VIOMUNDO

Marco Aurélio Carone: Dilma, solicite ao Itamaraty informações sobre a Carta de Intenções que Aécio assinou em Londres em 2004

21 de abril de 2015 às 14h01

Bush e Aécio

Em 2004, durante encontro com a elite financeira internacional em Londres,  o ex-presidente dos EUA, George Bush, afirmou: “Este será o próximo presidente do Brasil”, referindo-se a Aécio

por Marco Aurélio Carone, especial para o Viomundo

A história acontece primeiro como tragédia, depois se repete como farsa.

A frase acima é de Karl Marx na sua obra O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Referia-se à sucessão de dois Bonaparte à frente de governos de exceção na França. O primeiro, Napoleão, foi uma tragédia. O segundo, Luís, uma farsa.

O momento em que vivemos no Brasil nos obriga a refletir sobre o passado em busca de respostas para entender o presente.

É preciso remontar ao início do século XX. Nessa época, reinava absoluta a política “café com leite”, que vinha desde o governo Campos Sales (1898-1902), seguido por Rodrigues Alves (1902-1906) e Afonso Pena (1906-1909). Café com leite significava a alternância na presidência da República entre os políticos de São Paulo e de Minas Gerais.

A primeira quebra deste acordo ocorreu no quatriênio presidido pelo marechal Hermes da Fonseca (1910-1914),  embora alguns historiadores afirmem o contrário. O movimento denominado Civilista decidiu defender a candidatura de um civil em oposição à de um militar, o Marechal Hermes da Fonseca, candidato apoiado pelo então presidente da República.

O intelectual Rui Barbosa foi o escolhido pelos civilistas para disputar o cargo. Ele percorreu o Brasil, realizando discursos e comícios, em busca de apoio popular, fato até então inédito na vida republicana brasileira. Foi a primeira campanha presidencial moderna realizada no país. Mesmo assim, Hermes da Fonseca foi eleito presidente.

O período de 1918-1922 seria do paulista Rodrigues Alves, mas, devido à sua morte, foi ocupado, excepcionalmente, pelo paraibano Epitácio Pessoa.

A política “café com leite” gerava, claro, descontentamento entre as oligarquias dos demais estados, provocando eventos como a chamada Reação Republicana, surgida em 1922, quando da sucessão de Epitácio Pessoa.

A Reação Republicana era formada pelos estados de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ela ocorreu em resposta ao veto feito pelo governador Borges de Medeiros, do Rio Grande do Sul, à candidatura de Artur Bernardes.

Para o dirigente gaúcho, a candidatura de Bernardes, significava a garantia da valorização do café, “quando a nação carecia de equilibrar todo o seu sistema financeiro”.  Atentem ao o que as oligarquias já alegavam em 1922.

A Reação Republicana apresentou como candidatos a presidente e a vice-presidente da República, respectivamente, Nilo Peçanha, do estado do Rio de Janeiro, e J.J. Seabra, da Bahia.

A insatisfação referida por Borges de Medeiros fez brotar entre setores outros da sociedade, principalmente nos mais jovens, a convicção da necessidade imperiosa de total e completa reformulação na conduta política, fazendo-a condizente com os processos de governo efetivamente democrático.

Como acontece agora, a crise financeira mundial de 1929 atingiu em cheio a economia do Brasil, muito dependente das exportações de um produto, o café. Mais do que gerar dificuldades econômicas, o crash, que completa 86 anos, provocou uma mudança no foco de poder no país, acabando com a política “café com leite”. Um pacto político interno que já durava mais de trinta anos.

A crise arruinou a oligarquia cafeeira, que já sofria pressões e contestações dos diferentes grupos urbanos e das oligarquias dissidentes de outros Estados, que almejavam o controle político do Brasil.

Aproveitando a crise internacional que fragilizara a economia do País e diante do rompimento pelos paulistas da tradicional política “café com leite”, os políticos mineiros resolveram reativar a Reação Republicana e o foco do poder no país foi deslocado para o gaúcho Getúlio Vargas, que se tornou presidente da República após o golpe de 1930.

Do ponto de vista político e das elites, a crise foi importante porque desviou o foco do poder para Getúlio Vargas e para um projeto de industrialização.

O golpe de Estado, denominado pelos historiadores de “Revolução de 1930”, e o papel desempenhado por políticos de então inspiram os que hoje tentam derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

Naquela época, os perdedores da eleição presidencial arguiram ilegitimidade do pleito, embora fossem os autores da legislação e regras eleitorais. E, aproveitando-se da crise econômica e das divergências políticas regionais, derrubaram o presidente eleito.

Esse movimento levou o País a uma ditadura selvagem de 15 anos. Os motivos alegados para o golpe era o de estabelecer uma nova ordem constitucional. Porém, ocorreu o  contrário. Vieram a dissolução do Congresso Nacional e a intervenção federal nos governos estaduais, dando início à denominada “Era Vargas”.

A deposição de Getúlio Vargas e o término do “Estado Novo” só ocorreram em 1945, com a posterior redemocratização do país e adoção de uma nova Constituição em 1946, marcando em definitivo o fim da “Era Vargas”. Teve início, então, o período conhecido como “Quarta República Brasileira”.

Saltando para os dias atuais. É inegável a existência de uma crise de representatividade. Ela demonstra que o modelo de Democracia Representativa esgotou-se e deve ser aprimorado com a introdução gradual da Democracia Participativa, modelo que as atuais lideranças políticas fogem como o diabo foge da cruz.

Uma das razões pelas quais a presidenta Dilma está sendo ferozmente combatida é justamente porque deu início a essas mudanças, propondo a adoção do Plebiscito e Referendo, institutos da Democracia Participativa.

As eleições de Eduardo Cunha, para a presidência da Câmara dos Deputados, e a de Renan Calheiros, para comandar o Senado, demonstram claramente o medo dos parlamentares dessa transformação.

É inegável que a crise de representação não está no Executivo, e sim no Legislativo,  embora a mídia insista em afirmar o contrário. Todas as medidas encaminhadas pela presidente Dilma ao Congresso têm sido rejeitadas, numa clara atitude de quanto pior melhor.

Aproveitando-se do receio de seus colegas congressistas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) busca a repetição do golpe de 1930. Ele tenta se colocar como principal ator, representando o empoeirado roteiro.

Só que existe um detalhe. Aécio não tem liderança nem o necessário conhecimento e vivência politica para exercer tal posição por ser fruto de milionárias campanhas publicitárias.

Sua liderança existe apenas nos noticiários de jornais, rádios e TV, pois não tem sequer território político. Ele só nasceu em Minas. Foi criado no Rio de Janeiro. E mesmo como governador,  ele morou na cidade do Rio de Janeiro.

Aécio conhece o Estado de Minas Gerais apenas por cima, quando de avião dirige-se a Brasília. Procedimento idêntico tomou toda sua equipe de governo e família, após as eleições de 2014.

Aécio tornou-se um bufão, adotando técnicas semelhantes às do excelente apresentador Sílvio Santos no quadro: “Quem quer dinheiro”. Evidente que seu auditório composto pela grande imprensa o aplaude na espera dos “aviõezinhos”.

A sua atitude pode parecer inocente, mas infelizmente não é. O bufão não sabe o que está fazendo, mas seus patrocinadores sabem. Eles querem conseguir audiência e apoio popular para atingir seus interesses nas águas turvas.

O senador precisa saber que perdeu a última eleição para ele mesmo, foi derrotado no Estado que ditatorialmente governou.

Quem conhece a política mineira sabe que a origem de Aécio está intimamente ligada à defesa e à representação do capital financeiro internacional.

Isso desde os anos 30, quando seu avô Tancredo Neves era extremamente próximo ao  americano  Percival Farquhar, que ocupou a presidência da Itabira Iron Ore Company. Na época, era dono do que hoje é conhecido como Cia Vale do Rio Doce.

Com a saída de cena de Farquhar — devido à nacionalização do setor de mineração para cumprir um acordo de fornecimento de minério aos EUA durante a Segunda Guerra e à fundação em junho de 1942 da Vale do Rio Doce — os interesses multinacionais até então representados no País por Percival foram transferidos para Moreira Salles, banqueiro igualmente próximo de Tancredo.

Posteriormente, no Governo de Juscelino Kubitschek, de 1956 a 1958, Tancredo ocupou a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil, implantando os alicerces do Banco Central. Uma antiga exigência do capital internacional, que lhe foi demandada quando era ministro da Justiça no governo de Getúlio Vargas (de 26 de junho de 1953 a 24 de agosto de 1954, quando o presidente se suicidou).

A presidenta Dilma ocupa legitimamente a Presidência da República, pois foi eleita pelo voto popular para o mais alto cargo político do País.

Só que, no meu entender, ela necessita identificar com quem e a serviço de quais interesses a classe política nacional articula.

A presidenta precisa entender — e só ela, pois grande parte dos integrantes do seu governo oriundos de outras siglas partidárias já entende —  que lidar com o mundo político é o mesmo que participar de um baile de máscaras, onde a fisionomia não identifica quem a usa. Muito menos sua “alma”.

Infelizmente, para a esquerda e felizmente para a direita, os primeiros sempre imaginam ser capazes de cooptar os segundos, enquanto os segundos só lidam com os primeiros já cooptados.

Nesse contexto, gostaria de dar uma sugestão: Presidenta Dilma, solicite ao Itamaraty informações sobre a existência de uma autorização legislativa ou dispositivo constitucional para que o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, celebrasse uma “Carta de Intenções”, durante encontro com a elite financeira internacional na Spencer House, em Londres. A carta foi  assinada em 16 de maio de 2004.

Na ocasião, portanto dez anos atrás, George Bush, ex-presidente do EUA, afirmou: “Este será o próximo presidente do Brasil”, referindo-se a Aécio.

Seria igualmente importante que o Senado solicitasse cópia dessa mesma carta, pois um de seus membros, na condição de Governador do Estado, talvez tenha cometido um crime de lesa-pátria.

Crime de lesa-pátria é qualquer aliança política, traiçoeira, que cause prejuízos ao País, acabando com a Democracia, Soberania e Liberdade de seu povo. Assim como, desviando fraudulentamente recursos dos cofres públicos, impondo regime autoritário fundamentado na esquerda ou direita, radical ou não, aparelhando o Estado e subjugando e enganando o povo em busca de poder.

Nos anos 30, o ocorrido foi uma tragédia. Sua repetição agora será uma farsa.

Marco Aurélio Carone é ex-presidente do Jornal de Minas e do Diário de Minas. É o responsável pelo site mineiro Novojornal, retirado duas vezes do ar por decisão judicial. Preso sem qualquer condenação por 10 meses em penitenciária de segurança máxima sob a alegação de garantia da ordem pública. Só que, verdade, a prisão foi para evitar que suas matérias interferissem nas eleições presidenciais de 2014.

Leia também:

Ignacio Delgado: A trajetória de Aécio é uma tremenda fraude 

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Dulce Rosa

11/05/2016 - 19h34

O Número de ANALFABETOS NO BRASIL ,É assustador!!! BRASIL,NEM EIRA,NEM BEIRA! VAI-SE ou FOI-SE COM O PT!!! AGUARDEM!!!

Responder

    Julio Silveira

    22/04/2015 - 20h37

    Carla, o assunto é sério, mas esse cara do site, pelas coisas que tem colocado, é dodoi da cabeça.

    Marco Sousa

    24/04/2015 - 00h26

    Em relação à reportagem do site (http://www.libertar.in/2013/05/comissao-trilateral-quer-impor.html) do “Marcos Paulo Góes” e comentada por Julio Silveira para (“Carla”, o assunto é sério, mas esse cara do site, pelas coisas que tem colocado, é doido da cabeça), gostaria de tecer os seguintes comentários:

    A manchete do saite acima não tão (sem cabimento assim) vejam esses fatos:

    a) primeiro, a operação Lava Jato foi desencadeada no “Paraná” através de investigações de delegados da Polícia Federal que fizeram até campanhas contra a candidata Dilma;

    b) depois, cai nas mãos de um promotor e de um juiz que não são, meramente, “suspeitos”. por acidente, como ocorre, normalmente, na justiça, mas TENDENCIOSAMENTE COMPROMETIDOS COM UM DOS LADOS DA AÇÃO, inclusive, parte da ação, onde também “seriam” suspeitos; entretanto, desconsideram esses fatos e provas e firmam (ação) só contra um dos lados, o PT, com o objetivo claro e firme de derrubar Dilma e esculachar o PT como partido político no Brasil e no Mundo;

    c) depois ainda, vem a INÉRCIA do PT, do ex-Presidente Lula, dos advogados do partido, das medidas “descompassadas” de Dilma e por aí vai. Até parecem (crianças sem rumo e sem destino…, sem saber o que fazer!?????);

    d) o que teria acontecido com o PT por essa (inércia…)?, alguém os obrigou a CALAR O BICO???. Argumentos têm de sobras, inclusive, provas sobre o PSDB, provas de crime do juiz Sérgio Moro. Onde a Justiça, aparentemente, demonstre “conivência” com o que Moro está fazendo, porém, de um modo geral os Tribunais só poderão se pronunciar se forem (acionados), mas o PT não os acionou???, deixou TUDO assim mesmo???, com “Moro” fazendo o que bem entende das Leis???? ou fez e a Justiça não deu ouvidos????;

    e) Se os Tribunais foram acionados e não deram ouvidos, então…, a coisa é mais séria do que se pode imaginar e como o PT iria se pautar (nesse campo minado), será que já não teria conhecimento dos (fatos)???, que fatos????, que força seria essa que cala o PT, os Tribunais e deixa tudo (aparelhado) para um juiz (derrubar um presidente legitimamente eleito)?????.

    A conclusão é a de que ISSO TUDO é um JOGO DE CARTAS MARCADAS e seus JOGADORES (todos) SABEM MUITO BEM DISSO!: O PT; o PSDB; A Justiça, inclusive, os Tribunais Superiores, o Juiz Sério Moro, por isso mesmo faz o que está fazendo…; A Procuradoria Geral da República; Dilma e todos àqueles que devem saber dos fatos.

    Um (paralelo) em uma ação judicial que foi parar no Supremo sobre uma reserva indígena lá no Amapá (Raposo não sei de que…), era, é fato que as terras utilizadas pelos índios são mais do que excessivas para as suas necessidades e que são as melhores do Estado do Amapá, isso significa mais de 50% do seu território, o resto, alagadiços é onde fica as cidades, plantios, em fim o Estado organizado do Amapá; além do que está infestada de ongs estrangeiras ensinando inglês e colocando bandeiras norte-americanas no local, retirando material (biogenético) sem qualquer autorização legal, que nos EUA, onde, em suas escolas já assinalam como território dos EUA. Sabe-se ainda, que nos resto do país, para os indígenas conseguirem uma (mísera) porção de terra é o MAIOR SACRIFÍCIO, perdem em todas as instância, terras comprovadamente que faziam parte de antigas reservas registradas na FUNAI, são desconsideradas mediantes títulos de propriedade (fraudulentos) apresentadas por latifundiários e reconhecidos pela “Justiça”. Porém, NÃO SEI PORQUE, no caso desses indígenas do Amapá foram reconhecidas de pronto e majoritariamente pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.

    Marco Sousa

    23/04/2015 - 11h09

    Parece, (Fanático Protestante). Entretanto, nem tudo que “ele” fala (é tão sem sentido assim não!). Tem muito ossos nesse angu aí…

    WSobrinho

    17/08/2015 - 14h43

    Marco Souza, só uma correção, a Reserva Raposa Serra do Sol fica no estado de Roraima, e não no Amapá.

dingo

22/04/2015 - 10h33

de acordo com o comentário de olivires, e digo mais: o texto é longo, cansativo e é flagrante a miopia histórica do autor. É até bem intencionado (denunciar o acordo de Aecio com a banca internacional), mas a contextualização histórica é uma fraude retumbante…. comparar as intenções do dos tucanos com a Revolução de 30 é um delírio monumental…

Ignora os avanços promovidos de 30 a 45, quando foi impulsionada a indústria de capital nacional, Vale do Rio Doce, CSN, BNDE (depois veio o “S”), além de conquistas sociais como a CLT, voto feminino, criação de várias universidades, valorização da cultura nacional com a criação da OSB, Rádio Nacional etc. Várias dessas conquistas foram suprimidas pelas privatizações do FhC ou estão sob ameaça agora. Usam a deplorável (e nefasta, reconheço) repressão policial do Estado Novo como se fosse o único acontecimento relevante e só falam do período como “ditadura selvagem” etc. etc.

Em 45, Vargas foi deposto num golpe patrocinado pelos EUA e disfarçado de “redemocratização”, pois ficaram furiosos com a criação da siderúrgica, condição imposta para o apoio brasileiro na 2a guerra. Como 1946 marcou “em definitivo o fim da ‘Era Vargas'”, SE ELE FOI ELEITO DEMOCRATICAMENTE 04 ANOS DEPOIS ? Para criar a Petrobrás, dobrar o salário mínimo, entre outras coisas que os tucanos querem sabotar. E o autor preferiu ignorar.

O desmonte da Petrobrás e da CLT, talvez as heranças mais marcantes da “Era Vargas” (ou “ditadura selvagem”, se preferir), é a pauta principal da ofensiva oposicionista ao atual governo. Não precisa ser jornalista nem historiador, nem cientista político para ver isso. Muitos de vocês da esquerda de SP (e de MG, donde veio o autor) têm que amadurecer e revisitar a história. E se conciliar com o nacionalismo trabalhista de Vargas. Para entender o que está em jogo no cenário político dos dias de hoje.

p.s. Não se deve levar a sério a biografia do Getúlio, escrita pelo Lira Neto e celebrada inclusive pelos herdeiros de 32.

Responder

    Cosme Neto

    29/11/2015 - 01h46

    A meu ver o autor parece confundir os movimentos: o de 30 retirou o país de uma situação medieval e lançou as bases de uma sociedade industrial, instrumentalizada por forte sentimento nacionalista; já, por outro lado, o movimento de restauração, reacionário, cognominado revolução constitucionalista de 32, este sim, fruto do descontentamento de uma elite oligárquica, com raízes escravocratas, que se utilizou da desinformação e boa fé do povo, e que tenta ainda nos dias de hoje, mediante esse massacre diuturno promovida pelo PIG, dominado pelos herdeiros dessa mesma oligarquia, repetir a farsa que com muito sucesso utilizaram em 54, 60 e 64. Elite com complexo de vira-latas, plasmada na fotografia do então político da UDN, Otávio Mangabeira, beijando as mãos de Dwight Eisenhower. Aécio, de forma medíocre, repete o padrão do DNA que inexoravelmente carrega. Não nos esqueçamos que o Reich de Mil Anos foi emprenhado no seio da então incipiente e insipiente República de Weimar. Uma Nação que não aprende com sua história, condena os seus filhos a repetir os seus erros.

Hell Back

22/04/2015 - 10h12

Esse é o homem que iria mudar o (nome do Brasil)! Brazil com “Z” . Ufa! Escapamos por pouco!

Responder

Hell Back

22/04/2015 - 10h10

Esse é o homem que iria mudar o (nome do Brasil)! Escapamos por pouco!

Responder

Evandro de Manaus-AM

22/04/2015 - 09h16

A diferença entre Getúlio e Aécio é, obviamente, enorme. Uma delas é que durante a campanha presidencial, Getúlio havia, depois de décadas de guerras civis, unido o Rio Grande do Sul. Castilhistas e maragatos o apoiavam. É bom frisar também que em São João Del Rey, berço da família Neves, o candidato a prefeito apoiado pelo neto de Tancredo perdeu para um petista.

Responder

Joanisbel Amorim

22/04/2015 - 08h28

O ASSALTO AO TREM PAGADOR DO BRASIL, MOSTRADO NO http://WWW.CARTACAPITAL, NÃO TEM PARALELOS NA HISTÓRIA DESSE BRASIL, É MUITA COVARDIA COM OS NORDESTINOS, COM OS NEGROS, COM MULHERES E CRIANÇAS, É DE SE FAZER UM GOLPE, MAS, É CONTRA ELES, BANDIDOS/SAFADOS, LADRÕES. VIVA O POVO RUSSO, VIVA O POVO COREANO, VIVA O POVO CHINÊS, VIVA O POVO VIETNAMITA, QUE IRÃO ENFRENTAR E VENCER OS LADRÕES.

Responder

Mac

21/04/2015 - 23h16

Se ele fez esse pacto,,, fez literalmente pacto com o demo… Observei de cara o aperto de mâo tipico de free masons (marcônaria pura) organização internacional – Senior George Bush,, filho de Prescot Bush , famoso financiador de Hitler na segunda Guerra,, A família Bush é como uma monarquia nos EUA,, paus mandados da coroa Britanica, (pacto assinado na cidade de Londres, um estado independente) veja que o filho menor Jeb Bush é candidato em 2016.. Estão de olho no nosso NIOBIO e Pré Sal. Claro querem implementar aqui um puppet como Aécio para somente obedecer as ordens deles na hora de implementar também a agenda da Nova Ordem Mundial que ja esta atrasada… Espero que a Dilma se ligue urgente nessa farsa e que deus seja Brasileiro e nos salve desse mal…!

Responder

Messias Franca de Macedo

21/04/2015 - 22h26

[EM TEMPOS FASCIGOLPISTAS jurídico-midiático…
Hora do recreio!]

A propósito, por que Diabos o PIG não divulga as investigações relacionadas à Operação Zelotes?!

LÁ VEM [MAIS] DELAÇÃO PREMIADA DO MATUTO! Risos

“O problema todo foi a escolha do nome da Operação da Polícia Federal!”
Explico:
“a palavra ‘Zelotes’ é composta pelo prefixo ‘Zé’!
E pelo sufixo ‘lotes’!
Portanto, a CORRUPÇÃO no Coaf da Receita Federal envolve um [suposto] ‘Zé’ [(S)erra?!] e ‘lotes’ [de dinheiro?! Sujo e, depois, lavado?! No HSBC do SUIÇALÃO [do tesoreiro Marcio Fortes do PSDB do tempo da ‘Privataria Tucana’], preferencialmente?!…

Pano rápido!
Limpa as sujeiras, “MAS, ‘cheirosas’”, diria a ‘Calunista’ do PIGolpista Eliane TACANHÊde! Eliane TUCANêde, para os íntimos de carteirinha – e de MENSALÃO do BLOGUEIRÃO ‘Téo Implicante Pereira’ “dos governadores Alckmin, (S)erra, Beto ‘Rincha’, não necessariamente nessa ordem”!

RESCALDO:

se, ao menos, o ‘Zé’ da Zelotes fosse acompanhado do nome Dirceu!
E/ou do sobrenome Oliveira!
E/ou do Silva!
E se tivesse Silva, “aí é que seria ‘bão’, ‘seu moço’”!
Pegaria o [‘Zé’] Dirceu!
E, “de quebra”, o Luiz Inácio Lula… Da Silva!

Ufa!

Pausa para rir!
Das nossas desgraças tropicais!

Messias Franca de Macedo – matuto bananiense!
Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas

Responder

anac

21/04/2015 - 22h22

O que me deixa deveras preocupada é a ingenuidade da presidenta Dilma de não saber que está a lidar com traíras ou potenciais traíras.

Deveria lembrar Voltaire: Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu….
não dê as costas nunca para nenhum dos dois, nem para os inimigos, nem para os amigos.

Responder

anac

21/04/2015 - 22h17

Aecio é o eterno menino do Rio. Não larga o osso de jeito nenhum de ser um neves no Leblon bem longe das montanhas de Minas…

Responder

Marco Sousa

21/04/2015 - 21h50

Simplesmente, UMA AULA DE HISTÓRIA E POLÍTICA, com nuanças internacionais!. Excelente!.

O diabos é que fiquei curioso (prá danando) para ler essa tal (Carta de Intenções) que o tal tucano assinou em Londre, e, deve ser uma BAITA TRAIÇÃO CONTRA O PAÍS (só poderia ser!.

Responder

Mário SF Alves

21/04/2015 - 21h22

“Na ocasião, portanto dez anos atrás, George Bush, ex-presidente do EUA, afirmou: “Este será o próximo presidente do Brasil”, referindo-se a Aécio.”
______________________________
O Bushão errou. Atirou no que viu e acertou no que não viu. Se em lugar de próximo presidente do Brasil tivesse dito:

“a exemplo de 64, e de Minas, num futuro próximo, esse será o próximo algoz do Brasil… teria acertado as 05 dezenas com um só cartão.”
Moral da estória: a CIA não entende nada de Brasil.

Responder

    RONALD

    20/08/2015 - 16h31

    Mário, o EUA só entendem de bombas !!!!

Giordano

21/04/2015 - 20h42

A foto desnuda, com clareza, o estado de demência, dos dois !!!

Responder

Sertão/PE

21/04/2015 - 20h35

O problema do aecinho e a abstinência do fermento.

Responder

    Marco Sousa

    21/04/2015 - 21h57

    Ih!, ih!, ih!…, essa foi boa…

Wendel

21/04/2015 - 20h15

Muito bom o texto, mas acrescento um porém:
Me pergunto sempre, porque só agora lemos com maior incidência as noticias criminosas deste verme?
Seria covardia ou medo dos blogueiros, jornalistas e Blogs em divulgarem o que é realmente este individuo ?
Agora, quando omesmo veste a camisa dos udenistas, e já causa este grande estrago, é que vêem publicarem artigos que os mais atentos sempre souberam !
Tinham eles, medo talvez de irem em “cana” tal qual o herói, HERÓI SIM, que passou dez meses trancafiado por ter tido a coragem de se opor a este bandido quano era governador em Minas ?
A historia pode ser falseada, e como é, mas os grandes e verdaeiros heróis, jamais são esquecidos por aqueles que, a custa de suas próprias liberdades se imolam!!!!!!!!!!!!!!!
Sigam o exemplo !!!!!!!!!!!

Responder

    Sta. Catarina

    21/04/2015 - 21h17

    Wendel, creio que seja uma mistura de medo por retaliação e também o acesso difícil às informações, haja vista que o Aético mandava na imprensa mineira.

José Fernandes

21/04/2015 - 18h31

Essa carta não vale o papel higiênico que uso……

Responder

José Carlos Vieira Filho

21/04/2015 - 17h00

“Isso desde os anos 30, quando seu avô Tancredo Neves era extremamente próximo ao americano Percival Farquhar, que ocupou a presidência da Itabira Iron Ore Company. Na época, era dono do que hoje é conhecido como Cia Vale do Rio Doce.”
Para que quiser saber como o jogo é pesado, há um retrato interessante do Farquahr no livro do Marcio Souza “Mad Maria”. Atenção: o livro, não a mini-série. A maioria das mutretas descritas na Capital Federal é baseada em fatos reais.

Responder

abolicionista

21/04/2015 - 15h58

Matéria muito bem escrita. Gostei muito do paralelo histórico, muito iluminador. Infelizmente, fazendo um exercício de imaginação, não creio que Aécio possa ser imputado por nada, por mais crimes que ele tenha cometido. Isso porque qualquer ação contra Aécio seria transformada pela mídia num “ataque político”, dando ensejo a argumentos falsos, como o de que Dilma e o PT estão “cubanizando” o país, etc. Acho que o maior empecilho é agora a imprensa. É ela que vem envenenando o país e organizando um golpe que, real ou não, já está funcionando como moeda política para enfiar pela goela dos trabalhadores a agenda conservadora. É preciso atacar a máfia da mídia em sua parte mais sensível: o bolso.

Responder

Mariza

21/04/2015 - 15h54

O bom seria que fosse publicado para todos os brasileiros conhecerem quem é verdadeiramente o aético nébrio e suas intenções para com o nosso Brasil.

Responder

    Marco Sousa

    21/04/2015 - 22h01

    Mariza, TENTE DIVULGAR de todas as formas possíveis!. Eu já fiz no Twitter!. Mas (quantas pessoas vão ler esse twitter que fiz????). Faça também e se tiver outros meios de comunicação ao seu alcance não deixe de usar.

Ninguém

21/04/2015 - 15h39

Em aécioporto só pousa aviãozinho ou pousa perrelicóptero também?

Responder

Zé Brasil

21/04/2015 - 15h39

Bush-pai entendia como ninguém sobre merda.
Não lhe bastou o próprio filho, o Bozo Bush!

Responder

olivires

21/04/2015 - 15h35

Não compararia a atual tentativa de impeachment ou pedidos de golpe militar com o final da República Velha e o golpe de Getúlio Vargas em 1930.

Em 1929 ocorreu a quebra da bolsa de NY e a consequente quebra da economia mundial. Nenhum país rico importava mais bens primários, como o café brasileiro.

A opção era “permanecer em crise até a crise dos ricos passar”, como defendia Eugênio Gudin, economista que preferia a inserção do Brasil no mercado mundial exclusivamente como exportador de matéria-prima.

Quando isso não foi mais possível, defendia uma economia “complementar” industrial, de produtos manufaturados para atender às indústrias de ponta dos ricos, ou seja, uma inserção subalterna incompatível com um país com tantas riquezas e do tamanho do Brasil.

Assim, o golpe de 1930 veio apenas a derrubar um modelo podre, a Velha República. Somente em 1937, quando Getúlio outorgou a Constituição chamada de “Polaca”, o regime se tornou uma ditadura, com fechamento do Congresso e outras arbitrariedades.

Em 1934 houve uma constituição legitimamente promulgada, e antes disso, em 1932, Getúlio teve que lidar com a chamada “Revolução Constitucionalista” de SP, que nada mais era do que a reação da antiga República Velha, com a desculpa de que contestavam o atraso na produção de uma nova constituição.

Nesse sentido, Júlio Prestes, o candidato eleito que nunca tomou posse em 1930 pelo golpe de Getúlio, em nada se assemelha à Dilma Rousseff, candidata eleita em 2014 na continuidade de um sistema democrático que já dura 24 anos.

As eleições em 1930 não eram universais, só 2% da população votava, e nem secretas, os coronéis locais determinavam quem ia ser eleito. As eleições de 2014 foram legítimas e nos moldes da constituição que chamam de “cidadã” de 1988, por sua característica de promotora dos direitos individuais fundamentais.

Não há cabimento em pedir o impeachment de um presidente sem motivos objetivos, e não esses circunstanciais, como: o “descalabro”, a “má gestão”, “deixava roubar”, “tinha obrigação de saber”. Ainda mais quando todos os outros agentes políticos de oposição estão envolvidos em atuação semelhante em suas respectivas esferas de influência.

Já pedir um golpe militar é uma aberração que deveria ser combatida com a lei. É criminoso qualquer um ir para as ruas pedir para uma corporação armada tomar as rédeas do poder, que deve sempre emanar do povo, através de seus representantes ou diretamente, em qualquer democracia consolidada.

O sufrágio universal é instituição basilar de uma democracia, assim como o acesso à informação. Só é possível o povo escolher o melhor candidato se tiver conhecimento dos fatos, e não apenas meias-verdades ou mentiras inteiras.

Ser contra um impeachment sem motivos objetivos é defender o instituto do sufrágio, independente de quem seja o governo, e ser a favor da quebra do monopólio midiático é defender o futuro da democracia.

Senão corremos o risco de repetir a história como farsa. Não o golpe de 1930, mas o golpe de 1964, com panelaços, classe-média na rua instigada pela televisão e marcha da TFP.

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Queiroz

21/04/2015 - 15h24

O velho blábláblá esquerdoide da grande conspiração imperialista. Nao sei se me da preguiça ou sono

Responder

    sergio m pinto

    21/04/2015 - 17h31

    Deve dar sono. Tente o G.A.F.E. Lá as matérias são mais “espertas”

    Chico

    21/04/2015 - 18h15

    Vai estudar.

    Rita

    21/04/2015 - 18h50

    Deve dar ódio.

    Giusepe

    21/04/2015 - 19h06

    Eu acho que é preguiça mesmo, coisa típica deles……..os vassalos do rei…

    Geraldo Galvão

    21/04/2015 - 20h08

    Acho que a vontade que lhe dar é de lamber o saco de um Yankee.

    Luisa Valdorf

    21/04/2015 - 20h55

    Qualquer pensamento que exige um neurônio de quem só possui um e meio, dá preguiça e sono. Não se exige o exercício de raciocínio, aí já é dilmais.

    Vixe

    21/04/2015 - 21h53

    Se te dá sono, dormirás e não verá a verdade das coisas.
    Se te dá preguiça, vais dormir e também não poderás ver a verdade das coisas.
    De qualquer maneira, não verás a verdade das coisas mas só aquelas “verdades” que os que te manipulam querem que você veja.
    Entendeu?
    Não?
    Normal, dado o seu sono e a sua preguiça, jamais entenderá mesmo…

    Marco Sousa

    21/04/2015 - 21h56

    Mentes (retardadas) são assim mesmo, só gostam de (merdas)!. O sério, o correto e o lógico para “eles” são enfadonhos!.

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