VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

Maria Lucia Fattorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro

11 de agosto de 2013 às 17h13

por Luiz Carlos Azenha

O documento acima é oficialíssimo. Está nas páginas do Senado brasileiro. Leia a linha de número dois, sob Pago:

R$ 134 bilhões, 53 milhões, 618 mil e 451 reais.

É quanto você pagou em juros da dívida brasileira em 2012, segundo o governo (mas há controvérsias, sobre as quais você vai saber abaixo).

Agora leia a linha de número seis, sob Pago:

R$ 618 bilhões, 888 milhões, 549 mil e 837 reais.

É quanto você pagou em amortização/refinanciamento da dívida em 2012.

Uma enormidade, não?

Pois Maria Lucia Fattorelli acredita que, se houvesse uma auditoria, o valor devido poderia ter uma redução de até 70%.

Por que? A ex-auditora da Receita Federal está certa de que existem ilegalidades e irregularidades nas cobranças da dívida brasileira.

Para benefício dos banqueiros e prejuízo dos contribuintes.

Escrevo “contribuintes” porque a dívida é paga com dinheiro de nossos impostos. Tudo o que o Tesouro brasileiro faz é pendurar a conta em nosso nome: “procura o gerente” e entrega uma montanha de papéis assumindo que “devo, não nego, pago quando puder”. Com juros, muitos juros, razão de viver dos bancos.

Aqui, uma pausa importante: a mídia corporativa não tenta explicar tudo o que você vai ler e ouvir abaixo aos leitores, ouvintes e telespectadores. Por que? Porque os bancos são grandes patrocinadores. Por outro lado, mesmo os governos não gostam de falar do assunto. Quanto mais transparência, menor margem de manobra para os acertos de bastidores. Por isso, em geral os governos fazem de conta que o assunto é muito árduo, muito difícil de entender e que você não precisa se preocupar com isso. Ou seja, deve pagar a ficar quieto.

Mas, voltemos ao que interessa…

O poder dos banqueiros sempre foi imenso. Eles definem as regras nas duas pontas: desde as condições de emissão dos papéis em que prometemos pagar até as regras da cobrança.

Faturam com as comissões sobre as transações e com os juros. Juros altos interessam aos banqueiros. Quanto maiores, mais eles recebem emprestando ao governo.

E os cidadãos? Pagam a conta através dos impostos e ficam sem os serviços públicos que o dinheiro dado aos banqueiros poderia financiar. Sem o Metrô, os hospitais e as creches que o dinheiro gasto em juros poderia financiar.

Sob o peso da dívida — grosseiramente, R$ 3 trilhões em dívida interna e U$ 400 bilhões em dívida externa — o governo privatiza. Aliás, “concede”. Entrega parte da soberania.

Entrega à iniciativa privada — cujo objetivo principal, como o dos banqueiros, é o lucro — algo que poderia fazer, possivelmente mais barato, com recursos públicos, se o dinheiro não fosse usado para pagar ou rolar a dívida e os juros.

Concede portos e aeroportos. Facilita o acesso a recursos naturais. Em outras palavras, entrega o ouro.

Maria Lucia Fattorelli é coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, uma entidade que batalha para que o Brasil faça o mesmo que o Equador fez, em 2007 e 2008. Aliás, uma experiência sobre a qual Maria Lucia pode falar de cátedra. Ela foi convidada pelo presidente equatoriano Rafael Correa a fazer parte da CAIC, a Comissão de Auditoria Integral da Dívida Pública.

Resultado final? Boa parte da dívida equatoriana era ilegal. Não havia provas, por exemplo, de que o governo tinha de fato recebido os empréstimos pelos quais estava pagando. Ao fim e ao cabo, o presidente Correia reconheceu apenas 30% da dívida. Curiosamente, 95% dos bancos credores do Equador aceitaram fazer acordo com o governo e renunciaram a qualquer ação nos tribunais internacionais.

O Brasil tem hoje uma dívida externa de cerca de U$ 440 bilhões. Uma fatia razoável é de empresas privadas, que tomam dinheiro no Exterior. Mas Maria Lucia está certa de que a fatia pública desta dívida externa, em caso de auditoria, teria um cancelamento tão grande quanto a do Equador, dado que condições similares foram aplicadas ao mesmo tempo nos dois paises por banqueiros internacionais e que, em 1992, parte da dívida dos dois países prescreveu.

Prescreveu? Prescreveu e continuamos pagando?

Para entender melhor, ouça o trecho da entrevista em que Maria Lucia fala a respeito de seu trabalho no Equador:

Durante a gravação Maria Lucia fez duas promessas.

Primeiro, nomear os bancos norte-americanos que, através do Banco Central dos Estados Unidos, o Fed, controlam a taxa de juros que nos é cobrada na dívida externa, a Prime: Citibank, Chase Manhattan, Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America, entre outros. Já a Associação dos Banqueiros de Londres tem peso decisivo na definição da Libor, outra taxa importante no mercado.

A auditora também prometeu o gráfico abaixo:

A coluna azul é dos gastos sociais no Equador. A coluna vermelha é a do serviço da dívida pública. Notem como ela foi invertida nos últimos anos. É óbvio, mas não custa reafirmar: menos dinheiro pagando juros é mais dinheiro disponível para gastos sociais e investimento em infraestrutura.

Maria Lucia acha factível o Brasil fazer o mesmo que o Equador: “Se o Brasil toma uma iniciativa dessas, ele encoraja outros paises a enfrentar o esquema”. O “esquema” a que ela se refere é o sistema pelo qual os banqueiros passaram a capturar fundos públicos para turbinar seu poder no mundo.

No trecho seguinte da entrevista, ela explica que a origem da dívida interna brasileira, de quase R$ 3 trilhões, se deu no Plano Real, quando para combater a inflação o governo de FHC disparou a taxa de juros para atrair dinheiro de fora.

Desde então, acusa Maria Lucia, o Tesouro brasileiro comete ilegalidade ao emitir dívida para pagar juros, o que segundo ela é inconstitucional:

Maria Lucia Fattorelli também teve participação importante na Comissão Parlamentar de Inquérito da dívida, realizada no Congresso (veja todos os detalhes aqui), que gerou denúncias enviadas ao Ministério Público Federal.

Na CPI, algumas informações importantes foram levantadas.

Por exemplo: quem são os detentores dos títulos da dívida?

“Pessoa física mesmo quase não aparece no gráfico”, diz ela.

Mais da metade da dívida está nas mãos dos banqueiros.

Ou seja, numa ponta eles incentivam o governo a gerar dívida e faturam comissões vendendo a dívida; noutra, faturam com os juros da dívida. Que bom negócio!!!

Outro detalhe impressionante diz respeito ao arranjo que existe para a venda dos títulos brasileiros.

“O Tesouro, quando emite os títulos, somente um grupo privilegiado de doze instituições financeiras pode comprar esses títulos. Se eu, você, qualquer brasileiro quiser nós vamos ter de comprar através de uma corretora, de um intermediário”, conta Maria Lucia.

São os chamados “dealers”.

“Olha como o jogo funciona. O Tesouro emite. Se os juros não estão no patamar que eles querem, eles não compram. Por isso é que são os ‘dealers’, eles é que mandam. Antes, eles já se reúnem e já repartem, de tal forma que apenas um, no máximo dois vão participar de cada leilão, para não ter concorrência! Tudo muito bem repartido. É um esquema que a gente, quando descobre essas coisas… não é possível que a finança do País tá desse jeito!”

A lista acima é a dos “dealers” a que se referiu Maria Lucia.

E como é definida a taxa Selic, a principal taxa de juros do Brasil? Antes da trigésima sexta reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, houve uma consulta a “analistas independentes”.

Você que está nos lendo e paga a conta, foi consultado?

Ah, lógico que não.

Veja quem o BC ouviu, segundo Maria Lucia:

Caraca!, exclamaria você. Os banqueiros estão em todas as pontas do negócio.

Participam da emissão da dívida, influem nas taxas de juros e recebem a taxa de juros sobre a qual influem!!!

Estes são os motivos pelos quais Maria Lucia Fattorelli acredita num grande abatimento da dívida brasileira em caso de auditoria: ilegalidades, conflito de interesses e tráfico de influência, como registrado acima.

Ela faz um resumo neste trecho da entrevista:

Maria Lucia Fatorelli suspeita que o governo federal esteja fazendo manobras contábeis ao lidar com a dívida e, no curso delas, viola o artigo 167 da Constituição, que não permite emissão de dívida para pagamento de juros.

A suspeita nasceu assim: na tabela que aparece logo abaixo, está dito na linha 2 que o Brasil pagou R$ 134 bilhões em juros da dívida em 2012. A taxa média de juros no ano passado, de acordo com o próprio Banco Central, foi de 11,72%.

Mas, aplicando a taxa ao estoque total da dívida interna e externa — cerca de R$ 3,4 trilhões no início de 2012 — o número deveria ser muito maior!

Nos cálculos de Maria Lucia, o total de juros pagos em 2012 deveria ter sido de R$ 398 bilhões.

E onde foi parar a diferença? O gato comeu R$ 264 bilhões em juros?

Na opinião da auditora, é a prova de que o governo emite títulos para pagar juros.

Com isso, parte substancial do pagamento de juros acaba na coluna “refinanciamento”.

Salta da linha 2 para a linha 6:

Maria Lucia Fattorelli insiste que isso contraria a Constituição.

“Fraude!”, insiste. No trecho da entrevista ela se refere à tabela acima:

Ao fim e ao cabo, segundo Maria Lucia, é o peso da dívida que acaba enfraquecendo o endividado Estado brasileiro.

Seria o motivo para as concessões de estradas, rodovias, portos e ferrovias anunciadas pelo governo Dilma.

Para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é, os cálculos do governo sobre a relação entre a dívida e o PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, considera a chamada “dívida liquida”, ou seja, o governo desconta as reservas detidas pelo Brasil em dólares, de cerca de U$ 400 bilhões, da equação.

Da mesma forma, quando o governo calcula o pagamento de juros como parte do Orçamento, não inclui os juros que, segundo Maria Lucia Fatorelli, estão “embutidos” no refinanciamento da dívida.

Seriam truques para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é. Acabam mascarando o domínio dos banqueiros sobre o “sistema”.

É por isso que os dois gráficos abaixo, divulgados pela Auditoria da Dívida Cidadã na internet, causam tanta controvérsia. Os governistas acham que só deveriam ser considerados os R$ 134 bilhões oficialmente declarados como juros pagos em 2012, não R$ 753 bilhões que são a soma de juros + amortizações.

Ao concluir nossa entrevista, Maria Lucia Fattorelli diz que o crescente grau de endividamento reduz a margem de manobra do governo e o empurra para as privatizações, agora “de estruturas de estado”, não apenas de empresas lucrativas, como aconteceu no período da privataria tucana. Outro ponto controverso,  já que petistas insistem que concessões não equivalem à venda de patrimônio.

[Produzir conteúdo próprio custa caro. Ajude-nos, assinando o Viomundo]

Maria Lucia opina que o Estado brasileiro hoje serve mais aos banqueiros que aos cidadãos que pagam a conta. Outra opinião capaz de causar um acalorado debate, mas desta vez na federação dos banqueiros, a Febraban, que costuma dizer que os bancos prestam um serviço público, sem admitir que fazem isso também às custas do dinheiro público.

Ouçam o trecho final da entrevista:

PS do Viomundo: Agora, em 27/11/2013, com juros de 10% ao ano!

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

Compre agora online e receba na sua casa!

 

151 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Banqueiros capturaram o Estado brasileiro, denuncia ex-auditora da Receita – BancárioPB

22/10/2016 - 12h40

[…] Leia aqui entrevista da auditora ao jornalista e blogueiro Luiz Carlos Azenha. […]

Responder

andre ferreira dos passos

08/01/2016 - 12h17

voçes querem saber mias que a internet que tem todos os meus dados?

Responder

andre ferreira dos passos

08/01/2016 - 12h15

não sou politico nem sou do pt.

Responder

O poder dos banqueiros no Brasil | Anarcomputero

17/12/2014 - 21h14

[…] Segundo por como eles se aproveitam do dinheiro público para enriquecer. Como dito por Maria Lúcia, ex-auditora da Receita Federal, o poder dos banqueiros é imenso, pois são eles que definem as regras nas duas pontas, faturando com comissões e com juros altos que interessam aos banqueiros. Os mesmos milhares de juros que nós, cidadãos, somos cobrados pelos bancos, além dos impostos. A mesma Maria Lúcia foi convidada pelo presidente equatoriano Rafael Correia a fazer parte da auditoria de dívida pública do país, o que comprovou que a maior parte da dívida era ilegal. Mais detalhes dessa auditoria pode ser conferida nesse link. […]

Responder

Maria Lúcia Fattorelli: Como nos tornamos escravos dos bancos « Viomundo - O que você não vê na mídia

03/09/2014 - 11h42

[…] Fattorelli: Bancos capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

mariade lourdes

11/06/2014 - 16h57

FATORELLI, CRISTALINO COMO ÁGUA !
ISSO DEVERIA SER ASSUNTO EM TODOS OS CURSOS, DE TODAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS !
AZENHA, ESSA REPORTAGEM SERÁ UM MARCO HISTÓRICO NA HISTÓRIA DO JORNALISMO INVESTIGATIVO!
SEMPRE TENTEI ENTENDER O BRASIL SÓ HOJE CONSEGUI !
1 TRILHÃO DE AGRADECIMENTOS!!!

Responder

Maria Lucia Fatorelli: Dívida compromete a soberania brasileira - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/06/2014 - 18h34

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Roberto

11/03/2014 - 19h50

Ela falou várias mentiras ali e os idiotas úteis aplaudem.

Primeiramente, não se deve incluir a rolagem da dívida como se fosse oriunda dos impostos do cidadão. Então, não se gastou 800 bilhões e sim 100 bilhões com a dívida.

Posteriormente, ela disse que não há quase pessoas físicas credoras da dívida ? Como é que é?

E os aposentados ? Sabia que os fundos de pensão investem na dívida?

E os brasileiros que compram dívida indiretamente via fundos de investimentos?

Sabem o Collor, aquele que confiscou a poupança? Pois é, seria muito pior, muito mesmo, o maior calote que o MUNDO já viu. Os aposentados morreriam de fome, empresas quebrariam, desemprego recordes, enfim, não se pode comparar um país pequeno, tal qual o Equador com o Brasil.

Ademais, os credores da dívida do Equador eram poucos, realmente. Mas no Brasil a dívida está pulverizada. Seu pai, irmão, amigo deve ser credor (e devedor também) da dívida e nem sabe disso.

Uma dica: entre em qualquer banco público ou privada. Procure por fundos de investimento (os quais qualquer brasileiro podem comprar) e veja em que esses fundos investem.

Depois procure os fundos de RPPS dos bancos, que são os fundos que pagam os APOSENTADOS dos mais de 5000 municípios do Brasil. Mesma coisa, observe em que esses fundos investem.

Por fim, se vc ainda defender o calote da dívida, realmente é uma pessoa má que quer matar de fome os aposentados e milhões de famílias de todo o Brasil.

Responder

    Marcirio

    13/03/2014 - 19h11

    Caro Roberto, sua visão é muito simplista e preconceituosa, qualquer país tem o direito e o dever de zelar com responsabilidade por suas contas. Quem paga efetivamente a dívida é o povo. Tanto interna quanto externa (que o imbecil do Lula) disse que pagou. Não pagou porra nenhuma. Nós cidadãos brasileiros temos que exigir uma auditoria responsável dessa dívida. Afinal durante os gov. FHC e Lula foram pagos cerca de R$ 6,0 trilhões e o país ainda deve mais de R$ 3,5 trilhões, alguma coisa está errada. Isso inviabiliza qualquer país. Afinal, são 512 anos de espoliação do povo brasileiro.

    Jorge Leite Pinto

    04/09/2014 - 10h41

    Imbecil é você! Ao invés de debater idéias, vem com xingamentos.
    É a política, estúpido!

    thiago

    13/06/2014 - 12h40

    Hummm entao esta tudo certo,os bancos sao honestos e o Brasil deve mesmo.
    Nao devemos contestar nada que os donos do mundo fazem…
    Muito obrigado pela tentativa de alienaçao.

Chaplin

04/03/2014 - 22h09

É antiga a exploração neste e em vários países pelo mundo. Cambistas hebreus e sua usura, desde os tempos da Jerusalém sob domínio do Império Romano. De lá para cá, a única mudança foi o método praticado, sua velocidade e abrangência global. Nunca leram sobre a Trindade invisível do Aforismo alemão? Pois é, guerras, comércio e pirataria, eis a lógica do protagonista mais oculto do historicismo oficial, que atende atualmente pela designação de sionista…Muito interessante seria desviar o foco das atenções dos banqueiros para algo maior do que os próprios…A supremacia ditada pela maior propaganda já existente. A bíblia hebraica, resultado de um compêndio de documentos inteligentemente extraídos e selecionados de um acervo documental(escritas sagradas).

Responder

Plutocratas de todo o mundo, uni-vos: A guerra agora é para impor a austeridade global - Viomundo - O que você não vê na mídia

02/03/2014 - 19h44

[…] Maria Lucia Fattorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

leonardo

22/02/2014 - 13h54

12 anos é pouco tempo para uma auditoria, fora turma do barulho!

Responder

Como a latinha de cerveja que você compra enriquece os megabancos - Viomundo - O que você não vê na mídia

14/02/2014 - 23h05

[…] Maria Lúcia Fattorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Rosana Pinheiro-Machado: Terrorismo e inquisição à brasileira - Viomundo - O que você não vê na mídia

13/02/2014 - 13h08

[…] Atender a essas demandas requer romper o pacto das elites, que destina a maior parte do Orçamento ao pagamento de juros aos banqueiros. Os black blocs são consequência do impasse, não causa. O espantalho da vez. Estão sendo usados […]

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

04/02/2014 - 16h03

E daí o Nassif diz que a causa dos problemas econômicos no mundo não são
de pequenos grupos, não são planejados, são do mercado em si.

Como?!

Se em cada país é controlado por uns 3 ou 4 grupos, no mundo são uns 40 grupos. E fim.

Por isso uns caras além do tempo Marx por exemplo, disse ?? ou mostrou que no capitalismo a grana seria controlada e o povo manipulado.

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

04/02/2014 - 15h58

Libor é a corrupta da Inglaterra.

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

04/02/2014 - 15h57

Por que não se pode chamar Tombini às falas?

Responder

Os juros de quase 1.000% ao ano e a eleição direta para presidente do Banco Central - Viomundo - O que você não vê na mídia

03/02/2014 - 11h27

[…] Maria Lucia Fattorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Frederico Fernando

21/01/2014 - 03h06

Classifico o orçamento da união em apenas duas partes:
A útil que é investida e a inútil que é roubada ou perdida.
Por tudo o que li em semanas de pesquisa calculei a útil em apenas 10 a 15%.
Jogue fora 85% de seus rendimentos e veja quão miserável se tornará.
Nossa ignorância é achar que a vida é difícil e que isso é normal.
Somos riquíssimos mas todo recurso não essencial à continuidade da produção é legalmente desviado.
Com esse método de complicar as coisas simples criando termos mirabolantes para explicar o inexplicável até mina de ouro vai à falência.

Responder

Altamiro Borges: Até a EBC, empresa pública, aderiu à pregação por juros mais altos! - Viomundo - O que você não vê na mídia

13/01/2014 - 13h56

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Marcos Alberto

06/01/2014 - 22h20

O povo ainda ajuda esses banqueiros gananciosos e desonestos usando cartões de credito. Se todos os brasileiros fizerem igual eu faço esses banqueiros já estariam passando fome. Não uso cartões de credito, não pago taxa de manutenção de conta bancaria que pela lei se eu não quiser pagar taxa para banco eu não pago. Não uso e nunca vou usar os limites de liz que eles te dão como isca. No momento que deposito meu dinheiro no banco já estou fazendo muito. Eu não preciso de banqueiros eles que precisam de mim. O brasileiro precisa parar com a mania de status com cartões de credito. Quanto mais estrelas tem o seu cartão mais eles metem a mão nas taxas que você irá pagar. Compro tudo a vista. E se eu for fazer credito faço com a loja. Se aloja exigir cartão eu pulo fora. Tem lojas que se você parcelar 10 prestações de 40 reais no cartão do Itaú o master card sua mensalidade passa a ser 45 reais ao mês. No final das prestações o banco levou 45 reais seu sem fazer nada. Só te dando um cartãozinho de plastico para você depositar para o banqueiro. Estou torcendo para Maria Lucia Fatorelli. Precisamos acabar com abuso de banqueiros e a exorbitância de impostos que nós pagamos para esse governo que não fazem nada só esbanjam o dinheiro do povo.

Responder

Adriano Benayon: O golpe que priorizou pagamento de R$ 10 tri em juros - Viomundo - O que você não vê na mídia

19/12/2013 - 19h41

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

República dos banqueiros: R$ 2 trilhões de dívida e os juros nas alturas - Viomundo - O que você não vê na mídia

04/12/2013 - 11h25

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Julio Silveira

28/11/2013 - 13h16

Parabenizo o Blog por postar esse tipo de informação, essa sim com potencial para despertar na cidadania um senso critico mais apurado sobre como funciona nossa elite em sua cumplicidade com nossa corte.
Temas como esse tiram um pouco do foco o víes, que acredito intencionalmente dualista, nesta nossa politica de esquerda e direita, para mostrar de fato a quem servem as nossas diversas nomenclaturas politicas, que nada mudam e segue sempre servindo aos manipuladores dos contextos e dos sentidos das palavras e dos sentimentos dos cidadãos.

Responder

Euler

28/11/2013 - 12h39

Parabéns ao Viomundo (Azenha e Conceição), pelo excelente conteúdo. A grande (em canalhice) mídia jamais publicaria conteúdo semelhante, ou algo próximo que fosse.

Não há dúvida que os gastos com esta dívida impagável – e que talvez já tenha sido paga mais de uma vez – são os dos maiores entraves para que haja investimentos mais substanciosos na área social.

Diante dos gastos com os banqueiros, o Bolsa Família é fichinha. O que se gasta com Saúde e Educação, igualmente, é café pequeno. Por isso, não temos uma política pública decente para a Educação básica, e o governo federal se recusa a federalizar a folha de pagamento dos educadores.

Em média, um professor do ensino básico no Brasil, com curso superior, recebe em torno de R$ 1.500 (um pouco menos em MG, terra dos perrellas e outros tipos). Enquanto isso, os banqueiros nadam nos recursos públicos, estes sim, desviados para fins espúrios. E estão todos soltos! Com as bençãos do STF, do Congresso, e da mídia brasileira, eterna parceira das nebulosas transações realizadas pelos de cima.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

28/11/2013 - 12h27

Para o PT e aliados da base do governo Dilma o aumento do PIB deve ser usado como justifica para o aumento exponencial da dívida pública, e é, vergonhosamente, assumido por eles como um aval importante concedido pelo povo brasileiro para a alienação, na forma de doações, privatizações e venda dos bens e recursos econômicos da Nação, através de leilões fraudulentos. Nada justifica a dilapidação das riquezas da Nação brasileira, muito menos quando se sabe que o governo Dilma pretende é se perpetuar no poder, para a infelicidade da maioria do povo brasileiro.

Responder

Julio Silveira

28/11/2013 - 12h19

Qualquer brasileiro um pouco mais esclarecido sabe que essa divida serve para sustentar muito trambique cultural nacional.
Os bancos capturaram o estado a muiiiiito tempo.
A cidadania se engana quando acredita que são os senhores do Brasil.
Os senhores do Brasil tem manipulado nós marionetes a muiiiito tempo.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    04/02/2014 - 16h01

    E daí precisam de uma polícia aparovada também. Pra bater em pobres que acaso reclamem.

João B. do Amaral

28/11/2013 - 11h01

Nos últimos 40 anos o Brasil pagou para os rentistas , aí incluindo banqueiros , um valor acumulado atualizado superior ao valor dos gastos que os EUA direcionaram para reconstruir a Europa pós guerra , sendo que estes gastos colocou novamente o continente europeu como o mais desenvolvido do mundo , principalmente a Alemanha.

Responder

Carlos

28/11/2013 - 10h17

A melhor parte:

” a origem da dívida interna brasileira, de quase R$ 3 trilhões, se deu no PLANO REAL, quando para combater a inflação o GOVERNO de FHC disparou a taxa de juros para atrair dinheiro de fora”

Responder

Flavio Lima

28/11/2013 - 09h16

“Melhor” que assaltar um banco, é ser dono de um.

Responder

Mardones

28/11/2013 - 09h05

Só uma revolução salvará o Brasil dos bancos privados e seu cartel rentista.

Responder

mario lucio de o oliveira

28/11/2013 - 08h14

Os Bancos brasileiros tomaram capturaram o governo brasileiro do mesmo modo que os Bancos Centrais foram capturados pelo Federal Reserve Bank que como um banco comum tem acionistas pessoas fisicas e juridicas na busca do lucro.
Porque os economistas não são mais práticos e vislumbram que o Federal Reserve está falido e faliu a economia mundial. O FED é o cancer do mundo financeiro, emite dinheiro do nada e ainda assim quer exigir dos outros o que não exige de sí mesmo, porque, quando precisam de dinheiro emitem sem lastro algum e nós pobres mortais que nos viremos. O sistema financeiro mundial está à beira de um grande colapso e os grandes banqueiros serão banidos do cenário mundial, afinal o FED e seus iguais serão extintos. Em breve os economistas estarão sem emprego se Deus quiser para a felicidade da humanidade.
mario

Responder

Ladilau Dowbor: A taxa Selic (agora a 10%) e os descaminhos do dinheiro - Viomundo - O que você não vê na mídia

28/11/2013 - 01h47

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Osório

03/11/2013 - 10h41

A verdade é que o Governo Invisivel é quem controla o mundo, pequise sobre assassinos financeiros.

Responder

Paulo César

26/09/2013 - 08h34

ENTÃO O pt E dilma SERVEM AOS BANQUEIROS E AO CAPITAL E NÃO AO POVO BRASILEIRO !!??

Responder

    Frederico Fernando

    21/01/2014 - 02h42

    É o que mostra estes esclarecimentos e divulgações.
    Legalidade e regularidade em contas são muito questionáveis quando se leva a nação à miséria com ações e omissões dentro da lei.
    Já constitui crime contra a democracia e economia popular deixar a economia do país ser governado por corporações especializadas em extorsão sangrenta do cidadão.
    Mas o que leva governantes a tais atos hediondos, entregando seu povo à ganâncias desmedidas?
    Ignorância? Sede de poder? Vantagens financeiras? Acaso são mau remunerados?
    Gostaria de conhecer algum estudo psicológico que levasse a entender estes procedimentos absurdos.
    Devemos parar de provar o que já está mais que comprovado e aplicar a energia na busca de soluções.

Adilson

21/08/2013 - 19h08

Pergunta à Fatorelli se ela sabe o que é a relação Dívida/PIB e qual a sua importância, e se essa relação melhorou ou piorou de 2002 para cá. Ela não é economista, é auditora fiscal, por isso talvez não entenda que o que determina a saúde econômica das contas nacionais é, entre outras coisas, essa relação. Quanto menor, melhor. Essa relação variou de mais de 50% quando Lula entrou no poder em 2002 para algo em torno de 36% hoje. E não é só isso: o perfil da dívida pública se alongou, os prazos e condições de pagamento melhoraram. Pra quê explicar isso a ela e aos acólitos do PSOL, para o qual ela presta esse tipo de assessoria? Eles são dogmáticos e nunca enxergarão essa realidade. Preferem o dogma …

Responder

    Alex

    28/11/2013 - 12h22

    Bom mesmo atentar a esse detalhe Divida x PIB… Mas que seria de extrema urgência uma auditoria isso com toda certeza

Carlos Neder: Sobre o mito da "eficiência" dos tucanos no governo paulista - Viomundo - O que você não vê na mídia

20/08/2013 - 23h03

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

André Singer: Coalizão rentista foi às ruas reagir contra Dilma - Viomundo - O que você não vê na mídia

20/08/2013 - 13h31

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

Lúcio Flávio Pinto: Carajás e a tecnoburocracia que pouco serve ao Brasil - Viomundo - O que você não vê na mídia

20/08/2013 - 04h52

[…] Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro […]

Responder

jaime

17/08/2013 - 19h03

Economia é uma matéria tão científica, mas tão científica, que pode ser chamada de pura hipocrisia.
Os argumentos que não valem para a dívida brasileira são os mesmos que valem para a dívida paraguaia.

“Ele disse que vai “considerar todos os capítulos” do relatório sobre a usina que está sendo elaborado pelo economista Jeffrey Sachs, a pedido do governo anterior.

Em relatório preliminar neste ano, Sachs disse que a dívida paraguaia com Itaipu já estaria paga. Pelo tratado, o cronograma do pagamento termina em 2023.

“Quem sabe haja formas de adiantar o pagamento da dívida, talvez com juros menores”, disse Spalding.

O diretor brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, contesta o relatório de Sachs “do título à última linha”. “O Paraguai não pôs dinheiro em Itaipu, foram feitos empréstimos, que são pagos pelos consumidores de energia –dos quais, em 2012, 91% eram brasileiros.”
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/08/1328017-sobre-itaipu-cartes-fara-o-que-for-benefico-a-seu-pais.shtml

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

15/08/2013 - 10h09

Ao Azenha e à Conceição, minha sugestão.

Matérias como essas sobre a dívida pública e planos de saúde, tanto pela importância como pelo trabalho que dá para elaborá-los, deveriam permanecer mais tempo em evidência.

Hoje, já estão lá no fim da fila. Vocês que vivem nesse ambiente há muito tempo devem ter suas razões.

A minha opinião é individual e pode destoar!

Responder

    Conceição Lemes

    15/08/2013 - 12h11

    Obrigada, Lafaiete. Abs

Leonardo

13/08/2013 - 21h01

É isso aí, parabéns ao blog! Vamos divulgar, esta é a âncora que limita o investimento social no brasil! Esta “divida” é imoral! Chega de rodeios como o impostômetro, estado ineficiente, país continental, crescer para dividir o bolo, lei de responsabilidade fiscal, etc… Auditoria já dona Dilma!

Responder

Marcio Pochmann e a concentração de renda no Brasil: imposto cobrado dos pobres paga juros para os mais ricos - Viomundo - O que você não vê na mídia

13/08/2013 - 20h03

[…] É uma forma mais diplomática de dizer o mesmo que a ex-auditora Maria Lucia Fatorelli disse, em entrevistra ao Viomundo: os banqueiros sequestraram o Estado brasileiro. […]

Responder

Edson Hilário Freitas

13/08/2013 - 19h15

Todas economias no mundo moderno possuem um nível de endividamento que é interno e externo.A nossa dívida interna é constituída por títulos do governo vendidos em leilões a bancos e empresas, é lógico que o governo paga juros aos portadores destes títulos e é verdade que os bancos são os que mais adquirem estes títulos. Mas é uma deslavada mentira e tentativa de desinformar as pessoas levando-as a crer que o estado brasileiro está hipotecado aos setor financeiro. Eu chamo o capitalismo de nossos dias de capitalismo protegido de estado.A nossa dívida externa é hoje uma dívida de longo prazo e o governo possui um fundo especial para ser usado para estancar a hemorragia de uma crise bancária.

Responder

Ted Tarantula

13/08/2013 - 18h18

Irene Popov, aka Irina Popow é judia ucraniana que conseguiu escapar de Hitler e Stalin ao emigrar para para o Brasil em 1946. Em seu livro Adeus Stalin ela fala dessa experiencia e expressa alguma (poucas) opiniões sobre o Brasil…o que mais a espanta até hoje é a ingenuidade e credulidade do povo Brasileiro – coisa que só faz aumentar, acrescento eu, com o passar do tempo a aumentar o que chamam de “educação” por aqui…aliás, é o mesmo que menciona a poetisa americana Elizabeth Bishop… eta povo bobo sô, diria o mineiro..

Responder

leprechaun

13/08/2013 - 11h37

Quem acompanha o plano real mais de perto sabe desses ‘efeitos colaterais’ desde 1994, plano comemorado tanto pela direita como pela esquerda comum, mas ficam as perguntas:
embora o Brasil não seja o Equador, e uma auditoria da dívida resultaria em represálias nacionais e internacionais

– porque a esquerda comum, hj no poder, e torcida organizada na blogosfera, nunca tocaram no assunto ?

– nesta questão o PT é refém da direita – “argumento” que ouço há dez anos- ou o PT e a esquerda comum compactuam, apoiam e subscrevem tal modelo?

quem será mesmo que é a “esquerda que a direita gosta”?

Responder

    Vândalo pacífico

    13/08/2013 - 17h03

    Darcy Ribeiro é quem dizia que O PT é a esquerda que a direita queria.

Carlos Moreira

13/08/2013 - 10h23

Minha opinião: seria ótimo reduzir bastante o montante de centenas de bilhões de reais pagos em juros e amortizações da dívida pública todos os anos, mas as coisas não são tão simples assim.

Primeiro, gostaria de dizer que não é correto o que a Fatorelli faz, de misturar o montante gasto em “rolagem da dívida” com o que é realmente pago em juros e amortizações, uma vez que esses bilhões que estão na rubrica da rolagem da dívida não provêm da arrecadação de impostos, e sim da emissão de nova dívida. Ou seja, são novos títulos da dívida que são emitidos e vendidos, para com o dinheiro se pagar os títulos que estão se vencendo naquele ano. Ou seja, é pegar um novo empréstimo para pagar o que está vencendo. O dinheiro não sai dos impostos arrecadados, e sim da emissão da dívida nova. Portanto, o valor que EFETIVAMENTE sai dos nossos impostos para pagar juros é bem menor do que os 700 bilhões alardeados pela Fatorelli.

Segundo, o Brasil não é o Equador. O Brasil tem um PIB muito maior do que o Equador, o Brasil tem uma economia muito maior do que a equatoriana, e muito mais importante no cenário mundial. O anúncio de uma “moratória” brasileira teria efeitos catastróficos na economia MUNDIAL, semelhante a grande crise financeira global causada em 1997 pela moratória russa. Sendo que dessa vez seria bem pior, em vista da situação bem mais delicada que a economia mundial vive atualmente. E o que ganharíamos precipitando o mundo em uma onda de pânico financeiro? O Brasil não é uma ilha, e se nós formos responsável por “derreter” o sistema financeiro global, também pagaremos um preço alto durante muitos anos.

Eu também odeio os banqueiros internacionais, mas infelizmente não é tão fácil assim detonar os negócios deles sem sofrermos grandes efeitos colaterais. A economia global está totalmente interconectada atualmente. Um colapso do sistema financeiro global precipitado por uma moratória brasileira pode ter efeitos inimagináveis, inclusive poderia precipitar o mundo em uma Terceira Guerra Mundial, uma vez que as grandes potências mundiais, se não tiverem mais nada a perder, vão “partir pra ignorância”.

É ruim tirar 200 bilhões de reais (e não 700 bilhões) todos os anos dos nossos impostos para pagar juros da dívida pública? Sim, é. Mas querer parar com isso subitamente pode ter efeitos muito piores.

A dívida pública brasileira, em relação ao total do PIB, está relativamente sob controle, especialmente se comparado com Estados Unidos, Japão, e países da Europa, onde o total da dívida já é maior do que o PIB. No Brasil, esse total é igual a menos da metade do PIB.

Na minha opinião, a saída mais inteligente não é a moratória, e sim um AUMENTO DE IMPOSTOS para viabilizar o SUPERÁVIT NOMINAL, que é diferente do superávit primário. No superávit primário, que é o que temos hoje, a arrecadação do governo é maior do os gastos EXCLUINDO o pagamento de juros da dívida. Se incluir o pagamento de juros da dívida, o governo tem DÉFICIT, e não superávit. Por isso que o estoque da dívida não diminui. Precisamos é do SUPERÁVIT NOMINAL, onde arrecadação do governo é maior do os gastos INCLUINDO o pagamento de juros da dívida, assim o estoque da dívida diminui com o tempo.

Proponho atingirmos uma situação de SUPERÁVIT NOMINAL, não através de cortes nas áreas sociais, mas sim através de um AUMENTO DOS IMPOSTOS SOBRE OS RICOS. Principalmente aumento dos impostos sobre o sistema financeiro, e sobre os ganhos especulativos de indivíduos. Com o superávit nominal, a dívida pública vai diminuir ano a ano, até desaparecer totalmente.

Responder

    Walfredo

    20/08/2013 - 15h33

    Perfeito! Só cobrando mais impostos sobre os bilionários poderemos por fim a esse descalabro. Se eu fosse o Estado não deveria nada e ainda teria bilhões em conta para emprestar a juro zero para as empresas nacionais. Devemos criar uma CPMF específica para o pagamento total da dívida publica. Acabar com essa lavanderia de recursos públicos. Impor limites aos gastos da União com juros da dívida e mandado explícito impondo a redução dos juros pagos pela Selic.

joão ricardo

12/08/2013 - 20h10

Um pensamento simples…
1) Uma auditoria justa faria a dívida cair 70%;
2) 70% dos 700 bi que foram jogados na fornalha dos bancos, daria a absurda soma de 490 bi;
3) 490 bi de sobra ao ano, transformariam o Brasil numa Dinamarca tropical em coisa de uns 10 anos, no máximo;
4) O problema é que essa tal auditoria teria que ser realizada por seres humanos e, com 490 bi anuais em jogo, os interessados em manter as coisas como estão iriam subornar os auditores, o judiciário, o executivo, o legislativo e até o cachorro do vizinho, se fosse preciso.
Ou seja, é revoltante, mas só a hipótese de uma revolução popular nos moldes “queda da bastilha” para fazer esse milagre. E olhe lá.

Responder

Ideraldo

12/08/2013 - 20h08

Parabéns Azenha por esta matéria. Tô encaminhando a matéria para todas as organizações como PT, Dilma, Amigos do Lula, Anonymous, etc.

Responder

    Fábio

    14/08/2013 - 16h31

    Prezado Ideraldo.
    O PT faz o que a direita manda.

    Hell Back

    28/11/2013 - 17h45

    Ideraldo, a esquerda roubou o discurso da direita.

Neotupi

12/08/2013 - 18h56

A redução na dívida pública externa total de lá foi de 25% e não de 70%.

A informação é da BBC na época dos fatos:
Data da moratória: dezembro de 2008.
Dívida externa pública total do Equador era US$ 10,6 bilhões.
A auditoria validou US$ 6,8 bi (64% da dívida).
Contestou US$ 3,8 bi (36%) e decretou moratória apenas sobre esse valor.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081212_equador_moratoria_cj_cq.shtml

Conclusão:
Os 70% de redução da dívida foram apenas sobre os US$ 3,8 bi.
Logo, a dívida reduzida foi de US$ 2,66 bilhões.
Equivale a 25% da dívida total de US$ 10,6 bi

Foi uma grande conquista de Correa, mas a nota no blog está dourando um pouco a pílula, ao dizer que é moleza reduzir 70% da dívida.

Outra coisa, segundo o WSJ em 2013: A dívida externa do Equador subiu 17% em maio ante o mesmo mês de 2012, para US$ 17,9 bilhões, informou o BC equatoriano. O valor corresponde a 20% do PIB do país.

http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323848804578606380136846770.html

Como a dívida pulou de US$ 10,6 bi em 2008, antes da moratória para US$ 17,9 bi em 2013, após a moratória? Alguém que conheça o processo de lá sabe explicar?

Agora vem minha opinião e não o que está no artigo da BBC nem do WSJ:

1) Correa foi eleito em 2007 e em dezembro de 2008 declarou moratória sobre PARTE da dívida citada.
2) em 2008 estoura a crise do Lemman Brothers. O crédito no mundo some. Daí o Equador já estava sem linhas de crédito internacionais, ainda mais com Correa presidente sendo visto como fator de instabilidade nos mercados tradicionais. Logo ele não tem nada a perder decretando a moratória. Fez o certo, foi esperto a favor do povo, aproveitando o momento.
3)O Equador, por ter uma moratória pequena de US$ 3,8 bilhões (para os padrões mundiais da crise internacional), também se beneficiou da quebra dos bancos internacionais para renegociar sua dívida externa. Os bancos estavam precisando de dinheiro e preferiram fazer acordos recebendo menos do que não recebendo nada. Bancos dos EUA estavam renegociando hipotecas em território estadunidense às vezes por 10% ou 20% do valor, então aceitar que Rafael Correa recomprasse títulos por 30% do valor não era mau negócio para muitos bancos naquela época. Daí a facilidade de Correa renegociar sem longas disputas em tribunais internacionais. Parabéns para o Correa. O Brasil não tinha como fazer o mesmo porque já tinha zerado a dívida externa liquida (computando-se as reservas) nesta época durante o governo Lula, por isso e por outros motivos não estava e não está inserido no mesmo contexto.
4) O fato da moeda circulante no Equador ser o dólar favoreceu a moratória de 2008 não ser sentida pelo povo, pois não afetou o câmbio, nem o poder aquisitivo da população, nem a inflação significativamente. Diferente do Brasil e de países que tem moedas soberanas próprias, pois quando decreta moratória, o real desvaloriza e, via de regra, o governo tem que escolher uma das duas coisas: recessão ou inflação. Nos piores casos pode acontecer as duas coisas junto.
5) 40% das exportações do Equador são de petróleo. A China garantiu suporte para que não sofresse recessão brutal com uma moratória.

Agora me falta conhecimentos, que algum economista poderia esclarecer, nos pontos abaixo:

6) Rompido com o mercado financeiro internacional, parece que o governo Correa passou a se financiar usando em parte a previdência oficial para comprar títulos públicos. Será que trocou divida externa por dívida interna?

7) A China também tem concedido empréstimos ao Equador recentemente. Então voltou a se endividar com a China?

8) Lula assumiu com dolar em torno de R$ 3,50. Também trocou dívida externa por interma. Em 2007 quando o dólar caiu abaixo de R$ 1,8, Lula não acabou conseguindo um grande desconto na dívida, quando comparamos o valor em dólar, sem precisar de moratória?

Responder

    Ricardo Medeiros

    12/08/2013 - 23h55

    IRÁ ENCONTRAR SUA RESPOSTA NO VÍDEO A SEGUIR !

    É UMA ENTREVISTA DA MARIA LÚCIA: http://goo.gl/atpwsv

    VEJA O PRIMEIRO VÍDEO…É O SUFICIENTE … A DÍVIDA DO EQUADOR VOLTOU A CRESCER PORQUE SÃO CONTRATOS JUSTOS, COM TAXAS JUSTAS E O PAIS AGORA TEM MAIS CREDIBILIDADE E CAIXA PARA PAGAR O EMPRÉSTIMO !

    Pimon

    15/08/2013 - 02h54

    Neotupi, parte de tua indagação.
    http://pimon.com.br/um-pesquisador-neotupi/

Urbano

12/08/2013 - 18h16

Melhor do que ser ladrão de banco é ser dono de banco, como já foi dito sabiamente por alguém.

Responder

    leprechaun

    13/08/2013 - 11h04

    brecht

José Antônio Pinto Pereira

12/08/2013 - 17h46

O povo brasileiro precisa pensar urgentemente em uma Auditoria da Dívida. Não é possível que continuemos assistindo de braços cruzados, o governo entregar o dinheiro arrecadado em impostos, de toda a sociedade brasileira, para meia dúzia de impostores nacionais e internacionais. Durante 500 anos de existência, o nosso país, só veio de alguma forma a pensar na melhoria das condições de vida da sua população, nos últimos 10 (dez) anos e, embora saiba que esse governo, tem feito enormes esforços no sentido de criar condições dignas para sua população, esse governo não tem como peitar o Sistema Financeiro Internacional, mas o povo tem e pode ir às ruas exigir AUDITORIA DA DÍVIDA JÁ…

Responder

Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o ...

12/08/2013 - 17h27

[…] por Luiz Carlos AzenhaO documento acima é oficialíssimo. Está nas páginas do Senado brasileiro. Leia a linha de número dois, sob Pago:R$ 134 bilhões, 53 milhões, 618 mil e 451 reais.É quanto você pagou em juros da dívida brasileira em 2012, segundo o governo (mas há controvérsias, sobre as quais você vai saber abaixo).Agora leia a linha de número seis, sob Pago:R$ 618 bilhões, 888 milhões, 549 mil e 837 reais.  […]

Responder

Zanchetta

12/08/2013 - 16h59

Ué??? O Nuncadantes tinha falado que a gente não tinha mais dívidas?!?! Será que ele mentiu???? Duvido!!!!

Responder

Rodrigo

12/08/2013 - 15h38

Conforme mostrou o Viomundo parece que o Brasil continua uma grande Fazenda dos Bancos.
A partir desta triste notícia tirada da Revista Forum podemos ficar antenados com o que costuma acontecer quando o cidadão reclama seus direitos dentro da Fazenda de um Banqueiro (um tal de Daniel aí sabe,cara esperto ele, pinta uma “oportuni…dade” ele aproveita).
Será que tem alguma semelhança com o que pode acontecer quando o povo reclama seus direitos aqui fora, na Fazenda “União” (dos Bancos?)?
Afinal, Cadê um monte de gente… não é mesmo?

12/08/2013 1:10 pm
Onde está Welbert? (Chupinhado da Revista Fórum)
2
Organizações denunciam assassinato de agricultor em fazenda no sul do Pará que pertence a grupo ligado ao banqueiro Daniel Dantas; vítima está desaparecida desde o dia 24

Por Guilherme Zocchio e Stefano Wrobleski, no Repórter Brasil

O agricultor Welbert Cabral Costa está desaparecido desde o último dia 24, quando teria sido assassinado na Fazenda Vale do Triunfo, em São Félix do Xingu, no sul do Pará (PA), onde trabalhava como tratorista. A área é de propriedade do grupo Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa que tem entre os acionistas o banqueiro Daniel Dantas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil no Estado e pode ter novos desdobramentos a partir deste fim de semana. Em nota conjunta, Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Pará (Fetagri), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), afirmam que o trabalhador foi assassinado por reclamar direitos trabalhistas e falam na existência de um cemitério clandestino no local, onde o corpo da vítima pode estar escondido.

Fazenda da Agropecuária Santa Bárbara, flagrada com trabalho escravo em 2012 (Foto: Divulgação/MTE)
Área por onde se estende fazenda da Agropecuária Santa Bárbara, em São Félix do Xingu (PA) (Foto: Divulgação/MTE)

O crime teria sido presenciado por outra pessoa que alega ter visto o trabalhador rural ser executado ao reclamar direitos trabalhistas. Depois de prestar depoimento à polícia, a testemunha está escondida por medo de represálias, enquanto tenta ser encaminhada a um programa de proteção do Governo Federal. Welbert havia ido à sede da fazenda no dia 24 para reclamar uma quantia que não lhe havia sido paga, depois de passar um tempo afastado porque sofrera um acidente de trabalho. Segundo as organizações da sociedade civil locais, este pode não ter sido o primeiro homicídio motivado por reclamações do tipo. O funcionário da fazenda Divo Ferreira é apontado pelas entidades como autor do disparo que matou a vítima. O tiro foi na nuca. Divo não foi localizado pela reportagem para comentar.

Welbert Cabral tinha 26 anos, esposa e quatro filhos pequenos, o mais velho deles com 5 anos de idade. A família, que vive em Xinguara (PA), cidade vizinha, prestou queixa sobre o desaparecimento em 3 de agosto, sábado, por volta das 21h. O delegado Lenildo Mendes dos Santos coordena as investigações. As organizações que atuam na região cobram agilidade para a solução do crime. “Já tem 10 dias que aconteceu o caso e nada ainda foi resolvido. A própria família teve que começar as investigações”, aponta o advogado Rivelino Zarpellon, da SDDH. Ele acusa a polícia de “negligente” pela demora em apurar o ocorrido.

De acordo com o advogado Zarpellon, Welbert Cabral ainda teria presenciado um assassinato anterior no local, também de um tratorista e por motivos parecidos. Essas informações foram passadas pela família do trabalhador rural. Os sumiços dos corpos da vítima anterior e do próprio homem assassinado no último dia 24 reforçam a suspeita da existência de um cemitério clandestino na Fazenda Vale do Triunfo.

Limites da Amazônia se destacam por produção de gado associada a desmatamento ilegal (Foto: Verena Glass)
Limites da Amazônia se destacam por produção de gado associada a desmatamento ilegal (Foto: Verena Glass)

Violência impera

Segundo o integrante da CPT no Pará, Frei Henri des Roziers, a região onde ocorreu o crime é uma das mais violentas do país. “A área compreendida por Xinguara, Marabá, São Félix do Xingu e outros municípios é muito conflituosa. Por aqui, foi assassinada a Irmã Dorothy Stang e, em 2011, o casal de extrativistas, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo”, afirma.

A região, nos limites da Amazônia, também se destaca pela produção de gado associada ao desmatamento ilegal, bem como apresenta considerável concentração fundiária que, frequentemente, repercute em reivindicações pela reforma agrária. Em 17 de abril de 1996, durante uma ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) um grupo de 19 agricultores foi assassinado no sul do Pará. Conhecido como O Massacre de Eldorado dos Carajás, o episódio à época deixou mais de 60 feridos após uma ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a ocupação de uma rodovia realizada pelo MST.

Do total de casos de violência rural no Brasil durante o ano passado, conforme informações da CPT no último relatório da organização sobre confiltos no campo, o Pará também foi o segundo estado do país com mais homicídios no campo. Foram, ao todo, seis casos aferidos em 2012. “Infelizmente, é uma região onde a violência impera”, comenta Frei Henri.

Grupo Santa Bárbara

Em nota, a empresa informou que está “colaborando com as autoridades para desvendar essa situação e apurar as eventuais responsabilidades”. “A Agro Santa Bárbara não coaduna, não avaliza, não acoberta, não aprova qualquer atitude ilícita, repudiando de forma veemente as injustas e falsas acusações de que outros eventos desta natureza já teriam ocorrido em suas propriedades rurais”, declarou.

Fundada em 2005, a Agropecuária Santa Bárbara é hoje a maior empresa de pecuária de corte do Brasil. Com relevante participação acionária do Grupo Opportunity, ligado ao banqueiro Daniel Dantas, possui hoje mais de meio milhão de cabeças de gado, distribuídas entre seus 500 mil hectares de terra, uma área equivalente a três vezes o município de São Paulo.

Em 2009, o Ministério Público Federal processou a empresa pelo desmatamento ilegal de 51 mil hectares, cobrando R$ 863,4 milhões (valor corrigido pelo IPCA) em indenizações. Três anos depois, uma operação libertou cinco trabalhadores mantidos em condições análogas às de escravos em uma fazenda do grupo. No mesmo ano, famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estavam acampadas em frente a uma fazenda do grupo em Eldorado dos Carajás (PA) protestando contra a grilagem de terras, o trabalho escravo e o uso excessivo de agrotóxicos tiveram que deixar o local depois que seguranças da área atiraram contra os manifestantes.

Em fazenda da Agropecuária Santa Bárbara flagrada com escravidão, fiscais encontraram adolescente andando de moto com uma espingarda calibre 12 nas costas (Foto: Divulgação/MTE)
Em fazenda da Agropecuária Santa Bárbara flagrada com escravidão, fiscais encontraram adolescente andando de moto com uma espingarda calibre 12 nas costas (Foto: Divulgação/MTE)

Mortes no Pará

De acordo com um relatório da Comissão Pastoral da Terra, entre 1996 e 2010, 799 trabalhadores rurais foram presos, 809 foram ameaçados de morte e 231 assassinados no Estado do Pará. Nesse mesmo período, 31.519 famílias foram despejadas ou expulsas de 459 áreas que eram reivindicadas para assentamentos da reforma agrária. Segundo a instituição, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no ano passado, eram 130 fazendas ocupadas por 25 mil famílias de trabalhadores rurais sem terra na região, uma disputa de mais de um milhão de hectares.

No ano passado, a CPT divulgou um levantamento sobre a situação de 38 lideranças e trabalhadores rurais ameaçados de morte na região Sul-Sudeste do Pará. O estudo trouxe uma descrição do conflito e das medidas que estão sendo tomadas ou não pelas autoridades competentes e apontou a situação em que se encontra cada pessoa ameaçada. O diagnóstico foi enviado para o Ministério Público Federal, Incra, Ibama, Ministério Público do Trabalho, entre outras instituições, com uma série de recomendações para a proteção aos trabalhadores e ao meio ambiente. De acordo com a CPT, as causas estruturais das ameaças envolvem o “desmonte da reforma agrária”, a “impunidade” e a “ineficiência na defesa do meio ambiente”.

Entre os ameaçados de morte que constavam do relatório, está Laísa Santos Sampaio. As ameaças de morte que ela tem sofrido seguem um roteiro conhecido: recadinhos, invasões da própria casa, ter o cachorro alvejado por balas. E o final de uma história semelhante foi visto quando assassinaram sua irmã, Maria do Espírito Santo da Silva, juntamente com o marido dela, José Claudio Ribeiro da Silva, ambos lideranças do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, localizado a cerca de 50 quilômetros da sede do município de Nova Ipixuna, Sudeste do Pará. O caso ganhou repercussão internacional em maio do ano passado. A professora é o próximo alvo dos pistoleiros porque manteve a luta da irmã. O projeto em Nova Ipixuna garante o sustento de mais de 500 famílias com a produção de óleos vegetais, açaí e cupuaçu.

O documento cita mortes anunciadas, como as de José Dutra da Costa, o Dezinho, Pedro Laurindo, José Pinheiro Lima, além das de José Claudio e Maria. Todos já haviam informado às autoridades as ameaças que sofriam.

Com informações do Blog do Sakamoto.

Responder

Cabezon

12/08/2013 - 14h15

Belo trabalho da Maria Lúcia, mas é necessário apontar 2 ajustes:
(1) há uma mistura de alhos com bugalhos no suposto dilema dívida bruta x líquida. Todas as empresas e governos tratam dívida líquida, pois há inúmeras outras variáveis que pedem a manutenção de algum caixa livre (política cambial, por exemplo), de forma que seriam penalizados se fosse analisada apenas a dívida bruta. Além disso há descasamento natural de prazos entre a captação do empréstimo e a velocidade em que são utilizados os recursos. Acho que nesse ponto, a paixão pela batalha está misturando religião com ciência, hábito não exclusivo dos economistas neoliberais.
(2) mesmo não aparecendo diretamente no gráfico, o dinheiro das pessoas físicas está nos fundos de investimento e nos fundos de pensão, e é no bolso delas que vai doer, sim, digo, vai doer também. No caso dos bancos, o dinheiro que está lá contempla patrimônio dos bancos, mas também depósitos de pessoas e empresas. É muito provável que um ajuste de, por exemplo, 30% no valor da dívida quebre boa parte dos bancos no país e leve junto seus depositantes – o Fundo Garantidor de Crédito (que cobriria depósitos até R$75 mil) não aguenta uma crise sistêmica desse porte.
É aí que a porca torce o rabo. Os efeitos a longo prazo seriam ESPETACULARES para o Brasil, mas a combinação de redução da poupança privada com uma paulada no sistema financeiro deixa qualquer economia na UTI por uma boa década. Reduzindo a atividade econômica, cai a arrecadação, e fica difícil cravar se obteríamos o benefício de aumentar investimentos sociais – pelo menos por um bom tempo.
Muito do dinheiro que foi ganho com isso já saiu dos balanços dos bancos (distribuído via dividendos) e sumiu; como ninguém desta um nó desses do dia para a noite, no primeiro vento de que o assunto vai avançar, o dinheiro “grande” some e ninguém vai colocar a mão nele. Muitos dos crimes prescreveram e muitos dos criminosos (corruptos e corruptores) já se foram ou saíram do jogo pela idade. Isso só é relevante porque governo democrático em nenhum lugar do mundo vai bancar o custo político de sacrificar a economia durante um longo ciclo para colher os benefícios beeem lá na frente, principalmente sem ter um troféu para apresentar. Uma porção de bancos quebrados – arrastando a economia com eles – certamente não seriam suficientes.
É triste admitir mas, sendo pragmático, esse é um dos casos em que a luta pela ruptura é inviável – mesmo se desconsiderarmos o lobby do establishment para manter tudo como está. Sendo realista, acho que solução mesmo só se for ao nosso tradicional estilo lusitano, de pequenas vitórias arrancando concessões aqui e ali. Um pequeno passo nesse pântano já valeria um feriado comemorativo.
Não há como qualquer pessoa decente ser contra a auditoria, mas uma campanha dessas só cresce se pensar numa rota alternativa para conter “efeitos colaterais” ou, em português claro, deixar os peixes grandes passarem. Caso contrário, vira uma bandeira justa que nunca vai passar de bravata.

Responder

    Ricado

    12/08/2013 - 16h32

    MATÉRIA DO SITE VALOR:

    China fará auditoria completa na dívida pública, diz jornal estatal

    PEQUIM – A China vai realizar uma revisão da dívida pública em geral, destacando preocupações com crescente endividamento oficial, que está aumentando o estresse no sistema financeiro nacional e limitando a capacidade do país de dar suporte a um crescimento sustentável.

    Ora, não houve nenhum corre-corre por causa desta notícia…
    Depois de auditada estas dívidas, estuda-se as medidas a serem tomadas.

    José Souza

    13/08/2013 - 17h24

    Ricardo, a China só tem um partido e ele é também o governo. Quem não gostar do que será feito vai pra prisão ou seja, mata-se o credor. Simples assim.

    Neotupi

    12/08/2013 - 16h38

    Desde que o Sarney/Funaro decretaram moratória em 1997 (sem que o povo tenha ganhado nada com isso), e o Collor decretou a moratória interna (confisco da poupança, depósitos e aplicações), percebi que um projeto de esquerda para a moratória leva uns 20 anos para o povo colher resultados bem visíveis, e os primeiros anos são de sacrifício (ou seja, a situação piora). Por isso concordo plenamente com você. A não ser que o povo caia numa situação que não tenha mais nada a perder (desemprego alto, recessão, inflação, caos, como houve na Argentina em 2002), quem decretar moratória não concluirá o processo, pois perderá a eleição seguinte para um candidato conservador apoiado pelos bancos que desfazerá a moratória. Como você disse, a intenção é boa, mas não é viável sem um regime ditatorial de uns 20 anos.

    Lafaiete de Souza Spínola

    12/08/2013 - 16h54

    O texto mostra a doença!

    A doença tem que ser tratada!

    Em momento nenhum, entendi que a análise da realidade indique como solução matar o boi junto com os carrapatos.

GuimarãesRosinha

12/08/2013 - 13h05

Os economistas estrangeiros e outros executivos sempre tentaam nos dar o recado. O que a Interpol não pega eles pegam. Enquanto por aqui as máfias herdadas da ditatura civil-militar e seus herdeiros nos enfiam as contas prontas e colocam no BC seus executores – que saem de lá ricos, e alguns já abrem seu banquinho como prêmio já na segunda-feira.

Estão lembrados de uma pesquisa canadense que dizia que se extirpássemos o câncer da corrupção já teríamos uma renda percapta canadense? Isso foi em 1990, acho.

Acho que devem ser alguns executivos tipo assim religiosos e não se contém em ver tanta roubalheira aqui, e nós nem sabendo…. nem desconfiando. (verdade que o caso Alstom sabíamos aqui e eles deduraram pro necessidade)

Responder

Neotupi

12/08/2013 - 12h43

1) Se é para viajar na maionese (o artigo confunde refinanciamento da dívida com pagamento de juros), eu tenho uma proposta bem mais simples: a casa da moeda imprime 2 trilhões de reais numa tacada só e paga toda a dívida. Ficamos livres de juros para sempre. Simples, não?
Tudo bem que esse papel moeda emitido, sem lastro na economia real, iria “apenas” produzir uma hiperinflaçãozinha básica (com redução dramática do poder aquisitivo do trabalhador) e a cotação do dólar iria às nuvens, já que o papel-moeda Real não teria lastro confiável. É mais ou menos o que acontece se “desaparecer” com o refinanciamento da dívida, sugerido pela autora. Se ela estiver certa e eu enganado, estão esperando o quê para dar o prêmio Nobel de economia para ela?
2) Agora, falando em uma proposta séria, rápida e com lastro, é todo brasileiro transferir suas contas e aplicações de bancos privados para bancos públicos. O próprio povo estatiza o sistema bancário, a poupança interna que financia a dívida pública passa a ser estatizada, o poder dos banqueiros privados fica extremamente reduzido para fazer imposições draconianas ao Tesouro.
3) O caso do Equador é interessante, mas merece uma reportagem de verdade, ouvindo economistas de esquerda que entendem do assunto, porque lá nem tem moeda própria. Circula o dólar. Paradoxalmente a autoridade monetária do Rafael Correa, em grande parte, não é o Banco Central do Equador, é o FED estadunidense.

Responder

    Leo V

    12/08/2013 - 13h09

    E o que tem a ver o Equador não ter moeda própria com auditoria da dívida?

    Neotupi

    12/08/2013 - 17h03

    Auditoria, quantas quiser são bem-vindas (e acho até questionável se são necessárias, quando a questão de fundo é política e pode-se ir diretamente ao ponto: renegociar a dívida). O problema é viabilizar uma moratória no Brasil sem sacrifício do povo, sem desemprego, sem recessão, sem inflação alta.
    O dólar como moeda circulante no Equador funcionou como reserva contra fuga de dólares para o exterior, não tinha moeda nacional para desvalorizar e por isso não deve ter afetado a inflação. Nenhum cidadão equatoriano foi comprar dólar no paralelo diante de uma crise de confiança, pois ele já tinha dólar no bolso ou na conta. O único sacrifício foi o país perder linhas de crédito com exportação, mais Rafael Correa foi esperto (no bom sentido da palavra, a favor do povo), pois no fim de 2008 o crédito havia sumido mesmo, devido à crise do subprime, e ele conseguiu se apoiar na China, já que o Equador é exportador de commodities e não de manufaturados. A situação do Brasil era muito diferente, a experiência de lá não era replicável aqui, e não creio que seja. De qualquer forma gostaria de aprender mais sobre isso com algum economista de esquerda. Esse artigo é meio messiânico, o que é válido politicamente como forma de pressão, mas o que falha é a inconsistência dos próprios números e interpretação feita deles. Para as coisas acontecerem faltam fundamentos sustentáveis.
    Já o povo estatizar o sistema bancário é uma coisa plenamente viável, e depende só do poder popular de ter consciência política de migrar as contas de bancos privados para bancos públicos. Independe até de governos ou de aprovação no Congresso.

Ana Cruzzeli

12/08/2013 - 12h19

Só uma reparo…
A divida do equador em 2008 foi de 3,784 milhões de dolares e em 2011 estava a 2,360 milhões? significa que nesse intervalo a queda REAL foi de 38% da divida.

Tudo bem, o investimento social foi estrondoso por causa da auditoria em 2009 que realmente abateu a divida em de 70%, mas o equador voltou a se endividar de maneira muito perigosa. O que aconteceu, ele quase que dobrou a divida em 1 ano? Estranho.

Com relação ao Brasil…
O Tombini nesse 1º semestre foi um horror, subiu os juros que não devia isso manchou a sua reputação de sangue frio, mas o pior deu a impressão que ele gostou de ser bajulado pela imprensa golpista. Ali eu fiquei chocada com sua produção.

Investimento social requer muito planejamento, pois ele pode provocar desequilíbrio se não for bem dosado. Construir escolas, hospitais são otimos mas e o pessoal que deve ser colocado lá dentro? Isso é despesa eterna que pode sim aumentar a divida publica.
Não gostei da curva de reaquecimento da divida publica equatoriana não. Está parecendo que logo logo ultrapassará os investimentos.
Que a auditora me perdoe, mas o Brasil vem caindo os valores da divida desde 2003 como nunca antes na historia desse pais desde que Bambi assumiu o palacio do Planalto. Se é para auditar a divida e depois dobrar como dobrou a do Equador, o Guido está melhor que a encomenda.

Responder

    Arne Saknussmm

    03/09/2014 - 08h12

    Tudo tão simples! E só ela sabe disso! Que fantástico! O PT entregou o país aos bancos!
    …e eles não estão fazendo tudo para reeleger Dilma, e sim Marina, por quê mesmo?
    Viomundo: uma no cravo, outra na ferradura.
    Super de esquerda!

    Luiz Carlos Azenha

    03/09/2014 - 10h15

    Somos abertos à diversidade na esquerda e a leitura do blog é uma decisão do leitor. Obrigado por ter vindo.

Luiz Salamon

12/08/2013 - 12h09

Informação é tudo. Graças a ela estamos desvendando a podridão que o sistema esconde. Seremos escravos enquanto não tomarmos as rédeas do poder.
Devemos criar as condições para que este tipo de informação seja de conhecimento amplo, por isto reduzir e compactar seus significados é muito importante. Assim fica mais fácil de divulgar sempre associando aos impactos que causa na vida das pessoas.
Devemos buscar representantes que estejam engajados em investigar o que se passa neste BC para fazer uma auditoria que mostre suas entranhas a sociedade.

Simplicidade é a maior forma de sofisticação e esclarecimento.

Responder

Bernardino

12/08/2013 - 11h52

GHOSt,estou contigo e nao abro aqui falta-nos CULHOES pra peitar esses BANDIDOS nacionais e internacionais eo povo com essa CORJA portuguesa que so pensa em futebol e essa Midia CANALHA certamente nao peitamremos esse CANALHAS.

CARLOS A CRUZ,citates dois guerreiros o Brizola e o Getulio Vargas,esse o Mais importante brasileiros dos ultimos 500 anos sem duvida.Com esses Pilantras que ai estao BAU<BAU meu filho so temos no mmomenteo mediocres e entreguitas inclusive o PT nao foi á tos que o velho Brizola os chamava de a UDN DE TAMANCO
O Presidente CORREIA do Equador viveu 5 anos nos EUA e estudou em HARVARD porem como patriota enfrentou os tubaroes e aqui?O sr LULA,metalurgico e pinqueiro de porta de FABRICA faz acordo com gatos e Cachorrros pra manter o poder e alega governabilidade que é um EUFEMISMO de COVARDIA e o Pais que se dane.A MASCARA esta caindo e logo,logo a ralidade se IMPORÁ!!!

Responder

Eduardo Rossato

12/08/2013 - 11h50

Antes de mais nada, parabéns pela excelente matéria.

Essa forma que a economia tem de se revestir de equações inexplicavelmente matemáticas, cheia de variáveis subjetivas a compor o calculo, nunca para um leigo como eu, explicou categoricamente a isenção política desse raciocínio. Historicamente estamos acostumados a aceitar as explicações de especialistas que na maioria trabalham para os bancos, a sentenciar os caminhos corretos que a economia brasileira tem que adotar. Também estamos convencidos que o melhor profissional para dirigir um banco central tem que vir dos assentos ocupados pelos profissionais financeiros.
Acreditar que os reles mortais como nós, sairemos empunhando bandeiras com dizeres “não ao pagamento dos juros da dívida” é voltar aos anos 80, já na largada, desqualificados pelos “especialistas de plantão”.
No entanto, concordo que somente teremos certeza de tais bandeiras quando nos apropriamos desse assunto e também compartilho do mesmo princípio que só a representação direta das ruas faz uma pressão eficaz para possíveis revisões desse caráter. Assim como acredito que a qualificação na escolha de representantes políticos nos diversos poderes engrosse esse vetor da reforma política e econômica no País. É nesse ultimo que carrego o peso da mudança a curto e médio prazo.

Responder

anac

12/08/2013 - 11h47

Recordar a Historia é entender o presente. A direita não muda seus métodos que tem como lema a frase supra sumo do golpista.
“O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar” (Carlos Lacerda, em 1º. De junho de 1950, no jornal Tribuna da Imprensa).

Responder

anac

12/08/2013 - 11h24

O grande Leonel Brizola denunciou em vida o que ele chamava de sangria.

Isso o PiG não divulga para os coxinhas terem um motivo justo para manifestações. Manter os coxinhas na ignorância compensa ao PiG e aos 1%. O PiG sabe que os coxinhas são incapazes de inquirir o obvio: para onde vai o dinheirão arrecadado de impostos se não é aplicado na saúde, educação, transporte? O PiG trata de divulgar uma parte da historia: a que lhe convêm e interessa: vai para os corrutos e ainda direciona, do PT. Dos corruptores – os 1% – O PiG não falam NADA.É claro, o PiG é da turma dos sonegadores e corruptores. Quando são os corruptores a saúva, que alem de sonegarem, ficam com parte do dinheiros dos impostos arrecadado na condição de rentistas e/ou banqueiros. Os corruptos na maioria das vezes são as ANAS CRISTINAS da Receita que para calar a boca leva uns trocadinhos e a garantia de impunidade com HC do Gilmar.Já os 1% levam dois HCs. E isso quando são processados. São muito mais do que 20 centavos, são bilhões, trilhões.

Responder

    anac

    12/08/2013 - 11h35

    Leonel Brizola chamava a privatização, que hoje conhecemos como privataria, de crime de lesa pátria.
    Leonel Brizola cobrava a auditoria da divida e dizia que o maior problema do Brasil estava nos juros extorsivos e escorchantes que a banca com a complacência do governo fazia o brasileiro pagar aos banqueiros e rentistas, que poderosos eles sempre mantiveram o governo como refém de seus interesses, com a ameaça de promover um golpe através do PiG seu braço midiático quanto os coxinhas da classe media seria movidos e manipulados igual a grado. Lula sentiu na pele o poder do PiG. Dilma desde o primeiro segundo foi vitima da Veja Cachoeira Caneta que com seus factoides derrubou sete ministros e tentou promover o impeachment. Nada diferente do que Calos Lacerda fez com Getúlio, que criou a PETROBRÁS, sendo levado ao suicídio. E o que o PiG fez com João Goulart. Juscelino tmb foi vitima da mídia golpistas de direita e era incessantemente acusado de corrupto.

ZePovinho

12/08/2013 - 11h08

Libertários,liberais e neoliberais são,apenas,isso:SOCIALISTAS.Querem viver do Estado e acusar os outros de “coletivismo”.
Os bancos,como esses que vivem da dívida pública,são financiadores do Instituto Millenium e da Casa das Garças da PUC-Rio.Uma comédia.

Responder

GuimarãesRosinha

12/08/2013 - 10h45

As pessoas mais ligadas ao setor e informadas já comentam faz tempo.Por isso muita gente posta ” o estado foi capturado” ” o estado está cheio de psudocientistas”.

????Que estado queremos e pra quem??????

Vamos ocupando os espaços e detonando…

Responder

O Banco Central é a esteira rolante do saque colonial do Brasil | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

12/08/2013 - 10h38

[…] e escandaloso o conjunto de dados sobre a dívida brasileira que Luís Carlos Azenha expõe, a partir do trabalho da ex-auditora da Receita Federal Maria […]

Responder

von Narr

12/08/2013 - 10h37

Governos são parecidos com todos nós, de cidadãos e banqueiros, não gostam de pagar dívidas. Menos ainda se as dívidas não são legítimas.
Então, por que o governo tem pago? Duas hipóteses. A primeira é a de que infelizmente o pagamento provocará o menor dano. A segunda é que o governo faz grandes acertos. Ou seja, bilhões de reais em troca de benefícios políticos. Se comprovado, nome disso é o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Então, porque apoiar um governo vendido aos banqueiros? Que se Dilma e o PT, a falsa esquerda, sejam varridos da história. Se no lugar vier o Aécio, pelo menos não nos enganarão fingindo ser o que não são. Mas tudo isso, é óbvio, se for verdadeiro. A questão inicial é crucial: realmente o governo paga o que não deveria pagar? Há algo um tanto pueril que é o argumento na base do “levaria ao desconto”. Sem apresentar fatos e provas, fica ainda no wishful thinking.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

12/08/2013 - 10h34

É POR ISSO QUE, EM MEUS COMENTÁRIOS, SEMPRE ESTOU DEFENDENDO UM INVESTIMENTO DE PELO MENOS 15% DO PIB NA EDUCAÇÃO!

Em UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL que publico há mais de um ano, sugiro uma auditoria, uma negociação, da dívida pública e a criação de uma CPMF exclusiva, caso isso seja necessário, para que se possa investir esses 15% do PIB na educação básica.

O VIOMUNDO É O BLOG QUE MELHOR TEM ESCLARECIDO AO PÚBLICO!

MEUS SINCEROS PARABÉNS AO AZENHA QUE TEM EVITADO O VÍCIO DOS CLICHÊS.

AQUI SE PODE COMENTAR, ANALISAR.

É PENA QUE MUITOS NÃO SAEM DO LUGAR COMUM, USANDO TEXTOS CURTOS QUE POUCO ESCLARECEM! ALGUNS DECLARAM QUE NÃO GOSTAM DE LER TEXTOS MAIS EXTENSOS!

JÁ PUBLIQUEI, ANTES, ESSE TRABALHO:

O golpe da Taxa Libor: a falcatrua no mercado financeiro mundial
ESCRITO POR SÉRGIO BOTTON BARCELLOS.
SEXTA, 14 DE SETEMBRO DE 2012 – CORREIO DA CIDADANIA

Como era de se esperar, é pouco noticiado o recente escândalo no sistema financeiro internacional da manipulação da Libor, taxa de juro que é referência para transações financeiras globais. Com exceção da Carta Maior (1), que produziu vasto número de matérias sobre o assunto, disponíveis em seu site, e a blogosfera alternativa, em geral se observam notícias esparsas e superficiais ou pequenas notas sobre o assunto, ainda mais nesse período pré-eleitoral.

O golpe na taxa Libor, por exemplo, influenciou transações de aproximadamente 567 trilhões de euros em 2011. A partir de investigações policiais e dos bancos centrais de Estados Unidos e Inglaterra, a primeira instituição a ser descoberta foi o banco britânico Barclays. Atualmente, as investigações atingem diversos grupos bancários.

Não é um assunto talvez dos mais fáceis de tratar e ler, ou dos mais atrativos, entretanto entende-se que possa ser interessante termos uma noção sobre isso. Além de ser uma das formas de expressão no sistema capitalista em meio aos mercados financeiros e especulativos, é mais um caso de concentração e apropriação ilícita de riqueza à custa do suor alheio da grande parcela da população em muitos países.

Nesse artigo foram compiladas as principais notícias e notas veiculadas na blogosfera alternativa e até algumas do chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista), pois se acreditou que podiam também auxiliar na provocação ao debate. Parece ser importante desafiar-nos a esse tipo de informação, até porque, mesmo que não pareça, a “esperteza” desses “senhores” banqueiros poderá ter desdobramentos dos quais ainda não temos ideia no Brasil.

Mas afinal, o que é a Taxa Libor?

A Libor, sigla de “London Interbank Offered Rate”, é uma taxa de juro fixada diariamente em Londres a partir de informações sobre transações de grandes bancos. Na prática, essa taxa servia como referência confiável para pequenos e grandes negócios, inclusive em transações entre as próprias instituições financeiras. No princípio dos anos 80, surgiu nas instituições financeiras em Londres a necessidade de um benchmark para taxas sobre os empréstimos. Oficialmente, a Libor foi anunciada em 1986 para três moedas: dólar americano, libra esterlina inglesa e o yen japonês. Nos anos seguintes o número de moedas sob a influência da Libor passou a ser 16, depois passaram para o euro, sendo que atualmente há 10 moedas com influência da taxa Libor.

A Libor é considerada a benchmark mais importante em nível mundial para as taxas de curto prazo. Diariamente, por volta das 11 horas GMT, os bancos comunicam à Thomson Reuters com quais taxas naquele momento eles esperam poder atrair um grande empréstimo no mercado monetário interbancário. Após recolher todas as informações dos bancos no painel, a Thomson Reuters desconta as 25% mais altas e mais baixas. Dos 50% restantes, é calculada uma média para se chegar à taxa oficial Libor (2). Esse método às vezes é chamado de “shaved mean” ou “trimmed mean” (média aparada).

Os bancos utilizam a Libor também como taxa básica para fixar sobre empréstimos as taxas posteriores, contas poupança e empréstimos hipotecários, por isso um grande número de profissionais no mundo inteiro segue atentamente a evolução desta taxa. Como se trata de uma informação concedida pelos agentes bancários, foi possível manipular essas taxas para além da realidade do mercado.

Repercussões do golpe na Libor mundo afora.

A taxa Libor determina a taxa pela qual se empresta dinheiro aos bancos e também é a taxa de juros paga pelos consumidores quando realizam empréstimos. Além disso, o escândalo expõe, mais uma vez, e agora de forma tácita, o nível de desregulação e descontrole possíveis nos mercados financeiros. A manipulação nessa taxa, do ano de 2005 a 2009, foi referência para transações financeiras que somaram 567 trilhões de euros em 2011. Ao fazer as contas, estima-se que uma manipulação de 0,01% nessas taxas implicaria em um lucro de 5,67 bilhões de euros para os “espertalhões”.

O escândalo da Libor estourou em 27 de junho desse ano, quando o banco britânico Barclays revelou que iria pagar 360 milhões de euros para por fim às investigações dos reguladores britânicos e norte-americanos no caso de manipulação das taxas interbancárias Libor (britânica) e Euribor (europeia). Desde então, o escândalo se estendeu a outros bancos e gerou investigações em vários países. As entidades investigadas, além do Barclays, o primeiro a admitir essas práticas irregulares, foram o Citigroup EUA e JPMorgan, Deutsche Bank alemão, o suíço UBS e os britânicos Royal Bank of Scotland e HSBC (3).

Entretanto, indica-se que já havia suspeitas sobre esse golpe há mais tempo. Em 2007, tanto o Federal Reserve quanto o Banco da Inglaterra suspeitavam disso. Indica-se que o Wall Street Journal tinha divulgado um estudo, em 2008, sugerindo que alguns bancos estavam faturando a mais sob os custos dos empréstimos. Em 2011, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos começou, por meio do FBI, uma investigação.

Afinal, no que consiste a fraude da Libor? Essa taxa é informada ao mercado bancário que a usa como base para a taxa global do empréstimo. Desse modo, os contratos de empréstimos preveem, normalmente, o dia exato da incidência dos juros para o pagamento dos mesmos e qualquer aumento da Libor encarece o custo da quitação dos empréstimos nesse dia, seja entre bancos, operadores financeiros e imobiliários e pessoas físicas. Há trilhões de dólares em empréstimos para automóveis, hipotecas e outras dívidas nos EUA, por exemplo, vinculados à Libor.

Em síntese, ao que tudo indica, o golpe ocorreu quando o Banco Barclays, entre 2005 e 2007, aumentou a taxa Libor para obter lucro e combinou isso com outros bancos. Entre 2007 e 2009, no pico da crise financeira, o Barclays começou a repassar taxas artificialmente baixas para dar a impressão que estava com uma situação difícil e pedir empréstimos em condições de pagamento mais baratas.

Outros bancos, no total de 16, por enquanto, estão sob investigação nos Estados Unidos, inclusive por falsificações de contratos imobiliários, o que levou a promotoria de Nova York, junto com outras promotorias estaduais nos EUA, a cobrar indenizações de US$ 200 bilhões do Bank of America, do Citigroup e outros grandes bancos. Aliás, semanalmente aparece na imprensa americana alguma notícia sobre acordos bilionários que os bancos estão fazendo para evitar processos criminais contra seus gestores (4).

Cabe lembrar que a crise europeia ocorre também devido a uma injeção contínua de recursos para sanar a situação financeira dos bancos. Ao mesmo tempo, as intervenções do Banco Central Europeu (BCE) para salvar os bancos resultaram na absorção de dívidas incobráveis dessas entidades. Em algum momento, não se sabe como, o BCE terá que prestar conta dessas dívidas para as comunidades dos países que compõe a Zona do Euro.

Diante disso, o BCE está legalmente comprometido a manter uma inflação de 2% na Zona do Euro. O BCE desconsiderou a possibilidade de manipulação da Libor na época em que as “bolhas” imobiliárias chegavam a níveis cada vez mais arriscados na Espanha, Irlanda e outros países da zona do euro. Bilhões de euros foram tirados do poder aquisitivo da população nesses países para impor uma “austeridade fiscal” recessiva, enquanto continuam a crescer as taxas de juros extorsivas cobradas para refinanciar a dívida pública na Europa. Essa dívida certamente não será paga por nenhum sistema bancário ou financeiro, pois já está sendo paga pelas camadas mais frágeis da população e por alguns países da Zona do Euro com a cobrança de impostos e cortes nas áreas sociais cada vez maiores.

Até o momento, existem dois documentos oficiais que explicaram em detalhes esse golpe. Um deles foi elaborado pela FSA (Autoridade de Serviços Financeiros Britânica) e o outro pela CFTC (Comissão de Mercado de Futuros e Commodity, dos Estados Unidos). Ambas divulgaram e-mails em que operadores de dinheiro em Londres e Nova York solicitaram aos “declarantes” um favor: baixar ou subir suas taxas declaradas, para assim ganhar mais dinheiro vendendo derivativos (ações, câmbio ou juros financeiros) baseados na Libor.

Golpes e maracutaias podem ser uma prática corriqueira, dependendo da oportunidade, no mercado financeiro. Em recente pesquisa divulgada, um quarto dos executivos das Bolsas de Nova York e de Londres declararou que condutas desonestas ou ilegais são necessárias para ter êxito no mundo das finanças. Desses, 30% declararam que os salários e os bônus os levam a violar os códigos de ética da profissão no sistema bancário. Entre os entrevistados, 16% disseram que não hesitariam em cometer um crime na Bolsa se não respondessem por isso na Justiça (5). Depois dessa, espera-se que, de uma vez por todas, pasmaceiras de inspiração neoliberal deixem de ser replicadas, tipo “corrupção é coisa de país de terceiro mundo” ou “corrupção ocorre preferencialmente no meio estatal, precisa-se da eficiência do setor privado”.

Por enquanto, como resultante das punições sobre a manipulação das taxas, sabe-se que o Barclays pagou 450 milhões de libras em indenizações a clientes que se julgaram lesados. O Serviço da Autoridade Financeira de Londres vai ser extinto e substituído por outra agência, além de parte de suas atribuições passarem para o Banco da Inglaterra. O HSBC prometeu publicamente uma revisão de seu sistema interno de segurança.

E O BRASIL?

A Taxa Libor, a dívida externa e o Brasil.

O que o Brasil tem a ver com essa manipulação de taxa e falcatruas no sistema financeiro, mesmo que tenhamos uma economia considerada estável? Por mais que se tente esconder ou negar, o Brasil foi atingido com a cobrança de dívidas cotadas pela Libor ao longo dos últimos 30-40 anos. Mesmo que essa questão não seja relativa a esse recente escândalo, vale destacar a relação da Libor com a economia do país.

O Brasil se endividou e muito pelas taxas flutuantes (Libor, ou prime rates dos bancos americanos, de igual efeito) na virada dos anos 70 para os 80, com taxas de juros anuais (totais) que chegaram a quase 30%. Exemplo disso ocorreu no começo da década de 80, quando houve o choque financeiro decorrente da política do governo Reagan de elevação das taxas de juros, redução de impostos e rígido controle monetário. As medidas foram acompanhadas por outros países ricos e resultaram em um aumento geral das taxas de juros cobradas nos empréstimos internacionais ao Brasil.

Nos anos 80, a Libor subiu de 12,3% para 17,5% no mesmo período. Os juros da dívida brasileira aumentaram de US$ 2,69 bilhões em 1978 para US$ 11,35 bilhões em 1982. Nesse intervalo, estima-se que o governo gastava US$ 7,9 bilhões anuais e passou a gastar com a dívida US$ 18,3 bilhões. Em 2000, os economistas do governo FHC pioraram a situação lançando o Global Bond 40, segundo um ex-colunista da Revista Veja (6), com juros nominais fixos de 13% ao ano, em contratos de até 40 anos. Em síntese, em 1994 o Brasil tinha uma dívida pública de aproximadamente US$ 38 bilhões; em 2002 essa dívida passou para cerca de US$ 850 bilhões.

O resultado disso no decorrer desses anos se evidencia na história do Brasil: inflação galopante, desigualdade social registrada em níveis extremos, crises econômicas constantes e aumento exorbitante da dívida externa. Lembrando que a situação não ficou pior devido a uma parte da dívida ter sido cancelada em 1994 (7). Em suma, é possível que contratos assinados por Ministros da Fazenda em governos recentes estejam com juros cotados sob a influência da taxa Libor, a mesma em que foram comprovadas manipulações para aplicar golpes no sistema financeiro mundial.

Desse modo, é possível afirmar que a dívida pública (interna e externa) brasileira precisa ser questionada e passar por uma rigorosa auditoria, pois consome cerca de 47% do PIB em pagamentos e amortização de juros para o sistema financeiro (em especial bancos). Se algo tem que ser mirado como impedimento do desenvolvimento do país e investimento mais robusto em melhorias sociais, evidencia-se que a questão da dívida pública é um alvo em excelência.

Além disso, o que pode ser evidenciado em relação ao Brasil é que o HSBC, que consta na lista de bancos investigados por manipulação dessa taxa, é um dos 10 maiores bancos em lucro líquido do país e tem 868 agências no território brasileiro (8).

Diante disso, entende-se que o golpe na taxa Libor necessita ser acompanhado com atenção em suas possíveis implicações políticas e econômicas, inclusive no Brasil. Um exemplo, para o qual se deve atentar, é que, segundo o ex-diretor do Banco Central, as famílias brasileiras comprometem, em média, 43% da sua renda anual com empréstimos e financiamentos. O que pesa no orçamento doméstico das famílias, ressaltou ele, são as taxas e os encargos dessas operações, que representam cerca de 22% da renda e estão em níveis altos, mesmo com os cortes de juros pelas instituições financeiras nos últimos meses (9). Apesar da redução da taxa de juros, a Selic, de 8% para 7,5% ao ano, anunciada pelo Banco Central, considera-se que os bancos privados ainda cobram uma taxa de juros abusiva.

Ao apoiar as frações políticas do atual governo que trabalham na promoção da distribuição de renda e na superação da desigualdade social no Brasil, cabe atentar-se para os desdobramentos do golpe na taxa Libor e demais temas que podem impactar a economia do Brasil, mesmo que não seja esta uma tarefa fácil ante a enxurrada de (des)informações difusas promovidas pelas corporações midiáticas.

Responder

Sagarana

12/08/2013 - 10h32

Vai Dilma, resgata o programa do PT, dou a maior força!

Responder

CVILELA

12/08/2013 - 10h22

Taí uma boa causa para as próximas manifestações. Se não houver pressão popular o brasileiro sera escravo do sistema financeiro para sempre.

Responder

Jairo Barbosa

12/08/2013 - 10h10

Em um país onde não se consegue sequer reduzir as taxas de juros, que já voltaram a subir novamente graças à campanha mentirosa da “volta da inflação”, é utópico achar que algum dia haverá correlação de forças para renegociar a dívida pública.

Nem sequer conseguimos ainda criar pressão suficiente sobre o Banco Central para reduzir as taxas de juros, o que por si só já reduziria os gastos com serviço da dívida pública.

Felizmente, a relação entre o estoque da dívida e o PIB no Brasil ainda é relativamente baixo em relação a outros países, como Estados Unidos, Itália e Japão, onde o estoque da dívida já ultrapassou 100% do PIB. Portanto a dívida pública ainda está sob controle, e ainda há esperança de se conseguir reduzir a relação dívida/PIB ao invés de aumentar. Redução da taxa de juros é fundamental para isso.

Responder

    CVILELA

    12/08/2013 - 10h27

    Jairo, não se trata apenas de esperar a redução dos juros, e sim pressionar o governo e o Congresso para realizar uma auditoria desta dívida ao longo dos últimos 30 anos de forma técnica e imparcial. E depois, se for o caso, renegociar com os credores reconhecidamente legítimos.

FrancoAtirador

12/08/2013 - 10h08

.
.
Calcanhar-de-Aquiles da Soberania Nacional.
.
.

Responder

Ted Tarantula

12/08/2013 - 10h06

Enquanto isso em todas..eu disse TODAS escolas publicas do país professores e diretores fazem festas, distribuem presentes uns para os outros, viajam e fazem picnics com um fundo dado pelos bancos (ITAU a frente) a titulo de incentivo a melhoria da educação no país…nunca vi ninguém denunciar isso em greves e manifestações que a classe faz a torto e a direito..e duvido que digam uma palavra em salas de aula sobre a ação dos bancos no país…como dizia o General Westmoreland, comandante americano no Vietnan:
“precisamos conquistar corações e mentes”…aqui os bancos ja fizeram isso a muito tempo. Ah sim..eles tb pagam férias para juízes em Miami..leio todo dia nos jornais.

Responder

    m.a.p

    12/08/2013 - 17h01

    Prezado Ted
    Tenho 66 anos e em minhas aulas para alunos do colegial sempre abordei esse tema da dívida soberana ( ou quase), assim como a fuga de capitais causadas pela criação das famosas contas CC-5 que possibilitaram a fuga de bilhões, não só das empresas mas também da classe media( juízes, artistas da globo etc).
    Infelizmente o assunto apresenta pouco carisma não só entre os alunos mas entre a população que foi treinada a só enxergar o “dolar na cueca”.
    Saudações democráticas.

    leprechaun

    13/08/2013 - 12h02

    realmente, um sindicato comandado pelo PT (Apeoesp) não vai denunciar um política levada a cabo pelo PT, e essa farra do Itau eu desconheço, nunca vi isso em nenhuma escola pública, se existe é pra meia dúzia de diretores de escolas ditas “modelo”

Caracol

12/08/2013 - 09h39

Quando afirmo que na Idade Média o sujeito vivia com mais dignidade, meus amigos acham graça.
Acham graça de quê?
Ei, escravos “mudernos”, que tal achar graça disso aí que a auditora D. Fatorelli apresentou?

Forneço-lhe um exemplo bem objetivo, é real, acontece comigo:
Há tempos, levei um baita calote de um empresário irresponsável que pegou muito dinheiro emprestado junto ao “sistema bancário” para financiar um seu empreendimento que não saiu do papel. Ele não pôde pagar e faliu. Sendo eu um fornecedor dele, como ele, falindo, não me pagou, eu fali também.
Fui então ao “sistema bancário” e peguei dinheiro emprestado para poder alimentar a família. Cobraram-me juros que triplicaram a dívida em pouco tempo. Não paguei os empréstimos. Meu nome está na Serasa como devedor.
Só que eu não uso cartão de crédito, não compro coisa alguma a crédito, não estou nem aí pra Serasa. Não tenho bens em meu nome, e o “sistema bancário”, tal como prevê o artigo de D. Fatorelli, já está me oferecendo um desconto astronômico e propondo que eu pague uma merreca pela minha dívida.
Pois não pago! Pois foi o tal “sistema” quem faliu o empresário que me faliu, então… eles que fiquem chupando o dedo.
Acho que se todos fizessem o mesmo, o tal “sistema” iria à breca.
Mas… – vocês vão dizer – aquele celular que toca musiquinha é uma gracinha, né? E aquele carro zero que o vizinho comprou… eu não posso ficar atrás, né? E a vuvuzela da nova copa do mundo… eu não posso viver sem ela, né? E os comerciais na TV, e os shoppings…
Então é como eu digo: existem corrompedores e existem corrompidos, assim como existem sádicos e masoquistas. Uns não podem viver sem os outros, de modo que desejo um Feliz Natal para todos.

Responder

Mardones

12/08/2013 - 09h06

A taxa Libor esteve no centro das fraudes do sistema financeiro. Inclusive vários bancos, incluindo o Barclay e o UBS tiveram que pagar multas por fraudar o sistema em proveito próprio. Infelizmente, a mídia barulhenta da Dilma impediu que o debate se instalasse aqui mais uma vez.

Fraudadores internacionais: Morgan Chase e CitiBank também foram alvos de ações no exterior, por aqui, esses camaradas nadam de braçadas desde o governo de FHC.

O Vi o mundo é um dos poucos progressistas sujinhos que dão destaque ao trabalho da Maria Lúcia Fatorelli e a vitoriosa auditoria do governo soberano do Equador contra a máfia dos banqueiros – a mais poderosa do mundo, com raízes até no Vaticano!

Infelizmente, com a Carta ao Povo Brasileiro – redigida ao sabor dos caixas dos bancos DEALERS da dívida interna e externa brasileira (que o PT grita aos quatro cantos que pagou!!!) o partido dos trabalhadores traiu o Brasil e permitiu que os bancos – conhecidos fraudadores mundo afora, continuem sugando boa parte dos recursos públicos.

Diferente do Equador – país enorme!!! – o Brasil, uma pequena ilha, é o maior paraíso fiscal para os banqueiros. Não é à toa que Lula é o cara e Correa é um anônimo.

Esse é o preço que pagamos para ter um líder ‘aclamado’ no mundo inteiro. Aquele que escreve no New York Times. Aquele que fala no combate à pobreza para o mundo inteiro.

Lula é preciso para manter os interesses dos estrangeiros intocados. Ele precisa ser um sucesso com uma política conservadora. Aquela que distribui para os pobres Bolsa Família – tirando milhões da miséria absoluta – e não retira R$ 0,01 dos banqueiros. Sem reformas estruturais, incluindo a auditoria da dívida!

Esse é mesmo o cara! E a auditoria é mesmo o assunto mais temido, pois atinge os mais perigosos mafiosos do planeta. Conhecidos desde há muito tempo.

Parabéns ao Vi o mundo por insistir no assunto e oferecer o exemplo soberano do Equador, um país que conseguiu resgatar a vergonha e que não teme enfrentar os EUA e sua máquina de subornos.

Responder

Carlos Lima

12/08/2013 - 08h58

O NEW MANIPULADOS só pensam no que não tem, não pensam que não tem porque perdemos tudo para os bancos. Saíram as ruas brigando com “cachorros pequenos” os “cachorros grandes” estavam passeando de iates e assistindo e mandando incitar os NEW MANIPULADOS.

Responder

Malvina Cruela

12/08/2013 - 08h24

Tem um filme bobo mas revelador que passa sempre no Canal Brasil sobre a tal da “imagem do Brasil no exterior” onde se entrevista principalmente atores e diretores estrangeiros que respondem perguntas sobre os filmes que fizeram aqui no bananão..os entrevistados geralmente respondem com extrema condescendência e caridade para não ferir os sentimentos da cândida entrevistadora…Michael Caine e John Voight são os mais cruéis apesar do óbvio esforço para amenizar o veneno… algumas pessoas comuns, da rua tb são entrevistadas. Uma especie de homeless, um negro das ruas de NYC, perguntado sobre o que lhe vinha a cabeça quando mencionado o nome do nosso país responde que pensava no lugar do mundo onde mais os bancos fodem o povo e recomendava aos brasileiros fazer alguma coisa a respeito…
Aí eu entro aqui e vejo a expressões de espanto e surpresa das nossas elites intelectuais que ignoram uma realidade que os mendigos de Nova York estão carecas de saber…diante do que poderia me perguntar se dá pra ter algum tipo de esperança…mas não vou perder tempo me perguntando isso não é?? tenho coisa melhor pra fazer com meu tempo ocioso.

Responder

Avelino

12/08/2013 - 07h58

Faz tempo que falo, o governo é do PT, mas o orçamento é neoliberal. Lula e Dilma governam o social com migalhas.
É necessário estourar, explodir, detonar esse orçamento e torna-lo social.

Responder

De Paula

12/08/2013 - 07h03

Publique-se o que diz o outro lado; depois sim, tiramos as conclusões fundamentando nossa indignação. Qualquer comentário fora disso e ir a rua por isso é precipitação.

Responder

tiago carneiro

12/08/2013 - 04h01

E o que nossa presidenta petista do PSDB fará? A Dilma Russerra não fará NADA! DA-lhe FHC de saias!

Responder

kaio

12/08/2013 - 01h34

Os Rothschild (judeus) controlam os Bancos Centrais de todos os países com exceção de 4 (um deles o do Irã) por isso essa grande obsessao numa guerra contra o Irã (programa nuclear é pretexto como foram as armas químicas do Iraque). Aofinal os EUA sao o braço bélico dos judeus sionistas.

Responder

Fátima

12/08/2013 - 01h26

É revoltante!

Responder

Hell Back

11/08/2013 - 23h44

Isso não é nenhuma novidade! Os banqueiros sempre mandaram nos governos, pois eles se misturam aos governos prá justamente os influenciarem. É só ler a história desde os tempos remotos.

Responder

Ricado

11/08/2013 - 23h28

Meu sonho ver o povo se revoltar e protestar contra este sistema !
Aí sim teria que invadir o congresso !!!

Responder

João Filgueiras

11/08/2013 - 23h13

Meia dúzia de banqueiros controlam as economias de quase todos os países do mundo, e não é de hoje. Não é nenhuma novidade. No século 19, meia dúzia de grandes bancos europeus já controlavam as economias da Inglaterra, da França, e demais países do continente. Esse domínio só fez crescer e se estender, primeiro para os Estados Unidos, e depois para o mundo inteiro. E todos os grandes bancos do mundo estão interconectados por uma rede intrincada de sociedades e empresas em comum, sem nenhuma transparência. E o “cérebro” de tudo isso é o Bank for International Settlements (BIS), localizado na Suíça, que é chamado de “banco central dos bancos centrais”. Adivinha só: o BIS não é uma agência da ONU, e portanto não presta contas para a ONU, e nem presta contas ao governo de nenhum país. E controla o sistema financeiro global. Quem controla o BIS? Meia dúzia de banqueiros muito ricos e muito poderosos. Pelo buraco negro do BIS passam TRILHÕES de dólares todos os dias…

Responder

Isabela

11/08/2013 - 22h56

É muito revoltante isso: eu tenho um pouco de dificuldades de entender “economês”, mas pelo que captei, é de ficar boquiaberta mesmo! É preciso fazer alguma coisa, ou desisto de acreditar nesse país! Que a notícia se dissemine na rede!

Responder

    Isabela

    11/08/2013 - 23h06

    É muito triste saber que o sistema financeiro brasileiro tá na mão da máfia mundial do capitalismo…

everaldo

11/08/2013 - 22h50

Que existe fraude na dívida pública não é dificil imaginar, especialmente neste país onde o rentismo do subsídio rapidamente se transformou em rentismo financeiro. Só que o mecanismo opera por meio mais sutis.
A dona Fatorelli não precisa distorcer as coisas e transformar rolagem em serviço, valor renegociado em juros pagos, confundindo principal com juros.
Seria interessante que ela lesse os trabalhos de José Carlos Braga (UNICAMP) sobre a financeirização do capitalismo.

Responder

Pafúncio Brasileiro

11/08/2013 - 22h34

Azenha,
Esta matéria sua é de uma importância enorme para o País. Também, grande brasileira esta Sra. Maria Lúcia Fatorelli, parabéns a vocês dois nos esclarecimentos. Espero que seja o início de um amplo debate sobre ésta escrevidão, misturada com chantagens pelos engravatados banqueiros e seus propostos espalhados na mídia e em cargos estratégicos nos governos.

Responder

Mara Paraguassu

11/08/2013 - 22h32

Parabéns Azenha! Seu esforço tem todo meu reconhecimento e admiração. Concordo com o que foi dito aqui: é uma questão que cabe protesto nacional! Estamos sendo espoliados há muito. E não acredito que algum candidato a presidente vá tentar mudar isso. Não interessa para a pauta de ninguém. Viram a linha de investimentos? Uma mirreca.! Parabéns ao Viomundo.

Responder

Fabio Passos

11/08/2013 - 22h23

As oligarquias financeiras são o governo de fato.
A democracia ocidental é uma completa fraude.

Agora, se o Equador conseguiu romper com a rapina… o Brasil não deveria tentar?

Quantos trilhões de dólares foram surrupiados pela banca desde fhc até hoje?
Imaginem o que seria o Brasil se toda esta riqueza roubada fosse investida em infra-estrutura e no resgate social da massa fubecada.

Responder

Douglas

11/08/2013 - 22h01

Realmente, uma matéria com esse teor só se encontraria em círculos fechadíssimos de economistas e banqueiros. Nem nas revistas ditas especializadas se acha um conteúdo deste. Diante de tudo isso, vai ficar difícil criarem outra CPMF para a saúde ou atribuir ao pré-sal a salvação da educação no Brasil. Verbas existem aos bilhões, é só copiarem o modelo feito por Rafael Correa com a colaboração da Sra Maria Lúcia Fatorelli.

Responder

Regina Maria

11/08/2013 - 21h59

So complementando. Existe determinação constitucional para a realização da auditoria: art. 26 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias (deveria ter sido feita desde 1989).Portanto já não é sem tempo…Venho abordando essa necessidade em diversos comentários em blogs diversos.

Responder

J Souza

11/08/2013 - 21h51

Essa é a informação que não pode ser negada aos brasileiros!
Esse artigo deve ser mostrado às pessoas por meses, de preferência até as eleições!
O povo brasileiro não aguenta mais trabalhar, trabalhar, trabalhar e não ver o resultado desse trabalho, do qual quase a metade vai para os banqueiros e as empreiteiras!
Enquanto o povo deveria receber educação, saúde e segurança públicas de qualidade, é enganado o tempo todo para que se construam pontes e viadutos e para que se pague juros de uma DÍVIDA ETERNA!
Os ataques às agências bancárias nos protestos de junho não foram mera coincidência! Foram o “desabafo” de pessoas que sabem que poderiam ter vidas melhores se seu suor não fosse hipotecado às empreiteiras e aos bancos!
Parabéns, Viomundo!

Responder

Antônio

11/08/2013 - 21h42

SERÁ QUE OS JOVENS QUE ESTÃO INDO ÀS RUAS SABEM DISSO?

Nunca vi um gráfico tão ilustrativo como o último. O que sobra para saúde e saneamento, educação e cultura são literalmente as sobras de uma montanha de dinheiro pago de juros e amortização da dívida. Em outras palavras, trabalhamos para pagar, em primeiro lugar, os juros e amortizações de um dívida em torno de 3 trilhões, e o que sobra por acaso é rateado com o resto (previdência, saúde, educação, etc.). Os banqueiros, os empresários (também rentistas) agregados na FIESP e os que construíram o impostômetro em São Paulo devem morrer de rir com a nossa cara. Por isso que eles querem diminuir o “tamanho” do Estado brasileiro para sobrar mais dinheiro para eles. Por isso eles pressionam o membros do Copom, usando a mídia, antes das reuniões que definem a taxa Selic.

É um verdadeiro milagre que o Brasil ainda exista. E aqui nós não temos um Rafael Correia. Estamos fodidos!

Responder

lukas

11/08/2013 - 21h35

Estranho: só a Maria Lúcia Fatorelli está certa, todos os outros economistas errados. Devem ter se reunido num clube para fraudar o país, petistas, tucanos, direitistas e esquerdistas.

Só Maria Lucia não se deixou enganar, bilhões roubados e só ela descobriu.

Responder

    FrancoAtirador

    12/08/2013 - 10h16

    .
    .
    Neste caso,

    a unanimidade não é burra.

    É SAFADA MESMO!
    .
    .

    Juliano

    12/08/2013 - 12h52

    Pois é… na idade média todo mundo dizia que a Terra é quadrada.

    Lukas

    12/08/2013 - 16h36

    Tá comparado a Fatorelli ao Copérnico?rs

    Lafaiete de Souza Spínola

    12/08/2013 - 17h09

    Caro Lukas: Esse tema vem sendo discutido, faz muito tempo!

    É que o VIOMUNDO é um SITE independente e o Azenha tem coragem suficiente para publicá-lo.

    Precisamos patrocinar este blog!

    Aqui, não predomina clichês e palavras de ordem! Analisa a situação!

    Juliano

    18/08/2013 - 01h15

    Não, eu não estou comparando duas pessoas (como você pode ver, eu não citei o nome de Copérnico em momento algum).
    Estou comparando duas SITUAÇÕES. Na idade média a maioria das pessoas pensava em determinado sentido. E nem por isso eles estavam corretos.
    Se você vai passar a vida se guiando pelo pensamento da maioria, só posso te desejar boa sorte.

everaldo

11/08/2013 - 21h34

O sistema rentista existe de forma “oficializada” desde o Convenio de Taubaté e o subsídio para o café paulista. Os juros pagos pelo governo efetivamente baixaram na última década. Azenha, não vale a pena dar ouvidos a uma pequena burguesia radicalizada operando como esquerda de ghetto. O tudo ou nada deles acabaria nos deixando com nada.

Responder

Anízio Bragança Júnior

11/08/2013 - 21h31

Parabéns pela reportagem. Veja o quanto podemos avançar no Brasil e ser um país próspero de verdade. É preciso enfrentar as feras! Que oportunidade para o governo Dilma. Pena que parece não haver vontade.

Responder

everaldo

11/08/2013 - 21h27

Então a dona Fatorelli afinou o discurso, antes ela falava que tudo era serviço da dívida inclusive a rolagem, pra inflar os números e chegar a uma cifra acima de 50% e assim sugerir (falaciosamente) que os bancos se apropriavam todo ano desta porção da renda/receita pública.

Responder

Marcelo

11/08/2013 - 21h09

Olha aí coxinhas; um bom motivo para irem às ruas.

Responder

marco

11/08/2013 - 20h50

Sra.Maria Lucia.Parabens pela matéria publicada.Certamente todos os dados são o retrato do real.Quero contudo arrazoar-lhe o seguinte.Como sair disso?Fazendo uma auditoria?Fazendo um abaixo assinado?Tentando influenciar os poderes públicos?Como faze-lo?Acho que é sonho da senhora,querer fazer qualquer coisa,sem ter forças para tanto.Recentemente nos deparamos com manifestações,as mais diversas,todas elas centradas na cobrança do poder público,de várias questões que de tão amplas,dava para escrever um restes .omance.Não tenho visto entretanto,nenhuma manifestação que não seja a cobrança ao Estado.Seja qualquer coisa.Sempre o Estado.O Estado,não tem forças para fazer mais do que já faz embora sob seus ombros,pesam invariavelmente,as cobranças as mais diversas possiveis.Acho que ao invés de sonharmos em transformações,devamos propor rupturas mais sistêmicas já que os caractyerres das sociedades de classes,desde seu nascimento,vigem estes paradigmas,quais sejam,propriedade privada,judiciário cuja tarefa maior é zelar por ela,regime de sociedade de classes,onde meia duzia manda e os outros obedecem,e todas elas,redundam na tão decantada Democracia,cujos limites não ultrapassam estes marcos.Vamos propor revolução embora ache sua matérias muito boa.Sra.Maria Lucia,passemos como dizia um velho russo,à crítica das armas…Parabéns contudo,pela ótima matéria.

Responder

renato

11/08/2013 - 20h32

Então podemos dizer assim.
O PT ( que esta no Governo Federal) faz falcatruas para os bancos ganharem
e eles fazerem um bom governo. OK ?
Por outro lado a Oposição ( PSDB ) ficou cega, que só a Auditora viu,e como auditora não pôs a boca no mundo.
Mas o PSDB, não falou porque ganham muito dinheiro dos Bancos. Afinal é a camada cheirosa do Brasil.
Daí, quando os cheirosos começam a feder, com o Propinoduto, começa a apareçer uma chuva de coisas contra o Governo.
Afinal Mantega está sempre errado.
Assim como os bancos vivem de Juros, os jornais vivem de noticias.
Meu Deus salvem-se quem puder.
Ou melhor, quem tiver bala na agulha.

Responder

jaime

11/08/2013 - 20h21

Obrigado Azenha, por tocar mais uma vez nesse assunto. Acho da maior importância, quando mais não seja, pelos valores envolvidos e pelo medo de que logo mais nos deparemos novamente com uma outra crise da dívida, FMI, essas vergonhas.
Talvez elegendo um(a) economista se possa resolver isso… Ou redigindo uma Carta aos Brasileiros, isto é, aos Brasileiros Banqueiros…

Responder

MarcosAS

11/08/2013 - 20h20

Prezados, o grande salto no endividamento foi dado nos anos FHC, como fica evidente no último gráfico (e o próprio texto diz isso). Certamente a auditoria redefiniria esse endividamento. Mas queria chamar a atenção para este dado: o mesmo último gráfico mostra que mais ou menos a partir de 2005 o endividamento se estabilizou em um patamar determinado. O que mostra uma diferença entre os governos FHC e do PT. Aliás, a forte redução dos juros que Dilma promoveu no ano passado é radicalização dessa tendência.

Um outro ponto: se o governo não promover a auditoria (o que certamente vai depender da capacidade de pressão da sociedade, e uma pressão focada nisso, não aqueles tiros pra todo lado dos últimos protestos). Não significa que as coisas estarão perdidas no que concerne ao investimento em serviços públicos. Isso que amealharam com juros os bancos, podem ser investidos em grandes projetos, dando lugar a uma espécie de estágio financeiro do capitalismo brasileiro (a fusão banco-indústria) Isso já aparece em algumas grandes obras. Mas depende de uma decisiva política de redução de juros!!!

Responder

    MarcosAS

    11/08/2013 - 20h25

    Completando brevemente o raciocínio: eis que a diferença entre concessão e privatização faz sentido.

    everaldo

    12/08/2013 - 00h45

    Marcos, tomei a liberdade de reproduzir no Fb(com o credito) suas observações.

    MarcosAS

    12/08/2013 - 11h10

    Olá Everaldo, foi um comentário muito rápido, inclusive com a pontuação meio atrapalhada. Mas queria dizer que também gostei das suas observações e queria entender mais. Você pode fazer referência aos textos do José Calos Braga em que se pode avançar nessas questões?

Carlos A Cruz

11/08/2013 - 20h17

Falta coragem que teria Leonel Brizola… Quanta falta faz um homem integro e corajoso como Brizola, e temido. Quanto foi pago nos ultimos 30 anos, (des)governos Sirney, Collor, Itamar, FHC, Luis Inácio, Dilma em juros, que deviam ter sidos aplicados na distribuição de renda, escolas, saude, saneamento, infraestrutura, segurança? Quantos TRILHOES entregues as aves de rapina, suvas do povo, gafanhotos do futuro! Quanta falta faz um Getúlio Vargas, um Leonel Brizola. O resto é apenas resto que me enjoa cada vez que sou obrigado a ver/escutar.

Responder

Ghost

11/08/2013 - 20h15

Amigos,

Parem de conversa mole! Isso só muda na “porrada”.

Será que vocês são burros? Os caras compraram o Governo!!!! Não é só aqui no Brasil…

Tem lugares onde o povo tem coragem! Aqui, não tem! Por isso toma no rabo todo dia!!!!

Fim

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    12/08/2013 - 17h15

    Necessitamos de partidos sem donos, com programas para serem cumpridos, sem ambição do poder só pelo poder. Partidos que, obrigatoriamente, seus quadros sejam substituídos por outros, democraticamente, dentro de prazo determinado, em todos os níveis. Se você acha que isso é utopia, então é um dos interessados no status quo ou é daqueles que ficam esperando o salvador da pátria. Lembre-se, quando os caciques declaram que estão negociando com o outro partido, isso significa, quase sempre, estar fazendo acordo com os caciques do outro clube fechado. Partidos, de verdade, não têm donos nem herdeiros. Precisamos encontrar o caminho da dignidade. Você ainda não parou para pensar nisso?

    Financiamento público exclusivo para as eleições, possibilitando à independência financeira dos partidos, inibindo a nefasta troca de favores. Movimentos desorganizados, só pela internet, em longo prazo, não levam a lugar nenhum, sempre surgirão grupos para tirar proveito. Só um partido, democrático, como descrito, poderá conduzir o país, por caminho mais seguro, a um destino melhor; com educação, com saúde pública, sem crime organizado, sem corrupção, sem lavagem de dinheiro. Mandato único para todos os níveis passa a ser, apenas, uma conseqüência. Pelo fim do político profissional, deve ser a meta. O mundo está a caminho de grandes transformações. Só, assim, com ampla participação, teremos um país mais justo, um mundo menos conturbado.

Abelardo

11/08/2013 - 19h46

Azenha, eu assino e colaboro, de imediato, se houver uma liderança que inicie uma companha visando coletar assinaturas que tenha como finalidade a exigência de esclarecimentos públicos, bem detelhados, por parte das autoridades federais competentes a esse tema e a essa gravíssima denúncia. Devemos lembrar, que em alguns países de nosso planeta esse acontecimento é tido como crime de alta traição a nação e pode, inclusive, existir pena de morte aos traidores e/ou relapsos, com o trato do patrimônio público e com as sacrificantes contribuições tributárias da população lesada, que ali, naquele indecente montante, se encontra embutida.

Responder

Maria Elisa Gonçalves

11/08/2013 - 19h44

Isto é tremendamente revoltante e estafante. Por quê não fazem auditoria logo para cessarem de abastecer estas QUADRILHAS???????? Por favor, respondam.

Responder

Cibele

11/08/2013 - 19h30

Que legal, notei que você está trabalhando mais no site, Azenha. Financiamento é outra coisa. Pelas minhas contas, só com assinantes, já deve estar dando uns cinco mil por mês. Tomara que aumente ainda mais, o blog tá melhorando muito com conteúdo próprio.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    11/08/2013 - 19h39

    Cibele, trabalho na medida das minhas possibilidades. Infelizmente, ainda não com dedicação exclusiva. Tento conciliar com outras atividades.

    Cibele

    12/08/2013 - 20h27

    Tá ótimo, Azenha. O caminho é esse mesmo. Apesar de eventuais discordâncias, continuo te admirando muito.

Armando do Prado

11/08/2013 - 19h24

Como os socialistas utópicos do século XIX já diziam: ROUBO!

Responder

João

11/08/2013 - 19h06

Ler e distribuir

Responder

Deixe uma resposta