VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Luis Nassif: As matérias que Cachoeira plantou em Veja

02 de abril de 2012 às 10h25

Em 2008 dei início à primeira batalha de um Blog contra uma grande publicação no Brasil. Foi “O Caso de Veja”, uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.

A partir dos “grampos” em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.

Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias:

DO GRAMPO DA PF DIVULGADO PELA REVISTA VEJA ESTE FIM DE SEMANA:

Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (…).

Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (…)

Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.

Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex- agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colabiração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas – com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.

O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o bicheiro era investigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.

As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demóstenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.

O que essas matérias têm em comum:

1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.

2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.

3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoiera e Demóstenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)

4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de 3 mil reais no caso dos Correios).

5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.

CONFIRA AQUI A CACHOEIRA DOS FUROS DA VEJA EM ASSOCIAÇÃO COM DEMÓSTENES, ARAPONGAS E CAPANGAS DO BICHEIRO PRESO:

1) O CASO DO BICHEIRO VITIMA DE EXTORSÃO

Revista Veja Edição 1.878 de 3 de novembro de 2004

http://veja.abril.com.br/031104/p_058.html

Trecho da matéria: Na semana passada, o deputado federal André Luiz, do PMDB do Rio de Janeiro, não tinha amigos nem aliados, pelo menos em público. Seu isolamento deveu-se à denúncia publicada por VEJA, segundo a qual o deputado tentou extorquir 4 milhões de reais do empresário de jogos Carlos Cachoeira. As negociações da extorsão, todas gravadas por emissários de Cachoeira, sugerem que André Luiz agia em nome de um grupo de deputados.

NOTA: A fonte da matéria são “emissários de Cachoeira”, o “empresário de jogos” que Veja transformou de investigado em vítima na mesma CPI.

2) O CASO DO DINHEIRO DAS FARC

Capítulo 1 – Revista Veja Edição 1896 de 16 de março de 2005

http://veja.abril.com.br/160305/p_044.html

Trecho da Reportagem: Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes (…) Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento.

Capítulo 2 – Revista Veja Edição 1.899 de 6 de abril de 2005

http://veja.abril.com.br/060405/p_054.html

Trechos da matéria: Na semana passada, a comissão do Congresso encarregada de fiscalizar o setor de inteligência do governo resolveu entrar no caso Farc-PT.

Na quinta-feira passada, a comissão do Congresso decidiu convocar o coronel e o espião. Os membros da comissão também querem ouvir José Milton Campana, que hoje ocupa o cargo de diretor adjunto da Abin e, na época, se envolveu com a investigação dos supostos laços financeiros entre as Farc e o PT.

O senador Demostenes Torres, do PFL de Goiás, teme que a discussão sobre o regimento sirva só para adiar os depoimentos. “Para ouvir a versão do governo e tentar dar o caso por encerrado, ninguém precisou de regimento”, diz ele.

3) O CASO MAURICIO MARINHO

Capítulo 1 – Revista Veja Edição 1.905 de 18 de maio de 2005

http://veja.abril.com.br/180505/p_054.html

Trecho da reportagem: Há um mês, dois empresários estiveram no prédio central dos Correios, em Brasília. Queriam saber o que deveriam fazer para entrar no seleto grupo de empresas que fornecem equipamentos de informática à estatal.

Foram à sala de Maurício Marinho, 52 anos, funcionário dos Correios há 28, que desde o fim do ano passado chefia o departamento de contratação e administração de material da empresa. Marinho foi objetivo na resposta à indagação dos empresários. Disse que, para entrar no rol de fornecedores da estatal, era preciso pagar propina. “Um acerto”, na linguagem do servidor. Os empresários, sem que Marinho soubesse, filmaram a conversa. A fita, à qual VEJA teve acesso, tem 1 hora e 54 minutos de duração.

NOTA: As investigações da PF e de uma CPI mostraram que o vídeo foi entregue à revista pelo PM-araponga Jairo Martins, que “armou o cenário” da conversa com Marinho a mando deconcorrentes nas licitações dos Correios.

4) O CASO DOS DÓLARES DE CUBA

Revista Veja Edição 1.929 de 2 de novembro de 2005

http://veja.abril.com.br/021105/p_046.html

Trecho da reportagem: (Vladimir) Poleto, (principal fonte da reportagem) até hoje, é um amigo muito próximo do irmão de (Ralf) Barquete, Ruy Barquete, que trabalha na Procomp, uma grande fornecedora de terminais de loteria para a Caixa Econômica Federal. Até a viúva de Barquete, Sueli Ribas Santos, já comentou o assunto. Foi em um período em que se encontrava magoada com o PT por entender que seu falecido marido estava sendo crucificado. A viúva desabafou: “Eles pegavam dinheiro até de Cuba!”

NOTA: A empresa de Barquete venceu a concorrência da Caixa Econômica Federal para explorar terminais de jogos em 2004, atravessando um acordo que estava sendo negociado entre a americana Gtech (antiga concessionária) e Carlinhos Cachoeira, com suposta intermediação de Waldomiro Diniz. O banqueiro teria deixado de faturar R$ 30 milhões m cinco anos.

A armação era para pegar Antonio Palloci, padrinho de Barquete. Pegou Dirceu. (Detalhes da relação Cachoeira-Gtech na matéria do Correio Braziliense de 26 de setembro de 2005: http://www.febrac.org.br/showClipping.php?clipping=30305&cod=7112)

5) O CASO FRANCISCO ESCÓRCIO

Revista Veja Edição 2.029 de 10 de outubro de 2007

http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml

Chamada no alto, à esquerda: RENAN AGORA ESPIONA OS ADVERSÁRIOS

Na semana passada, Demostenes Torres e Marconi Perillo foram procurados por amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan. Os senadores se reuniram na segunda-feira no gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Goiás, onde chegaram a discutir a possibilidade de procurar a polícia para tentar flagrar os arapongas em ação. “Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros”, disse o tucano Marconi Perillo. “Se alguém quiser saber os meus itinerários, basta me perguntar. Tenho todos os comprovantes de vôos e os respectivos pagamentos.” Demostenes Torres disse que vai solicitar uma reunião extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão tomadas contra Calheiros. “É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”, afirma Demóstenes.

Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. O empresário, que já pesou mais de 120 quilos, fez uma cirurgia de redução de estômago e está bem magrinho, como disse Escórcio. Renan Calheiros não quis falar.Com reportagem de Alexandre Oltramari (que viria a ser assessor de Marconi Perillo)

NOTA: Demostenes é a única fonte que confirma a versão em que teria sido vítima.

6) O CASO DO GRAMPO SEM ÁUDIO

Capítulo 1 – Revista Veja, Edição 2022, 22 de agosto de 2007

http://veja.abril.com.br/220807/p_052.shtml

Capítulo 2 – Revista Veja Edição 2073 de 13 de agosto de 2008

http://veja.abril.com.br/130808/p_056.shtml



Capítulo 3 – Revista Veja Edição 2.076 de 3 de setembro 2008

http://veja.abril.com.br/030908/p_064.shtml

Chamada acima do logotipo: “PODER PARALELO”

Trecho da matéria: O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo.

Trecho da matéria: O senador Demóstenes Torres também protestou: “Essa gravação mostra que há um monstro, um grupo de bandoleiros atuando dentro do governo. É um escândalo que coloca em risco a harmonia entre os poderes”. O parlamentar informou que vai cobrar uma posição institucional do presidente do Congresso, Garibaldi Alves, sobre o episódio, além de solicitar a convocação imediata da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para analisar o caso. “O governo precisa mostrar que não tem nada a ver e nem é conivente com esse crime contra a democracia.”

NOTA: O grampo sem áudio jamais foi exibido ou encontrado, mas a repercussão da matéria levou à demissão do delegado Paulo Lacerda da chefia da Abin.

7) O CASO DO “GRUPO DE INTELIGÊNCIA” DO PT

Capítulo 1 – Revista Veja Edição 2.167 de 2 de junho de 2010

http://veja.abril.com.br/020610/ordem-casa-lago-sul-p-076.shtml

Trecho da matéria: Não se sabe, mas as fontes de VEJA que presenciaram os eventos mais de perto contam que, a certa altura…

Nota: a “fonte” não citada é o ex-sargento Idalberto Matias, o Dadá, funcionário de Carlinhos Cachoeira, apresentado a Luiz Lanzetta como especialista em varreduras.

Capítulo 2 – Revista Veja Edição de julho de 2010

http://veja.abril.com.br/090610/era-levantar-tudo-inclusive-coisas-pessoais-p-074.shtml

Trecho de entrevista com o ex-delegado Onézimo de Souza:, que sustentou (e depois voltou atrás) a história de que queriam contratá-lo para grampear Serra:

O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para es-pionar adversários e petistas rivais?

Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury (Ribeiro), o Benedito (de Oliveira, responsável pela parte financeira) e outro colega meu, mas o negócio não se concretizou.

NOTA: O outro colega do delegado-araponga, que Veja não menciona em nenhuma das reportagens sobre o caso, é o ex-sargento Idalberto Matias, o Dadá, capanga de Cachoeira e contato do bicheiro com a revista Veja (o outro contato é Jairo Martins, o policial associado a Policarpo Junior) (Confira na entrevista da Folha de S. Paulo com Luiz Lanzetta:

http://m.folha.uol.com.br/poder/746071-jornalista-sai-da-campanha-de-dilma-
apos-polemica-sobre-dossie.html)

Leia também:

Luis Nassif: Operação Monte Carlo chegou na Veja

 

46 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

A trinca: Civita, Demóstenes e Cachoeira. | Inspirado na música de Zé Geraldo – Dando Milho aos Pombos – por Edison Brito

04/05/2012 - 07h02

[…]   http://www.viomundo.com.br/denuncias/luis-nassif-as-materias-que-cachoeira-plantou-em-veja.html. Neste sítio estão muitas outras […]

Responder

Policarpo está no mesmo elenco do ator Bolinha de Papel « Ficha Corrida

20/04/2012 - 09h05

[…] intitulada Ordem na casa do Lago Sul. O texto foi recentemente citado pelo jornalista Luís Nassif como um dos que foram plantados na revista pela arapongagem financiada por Carlinhos Cachoeira. Sintomaticamente, diz Nassif, o artigo nunca menciona o nome de Idalberto Matias, o Dadá, embora […]

Responder

Serra usa Policarpo para tentar condenar Amaury | Viomundo - O que você não vê na mídia

20/04/2012 - 03h05

[…] intitulada Ordem na casa do Lago Sul. O texto foi recentemente citado pelo jornalista Luís Nassif como um dos que foram plantados na revista pela arapongagem financiada por Carlinhos Cachoeira. Sintomaticamente, diz Nassif, o artigo nunca menciona o nome de Idalberto Matias, o Dadá, embora […]

Responder

Começa a cair a história da invenção do Mensalão | The São Bernardo Times

09/04/2012 - 12h38

[…] espalhafatosa sobre o vídeo foi publicada na VEJA, em 2004, entre outras plantadas por Cachoeira no semanal da editora Abril. À briga, somou-se a proibição dos bingos […]

Responder

alfredo

03/04/2012 - 15h21

No meio de tanto lama, impossível não se divertir com os malabarismos dos colunistas que sentam à direita de Hitler para defender o indefensável. Tem um, cujo nome não direi por questão de higiene, que só falta propor a canonização do Policarpo. Veja só!

Responder

Wilson Barboza

03/04/2012 - 09h11

Por que o Arquivo Digital da Veja abre, com a única exceção da Edição 1.878? Não me digam que é por causa do número de acessos porque mesmo de madrugada é assim.

Responder

claudio

02/04/2012 - 23h58

Que nojento!!!

Responder

pperez

02/04/2012 - 21h28

Se o Ze Dirceu que foi esculachado nas barbas do Lula, tá caladinho, o que eu vou dizer em casa?

Responder

    Leider_Lincoln

    05/04/2012 - 11h30

    Que ele estava esperando a hora dele. Ou você acredita, depois de tudo isso que o mero estrilar é prova de verdade? Se crê nisto, seu destino é ser leitor da Veja mesmo… Quer feno ou alfafa, para acompanhar a leitura?

Jacó do B

02/04/2012 - 20h12

Depois da operação Monte Carlo o Gilmar Mendes não deu mais entrevistaaaasssss para o Pig! Será que deu linha ocupada?……

Responder

Carlos

02/04/2012 - 18h52

Caros Azenha e colaboradores comentaristas,
Pensando em "plantação" de interesses escusos, vejamos que esses artigos (ou conversa mole?) no PIG tem verdadeiro som de canto de sereia que pode ser um exercício de preparação de mentes visando que aceitem graciosamente e como solução a abertura de capital da Embrapa: 1- "Os problemas da Embrapa, 22 de março de 2012 | 3h 11, O Estado de S.Paulo"; 2 – A Embrapa perdeu o bonde, 31 de março de 2012 | 16h30, Celso Ming, http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2012/03/31

Percebam como o que se lê no PIG não condiz com o que lemos no Viomundo http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/milho-tra….

Eu não consegui encontrar a matéria onde se lê o grande retorno à sociedade de cada real investido na Embrapa.

Responder

nando

02/04/2012 - 16h47

No Rn a turma do DEM, agora aolado do senhor deputado do PMDB, estão usando do mesmo espediente com a exgogernadora Wilma.A midia controlada por Henrique,Agripino e seus failiares tão batendo duro.

Responder

Tania Gomes

02/04/2012 - 16h44

E agora o "Caso de Veja" é retirado do Google:
http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/

Responder

Leider_Lincoln

02/04/2012 - 16h28

E vocês acham que a Veja aprendeu alguma coisa? http://www.amalgama.blog.br/04/2012/sudario-de-je
É revista para gente como o EUNAOSABIA…

Responder

George de Souza

02/04/2012 - 15h39

A máfia reagindo: "O Caso de Veja" do Luis Nassif foi retirado do ar pelo Google.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-serie-

Responder

Julio Silveira

02/04/2012 - 15h30

Esse jogo de forças atrazadas tem impedido o país de imprimir velocidade aos necessários avanços intitucionais. No fim acho que os cidadãos trabalhadores do bem, que realmente constroem o país, pagam pela promiscuidade que campea os poderes, e que engessa a todos por que os rabos humanos presos na cupula são maiores que os rabos de crocodilo, talvez por uma metamorfose.

Responder

C. Roberto

02/04/2012 - 14h18

Estarrecedor… uma revista bandida, associada com criminosos para promover os interesses do crime! É preciso ir mais fundo nesses 200 telefonemas do Policarpo, pau mandado do Civita. Como fica tudo isso? Alguém irá preso? Algum leitor deixará de ler esse "detrito de maré baixa" que é a Veja? A justiça brasileira terá coragem de fechar essa publicação? Duvido muito, pois a corrupção e o favorecimento da justiça a criminosos do colarinho branco é tão normal, que ninguém liga mais! É possível até que a revista aumente o número de leitores. Confirmando, assim, o assombroso triunfo das nulidades e, a mais completa banalização do mal…

Responder

    Fabio_Passos

    02/04/2012 - 16h09

    E a quadrilha demóstenes-veja-cachoeira-gilmar dantas continua agindo.
    Nassif informou que o google tirou do ar "O caso veja". Possivelmente armação dos civita para tentar esconder a demonstração de que a veja trabalhou a serviço de cachoeira contra Paulo Lacerda.

    A série "O caso de Veja" http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-serie-
    Enviado por luisnassif, seg, 02/04/2012 – 14:22
    Atualizado às 15:25

    "
    Nesta manhã, o Google tirou do ar a série "O caso de Veja" – certamente provocado por alguma manobra dos personagens em questão.
    (…)
    Entrarei em contato com o Google, para saber o que está acontecendo.

    Por favor, divulguem a série.
    "

    No post do Nassif tem o arquivo com a série.
    É nosso dever divulgar pela rede esta série de reportagens históricas que desnudam a revista veja.

    Não podemos deixar que os corruptos da veja saiam impunes.

CLP

02/04/2012 - 13h03

Este caso do Demóstenes Torres e uma pequena amostra de muita, muita coisa que rola por ai.Que o punam, cassem , o que for.Mas o que precisaria de reforma mesmo e o sistema politico, as eleições, tudo.Mas , e claro, a chance de acontecer e remotíssima.Alias, para mim, ate mesmo o PT vai dar um jeito de defender o Demóstenes , pois agora ele , como ele mesmo disse "esta morto" politicamente.Nao representa mais nenhum perigo para o governo.Ja se colocarem outro…
E a Veja esta totalmente na berlinda.Credibilidade em frangalhos.

Responder

Ramalho

02/04/2012 - 12h51

Peço permissão para postar este comentário que não diz respeito ao tema da "thread". O intuito é divulgar outra visão do "mea culpa" do Moreno, esta favorável a ele. Como Moreno foi ampla e duramente criticado na blogosfera, e não se defendeu, pois, talvez, nem pudesse, o artigo do Fernando Brito (em Tijolaço) merece ser divulgado (direito de defesa, ainda que por terceiros e sem mandato para tal).

"Há uma indignação na internet com a atitude de Jorge Bastos Moreno, colunista de O Globo, por ter retirado de seu blog o texto de um colaborador – Theófilo Silva – onde se mencionava, en passant, a intimidade entre o 'empresário de jogos' (era assim que a revista se referia a ele, como no texto ao lado) Carlinhos Cachoeira e o editor da Veja, Policarpo Júnior.

Moreno está sendo acusado de não resistir e até se associar à cortina de silêncio que se quer fazer sobre os 200 telefonemas trocados entre ambos.

Com a mais completa compreensão aos indignados com o que parece – e é – censura ao texto de Theófilo, vejo tudo de forma completamente diferente. Mesmo correndo o risco de 'apanhar' de alguns comentaristas, digo qual é minha visão.

Jorge Bastos Moreno é quem foi censurado, porque alguém decidiu que, na coluna eletrônica publicada em seu nome, algo não poderia ser dito.

Moreno tem inteligência suficiente para argumentar, se o quisesse, que uma linha e meia de menção a Policarpo lá pelo décimo ou décimo-quinto parágrafo de um post faria muito menos estrago que a retirada do artigo.

Se Moreno acatou a censura – o que é comum nas redações – fez algo que é raro, raríssimo: publicou a censura, inclusive dando o nome de quem foi o portador da ordem de expurgo do artigo.

Mostrou o boi e o nome do boi, quando podia publicar apenas duas linhas, dizendo – no máximo – que o artigo não respeitava as normas da redação.

Moreno, que se encarna num personagem um tanto bufo e marcado pela cordura, deu seu jeito de informar a verdade, com uma ironia que nem ele próprio pode confirmar aos seus botões.

Ficou numa 'saia-justa' em relação à sua propria credibilidade, mas mostrou o que ocorreu, com todas as letras. Deu-se ruidosamente a bater.

Nunca uma cortina de silêncio foi baixada com tanto barulho…

Em 'Memórias do Cárcere', Graciliano Ramos – perdoem as eventuais incorreções, cito de memória – disse: 'Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela Sintaxe e terminamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social. Mas nos estreitos limites a que nos coagem a Gramática e a Lei, ainda podemos nos mover'.

Numa tradução livre, Moreno foi puro Macunaíma, o 'herói sem caráter' do Mário de Andrade

Talvez sem querer, admito, embora duvide, porque estamos 'rodados' demais para isso.

Só se foi como o Chaves (o mexicano, não o venezuelano, paciente do Dr. Merval): 'sem querer, querendo.'"

Agora eu, Ramalho: Moreno deu uma "rasteira" em todo mundo (eu incluído), e só o Fernando Brito percebeu. Brilhantes ambos.

Responder

    Bonifa

    02/04/2012 - 19h29

    É um ponto de vista que deve ser levado a sério. De fato, o tom do pedido de desculpas do Moreno pareceu ligeiramente exagerado, o que beira a ironia.

jose antonio batata

02/04/2012 - 12h47

VEJA é LIXO. .. a VEJA chegou no mais baixi nível da imprensa na história da humanidade.

Responder

FrancoAtirador

02/04/2012 - 12h37

.
.
Tragédia Greco-Goiana

O Triste Fim de Policarpo Cachoeira

De Eurípedes Alexandre Oltramari

Com Rupert Civita, Rosnaldo Azevedo e Demóstenes Mendes.
.
.

Responder

marcos dascanio

02/04/2012 - 12h14

Não podemos esquecer que quem trouxe o tal Dadá e o Onézimo para próximo a campanha da Dilma e acabou ferrando com o Lanzetta foi o Amaury Ribeiro. Ele mesmo afirma isso no livro " Privataria Tucana". Se sabe-se de toda essa ligação de Dadá e Onézimo, por que é que o Amaury procurou os caras ? Respondo : Por que – também segundo sua afirmação – estava acostumado a trabalhar com Dadá !!!

Responder

Serrote

02/04/2012 - 12h14

É um esgoto completo, não faltam baratas, ratazanas e todo o conteúdo tradicional. Os miasmas e a fedentina estão, finalmente, ultrapassando o subterrâneo e chegando à superfície, afinal em tudo existe um limite.

Responder

Eliana

02/04/2012 - 12h13

Todos têm que ir para cadeia.
Gopistas!

Responder

    Fabio_Passos

    02/04/2012 - 13h21

    A população quer justiça e punição aos bandidos.
    civita, demóstenes, cachoeira e gilmar dantas deveríam ir prá cadeia.

    Se esta quadrilha de pilantras vagabundos escapar será muito ruim para o Brasil

alex

02/04/2012 - 12h13

ACORDÃO À VISTA!!!

“Todos os caminhos levam a uma gigantesca operação-abafa”

Blog Cidadania.com- 02/04/12 às 11h50
(http://www.blogcidadania.com.br/)

Chega ao BLOG informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.

O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.

Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.

Enquanto isso, DEM, PSDB, editora Abril e Globo estariam propondo acionar sua bancada no STF para trocar a decapitação política de Demóstenes pelo adiamento do julgamento do mensalão, que deveria ocorrer em maio. Até porque, após o STF se pronunciar pela impunidade de Demóstenes, não teria como julgar o mensalão.

LEIA o post completo:
http://www.blogcidadania.com.br/

Responder

    Bonifa

    02/04/2012 - 19h57

    Mesmo acreditando nas ameaças de Demóstenes, devemos saber que uma tal manobra do STF não prosperaria sem um trabalho muito intenso de retaguarda. Retaguarda, no caso, seria uma absolvição a priori de Demóstenes conseguida concomitantemente pela imprensa junto ao juízo da opinião pública. Missão quase impossível a estas alturas, mesmo estando a cargo da Globo e mais seus companheiros Folha, Estadão e Veja. Mais provável será todo o grupo adotar o expediente dos adiamentos e da procrastinação, tanto no STF quanto no Senado. Este expediente o bloco da imprensa teria bem mais condições de amparar por diversas maneiras. Contudo, a coorte política desta batalha que seria a esquerda progressista, a esta altura deveria estar trabalhando a todo vapor para buscar o desenlace que interressa ao povo e a ela mesma. E estamos vendo esta esperada dedicação? É muito triste quando vemos fotografias de líderes do PSOL, por exemplo, empunhando as vassouras compradas pelo próprio Demóstenes para tentar dar o golpe contra o governo. E o PT, então, até parece que "tem mais o que fazer". Todos tinham mais o que fazer na Alemanha quando deixaram Hitler subir ao poder.

ricardo silveira

02/04/2012 - 12h04

O Gilmar Mendes entrou de inocente no grampo sem áudio? Por que ele fez tanto estardalhaço? E, se ele fez estardalhaço lá atrás, porque não faz agora? Por que não chama o Demóstenes às falas? Afinal, se, supostamente, entrou de inocente, significa que foi usado. Será que vai ficar quietinho?

Responder

    CC.Brega.mim

    02/04/2012 - 15h35

    é isso aí!
    e aí gilmar,
    o que você tem a dizer?

    e cadê o grampo?

Remindo Sauim

02/04/2012 - 12h03

PCC
É o Partido do Carlinhos Cachoeira, tem governador eleito, senadores e deputados no Congresso e até imprensa oficial.

Responder

    Fabio_Passos

    02/04/2012 - 13h15

    E também um ex-presidente do stf: gilmar dantas.

Fabio_Passos

02/04/2012 - 11h47

É muito triste analisar a safadeza do grampo sem áudio.

O então presidente do stf e um senador servindo a um contraventor em uma fraude contra a República.
É gravíssimo.

demóstenes, cachoeira, civita e gilmar dantas são uns pilantras descarados que deveríam estar na cadeia.
Uma quadrilha de mafiosos.
Bandidos vagabundos.

Responder

Marco Galo

02/04/2012 - 11h47

Temos de parabenizar todos vocês : Luis Nassif, Azenha, Rodrigo Vianna, Eduardo Guimarães e mutos outros por nos mostrar o "outro lado da moeda", a verdadeira podridão que não permite que o Brasil se torne um País mais justo, menos desigual. Temos juntos, que continuar combatendo esta quadrilha instalada no jornalismo brasileiro. Vcs. com suas fontes desmascarando às mentiras e nós aqui do outro lado, divulgando para o maior número de cidadãos possível e nos municiando com às informações repassadas por vocês para contra argumentar quando os alienados da grande imprensa vierem com a versão dada por essa verdadeira máfia instalada há décadas em nosso País.

Mais uma vez, muito obrigado !

Responder

Rafael

02/04/2012 - 11h36

O que vai acontecer com a Veja? Como aqui é Brasil eu digo que não vai acontecer nada.

Responder

Gerson Carneiro

02/04/2012 - 11h33

Calma Gente! Uma coisa de cada vez.
A Veja está denunciando corrupção no Santo Sudário. Afinal, é quaresma.

<img src=http://1.bp.blogspot.com/-uiA2BiRXV3Y/TiYltqZa-yI/AAAAAAAAAL0/NwL-ycjrNcY/s200/Veja%252C+10_05_2006.jpg>

Uma das capas mais vagabundas que a Veja já produziu.

Responder

sergio mario

02/04/2012 - 11h32

Operação Mãos Limpas é o que o Brasil precisa. Não uma ou duas, mas várias, até se acabar com a corrupção ou, se isso não for possível, reduzi-la a níveis de países civilizados como EUA, Japão, Inglaterra, etc.

Responder

Tanchim

02/04/2012 - 11h23

E até agora só prenderam o Cascata!!!!!!!!!!!

Responder

nancy lima

02/04/2012 - 11h23

o que fazer com tanta gente graúda metida nesse balaio de gatunos?

Responder

alberto

02/04/2012 - 11h19

sera que esse dna veio com os colonisadores

Responder

alberto

02/04/2012 - 11h16

com raras exceçoes, todos tem telhado de vidro

Responder

gilberto silva

02/04/2012 - 11h06

Demóstenes foi o mais imbecil dos politicos que se tem noticia. Se o cara grampeia os outros e planta noticia , como é que facilita assim ?

Responder

    Serrote

    02/04/2012 - 12h09

    Porque pensa que é mais esperto e tem certeza da impunidade.

foo

02/04/2012 - 11h02

Civita e Murdoch: a Veja é o nosso News of the World

Na Inglaterra, um panfleto de Rupert Murdoch foi pego com grampos ilegais, obtidos através do relacionamento de seus jornalistas com policiais. Quando isso foi descoberto, seus leitores ficam escandalizados, anunciantes abandonaram a publicação, e o jornal foi fechado.

No Brasil, o panfleto de Roberto Civita obteve grampos ilegais através de seu relacionamento com uma organização criminosa, selecionou informações para atingir seus adversário, ocultou o que não era de seu interesse, transformou um dos membros da quadrilha em "herói da ética", ajudou a melar investigações… E tudo fica como está???

A Veja não apenas *usou*, mas *ajudou* a promover os interesses de uma rede criminosa.

A Veja *faz parte* de uma rede criminosa.

Fonte: http://capitao-obvio.blogspot.com/2012/04/civita-

Responder

RicardãoCarioca

02/04/2012 - 10h58

Por muito menos fecharam o The News Of The World. Mas isso foi em país civilizado, com leis, com instituições…

Responder

Deixe uma resposta