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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Na ditadura, cônsul americano era frequentador do Deops

17 de fevereiro de 2013 às 11h07

Registros revelam ligação de empresários e embaixada com o regime militar em SP

Lista com nomes começará a ser revelada nesta segunda-feira (18), em audiência pública da Comissão Estadual da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo

Vasconcelo Quadros – iG São Paulo | 16/02/2013 08:00:00 – Atualizada às 16/02/2013 10:51:17

Um conjunto de livros de registro de presenças encontrado na sede de um dos centros de repressão em São Paulo revela a estreita relação entre empresários e a embaixada americana com a ditadura militar brasileira. As anotações à mão mostram que o empresário Geraldo Rezende de Matos, que se apresentava como representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o ex-cônsul dos Estados Unidos na capital paulista, Claris Rowley Halliwell, participavam assiduamente de reuniões com agentes da repressão.

A Comissão Estadual da Verdade encontrou entre os documentos do antigo Departamento Estadual de Ordem Polícia e Social (Deops) — que funcionava no Largo General Osório, região 
central de São Paulo e um dos centros de prisão e tortura de presos políticos — pelo menos oito livros com anotações à caneta listando personagens que se reuniam no local.

Nele figuram nomes de dezenas de empresários que iam à sede do Deops para participar de reuniões com o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o maior nome da repressão em São Paulo.

Segundo os livros, tanto Rezende de Matos quanto o cônsul americano, em muitas ocasiões, entravam no prédio no início da noite e só saiam na manhã do dia seguinte.

“É a ponta do iceberg”, diz o deputado Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão Estadual da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele acha que as anotações demonstram a promiscuidade e o envolvimento direto de grandes empresários no financiamento do golpe civil-militar e na manutenção do esquema repressivo durante os anos de chumbo, especialmente no período de repressão mais dura em São Paulo, entre 1971 e 1973.

Na lista de frequentadores do Deops, além de policiais e empresários, há também os nomes de militares que atuavam em outra frente da repressão, a Operação Bandeirantes (Oban), que funcionava na rua Tutóia, zona sul da capital. Ao contrário do que a própria esquerda avaliou ao longo da história dos anos de chumbo, civis e militares formavam um grupo coeso.

“Sempre imaginamos que havia um racha na repressão. Mas não é verdade. Os registros revelam que Deops e Oban estavam articulados”, diz o ativista Ivan Seixas, ex-preso político e membro da Comissão da Verdade. O Chefe da Oban, o coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, por exemplo, participava das reuniões com Fleury e empresários, conforme apontam os registros.

Nos livros há também o curioso registro da presença constante da ex-ministra Zélia Cardoso de Melo no prédio do Deops no mesmo período em que os empresários frequentavam o local. A ex-ministra visitava o pai, o delegado Emiliano Cardoso de Melo, apontado agora pela Comissão Estadual da Verdade como um dos nomes fortes da repressão.

A lista de empresários encontrada nos livros do Deops será aberta em audiência pública marcada para esta segunda-feira. Será a primeira parte do capítulo que tratará da participação de empresários paulistas na arrecadação de recursos para financiar a repressão.

O mais conhecido entre os operadores financeiros do grupo é ex-diretor do Grupo Ultragas, Henning Albert Boilensen, que assistia a sessões de tortura. Boilensen foi executado por um grupo guerrilheiro em 1971 como represália.

Um documento produzido pelo antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), encontrado no Arquivo Nacional, em Brasília, pelo procurador Claudio Fonteles, mostra que os militares chegaram a criar um setor específico para fazer a articulação entre militares e empresários em São Paulo. Chamava-se Grupo Permanente de Mobilização Industrial (GPMI) e era, segundo Fonteles, órgão da Fiesp.

A aliança entre empresas e os militares, segundo Adriano Diogo, era baseada também da reciprocidade de favores: apoio ao combate às organizações da esquerda armada em troca de facilidades que permitissem às empresas se expandir. Nesse grupo estão bancos, grandes montadoras e o grosso do empresariado que, à época, se abrigava na poderosa Fiesp. A lista a ser revelada nesta segunda deverá trazer algumas surpresas.

 

41 Comentários escrever comentário »

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Gerson

20/02/2013 - 19h33

Assistam o documentário aqui no youtube – “O Dia que durou 21 anos”
Vejam como os Estados Unidos agiram para criar as condições para o golpe de 64.
Com o pretexto ridículo que o Brasil iria se tornar comunista no gov Jango, os yankees em conjunto com traidores da pátria : militares,elite,imprens­­­­­­­­­­­­­­a – PIG – GLOBO,igreja católica,políticos vendidos. Os traidores reacionários derrubaram um governo voltado para a justiça social e desenvolvimento nacional.
Revoltante !!!

Responder

Luciano Martins Costa: Morrer aos poucos « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/02/2013 - 09h56

[…] Na ditadura, cônsul americano era frequentador do Deops […]

Responder

Roberto Locatelli

19/02/2013 - 08h42

Taí uma boa pergunta pra fazer à Yoani: O que você acha do fato de que os EUA ajudaram a implantar a ditadura militar no Brasil?

Perguntas como essa a deixam em saia justa, já que ela é financiada pelo governo dos EUA. Ela talvez enrolasse, enrolasse, mas responder ela não pode, sob risco de perder sua boquinha.

Responder

    Mário SF Alves

    27/02/2013 - 12h10

    E pior, ditadura de direita. Nem choque de capitalismo houve; nem superação do eterno e vergonhoso subdesenvolvimento houve. Continuamos caipiras. E pior caipiras reprimidos.

    Mário SF Alves

    27/02/2013 - 13h31

    E mais, com todo aquele PODERZÃO que lhes foi “auto-conferido” pelo sequestro da Democracia em 64, nem o Estatuto da Terra – elaborado por encomenda deles [e que era de fato um puta instrumento de política agrária e agrícola – nem isso, conseguiram tirar da gaveta. This is the BraZil, my friend.
    _______________________________

    E tome Joaquinzão do STéFão. É mole??? Haja consciência política. Haja organização popular. Haja Papa progressista {se não isso pelo um que seja visceralmente anti-neoliberal}.

FrancoAtirador

19/02/2013 - 08h34

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CARLOS AZEVEDO: SUICIDADO PELA DITADURA

Carlos Alexandre Azevedo pôs fim a sua vida no sábado (16), aos 40 anos de idade.
Ele foi provavelmente a vítima mais jovem a ser submetida à violência por parte dos agentes da ditadura.
Tinha apenas um ano e oito meses quando foi arrancado de sua casa e torturado na sede do Dops paulista.
Carlos era filho do jornalista Dermi Azevedo, que acaba de lançar um livro sobre sua participação na resistência à ditadura.

Morrer aos poucos

Por Luciano Martins Costa, no programa radiofônico do Observatório da Imprensa (OI), 18/2/2013, via Carta Maior

O técnico de computadores Carlos Alexandre Azevedo morreu no sábado (16/2), após ingerir uma quantidade excessiva de medicamentos. Ele sofria de depressão e apresentava quadro crônico de fobia social. Era filho do jornalista e doutor em Ciências Políticas Dermi Azevedo, que foi, entre outras atividades, repórter da Folha de S. Paulo.

Ao 40 anos, Carlos Azevedo pôs fim a uma vida atormentada, dois meses após seu pai ter publicado um livro de memórias no qual relata sua participação na resistência contra a ditadura militar. ‘Travessias torturadas’ é o título do livro, e bem poderia ser também o título de um desses obituários em estilo literário que a Folha de S.Paulo costuma publicar.

Carlos Alexandre Azevedo foi provavelmente a vítima mais jovem a ser submetida a violência por parte dos agentes da ditadura. Ele tinha apenas um ano e oito meses quando foi arrancado de sua casa e torturado na sede do Dops paulista. Foi submetido a choques elétricos e outros sofrimentos. Seus pais, Dermi e a pedagoga Darcy Andozia Azevedo, eram acusados de dar guarida a militantes de esquerda, principalmente aos integrantes da ala progressista da igreja católica.

Dermi já estava preso na madrugada do dia 14 de janeiro de 1974, quando a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury chegou à casa onde Darcy estava abrigada, em São Bernardo do Campo, levando o bebê, que havia sido retirado da residência da família. Ela havia saído em busca de ajuda para libertar o marido. Os policiais derrubaram a porta e um deles, irritado com o choro do menino, que ainda não havia sido alimentado, atirou-o ao chão, provocando ferimentos em sua cabeça.

Com a prisão de Darcy, também o bebê foi levado ao Dops, onde chegou a ser torturado com pancadas e choques elétricos.

Depois de ganhar a liberdade, a família mudou várias vezes de cidade, em busca de um recomeço. Dermi e Darcy conseguiram retomar a vida e tiveram outros três filhos, mas Carlos Alexandre nunca se recuperou. Aos 37 anos, teve reconhecida sua condição de vítima da ditadura e recebeu uma indenização, mas nunca pôde trabalhar regularmente.

Aprendeu a lidar com computadores, mas vivia atormentado pelo trauma. Ainda menino, segundo relato da família, sofria alucinações nas quais ouvia o som dos trens que trafegavam na linha ferroviária atrás da sede do Dops.

Para não esquecer
O jornalista Dermi Azevedo poderia ser lembrado pelas redações dos jornais no meio das especulações sobre a renúncia do papa Bento 16. Ele é especialista em Relações Internacionais, autor de um estudo sobre a política externa do Vaticano, e doutor em Ciência Política com uma tese sobre igreja e democracia.

Poderia também ser uma fonte para a imprensa sobre a questão dos direitos humanos, à qual se dedicou durante quase toda sua vida, tendo atuado em entidades civis e organismos oficiais. Mas seu testemunho como vítima da violência do Estado autoritário é a história que precisa ser contada, principalmente quando a falta de memória da sociedade brasileira estimula um grupo de jovens a recriar a Arena, o arremedo de partido político com o qual a ditadura tentou se legitimar.

A morte de Carlos Alexandre é a coroa de espinhos numa vida de dores insuperáveis, e talvez a imposição de tortura a um bebê tenha sido o ponto mais degradante no histórico de crimes dos agentes do Dops.

A imprensa não costuma dar divulgação a casos de suicídio, por uma série controversa de motivos. No entanto, a morte de Carlos Alexandre Azevedo suplanta todos esses argumentos. Os amigos, conhecidos e ex-colegas de Dermi Azevedo foram informados da morte de seu filho pelas redes sociais, por meio de uma nota na qual o jornalista expressa como pode sua dor.

A imprensa poderia lhe fazer alguma justiça. Por exemplo, identificando os integrantes da equipe que na noite de 13 de janeiro de 1974 saiu à caça da família Azevedo. Contar que Dermi, Darcy e seu filho foram presos porque os agentes encontraram em sua casa um livro intitulado Educação moral e cívica e escalada fascista no Brasil, coordenado pela educadora Maria Nilde Mascellani. Era um estudo encomendado pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Contando histórias como essa, a imprensa poderia oferecer um pouco de luz para os alienados que ainda usam as redes sociais para pedir a volta da ditadura.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21635

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Nelson

18/02/2013 - 22h10

Nosso emérito comentarista Thomaz tentou responder a minha contra argumentação, mas ficou apenas na tentativa; não disse coisa com coisa.

À tua afirmação, Thomaz, de que “nenhum guerrilheiro lutou contra a ditadura militar. Todos lutaram para mudar o regime capitalista para o comunista”, eu replico com uma pergunta.

Por que é que antes do advento da ditadura CIVIL-MILITAR (escrevo em maiúsculas para chamar a atenção, porque não devemos permanecer no equívoco de imputar apenas aos militares o golpe e a ditadura que foi imposta com ele; muitos civis participaram ativamente da repressão) não havia guerrilha?

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    Contra-Almirante

    18/02/2013 - 22h59

    Oh, Nelson, essa é pergunta que faça?”Por que antes do golpe dos cães de aluguel não havia guerrilhas?”.Se responderes a seguinte pergunta talvez encontres a resposta à tua:Por que houve guerrilhas e outras formas de resistênciaao regime estabelecido?

FrancoAtirador

18/02/2013 - 21h25

.
.
Depois do que foi publicado pelo WikiLeaks,

há alguma dúvida de que continua ocorrendo

em diversos ‘departamentos institucionais’?
.
.

Responder

Leo V

18/02/2013 - 13h02

Só acho que o título deveria destacar o presidente da FIESP e não o consul dos EUA.
Do jeito que ficou ofusca-se a luta de classes em beefício de uma suposta luta entre nações.

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J.Amaro

18/02/2013 - 12h37

Que vergonha saber que os nossos “patriotas fardados” lambiam as botas do Titio Sam. Quanto ao delegado Fleury, era um louco a serviço da Casa Grande(Fiesp).

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Fabio

18/02/2013 - 09h53

Thomaz …. na Alemanha Nazista o “povo” também denunciava Judeus, sociais-democratas e comunistas meu caro

Não se iluda com esse pensamento COMUNISMO vs CAPITALISMO, somente são visões ecônomicas diferentes…

a mesma Ditadura Burguesa que caiu sobre a América Latina caiu também no Leste Europeu com a Ditadura do Proletariado… ambos eram impostos e reinava a tirania…e onde a tirania não a liberdade em forma nenhuma.

Responder

Mardones

18/02/2013 - 09h53

Espero que o Adriano Diogo não amarele como fez o Odair na CPI da Veja-Cachoeira.

Responder

MariaC

18/02/2013 - 09h33

E seus herdeiros posam de moralistas, fazem discurso pro-desenvolvimento, pró governo social, pró etc. E o PIG lhes dá espação e nega espaço ao povo e seus representantes ( bem ou mal)Não se iludam.

Responder

Jotace

18/02/2013 - 00h09

Aquele cônsul dispunha de tempo de sobra ou então gostava do ambiente, pois a ele acudiriam todos os funcionários e militares diretores do DEOPS, apenas estalasse os dedos…Jotace

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Fabio Passos

17/02/2013 - 22h46

Muito importante a divulgação dos nomes dos covardes que apoiaram e financiaram os crimes contra a humanizada cometidos por agentes da ditadura.

Responder

Joel Silveira

17/02/2013 - 21h01

Já dizia o Joel Silveira: Você sabe porque nos Estados Unidos nunca houve golpe de estado?
Porque lá não existe embaixador americano.

Responder

    Roberto Locatelli

    18/02/2013 - 09h13

    Essa tirada foi SENSACIONAL!!

    Mônica Santos

    18/02/2013 - 14h30

    haha vou repassar essa.

    Milton Pereira Neves

    18/02/2013 - 23h30

    Realmente é muito boa!! Mas não foi o presidente Rafael Correa quem disse? apesar de ele não querer copyright!

    Palomino

    20/02/2013 - 13h02

    Essa frase é do presidente do Equador, Rafael Correa, em entrevista ao Assange.

Marat

17/02/2013 - 20h59

Ué, o Cônsul do Império do IV Reich vinha apenas verificar in loco se os capangas do DEOPS faziam direitinho o que tinham aprendido com os carniceiros dos EEUU…

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Hélio Pereira

17/02/2013 - 14h34

Eu sempre desconfiei da participação de Sindicalistas ligados ao Sind dos Metalúrgicos de SP,comandados por “Joaquinzão” nos orgãos de Repressão.
Espero que a comissão da verdade esclareça estas suspeitas,e espero que não seja verdade!
Quanto a empresários ligados a FIESP e a embaixada americana nenhuma surpresa,eles eram “Golpistas” no passado e continuam Golpistas no presente,surpresa é saber que a ex Ministra Zélia Cardoso de Mello,sempre aparecia nos dias de reuniões dos Torturadores e seus apoiadores!

Responder

Thomaz

17/02/2013 - 14h32

O pessoal da esquerda acha mesmo que a repreesão à revolução comunista estava errada ou não contava com apoio efetivo da população? Uma coisa é reclamar de ações ilegais contra os terroristas e comunistas. Outra é achar que eles tinham apoio popular – que não eram denunciados pela população. A esquerda acha que as empresas que ajudram a repressão contra os comunistas foram ou seriam criticadas à época? Esqueceu que anunciada a morte de Marigghella pelo serviço de som do Pacaembú lotado num Santos vs Corinthians as torcidas comemoraram, ovacionaram? Essas comissões de verdade esperam levantar como verdade apoio popular à causa dessa minúscula patota comunista? Então tá. A verdade é que foram duramente reprimidos, houve descabido excesso – mas de ambas as partes. Querem confete para a luta armada que a população jamais apoiou? Esqueceram que ao ver cartazes com fotos de terroristas os populares cuidadavam de denunciá-los? Não tinha celular não e populares não tinham telefone também. Tinham que comparecer diante da autoridade e afirmar. A primeira coisa que essas começões da verdade precisam perceber é que a repressão à sua “revolução” livrou o país da gente gente do jaez delas.

Responder

    P Pereira

    17/02/2013 - 20h22

    “(…)
    Guerrilha não se confunde com terrorismo, definido sim pelo deliberado objetivo de infundir terror entre a população civil, sob o risco assumido de vítimas inocentes – como no caso do terror consumado do 11 de Setembro em Nova York, como no caso do terror frustrado da bomba do Riocentro no Rio de Janeiro. É por isso que ninguém, nem mesmo um cínico, se atreve a escrever “terroristas de Sierra Maestra” ou “terroristas do Araguaia”.

    Eram guerrilheiros, não terroristas. Terrorista era o Estado, que usou da força e abusou da violência para alcançar e machucar dissidentes presos, indefesos, algemados, pendurados, desprotegidos diante de um aparato impiedoso que agia à margem da lei, na clandestinidade, nos porões, torturando e matando sob o remorso de um codinome, encoberto na treva de um capuz. Terroristas eram os assassinos de Honestino Guimarães, Vladimir Herzog, David Capistrano da Costa, Manoel Raimundo Soares, Stuart Angel Jones, Manoel Fiel Filho, Paulo Wright, Zuzu Angel, entre tantos outros.

    “A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram”, ensinou Ulysses Guimarães, no dia da promulgação da Constituição de 1988. “Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, reforçou Ulysses.

    Aos guerrilheiros que combateram a ditadura, minha emoção.

    Aos cínicos, meu lamento.” (Luiz Cláudio Cunha – “Todos temos que lembrar”)

    Valcir Barsanulfo

    17/02/2013 - 20h28

    E o complexo de viralatas continua pujante nesse País que tenta ainda se libertar do jugo colonialista do norte. Mas, infelizmente os pelegos do neoliberalismo existem e não se envergonham de defender atrocidades.

    nelson

    17/02/2013 - 20h46

    Para tentar encobrir os crimes dos golpistas que ousaram chamar de revolução a seu golpe (a revolução de 1964), nosso emérito comentarista comentarista Thomaz se utiliza de um truque velho e surrado. O truque de afirmar que o golpe evitou a consecução de uma revolução comunista no nosso país ao mesmo tempo em que mistura tudo, põe todos no mesmo saco.
    Para fazer mais aceitável seu argumento, ele reduz toda a oposição ao golpe a um grupo de guerrilheiros armados. Quem buscou um mínimo de informações além da fornecida pela história oficial e a pela mídia hegemônica sabe que a duríssima repressão imprimida pelos golpistas atingiu gente que nada tinha a ver com os guerrilheiros.
    E, para tentar firmar ainda mais seu ponto de vista, Thomaz não poderia deixar de utilizar um outro truque surrado: igualar os guerrilheiros que lutaram contra o golpe a terroristas. Na verdade, isso não surpreende, uma vez que aqueles que, parece, Thomaz tem como seus amos, os governos dos EUA, se utilizam muito desse truque para imputar aos inimigos e adversários práticas em que são especialistas.

    Thomaz

    18/02/2013 - 02h13

    Meu caro, nenhum guerrilheiro lutou contra a ditadura militar. Todos lutaram para mudar o regime capitalista para o comunista. E ao outro comentarista dizendo cretina a afirmação que a população apoiava a repressão contra a “revolução” comunista, sugiro se informar inclusive entre os esquerdos. E para lembrar, também, o ditador Médici em cuja gestão se deu o auge da repressão aos guerrilheiros, era aplaudido nos estádios de futebol. O distinto comentarista sabe quantas vezes Lula foi asssistir um jogo num estádio quando presidente?

    Julio Silveira

    18/02/2013 - 15h58

    Thomaz, voce subjuga a inteligência de pensantes.
    Afirmar que o povo apoiava a Ditadura e rejeitava o comunismo é de uma petulante má fé ou ignorancia inaudita. Por subverte principio simples, como alguem pode repelir algo que nunca vivenciou ou preferir algo que lhe tole. Meu caro seja sensato, o cidadão brasileiro em sua maioria sequer entende os conceitos. É bem verdade que sempre vivemos neste regime da exploração e subjugação da maioria por uma elite reconhecidamente mesquinha e pouco altruista, certo também dizer que sempre houve um conluio entre esses para manter suas prerrogativas, não medindo esforços, inclusive midiaticos para incutir no inconciente dos cidadãos o temor pelo comunista desconhecido.
    Mas dizer que de sã consciencia a cidadania preferia os que lhe aviltavam o direito a liberdade, a propria auto determinação é no minimo chamar-nos a todos de seres, no minimo, masoquistas, de degenerados psicoticos e isso meu caro, refuto com ardor. O Brasileiro, mesmo os que desconhecem seus direitos intuem que os tem, e nunca aceitarão essa ignominia que você lhes atribui ,deturpando seus sentimentos.

    Mário SF Alves

    27/02/2013 - 13h14

    Nelson,
    Parabéns pela luz irradiada. Não sei se ela alcançaria um Thomaz. Assim como, com certeza, não alcançaria um Buscetta. Este, sim, um verdadeiro Tommaso. No entanto, é bom que se tenha em consideração que nem todos Tommaso é Buscetta, e nem todo Thomaz é endemicamente um alienado político.
    ___________________________________________
    Muitos Thomaz só são assim por falta de oportunidade, por falta de luz verdadeira. Por isso ainda permanecem na Caverna de Platão. De mais a mais, a pequena burguesia contemporânea não tem de necessariamente ter a mesma índole e consistência apátrida das que a antecederam. Dinâmica do processo, meu caro.

    Mateus Silva Ferreira

    17/02/2013 - 21h49

    Será um filho de torturador?

    Almerindo

    17/02/2013 - 22h55

    Quanta bobagem num texto só, hein Thomaz?

    rodrigo

    17/02/2013 - 23h07

    Achar que toda a população brasileira era a favor do golpe é tão cretino quanto achar que a população se levantaria por si só, através do exemplo da guerrilha, contra a milicada.
    É a mesma situação dos apoiadores de golpe militar hoje em dia. Só com uma cagada muito grande do “governo do país rico sem pobreza” (ouviram cardeais da executiva nacional?) que esse golpe sai.
    Em tempo, excesso de ambas as partes? Que parte do que seja TERROR GOVERNAMENTAL INSUFLADO PELA ESCOLA DAS AMÉRICAS E PELA DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL você não entendeu?

    roberto almeida

    18/02/2013 - 01h46

    É lamentável que uma pessoa tenha estudado (por pouco que seja), talvez tenha uma vida confortável, tenha uma família e até filhos, demonstre a coragem de escrever tanta besteira. Eu fico me perguntando: qual o ambiente social que uma figura dessa infelicita com sua presença? Se existe algum que o tolere, então o predicado “paciência” está com oferta excessiva.

    Luiz Moreira

    18/02/2013 - 13h53

    THOMAZ
    Esqueceu que o povo brasileiro é mantido no analfabetismo político? Tu sabes quem comandou a campanha o PETRÓLEO É NOSSO? E deu origem a criação da Petrobras? Ou tu és contra a Petrobras e favorável à ESSO, Shell, e outras mais? Tu deve ser americanista até embaixo d’água . Pois foram os comunistas. E teu amigo o FHC, quase terminou com ela. A direita (a que tem ideologia e dinheiro), ri dos panacas pelados e sem conhecimento de história que a defendem. Eles fechavam as zonas eleitorais no NE do Brasil e votavam até pelos mortos. Os cupinchas deles, logicamente. Leia HISTÓRIA e não historinhas. La no Vietname, em Cuba, etc, cubanos e vietnamitas jogavam bombas nos EUA! Torturam muito! Aprenderam com os DON MITRIONES. Usam tortura em CUBA! Em GUANTANAMO!

    Ronald

    18/02/2013 - 19h33

    Filho você é uma besta. Simples assim.

    Mário SF Alves

    27/02/2013 - 13h23

    Esqueceram que ao ver cartazes com fotos de terroristas os populares cuidadavam de denunciá-los?
    ________________________
    Fotos de terroristas?!!
    __________________________________
    Enchurrada de intencionalmente horrorosas fotos de “terroristas” + lavagem cerebral pela mídia golpista + séculos e séculos de ignorância política. Bom… aí até eu que sou mais besta, né não?

Julio Silveira

17/02/2013 - 12h51

Ah! para…Não é de hoje se sabe que os gringos ditaram a forma como deveria ocorrer a contra democracia. Apenas não é politicamente correto assumir isso, espero que nunca seja, para que nosso vendidos, de todos os grupos economicos não ousem passa a assumir publica e orgulhosamente mais essa degradação civica e anti cidadã.

Responder

Urbano

17/02/2013 - 12h28

Naquela época, o cônsul era o elo entre os donos do mundo e o seu subalterno de plantão no Brasil.

Responder

augusto2

17/02/2013 - 12h20

nomes e empresas.
na mesa.

Responder

    Franciscão

    19/02/2013 - 07h28

    Mario Amato.

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