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Manoel Junior no Ministério da Saúde poderá ser a pá de cal no SUS; financiado por planos de saúde e laboratórios, sua especialidade é defender o interesse privado

25 de setembro de 2015 às 11h22

Cunha e Manoel

 por Conceição Lemes

Os jornais de terça-feira, 22, vieram com a notícia: a presidenta Dilma Rousseff teria oferecido ao PMDB um Ministério prezadíssimo pelo PT – o da Saúde. Ao longo do dia, a notícia foi se confirmando.

Os jornais de quinta-feira, 24, já não deixam mais dúvidas: o Ministério da Saúde vai mesmo para o PMDB, que sugeriu três nomes para a pasta. Os dos deputados federais Manoel Junior (PMDB-PB), Marcelo Castro (PMDB-PI) e Saraiva Felipe (PMDB-MG), já vetado.

O mais cotado, preferido pelo partido, é o médico e deputado federal Manoel  Junior.

Lamentável por várias razões.

Saúde não deveria ser a moeda de troca na crise política. Do ponto de vista social, é uma área estratégica que não comporta esse tipo de barganha.

“Dilma, preserve os interesses públicos na saúde!”,  pedem, em nota pública (na íntegra, ao final), divulgada nesta sexta-feira 25, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes). “Saúde é política de Estado.”

O atual ministro, o médico sanitarista Arthur Chioro, só foi tomar conhecimento desse movimento pela mídia. Entre quarta e quinta, ele deveria embarcar para os EUA, onde iria à abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização Mundial de Saúde (OMS) e, depois, daria uma aula na Universidade de Harvard.

Se o nome de Manoel Junior for confirmado, poderá ser a pá de cal no Sistema Único de Saúde (SUS), que este ano já sofreu alguns golpes mortais:

* O ajuste fiscal cortou o SUS na carne.

*A constitucionalização do subfinanciamento pela Emenda 86, que impôs a diminuição dos já insuficientes recursos do SUS.

* A prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023 também afetará o SUS.

*A abertura dos hospitais privados ao capital estrangeiro.

* As ameaças  do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com a Agenda Brasil, e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a sua PEC, que prevê plano de saúde compulsório para empresas e trabalhadores.

A possível nomeação de Manoel Junior será também mais uma vitória do setor privado da saúde.

Será como colocar a raposa para tomar conta das uvas, havendo o risco de tornar o Ministério da Saúde em um balcão de negócios. Por uma simples razão: a especialidade do parlamentar é defender o interesse privado em detrimento da saúde pública.

Em 2014, ele foi eleito com apoio financeiro da Bradesco Saúde (do segmento de planos e seguros de saúde) e dos laboratórios farmacêuticos Biolab Sanus e Eurofarma, dos quais recebeu, respectivamente, R$ 105.667,66, R$ 100 mil e R$ 150 mil. Total: R$ 355.667,66.

pmdb - TABELA

Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP, estuda a relação entre financiamento de campanhas eleitorais e interesses particulares na saúde. Para ele, algumas iniciativas do parlamentar podem ser interpretadas como retribuição e favorecimento aos interesses das empresas doadoras.

Manoel Junior é autor da emenda que abriu recentemente os hospitais privados ao capital estrangeiro. Trata-se de tema de grande interesse também dos planos e seguros de saúde, a exemplo da Bradesco Saúde.

Para expandir seus negócios, os planos dependem da expansão da rede prestadora, de hospitais e laboratórios. Como o setor privado da saúde brasileiro pouco investe, só lucra, o capital estrangeiro viria a calhar.

A emenda – que virou lei, alterando inclusive a lei 8080/90, a Lei Orgânica da Saúde, que, assim como a Constituição Federal, vetava o capital estrangeiro — foi colocada por Manoel Junior de contrabando na Medida Provisória 656/14, enviada pelo governo ao Congresso em outubro de 2014 e aprovada em dezembro. A princípio, a MP só tratava de registro de imóveis públicos, crédito imobiliário e prorrogação de alguns incentivos tributários. Mas, os parlamentares, de acordo com os seus interesses, acabaram colocando tudo na MP.

Outra ação do  deputado Manoel Junior, que favorece o mercado farmacêutico, certamente foi bem vista por outros dois patrocinadores de sua campanha, a Eurofarma e a Biolab. Ele é o relator da MP das Farmácias (MP 653/2014).

A Lei 13.021/2014 tornou obrigatória a presença de farmacêutico responsável nas farmácias para dar assistência técnica na hora de vender medicamentos. A MP 653/2014 desobriga-as disso.

As entidades que representam os donos de farmácias dizem não haver número suficiente de farmacêuticos para cumprir a norma legal. Alegam ainda que muitos estabelecimentos não teriam como arcar com os custos para manter um profissional de nível superior.

Já as entidades de farmacêuticos acusam as empresas de pressionar pela edição da MP, mostrando que o interesse econômico prevaleceu sobre o interesse da saúde. Dizem haver quantidade suficiente de profissionais para atender à demanda e alegam que o mercado farmacêutico brasileiro, perto de ser o quarto maior do mundo, teria como bancar a presença de farmacêuticos nas drogarias.

Pois o deputado Manoel Junior, relator da MP, ficou com a posição dos donos de farmácias. Acatou ainda emenda para permitir assistência de forma remota, nos horários de intervalos da jornada de trabalho do farmacêutico titular, em caso de substituição temporária e nos finais de semana e feriados.

“São precedentes muito ruins. O Ministério da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada, foram R$ 106 bilhões em 2014. É um Ministério muito sensível a lobbies e interesses poderosos da indústria farmacêutica, de equipamentos, órteses e próteses, hospitais privados e planos de saúde”, previne o professor Mário Scheffer.  “Pelo visto, esses setores entrarão sem bater na porta.”

A favor do financiamento privado de campanha eleitoral, do fim da rotulagem dos  transgênicos e da redução da maioridade penal e outras pautas conservadoras, Manoel Junior é da tropa de choque do deputado Eduardo Cunha.

Certamente um ministro da Saúde com essas convicções representará obstáculos e retrocessos em políticas de saúde pública, como de HIV-Aids, saúde da mulher, drogas, sexualidade nas escolas, entre outras.

Tem mais. Caso se comprove a sua nomeação, será um ministro da Saúde sem histórico de compromisso com o SUS e sem experiência de gestão.

De acordo com o seu currículo, Manoel Junior é médico, com residência em cirurgia do aparelho digestivo. Nascido em Pedras do Fogo (PB), sua única experiência de administração em saúde foi no hospital da cidade.

O Ministério da Saúde pede um sanitarista, com experiência de gestão, conhecedor do funcionamento e da organização do sistema de saúde, das necessidades de saúde e da realidade epidemiológica, e com histórico de compromisso com o SUS.

Daí a reação enérgica da Abrasco e do Cebes: “Ao colocar o Ministério da Saúde à disposição da “dança das cadeiras” dos ministérios e, na tentativa de uma possível conciliação com os setores mais retrógrados da politica nacional em troca de uma momentânea “governabilidade”, o governo Dilma submete à negociação de alto risco  os rumos do direito à saúde, do SUS. Essa atitude é inaceitável e significa mais uma derrota para o Movimento da Reforma Sanitária e o  projeto constitucional  para a saúde”.

Por meio de notas públicas e manifestos, os conselhos de Saúde também se manifestaram  nos últimos três dias(na íntegra, abaixo)

Todos em defesa intransigente do SUS. Alguns explicitando também apoio ao ministro Arhur Chioro, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e os conselhos de secretários municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems/SP), do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) e do Rio de Janeiro (Cosems/RJ).

“Conquistas como a universalidade do SUS e mesmo o Mais Médicos estão sob séria ameaça diante do grupo de Cunha no comando do Ministério da Saúde”, alerta o psicólogo e consultor Luís Bolzan, ex-diretor do DENASUS e da Ouvidoria Nacional do SUS, do Ministério da Saúde. “São representantes dos interesses do mercado, sejam operadoras privadas de saúde, entidades médicas, grande mídia, todas cobrando retorno de seus investimentos neste grupo. Miram também contratos e orçamento do Ministério da Saúde, especialmente após proibição de doações de empresas às campanhas pelo STF.”

Em português claro: os adversários do povo brasileiro escolheram a trincheira de batalha do SUS para seu maior passo. Gestores, trabalhadores e usuários — entre os quais, esta repórter — precisam imediatamente se unir e organizar a frente de luta e resistência.  É a cidadania em cheque pelo poder econômico. A XV Conferência Nacional de Saúde, em dezembro, será um dos palcos deste combate.

[A produção de conteúdo exclusivo, como esta reportagem, depende da contribuição dos leitores.

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*****

Nota pública do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde(Cebes) e Associaçao Brasileira de Saúde Coletiva Abrasco)

Dilma, preserve os interesses públicos na saúde! Saúde é Politica de Estado.

As entidades Cebes e Abrasco  reafirmam a  luta histórica pela Democracia, Desenvolvimento  e Saúde, e manifestam indignação e repúdio à iniciativa do governo de transformar a Saúde e o SUS em “moeda de troca” neste perverso jogo político instalado no país. Ao colocar o Ministério da Saúde à disposição da “dança das cadeiras” dos ministérios e, na tentativa de uma possível conciliação com os setores mais retrógrados da politica nacional em troca de uma momentânea “governabilidade”, o governo Dilma submete à negociação de alto risco  os rumos do direito à saúde, do SUS. Essa atitude é inaceitável e significa mais uma derrota para o Movimento da Reforma Sanitária e o  projeto constitucional  para a saúde.

Sempre defendemos e lutamos pelo direito universal à saúde a partir de um lugar central no projeto de desenvolvimento assim como  pelo caráter publico e universal  do SUS como Politica de Estado e, para isso, o Ministério da Saúde tem papel estratégico nos governos na construção da justiça social , dos  direitos sociais e da cidadania. É por isso que a Saúde não pode servir como moeda política tal como ocorre nesse momento em que estão em jogo a governabilidade de uma coalisão inviável historicamente assim como as eleições municipais de 2016. Esse acordo intensifica ainda mais a onda conservadora e fisiologista no país. Vale lembrar que à época do mensalão, a Saúde e a Previdência foram, também, negociadas pela governabilidade. Agora, na crise do “petróleo”, a história se repete mais uma vez,  sob a forma de farsa.

Assim, repudiamos veementemente que a gestão do Ministério da Saúde seja exercida por grupos e gestores que nunca demonstraram compromisso efetivo com o SUS único, universal e com integralidade e que, ao contrário, compõe as forças cada vez mais hegemônicas da mercantilização e financeirização do setor. Este grupo articulou a aprovação da entrada do capital estrangeiro, propõe universalização de planos privados e barrou projetos de financiamento público na saúde, possui raízes e alianças politicas, com as operadoras de planos e seguros privados, com a indústria farmacêutica e com o setor privado da saúde no Brasil.

É fato que esse grupo já constrange governos e ministros, mesmo os mais progressistas e ideologicamente alinhados com o projeto do SUS e da reforma sanitária que, de alguma forma, aderem ou facilitam os espaços a consecução dos respectivos interesses. A pergunta que surge é, o que esperar de um ministro com essa origem e compromisso explicito, financiado pelo mercado da saúde, defensor do conteúdo privatista do conhecido Livro Branco da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e que não se compromete com o SUS público tal como definido pela Constituição  à frente da condução do Ministério da Saúde ?

Além disso, esse grupo político ao longo de sua historia nunca ofereceu a fidelidade e coerência necessárias ao governo à saída dessa grave crise política construída e ampliada por eles próprios, revestindo-se de atitudes antidemocráticas e “golpes” dentro da institucionalidade. Entendemos como temeroso o momento político, ameaçando não só os avanços em torno das políticas sociais e do SUS, mas da própria democracia. Diante do preocupante cenário, é fundamental que o Movimento da Reforma Sanitária, e os demais movimentos sociais, populares, políticos e acadêmicos radicalizem a sua defesa em torno do direito à saúde como objetivo central do desenvolvimento, do SUS publico universal e de qualidade e da Democracia nacional.

Não se trata de defender nomes, mas reafirmar intransigentemente o projeto politico para a saúde que o Brasil vem construindo desde a década de 1980, sacramentado na Constituição Federal, e que está sob risco particularmente nesse cenário complexo de forças e hegemonias contraditórias. A militância da Reforma Sanitária e do SUS carregam 25 anos de consternações com os seguidos desastres do subfinanciamento acoplados á construção de outro modelo de atenção á saúde não universalista distanciado da base constitucional dos direitos de cidadania.

O SUS atualmente atravessa uma crise de financiamento sem precedentes gerando um déficit 5,8 bilhões em 2015 e 17 bilhões em 2016. Nesse momento em que estamos mobilizados em torno da 15ª Conferência Nacional de Saúde, reafirmamos a necessidade de nova fonte vinculada, suficiente e estável. Clamamos por avanços, construindo alternativas e estratégias e não podemos assistir passivamente a essa decisão do governo, que não pode, mais uma vez, trair o projeto da Reforma Sanitária.

O Cebes e a Abrasco  se posicionam firmemente contrários a tais retrocessos, e convocamos a reação dos militantes pelo direito à saúde para organizar manifestações em torno do fortalecimento da luta pela consolidação do SUS público, universal, gratuito e de qualidade, construído com ampla participação popular e com o controle social, preservando os interesses coletivos e a garantia de avanços efetivos.

Pelo direito à saúde, por um SUS público, universal e integral, pela preservação do Ministério da Saúde do abominável jogo politico . Por Saúde, Democracia e respeito e preservação das instituições democráticas!

*

NOTA DO CONSELHO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO —  COSEMS/SP

Ministro Arthur Chioro. Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Ministro Arthur Chioro. Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O COSEMS/SP, entidade que representa os Secretários Municipais de Saúde dos 645 municípios paulistas, manifesta seu irrestrito apoio ao Sr. Ministro de Estado da Saúde, Dr. Arthur Chioro, militante histórico do Movimento da Reforma Sanitaria e do Sistema Único de Saúde, gestor público de qualidades reconhecidas, provado articulador e construtor de consensos, liderança inconteste dos que laboram pela política pública universal, equitativa, integral, de principios democráticos e populares nos termos instituídos pela Constituição Federal.

Sendo o SUS uma política de Estado, consideramos ser incompatível que seu comando seja objeto de negociação política, com risco concreto para sua integridade e sua continuidade. Na difícil hora por que passa a Nação, em que políticas públicas que resultaram de movimentos e lutas do Povo Brasileiro são ameaçadas, é fundamental a contribuição de pessoas da estatura pública do Ministro Arthur Chioro.

Ministro Arthur Chioro tem no seu perfil o espirito humanista, sanitarista e voltado 100 % ao SUS para lutar pela sustentabilidade da maior política Social do Brasil . O SUS necessita de profissionalismo, imparcialidade e justiça social suficientes para não ser leiloado por interesses partidários.

Manifestamos, enfim, incondicional apoio a um Governo, legitimamente eleito, cuja retidão e responsabilidade confiamos.

*****

NOTA DO COSEMS/RJ

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio de Janeiro (Cosems RJ) acredita que o futuro do SUS como política pública de saúde é consequência de um processo em construção há quase 3 décadas e neste momento da sociedade brasileira, em que se acirra a crise financeira de origem mundial, mais uma vez apresenta-se a necessidade da defesa intransigente de seus princípios, atribuições específicas e constitucionais para promover o cuidado à saúde.

O COSEMS-RJ representa os 92 gestores municipais do Estado, de forma suprapartidária, na defesa dos princípios do SUS, da Autonomia Municipal na gestão da saúde, com financiamento justo e, uma saúde de qualidade a partir da integralidade dos serviços e corresponsabilidade de todos os entes federados, tendo como referência e modelo uma Atenção Básica resolutiva para 80 a 90% das necessidades de saúde de todos os brasileiros, com ênfase na promoção da saúde e prevenção de doenças.

Acreditamos firmemente que a sociedade de hoje tem o direito inalienável de conhecer ou se apropriar do que está sendo feito com a política pública de saúde por ela construída e conquistada nos anos 80, há mais de 25 anos, assim como, debater democraticamente se quer manter a conquista e participar na construção do SUS universal de qualidade. A consciência de cada um desses golpes no SUS e seu encadeamento nos 25 anos da sua existência é insofismável como grande indicador da política pública implícita (real), com lógica voltada para o mercado, fragmentação e iniquidade, sinal claro de uma estratégia oposta à das políticas públicas universalistas dos Estados de Bem Estar Social da Socialdemocracia europeia, canadense, costarriquense e várias outras.

Neste sentido, manifestamos nosso irrestrito apoio ao Sr. Ministro de Estado Arthur Chioro, não só pelo que ele representa como reafirmação das esperanças de consolidação da construção do SUS, mas também, no caso específico do Estado do Rio de Janeiro, em ter enfrentado com altivez e perseverança, com a ajuda de sua equipe e dos governantes constituídos no estado e nos municípios fluminenses, os desafios da organização dos serviços de saúde na cidade do Rio de Janeiro.

Nesta oportunidade desejamos expressar também, o mesmo sentimento de profunda preocupação que se abate sobre os incansáveis defensores do SUS, endossando na íntegra o documento do COSEMS/SP, de apoio ao Sr Ministro de Estado da Saúde, Dr. Arthur Chioro, reproduzido abaixo, em especial na proteção do SUS como política de Estado, em que concordamos plenamente que é “incompatível que seu comando seja objeto de negociação política, com risco concreto para sua integridade e sua continuidade”.

*****

NOTA DO COSEMS/RS EM APOIO A ARTHUR CHIORO E EM DEFESA DO SUS

O Conselho das Secretarias Municipais do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS) manifesta reconhecimento e apoio ao trabalho desenvolvido pelo ministro Arthur Chioro à frente do Ministério da Saúde.

Acreditamos que neste momento, em que o SUS passa por grande transformação, com significativa ampliação do acesso da população à atenção à saúde – que agora chega à totalidade dos brasileiros através da implantação do Programa Mais Médicos, que entre outras medidas, prevê a reformulação e a ampliação da formação médica, adequando-a às necessidades do Sistema Público de Saúde –, é fundamental assegurar conquistas do povo brasileiro como a universalidade do direito à Saúde.

O Governo Federal deve garantir os avanços obtidos nos últimos anos no SUS, de modo que o Sistema prossiga melhorando com mais financiamento e permanente qualificação, sem correr o risco de ficar, por falta de continuidade da atual política de Saúde, na contramão de seus princípios basilares, definidos a partir da Reforma Sanitária e pela construção coletiva do povo brasileiro nas últimas décadas, que serão consolidados na 15ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorrerá em dezembro

Porto Alegre, 23 de setembro de 2015.

Marcelo Bósio

Presidente do COSEMS/RS

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NOTA DA MESA DIRETORA DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE (CNS)

O SUS não é de nenhum governo, é do povo brasileiro

O Conselho Nacional de Saúde, órgão superior de controle social do SUS – Sistema Único de Saúde, vem a público manifestar profunda preocupação com possíveis mudanças na direção do Ministério da Saúde.

Consideramos inaceitável que o SUS seja usado como objeto de barganha política, por ser a maior e mais importante política pública em curso no Brasil. Trata-se de um patrimônio e uma conquista de décadas de luta do povo brasileiro.

O ministro Arthur Chioro, militante histórico do SUS, sanitarista e gestor público de profundo compromisso social, é liderança técnica e política inconteste, além de defensor intransigente dos princípios constitucionais do SUS – e conta com nosso amplo e integral apoio.

Frente às diversas ameaças por que passa esse patrimônio popular, não aceitaremos qualquer recuo nos princípios da universalidade, integralidade, igualdade, equidade e participação social.

Não abriremos mão da defesa destes princípios, e de seu caráter público e gratuito, nem aceitaremos qualquer desrespeito ao controle social. Os Conselhos e a 15ª Conferência Nacional de Saúde são as instâncias que definirão as diretrizes e propostas para o SUS dos próximos anos.

Compreendemos as dificuldades do momento político e repudiamos toda e qualquer ameaça golpista, venha de onde vier. E também não nos calaremos frente a quaisquer ameaças às conquistas sociais, especialmente no campo da saúde.

Nem um passo atrás.

O SUS é um direito de todos e um dever do Estado, não uma mercadoria. Mantê-lo íntegro, universal e gratuito é uma missão da democracia brasileira.

Dessa luta, nunca abriremos mão.

Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde, em 23 de setembro de 2015.

*****

MANIFESTO DO CONASEMS EM DEFESA DO SUS

O Brasil vem passando por transformações fundadas na garantia de direitos sociais, como saúde de acesso universal,     amplo processo de inclusão social e outras políticas de combate as desigualdades. O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS,   instituição   que  agrega  as  5570  secretarias   municipais   de  saúde  com  a finalidade de atuar em prol do desenvolvimento da saúde pública no país, defendendo a universalidade,  integralidade  e  igualdade  do  acesso  da  população  às  ações  e  serviços  de saúde, manifesta sua preocupação com as crescentes ameaças que o SUS vem sofrendo e que se  concretizadas levarão a curto prazo ao colapso da atenção a saúde a  mais de 200 milhões de brasileiros.

O financiamento do SUS, historicamente, está  aquém das  necessidades de saúde da população brasileira e este subfinanciamento tem se aprofundado diante das atuais ações de retração de recursos evidenciadas no  Projeto de Lei Orçamentária da União de 2016 – PLOA

2016, na queda da arrecadação tributária das três esferas de governo,  além da elevação das despesas  em  razão  da      ampliação  do  acesso  a  serviços,  a  incorporação  de    inovações tecnológicas e as  crescentes ações judiciais.

O orçamento do Ministério da Saúde para 2016 apresenta um déficit importante em especial em alguns serviços, como   os de Atenção Básica e  Média e Alta Complexidade – MAC. Conforme consta na PLOA 2016, as despesas com atenção básica, poderão   chegar a um  déficit  de    R$  2  bilhões  de  reais,  enquanto,  nas  ações  de  MAC,  segundo  o  próprio Ministério  da  Saúde,    terão  um  déficit  de  R$  5,2  bilhões,  em  comparação    aos  recursos alocados  em  2015.  Esse  déficit  implicará  na    interrupção  de  serviços  relevantes  como vacinação, consultas e exames da atenção básica, cirurgias, consultas especializadas,   terapia renal substitutiva,  oncologia e até mesmo o desabastecimento de medicamentos.

A defesa de uma gestão eficiente requer o permanente combate a todas as formas de desperdício  com  o  melhor  uso  dos  recursos  públicos.  No  entanto,  a  melhoria  da  gestão pública não implica consequentemente  em   redução do gasto público na proporção  que se pensa.  Contenção de gastos na saúde fatalmente reduz ou interrompe serviços,  significando sempre desassistência, potencial aumento do risco de doenças e de agravos com reflexos desastrosos sobre a saúde das pessoas.

Para o SUS universal, integral e equânime, as três esferas de governo destinam R$ 1.063,151   per capita/ano,  que correspondem a R$ 2,9 por dia, a cada cidadão. Esses recursos se destinam a serviços de proteção, promoção e recuperação da saúde para 200 milhões de pessoas.  Comparativamente os planos  de  saúde,  beneficiados   por  isenções  fiscais  e empréstimos a juros subsidiados,  gastam o equivalente a R$ 2.8l8,00 per capita/ano o que corresponde a  R$ 7,72 por pessoa/dia  sem a garantia plena dos diferentes níveis   de complexidade da atenção à saúde ofertadas pelo SUS.

O que se pretende é evidenciar, que o SUS com sua notória insuficiência de recursos, quando comparados aos subsídios do sistema privado, promove a garantia  de ações desde a atenção básica à alta complexidade, qualificando o cuidado integral a população brasileira.

A  Constituição  de  1988  conferiu  maiores  obrigações  aos  municípios  brasileiros elevando assim os seus gastos. Atualmente, a maioria dos municípios aplica mais de 23% de suas   receitas   próprias   em   saúde,   ou   seja,   8   pontos   percentuais   acima   do   mínimo constitucional.  Com  o  agravamento  da  crise  econômica,  é  evidente  o  esgotamento  da capacidade de alocação de mais recursos municipais para saúde.

Diante do grave quadro de subfinanciamento do SUS e  em consonância com as propostas do Conselho  Nacional  de  Saúde  no    Documento  “A  contribuição  que  o  SUS  precisa”,  o CONASEMS propõe:

1 – Combater  qualquer redução de recursos no orçamento do Ministério da Saúde, visto que a estimativa de insuficiência de recursos para 2015 é de R$ 5,87 bilhões  e para 2016 de R$ 16,8 bilhões de reais;

2 – Defender que o orçamento para financiamento das ações e serviços de saúde para 2016 seja na ordem de R$ 117 bilhões,  mesmo sabedores que este montante destina-se apenas a manutenção dos serviços existentes, sendo insuficiente para ampliação e criação de novos serviços;

3 – Repudiar a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União – DRU, por prejudicar o financiamento adequado dos direitos sociais;

4– Rejeitar e combater qualquer proposta de co-pagamento para a saúde;

5– Apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 01A/2015, que altera o piso mínimo a ser aplicado pela União em ações e serviços de saúde, condicionada a criação de novas fontes exclusivas para o SUS;

6 –Defender que as fontes próprias para a saúde sejam sempre de caráter progressivo (quem mais dispõe de recursos deve pagar mais);

7 – Defender  que   novas fontes envolvam:   ampliação  da alíquota da Contribuição  Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);     criação de uma contribuição sobre as movimentações financeiras (CPMF);   revisão da tributação sobre heranças (ITMCD);   aprovação da taxação sobre grandes fortunas  para a Seguridade Social, com percentual significativo para a saúde;

8 – Repudiar  a aprovação  da Proposta de Emenda Constitucional  n. 451/2015,  que obriga todos  os  empregadores   brasileiros   a  garantir  planos  de  assistência   à  saúde  aos  seus empregados, contrariando os preceitos constitucionais do SUS;

9 – Apoiar a mobilização dos gestores municipais frente a realização da XV Conferencia Nacional de Saúde por considerar que seu processo de organização traduz a importância da participação da comunidade no SUS, democratização da gestão;

10 – Defender o SUS, uma das politicas de maior inclusão social no Brasil, implica, também, em  defender  sua  capacidade  redistributiva,  anti-inflacionária,  anticíclica,  de  redução  da pobreza  e  geração  de  emprego,  com  destaque  à  sua  capacidade  de  promover  inovação tecnológica e desenvolvimento econômico.

Ao  apresentar  este  manifesto  o  CONASEMS  reafirma    sua  defesa  ao    SUS  e  ao  seus princípios basilares, aprovado na Constituição Federal de 1988, enfatizando a necessidade de uma ampla frente de defesa: É preciso “Manter o nosso SUS VIVO”.

******

NOTA PÚBLICA DA REDE UNIDA EM DEFESA DO SUS

A Associação Brasileira da Rede Unida, entidade de articulação e intervenção no escopo da formação e desenvolvimento de conjunto dos trabalhadores de saúde, vem, por meio de seu Colegiado Gestor, manifestar o grande reconhecimento ao trabalho realizado pelo Ministro Arthur Chioro a frente do Ministério da Saúde, junto com uma equipe de gestão altamente qualificada e identificada com a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Em particular, referimos as iniciativas no âmbito da política de gestão do trabalho e da educação na saúde, alma do fazer em saúde, pela primeira vez assumida como tarefa de Estado e do poder público. Em que foram iniciadas a regulação e a avaliação da formação de profissionais de saúde, o provimento de postos de trabalho e a construção de linhas de cuidado no interior das redes estratégicas; bem como aprovadas diretrizes assistenciais para atenção domiciliar; cuidado em crack, álcool e outras drogas; saúde mental; atenção ao parto; luta contra a homofobia; dentre tantas lideranças técnicas e políticas no campo da qualidade da vida e da saúde coletiva.

A Rede Unida manifesta sua forte preocupação com a possível substituição da atual equipe para reacomodação de forças políticas da coalisão que compõe a base do governo federal; e, assim, entende que a utilização da pasta da Saúde como moeda de troca na composição de coalisões de partidos, com foco deslocado do debate sobre política de saúde, ameaça a consolidação do direito à saúde e o fortalecimento do SUS; fragiliza sobremaneira todo o apoio às iniciativas governamentais conquistadas nas bases docentes e discentes da área da Saúde; e empobrece o papel que o poder público vinha aprendendo a desenvolver na gestão do trabalho e da educação na saúde. Desde a imposição de vetos à lei do ato médico, a liderança na saúde requer cuidados rigorosos!

O momento atual do SUS, com expressiva ampliação de cobertura populacional e expansão do acesso e da qualidade da atenção oferecida à população, requer a mobilização de esforços de grande monta dos órgãos governamentais e da sociedade civil, não apenas para a afirmação da Saúde como direito universal, conforme registrado na Constituição Brasileira, como para a ampliação da qualidade e da oferta de ações.

Se por um lado, a saúde é uma área em que diferentes interesses disputam vigência, sempre sujeita a investidas de forças do mercado, da indústria farmacêutica e de equipamentos e de outros interesses privados, conforme foi expresso recentemente no Congresso Nacional, por exemplo, em propostas de restrição da gratuidade e universalidade do SUS e de expansão do setor financeiro privado na Saúde – planos e seguros de saúde. Propostas estas capitaneadas por integrantes de partidos da coalisão do governo que disputam no momento a condução do Ministério da Saúde.

Por outro lado, há alguns anos, somada com outras políticas sociais inclusivas, as políticas de saúde demonstram avanços no sentido da prevalência do interesse público. Uma iniciativa muito corajosa implementada há dois anos, o Programa Mais Médicos para o Brasil, não apenas ampliou a cobertura assistencial e o acesso a profissionais de saúde em diferentes regiões, como também vem contribuindo de forma decisiva na ampliação da oferta de vagas na graduação e na pós-graduação a setores da população até então pouco presentes na profissionalização e incidindo fortemente em novos perfis nacionais de trabalho e formação em saúde.

Além dos efeitos de agravamento produzidos pela crise financeira que tem raízes nas relações econômicas que se estabelecem internacionalmente, a descontinuidade da gestão federal motivada por reacomodação de interesses, em especial quando estes sinalizam para propostas que geram grave risco à continuidade da política de saúde, como referimos, tem impacto na construção do sistema de saúde universal, igualitário, inclusivo e na luta pela qualidade da vida individual e coletiva, assim como grave risco na credibilidade das novas gerações de profissionais recém-formados ou no interior da formação quanto à relevância do Sistema Único de Saúde com as bandeiras da reforma sanitária, reforma psiquiátrica e redes estratégicas na atenção integral à saúde.

A Rede UNIDA em defesa do SUS!

Porto Alegre, 23 de setembro de 2015.

Coordenação Nacional da Rede Unida.

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Rodrigo

29/09/2015 - 21h12

Isso daria até livro, “Como destruir um plano de governo em 8 meses.”

Agora, com o provável fim do repasse as farmácias populares, o PT não elege o próximo presidente nem se a oposição convocar o próprio Satanás pra concorrer.

É… Alguém vai voltar a ser oposição em 18, e não foi por falta de aviso. Se é que sobrará alguém no PT.

Responder

Sérgio

28/09/2015 - 05h02

Dilma tem déficit intelectivo. Jogue a toalha e saia com o que ainda resta de dignidade. A mim você envergonha!

Responder

clodoaldo

27/09/2015 - 11h33

Essa foto com o Cunha pode revelar muito dele.

Responder

Cláudio

27/09/2015 - 04h13

:
*
: * * * * 04:13 * * * * Ouvindo As Vozes do Bra♥S♥il e postando:
*
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
*
Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !
*
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * *

Responder

FrancoAtirador

27/09/2015 - 01h22

.
.
“Investigación Médica:
Houston, Tenemos Un Problema”
.
(https://youtu.be/lD2hCCFVuxw)
.
Documental sobre la Investigación Médica,
el Acceso a los Medicamentos por Parte de la Población,
las Políticas en Salud, los Lobbys Farmacéuticos.
todo ello a partir de Datos y Opiniones de Investigadores,
Docentes, Médicos y Expertos.
.
Por Álvaro Toepke para la Fundación Salud Por Derecho.
.
.
La Industria Farmacéutica es Crimen Organizado
.
Por Dr. Peter Gøtzsche:
.
(https://youtu.be/ct_81xgLccI)
.
.

Responder

Nelson

26/09/2015 - 13h32

Como apoiar um governo desses? É de desacorçoar até o mais fanatizado dos petistas.

É no que deu a estratégia de Dirceu e Lula, de ficar namorando com o grande capital, enquanto se desprezava, se desdenhava a organização popular.

Lula já havia deixado os funcionários do INSS em greve por mais de 80 dias. Agora, é a vez da Dilma; a nova greve desses trabalhadores já passou dos 70 dias.

Absurdo total; um governo que se diz defensor dos direito dos tralhaladres os “deixa mofarem”.

Responder

Helena/S.André SP

26/09/2015 - 09h48

Sabe-se que o grupo Amil foi comprado pela gigante americana UnitedHealth em 2012 por US$ 4,9 bilhões, e que essa compra corresponde a 90% do capital da Amil, a maior operadora de planos de saúde do Brasil. E, recentemente, o grupo Amil comprou um dos mais antigos e maiores hospitais aqui de Santo André, o Hospital Cristóvão da Gama. Essa venda pegou todo mundo de surpresa. Então quer dizer que, graças à emenda desse deputado Manoel Junior, o grupo Amil, que agora é propriedade de uma empresa americana, pode comprar o tal Hospital. Daqui a pouco toda a rede hospitalar do Brasil será comprada por grupos estrangeiros. E com esse deputado no Ministério da Saúde o SUS periga de sumir do mapa. Não, definitivamente, Dilma não pode cometer essa insensatez. Que todos os CONASEMS pressionem para que isso não aconteça. Eu, por enquanto, não uso o SUS, mas como o meu plano de saúde está querendo aumentar minhas mensalidades em 67% a partir do ano que vem, pode ser que eu tenha que procurar pelo SUS. Não só eu como muita gente, que está sofrendo com os aumentos abusivos dos planos de saúde, vai depender do SUS daqui pra frente.

Responder

    Helena/S.André SP

    27/09/2015 - 08h42

    Correção: Que todos os COSEMS pressionem para que isso não aconteça.

FrancoAtirador

25/09/2015 - 21h24

.
.
“CORONELISMO, ENXADA E VOTO”
.
Cargo pr@ Coronel(a).
.
Enxada pr@ e n@ Trabalhador(a).
.
E Voto… Voto?… Pois é…
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    25/09/2015 - 21h49

    .
    .
    Eleições 2014
    .
    Nome: Manoel Junior (Manoel Alves da Silva Junior)
    Cargo: Deputado Federal
    Partido: PMDB-PB
    .
    Maior Empresa Doadora
    INFAN – Industria Quimica Farmaceutica Nacional S/A
    .
    Total de Despesas de Campanha 2014
    R$ 828.776,59
    .
    Patrimônio Declarado ao TSE
    R$ 1.784.254,00
    .
    .
    (http://www.atlaspolitico.com.br/perfil/2/495)
    (http://www.pmdb-pb.org.br)
    (http://www.hebron.com.br)
    (http://www.dardus.com.br/empresa/1470405/INFAN-Industria-Quimica-Farmaceutica-Nacional-SA)
    .
    .
    Detalhe
    .
    A Prefeitura de Pedras de Fogo-PB
    .
    fica situada na Rua “Manoel Alves”
    .
    (http://americo.usal.es/oir/Elites/curriculums/Brasil/2007-2011/Manoel_Alves_da_Silva_Junior.pdf)
    (https://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Junior)
    (https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_municipal_de_Jo%C3%A3o_Pessoa_em_2004)
    .
    .

    Conceição Lemes

    26/09/2015 - 11h02

    FrancoAtirador, vc levantou este dado no TSE? abs

    FrancoAtirador

    26/09/2015 - 14h25

    .
    .
    Prezada Jornalista Conceição Lemes e [email protected] Leitore(a)s do Viomundo.
    .
    Na verdade, o Atlas Político colocou os Dados Relativos às Doações Recebidas
    .
    pelo Candidato a Deputado Federal Manoel Alves da Silva Junior (PMDB-PB)
    .
    quando concorreu ao Cargo de Deputado Federal nas Eleições de 2010 [!!!]:
    .
    (http://spce2010.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010/abrirTelaReceitasCandidato.action)
    [Clique em ‘Localizar Candidato e Depois em Resumo]
    .
    Tribunal Superior Eleitoral – TSE
    .
    Eleições 2010
    Consulta aos doadores e fornecedores de campanha
    Versão: 1.1.8
    .
    Número: 1515
    Nome: MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR
    Unidade Federativa:PB
    Partido: PMDB
    .
    Nº Controle: 1543748420
    Data Entrega: 02/11/2010
    .
    ACHE LABORATORIOS FARMACEUTICOS LTDA 60.659.463/0001-91 30/09/10 15000068781 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ACHE LABORATORIOS FARMACEUTICOS LTDA 60.659.463/0001-91 15/09/10 15000068772 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ACHE LABORATORIOS FARMACEUTICOS LTDA 60.659.463/0001-91 30/08/10 15000068767 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ANATONIO DE PADUA PEREIRA DE MELO JUNIOR 753.285.424-87 03/10/10 15000068800 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ANTONIO FERREIRA DE PONTES 031.933.274-84 03/08/10 15000068806 5.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    BIOLAB SANUS FARMACEUTICA LTDA 49.475.833/0001-06 16/08/10 15000068763 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    BIOLAB SANUS FARMACEUTICA LTDA 49.475.833/0001-06 15/09/10 15000068771 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    BIOLAB SANUS FARMACEUTICA LTDA 49.475.833/0001-06 09/08/10 15000068762 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    CARLOS MAGALHAES FRANCA 450.541.854-53 03/08/10 15000068814 2.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    CLAUDELUCIA GOMES PEREIRA DA SILVA 753.321.164-20 03/08/10 15000068812 2.400,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO 47.508.411/0001-56 13/09/10 15000068775 30.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    CONSTRUTORA OAS LTDA 14.310.577/0030-49 09/08/10 15000068761 50.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DANIEL CARRAZZONI RIBEIRO DA COSTA 594.820.444-87 03/08/10 15000068793 2.400,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DANIEL CARRAZZONI RIBEIRO DA COSTA 594.820.444-87 03/08/10 15000068792 2.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DANIEL CARRAZZONI RIBEIRO DA COSTA 594.820.444-87 06/09/10 15000068769 2.500,00 Depósito em espécie MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DANIEL CARRAZZONI RIBEIRO DA COSTA 594.820.444-87 03/08/10 15000068811 600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DATOS MARKETING DIRETO LTDA 05.972.842/0001-29 02/10/10 15000068791 16.500,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    Diretório Nacional 00.676.213/0001-38 27/09/10 15000068783 50.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    Diretório Nacional 00.676.213/0001-38 02/09/10 15000068774 50.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    Diretório Nacional 00.676.213/0001-38 27/09/10 15000068782 50.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    DOAÇÃO DE MEUS SERVIÇOS ADVOCATICIOS AVALERIA BARROS RIBEIRO DA COSTA 670.187.694-34 03/10/10 15000068805 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ELEIÇÕES 2010 JOSÉ TARGINO MARANHÃO 12.189.345/0001-14 03/10/10 15000068809 523,56 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ELEIÇÕES 21010 JOSÉ WILSON SANTIAGO 12.190.015/0001-49 30/09/10 15000068821 95,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA 61.190.096/0001-92 30/08/10 15000068765 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA 61.190.096/0001-92 30/09/10 15000068780 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA 61.190.096/0001-92 06/08/10 15000068760 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    FLÁVIO LUIZ PICCOLI 041.799.194-00 27/07/10 15000068752 5.000,00 Depósito em espécie MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    FLÁVIO LUIZ PICCOLI 041.799.194-00 03/08/10 15000068795 3.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    FREDERICH DINIZ TOMÉ DE LIMA 007.596.114-83 03/10/10 15000068801 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    FREDERICH DINIZ TOMÉ DE LIMA 007.596.114-83 03/08/10 15000068794 2.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    INFAN INDUSTRIA QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S/A 08.939.548/0001-03 02/08/10 15000068764 28.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    INFAN INDUSTRIA QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S/A 08.939.548/0001-03 27/09/10 15000068778 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    INFAN INDUSTRIA QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S/A 08.939.548/0001-03 02/09/10 15000068770 28.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    ISABELLA MAROJA ALVES 569.590.874-49 03/08/10 15000068796 3.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    JOSÉ ALVES DA SILVA 395.863.324-20 21/09/10 15000068776 200,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    JOSE CARLOS DE FREITAS EVANGELISTA 176.110.324-53 27/07/10 15000068751 10.000,00 Cheque MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    JOSE RICARDO DE LUCENA MELO 218.164.174-91 01/11/10 15000068819 4,37 Depósito em espécie MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    KLABIN S/A 89.637.490/0001-45 20/09/10 15000068773 20.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LIANA CAVALCANTI DE DE CARVALHO FRANCA 450.546.064-91 03/08/10 15000068815 5.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LIBBS FARMACEUTICA LTDA 61.230.314/0001-75 30/08/10 15000068766 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LIBBS FARMACEUTICA LTDA 61.230.314/0001-75 29/07/10 15000068758 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LIBBS FARMACEUTICA LTDA 61.230.314/0001-75 29/09/10 15000068779 28.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LITIO TADEU COSTA RODRIGUES DOS SANTOS 032.040.354-84 03/10/10 15000068802 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LOREDAMA RAMOS LOPES CUNHA 050.109.644-22 03/08/10 15000068807 5.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    LUIS SERGIO DE OLIVEIRA 218.906.684-00 03/10/10 15000068804 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    MANOEL ALVES DA SILVA JÚNIOR 409.026.504-59 03/08/10 15000068818 7.000,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    MANOLYS MARCELINO PASSERAT DE SILANS 008.100.644-64 03/10/10 15000068799 3.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    MARCIA LUCIANA TORRES CUNHA FALCAO 917.520.194-15 03/08/10 15000068813 3.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    MARIA GORETH DA SILVA BRITO 160.168.314-68 03/10/10 15000068803 300,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    PATRICIA RODRIGUES FERRAZ 025.588.274-21 03/10/10 15000068820 1.800,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    RICARDO JOSE COSTA SOUZA BARROS 250.931.264-20 03/08/10 15000068808 2.400,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    SÉRGIO FIGUEIREDO SOARES 291.301.744-49 24/09/10 15000068777 5.000,00 Depósito em espécie MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    TARCISIO JOSAFA RIBEIRO DE OLIVEIRA 770.561.914-87 03/08/10 15000068816 3.600,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    TAVARES DE MELO EMPREENDIMENTOS S/A 08.039.919/0001-09 02/09/10 15000068768 30.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    VOTORANTIM INDUSTRIAL S/A 03.407.049/0001-51 27/07/10 15000068757 30.000,00 Transferência eletrônica MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB Deputado Federal PB
    VOX SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS LTDA – ME 00.684.621/0001-31 02/10/10 15000068810 980,00 Estimado MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR 1515 PMDB
    .
    Deputado Federal PB
    .
    Total de Receitas R$ 828.802,93
    .
    .

    FrancoAtirador

    26/09/2015 - 15h04

    .
    .
    Observe-se que, além de INFAN INDUSTRIA QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S/A,
    .
    também doaram R$ 84.000,00 (3xR$ 28.000,00) ao Deputado Federal Manoel Junior
    .
    ACHE LABORATORIOS FARMACEUTICOS LTDA e EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA.
    .
    .

    FrancoAtirador

    26/09/2015 - 20h33

    .
    .
    Adendo
    .
    Como se pode ver acima, LIBBS FARMACEUTICA LTDA e BIOLAB SANUS FARMACEUTICA LTDA
    .
    foram outras 2 do Lobby Médico-Farmacêutico que doaram R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00),
    .
    ao Deputado Federal do PMDB da Paraíba, na Campanha ao Cargo Parlamentar, no ano 2010,
    .
    totalizando R$ 420.000,00 em Doações ao Dotô Manoel pelas 5 Empresas do Fármaco-Cartel.
    .
    Resumo:
    .
    Tribunal Superior Eleitoral – TSE
    .
    Eleições 2010
    Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha
    Versão: 1.1.8
    .
    Número: 1515
    Nome: MANOEL ALVES DA SILVA JUNIOR
    Unidade Federativa:PB
    Partido: PMDB
    .
    Nº Controle: 1543748420
    Data Entrega: 02/11/2010
    .
    1) ACHE LABORATORIOS FARMACEUTICOS LTDA = R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00)
    2) BIOLAB SANUS FARMACEUTICA LTDA = R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00)
    3) EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA = R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00)
    4) INFAN INDUSTRIA QUIMICA FARMACEUTICA NACIONAL S/A = R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00)
    5) LIBBS FARMACEUTICA LTDA = R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00)
    .
    Total = 5 LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS x R$ 84.000,00 (3 x R$ 28.000,00) = R$ 420.000,00
    .
    .

titus

25/09/2015 - 17h54

voces estao todos confusos querem mesmo saber o que esta acontecendo no brasil?

opiniao!?

nao foram a NY receber premio, e sim pagamento por servicos prestados! (inclua-se alguns politicos,militares e supostamente empresarios)
Faz parte do dominio global, empresa privada e sempre dominada pelos banqueiros(globais-supostamente nacionais), isto quer dizer (burguesia rentista)
nacionalize os bancos privados
nacionalize as empresas estrategicas (eletrobas/petrobras/telebras etc..}
o ouro foi substituido pelo petroleo nas decadas de 70 como base de valor (padrao) por isso e necessario nacionalizar o petroleo (descoberto e nao descoberto) impedir que conpanhias de extracao tenham direitos ao subsolo ou upsolo
aqueles paises que permitem e permitirao a propriedade do seu subsolo/upsolo pertencer a qualquer entidade que nao seja a nacao esta condenada a miseria do seu povo e/ou ao trabalho escravo (forever)! o que vem acontecendo com o brasil a 515 anos e necessario que o povo entenda isso! portanto cabe aos “blogssujos” criar slogans/caricaturas
para facilmente expor essa realidade. A todo o povo brasileiro.

nao sou conspirador mas,
quarta frota ativada
sete bases na narco colombia
base no paraguay
fuzileiros navais no peru e no chile
espionagem na presidencia/abin/petrobras
— acordo sobre alcantara – (cabeca de praia)perda da soberania
amazonia minerais/oxigenio/agua/terras raras/amazonia azul/presal

muito bem pagos juizes/politicos/militares/imprensa/ong’s
o problema e bem mais complexo do que parece!

ABAIXO alguns websites em que se pode conectar alguns pontos…

BRICS/MERCOSUL/UNASUL/CELAC

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2015/09/67_DEFESA_P1-othon.pdf

http://independenciasulamericana.com.br/2015/09/cia-financia-pf-para-construir-democracia-extrema-que-levaria-a-tirania-oligarquica/

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Southern_Command

http://www.commondreams.org/views/2009/08/07/seven-new-us-military-bases-colombia-hardly-move-left

http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2010/07/mil-100707-mcn01.htm

http://www.brasil.gov.br/governo/2013/09/presidenta-dilma-critica-acoes-de-espionagem-no-pais

Is she being blackmailed? Is Moro a tool? What is Othon doing in Jail?
What was the Brazilian Admiral recently doing in the US?
Petrobras/Eletrobras/Presal Hummm!

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/05/2012526163512636123.html

http://www.dominionpaper.ca/accounts/2005/09/23/us_militar.html

http://www.globalsecurity.org/space/world/brazil/alcantara.htm

note / military beachhead

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    Rosângela

    25/09/2015 - 18h45

    A América incomodada…Brasil que não abaixa a cabeça para cortarem seu pescoço…
    a guerrilha rasteira e calada
    querem nosso petróleo…nossa amazônia … nosso sangue e suor
    nossa mídia já se vendeu faz tempo

Gersier

25/09/2015 - 15h35

Juros lá no alto na caixa prego, quer dizer, no caixa dos bancos. A tal taxa SELIC nos dois dígitos. Dólar fazendo a festa dos especuladores. Levi ferrando o povão e pedindo bençãos aos banqueiros. E agora é o Ministério da Saúde que virou moeda de troca? Será que eu estava era sonhando quando votei num “programa que estava dando certo”? Acordado estou e de repente percebo que a coisa destranbelhou de vez, o Ministério da Saúde sendo usado no famigerado “toma lá dá cá”.
É dona Dilma…aí fica difícil.

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lulipe

25/09/2015 - 15h20

Como ainda existem inocentes neste país, Dilma e o PT estão se lixando para o SUS, é só verificar a situação da saúde pública do país. Querem apenas se manter no poder e, para isso, farão qualquer coisa. Acordem alienados!!!

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Antonio Carlos

25/09/2015 - 14h19

Isto mostra o nível de desespero do governo. É como disse possivelmente Lula (começo a acreditar nisso): é preferível perder um Ministério do que a presidência. Eu sinceramente perdi a esperança na classe política do Brasil. A cada dia vemos como o governo está refém do congresso (PMDB), que faz o que quer para desmoralizar ainda mais a Presidenta e ainda por cima conseguir o querem. Acho que chegou a hora do PT jogar a toalha, tentar governar com tranqüilidade os próximos 3 anos que restam e se reinventar, renascer. Observar quais foram os erros, e não são poucos ao longo do caminho, descartar as laranjas podres e voltar, de fato, as suas origens, que fizeram lá atrás o presidente Lula ser eleito. Porque com essa turma que está aí, a tendência é afundar cada dia mais.

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arthur pinto filho

25/09/2015 - 13h59

Prezada Conceição, parabenizo o “viomundo” pela esclarecedora matéria acerca da anunciada troca de comando no Ministério da Saúde. Espero que a troca não se concretize. Subscrevo as notas da CEBES e ABRASCO e testemunho que o Dr. Arthur Chioro tem conduzido o Ministério da Saúde de forma serena, firme e republicana. Sua saída seria uma lástima para quem luta pela implementação do SUS nos termos propostos pelo Constituinte de 88. Arthur Pinto Filho, Promotor de Justiça de Direitos Humanos, área da saúde pública, MP/SP.

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Julio Terceiro

25/09/2015 - 13h47

E o Kassab, que deixou Sampa nas mãos das construtoras. E os que não sabemos, nós eleitores é claro. Por via das duvidas, zero, zero, zero e confirma. Ou confirma ou conforma.

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JotaC.

25/09/2015 - 13h30

A Dilma perdeu a cabeça e o rumo?

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    Antonio

    25/09/2015 - 16h18

    Não há necessidade da interrogação.
    Infelizmente a presidente perdeu o rumo.
    Eduardo Cunha e cúmplices foram financiados pelas empresa de saúde, teles, empresariado paulista.
    Querem: o fim do SUS e liberdade total para os planos, alteração do marco regulatório da internet e se vc se lembra o Cunha atrapalhou quanto pôde e quase consegue impedir, o empresariado brasileiro quer a terceirização total e há os que desejam a mudança no sistema de partilha.
    Vão conseguir!
    Ao que tudo indica Dilma é hoje uma figura decorativa.
    Conseguem isso, entregam Cunha e o Temer assume.
    A suprema ironia, a CLT enterrada no governo do Partido dos Trabalhadores!

Eliane

25/09/2015 - 13h08

SECRETARIA NACIONAL DE MOVIMENTOS POPULARES SETORIAL NACIONAL DE SAÚDE
Ao Presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão
O Setorial Nacional de Saúde do PT participou e participa de todas as lutas para a construção e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como da formulação de todos os Programas de Governo do nosso Partido nas disputas eleitorais, para todas as esferas de governo e, nacionalmente, desde 1989, os quais foram pautados pela defesa da Saúde Pública e pela consolidação do SUS. A mobilização de usuários, trabalhadores e gestores do SUS, em favor de recursos financeiros para a saúde e por uma gestão democrática, tem como resultado, importantes conquistas para a população brasileira e os governos do PT tem sido essenciais nesta jornada de construção e ampliação do acesso a serviços de qualidade, objetivando a universalização plena do sistema. Nos governos de Lula e Dilma foram os gestores do PT que imprimiram marcas como o SAMU, o Brasil Sorridente e o Mais Médicos, dentre tantas outras. Estamos mobilizados, cotidianamente, em defesa do governo federal, pela estabilidade política e econômica e pela manutenção e ampliação de direitos sociais. O PT tem muito a contribuir participando da luta para que se dê com celeridade a transformação do SUS real para o SUS previsto na Constituição Federal para a concretização de um projeto social radicalmente democrático, baseado nos princípios da solidariedade social, ao contrário dos modelos que aprofundam a exclusão e são calcados em valores individualistas e de mercado. Neste contexto, consideramos incompreensível e inaceitável que o Ministério da Saúde seja, mais uma vez, desconfigurado em sua missão de garantir a ampliação da qualidade de vida do povo brasileiro com a atual reforma administrativa promovida pelo Governo Federal, onde nossa dedicação e esforços são desconsiderados e a política de saúde à qual dedicamos nossas vidas seja objeto de mediação política, tal como aconteceu em 2005. Desta forma, solicitamos o seu empenho e o do nosso Partido em favor do SUS, da Saúde Pública e dos gestores do PT, a exemplo do Ministro Arthur Chioro.
Brasília, 23 de setembro de 2015. SETORIAL NACIONAL DE SAÚDE DO PT

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Jeanette

25/09/2015 - 13h02

É grave. Se isso acontecer teremos um grande retrocesso nas conquistas sociais e políticas.
Todo o apoio ao Ministro Chioro. Parabéns à reportagem do Viomundo, não teríamos acesso
à essas informações em outras mídias. (A propósito, essa Rede Unida citada acima tem algo a ver
com o Partido político Rede?)

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    Conceição Lemes

    25/09/2015 - 13h22

    Janete, a Rede Unida de Saúde não tem nada a ver com o partido político. abs e obrigada

Urbano

25/09/2015 - 12h29

Aí seu mano, a gente está pregando no deserto. Em assim sendo, é melhor que se entregue logo o governo para o consórcio fascista e entreguista de oposição ao Brasil. De coisa ruim bastava o sobressalente e não um corpo ministerial recheado de tudo quanto não presta. Ainda bem que há as exceções; pouquíssimas, mas há.
É… não esqueço daquele bate-papo exultante depois da primeira faixa…

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Eudes Hermano Travassos

25/09/2015 - 12h14

Este sujeito está citado na CPI do crime aqui na Paraíba como protetor de matadores de aluguel, foi prefeito de uma cidade chamada Pedra de Fogo, fronteira PB e PE, era conhecida como a fronteira do crime. A semana passada estava defendendo a saída de Dilma.

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Kinnara

25/09/2015 - 11h53

E vcs defendendo, ainda, governo Dilma? Façam-me o favor, pessoas do Viomundo! Vcs têm dignidade, cacife e influência suficiente para pressionar gente do PT e do governo. Sinto vergonha e ódio de ter votado, feito campanha e ajudado a eleger presidenta e deputados que traem os trabalhadores.

Responder

Julio Silveira

25/09/2015 - 11h51

Cada vez mais as coisas ruins se firmam no Brasil. Por que não me surpreendo mais? Que parceria hem, Dilma/Cunha. Quem diria o PT, que decadência.

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