VIOMUNDO

Psol: Dilma veta auditoria da dívida pública com participação da sociedade civil

14 de janeiro de 2016 às 13h29

Deputado-Edmilson-Rodrigues

Dilma veta auditoria da dívida pública com participação da sociedade civil

Decisão prejudica a transparência de gasto que consome mais de 40% do orçamento federal e já chegou, em 1 de dezembro de 2015, a R$ 958 bilhões

da Assessoria da Liderança do  Psol na Câmara dos Deputados

Hoje, 14 de janeiro de 2016, o Diário Oficial da União (Seção 1, página 9), divulgou o veto da Presidência da República à realização de auditoria da dívida pública com participação de entidades da sociedade civil, no âmbito do Ministério da Fazenda.

Essa auditoria havia sido incluída no Plano Plurianual (PPA 2016-2019), por meio de emenda do Deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), acatada pela Comissão de Finanças e Tributação, que é o principal órgão colegiado da Câmara dos Deputados sobre o orçamento público.

Em sua justificativa, o governo diz:

“O conceito de dívida pública abrange obrigações do conjunto do setor público não financeiro, incluindo União, Estados, Distrito Federal e Municípios e suas respectivas estatais. Assim, a forma abrangente prevista na iniciativa poderia resultar em confronto com o pacto federativo garantido pela Constituição. Além disso, a gestão da dívida pública federal é realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional e as informações relativas à sua contratação, composição e custo, são ampla e periodicamente divulgadas por meio de relatórios desse órgão e do Banco Central do Brasil, garantindo transparência e controle social. Ocorrem, ainda, auditorias internas e externas regulares realizadas pela Controladoria Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União”.

Tais justificativas não se sustentam. A dívida dos entes federados está profundamente relacionada com o governo federal, sendo que este último é justamente quem cobra a maioria destas dívidas, que precisam ser urgentemente auditadas, e tem causado sérios danos às finanças de estados e municípios.

SEM TRANSPARÊNCIA

Além do mais, não há transparência sobre diversos aspectos do endividamento, a começar pelos próprios beneficiários desta dívida, cujos nomes são considerados como sigilosos pelo governo, apesar de se tratar de recursos públicos.

A recente CPI da Dívida, realizada na Câmara dos Deputados (2009/2010), teve diversas informações e documentos não fornecidos pelos órgãos do governo.

O gasto com juros e amortizações da dívida pública federal atingiu em 2015 (apenas até 1/12/2015) o valor de R$ 958 bilhões, dos quais grande parte decorre de cobertura de gastos feitos pelo Banco Central com, por exemplo, Operações de Mercado Aberto e de Swap Cambial, da ordem de centenas de bilhões de reais.

Não há transparência sobre tais operações, seus beneficiários, e suas reais necessidades para o país, conforme pode ser verificado no artigo “O Banco Central está suicidando o Brasil”, de Maria Lucia Fattorelli.

Destaca-se também a falta de transparência e discussão com a sociedade sobre a real necessidade das altíssimas taxas de juros, responsáveis pelo crescimento da dívida pública e pelo expressivo aumento dos gastos do Tesouro com a dívida.

A justificativa de “controle da inflação” não tem se confirmado na prática, dado que a alta de preços não tem sido causada, preponderantemente, por um suposto excesso de demanda, mas sim, por preços administrados pelo próprio governo, como energia, combustíveis, transporte público, planos de saúde, e pela alta de alimentos, em um contexto no qual é priorizada a agricultura para exportação.

Ressalta-se também a importância de se auditar a origem do endividamento atual, desde o Regime Militar, cuja documentação requerida pela CPI da Dívida Pública da Câmara dos Deputados (2009-2010), em grande parte, não foi fornecida pelo Banco Central, a exemplo de contratos de endividamento externo, e valores devidos externamente pelo setor privado assumidos pelo setor público.

A participação de entidades da sociedade civil é fundamental para o processo de auditoria, a exemplo do ocorrido recentemente no Equador, quando a Comisión para la Auditoria Integral del Credito Publico (CAIC), com a colaboração da sociedade civil, permitiu a investigação dos crimes da ditadura, e a consequente anulação de 70% da dívida externa com bancos privados internacionais.

A Auditoria da Dívida Pública no Brasil está prevista na Constituição Federal – na forma de uma Comissão Mista de deputados e senadores – e deveria representar um procedimento normal, com vistas à transparência dos gastos públicos. Portanto, a inclusão da referida iniciativa no âmbito do Ministério da Fazenda, apesar de ainda não representar o cumprimento da Constituição, seria de grande valia para a transparência do maior gasto federal.

Desta forma, garantir-se-ia a ampla discussão com a sociedade sobre a alocação de centenas de bilhões de reais, sendo injustificável o veto de dispositivo que apenas visa garantir maior transparência aos gastos públicos, e aperfeiçoar a gestão do endividamento.

Leia também:

Santayana: Um Brasil com a cara de Moro e Bolsonaro

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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José de Pindorama

15/01/2016 - 19h25

Caros Comentaristas, boa noite!

Benedicto 17, parabéns; extensivo a vários comentaristas aqui do prestigioso Blog; Benedictum tu non es solus (Benedicto você não está só). Votei, no segundo turno, em Dilma devido ao quadro eleitoral que se configurou; meu candidato era o Professor Mauro Iasi. Defendo seu mandato não porque gosto de Dilma e/ou de sua administração; apesar do péssimo Congresso travar o País (eleito pelo nosso povo, com as bençãos de nossa criminosa grande mídia). Defendo nossa jovem Democracia. No entanto, tudo tem limite, não existe apoio incondicional; existe apoio dentro de propostas, Progressistas e Democráticas. A divida pública, interna e/ou externa é o ‘divisor de águas’ para o desenvolvimento sério, soberano e sustentável do País.
Cumprindo a Constituição Federal, exercendo a prerrogativa da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, com certeza a Democracia, e o Brasil sairão maiores desse episódio; seja qual for o resultado. Jamais podemos alijar o povo dessa tarefa, com vetos, discursos e argumentos pífios, como esses alinhavados pelo, infeliz, Governo Federal.
Analisando, friamente, a atuação do Governo Federal, desde o ‘mensalão’ e até os dias de hoje; focando mais detidamente, na comunicação direta do governo para com o povo; no Ministério da Justiça, e na própria Dilma e seus principais assessores; chego a triste conclusão que esse Governo faz parte do ‘Golpe’ contra a Democracia!
A auditoria cidadã, essa sim revelará, em detalhes, quem é à favor de uma Nação descente, popular, soberana, honesta, igualitária, socialmente equilibrada; daqueles que defendem oligopólios dos poderes politico e financeiro, manutenção de privilégios, desnacionalização, justiça seletiva, etc. .
O Porquê do medo?
Aos duzentos milhões, aproximadamente, da nossa população: – Um sistema político e/ou governo só se sustenta, se e somente se, a população assim o permitir. Vamos estar vigilantes e lembrar que nós somos os ‘Patrões desses Políticos'; portanto, se desejarmos todos estarão ‘desempregados’ mais cedo que imaginam!

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FrancoAtirador

15/01/2016 - 14h17

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O SISTEMA DA DÍVIDA E A CORRUPÇÃO NO BRASIL
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(https://youtu.be/q-LPGwUIadQ?t=476)
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(https://youtu.be/rRQHG5kd-Q0)
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(https://youtu.be/lYRIV9pkzpM)
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Enquanto a Maioria aceitar passivamente
o Sistema Usurário da Dívida Pública da União,
Ditado pelo Capital Financeiro Transnacional,
o Brasil estará em Permanente Crise Econômica,
sem Capacidade de Custeio e Investimento.
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Responder

paulo

15/01/2016 - 14h14

Ouvir o outro lado é bom jornalismo? Faça o que eu digo…

Responder

FrancoAtirador

15/01/2016 - 13h53

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Quando 15 Raposas cuidam do Galinheiro Planetário…
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O CÍRCULO SECRETO QUE COMANDA O MERCADO
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Bloomberg News, via Exame
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Quinze dos Maiores ‘Players’ [leia-se: Donos da Banca] do Mercado
de US$ 14 TRILHÕES de Seguro de Crédito são também seus Árbitros.
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Empresas como JPMorgan Chase Co.
e Goldman Sachs Group Inc.
escreveram as regras,
são os compradores e vendedores dominantes
e, em última análise, ajudam a decidir
quem são os vencedores e os perdedores.
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Será que um país como a Argentina [ou o braZil] pagou o que deve?
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Será que uma empresa como a Caesars Entertainment Corp. honrou suas contas?
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Quando surge a pergunta, as 15 empresas se reúnem em uma teleconferência para decidir se um calote desencadeou o pagamento do seguro garantia, chamado de Swap de Crédito, ou CDS, na sigla em inglês.
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Os investidores usam o CDS para se protegerem de pagamentos de dívidas não realizados ou para lucrar com eles.
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Quando as 15 empresas decidem se houve ou não um calote, elas estão determinando, na prática, quanto dinheiro mudará de mãos.
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E agora, sete anos depois de a crise financeira ter colocado a atenção geral pela primeira vez sobre o CDS, é crescente a pressão dentro e fora do chamado comitê de determinações para solucionar os conflitos de interesse, segundo entrevistas com mais de três dezenas de pessoas com conhecimento direto do funcionamento do painel, que pediram anonimato.
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Os escândalos que expuseram a forma como os traders dos bancos manipularam as taxas básicas de juros e fixaram os valores do câmbio deram munição para aqueles que dizem que os swaps de crédito também podem ser suscetíveis a conluios, ou pior, à manipulação direta.
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O grupo que supervisiona o processo, a Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA, na sigla em inglês),
atualmente está propondo mudanças nas regras que, segundo ela, reformarão o comitê de determinações.
[Ao estilo Paulo Nogueira: Pausa para um Sorriso Irônico de Desconfiança…]
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Entre as propostas estão a limitação das pessoas habilitadas a se envolverem com a tomada de decisões
e a proibição aos membros do painel de discutirem as decisões fora das reuniões,
de acordo com um documento obtido pela Bloomberg News.
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Para os céticos, a questão é se as mudanças seriam suficientes.
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Como apenas os maiores traders de CDS têm assento no painel,
os conflitos não são apenas tolerados, mas inevitáveis.
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“Trata-se de um órgão autorregulatório que entregou a autoridade de todo um mercado
àqueles que têm o maior interesse próprio e nenhuma proibição
para colocar seus interesses à frente do mercado como um todo”,
disse Joshua Rosner, diretor-gerente da empresa de pesquisas financeiras Graham Fisher Co.,
que escreveu um relatório sobre as deficiências do comitê de determinações no início deste ano.
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Raramente, ou nunca, o mundo, de uma forma mais ampla, sabe como ou por que as decisões do comitê são tomadas.
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Apesar de a contagem final e a forma como cada empresa votou serem postadas na internet,
o mesmo não ocorre com as discussões entre os membros do painel.

Nenhum dos 15 Membros do Comitê, nem as Empresas que eles representam,
quis comentar esta reportagem.
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Um executivo de uma das empresas disse, sem especificar, que a discussão
de assuntos internos do painel provoca repercussões potencialmente severas.
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Argentina [Brasil?] e Venezuela na Mira
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Os Swaps de Crédito de Dívidas Corporativas e Soberanas,
que estão sujeitos às decisões do painel,
ganharam destaque nos últimos tempos.
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Com a queda dos preços do petróleo e de outras commodities,
algumas corporações e governos enfrentaram dificuldades
para se manter em dia com os credores.
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Por exemplo, os preços dos swaps de crédito mostram
que os traders precificaram uma probabilidade
de 95% de a Venezuela dar um calote dentro de 5 Anos,
segundo dados de CDS da S&P Capital IQ divulgados terça-feira.
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A forma de lidar com os conflitos de interesse veio à tona no ano passado,
durante uma conferência sobre as finanças em perigo da Argentina.
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O país havia dado calote em sua dívida?
A pergunta foi submetida ao comitê de determinações no dia 31 de julho.
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Se o painel decidisse que sim, até US$ 532 milhões fluiriam para os compradores de CDS.
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Entre esses compradores estava o Fundo Hedge de Paul Singer,
a Elliott Management Corp. — que também é membro do comitê de determinações.
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A Elliott tinha uma história com a Argentina.
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A empresa era credora durante o calote da dívida do país nos anos 1990
e não havia aceitado um pagamento reduzido por uma parte de seus bonds.
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Para recuperar seu dinheiro, a Elliott utilizou como tática, por exemplo,
a tentativa de apreensão de um navio argentino atracado em Gana
e uma ação judicial contra a empresa Space Exploration Technologies, de Elon Musk,
para tentar assumir o controle dos direitos de dois contratos de lançamento de satélites da Argentina.
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No dia 1º de agosto, o comitê decidiu pelo ‘sim’. ‘A Argentina havia dado calote’.
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Segundo a Isda, o comitê votou como em quase todas as suas decisões: por unanimidade.
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Só que a coisa não foi tão simples assim.
.
A representante de Elliott — Mary Kuan, sócia do escritório de advocacia novaiorquino
Kleinberg, Kaplan, Wolff Cohen — fez algo que nenhum membro jamais havia feito,
segundo fontes com conhecimento direto sobre o assunto.
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Ela pediu que a Elliott se abstivesse de votar.
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As regras não permitem abstenções.
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E se uma empresa-membro, por alguma razão,
se abstém duas vezes durante seu mandato,
ela é expulsa do painel.
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Se todos os que têm um conflito se abstivessem,
possivelmente não sobraria ninguém para tomar as decisões,
disseram fontes das empresas, sob a condição de anonimato.
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Há conflitos em quase todas as votações, segundo elas.
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Michael O’Looney, porta-voz da Elliott,
preferiu não comentar em nome de Kuan e do Fundo Hedge.
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A Elliott acabou se unindo ao voto pelo ‘sim’.
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Depois que o colapso do Lehman Brothers Holdings Inc., em setembro de 2008,
expôs a complexidade do mercado de CDS, Timothy Geithner,
à época presidente do Federal Reserve de Nova York,
decidiu que era necessária uma reformulação — e rapidamente.
.
A pedido dele, Executivos das Maiores Negociantes de CDS
e Empresas de Gestão de Recursos
se reuniram na sede do Goldman Sachs,
no New York Financial District, na Baixa Manhattan…
.
[Mais uma Pausa, no mesmo estilo, desta vez para gargalhar].
.
Press Releases, em Português, para as Sucursais no braZil:
.
(http://www.valor.com.br/financas/4391726/jp-morgan-fecha-4-trimestre-de-2015-com-lucro-de-us-54-bilhoes)
(http://www.valor.com.br/financas/4394284/lucro-trimestral-do-citigroup-e-do-wells-fargo-superam-estimativas)
(http://www.valor.com.br/financas)
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Responder

Sagarana

15/01/2016 - 13h16

Vai Dilma, o que o mundo quer da gente é Coragem!!!

Responder

Benedicto 17

15/01/2016 - 10h24

Está tudo na mais perfeita ordem, o Brasil foi criado para ser coloni de exploração, a história oficial prega que o ouro e as pedras preciosas do país foram surrupiadas por Portugal e ponto. Mas não informa que tudo foi parar na Inglaterra, a maçonaria brasileira obedesse cegamente a grande loja Inglesa que comanda a maçonaria americana é por isso que os juristas, políticos e autoridades membros da maçonaria só fazem leis que prejudicam o país e o seu povo, grande exemplo foi a doação da Vale feita pelos ilustres maçons FHC e Cerra a uma família Sionista de Israel, os maçons são chamados de judeus artificiais, um estado dentro do estado, recomendo a leitura do livro : A Sinagoga Paulista, do maior brasileiro de todos os tempos, Gustavo Barroso escritor que foi banido das bibliotecas públicas por revelar a verdade, os seus livros se encontram de graça em PDF é só baixar via google, voltando ao texto, se Dilma ir contra os donos do Brasil ela é riscada do mapa como JFK foi porque não aceitava o Banco Federal Americano ser privatizado os banqueiros Sionistas o “passaram”

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laertix

14/01/2016 - 19h21

Íntegra do veto presidencial:
http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=9&data=14/01/2016
(Ler na 1ª coluna da página: “Iniciativa 07BQ, do Objetivo 1095, do Programa 2039 – Anexo I”)

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Luiza

14/01/2016 - 18h12

Nao esperava mesmo nada diferente disso por parte da presidente Dilma. Ela teve financiamento privado de campanha à custa de banqueiros, grandes empresas etc.. e fazer a auditoria da dívida pública brasileira é para quem tem isençao, uma autoridade incompatível com quem tem rabo preso, e ela tem, entao…
Nao resta nenhuma dúvida de que a única saída para o Brasil é auditar as contas públicas, mas isso só será possível com o clamor público exigindo esta auditoria. A participaçao civil é fundamental nessa luta, que é a nossa verdadeira luta se quisermos justiça social no Brasil. Há núcleos em prol da Auditoria da Dívida Pública em todos os estados da federaçao, entao se voce nao conhece o “Movimento da Auditoria Cidadã da Dívida” e quer saber mais, acesse: http://www.auditoriacidada.org.br/
Ou assista ao vídeo do link https://www.youtube.com/watch?v=7I_TZQLgPBo [Publicado em 23 de out de 2015. Auditora aposentada da Receita Federal e coordenadora do movimento pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública, Maria Lucia Fattorelli abriu o clico de palestras do Seminário abordando o caráter nocivo do denominado sistema da dívida pública brasileira e seu impacto sobre a classe trabalhadora.]
Há vários vídeos do Movimento da Auditoria Cidadã da Dívida no youtube, basta pesquisar “Maria lúcia Fattorelli 2015″.
Busquem saber mais e se engajem nessa luta. Sem auditar a dívida pública nao haverá saída para nós brasileiros nem para o Brasil.

Responder

Nelson

14/01/2016 - 16h01

A justificativa para o veto é uma obra de hipocrisia e cinismo.

Em meio a mil denúncias – não só denúncias, mas comprovações, também – de corrupção nas mais variadas instâncias da administração pública, a afirmação de que a Secretaria do Tesouro Nacional, que o Banco Central, que a CGU e que o TCU são garantias de lisura é um acinte ao povo brasileiro. Um deboche. Fosse assim, a corrupção estaria quase extinta no nosso país.

Se nada há a esconder, por que não admitir a auditoria, então. Ela só viria respaldar o governo.

Responder

Sidnei Brito

14/01/2016 - 15h59

Dilma, sem dúvida, exagera demais naquilo que Max Weber chamou de ética de responsabilidade.
Todos os movimentos dela são friamente calculados, como diria outro grande filósofo, o Chapolim Colorado.
A exemplo deste último, ela sempre se estrepa com seus cálculos.
O tempo se esgota, mas ela precisa, mais cedo ou mais tarde, perceber de que nada adianta tentar – nem vou dizer agradar – mas simplesmente não contrariar o tal mercado.
Acena com reformas neoliberais, aposta em ministro queridinho do mercado e nada adianta: o golpismo e os ataques a ela seguem firme e forte, e os tais empresários que tanto cobram dela direitismo para recuperarem a confiança insistem em dizer que não estão confiantes.

Responder

Nelson

14/01/2016 - 15h49

São os governos do PT, fazendo o possível e o impossível para ficarem cada vez mais iguais aos de FHC, aos dos tucanos.

Responder

FrancoAtirador

14/01/2016 - 15h20

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14/01/2016
Folha de S.Paulo
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JUROS DE AMOR
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Por LUIZ GONZAGA BELLUZZO* & GABRIEL GALÍPOLO**
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O Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE,
revelou que, entre 2004 e 2014,
o matrimônio entre democracia e Estado Social
originou um crescimento real de 56,6%
da renda média domiciliar per capita no Brasil.
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Considerando preços de junho de 2011, a renda saltou de R$ 549,83/mês para R$ 861,23/mês,
o que acarretou queda de aproximadamente 65% na taxa de pobreza extrema.
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Mas precisamos nos apressar, alertam os Cavaleiros do Apocalipse:
sem elevação nas taxas de juros, redução do salário real, cortes na rede de proteção social
e mortes nos hospitais, sofreremos um revés nos ganhos dos últimos anos.
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No Brasil do ‘austericídio’ rentista, o juro básico, um senhor volúvel,
simula fidelidade à coordenação das expectativas dos formadores de preços,
enquanto há anos se entrega aos encantos da Valorização Cambial.
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Dessa relação, nasceu o desmoronamento da indústria brasileira,
desarticulação de um sistema de relações intersetoriais decisivas
para a formação e difusão da renda e do emprego na economia.
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O trêfego avarento produziu a queda da participação da indústria de transformação no PIB
de 16,6% em 2007 para 10,9% em 2014 e a reversão no saldo da balança comercial de produtos industriais
de um superavit superior a US$ 18 bilhões em 2007 para um deficit de US$ 63,5 bilhões em 2014.
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A elevação de 96,5% na taxa Selic, de 7,25% para 14,25%, entre abril de 2013 e julho de 2015,
prometia enfiar a inflação na meta. Traído pelo divórcio da taxa de câmbio
e pelo choque de preços administrados, o abandonado viu a inflação disparar.
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Vingou-se na queda de 21,6% na Formação Bruta de Capital Fixo, de 4,5% no consumo das famílias
e de 5,5% do PIB, comparando o terceiro trimestre de 2013 com o mesmo período de 2015.
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O ‘Saber Econômico da Avareza’, amigo cúmplice, se prontifica a demonstrar
que as despesas com juros e swap cambial são muito menores do que aparentam,
a despeito de representarem cinco vezes o orçamento da saúde e da educação,
mais de oito vezes o orçamento do PAC, cinco vezes o deficit da Previdência
e mais de 16 vezes o orçamento do desenvolvimento social.
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‘Trata-se de uma ilusão de ótica,
capaz de ser esclarecida (Kant nos socorra!)
por cálculos abstratos.’
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O cúmplice mimetiza as ‘certezas da ciência’ para seduzir os ‘Teólogos da Razão Instrumental’ –
que tenham piedade o matemático Kurt Gödel e seu Teorema da Incompletude
(impossibilidade Aritmética de um Sistema ser simultaneamente Completo e Consistente).
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Na tradição do ‘Tribunal do Santo Ofício’, o choque de tarifas e a vingança do câmbio na inflação são absolvidos.
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As reduções do juro Selic são condenadas como antinaturais.
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Já as elevações são impostas por forças da natureza, como a lei da gravidade.
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“E pur si muove”, exclamaria o duplo avesso de Galileu.
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Os ‘sacerdotes da razão instrumental’ repreendem os ‘hereges’ que apontam as conexões
entre a queda do PIB, a derrocada fiscal e a Selic, campeã do Torneio Mundial do Jurômetro.
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Valem-se da pertinente e necessária demanda por equilíbrio entre receitas e despesas públicas
para incriminar aposentados, trabalhadores e mães do Bolsa Família pelo “ataque” ao orçamento.
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O Governo prostra-se diante do Cantochão da Mídia.
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Os deficits primários estimados para 2015 pelo FMI Fiscal Monitor, em outubro,
dão mostras de não concordar com os apavorados nativos.
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Por exemplo:
-5,4% no Japão, -5% na Rússia, -3,1% no Chile, -2,8% na Índia, -2,6% no Reino Unido,
-1,8% nos Estados Unidos, -1,4% na China, -1,2% no México, -0,8% na África do Sul,
– 2,6% na média das economias de baixa renda, -2,4% nas economias emergentes,
-1,5% nas economias avançadas e -0,4% no Brasil.
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São Deficits Primários Típicos de Economias em Desaceleração.
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*LUIZ GONZAGA BELLUZZO, 73, é diretor da Facamp (Faculdades de Campinas)
e professor titular do departamento de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (governo José Sarney)
.
**GABRIEL GALÍPOLO, 33, mestre em economia política e professor
do departamento de Economia da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
é sócio da Galípolo Consultoria.
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Responder

FrancoAtirador

14/01/2016 - 14h31

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O PT JÁ ERA
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Ou as Tendências de Esquerda buscam, em Conjunto,
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uma Outra Alternativa Política Partidária ao Petismo,
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ou será a Capitulação Completa ao Capital Financeiro
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que promoverá a Total Destruição do Trabalhismo.
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Responder

    FrancoAtirador

    14/01/2016 - 14h45

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    “Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
    Com ele ia subindo a ladeira da vida.
    E, no entanto, após cada ilusão perdida,
    que extraordinária sensação de alívio”
    MÁRIO QUINTANA
    .
    “O padrão da política praticada hoje, não só no Congresso, mas nas Assembleias,
    nos Legislativos Municipais e em outros espaços, é a esperteza, a malandragem,
    o ‘toma lá, dá cá’, o enriquecimento ilícito, o enriquecimento fácil com dinheiro dos outros,
    com dinheiro público. É um problema seríssimo na atual cultura política”
    OLÍVIO DUTRA
    .
    (http://midias.rbs.com.br/resources/mp3/4/6/1417699050664.mp3)
    .
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    FrancoAtirador

    14/01/2016 - 15h40

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    Estadão: O PT chegou ao fim de um ciclo?
    .
    TARSO GENRO: Esse PT que está aí chegou nitidamente ao fim de um ciclo.
    Sofreu dois baques muito fortes, não se auto reformou, não capitaneou uma grande mudança
    pela reforma política nem uma grande luta popular para proibir o financiamento empresarial das campanhas.
    O PT se transformou num partido excessivamente longa manus (executor de ordens) de quem está no poder.
    .
    Estadão: E o governo do PT também chegou ao fim desse ciclo?
    .
    TARSO GENRO: Eu diria que, se essa política monetária e econômica for mantida,
    estaremos preparando o caminho para uma candidatura do PMDB ou do PSDB ser a mais forte.
    A base social do PT e do campo político da esquerda poderá chegar desesperançada em 2018,
    proporcionando uma saída conservadora para a crise.
    .
    (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-pt-chegou-ao-fim-de-um-ciclo,1736503)
    .
    .

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