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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Inimigo do décimo terceiro agora ataca o aumento do salário mínimo

12 de janeiro de 2014 às 18h16

Os malefícios da indexação do salário mínimo

O tema é inadequado a ano eleitoral, mas o presidente de 2015 terá de propor desarmar o mecanismo, para impedir que a inflação corroa os ganhos obtidos

Editorial de O Globo em 12/01/14 

Assim que os desarranjos na política fiscal do governo Dilma ficaram mais evidentes, as agências internacionais de avaliação de riscos ajustaram os radares para um acompanhamento mais atento das contas do país. Agora, algumas nuances do perfil fiscal brasileiro frequentam relatórios dessas agências. Há pouco, a Moody’s, cuja nota de perspectiva para a solvência do Brasil caiu de “positiva” para “estável”, em setembro, alerta que a economia brasileira tem uma “flexibilidade limitada” para conter gastos.

É fato. À medida que despesas de difícil corte começaram a ser expandidas, o Orçamento entrou numa espécie de fôrma de gesso. As dificuldades para reduções de despesas por medida administrativa se devem a razões políticas — nos gastos ditos sociais — ou a obstáculo legal. Neste caso, está a folha do funcionalismo, protegida pela norma da estabilidade de emprego. A alternativa do administrador costuma ser, quando politicamente possível, deixar a inflação corroer o valor efetivo dos salários e/ou não repor vagas abertas por aposentadorias e mortes.

A Moody’s chama a atenção para a grave peculiaridade de que 80% do Orçamento estão comprometidos com salários, aposentadorias e benefícios sociais. Há estimativas menos dramáticas, mas não muito. Esta parcela nunca é superior a 70%.

A margem de ação de qualquer governo é estreita. E como, depois de 2005, estes gastos cresceram bastante, a margem de manobra de Dilma em 2014 é mesmo apertada. Para piorar a situação, há a regra de indexação do salário mínimo criada em 2011 — um retrocesso, porque o país precisa de menos mecanismos que projetem para frente a inflação do passado, e não mais.

Baseada na soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com a variação do PIB de dois anos atrás, a fórmula estabeleceu um reajuste de 6,78% para o mínimo deste ano, de R$ 724 — um aumento de 6,78%, contra uma inflação de 5,9%. Além de os aumentos do salário-base não guardarem qualquer relação com os ganhos (ou perdas) de produtividade na economia, eles indexam uma miríade de benefícios previdenciários/sociais. A ponto de, hoje, cada R$ 1 a mais no SM injetar quase R$ 340 milhões adicionais na conta da despesa pública. Em termos líquidos — considerando o crescimento da arrecadação devido à subida do salário —, estima-se que o novo mínimo já estabeleceu um gasto em 2014 de R$ 14,2 bilhões, cerca de meio Bolsa Família.

Com a economia em expansão a taxas razoáveis, é até possível alguma compensação pelo lado da arrecadação tributária e previdenciária. Mas não nos últimos dois anos. Nem neste e no próximo. O tema é espinhoso em ano eleitoral. Mas a revisão desta indexação terá de ser feita pelo próximo presidente, até porque a regra vencerá em 2015 e já fez o possível na recuperação do poder de compra do SM. A questão também é impedir que a inflação corroa os ganhos obtidos. Até por isso, é importante desmontar a fórmula.

PS do Viomundo: O discurso parece mais sofisticado, mas tirando os penduricalhos repete o mantra escravista da elite brasileira, para a qual salário é inflacionário, causa doenças transmissíveis, etc.

Leia também:

Gráfico da Globo inflaciona a inflação

 

52 Comentários escrever comentário »

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renato

14/01/2014 - 16h45

Ótimo!!!!
Vamos começar a falar sério sobre o 14º salários para
aposentados, e para quem esta começando a trabalhar..
Algo para meu Deputado, meu Senador, meu Presidente,
meu Juiz do STF, começar a colocar na mesa de trabalho..
O 14º deve vir no meio do ano, nas férias das crianças..

Chega deste papo, de antes do acerto salarial de “dizer”
que o trabalhador brasileiro é o melhor do Mundo……..
e nada acontecer no bolso…
ATENÇÃO Brasil, temos que dar um “UP” nas nossas ESTRADAS
demorei muito para chegar na Praia..
Sou aposentado, sou técnico e senti muita falta de estrutura
para aprimorar meus conhecimentos….
Mas o que eu recebia de conselho de GRINGO, que falava absurdos,
não era mole…
mas se o cara enrolava a língua todo “Gerente” comprava…

Responder

Vinicius Rodrigues

13/01/2014 - 18h57

Eles (Família Marinho) estão doidos para que os amiguinhos tucanos voltem ao poder. Afinal quanto mais se tem, mais se quer.
Por isso saiba o Porquê de votar em Dilma e não no Aécio. http://www.platodocerrado.blogspot.com.br

Responder

Urbano

13/01/2014 - 12h40

Da cabeça dos que fazem oposição ao Brasil, será que dá para sair coisa melhor do que as de boston?

Responder

anac

13/01/2014 - 11h57

o Conta Corrente, programa da Globonews que o veiculou que 5,91% é muito maior que 6,5%. E o rola bosta coxinha que com certeza faltou todas as aulas de matemática ACREDITOU. Porque para o rola bosta se foi divulgado pelo PiG é VERDADE.
Sucede que sábado, o sociólogo Rudá Ricci publicou em seu blog, pescou na internet que assistiu e fotografou da tela o gráfico evidentemente irreal sobre a inflação brasileira, onde 5,91% é muito maior que 6,5%.
O assunto rodou na rede. Quem sabe o minimo do minimo de matemática sabe que 5 é menor que 6, menos o coxinha, claro.

Depois, sem condições de contrariar a matemática, o Conta Corrente, programa da Globonews que o veiculou, publicou uma nota de correção e se comprometeu a retificar também no ar a informação, no programa desta segunda-feira. Claro que o gráfico foi elaborado com erro e muito provavelmente não racionalmente intencional.

Eles apostam nos coxinhas burros e/ou mal intencionados.

O problema não são os 1%, elite que faz o que qualquer elite tenta fazer em qualquer lugar no mundo, manter seus privilégios, mas os coxinhas que os seguem e votam nos seus representantes contra os seus (classe media)próprios interesses e de seus descendentes, que serão também vítimas da injustiça social.

Responder

FrancoAtirador

13/01/2014 - 10h46

.
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Folha de S.Paulo: A questão do rebaixamento é importante?

Luiz Gonzaga Belluzzo: Depois do que essas agências de risco fizeram no pré-crise,
é impressionante que as pessoas falem delas com respeito.
Deveriam estar na cadeia.

(http://www.gestaosindical.com.br/governo-perdeu-batalha-contra-mercado-financeiro.aspx)
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Responder

Roberto Locatelli

13/01/2014 - 10h22

Então como é que os Marinho explicam isso:
– nos tempos de FHC, o salário mínimo era menos da metade do que temos hoje. E a inflação média foi de 12%.

Responder

Felipe

13/01/2014 - 09h36

“A margem de ação de qualquer governo é estreita. E como, depois de 2005, estes gastos cresceram bastante, a margem de manobra de Dilma em 2014 é mesmo apertada.”

Os motivos porque a “margem está estreita”: http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=144486

Responder

sergioa

13/01/2014 - 09h08

Então se o governo enfrentasse o mercado, mostraria que aumentar os juros de 7,25% para 10% e com vies de alta, custa muito mais, mas muito mais mesmo, aos cofres públicos do que os 14 bilhões que o aumento do salário minimo, que está muito aquém de ser um salário minimo, irá provocar.

Além disso uma parte dos 14 bilhões pagam para bancar um novo salário minimo sempre retornam para os cofres públicos através de impostos e outras efeitos positivos.

Já o pagamento de juros para os preguiçosos rentistas só servem para aumentar a massa de capital que será remunerado com os escandalosos juros pagos pelo governo.

Mas sou um pirulito para cada cidadão que acreditar que este governo, mesmo sendo trabalhista, vai bancar este enfrentamento.

Responder

    anac

    13/01/2014 - 12h09

    A reunião do COPOM de quarta-feira o governo esta sendo submetido a outro terrorismo midiático como o do tomate para aumentar a taxa de juros, aumentando os gastos do governo pagar pagar os encargos da divida, recurso que será retirado da educação, saúde, moradia, transportes, segurança, etc.

    Ao mesmo tempo que submetem o governo ao terrorismo midiáticos para subir os juros que remunera os agiotas e banqueiros, 1%, que o PiG representa, eles culpam o governo pelo aumento dos gastos e cobram arrocho salarial, corte de despesas com educação, saúde, transporte e moradia. O povo é que paga a conta do aumento dos juros.

    São tão cara de pau que se utilizam de passeatas e manifestações do povo por tarifa zero -TRANSPORTE GRATUITO – e serviços públicos de qualidade como jargão de que queremos hospitais padrão FIFA, quando exigem do governo a privatização dos transportes públicos, SUS, educação e corte de gastos nessas áreas sociais.

    E o coxinha rola bosta acredita piamente que tem os mesmos interesses da elite, quando são totalmente contrários. Maldita ignorância e sabujice que atravancam o país.

Cunha

13/01/2014 - 05h36

Tem gente que não é elite, mas, é BURRA e adestrada por essa mídia e acreditar no que esses m… escrevem. Tem e eu conheço. Já tive até bate-boca. O sujeito viu o apagão do The Globe ( O Goebbels) e da Nasper (Veja). Mente criada pelas formas da mídia ditatorial.

Responder

Mauro Bento

13/01/2014 - 04h08

Em casos como a Globo a solução é só a francesa: Le coq rouge(O Galo Vermelho).

Responder

francisco pereira neto

13/01/2014 - 01h52

Será que essa regra do salário mínimo é a causa principal do estado comatoso (como diz PHA) do Estadão?
E o calote da Globo de 1 bi na receita federal não entra na avaliação da Moody’s?

Responder

francisco pereira neto

13/01/2014 - 01h49

Será que essa regra do salário mínimo é a causa principal do estado comatoso (como diz PHA) do Estadão?

Responder

Luís Carlos

13/01/2014 - 00h13

Agradeço, ó Senhor, pela oposição feita pelo Globo. Sem ela nada seria…

Responder

Fabio Passos

12/01/2014 - 22h28

Aumento real de salário é inadmissível para a “elite” branca e rica. Mesmo que seja um salário baixíssimo… mínimo.
Já pagar uma fábula de dinheiro para especuladores do mercado financeiro… é saudado pelo PiG como atitude “responsável”.

A globo nunca vai parar de atacar os interesses dos trabalhadores.
Roubar do pobre para dar de mamar aos ricos… isto é o que a globo adora.

Responder

    Roberto Locatelli

    13/01/2014 - 10h20

    Por isso tiro o chapéu para o MST: eles MOSTRAM isso a seus militantes, que se tornam conscientes das forças que estão em jogo.

anac

12/01/2014 - 22h13

Gente, aproveitemos todos para mostrar aos indecisos o que a elite 1%, cujos representantes maiores são Globo, PiG, Aocio, Blabla e dudu, programa para o povo caso sejam eleitos para governar o país.

Amanhã mesmo vou levar novidade para os coleguinhas que estavam todos felizes de receber a ilusão matemática (13o) que daria uma folga nas despesas diárias. O povão que recebe salário minimo quando souber que a oposição quer alem de acabar com o 13o por fim ao aumento do minimo então vai votar em peso na blabla, aocio e dudu para candidatos a subir o cadafalso.

Essa direita brasileira em 2014 deveria é comprar logo o caixão e encomendar a missa de sétimo dia.
Bye, bye PSDB, PSB e DEMONIOS.
Bye, bye blabla, aocio e dudu.

Responder

emerson57

12/01/2014 - 21h57

se o grupo globobo estiver de fato preocupado com as contas da administração do Brasil
poderia ajudar se a globobo fizesse a parte dela e pagasse o DARF.
plim plim.

Responder

anac

12/01/2014 - 21h48

Gente, lá vem vcs com teoria da conspiração. Isso é coisa de louco, segundo o do chapéu, o gasparinho. A Veja e sua fonte Cachoeira é coisa da imaginação dos insanos esquerdistas.
A Globo sonha num Brasil sem pobres, apenas com ricos. Para isso é matar de fome. O programa do dudu, blabla e aocio é possibilitar a dieta de pão seco sem água três vezes ao dia para o povo. É o programa Mai fome. Outro programa é o Meu caixão, Meu enterro. O Mais Coveiro é ideia da blabla para adubar o solo.

Responder

    Hell Back

    12/01/2014 - 22h37

    Será que os “economistas” da globo não conseguem entender que salário dos funcionários públicos não têm nada a ver com isso?

LUIZ FORTALEZA

12/01/2014 - 21h48

A VOLTA DO NEOLIBERALISMO ORTODOXO: REDUÇÃO SALARIAL E DEIXAR O POVO AO DEUS DARÁ.

Responder

    anac

    12/01/2014 - 21h59

    O povo entra literalmente com o ….

FrancoAtirador

12/01/2014 - 21h33

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Histórico do Salário Mínimo brasileiro
revela diferenças entre governo FHC e Lula
e desmentem ‘historiador’ da “década perdida”.

Por José Rogério Beier*, no blog Hum Historiador

Ontem, enquanto navegava pelas redes sociais, recebi uma mensagem que trazia uma planilha com o histórico do valor do Salário Mínimo entre os anos de 1995 a 2012. Como a mesma continha apenas o Ano, o Valor e o Percentual de Aumento em relação ao ano anterior, achei que, para fazer uma análise mais apurada, seria interessante complementá-la incluindo as colunas Governo, Inflação (IPCA), Aumento Real, Cesta Básica (SP), Aumento da Cesta, PIB e o Valor equivalente em dólar.

Usando como fonte os dados fornecidos no site do IBGE (Inflação IPCA) e do DIEESE (valor da cesta básica), além do histórico do PIB publicado na página da Revista Exame (http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/a-evolucao-do-pib-brasileiro), consegui montar uma tabela que permite fazer uma comparação de indicadores econômicos que afetam diretamente a maior parte da população brasileira, que sobrevive a base do Salário Mínimo.

Vejam tabela abaixo:

Observando a tabela é possível perceber que durante o governo FHC, nos anos de 1999 e 2002, se descontarmos a inflação do período, o Salário Mínimo não só não aumentou, como perdeu seu valor: -4,32% e -1,42% respectivamente. Fato que não se repetiria durante os oito anos de governo Lula, e nem nos dois primeiros anos do governo Dilma.

Outra análise possível é observar que no ano em que Fernando Henrique Cardoso assume seu mandato (1995), o Salário Mínimo valia R$ 100,00 e, no ano de sua saída (2002), o mesmo valia R$200,00, o que demonstra um crescimento de 100% no período, sendo que desse aumento, se descontarmos a inflação dos oito anos, averiguamos um aumento real de 21,89% no Salário. Por sua vez, Lula assume o mandato em 2003 com o Salário Mínimo valendo os R$ 200,00 deixados por FHC. No ano de sua saída (2010), o mesmo salário valia R$ 510,00, caracterizando portanto um aumento de 155% em relação ao valor do início de seu mandato, e 53,6% de aumento real, descontando-se a inflação. Já nos dois primeiros anos do mandato de Dilma Rousseff, o Salário Mínimo passou de R$510,00, deixado pelo governo Lula, para R$622,00 no ano de 2012, o que representou um aumento de 22% em dois anos de governo, dos quais 8,61% de aumento real.

Se compararmos o valor do Salário Mínimo em relação a cesta básica, por exemplo, veremos que durante o governo FHC, um Salário Mínimo comprava 1,15 cesta básica no primeiro ano de seu governo (1995) e 1,54 no último ano (2002), o que caracterizou um aumento de 34,37% de aumento do poder de compra do trabalhador em relação a cesta básica. Durante o governo de Lula, um Salário Mínimo comprava 1,47 cesta básica no primeiro ano (2003), e 2,27 cestas no último ano de seu governo (2010), aumento de 53,73% no poder de compra em relação a cesta básica. Já no governo de Dilma, nesses dois primeiros anos observa-se uma pequena retração em relação ao período Lula, sendo que um Salário Mínimo comprava 2,09 cestas básicas no primeiro ano (2011) e 2,18 cestas no segundo ano (2012), como demonstra a tabela ao lado.

Além disso, durante os oito anos do governo FHC, o Salário Mínimo teve um crescimento real pouco superior ao crescimento do PIB brasileiro no período. A soma dos índices mostram que houve 21,89% de aumento real do Salário Mínimo, enquanto o PIB cresceu 18,4% (diferença de 3,49%). Já durante os oito anos do governo Lula, o Salário Mínimo tem um aumento de 53,60%, enquanto o PIB no mesmo período cresceu 32,5% (diferença de 21,1%). Como não poderia deixar de ser, Dilma segue o caminho traçado por Lula, sendo que nos dois primeiros anos de seu governo o Salário Mínimo teve um aumento real de 8,61%, enquanto o PIB no período cresceu 3,7% (diferença de 4,91% pró Salário Mínimo), conforme demonstra o gráfico abaixo.


[Gráfico comparativo do crescimento do Salário Mínimo em relação ao PIB do Brasil
nos governos FHC (1995-2002), Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2012)]

A comparação realizada no gráfico acima, permite perceber que durante o governo Lula, o Salário Mínimo, além de ter um significativo aumento real em seu valor (53,60%), também teve um crescimento relevante em relação ao PIB brasileiro (32,5%). Tal observação demonstra cabalmente o modo pelo qual o governo de Lula conseguiu içar da linha da miséria dezenas de milhões de brasileiros. Além disso, o gráfico também demonstra uma melhor distribuição de renda no Brasil durante o governo Lula e a continuação dessa política no governo Dilma (que em apenas dois anos de governo, já fez com que o Salário Mínimo crescesse 4,9% a mais do que o PIB do período. Marca superior aos oito anos da gestão FHC).

Vale ainda observar que, embora alguns setores tenham amargado um encolhimento nesse período, grande número da população, que vive a base do Salário Mínimo, viu seu rendimento crescer substancialmente durante o governo Lula. Em 2009, por exemplo, enquanto o PIB brasileiro amargou uma queda de 0,3% em função da crise que assolou Estados Unidos e Europa, o Salário Mínimo teve um aumento real de 7,74% . Talvez isso ajude a explicar um pouco do ódio que boa parte da classe média nutre contra o Lula e seu partido.

Diferentemente do que ocorrou com outros historiadores, quando eu olho para números como estes, constato como o Brasil mudou na última década. Uma mudança há muito esperada e tantas vezes adiada. Há muito ainda o que melhorar, sem dúvida, mas a direção de combater a miséria e tornar digna a vida de boa parte de nossa população é, sem dúvida alguma, uma decisão acertada de nosso governo.

Esses números demonstram cabalmente como, durante a última década, essa batalha vem sendo vencida e, diante deles, jamais poderíamos considerar esta década como perdida. Fazê-lo, além de ser um grande equívoco, é revelar um olhar enviesado, aquele mesmo velho olhar com o qual os primeiros historiadores do IHGB miravam para o Brasil para contar a sua história, ou seja, das caravelas para o litoral ou, se preferirem, da Casa-Grande para a Senzala.
Esse olhar, há muito tempo já não cabe para contar a história de qualquer país.
Ao que parece, o senhor Marco Antônio Villa se esqueceu disso.

*Graduado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestrando em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Em 2011 foi um dos vencedores do I Concurso de Monografias da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e, em 2009, foi premiado com uma bolsa de estudos de mobilidade internacional para completar os estudos e concluir sua pesquisa de iniciação científica na Universidade do Porto, em Portugal. (http://lattes.cnpq.br/2530280353519798)

(http://umhistoriador.wordpress.com/2013/01/21/historico-do-salario-minimo-brasileiro-revela-diferencas-entre-governo-fhc-e-lula-e-desmentem-historiador-da-decada-perdida)
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Leia também:

A SACANAGEM DOS FRIAS EM RELAÇÃO AOS AUMENTOS DE PREÇOS DE 1994 A 2013

A peleja da Inflação contra o Salário Mínimo nos últimos 19 anos:
uma clara vitória da política de Lula e Dilma.

Por José Rogério Beier, no Hum Historiador

(http://umhistoriador.wordpress.com/2013/07/01/a-peleja-da-inflacao-contra-o-salario-minimo-nos-ultimos-19-anos-uma-clara-vitoria-da-politica-de-lula-e-dilma)
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Analisando a relação entre aumento dos salários e a inflação

Por Eugênio José Zoqui, no GGN

(http://jornalggn.com.br/noticia/analisando-a-relacao-entre-aumento-dos-salarios-e-a-inflacao)
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Responder

    Aline C. Pavia

    13/01/2014 - 09h28

    FrancoAtirador já superou há muito o status de comentarista. Poderia perfeitamente figurar entre os colaboradores do blog. É um privilégio para nós lermos suas contribuições ricas, caprichadas, corretas e completas.

    FrancoAtirador

    13/01/2014 - 18h25

    .
    .
    Querida Aline.

    Agradeço imensamente a menção e o estímulo.

    Mas é preciso dizer que, em princípio,

    todo comentário é colaborativo neste blog.

    Exceção feita, talvez, a um ou outro Trôlha

    que vem só para perturbar e tumultuar,

    há debates e comentários de extremo valor,

    como os seus, por exemplo, aos quais leio.

    É o conjunto de trabalhadores do pensamento

    que, de forma colaborativa, edifica o Viomundo.

    Um grande abraço camarada e libertário.
    .
    .

Marat

12/01/2014 - 21h32

Os meios de comunicação sempre estiveram nas mãos de reacionários, entreguistas, elitistas, escravos do capital internacional e dos interesses do capitalismo mundial. A agenda destes meios de comunicação nunca muda. Como foi dito, o discurso é um pouco modernizado aqui, os preconceitos sofrem uma pequena demão de verniz, mas no fundo eles sempre são os mesmos, a mando dos mesmos!

Responder

Luís Carlos

12/01/2014 - 21h30

A Globo quer iludir todos que o salário mínimo não deve aumentar mas pressiona sempre pelo aumento da SELIC. Quer que quem a assiste ou lê se exploda para ela ficar bem, e ainda, sonegando imposto. Globo quer matar população lentamente, porque precisa do povo para comprar seus jornais e assistir seus programas.

Responder

Panino Manino

12/01/2014 - 21h28

Mas não deixa de ser verdade que não dá para aumentar o salário mínimo indiscriminadamente, existem consequências ruins também.

Aumentar o mínimo é bom, mas tem muito mais que deve ser feito junto.

Responder

    renato

    12/01/2014 - 21h41

    Acho assim também.. devagar com o andor..
    Agora que eu entendi que não dá para enfiar o pé na jáca..
    senão o motoqueiro não sai da porta de casa com as continhas
    para pagar…devagar porque quase gastei minha parte no pré sal…

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    12/01/2014 - 21h55

    Sr. tucanino marinho, não seria melhor voltar coma escravidão !!!

    Panino Manino

    13/01/2014 - 13h32

    Ah, se fuder viu! Tô de saco cheio dessas caixas de comentários “afirmativas”.
    Tem muito site e blog bom por aí que só liberam comentário concordando 100% ou elogiando o autor do texto, isso me deixa deprimido.
    Felizmente o Viomundo não é assim, mas sempre tem algum outro comentarista para te “xingar” de tucano se você não concordar 100% ou elogiar o autor do texto. Isso é bullê!

    Isso que você escreveu é no nível de “xingar a mãe” pra mim cara.
    Só porque eu quis discutir algo sou atacado assim?
    Esse tipo de pensamento é errado, não se pode discordar ou militar cegamente dessa forma, é muito perigoso.

    anac

    12/01/2014 - 21h57

    É so reduzir os juros dos agiotas.
    Redução da taxa de juros que remunera os agiotas a Globo sangra o país retirando dinheiro da educação, saúde, moradia, transporte a Globo não defende,
    Não por acaso o terrorismo midiático da inflação retorna próximo a reunião do COPOM do BC.

    E os otários dos coxinhas devedores de juros em cartão de credito, empréstimos consignados e financiamentos com juros capitalizados ainda defendem os 1% de os espoliar.

    O problema do Brasil não é a elite, 1%, mas os otários que a segue e defende incondicionalmente mesmo que para isso o pescoço seja o dele a ser colocado no cadafalso.

    Não sabe o coxinha que não existe almoço grátis. E quem arca com os imposto sonegados pelos 1% é ele coxinha quando consome já que a maior parte da carga tributaria incide sobre o consumo.

    Panino Manino

    13/01/2014 - 13h35

    Sim, tem que diminuir os juros, mas não diminuem!
    Não pode fazer pela metade para não ter desequilíbrio. Aumentar o salário mínimo é bom, eu gosto de ver isso, mas e o restante que tem que ser feito junto? O governo tem sido muito mole com o falta por fazer, quando vão começar a atacar essa questão do juros? Nunca? É por medo? Já que fazendo metade já tem esse terrorismo, imagine se tentarem fazer o serviço completo, vai ser um pandemônio. Sabem disso e ficam enrolando.

Julio Silveira

12/01/2014 - 21h26

O tempo que essa turma sente saudade é o do império, no período escravagista. Devem ter algum titulo de nobreza mofado daquele tempo junto com alguns títulos de propriedade de escravos, e que por terem caído em desuso, por causa da Lei áurea e da Republica, ficam inconformados.

Responder

    Mário SF Alves

    12/01/2014 - 21h43

    É o ranço, prezado Julio. Ah, antes fosse só isso. Ainda estaria em bom tamanho.

    Mauro Bento

    13/01/2014 - 04h51

    Acho que são apenas capitalistas plebeus,porém sinceros.

JACÓ

12/01/2014 - 21h06

globolixo todo mundo sabe onde esta escondido nos entulhos da vida.

Responder

Lukas

12/01/2014 - 19h23

Décimo terceiro é uma ilusão matemática.

Responder

    FrancoAtirador

    12/01/2014 - 20h56

    .
    .
    Lá vêm os kontabilistas kriativos
    com os mantras do Neoliberalismo
    de FHC e séquito de tucanalhas.

    Por que vocês falam entre dentes
    sobre ‘flexibilização trabalhista’,
    em vez de dizerem logo que querem
    a ‘Revogação’ da CLT e do art 7º da CF?

    Querem calçadinha nova em São Paulo,
    mas não querem pagar IPTU nem o pedreiro.

    Querem mesmo é que o pedreiro construa
    e ainda pague a calçada para vocês.

    Esses tucanos paulistanos ricos
    são de uma esperteza sem tamanho.
    .
    .

    Mário SF Alves

    12/01/2014 - 21h47

    Querem calçadinha nova em São Paulo,
    mas não querem pagar IPTU nem o pedreiro.

    Querem mesmo é que o pedreiro construa
    e ainda pague a calçada para vocês.
    __________________________
    Rs, rs, rs, verdade. Ô miserê, sô.
    _________________________________
    Claro, só com os pedreiros do Brasil.

    Com os do tio [spyware] sam, abrem-se as burras.

    sergio

    13/01/2014 - 09h43

    Acho que nosso amigo ai de cima não foi claro….o decimo 13ª funciona mais ou menos assim….em outros paises geralmente se pagam por semana e não por mes, como aqui…. se voces somarem as semanas de um ano e dividirem o salario por semanas, voce vai ter trabalhado mais e ganhado menos, por isso a reposição via 13ª no final do ano…nada mais justo, não é favor é seu de direito…por isso a ilusão matemática

    Luís Carlos

    12/01/2014 - 21h23

    Então abra mão de sua “ilusão matemática” este ano.

    Lukas

    12/01/2014 - 23h58

    Aceito de bom grado receber 1/12 avos do décimo terceiro a cada mês do ano e não ter que esperar até dezembro para por a mão nele.

    E vocês?

    Luís Carlos

    13/01/2014 - 12h39

    Qual teu trabalho Lukas? Vives de que? Responda e poderemos avançar em sua pergunta.

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    12/01/2014 - 21h57

    Me faça uma doação no final do ano.

    anac

    12/01/2014 - 22h04

    Comer também é ilusão. Comprovemos a tese colocando o rola bosta para passar 12 meses sem comer nadica de nada capinando no sol inclemente do Nordeste. O caixão eu pago.

    Ozzy Gasosa

    12/01/2014 - 22h10

    Que faz diferença Lukh.

Mário SF Alves

12/01/2014 - 19h07

Ora, companheiros, a Gloebbels e as demais congêneres do PiG são apenas caixa de ressonância de algo muito, muito, maior.
________________________________

“…o patrão deles, de todos eles, é a Casa Grande¹…”
________________________________
Ou seja: o poder. O poder de fato. É isso.
_________________________________________________
Jamais esqueça-se disso. Estamos falando do Mal. O Mal que só é o Mal pra quem ele faz mal; ou seja, para a imensa maioria da população.

_____________________________________________________________
¹Por Casa Grande, entenda-se:

A pior elite do mundo, radicada no Brasil e a “long time ago” serviço da maior elite do mundo, a elite EEUU Spyware & Co.
___________________________________________________________________
E, antes que vocês reclamem, tá, reconheço. A inglesa e outras elites-corporations, também.

Responder

francisco niterói

12/01/2014 - 19h07

O globo é mais previsivel do que “a certeza de que todo dia 25 de dezembro é natal”.

Sempre a favor dos financistas, grandes grupos empresariais, etc.

E a classe media, aquela que precisa de maior renda dos mais pobres para ganhar mais dinheiro em seus negocios, continua a apoiar este grupo imoral e gangster. Vai entender uma coisa dessa.

Responder

    Mário SF Alves

    12/01/2014 - 21h55

    É a cãocentração de rendas, companheiro. Quanto mais concentrada, mais o PiG se realiza.

ricardo silveira

12/01/2014 - 19h04

Concordo, plenamente, neste caso, com o comentário do Viomundo. Parece que os ganhos do salário são perdas, e que portanto, não retornam à economia e, daí, o país passaria a contar com menos para produzir e menos para consumir. Êta “elitizinha” desqualificada!

Responder

    anac

    12/01/2014 - 22h34

    É o capitalismo à brasileira. Capitalismo sem consumidor: capetalismo.

    Se o bolsa família misera quantia retorna ao empresario por meio do consumo como lucro quanto mais o O 13o. salário a ficção do rola bosta e o aumento real do salario minimo que retornam ao empresário como lucro por meio do consumo.
    É questão de lógica, quanto mais dinheiro em mão de mais gente mais circula o dinheiro e o empresario ganha. A demanda pelos produtos, bens e serviços aumenta e todos ganham. Quando se concentra nas mãos de uma minoria não circula o dinheiro na mesma proporção.

    A recuperação do poder de compra dos salários foi o principal pilar da constituição de um imenso mercado de consumo de massas que foi constituído no Brasil nos últimos anos. Foi a formação desse mercado que possibilitou ao Brasil sair apenas com pequenos arranhões da crise de 2008-9. O desenvolvimento econômico e social brasileiro depende, portanto, do aprofundamento do processo distributivo em curso. Não existirá desenvolvimento sem desconcentração de renda.

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