VIOMUNDO

Rogério Correia: “Aécio fez com jornalista do Rio o que sempre faz em Minas”

15 de junho de 2014 às 19h16

Rogério Correia: “Como Aécio comete ilegalidades na vida pública e apronta muito na vida privada, ele precisa de blindagem absoluta na mídia”

por Conceição Lemes 

Nessa semana, a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, a jornalista Rebeca Mafra, do Canal Brasil, teve a casa invadida por policiais e apreendidos um computador, dois HDs externos, pen drives, um iphone sem uso, chips de computador, CDs de fotos e um roteador.

A acusação é de que ela e outras quatro pessoas fariam parte de uma espécie de “quadrilha virtual” organizada para difamar nas redes sociais o senador e candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves.

Rebeca, além de não conhecer os demais acusados, nunca falou nada de Aécio nas redes sociais.

Em entrevista à TVT,  Rebeca confirma que a denúncia partiu do senador tucano.

“Uma denuncia feita pela assessoria de imprensa dele, diretamente ligada à candidatura”, frisa. “Pelo que eu soube, foram 17 buscas e apreensões no Rio. No mandado que tinha o meu nome eram mais quatro pessoas.”

Nenhuma novidade para jornalistas e políticos mineiros. Não à toa deputados estaduais  criaram o bloco parlamentar de oposição Minas Sem Censura (MSC), integrado por PT, PMDB e PRB.

“Aécio não tem limites, é um perigo à democracia. Em Minas, não há democracia. O que existe é um poder de exceção feito a partir do dinheiro e do poder”, denuncia Rogério Correia, deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) e vice-líder do MSM.  “O que acontece hoje em Minas é uma amostra do que Aécio fará no restante do Brasil, se eleito. O caso da jornalista do Rio de Janeiro é a prova.”

“Como Aécio comete ilegalidades na vida pública e apronta muito na vida privada, ele precisa de blindagem absoluta na mídia”, prossegue. “Tem que frear tudo que contraria seus interesses.”

“Aécio fez com jornalista do Rio o que sempre faz em Minas. Censura, cala e até prende quem denuncia o que ele faz de errado”, alerta Rogério Correia.

“Um dos objetivos centrais de Aécio,  caso eleito, será limitar o acesso à informação. Tanto que não ele queria a aprovação do marco civil da internet”, previne o deputado.

Rogério Correia fala de cadeira. Em 2010, o então governador Aécio Neves tentou cassar o seu mandato e o do deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB-MG).

Segue a íntegra da nossa entrevista com um dos mais combativos deputados estaduais de Minas.

Viomundo – Surpreende-o o fato de  Aécio Neves ter denunciado ao MP do Rio  a jornalista Rebeca Mafra e outras quatro pessoas por difamação, embora ela nunca tenha falado dele na internet nem conheça os demais integrantes da “quadrilha virtual”?

Rogério Correia — Nenhum pouco.  Aécio fez com jornalista do Rio o que sempre faz em Minas. Censura, cala e até prende quem denuncia o que ele faz de errado.

O senador não tem limite. Ele é completamente blindado aqui e agora está adquirindo blindagem nacional.

A Folha de S. Paulo fez reportagem sobre o assunto como se fosse um grande escândalo e o senador a vítima. Assim, o  blinda, até porque é o candidato desse extrato das elites dominantes brasileiras.

Viomundo – O deputado Sávio Souza Cruz diz que em Minas “está tudo dominado” por Aécio e seus parceiros. Concorda?

Rogério Correia – Assino embaixo. Aqui, o controle de Aécio se dá em todas as esferas: Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa… Além disso, há uma blindagem muito forte da imprensa quanto a qualquer tipo de análise negativa que possa ser feita sobre a sua administração como governador ou a respeito de sua vida privada.

Essa blindagem faz com tudo que é negativo em relação a ele se torne inquestionável. Também dá muita tranquilidade para que Aécio e seus parceiros possam agir fora da lei na certeza da impunidade.

Viomundo – Que tipo de impunidade?

Rogério Correia – Vou dar dois exemplos. Um é a não aplicação de recursos estipulados pela Constituição em relação à Saúde e à Educação.

Desde o governo Aécio desviam-se em Minas recursos da saúde. Na gestão Antônio Anastasia, isso virou ação institucionalizada.

Explico. A Constituição determina a aplicação de, pelo menos, 25% dos recursos dos Estados em Educação e, no mínimo, 12% em Saúde. Mas mediante um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), firmado em 2012 com o Tribunal de Contas do Estado, o governo de Minas foi “autorizado” a não cumprir o mínimo  constitucional para Saúde e Educação.  O Tribunal de Contas deu permissão para o governo de Minas cumprir o que estabelece a Constituição somente depois de 2015.

Um absurdo no campo da gestão pública. E o que é pior.  Com o aval do órgão que deveria fiscalizar e impedir que esse tipo de coisa acontecesse.

Apesar de auditores fiscais, parlamentares e três promotores do Ministério Público mineiro questionarem esse absurdo, o governo de Minas nunca recebeu uma punição.

Aqui, tudo é arquivado, esquecido, engavetado,diante do poder ditatorial de Aécio e do PSDB em Minas. O que permite que o senador e  aliados, como o ex-governador Antônio Anastasia, saiam impunes. Resultado: Aécio segue infringindo a lei, pois sabe que sairá impune.

Aliás, esta semana, foi noticiado o arquivamento de mais uma denúncia contra  o senador tucano.

Viomundo – O outro exemplo.

Rogério Correia — É a Lei 100. Mesmo sabendo que era ilegal, Aécio  efetivou 100 mil professores sem concurso público. Ele age com a complacência da Justiça, já que isso vai ser julgado muito tempo depois, quando ele já não estará mais no governo. Em consequência, não dá inelegibilidade para ele.

Depois que ele conquista essa blindagem, ele acha que está impune a tudo, inclusive na sua vida pessoal. Por isso faz também da sua vida pessoal uma baderna.

É o menino mimado do avô. Então, tudo é protegido para ele. A irmãzinha [Andréa Neves] protege-o de tudo o que ele faz de errado. Ele virou um garoto mimado.

Viomundo – Como se dá a blindagem em Minas?

Rogério Correia – Aqui há o que eu chamo de pacto das elites dominantes, que têm um projeto em torno do Aécio. Elas o paparicam com discursos do tipo “Aécio é mineiro e vai retomar Minas”. Essa mesma elite  ocupa os mais altos cargos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de Minas. No caso da mídia, não é só a elite amiga que mantém o controle, mas também a sua própria família.

É uma ação de mão dupla, pois o governo de Minas garante muitos ganhos para essas classes mais altas. Aqui, já saiu o aumento salarial para o Ministério Público, que ganha o que quer de dinheiro. O Tribunal de Contas e os juízes, idem.

Para eles, não tem tempo ruim. Já para os professores e o pessoal da saúde, são migalhas. Na prática, é tudo para os amigos. A blindagem faz parte dessa troca de favores.

Viomundo – Já quem ousa divergir ou denunciar os malfeitos do senador corre o risco de ser preso.

Rogério Correia – É o que ocorreu com o jornalista Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal. A pedido de Aécio, o seu site foi fechado e Carone está preso há quase cinco meses, apesar de problemas de saúde.

O Tribunal de Justiça de Minas negou o habeas corpus para libertá-lo e responder o processo em liberdade. A negativa do habeas corpus é uma proteção a Aécio.

O Carone não respeitava a censura imposta por Aécio ao restante da imprensa mineira e Aécio o calou. Assim como ele quis cassar o meu mandato e o do Sávio Souza Cruz. Aécio não admite adversário.  Adversário é inimigo que tem de ser aniquilado politicamente.

Viomundo – Aliás, assim como o Carone, a jornalista Rebeca Mafra, do Rio de Janeiro, está sendo acusada de formação de quadrilha, embora ela não conheça os demais acusados.

Rogério Correia – Acho que a formação de quadrilha é a forma que Aécio encontrou no Judiciário para justificar e facilitar desmandos autoritários. Tanto que o Carone e o Nílton Monteiro estão com prisão preventiva acusados de intimidar testemunhas que comprovariam formação de quadrilha.  Aécio cala as vozes dissonantes na imprensa e, ainda, se faz de vítima.

Além disso, ele põe os seus parceiros para fazer propaganda suja na internet, contrata robô para baixar o nível nas redes sociais, e o Ministério Público finge que não vê.

É um absurdo o que ele conseguiu agora no Rio de Janeiro. Depois, será no Ministério Público de São Paulo, no Ministério Público Federal… Aécio é um perigo.

Viomundo – Os mineiros estão totalmente a par dessa situação?

Rogério Correia – Uma parcela, sim. Só que, com essa blindagem absoluta, ele passa a imagem que quer.  Por isso, boa parte da sociedade mineira desconhece os malfeitos do Aécio.

Viomundo – Diria que a imprensa mineira é responsável por essa desinformação?

Rogério Correia – Completamente. A mídia é fator fundamental.  Conseguir pautar nos grandes veículos mineiros alguma notícia que critique o governo de Minas é trabalho árduo. Como Aécio comete muitas ilegalidades na vida pública e apronta muito na vida privada, ele precisa dessa blindagem absoluta, que é garantida por sua irmã Andrea Neves.

Nos dias de hoje, a internet e as redes sociais devem ser o inferno para Aécio, pois elas democratizam muito mais as informações.

Eu acho que, se eleito presidente – o que não acontecerá ! — , um dos objetivos centrais de Aécio será limitar o acesso à informação. Tanto que ele não queria o Marco Civil da Internet.

Ele tem que frear tudo. A ponto de se preocupar com a coitada da jornalista no Rio de Janeiro. Assim como já faz em Minas, ele está usando o Ministério Público do Rio de Janeiro para pôr em prática a sua censura.

Viomundo –  O que acontece hoje em Minas poderá se repetir no Brasil?

Rogério Correia — Não tenho a menor dúvida de que o que acontece, aqui, há anos, é uma amostra do que Aécio fará no restante do Brasil, se eleito.

O caso da jornalista Rebeca Mafra é a prova. Por isso, eu reitero: Aécio é um perigo à democracia. Em Minas, não há democracia. O que existe é um poder de exceção feito a partir do dinheiro e do poder.

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Luís Fernando

22/06/2014 - 08h52

Depois de ler várias coisas a respeito de todos esses candidatos à Presidência da República, a gente fica pensando: votar em quem?
Não existe nenhum bom candidato para se votar.

Responder

carlos

17/06/2014 - 09h05

Eu quero abrir um parentese, e dizer o que aconteceu com a radio Iracema de Ipu no interior do ceará, aquilo ali foi de uma estrema crueldade, motivado não se sabe porque se foi por questões politicas, o certo é que incediaram literalmente os transmissores da radio de forma criminosa, eu quero dizer o seguinte, que a imprensa poderia ser o primeiro poder no Brasil,poderia mas não é nem o quarto, porque não é nunida, nós vemos aí muitos exemplos desses que aconteceu com a radio de Ipu, o povo brasileiro a muito tem que pugnar por uma regulação da midia já e que a imprensa de uma forma geral se una em torno dessa causa, eu acho que sguramente se tivessemos uma imprensa unida este tal JB, não faria o que fez o FHC NÃO FARIA O QUE FEZ PORQUE SERIA JULGADO POR ELA.

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renato

16/06/2014 - 22h33

E daí, a moça deu queixa!
A justiça esta do lado dela ou contra ela!
Se foi seu aécio, eu corro o risco de ela bater
aqui em casa..

Responder

ANDRE

16/06/2014 - 22h23

As certezas absolutas de Aécio: uma ameaça à democracia

Despedindo-se de sua coluna semanal, o presidenciável tucano Aécio Neves afirma nunca ter tido dúvidas em suas escolhas. Na política, a pretensão de certezas absolutas gerou líderes como Hitler.

Em seu último texto segundeiro no jornal Folha de São Paulo, o senador e presidenciável Aécio Neves mostra a vacuidade de seu projeto político e sua imersão nas ilhas das fantasias criadas por seus auxiliares para ergue-lo à condição de pré-estadista. E, mais uma vez, insinua sua face autoritária.

Vamos aparteá-lo, ponto a ponto.

Sem noção. Ele começa seu texto justificando sua despedida, como se estivesse acatando às regras de publicação dos seus textos no jornal. Meia verdade, senador: são as leis eleitorais que o impedem de continuar assinando textos vazios de ideias e propostas, e não as regras de uma empresa privada.

Na defensiva, em seu segundo parágrafo, ele assume que a política lhe dá prazer. Que foi uma escolha acertada em sua juventude. E que ele é um privilegiado por poder ter escolhido esse caminho. E daí? O que isso acrescenta em suas ideias para o Brasil? Ele apenas confirma que nasceu em berço de ouro.

No terceiro parágrafo temos um surto: “nunca tive dúvida sobre as escolhas que fiz, nem nas horas de dificuldades. Nunca as tive nos momentos de frustração (…) nem nos momentos em que sou atacado de forma covarde por calúnias e difamações.”

Ora, é parte da condição humana o ódio, o amor, o medo, a dúvida, a esperança, a desesperança etc. Só alguém 100% alienado, ou acometido de grave doença mental, não teria “dúvidas”. Não é o caso dele: não é totalmente alienado, nem doente. Sua certeza absoluta sobre todas suas escolhas, atributo impensável para seres humanos que cultivam a sinceridade das palavras, exige outra classificação. Logo, sobra-lhe alguns adjetivos como blefador, fanfarrão e exibicionista. Aliás, se houve um personagem na história que “praticou” a certeza absoluta, esse foi Hitler.

Na sequência ele escreve que vê nessa ausência de dúvidas, nessa “certeza absoluta” a razão para continuar sua caminhada. Conclui o presidenciável tucano, mostrando-se surpreso com a rapidez dos três anos que se passaram, de sua coluna no jornal dos Frias. Mais surpreso ficará o leitor que percorrer seus textos: dali pouco, ou nada se extrai de propostas para o Brasil.

Triste e reveladora despedida, senador.

Responder

Fabio Passos

16/06/2014 - 22h14

aécio neve é uma ameaça terrível de retrocesso social e político.
O desprezo de aécio neve pela democracia e a liberdade de expressão é assustador.

O Brasil não aceita mais este tipo de atraso que o candidato do PiG-psdb representa.
Vamos é radicalizar a democracia e explodir a casa-grande.

Responder

lulipe

16/06/2014 - 22h11

Engraçado, eu pensei que tivesse sido um pedido do MP que foi aceito pela Justiça do Rio de Janeiro. O Aécio tá mandando na justiça fluminense????

Responder

    Adma

    17/06/2014 - 19h05

    Mas Aécio não existe, não se cria sem essa mídia, sem esses MPs e sem esse judiciário que temos. Estão umbilicalmente ligados.

ANDRE

16/06/2014 - 21h44

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-senhor-x-descreveu-a-compra-de-votos-para-que-fhc-pudesse-se-reeleger/
Como o ‘Senhor X’ descreveu a compra de votos para que FHC pudesse se reeleger

por : Paulo Nogueira

Quando me lembro de algumas coisas que disse, sinto inveja dos mudos, escreveu Sêneca, o grande estoico.

Pensei nisso quando li agora a resposta de FHC a Lula sobre a conhecida compra de votos no Congresso em 1996 para que ele, FHC, pudesse ser reeleito.

FHC, como o legítimo udenista que se tornou ao abraçar o moralismo cínico e calculado consagrado por Carlos Lacerda, acusou Lula de ter “vestido a carapuça”. Na convenção que consagrou a candidatura de Aécio, FHC afirmou que já era hora de o país de livrar dos “corruptos”. Lula evocou, então, a compra de votos.

“Falsidade”, disse FHC sobre as acusações.

Quem acredita nisso, como disse Wellington, acredita em tudo. Um dos envolvidos, o então deputado do Acre Narciso Mendes, contou na ocasião o episódio à Folha, que o tratou como “Senhor X”. Mendes, hoje com 67 anos, recebeu 200 000 reais em 1996, como muitos de seus colegas. Em dinheiro de hoje, é cerca de 530 000 reais.

Abaixo, um trecho de uma reportagem da Folha naqueles dias:

“O dinheiro (…) só foi entregue aos parlamentares na manhã do dia da votação do primeiro turno da emenda da reeleição, 28 de janeiro, uma terça-feira.

A entrega dos 200 000 reais em dinheiro, para cada deputado, foi feita mediante a devolução dos cheques pré-datados — que foram rasgados (…).

A troca dos cheques por dinheiro ocorreu em um local combinado em Brasília. Cada deputado se apresentou, rasgou seu cheque na hora e recebeu o pagamento em dinheiro dentro de uma sacola.”

Todo mundo sabia quem era o “Senhor X”, mas isso não estimulou nenhuma empresa de mídia a ir atrás de uma história simplesmente sensacional de corrupção.

O motivo é que FHC era amigo.
Todo mundo sabia que o Senhor X era ele

Todo mundo sabia que o Senhor X era ele

Quase que na mesma época, ele apareceu numa foto ao lado de Roberto Marinho para comemorar a inauguração de uma gráfica com a qual RM imaginava que fosse imprimir mais de 1 milhão de exemplares do Globo.

A despeito da fortuna pessoal de Roberto Marinho e do dinheiro que jorrava torrencialmente em direção à Globo, a gráfica foi financiada com recursos públicos do BNDES.

Pelas mamatas dadas às companhias jornalísticas, FHC foi recompensado pelo silêncio delas no caso do “Senhor X”.

Narciso Mendes aparece num livro recente do jornalista Palmério Dória. Nele, Mendes repete o que é amplamente sabido: todo mundo sabia que ele era o “Senhor X”. Mas ninguém foi atrás da história.

O máximo que FHC pode dizer, hoje, é que não sabia que havia malas de dinheiro comprando sua reeleição. Mas, uma vez mais, Wellington tem que ser lembrado: quem acredita nisso acredita em tudo.

Responder

Silvio Torres

16/06/2014 - 19h17

O que eu acho realmente estranho é a população carioca aceitar passivamente esse ato! Cadê o povo carioca, as autoridades, as lideranças, independente de partido? Vão se sujeitar bovinamente assumindo a postura histórica do estado vizinho?

Responder

José Emílio

16/06/2014 - 18h54

Adesivo que circula em vários carros aqui em Minas-

SOU MINEIRO MAS NAO VOTO NO AÉCIO DE JEITO MANEIRA

José Emílio Guedes Lages- Belo Horizonte

Responder

Carlos Rajao

16/06/2014 - 18h34

Gostaria de ver alguém rebater, com fatos e dados, um item sequer desta entrevista.

Responder

EDUARDO CHAGAS

16/06/2014 - 17h59

Este legítimo representante do mundo da política mineira, onde tudo de podre acontece e nada é divulgado para o país, é que diz que irá resgatar a ética na política. Quem acredita nesta balela? Nem ele mesmo.

Responder

Urbano

16/06/2014 - 15h17

Desde os anos 1930 que isso possui nome e sobrenome…

Responder

Luís Carlos

16/06/2014 - 14h19

Aécio, sem limites, e não é Liga da Justiça.

Responder

ricardo gonçalves

16/06/2014 - 13h57

É incrível como em 1:30h de Roda Viva não teve UM jornalista pra questionar questões relativas a censura em Minas. O netinho ficou bravatando o tempo todo e ninguém contrapondo nada. Jornalismo nota zero!!!! esperar o que de Augusto nunes, ricardo setti e cia.

Responder

henrique de oliveira

16/06/2014 - 11h18

O problema maior é que os MPs , STJ , TREs STF , e mídia estão todos sem tirar nem por cooptados (comprados) pelo psdb , caso contrario já teriamos muitos tucanos na gaiola.

Responder

Mitto

16/06/2014 - 10h10

O Homem (Trotsky) que amava cachorros
Linda homenagem
http://www.youtube.com/watch?v=e8JQUnF_HxQ

Responder

BACAMARTE

16/06/2014 - 09h40

Um prato destes e o PT dormindo!
Imagina se fosse com Dilma Ou Lula!

Responder

valmont

16/06/2014 - 09h31

Rede Goebbels de Manipulação: o mundo inteiro está vendo. Por que alguns brasileiros ainda se deixam enganar?

http://www.youtube.com/watch?v=BixdPe_Jqxw

A Rede Goebbels é o pilar da ditadura que se conservou como uma PLUTOCRACIA SUBTERRÂNEA.

Responder

FrancoAtirador

16/06/2014 - 03h47

.
.
QUANDO A INICIATIVA PRIVADA CENSURA O INTERESSE PÚBLICO

A Ciência é colocada literalmente para escanteio

Isso mesmo. Tela dividida.

Galvão Bueno narrava a IMPORTANTÍSSIMA chegada do ônibus com a Seleção Brasileira enquanto ignorava a demonstração tecnológica de um dos raros brasileiros que não se destaca com os pés ou com a bunda.

Não é exagero. Em tela dividida foram TRÊS SEGUNDOS, sem nenhuma menção, para em seguida cortar para o ônibus (http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-paulo-na-copa/2014/cobertura/nota/12-06-2014/207519.html).

A Ciência foi colocada literalmente para escanteio.

A apresentação ficou restrita ao canto do gramado.

A justificativa da FIFA? O Exoesqueleto era muito pesado e iria danificar o gramado delicado criado pela vó.

Claro, com certeza um exoesqueleto pesa muito mais do que um palco-bola com motores.

Pombas!, a bunda da Jennifer Lopez pesa mais que o exoesqueleto e não foi proibida de acompanhar a dona pelo gramado.

Íntegra em:

(http://meiobit.com/289783/globo-e-fifa-dao-rasteira-em-paraplegico)

(https://fichacorrida.wordpress.com/category/rede-globo-de-sonegacao)

(http://migre.me/jQPLa)
.
.
15 de junho de 2014 – 13h59
Vermelho.Org

Repúdio de cadeirante à não exibição de exoesqueleto pela GLOBO/FIFA

ultrapassa 2 milhões de visualizações em post no FaceBook

(https://www.facebook.com/photo.php?fbid=842309835797580)

O repúdio foi postado por Ênio Barroso Filho[*], blogueiro e cadeirante, sobre a falta de respeito da Rede Globo por não mostrar o avanço científico realizado pelo brasileiro Miguel Nicolelis exibido na abertura da Copa.

O blogueiro, diante do sucesso do esclarecedor post, escreveu em seu perfil nas redes sociais e disse que se “sentiu como se estivesse levantando de minha cadeira de rodas e dando o pontapé inicial para o fim definitivo dessa farsa midiática originária de uma ditadura sanguinária”

“Essa arrogante e fria inimiga maior do povo brasileiro que se auto proclama “jornalismo ‘independente’ de padrão global”, desabafou.

(http://www.vermelho.org.br/sp/noticia/244173-39)

[*] (http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2013/01/tucano-bandido-ataca-blogueiro-enio.html)


http://imgur.com/Cd2bZ7D

Responder

Zanchetta

15/06/2014 - 23h39

O Aécio só entra com processos porque ninguém prova nada contra ele. Coisa que os petistas não fazem de medo…

Responder

    Adma

    15/06/2014 - 23h54

    Ninguém prova? As provas abundam. Você é que é cego, meu filho…

    Jose Bento

    16/06/2014 - 09h46

    Não são só os seus olhos que são cegos. O cérebro também, de tão pequeno. Quanto aos Petistas, são processados mesmo que existam provas de sua inocência, as quais são sempre ignoradas por um tal JB.

    Luís Carlos

    16/06/2014 - 14h18

    Você não é sério com comentários desse tipo.

    Gersier

    16/06/2014 - 22h10

    Provas são o que mais existem contra esses sujeito,mas a confraria da qual faz parte alguns do judiciário fajuto e corrupto,varre pra debaixo do tapete,especialidade tucana,com a ajuda da mídia de esgoto que o protege,e que se acha “imprensa”.

El Cid

15/06/2014 - 23h16

Fora de Pauta:

duas mulheres… e uma grande diferença entre elas:

http://www.dailymotion.com/video/x1zjzqg_duas-mulheres-e-uma-grande-diferenca-entre-elas_news

Responder

Francisco de Assis

15/06/2014 - 22h24

EM DEFESA DAS MULHERES E DA LIBERDADE DE IMPRENSA

“Que os brasileiros votem em quem desejar. Mas desejo que não votem em Aécio. Pela liberdade de imprensa. Pelo respeito às mulheres. Por respeito ao equilíbrio e às autoridades públicas. Em defesa do que, tantos de nós, que sonhávamos com a volta do irmão do Henfil, conseguimos conquistar à duras penas.”

Por Rudá Ricci, em 14/06/2014
em http://www.rudaricci1.com/#!Em-defesa-das-mulheres-e-da-liberdade-de-imprensa/c1zo4/E5E49AA7-51AF-43E9-A4C1-1348FAB41DDE

Não faço campanha para candidato algum. Aliás, venho criticando todos. São todos muito despreparados para governar um país de dimensão continental. Mas há momentos na vida que precisamos assumir uma posição clara em processo eleitoral, quando uma ameaça se faz repulsiva às nossas convicções. Lutei minha vida toda pela democracia em nosso país. Ainda hoje, procuro convencer os mais afoitos que debate político não se faz eliminando o adversário. Não é pela via administrativa (como a famigerada judicialização da política) que a democracia se fortalece. Embora avalie que parte da grande imprensa brasileira abuse de suas prerrogativas confundindo o serviço público que presta com defesa de interesses comerciais, não faço desta objeção uma revolta ou rejeição à sua existência. Ao contrário: atendo a qualquer jornalista de qualquer veículo porque sinto que é uma obrigação profissional e que sem imprensa o mundo seria muito pior.

Mas a democracia tem um limite: sua própria existência. Não se pode dar liberdade a quem a coloca em xeque. É por este motivo que acredito que não posso ficar quieto neste processo eleitoral. Não posso me posicionar como observador. Continuarei não fazendo campanha para candidato ou partido. Mas vou me expor contra a candidatura de Aécio Neves. Por dois motivos bem objetivos: sua perseguição à liberdade de imprensa e seu desrespeito aos adversários e autoridade máxima da República. Nos dois casos, recentemente, Aécio Neves desfechou ataques perigosos. Coincidentemente, atingindo duas mulheres.

Aécio é fartamente acusado de perseguir a imprensa sem dor na consciência. Há vídeos produzidos por jornalistas, disponíveis na internet, que citam casos concretos nesta direção. Na semana que passou a jornalista carioca Rebeca Mafra teve sua casa revirada pela polícia numa ação que resultou da demanda do candidato Aécio Neves, segundo o blog Viomundo.

Quem lutou contra a ditadura militar sabe o quanto é caro a liberdade de expressão. Falar baixo para não ser ouvido não era um ato paranoico naqueles dias de chumbo. E é por esta lembrança que a desenvoltura em Aécio Neves jogar seu peso político contra jornalistas machuca tanto. Usar o judiciário como arma de intimidação denota falta de respeito ao jogo democrático do autor desta iniciativa.

Tenho 51 anos e dediquei ao menos 35 deles na tentativa de consolidar a cultura democrática em nosso país. Eu e minha equipe nos dedicamos à educação como respeito à diferença e à cidadania. Há décadas.

A postura de Aécio Neves não condiz com a história do seu partido. O PSDB é o mesmo partido de Mario Covas e de Franco Montoro. A fundação deste partido leva o nome de Teotonio Vilela, o Menestrel das Alagoas. Um partido mergulhado na luta pela redemocratização do país que parece desconhecido pelo senador mineiro.

Aécio Neves, ainda no início de sua apresentação como candidato ao maior posto da República, vai ficando, contudo, um rastro de iniciativas que deixam perplexo qualquer democrata, até mesmo o mais calejado. Além de ser acusado de promover este ato de intolerância em relação a quem o critica, se revelou afoito e, mais uma vez, atacou uma mulher. Justamente aquela que ocupa o lugar para o qual está se candidatando. Apoiou os xingamentos que parte dos presentes no Itaquerão desferiu contra nossa Presidente da República. Já seria um erro, dos mais grosseiros, sendo um Senador e, portanto, ter a obrigação de defender o decoro e a liturgia que envolve este cargo. Afinal, se um Senador, candidato à Presidência da República, não sabe se controlar e distinguir o significado para a democracia de um país o respeito à autoridade pública, não há como estar à altura do que pleiteia nesta eleição.

Não apoiarei candidato algum nesta eleição de 2014. Mas não tenho como me furtar perante o que considero um risco à democracia brasileira. A candidatura de Aécio Neves, ainda em seu início, já aponta para seu norte: a intimidação de jornalistas e o desrespeito às mulheres e autoridades públicas. Revelou sua alma num momento em que baixou as armas (assim como parte da atenção dos brasileiros, de olho em cada lance dos jogos de futebol). Justamente quando, relaxados, revelamos o que é realmente nosso pensamento e convicção.

Que os brasileiros votem em quem desejar. Mas desejo que não votem em Aécio. Pela liberdade de imprensa. Pelo respeito às mulheres. Por respeito ao equilíbrio e às autoridades públicas. Em defesa do que, tantos de nós, que sonhávamos com a volta do irmão do Henfil, conseguimos conquistar à duras penas.

Responder

SILOÉ-RJ

15/06/2014 - 19h25

Com essa mídia toda esburacada pelos tiros que saíram pela culatra!!!
Duvido!!!
Nem tapando os buracos com concreto armado.
NUNCA MAIS eles terão condições de blindar quem quer que seja!!!

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