionais envolvendo redação, comercial e administrativo.

Boa parte dos demitidos já tem mais de 50 anos.

Rede Globo

No início de dezembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio entrou com um novo pedido de fiscalização do Ministério do Trabalho, agora contra a Rede Globo.

O objetivo é a apuração e responsabilização da empresa diante de irregularidades em sua relação com os jornalistas.

Novamente antes da decisão extrema várias reuniões entre a entidade e a direção da empresa foram realizadas, sem sucesso.

O Dia não deposita FGTS há oito meses

A crise financeira atingiu também ao popular O Dia onde há oito meses o FGTS dos trabalhadores não é depositado.

Ontem a presidenta do Sindicato, Paula Mairan, esteve na redação e buscou negociar com a direção.
Diários Associados (que abriga também a Rádio Tupi)
e O Lance também enfrentam dificuldades.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio
publicou uma nota oficial sobre o ocorrido:

“Nota do Sindicato em repúdio às demissões em série na Infoglobo

Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’ nesta quinta-feira (08/01).

Os cortes na redação causaram profunda indignação e comoção em toda a categoria dos jornalistas profissionais do Rio por enviar o claro recado de que trabalhadores são materiais descartáveis aos olhos de empresários ávidos por mais lucro.

As demissões atingiram desde repórteres com pouco tempo de casa até ‘medalhões’ da imprensa carioca, como colunistas e jornalistas premiados.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia as demissões promovidas pela Infoglobo e coloca-se a disposição de todos os jornalistas dispensados.

Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão de dos processos da empresa’.

Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’.

A explicação, fria, vaga e tecnicista, só demonstra o lamentável descaso da Infoglobo com profissionais que dedicaram anos de sua vida ao sustento e ao crescimento do jornal.

Indignada, a nossa diretoria cobrará mais explicações da empresa em reunião marcada para o início da semana que vem.

Além da frieza cruel ao tratar da dispensa de profissionais com lastro no jornalismo, a Infoglobo ainda promoveu um verdadeiro clima de terror em suas redações ao não comunicar os demais trabalhadores sobre os cortes – que também atingem outras áreas da empresa.

O nosso setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

O Sindicato fará ainda a fiscalização cerrada sobre as homologações para que nenhum direito deixe de ser compensado a esses jornalistas.

Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro”

(http://jornalggn.com.br/noticia/globo-usou-eufemismos-corporativos-para-justificar-demissoes-de-jornalistas)
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Responder

    FrancoAtirador

    10/01/2015 - 02h34

    .
    .
    60 anos: idade limite para jornalistas na Globo?

    sse tipo de notícia você não lê nos jornais. Até porque muitas empresas de comunicação não costumam praticar a transparência que cobram, com razão, de suas fontes.

    A Infoglobo, que edita O Globo, Extra e Expresso, é alvo de investigação da Procuradoria do Trabalho da 1ª Região.

    O motivo: demitir empregados, muitos deles jornalistas, por causa da idade, quando completam 60 anos.

    Nas redações da Infoglobo, esta prática desumana gera tensão permanente entre os funcionários com mais de 55 anos, à medida que vão se aproximando da idade fatídica, que também pode ser 59 anos.

    Para a empresa, não importa que esses profissionais estejam no auge da sua capacidade intelectual, que tenham família, compromissos financeiros, projetos de vida.

    A norma discriminatória é conhecida há muitos anos por todos nas redações da Infoglobo. Para a empresa, jornalista tem prazo de validade.

    Os poucos que permanecem, com mais de 60 anos, são colunistas com nome no mercado, chefes e executivos. Para a Infoglobo, não é interessante perder, para a concorrência, profissionais conhecidos do público leitor.

    Mesmo assim, quase todos esses jornalistas tornam-se pessoas jurídicas para permanecer na empresa.

    Diante deste cenário, a procuradora Luciana Tostes de Guadalupe e Silva alerta: trata-se de “uma afronta à Constituição” e descumprimento de normas da Organização Internacional do Trabalho.

    “Com os depoimentos que colhi, as provas de discriminação ficaram contundentes”, revela a promotora responsável pela investigação.

    Para chegar a essa conclusão, ela requisitou e analisou inúmeros documentos do setor de Recursos Humanos da Infoglobo, como listas de demissões e contratações nos últimos cinco anos.
    E ouviu ex-empregados demitidos aos 60 anos, ou perto disso.
    Todos eles atestaram tratar-se de “uma norma da empresa”.

    Em muitos casos, como revela o inquérito civil (que é público), a Infoglobo espera apenas o profissional se aposentar pelo INSS para afastá-lo de seus quadros.

    “Além disso, a empresa não contrata ninguém com mais de 60 anos, o que já é uma discriminação”, atesta Luciana Tostes.

    A investigação teve início em 2010 após denúncia sigilosa feita diretamente ao Ministério Público do Trabalho.

    Agora, a procuradora considera esgotadas todas as possibilidades de negociação.

    E por meio de seus advogados a empresa da família Marinho negou-se a assinar um termo de compromisso de ajustamento de conduta, em outubro deste ano, revela o inquérito.

    Negativas e deboche

    Questionada pelo Sindicato sobre as acusações, a Infoglobo nega qualquer tipo de discriminação.

    Além disso, alega, como fez no processo da Procuradoria, ter vários funcionários com mais de 60.

    Em 2010, a Infoglobo anexou ao inquérito civil lista com 30 nomes de empregados que tinham mais de seis décadas de vida.
    Rogério Marinho, então vice-presidente da empresa (faleceu no ano passado) está lá. Tinha, na ocasião, 91 anos.
    Roberto Irineu Marinho, sócio e vice-presidente das Organizações Globo, também figura no quadro.
    Além deles, há na lista nomes de jornalistas conhecidos nacionalmente e de gerentes da Infoglobo.

    Para Luciana Tostes, a lista “é um deboche”.

    Isso porque no quadro fornecido pela empresa para defender-se constam muito mais nomes de sócios e executivos sexagenários do que de trabalhadores regulares nascidos antes de 1950.

    “É uma lista de notáveis”, classificou.

    A Infoglobo propôs, como acordo, usar páginas de seus jornais para campanha contra atitudes discriminatórias em relação à idade. A procuradora contestou:

    “A prática começa em casa. Não se pode veicular uma coisa que não se exerça.”

    Só 1,6% de sexagenários

    O que espantou a Procuradoria foi a proporção de empregados contratados com cerca de 60 anos.

    Em setembro de 2010, a Infoglobo tinha apenas 30 profissionais com esta idade entre os cerca de 1,8 mil empregados.

    É apenas 1,6%. Número “muito inferior à percentagem de sexagenários na população economicamente ativa no estado”, atesta a procuradora responsável pelo caso.

    O levantamento, feito a partir da relação idade e desligamentos de empregados nos últimos cinco anos, apontou que 60% dos que completaram 60 anos foram dispensados.

    Outros foram demitidos tempos depois, reforçando a tese de que a empresa espera a aposentadoria do profissional pelo INSS.

    A Constituição Brasileira, em seu artigo 7º, proíbe diferenças de salários, de exercício de funções e de critérios de demissão ou admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

    “Provas contundentes”

    No inquérito civil que investiga a Infoglobo, a Procuradoria do Trabalho chamou ex-empregados, demitidos por volta dos 60 anos, para falar sobre a forma como foram desligados da empresa.

    Estes depoimentos estão classificados como “provas contundentes” pelo Ministério Público.

    A seguir, o resumo de alguns testemunhos, com os nomes dos profissionais preservados:

    “É a política da empresa”

    Jornalista em O Globo de 1985 a 2009 contou em depoimento que sua dispensa veio pelo fato de ser “política da empresa” demitir empregados aposentados pelo INSS. Quando isso aconteceu, ele tinha 60 anos e não havia qualquer problema profissional que justificasse tal atitude.

    “Recebi uma carta do RH rescindindo meu contrato de trabalho, sem especificar o motivo”, lembra. O jornalista ainda disse ter “pique para trabalhar” – tanto que segue atuando em comunicação, agora como freelancer.

    Além do emocional, os demitidos sentem o problema no bolso. “A parte mais prejudicial foi a perda do plano de saúde, que é caro”, lamenta o profissional.

    “Tive uma sobrevida”

    Um subsecretário de redação de O Globo foi demitido em 2005, depois de passar pelo que classificou de “sobrevida” na empresa. Ele ficou no cargo da Infoglobo ainda algum tempo, após completar 60 anos.

    Porém, foi só a aposentadoria via INSS ser confirmada que a empresa o dispensou. “O Globo é um excelente empregador”, afirma o jornalista. No entanto, ele garante que a prática da empresa de dispensar pela questão da idadade “não é respeitosa”.

    Assim como outros depoentes, o ex-subsecretário de um dos principais veículos de comunicação do País também afirma haver “discriminação” aos sexagenários.

    “Alijado do mercado”

    Um dos responsáveis pelo tratamento final de textos de repórteres no jornal, no início dos anos 2000, foi colocado na rua mesmo mostrando interesse em permanecer contribuindo com o periódico.

    Assim que chegou aos 60, já aposentado, foi dispensado. O ex-revisor da Infoglobo afirma sentir-se “alijado do mercado de trabalho” apesar de sua competência e capacidade profissional em “pleno vigor”.

    Da mesma forma que os outros depoentes, este jornalista também confirmou a discriminação como prática corrente e “política” dos impressos da família Marinho localizados no bairro Cidade Nova. O mesmo foi feito por outros ex-empregados, de diferentes áreas de atuação.

    (Texto publicado originalmente na edição 36 do “Lidão”,
    impresso do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio.)

    http://jornalistas.org.br/index.php/60-anos-idade-limite-para-jornalistas

    FrancoAtirador

    10/01/2015 - 03h21

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    08/01/2015 15:15 | Atualizado às 10h38 de 9/1/2015
    Portal Imprensa

    “O Globo” faz Cortes na Redação

    Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de “País”;
    os colunistas Jorge Luiz (“Esporte”), Artur Xexéo (“Cultura”)
    e Agostinho Vieira (“Meio Ambiente”); e a ex-editora de “Rio”,
    Angelina Nunes. Esta última fez o anúncio em seu Facebook.
    Estariam também entre os dispensados as repórteres
    Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran,
    além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega.
    Fernanda Escóssia já havia sido “rebaixada” da função de editora em 2014.

    Por Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho

    Nesta quinta-feira (8/1), o jornal carioca O Globo realizou uma série de demissões. IMPRENSA apurou que 30 funcionários integram a lista de dispensas, incluindo repórteres, editores e colunistas.

    Segundo o Jornal Opção, o número de demitidos na Infoglobo – empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo – teria chegado a 160 pessoas. Ao menos 30 na redação, e o restante entre os setores administrativo e comercial.

    Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de “País”; os colunistas Jorge Luiz (“Esporte”), Artur Xexéo (“Cultura”) e Agostinho Vieira (“Meio Ambiente”); e a ex-editora de “Rio”, Angelina Nunes. Esta última fez o anúncio em seu Facebook: “A partir de hoje não estou mais no Globo. Vou concluir o mestrado e me preparar para quando o Carnaval chegar”, escreveu.

    Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega. Fernanda Escóssia já havia sido “rebaixada” da função de editora em 2014 e foi demitida na última terça-feira (6/1).

    Procurado, o diretor de redação do jornal, Ascânio Seleme, não foi encontrado para comentar o assunto.

    Já o Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo.
    “Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro”, escreveu.

    “Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’”, acrescentou o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.

    “Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão de dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’”, afirmou o Sindicato.

    A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa “para o início da semana que vem”, e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

    (http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/70198/o+globo+faz+cortes+na+redacao+e+demite+artur+xexeo+e+outros+jornalistas)
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    Leia também:

    06/01/2015 16:15 | Atualizado às 10h15 de 7/1/2015
    Portal Imprensa

    Editora Abril esvazia andares e entrega parte de prédio
    a fundo investidor do Banco do Brasil, para “reduzir custos”

    Por Lucas Carvalho, com supervisão de Vanessa Gonçalves

    Após cortes de gastos e reestruturações em seus produtos editoriais, a editora Abril tem esvaziado andares de sua sede em São Paulo (SP).

    Uma parte do prédio teria sido entregue a um fundo investidor
    do Banco do Brasil, dono do imóvel.

    O principal motivo para as mudanças teria sido a diminuição de operações na editora desde 2013 – envolvendo desde a transferência de dez publicações para a Editora Caras até o fim da versão impressa da revista Info.

    Em 2014, a editoria já havia divido parte de suas atividades com o prédio localizado na Marginal Tietê, que pertence à Abril e não é alugado.

    IMPRENSA teve acesso ao comunicado interno divulgado pela empresa, que explica aos funcionários os detalhes das mudanças.

    Nele, a editora diz que decidiu não renovar o contrato de locação do primeiros andares da chamada Torre Alta.

    Assim, as atividades da Abril ficarão concentradas do 13º ao 26º andar do prédio, além do 8º piso.

    Com a reorganização do espaço comum do condomínio, o busto de Victor Civita, fundador da Abril, que ficava na recepção, foi transferido para o mezanino do prédio.

    O terraço e o auditório seguem sendo de uso exclusivo da editora.

    O corte de custos seria uma estratégia natural do grupo e não indicaria uma suposta “crise financeira”.

    Com redações cada vez menores, a empresa decidiu “compactar” suas instalações.

    Procurada, a Abril ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

    (http://www.portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/70170/editora+abril+esvazia+andares+e+entrega+parte+de+predio+a+fundo+investidor+para+reduzir+custos)
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    FrancoAtirador

    10/01/2015 - 03h50

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    A Agonia da Editora Abril

    Por Paulo Nogueira, no DCM

    A retirada do busto de Victor Civita do saguão da sede da editora Abril neste começo de janeiro é um capítulo dramático do declínio acelerado daquela que foi uma das maiores empresas de jornalismo.

    A Abril está morrendo.

    Victor Civita foi abatido porque a Abril já não tinha mais como bancar o aluguel do megalomaníaco prédio da Marginal de Pinheiros.

    Ao devolver uma das duas torres, perdeu o direito de exibir o fundador da empresa.
    Para os futuros inquilinos, o busto de VC, como era chamado, não faria sentido nenhum.

    A morte de uma empresa de jornalismo é um processo lento. Não é fácil identificar o momento em que as coisas começam a dar errado.

    Depois tudo se aclara, e o fim é evidente.
    As últimas etapas são agônicas, e é isto o que a Abril está vivendo.

    A torre remanescente dificilmente sobreviverá por muito tempo, bem como uma série de revistas e, lamentavelmente, centenas de empregos.

    Como todas as empresas que gozam de reserva de mercado e são objeto de mamatas do Estado – anúncios copiosos, financiamentos a juros maternais em bancos públicos – a Abril nunca foi exatamente um modelo de administração.

    É o preço que se paga por privilégios. Você não tem que ser o melhor da classe para receber prêmios.

    Isto vale para a Abril e todas as grandes empresas jornalísticas brasileiras, a começar pela Globo.

    Nunca foram expostas à competição estrangeira e sempre foram mimadas por sucessivos governos: não há receita mais eficaz para a ineficiência gerencial.

    Dito isso, a agonia da Abril se deve muito mais a uma mudança de mercado do que a uma gestão trôpega em vários momentos.

    Produzir revistas nestes tempos é como fabricar carruagens no final do século 19, quando os carros começavam a ganhar as ruas.

    Nem o mais fabuloso fabricante de carruagens sobreviveu com o correr dos dias.

    A Abril antecipa o que deve acontecer, no futuro, com outra potência da mídia brasileira: a Globo.

    Anos atrás, ninguém imaginava um mundo sem revistas. Mas hoje é fácil imaginar.

    Até há pouco também, igualmente, ninguém imaginava um mundo sem tevê como a conhecemos.
    Mas hoje já não é tão difícil imaginar.

    Uma pesquisa recente americana traduziu isso em números.

    A pergunta que foi feita era a seguinte: você acha que seria duro viver sem o quê?

    As alternativas eram internet, celular e televisão.
    A televisão ficou em último lugar.

    Alguns anos atrás, na mesma pesquisa, ficara em primeiro:
    a maior parte dos entrevistados não considerava a hipótese de ficar sem tevê.

    Tanto a Abril como a Globo se empenham em ter relevância na internet. Mas jamais se replicará, no universo digital, a relevância que elas tiveram em mídias que vão se tornando obsoletas.

    Aproxima-se velozmente do fim o tempo em que a Globo consegue cobrar uma fortuna por comerciais de uma programação em constante declínio.

    E está muito distante a era em que a publicidade na internet terá preços remotamente praticados pela Globo na tevê.

    Entre uma coisa e outra, a Globo entrará no que se poderia definir como “Vale do Desespero”, para usar uma expressão em voga entre os economistas.

    Na destruição de um velho mundo na imprensa
    e na construção de um novo,
    a remoção do busto de Victor Civita
    é um marco histórico.

    (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-agonia-da-editora-abril)
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Luna

10/01/2015 - 00h57

É bom que eles saibam que a época de difamar, vilipendiar, dar falsas informações e outras coisas mais, vai acabar. Terão que prestar conta de cada mentira colocada no folhetim, com certeza ei de ver filas de maus jornalistas nos tribunais preparando-se para serem avaliados por um juiz de direito. Preparem com cuidado as suas defesas pois que serão averiguados, serão! VEM AÍ A LEI DE MÉDIOS – AGUARDEM!

Responder

Jorge

09/01/2015 - 23h38

Esse pessoal tem culpa no cartório. Afinal, de quem é a ilha que está à venda? Se for dos marinhos, porque o delator da lava jato esconde a globo do negócio?

Responder

arara

09/01/2015 - 20h03

Fica a pergunta: a Petrobrás ainda aunicia em algum veículo (tv, jornal, rádio, site) dessa empresa? Pergunto pois como não acompanho nenhuma mídia deles não sei.

Se anuncia deveria cortar integralmente os anúncios o que seria, como efeito colateral, um recado para as demais empresas de mídia.

Responder

Fred

09/01/2015 - 20h01

Estes irmãos Marinho deveriam ser chicoteados em praça pública, depois presos, com a chave da cela sendo jogada fora…são traidores imprestáveis!

Responder

Mauro Assis

09/01/2015 - 18h47

“o Reino Unido qualquer leitor, ouvinte ou telespectador pode reclamar do conteúdo de jornais, revistas, emissoras de rádio ou TV a entidades independentes, reguladoras da mídia.

Elas abrem investigações e têm o poder de exigir retratações com o mesmo destaque, no mesmo espaço, se decidirem que os meios manipularam, distorceram, omitiram ou divulgaram informações de forma desequilibrada.”

No Brasil é a mesma coisa! A lei funciona da mesma forma. Ou vcs não se lembram do Cid Moreira lendo um direto de resposta ao Brizola em pleno Jornal Nacional?

Quanto ao mérito: quem “faz campanha” contra a Petrobrás é a quadrilha que o PT instalou por lá…

Responder

    FrancoAtirador

    10/01/2015 - 01h45

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    Dois enganos teus:
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    1) Não está mais em vigor a Lei que amparou Brizola,

    concedendo Direito de Resposta contra as ofensas

    de Roberto Marinho na Rede Globo de Televisão.
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    2) E entre os ex-diretores da Petrobras acusados pelo MP

    NENHUM deles é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
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    Fúlvio Costa

    10/01/2015 - 06h24

    Sr. Mauro Assis, o seu comentário, você vai me desculpar, é a mais pura expressão ou da ignorância, ou da desonestidade intelectual, ou da má-fé. Ou você não sabe que o direito de resposta, previsto no Artigo 5º, V, da Constituição Federal, nunca foi regulamentado – e que são inúmeros, tanto ao longo de nossa história como nos dias atuais, casos de proliferação de mentiras, de pré-condenações, de linchamentos públicos e de destruição de reputações promovidos pela grande mídia sem que aos atingidos tenham sido concedidos os mesmos espaços para se defenderem? Ou você não sabe que é regra no Brasil a ausência de retratação por parte grande mídia quando as inverdades por ela noticiadas são desconstruídas? Ou você não sabe que Brizola foi perseguido pela Globo durante anos e que, no caso ao qual você se referiu, ele levou dois anos, repito, DOIS ANOS para conseguir NA JUSTIÇA o direito de resposta ao qual você fez alusão? Ou você não sabe que esse direito de resposta de Brizola é a exceção, e não a regra, em meio ao absurdo? Rapaz, preste atenção no que você escreve antes de falar asneira.

walter

09/01/2015 - 18h14

Quando teve chance de ir pra cima desses canalhas dona Dilma optou pelo omelete na Ana Maria Coringa e pelo controle remoto.
Não adianta chorar…
Saudades do Dr. Leonel

Responder

Abelardo

09/01/2015 - 17h04

Como resposta aos “manos”, bem que os leitores dos blogs gentalhas ( não é Gilmar?) poderiam levar adiante a recente ideia de reativar o movimento “Mostra o DARF Globo”, que visa a denunciar e explicar, para todo o país, a trama malfeitora e fraudulenta da Globo em sonegar mais de 1 bilhão em impostos da Receita Federal na espetacular transação sobre os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. Quem diria, que a santinha do pau oco (Plim Plim) depois de participar do escândalo da fraude eleitoral chamada “Proconsult”, depois de armar vergonhosamente contra “Lula” para eleger “Collor”, depois de armar contra “Collor” para trocar por “Itamar”, depois de ser acusada de novo malfeito, ao apresentar, conforme “Garotinho”, documento fraudado para a “compra” da sua sede em SP, ao transferir ilegalmente, conforme “Garotinho”, 100 milhões para a conta em paraíso fiscal, cujo titular é um dos “manos”, quem diria que é a mesma que brada por ética, por moralização, que se acha a dona da moral e dos bons costumes. Pra ser honesto, só se for da casa da mãe Joana.

Responder

Carlo Alexandre Sampaio

09/01/2015 - 15h54

Para que esse desmentido sair com letras grandes na grande mídia basta que a Petrobras passe a usar o espaço de publicidade, que ela paga tão caro.

Responder

Hugo

09/01/2015 - 15h53

Boa tarde PHA!

Quero usar esse espaço aqui no seu blog, para que se possível, você faça a seguinte pergunta para a nossa presidente da republica:

1º) Por que a senhora Dilma recebeu os os filhos do Roberto Marinho (monopólio), antes e depois das eleições???

2º) Se a senhora Dilma os recebeu, então como cidadão brasileiro que quer definitivamente acabar com esse monopólio e oligopólio nos meios de comunicação, gostaria muito que ela nos dissesse qual foi o teor dessa conversa?

Me parece que a Dilma ainda tem medo desses caras, só espero que ele não seja mais uma vez “subserviente” aos propósitos desses caras.

Abraços

Responder

    Conceição Lemes

    09/01/2015 - 16h41

    Hugo, cochilou? Aqui é o Viomundo. Pra falar com o PH vá ao Conversa Afiada. abs

    Fúlvio Costa

    10/01/2015 - 06h41

    Conceição, sou um admirador do seu trabalho, apenas não entendi o porquê de você ter respondido ao comentarista Hugo dessa forma. Certo, ele se enganou com o site – aqui é o Viomundo e não o Conversa Afiada, mas e aí? Por que você ignorou as perguntas que ele fez? Aliás, ele abordou algo muito interessante, porque ninguém nunca fica sabendo do teor dessas conversas entre a Presidência da República e a Globo. Que tal se isso fosse investigado? Afinal, estamos falando de concessões públicas – e, portanto, de um assunto de nosso máximo interesse, não é mesmo? Abraços.

    Conceição Lemes

    10/01/2015 - 11h05

    Concordo com vc que o assunto merece ser apurado, Fúlvio. Agora, o Hugo quer uma resposta do PH. Obrigada. abs

Panambi

09/01/2015 - 15h49

A única resposta que estes, vamos dizer “senhores”, notariam, da Graça/Petrobrás, seria o corte de verbas. A Dilma pode ter alguns empecilhos legais para fazer isto, mas a Petrobrás não, correto? Então a resposta que deve ser dada é esta, e aí eles vão entender direitinho…

Responder

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