VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas

Juiz ameaçado de morte diz que Estadão é “covarde”: “Para quem não basta ‘bandido morto’, juiz morto também é indiferente”

04 de janeiro de 2017 às 10h30

Juiz-é-ameaçado-de-morte-por-PCC-após-Estadão-publicar-que-ele-tinha-ligação-com-outra-facção

Juiz é ameaçado de morte por PCC após Estadão publicar que ele tinha “ligação” com outra facção

do Justificando, em 03/01/2017, sugestão de Paulo Dantas 

Ontem, 2, a rebelião sangrenta no presídio em Manaus que terminou com a morte de 56 presos teve mais um capítulo que preocupou juristas e ativistas ligados aos direitos humanos.

Isso porque o Blog do Fausto Macedo, do jornal Estadão, veiculou uma matéria que indicava a “ligação” do magistrado Luís Carlos Valois, que participou das negociações pelo fim da rebelião, com a facção Família do Norte (FDN), responsável pelas mortes.

Agora, o magistrado – que foi ouvido por 20 minutos e não teve uma frase sequer publicada – está sofrendo ameaças da facção rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A notícia requenta uma acusação sofrida pelo magistrado em junho do último ano, quando ele foi alvo da operação “La Muralla”, que investigou a influência da facção FDN.

Valois foi citado em uma conversa entre cliente e advogado sobre de um suposto afastamento dele da Vara de Execuções Penais de Manaus, cuja principal delegação é analisar os pedidos de progressão de pena, saídas temporárias e demais questões de encarcerados e encarceradas. Na ligação, o preso faz um apelo para que Valois fosse mantido, pois, caso contrário, a vida deles ficaria muito mais difícil.

Ao requentar a notícia, os jornalistas ligaram para o magistrado, o qual disse que a ligação não trazia qualquer prova de conduta dele; que só foi ao presídio por um pedido pessoal do Secretário de Segurança Pública, mas por conta da matéria estava agora sob ameaças do PCC.

A jornalista do The Intercept Cecília Oliveira resumiu em suas redes sociais a falha jornalística do Estadão, que acabou colocando a vida do magistrado em risco – “Os repórteres do  ligaram para o Luís Carlos Valois, falaram com ele 20 min, mas escolheram não publicar UMA PALAVRA do que ele disse, isso, numa “matéria” que o acusa de ter envolvimento com a Família do Norte. O excelente resultado disso é que agora ele está sendo ameaçado pelo PCC. Parabéns Estadão”, ironizou.

O juiz amazonense é reconhecido no meio jurídico como uma das mais importantes vozes contra a guerra às drogas e dedicou sua vida acadêmica sobre o assunto – no último ano, inclusive, concluiu sua tese de Doutorado sobre o tema na Universidade de São Paulo (USP).

Além disso, Valois tem o reconhecimento jurídico e popular por sua atuação humanizada junto aos presos e sua família, ao ouvir a todos e todas com respeito e cordialidade.

“Luís Carlos Valois honra a toga que veste. Coragem, destemor, conhecimento, compaixão são algumas das inúmeras qualidades deste grande homem, que podemos chamar sem nenhum medo de Excelência. Na boa, a maioria das autoridades jurídicas do nosso país não conseguem honrar o próprio nome que carregam” – afirmou o Delegado de Polícia e Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense, Orlando Zaccone.

“Luís Carlos Valois é um dos poucos juízes brasileiros que tem autoridade moral para negociar com presos, justamente por que enxerga neles o ‘humano’ que todos deveriam ver. Paga um preço elevado por isso” – afirmou o Promotor de Justiça e Professor da Universidade Federal da Bahia, Elmir Duclerc.

Já o Juiz de Direito em São Paulo e Colunista do Justificando, Marcelo Semer, afirma que o maior risco da profissão não está nos presos, mas sim em uma imprensa sensacionalista – É preciso ter coragem pra ser juiz. E infelizmente o maior risco hoje não está nos presos. Está na imprensa leviana e sensacionalista”.

Luís Carlos Valois, em sua página no Facebook

Sobre a covardia do Estadão. Ontem, depois de passar doze horas na rebelião mais sangrenta da história do Brasil, um repórter, dito correspondente desse jornal me liga.

Eu digo que estou cansado, sem dormir a noite toda, mas paro para atende-lo por vinte minutos. Algumas horas depois sai a matéria: “Juiz chamado para negociar rebelião é suspeito de ligação com facção no Amazonas”.

O Estadão é grande, eu sou pequeno, um simples funcionário público do norte do país. Eles não publicaram nada do que falei, nem, primeiramente, o fato de que eu não era o único a negociar a rebelião.

Desenterraram uma investigação contra mim da Polícia Federal em que esta escuta advogados falando o meu nome para presos, sem qualquer prova de conduta minha.

Detalhe, todos os presos das escutas estão presos, nunca soltei ninguém. Mas insinuaram que isso tinha algo a ver com o fato de eu ter ido falar com os presos na rebelião, que sequer eram os mesmos da escuta.

Fui porque tinha reféns. Estamos no recesso, eu não estou no plantão, fui porque havia reféns, dez reféns, mas isso eles não falaram também.

Fui chamado pelo próprio Secretário de Segurança do Amazonas que, não por coincidência, é um dos delegados da Polícia Federal mais respeitados do Estado. Ele, o delegado, veio me buscar em casa, me cedeu um colete a prova de balas, e fomos para a penitenciária.

O secretário de administração penitenciária, egresso igualmente da PF também estava lá aguardando.

Tudo que fiz, negociei e ajudei a salvar dez funcionários do Estado, reféns dos presos, fiz sob orientação dos policiais.

Tudo isso falei para o tal Estadão, mas foi indiferente para eles.

Agora recebo ameaças de morte da suposta outra facção, por causa da matéria covardemente escrita, sem sequer citar o que falei. Covardes.

Estadão covarde, para quem não basta “bandido morto”, juiz morto também é indiferente.

 Leia também:

Patrick Mariano: Alexandre de Moraes cometeu crime de responsabilidade e prevaricou 

 

7 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Zé Ninguém

06/01/2017 - 12h51

E seu alguém disser que foi matéria encomendada?

Responder

Cláudio

06/01/2017 - 03h13

:
: * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando: A grande mídia (mérdia) é composta por sabujos sujos e sabujas sujas a serviço dos ianque$ e do $ionismo de capital especulativo internacional e outras máfias (como a ma$$onaria) dos e das canalhas direitistas…
.
PARA A ENÉSIMA PUTifARIA ( patifaria + putaria ) DA DIREITA:
Foi com muito cálculo que se preparou mais essa para o PT (e/ou as esquerdas, o progressismo/trabalhismo). E, ao que parece, o partido não contava nem se preveniu para essa eventualidade. Aliás, é estranho o número de vezes que o PT é pego de calças curtas, desprevenido e perplexo. E, o que mais espanta, é que seus inimigos nem parecem ser tão espertos assim.
.

Poesia contra a distopia (Distopia = Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia. “Distopia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/distopia [consultado em 01-10-2016].)

::
O fetiche da mercadoria
ou
dA coi$ificaçãØ do ser humano
……………………………………………………………para o poetamigo e Doutor em Comunicação Laerte Magalhães
.
.
………………………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØ
…………………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØ
……………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØ
………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØ
…………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØ
……………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØ
…………………………………………………………………………………………………………(Cláudio Carvalho Fernandes)
.
O poema acima (O fetiche da mercadoria…) apresenta-se, no original, em forma de cubo, o protótipo da mercadoria.
::
.:.
.

Poesia contra a distopia (Distopia = Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia. “Distopia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/distopia [consultado em 01-10-2016].)

::
O fetiche da mercadoria
ou
dA coi$ificaçãØ do ser humano
……………………………………………………………para o poetamigo e Doutor em Comunicação Laerte Magalhães
.
.
………………………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØ
…………………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØ
……………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØ
………………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØ
…………………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØ
……………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØØØ
…………………………..ma$$ificaçãoma$$ificaçãoma$$ificaçãØ
…………………………………………………………………………………………………………(Cláudio Carvalho Fernandes)
.
O poema acima (O fetiche da mercadoria…) apresenta-se, no original, em forma de cubo, o protótipo da mercadoria.
::
.:.
::
Desalienando a ma$$ificação coi$ificante
.
É melhor
Ser um, mesmo que zero, à esquerda
Do que, títere-palhaço, a-penas (só) faz-ser nú-mero$-$$ à direita
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Poema Z
…………………………………………….Para Dilma, Lula e o PT e todas as forças progressistas brasileiras (e mundiais). Sinta-se homenageado/a, também.
.
Penso
Logo(S)
ReXisto
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Sempre
.
A vida
Entre duas pedras:
Sobre
Viver
Ou
Morrer
Sob…
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Tão duro mas tão terno
.
É preciso
Não ter esperança alguma
Para se construir
Da necessidade (de viver, do viver)
Algo melhor
Do que não ter esperança alguma
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Doce conformismo ?
Ou
Da “queda” da poesia para a história
.
As coisas são como são
E não como deveriam ser
Penar por elas é em vão (ou não)
(S)E ultrapassa o próprio viver
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
ReXistência
.
Não deixe que aluguem o seu pensamento:
Simplesmente mude de canal ou desligue a TV
Diga “NãO” à Rede Goebbels
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
(En la lucha de clases)
.
En la lucha de clases
Todas las armas son buenas
Piedras
Noches
Poemas
…………………………………………….(Paulo Leminski)
::
(Não é a beleza)
.
Não é a beleza
Mas sim a humanidade
O objetivo da literatura
…………………………………………….(Salamah Mussa)
::
A existência precede a essência.
…………………………………………….(Jean-Paul Sartre)
::
.:.

* 1 * 2 * 13 * 4
.:.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
* * * *
Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) !!!! Lula (sem vaselina) 2018 neles (que já tomaram DE QUATRO) !!!!
* * * *
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Responder

Mauricio

04/01/2017 - 20h42

Cá pra nós, espero que sirva de lição ao juiz na próxima vez que quiser dar entrevista para o “Lixão de SP”…

Responder

Jonathan

04/01/2017 - 14h08

Azenha a blogosfera poderia juntar condições para seguia os passos, fazer uma reportagem investigativa sobre o que foram fazer nos EUAs o juiz Moro a mulher, o PGR Janot e esses agentes da Farsa a Jato. As relações com o Departamento de Justiça americano precisam ser investigadas a fundo pois não tenham dúvida que estão servindo aos interesses americanos e estão infiltrados no Judiciário do Brasil para defender interesses antinacionais.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

04/01/2017 - 13h10

Resumindo: imprensa covarde, sensacionalista e de má fé. Esse jornaleco, à exemplo de outros, não passa de lixo. É a tal “liberdade de expressão” sem qualquer compromisso com a verdade. Alô STF, você ainda está entre nós?

Responder

NUNO PORTO DE SANTOS

04/01/2017 - 11h35

Esse “jornal” dignifica o povo de seu estado…

Responder

Paulo

04/01/2017 - 11h29

Os comentários de autoridades de grande prestígio já estão na matéria, assim como o da jornalista Cecília Oliveira.
O que esperamos, é que os que ameaçaram o Juiz, percebam que o jornal, a despeito de qualquer outra coisa não coloca só a vida de um Juiz inocente em risco, mas assira a rivalidade entre as facções e que mais mortes poderão advir entre eles mesmo.
É lamentável que pessoas ajam dessa forma e quanto às facções, existem advogado, promotores e Juízes para cuidar e julgar suas ações.
Não somos nós sociedade a julgá-los, mesmo que tenhamos medo de muitas ações e tenhamos opinião formada, mas esse poder e direito são dados a profissionais.
Dar ao outro o mesmo tratamento que desejamos para nós mesmo, é o mínimo aceitável. Hoje estamos do lado de cá, mas e se por um infortúnio, um momento de fraqueza, cometermos um ato que nos leve a reclusão, como gostaríamos de sermos tratados. E só uma reflexão, nunca é muito tempo!

Responder

Deixe uma resposta