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Ildo Sauer: “Fernando Henrique Cardoso está se sentindo pequeno”

21 de outubro de 2013 às 19h30

por Luiz Carlos Azenha

Foi tudo bem. Ganhamos! Partilha não é concessão, que não é privatização. Quem você pensa que somos? O Brasil é pobre e não tem dinheiro para fazer as coisas sozinho. Todos os que não concordam com o discurso oficial foram definitivamente hipnotizados pelo Plínio de Arruda Sampaio. O carioca nem ligou para o leilão e curtiu a praia, que esse negócio de petróleo é muito complicado para ele. A China vai nos salvar dos Estados Unidos! Só o black bloc quer estragar a festa. Todo mundo que não concorda é ressentido, tucano ou ultraesquerdista — menos o Arnaldo Jabor e a Miriam Leitão, que aplaudiram o leilão. Gabrielli? Fracassado. Metri? Sindicalista! Requião? Gagá. Petroleiros? Oportunistas. Comparato? Dinossauro.

Estes foram alguns dos argumentos brandidos nas últimas horas em torno do leilão de Libra. Mas, se tudo é tão simples assim e o leilão foi um grande negócio, por que o desespero, a tentativa de sufocar as opiniões contrárias? Será que foi mesmo um grande negócio, que nem merecia um amplo debate no Congresso Nacional e com os brasileiros, que são donos dos recursos “partilhados”?

O Viomundo insiste que seu papel é suscitar o debate e ouvir quem não tem espaço na mídia corporativa, cujos grandes patrocinadores foram contemplados hoje com uma fatia considerável do petróleo descoberto pela Petrobras no pré-sal.

Por isso fomos ouvir o professor Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, depois do leilão, que segundo o blog do Planalto foi um grande sucesso.

Ele tem um currículo que o qualifica, no mínimo, a ser ouvido:

Graduado em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977), possui mestrado em Engenharia Nuclear e Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), doutorado em Engenharia Nuclear pelo Massachusetts Institute of Technology (1985) e Livre Docência pela Universidade de São Paulo (2004). Servidor público desta instituição desde 1991, é Professor Titular e atual Diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia, tendo exercido os mandatos de Diretor da Divisão de Ensino e Pesquisa e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Energia até 2011. Nesse Instituto, já exerceu os cargos de Coordenador de Pesquisas em 1994 e 1995 e Coordenador do Programa (Interunidades) de Pós-gradução em Energia, de 1999 a 2003, concomitantemente com a Presidência da Comissão de Pós-graduação. Esteve licenciado entre 31/01/2003 e 24/09/2007, para exercer o cargo de Diretor Executivo da Petrobras, responsável pela Área de Negócios de Gás e Energia. Nesse período, consolidou e expandiu os segmentos de gás natural, de fontes renováveis, de biocombustíveis e de geração e comercialização de energia elétrica. Ainda na Petrobras, exerceu os cargos de Secretário Executivo do CONPET, diretor da Petrobras Energía Participaciones S.A. e diretor da Petrobras Energía S.A. Representou a Petrobras nos eventos globais “IPCC Expert Meeting on Industrial Technology” (IPCC/UNEP, Tóquio, 2004) e “Meeting with Business Leaders on G8 Priorities” (WEF/UK Government, 2005). Realizou atividades de assessoria na empresa Tecsauer Consultoria Ltda., na área de projetos, ensaios e garantia da qualidade para o desenvolvimento de projetos de plantas térmicas e de equipamentos, entre 1989 e 1991. Entre 1986 e 1989, foi servidor público na Coordenadoria de Projetos Especiais do Ministério da Marinha, COPESP, exercendo o cargo de Gerente de Projeto de Desenvolvimento do Circuito Primário de uma planta nuclear protótipo tipo PWR de aproximadamente 48 MW. Nesse período, foi responsável pela coordenação técnica e administrativa dos projetos conceituais básicos e executivos, envolvendo áreas de termo-hidráulica, mecânica, análise estrutural, blindagens nucleares, instrumentação, arranjo e integração, interface com controle de planta e programa experimental. Publicou 17 artigos em periódicos internacionais, quatro livros, além de contribuir com capítulos em outros seis livros, de autores distintos. Concluiu até o momento a orientação de 36 dissertações de mestrado e onze teses de doutorado. Supervisionou também trabalhos de pós-doutorado e iniciação científica. Participou de mais de 130 bancas examinadoras e dez bancas de comissões julgadoras. Foi agraciado com cerca de 10 prêmios e títulos. Participou, como convidado, de algumas dezenas de eventos e concedeu inúmeras entrevistas. Em 2008 recebeu,  das mãos da Secretária Geral da Campanha  ”O Petróleo é Nosso”,  Maria Augusta Tibiriça, o título de “Membro Honorário da Associação de Engenheiros da Petrobras – AEPET”. É natural de Campina das Missões, RS, onde foi Presidente do Grêmio Estudantil Tiradentes, em 1969-70, Secretário Executivo do Sindicato de Trabalhadores Rurais 1971-74 e Goleiro do E.C. Cruzeiro, 1972-74, do qual é sócio-fundador, membro da Diretoria do EC Cruzeiro e do Clube Bela Vista.

Depois de falar à agência alemã Deutsche Welle, Sauer atendeu o Viomundo.

O ideal é ouvir a entrevista completa, logo abaixo.

ACHOU A GRAVAÇÃO? SÃO 30 MINUTOS DE ENTREVISTA?

Porém, em resumo, ele disse:

— Ninguém tem todo o dinheiro para bancar a exploração de Libra. As empresas Shell e Total vão ao mercado financeiro obter os recursos depois da certificação do petróleo existente em Libra, num papel que ele definiu como de “office-boy” da Petrobras. De fato, a Petrobras fará o trabalho pesado — tem tecnologia e conhecimento para isso. As parceiras terão, lá na frente, um lucro desproporcional ao investimento feito agora.

— O leilão foi um erro estratégico, pois junta num mesmo consórcio interesses antagônicos. Os chineses, assim como os norte-americanos, representam os interesses dos consumidores. Trabalham pelo menor preço possível do petróleo. Ao Brasil, segundo Sauer, não interessa uma produção acelerada que contribua para derrubar os preços, como está escrito na estratégia oficial de energia dos Estados Unidos.

— A ideia de que a presença dos chineses no consórcio protegeria o Brasil da IV Frota dos Estados Unidos é uma “piada”, segundo Sauer, já que os interesses de Estados Unidos e China, como grandes consumidores, são convergentes quando se trata do preço internacional do petróleo.

— Não dá para calcular, ainda, exatamente com quanto o Brasil ficará da produção de Libra. Por volta de 60%, segundo Sauer, quando o padrão internacional para empresas estatais é de 80% (no caso da PDVSA venezuelana e da Aramco, da Arábia Saudita). Seria diferente se, por exemplo, o governo tivesse optado por contratar a Petrobras diretamente, o que está previsto em lei. Na opinião de Sauer, houve um crime contra o Brasil, na medida em que o país buscou sócios para partilhar petróleo já descoberto. Em resumo, na opinião dele houve entreguismo equivalente à da venda da Vale do Rio Doce por Fernando Henrique Cardoso.

— Muito embora a juiza da ação tenha se negado a dar liminar, Sauer ainda acredita na possibilidade de cancelamento do leilão, na ação que move ao lado do professor Fabio Konder Comparato.

Quer ouvir apenas a explicação oficial? Ou apenas a da mídia corporativa? Se quer ouvir uma opinião diferente para ajudar a forma a sua, nos ajude assinando o Viomundo.

Leia também:

Fernando Siqueira: O leilão de um bilhete premiado

Carlos Lessa: Brasil tem condições de desenvolver Libra sem financiamento externo

 

184 Comentários escrever comentário »

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VALENTIM PEREIRA VALENTE

22/06/2017 - 19h04

VOU ESCREVER SOBRE UM FATO HISTÓRICO QUE NÃO PODE , DE JEITO NENHUM SER DESMENTIDO .
E O FATO HISTÓRICO ( POIS É UM FATO HISTÓRICO ) E QUE É O SEGUINTE . /////// EM 1917 O IMPÉRIO RUSSO USAVA ARADOS DE MADEIRA , PARA LAVRAR A TERRA . A RÚSSIA TEVE DE 1917 A 1920 UMA LUTA INTERNA ENTRE O EXÉRCITO VERMSLHO E 34 EXÉRCITOS ESTRANGEIROS QUE QUERIAM ESMAGAR O EXÉRCITO. REVOLUCIONÁRIO RUSSO. . TODOS OU QUASE TODOS OS INVASORES ESTÃO ADUBANDO O SOLO RUSSO.
MORRERAM MAIS DE 10.000.000 DE RUSSOS . O ÚLTIMO GENERAL INVASOR DENIKIN , APÓS A DERROTA FOI SE EXILAR NA TERRA DO PATRÃO .HOUVE UM PERÍODO DE DESCANSO .. DE 1920 A 1941 . NESSA ALTURA ADOLF HITLER ( EM 1936 )FEZ UM DISCURSO NO QUAL FALAVA QUE AS TERRAS NEGRAS DA UCRÂNIA SEIA IDEAL PARA CONTER UM POPULAÇÃO DE ORIGEM ALEMÃ. . IOSIP STALIN , ESPERTO COMO ELE SÓ , OUVIU E IMEDIATAMENTE MANDOU TRANSFERIR TODAS AS FÁBRICAS PARA A REGIÃO DOS MONTES URAIS. JA PREVIA O QUE IRIA ACONTECER . E ACONTECEU . EM 1941 ,O EXÉRCITO ALEMÃO INVADIU ( JÁ J´ NESSA ALTURA ) A UNIÃO SOVIÉTICA . CHEGOU AOS ARREDORES DE MOSCOU, MAS NÃO ENTROU. A LUTA FOI UMA CARNIFICINA TERRÍVEL ,POI MORRERAM 29 MILHÕES DE RUSSOS . FORAM BATALHAS , AS MAIORES DA HISTÓRIA , COMO A DE STALINGRADO ( O .NOME ORIGINAL FOI RECOLOCADO POR WLADIMIR PUTIN , POIS TINHA SIDO TROCADO .
DEPOIS DESTA ,HOUVE TAMBÉM A DE KURSK ,QUE FOI OUTRA VIOLENTÍSSIMA .AI COMEÇOU A DEBANDADA DOS EXÉRCITOS INVASORES (ITALIANOS , ROMENOS ,TCHECOS ,BÚLGAROS ,AUSTRÍACOS , QUE FORAM ,RECRUTADOS MANU MILITARI , PELO EXÉRCITO ALEMÃO ( ( OS AUSTRÍACOS NEM TANTO ). EM ABRIL DE 1944 , A GUERRA SAIU DAS FRONTEIRAS RUSSAS . AS DUAS POTÊNCIAS OCIDENTAIS : INGLATERRA E ESTADOS UNIDOS,
PERCEBERAM QUE SE NÃO ABRISSEM A SEGUNDA FRENTE ( ESCOLHERAM A FRANÇA ) , O EXÉRCITO VERMELHO CHEGARIA EM PORTUGAL POIS BEM . PASSARAM -SE 12 ANOS . E EM 1957 A 4 DE OUTUBRO , A UNIÃO SOVIÉTICA LANÇOU UM FOGUETE CARREGANDO UMA ESFERA DE 50 CM DE DÃMETRO E 83 QUILOS DE PESO, O SPUTNIK , QUE ELES CHAMAM DE AUGUSTUS. .

AGORA A CONCLUSÃO: PASSADOS 40 ANOS DESDE O TEMPO DO ARADO DE MADEIRA ATÉ O LANÇAMENTO DO SPUTNIK OCORREU ESSE PROGRESSO INACREDITÁVEL , JAMAIS OCORRIDO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE .

E ESSE PROGRESSO FOI FINANCIADO POR QUEM ? REPONDO PARA QUEM NÃO DESCONFIOU ATÉ AGORA .

COM OS RUBLOS DA RÚSSIA . NÃO PRECISOU DE NINGUÉM NÃO PRECISOU DE CORRER ATRÁS DE CAPITAL NENHUM, MESMO PORQUE QUEM TERIA INTERESSE DE FINANCIAR A REVOLUÇÃO COMUNISTA ?

ESTE MEU COMENTÁRIO SERVE PARA QUE AS PESSOAS DE MENTE ABERTA ANALISEM O QUE ESCREVI .E COMPAREM A SITUAÇÃO DO BRASIL ATUAL E A RUSSIA QUE VEIO DE DUAS GUERRAS DEVASTADORAS .

O BRASIL ESTÁ NUMA SITUAÇÃO MUITO SUPERIOR NA PARTE ECONÔMICA..TEM TODAS AS CONDIÇÕES DE SE TORNAR UMA POTÊNCIA ECONÕMICA MUNDIAL. E OQUE É PRECISO FAZER /? É SÓ SE DESEMBARAÇAR
DE TODA ESSA CORJA QUE O ESTÁ MANIETANDO, COMEÇANDO PELO FRANKSTEMER . FALEI.

Responder

Matos

09/11/2013 - 20h34

Estão aqui as credenciais do Sérgio Gabrielli para falar da Petrossauro:

http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1547386-contrato-da-petrobras-com-odebrecht-e-investigado

Concordo com aqueles que dizem que o leilão foi um negócio aceitável dentro das circunstâncias econômicas atuais do país. O problema nem seria este. O problema é o “nosso” pré-sal e petróleo, ser roubado, saqueado dessa forma em benefício da iniciativa privada e para o enriquecimento dos “cumpanheiros”. Essas ditas discussões da pseudo-esquerda com a pseudo-direita na verdade é uma grande cortina de fumaça – discussão do sexo dos anjos, é para ver quem vai enriquecer às nossas custas. Para ver quem vai pegar a propina das megacoorporações, empreiteiras, multinacionais para fazer vistas grossas para “licitações” como estas. Para vem fará o papel de agente surrupiador/saqueador das riquezas da nação junto com a elite/hegemonia econômica local, bancos e com as multinacionais.

Responder

Resposta a Sauer: "O que se fez foi 'despiorar' a concessão de FHC" - Viomundo - O que você não vê na mídia

29/10/2013 - 19h29

[…] no GGN, sugerido pelo Claudio Freire como resposta à entrevista de Ildo Sauer, aqui […]

Responder

Claudio Freire

29/10/2013 - 18h39

Caro Azenha,

Conforme conversamos logo abaixo, no domingo 27/10, segue um texto que faz ponderações ao texto do Ildo Sauer. A pessoa que o produziu assina apenas como “Ed.”. Em que pese a falta do nome do sujeito, ele parece entender muito do assunto. Acho que pode ser da Petrobrás.

Segue abaixo. É um pouco longo, mas vale a pena lê-lo, pois enriquece o debate de um assunto bem complexo, sobre o qual confesso que ainda estou ponderando e não cheguei a uma conclusão mais firme. Abraço.

” Como São Tomé, procurei fazer algumas simulações sobre Libra e Pre-Sal, com base no fartamente publicado, incluindo a lei. Contribuindo pelo menos para o meu melhor entendimento, salvo equívocos, os resultados (postados originalmente em 28/10/2013 as 17:11h) encontram-se a seguir:

ASPECTOS E QUESTÕES SOBRE LIBRA

MODELO DE PARTILHA CONCESSÃO E MONOPÓLIO

Fiz na planilha anexa uma simulação comparativa entre o modelo de partilha e de concessão, combinando vários cenários de volume de produção, preço e participação da Petrobrás.

Considerei 2 resultados alvo principais: o que fica para a União e o que fica no País x o que vai para fora.

Os cenários:

Produção e preços abaixo do mínimo esperado (<4000 b/d e $100.
As combinações de negócio:

Sem Petrobrás (0%)
Petrobrás com 30% (mínimo da Partilha contra 0% da Concessão)
Petrobrás com 40% (Libra).
Petrobrás com 100% (“monopólio”, lance único ou contratação direta).
Dá também para verificar aspectos de custos, receita, impostos, lucros e participações das empresas (separando a Petrobrás), da União e do País como um todo.

Os resultados, salvo erro ou informação equivocada, mostram que, na comparação do modelo de Partilha com o de Concessão, a Partilha vence em praticamente todas as simulações, mesmo nos piores casos de produção e preço:

Exceto no caso “monopólio”, O PAÍS nunca perde no modelo de partilha.

No caso específico de monopólio, considerado o pior cenário de preço e volume, curiosamente, o País só perde na Partilha (pequena diferença contra de 1,8% em 89%, neste único caso) porque a Petrobrás teve parte do seu capital bem aumentado para estrangeiros no governo FHC.

Nos piores cenários de preço e produção, a União (Estado) pode perder um pouco comparativamente (máximo de 3,9%), mas o País sempre ganha.

No caso esperado para preço e volume em Libra, a Partilha ganha em qualquer caso.

Notar que pela participação estrangeira promovida no governo FHC, mesmo com monopólio e melhores cenários, uma parcela dos ganhos sempre irá para fora do país (entre ~9 a ~13% óleo equivalentes).

Ressalte-se que além se buscar uma visão geral (e não cálculos precisos, mas não muito diferentes), o foco é “quanto da sua riqueza o País resgata” e não lucros empresariais ou similares menos sócio-econômicos.

Premissas e Parâmetros utilizados:

Tabela ANP de Partilha (9,93 a ~45%)

Tabelas contidas na lei de Concessão de 1998 (PE de 0 a 40%), embora haja uma menção de um certo “congelamento” decretado por FHC em 1998 que não consegui levantar o que seja. Considerei o limite legal cheio de PE 0~40% na Concessão (vi também menção de que o governo (qual?…) pode “abrir mão” ou reduzir a PE (participação especial) na Concessão.

Royalties de 15% fixos na Partilha e o máximo da Concessão (10%), que varia entre 0%, 5% ou 10%)

Conversão de M3/Trimestre/Campo “fiscalizado” para B/D poço, considerando uma qtde. de 130 poços em Libra (dividindo a produção de pico estimada do campo (1,4 M/d) pela estimada na oferta 10-12, ~11m/d).

Participação estrangeira na casa de ~40% (menos União, BNDEs(Par), Fundos e outros acionistas publico-privados nacionais).

Custo-óleo de 30%, conforme difundido.

COMENTÁRIOS E ASPECTOS COMPARATIVOS GERAIS:

O modelo de Concessão não aproveita ganhos em preço, só em volume (ate 40%). O de Partilha beneficia-se também com o aumento de preços.
O modelo de partilha permite um controle muito melhor da produção e aspectos relacionados (sem riscos de “fiscalização”, invertida), por colocar a Petrobrás como operadora única (gerando e podendo resguardar algum know-how).
Além da União, o país sempre ganha mais no modelo de Partilha por exigir conteúdo nacional (crescente) a partir de ~37% e também da parte mínima de 30% do custo-óleo que fica no país (podendo crescer até 100%).
A pretensão (previsível e esperada) da oposição de tirar os 30% mínimos da Petrobrás só piora os resultados porque além de perder a participação de 30% nos resultados, alavancada pelo custo-óleo e pela participação nacional não existente no modelo de concessão, perde a participação em custo-óleo que ficaria aqui.
No modelo de Partilha, a participação é sempre alavancada em termos de custos/investimentos x participações finais nos resultados (Petrobrás, União e País).
Embora os opositores do modelo de partilha digam que estamos “partilhando uma riqueza “sem riscos”, eles mesmos usam o risco de volume e preço (este o mais imprevisível) para depreciá-lo, embora só nos muito piores cenários de volume e preço haja uma pequena diferença desfavorável.
Devemos lembrar que nestes piores cenários de preço (<$60), o break-even da operação (e quiçá amortização de investimentos) estará se aproximando do inviável em QUALQUER CASO (a menos que os custos de produção se reduzam com o tempo).
Os opositores do modelo de partilha mencionam que a Petrobrás “poderia endividar-se” para assumir sozinha (fato), esquecendo-se do risco acima (preço), que exige dezenas de bilhões em investimentos e um custo operacional altíssimo podendo até quebrar a empresa na eventualidade dos piores cenários de preço (ou mesmo um erro crasso de previsão de volume, bastante improvável).
A partilha com outras empresas dilui riscos e, como já vimos, embora reduza as receitas, elas serão alavancadas (proporcionalmente maiores) em relação tanto aos investimentos quanto aos custos operacionais e aos riscos (além de financiamento “sem juros”, em óleo, não financeiro).
O modelo partilhado (que não proíbe a Petrobrás de entrar 100% em nenhum campo) é mais saudável e seguro também nos aspectos de defesa de interesses, que passam a ter maior multilateralidade (no caso, Inglaterra, Holanda, França e China). Isto sem considerar conspirações militares (aí…). Estamos falando de estratégias de produção e preço.
É considerável a diferença de preocupação social entre os modelos, onde um se preocupa basicamente com as empresas e o outro as respeita, mas dá um enfoque muito maior na União (Estado), País (indústria nacional, empregos) e royalties maiores, além de (pouco prováveis) ganhos em preço.
Por considerar eminentemente volume, o modelo de concessão deixa de ganhar nos aumentos de preço (que serão aproveitados só pelas empresas).
A participação obrigatória, além de assegurar sempre receitas maiores e diluição de custos e riscos alavancados nas receitas, garante controle operacional melhor e receitas fiscais menos sonegáveis ou discutíveis (ex. da Vale privada).
Questões:

1) Entendendo-se que a tabela de partilha dá proteção à proximidade do break-even para as exploradoras, pode-se melhorá-la nos seus piores índices (a primeira coluna, abaixo de $80 ou $60) para os próximos leilões?

2) É seguro considerar-se produção por poço ou há salvaguardas implícitas de custo e controle da Petrobrás para que não haja “trapaças”, para que eles tenham uma produção nominal rentável? (ex ingênuo: múltiplos poços na mesma pequena área).

3) Há (ou quais as) expectativas tecnológico-operacionais de redução de custos (fixos e variáveis) na produção ultra-profunda (pré-sal)?

4) Entendendo que cada plataforma opera diversos poços, qual o valor estimado de investimentos e custos operacionais fixos e variáveis em cada uma das cerca de 17 plataformas e cada um dos seus poços?

5) Pergunta para os opositores (ex: Sauer): Qual a alternativa sugerida ao que está sendo feito, considerando-se viabilidade política nacional e internacional, economia atual (idem) e riscos de mercado (tecnologia e usos energéticos)? Sem “sonhática”!

Algumas críticas infundadas, falaciosas ou equivocadas dos opositores da Partilha

Não há risco: há o enorme risco de preço que pode inviabilizar e quebra o investidor. Por isso, não é uma questão de se a Petrobrás “pode se endividar”, mas se DEVE fazê-lo sozinha. Mesmo sem considerar outros riscos militares e conspiratórios, a diluição dos custos e investimentos é saudável (preço, produção e aliança estratégica), pelo menos neste ponto inicial, aguardando outras consolidações da empresa e do País.

Com o monopólio o lucro fica todo aqui: Não, cerca de 40% de participação estrangeira na Petrobrás, promovida por FHC sabe-se lá por que razões, sempre irá para fora, e existirá em qualquer modelo.

Estão doando o patrimônio nacional: Não, estamos (também) partilhando, em proporção vantajosa, os enormes investimentos e custos operacionais.

“FHC está se sentindo pequeno” (Ildo Sauer): forçou a barríssima e só nesta frase “descuidada” jogou fora (boa parte de) sua credibilidade política: Só a Vale!… Além do mais quem quebrou o monopólio da Petrobrás, reduziu o controle da União e aumentou bastante a participação estrangeira foi o mesmo príncipe “sentindo-se pequeno”. Comassim?!

Ao Brasil não interessa uma produção acelerada (idem Sauer): ora, só vamos ter produção “acelerada” daqui a muito anos, numa janela de 35 anos! Lembrando que Libra, embora a maior, é apenas uma fração do Pré-Sal, cujos 80% ou 90% restantes poderão demorar mais ainda! “Quequeisso” cara-pálida? Vamos ficar discutindo com as ongs, sindicatos e associações de bairro enquanto a Lusitana roda?! Ainda que fosse um erro, temos mais 80% ou 90% pra aprimorar e décadas pela frente!

Temos que ter o “monopólio” da exploração: (ou “entregar” só para a Petrobrás). Ora, como brasileiro que sou, também gosto muito da idéia, desde que possamos assumir o investimento E O RISCO sozinhos (O Ildo mesmo diz que nenhuma petroleira do mundo tem esta munição). O fato é que esta lambança é do FHC “pequeninho”. Alguém em sã consciência acha que o Congresso aprovaria mesmo uma “volta” ao monopólio?! Ora, o que se fez foi “despiorar”a lei de Concessão, aprovando-se uma outra bem melhor (não ideal!) de Partilha, resgatando maiores benefícios da riqueza para a União (Estado), o País e a Petrobrás. O resto é mimimi que deve ser cobrado dos neoliberais fernandistas e corretores do país.

Tínhamos que dar 100% à Petrobrás: além da Petrobrás, por obra e graça do “FHC pequeno-sentido” (o fundamental causador de toda esta discussão agora), ter uns 40% de participação estrangeira, mesmo com “monopólio”, há o respeito à (nova e viável) lei. Foi um leilão, nada impede legalmente a Petrobrás de ser contratada ou fazer lance sozinha. Há também o alívio na dose cavalar de investimento e a dita diluição de riscos.

O preço pode (ou “vai”!…) cair: Ora se o preço cair aos níveis que os opositores sugerem (ou desejam?), INVIABILIZA-SE a exploração do Pré-sal (pelo menos aos custos de águas ultra-profundas de hoje, que dominamos). Além disso, imagine-se a Petrobrás investir dezenas de bilhões e antes mesmo de começar a produzir, parar! Querem uma armadilha para quebrar a Petrobrás?! Ou é melhor ter esse risco diluído com a Shell, Total CNPC e CNOOP? Partilhando uma parte proporcionalmente vantajosa das receitas em relação aos custos/investimentos?

Não houve leilão: Houve dezenas de interessados (40?), 11 inscritos (pagaram para inscrever-se) e um lance (de 5 empresas). Qualquer leilão no mundo (partindo de um mínimo) se encerra com o lance mais alto. Único ou múltiplo. Perfeitamente normal.

Foi pelo mínimo: Se a União perde, a Petrobrás (uma empresa) também respirou um pouco mais, pois em qualquer caso ela também pagará para a União. Um tanto de leas por elas (40/60).

As outras são despachantes de luxo no endividamento: Até onde entendo, o endividamento de cada sócio para entrar num negócio é de si próprio (sua parte) e não “do negócio”. Cada um traga a sua parte como puder e arque com seu custo financeiro. Se bem entendi, a Petrobrás ainda será parcialmente financiada (partida) sem custos financeiros diretos, pagando em óleo.

Bônus é mero truque para cobertura fiscal: Ora, além de 6 bilhões deste pretenso “truque” serem da Petrobrás (que entendi poderá ser financiado em óleo pelas demais), qual o problema de um controlador de empresa alocar parte de sua participação em cobertura de outros compromissos seus? Gostaria eu de dispor de um negócio em que além da minha participação societária, + royalties adicionais, + participação especial na produção, + obrigação dos sócios em comprar boa parte com a minha “família”, eu também pudesse cobrar um “bônus”de entrada (“luvas”).

Blábláblá e etc: é muita opinião emocional (também gostaria que fosse melhor), um gasto em energia ruim e ineficaz. O ótimo é inimigo do bom e a perfeição é uma meta. Críticas para melhorar serão bem vindas e boas para nós todos.

Ícone application/vnd.ms-excel
Simulações Comparativas (5×4) Modelos, Cenários e Combinações Libra e Pré-Sal. "

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    29/10/2013 - 18h54

    Claudio,

    Você consegue as planilhas para eu publicar como um post separado?

    abs

    Claudio Freire

    29/10/2013 - 19h17

    Acho que sim, Azenha. Poderia enviar ao Viomundo por e-mail?

    Luiz Carlos Azenha

    29/10/2013 - 19h32

    Já achei no GNN. Em todo caso, fique com e-mail pessoal se tiver mais material do mesmo nível: [email protected]. Não me manda spam, tá? rsrs abs

    Claudio Freire

    29/10/2013 - 19h37

    Ok, legal que você achou no GNN.

    Qualquer coisa, tendo o e-mail fica fácil. Prometo nunca enviar spam’s. rsrs

    Abs.

Claudio Freire

27/10/2013 - 12h03

Azenha, não nos conhecemos pessoalmente, mas acompanho o Viomundo há muito tempo, de forma rotineira. Tenho pela sua postura profissional e política uma grande admiração. Em vários pontos convergimos, e em outros não, como é normal.
Ocupei vários cargos em administrações petistas nos municípios da região metropolitana de São Paulo, e nelas aprendi que as questões mais complexas têm inúmeras facetas de análise (política, social, técnica e de timing para sua implantação), com vistas à obtenção dos resultados planejados. E que toda decisão implica em pesar os pontos positivos com os negativos das alternativas disponíveis, para se escolher a melhor, dentro da realidade possível.
Sou engenheiro e milito no PT desde a década de 1980. Apesar da minha formação técnica, petróleo não é minha área e confesso que não tenho opinião formada sobre a escolha do governo para a partilha do campo de Libra. Afinal, ouvi análises consistentes e variadas, de pessoas que têm um histórico respeitável em defesa de uma postura de esquerda e nacionalista, algumas a favor e outras contra a decisão tomada pela Dilma. A questão é de fato muito complexa.
Não vou aqui resumir os argumentos de um lado e de outro, pois faria isso com meu filtro. Acho mais importante sugerir que você use o espaço do seu blog para dar voz aos argumentos variados, para que as pessoas possam formar sua opinião de forma mais embasada.
Nesta postagem, você publicou uma análise crítica à decisão tomada. Opinião que deve ser levada a sério nos seus argumentos.
Entretanto, me permita ser franco com você e dizer que não acho que você tenha aberto a questão. Você tomou sua decisão, de que discorda da escolha do governo, e está ouvindo especialistas que confirmem sua tese.
E me apresso a dizer que considero legítimo e necessário que você aja dessa forma. Você tomou sua decisão, que deve ser respeitada e ouvida, como sei que ela é.
Mas insisto: você não abriu o debate, mas está fazendo sim militância política (legítima, repito) contra a decisão.
Sugiro que você consulte e publique também opinião que faça a defesa técnica e política da decisão tomada pelo governo. Conforme disse acima, há especialistas de esquerda, nacionalistas, que defendem honestamente uma posição contrária à do Ildo.
Aí sim, teremos um debate rico e construtivo.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    27/10/2013 - 12h29

    Claudio, não há na rede ou na mídia falta de opiniões, artigos e entrevistas em defesa do leilão. Eu publiquei artigos em defesa do leilão sugeridos por leitores, como o do Santayna e do Pomar. Publiquei o discurso oficial da Dilma. Há espaços que publicam APENAS opiniões pró-leilão. Não tenho nenhum tipo de filtro, desde que o artigo suscite debate. Infelizmente, ainda não tenho uma redação para disparar repórteres. Minhas escolhas são sempre para suscitar o contraditório, considerando um quadro geral dominado pelas opiniões da mídia neoliberal e do governismo acrítico. Faça você mesmo o Viomundo. abs

COSME

27/10/2013 - 10h00

Dizer que a questão relacionada à IV frota dos EUA é uma piada, no mínimo, é passar um giz, em todas as invasões praticadas pelo império contra países produtores de petróleo, nos últimos anos. É como esquecer o golpe de 64, que teve como principal articulador os EUA. Dispenso suas opiniões.

Responder

Fernandes

24/10/2013 - 22h57

Acho interessante os cálculos de alguns “economistas” leigos que não sabem nem contar no dedo, sobre os lucros do Pré sal, para eles, parece até que as empresas estrangeiras não irão levar quase nada, mas não levam em conta as muitas variáveis do contrato, os custos altíssimos da exploração sem contar que o trabalho pesado será feito pela Petrobras inchada de parasitas colocados pelo incompetente e hipócrita desgoverno. Vale lembras que e o fluxo da exploração irá seguir o interesse das multinacionais para controle do preço do Barril no mercado. O País entrega o controle estratégico de riquezas. Temos um governo que privatiza estradas, constrói estádios estilo “elefante branco” que não darão lucro e ainda por cima permitem usarem o dinheiro das reservas do BNDES para esta palhaçada. E tem apedeuta que aplaude, idêntico como o louco em cima de estrume pensando que está em um trono…

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    Emilio

    25/10/2013 - 16h01

    Pata você ver como até gente leiga que não sabe nem contar no dedo tenta ser objetiva. E esse seu palavreado aí que nem tentar quantificar alguma coisa tenta?

    Se você tivesse lido o edital e o contrato, saberia que existe um limite de 30% que pode ser descontado do faturamento a título de custos. Então não existe esse papo de custos altíssimos. São realmente altíssimos, mas limitados por contrato a 30%. Mais que isso fica por conta do consórcio, não do governo.

    Lendo o edital e o contrato você também saberia que o governo manteve um alto grau de controle sobre a velocidade de produção e a destinação do petróleo produzido, então não existe esse papo de entrega de controle estratégico.

    Viu como até gente leiga que não sabe contar no dedo consegue formar um juízo mais objetivo que esse falatório parvo seu?

    Fernandes

    26/10/2013 - 02h52

    Realmente, o problema não é somente saber contar no dedo não, você mostra que é bem mais sério, é saber ler mesmo, ou melhor, não ser mais um pacóvio como “alguns” que afirmam o que não consta no edital. Não siga o exemplo do “demônio de nove dedos” leia pelo menos um pouco alguma coisa, isto se a preguiça, tal como a malandragem já o fez, não lhe vencer. Para você não existe custos altíssimos e existe ao mesmo tempo, e afirma o que não somente o edital e contrato afirmam, mas o próprio contexto revela, a Petrobras já fez o grosso da prospecção, tem maior participação e, portanto, maior trabalho no consórcio e naturalmente irá entrar até o pescoço na exploração. O contrato deixou o país com menor percentual de “óleo lucro” dos países exploradores, que deveria ser de pelo menos 80%. Finalmente caro apedeuta, em seu juízo “tão” objetivo, não observei nem um dado, referência exata, nem mesmo do referido “edital/contrato”. Você, a exemplo do que a Chucky Presidenta falou em discurso, deve ser dos que sentiriam orgulho em ser empregado da maravilhosa OGX de Eike Batista. LEIA PELA 1ª VEZ UM TRECHO DO CONTRATO: Item 2.1.3 diz que o Operador do consórcio (Petrobras) deterá 30% do mínimo de, LEIA-SE, direitos e OBRIGAÇÕES. MÍNIMO NÃO É DE LIMITE, MAS direitos E O B R I G A Ç Õ E S…

    Emilio

    28/10/2013 - 19h57

    Rapaz, você parece achar que quanto mais hidrófobas forem suas palavras, mais certo você estará. Você pode chiar o quanto quiser e repetir mil vezes que eu não sei ler, mas está escrito em 5.4 do contrato que o limite de custos que serão ressarcidos é de 50% nos primeiros dois anos e 30% no restante do tempo. Leia lá http://www.brasil-rounds.gov.br/arquivos/Edital_p1/Minuta_Edital/minuta_contrato_autorizada_09072013.pdf

    Que negócio é esse que eu disse que são altos e não são altos, eu hein? Não deu para perceber que a linguagem aqui é informal? Acho que está muito claro no que escrevi que não tem esse papo de que gastos altíssimos comerão os lucros da União, que os gastos realmente são altíssimos, mas limitados a 30%. Não entender isso é que parece ser caso de dificuldade de compreensão…

    E essa conversa de contexto. O que eu disse não tem nada a ver com Petrobrás. Disse que a União terá controle do ritmo de produção e controle sobre o petróleo produzido. Leia o contrato.

    Péricles

    31/10/2013 - 14h52

    A injúria, o grito e a falta de educação são e sempre serão o argumento dos que não têm argumentos. Talvez o senhor tenha entrado no debate errado. Costumamos por aqui debater no campo das ideias, que infelizmente ainda não estão à venda nas boas casas do ramo. Esse discurso mais parece de membro de torcida organizada. Dessas que soltam sinalizadores mundo afora na cara dos adversários.

Dimas A.M.Renó

24/10/2013 - 13h22

Depois do CERRA-CERRA emitir sua opinião sobre o leilão de libra, eu tomei minha decisão;”SOU A FAVOR DO QUE A PRESIDENTA FÊZ!

O ex-governador José Serra atacou violentamente o leilão do campo de Libra.

Nada mais esperado.

Afinal, Serra prometeu à senhora Patrícia Pradal, dirigente da petroleira americana Chevron, fazer o pré-sal retornar ao modelo de concessão de Fernando Henrique Cardoso, segundo revelou a Folha, a partir de telegramas secretos da embaixada americana obtidos pelo Wikileaks:

Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Serra, como se viu no caso do documento em que prometia cumprir o mandato de prefeito até o final, é um homem de palavra. Gosta de prometer e não cumprir.

O tucano, que entende do assunto, classificou como cartel a ausência de concorrentes no leilão e disse que o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em cadeia de TV e rádio teve objetivo apenas “publicitário”.

O mais curioso é que, apesar de dizer isso, afirmou que ”refez as contas apresentadas pela presidente Dilma Rousseff sobre as receitas da exploração do petróleo e que o percentual cai de 85% para 75%”.

Qual é o escândalo, já que a Presidenta disse exatamente isso, que eram 75% para a União e 10% para a Petrobras?

O que Serra não disse – e não pode dizer – é que o modelo de Fernando Henrique daria um valor pelo menos 15% menor ao Governo Brasileiro. E 15% em um trilhão de dólares são a bagatela de R$ 330 bilhões.

Mas é bom que Serra – que foi, nas palavras do próprio FHC, o grande privatizador da Vale – tenha falado.

Assim, esclarece o povo brasileiro.

Que sabe a quem ele defende.

Por: Fernando Brito

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Ainda a privataria: Vale agora vai sacar 230 milhões de toneladas/ano - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/10/2013 - 17h40

[…] Ildo Sauer: “Fernando Henrique Cardoso está se sentindo pequeno” […]

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Artur

22/10/2013 - 19h31

Azenha,
Concordo que existam varias criticas a serem feitas ao leilao de Libra.
Porem coloca-la no mesmo nivel da privataria da Vale nao é de maneira alguma contribuir para esclarecer ou informar sobre uma questao desse nivel de importancia. E esta muito longe da realidade.
Soa mais como torcida contra, mesmo que baseado em pontos reais.

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    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 19h34

    Seria curioso ele ser contra o leilão e torcer a favor, não acha? abs

    Artur

    22/10/2013 - 19h51

    Desculpe, pensei que estavamos falando sobre informacao e esclarecimento. Nao sobre torcida.

Darci

22/10/2013 - 19h24

Investimento de risco a longo prazo pode e deve ser bem remunerado, com a Petrobras como operadorave ainda uma outra empresa brasileira no controle, participação da união de 41..por cento, mais 49 por cento da Petrobras, mais imposto de renda e outros impostos, mais emprego, maisvtecnologia e garantia de aplicação em educação e saúde, pode se pode falar em emtreguismo ecoem privatização. Fala serio.

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Carmen Regina Dias

22/10/2013 - 18h29

Bacana. Mais uma opinião. Importante essa configuração Eslética, onde todos os pensares diferentes contribuem para uma visão mais abrangente, todavia, jamais completa, pois que existem “n” opiniões sobre o tema.

Parabéns Azenha, parabéns, pessoais do PT que foram contra o Leilão, parabéns aos que se expuseram na boa, para ilustrar a situação.

Parabéns em especial para quem #confiou, sob leituras e discussões, para quem ousou confiar apesar da imensa massa contrária.

O Leilão aconteceu, muito se prometeu, muito se cumprirá.
O que não gosto é da ironia:

“A China vai nos salvar dos Estados Unidos! Só o black bloc quer estragar a festa. ”

essa foi pracabá, foi um arroto em nossa modesta opinião. Mas tudo bem, pois somos hermanos.

Um abraço a todos, os a favor e os contra.

Responder

Bacellar

22/10/2013 - 17h22

A opinião do Dr.Sauer não é motivo para polêmica nesse momento pois não se alterou ficando apenas um pouco mais histriônica agora que “o defunto ainda está quente”. Parece claro que as comparações com o ciclo cafeeiro ou a venda da Vale são somente jeito de falar.
Na realidade o leilão é uma discussão secundária em relação ao ponto fulcral que é o modelo de partilha e talvez esta própria discussão seja secundária em relação a um tema geral ainda mais básico e inescapável nessa pobre nação que de 2006 (pelo menos) para cá vive constantemente em campanha eleitoral: Qual é a o projeto de nação do PT?
Eu nesse ponto não tenho dúvidas de tratar-se de um projeto de pragmatismo desenvolvimentista capitalista que não deixa de levar em conta por um segundo os entraves de nosso sistema político, a necessidade de consenso mínimo entre a direção central e os donos do poder financeiro nacional e estrangeiro e a defasagem sócio-economica e/ou política em relação a potencias como EUA, Alemanha, Inglaterra, França, China, Rússia, etc.
As oposições a tal projeto se dão por duas vias opostas: Dos que desejam o capitalismo desabrido (cínicos ou ignorantes) e os que desejam um novo sistema anti-capitalista (cínicos ou demasiadamente otimistas). Como comunista minha simpatia pelo segundo grupo não tem limites e minha birra com o primeiro é igualmente grande.
Porem (ah porem…) antes de vestir a touca-ninja e partir pro black-block ouço baixo ao pé do ouvido um leve sussurro que me induz a refletir com mais calma. Trata-se de um velho fantasma. O imortal da Ranania que veio ao mundo bagunçar mais ainda esta grande desordem. Ele pede calma e diz que o capitalismo também tem sua função histórica. Imediatamente me recordo de todas as misérias que testemunhei ao vivo aqui nessa cidade que possuí um pouco de Paris mas muito de Nairóbi. Penso nos córregos, nas ruas de terra, nas casas de compensado, na miséria paralisante. No abismo que ainda existe aguardando abaixo de um “salto ontológico” que nos possibilite pleitear um sistema não apenas diferente mas viável. Penso na quantidade de governos nacionais derrubados ou construídos pelos interesses do cartel internacional do ouro-negro. Penso no que os “netinhos” tem a oferecer para o país, ou no que existe por trás do projeto sonhático, ou até na volta do morto-vivo (amém).
Talvez seja covardia mesmo. Mas dá pra ser tão valente ou bravateiro diante desse gigante e arcaico Brasil? Como classe-média eu me viro, corro aqui, empresto ali, aperto meu cinto…Mas e a rapaziada que conheço lá do Glicério, da favela do Moinho, da Sé, da Luz, de Parelheiros, de todo o fundão enfim, como é que faz?
Honestamente me falta conhecimento matemático, econômico e político para cravar se Libra foi mais uma canelada petista (como a queda de braço da tarifa energética), um mal negócio dentro do possível, um excelente negócio dentro do possível ou uma ação mediana dentro das questões financeiras, geopolíticas e eleitorais que cercaram o leilão. Mas sei que se fosse Petrobrax em vez de Bras o prejú era maior, e creio que derrubar o capitalismo internacional se batendo contra o choque e sem base de apoio popular está bem complicado.
Talvez mais perigoso pro interesse nacional do que Marinas, Serras e “blackblocs” seja a possibilidade de cooptação direta pelo capital financeiro apátrida dos próprios quadros principais do PT, mas dentro do que temos como opção viável de governo para nossa democracia de menos de 30 anos o que há para além dessa coalizão governista?
Se não fizemos um negócio da China pelo menos quebramos o paradigma da entrega total de mão beijada de recursos e completa subordinação a ditames externos que marcou os ciclos pinçados pelo Dr.Sauer. Já é um começo.

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RENATO WILSON

22/10/2013 - 16h51

estou impressionado com a “ferocidade” de vários comentaristas contrários ao posicionamento do articulista e à proposta do azenha de incentivar a continuação do debate sobre o leilão de libra. estão atirando no alvo errado. a defesa cega dos atos do atual governo em nada contribui para o entendimento dos fundamentos e implicaçoes desses atos. o seguidismo tipo “o rei falou, tá falado” é um dos piores defeitos daqueles que se dizem progressistas. para defendermos corretamente este governo é necessário inclusive que não aceitemos pacificamente as tegiversações do tipo concessão não é privatização; petrobrás não tem recursos, etc, etc. que o governo fale claramente quais são os constragimentos/limitações impostos pelo tipo de aliança política (muito conservadora) com o qual se sustenta politicamente; que o governo fale claramente porque necessita pagar a todo o custo os juros da dívida interna e qual é o papel da elevação da taxa selic neste contexto; que o governo fale claramente porque não “reestatiza” novamente a Petrobrás; que o governo fale claramente de onde é que a ANP (e seus burocratas não eleitos)tirou todo esse poder de determinar o que fazer com o pré-sal; que o governo diga claramente como ele entende que deva ser debatida esse questão com a sociedade brasileira, enfim tudo isso mostra o quanto o governo não discutiu essas questões com a sociedade brasileira (principalmente com sua base de sustentação popular). lembrem-se senhores raivosos com aqueles que críticam esse leilão e discordam das justificativas do governo que somos os mais decididos a defendê-lo. atirem para o outro lado!!

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Vander

22/10/2013 - 15h33

Alguns podem até concordar com esse “arrazoado” feito pelo Ildo Sauer, utilizando um excesso de nacionalismo, para defender que deveríamos explorar sozinhos o pré-sal. Acho que existem excessos de um lado e do outro. A decisão do governo, no momento, foi acertada e criteriosa e visando o benefício do Brasil. Por quê? Porque Libra é apenas uma décima parte (estimativa realista) do potencial de todo o pré-sal! Ou seja, enquanto esperamos a plena maturação empresarial e tecnológica e suficiente capitalização da Petrobrás, empregamos esse décimo de recursos para catapultar o desenvolvimento do país, seja em educação, saúde e renda, seja em capacidade tecnológica e científica. Não podemos esperar 10 anos por esses investimentos, sem ter certeza absoluta sobre os movimentos da geopolítica mundial! Enquanto exploramos Libra, nos preparamos para, daqui a dez ou quinze anos, podermos assumir, talvez sem parcerias, todos os 90% restantes do pré-sal!

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Ricardo

22/10/2013 - 15h23

Para quem não sabe, o Ildo Sauer levou um pé na bunda da Dilma quando era diretor de Gás e Energia d Petrobras, depois de uma série de decisões equivocadas que deram prejuízo para a empresa. Em seu lugar a presidenta colocou uma certa Graça Foster, que pegou a diretoria com esse prejuízo e, em um ano, já dava lucro. Dois anos depois, esse lucro dobrou. Hoje, é a presidente da empresa, com todos os méritos.

E o Ildo? O Ildo destila seu rancor, talvez frustrado pelo próprio fracasso. E tem gente que leva a sério o que ele diz.

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Márcia

22/10/2013 - 15h22

Prezado Azenha, sou colaboradora do Viomundo e passo por aqui justamente para ver o que não vejo na mídia. Contudo, basta um clique para ver que o Prof. Ildo está na mídia constantemente, dando entrevistas inclusive para a Veja. Além disso, o professor perde toda a sua credibilidade, quando abandona o discurso técnico para em embrenhar na política, a começar para reclamar do governo brasileiro uma manifestação sobre um documento da política energética americana. Para piorar, em meio ao seu discurso, vem opiniões sobre estádios da Copa, sobre o nível da educação e da saúde no Brasil. Iguala também o caso atual às privatizações tucanas, quando sabemos que há diferenças. Tudo isso soa como oportunismo para quem gostaria de ouvir explicações técnicas. É certo que ele não deixa de apresentar argumentos, mas mesmo estes me parecem questionáveis, por tudo que tenho lido. Basta ouvirmos suas opiniões sobre a fração do óleo-lucro que são cheias de condicionantes. Tudo isso sem contar a denúncia final sobre um “acordo malévolo contra o interesse público”, suposições que ele reconhece como criminosas, mas sobre as quais não se dá o mínimo trabalho de esclarecer. O professor me pareceu um político em campanha e por tudo que se sabe de um político em campanha, a última coisa que se pode esperar é sinceridade.

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    lúcio asfora

    22/10/2013 - 17h42

    Compartilho, integralmente, da exposição da leitora Márcia, e confesso que a mim também me incomoda muito a familiaridade com que o Doutor Sauer transita nos programas de economia da mídia corporativa. O que náo haverá de ter escapado a um observador do nível do Azenha. Se o caro jornalista pretende que o tema ganhe em equidade, neutralidade, em sua coluna, a opinião do Estrela servirá muito mais para corroborar o pensamento do Sauer: não é segredo para ninguém ligado à área de petróleo sua posição. Náo será problema algum encontrar vários colegas de ambos com ideias diametralmente opostas. Gostaríamos de ouvir ao menos um.

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 18h51

    Não, eu não acompanho os programas da mídia corporativa. abs

Daniel

22/10/2013 - 15h13

Azenha nós todos sabemos que o currículo as vezes pouco importa já que todo conhecimento esta embasado nos valores e crenças que as pessoas tem. Não me importo só com o currículo me importo na visão de mundo que as pessoas tem que guia a construção de mundo. Pessoas com currículo como este e melhores são responsáveis por verdadeiras atrocidades. Realmente comparar vale e FHC neste caso realmente mostra a tendência do entrevistado tenha o currículo que for. O contraditório é valioso mas eu me pergunto onde este senhor estava na época da petrobrax? Muitos caras da USP conheço bem sou da USP não estão em condições de fazer nada na realidade só opinar lamentavelmente por isso esta em queda livre nos rankings internacionais. O importante são os argumentos e não só os currículos.

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    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 15h19

    Este senhor prestou muitos serviços ao governo Lula. Acho lamentável que se parta para a desqualificação pessoal, em vez do confronto de ideias. Talvez seja a falta de argumentos. abs

    dimas

    22/10/2013 - 15h49

    O Ildo está onde sempre esteve. Já não se pode dizer o mesmo dos neopetistas.

MRE

22/10/2013 - 15h07

Azenha,

Com todo o respeito que você merece por conta do currículo, acho que desta vez você não está sendo filosoficamente honesto: o Ildo Sauer, e você o está avalizando, está passando por cima da democracia – o Congresso não decidiu que o regime seria de partilha, então por que continuar um debate que depois de inflamados discursos já foi decidido e aprovado? Que tal acabar com a reeleição na base do eu quero, sem passar pelo crivo do Congresso ?

Vai se dar voz doravante a todos os oposicionistas da partilha ? Vai se permitir que alguém , de notório saber curricular, desavalize o que foi decidido comparando a um ato similar a venda da Vale- que imediatamente começou a dar lucro e não houve parlamento para avalizá-la, como agora no caso de Libra.

Democracia é assim: depois de decidido não há perdedores, somente ganhadores !

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 15h18

    Não é verdade, caso contrário as sociedades seriam estanques e jamais mudariam. O que muda a sociedade é o confronto de ideias. A democracia presume respeito ao direito das minorias, inclusive à opinião dos “derrotados”. Não estou aqui em busca de atestado de honestidade filosófica, seja lá o que isso for. abs

kalifa

22/10/2013 - 14h51

O fhc não é pequeno ele é um defunto!

Responder

Dudu (carioca)

22/10/2013 - 14h12

ENTREGAR PARA NÃO SE PREOCUPAR

Fernando Henrique está se sentindo pequeno e Dudu da loteca também.

O papo do Dudu (pernambucano) com a sua mãe quando ele tinha 10 anos:

Dudu – Mãe, um dia eu vou ser presidente de uma republiqueta qualquer.

Mãe do Dudu – Que republiqueta, meu filho?

Dudu – Qualquer Republiqueta, mãe. A América Latrina está cheira delas (quando Dudu tinha 12 anos, isto era verdade).

Mãe do Dudu – Eu nunca pensei neste assunto, filho. E aqui pra nós, você se dará muito bem como síndico do prédio onde moramos. Como presidente de uma republiqueta qualquer você vai ser um fracasso.

Dudu- Mas eu vou me candidatar com o apoio da essência do pó dela ( da m…. em pó) e o que vai acontecer depois é que eu vou me transformar num dos homens mais famosos e ricos do mundo.

Mãe do Dudu – Sei não… Como você vai tratar as petrolíferas no futuro e qual o seu plano de governo?

Dudu – Meu plano de governo, mãe, pode ser sintetizado numa única frase e é igual ao plano de governo do PSDB: “entregar para não se preocupar”. E haja férias no Caribe, deixando Cuba de fora, claro. Vamos nessa?”

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

22/10/2013 - 13h54

Azenha,

O baiano Haroldo Lima esteve na ANP por vários anos.

Sugiro uma análise dele sobre esse tema, aqui, no BLOG.

Responder

Pedro Luiz Moreira Lima

22/10/2013 - 13h52

Azenha:
A Petrobrás é uma empresa brasileira, seu lucro não simplesmente para acionista,seu lucro é do POVO BRASILEIRO.
O Petroleo é Nosso?para apenas lucro da Petrobrás e acionistas?
O Petróleo é Nosso quando sua riqueza irá para p POVO BRASILEIRO.
A Libra ser usada como política de petróleo da Petrobrás a longo prazo ou a curto prazo gerando um Brasil mais Justo e Humano?
Por ultimo respeitndo e muito o professor e cientisra Ildo Sauer – comparara Dilma com o quadrilhiro FHC é um absurdo total.
Acho que a política do Leilão do Poço Libra – fopi feito em benefício do POVO BRASILEIRO.
Abraços do leitor
Pedro Luiz

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

22/10/2013 - 13h42

Azenha,

Não há blog que ofereça tanto espaço ao contraditório como o seu!

Não leve em consideração as opiniões raivosas que estão no Facebook.

Nota-se que que muitos não ouviram o texto, só leram o currículo. Infelizmente, essa é uma característica que temos observado, quase de modo geral. Muitas pessoas vivem em torno de slogans!

Sugiro que sempre faça o mesmo! O currículo é a introdução para que o leitor esteja mais atento ao texto.

Podemos discordar de um texto, do posicionamento, mas o nível é deprimente, quando não respeitam o acúmulo de conhecimentos de um homem como o ILDO SAUER, comparando-o aos extintos dinossauros!

Infelizmente, grande parte dos blogs incentiva não o aprendizado, a discussão mais profunda. Muitos incentivam o pouco conhecimento, os slogans, as frases de efeito.

POR TUDO ISSO É QUE PROCLAMO, como fez o Ildo Sauer nesses 30 min, A NECESSIDADE URGENTE NO INVESTIMENTO DA EDUCAÇÃO!

Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação.

Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante esse período, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda.

Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública; com a inclusão do bolsa família; com a criação de uma CPMF exclusiva para educação etc.

Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas.

Alerto, que sem a federalização esse projeto não terá sucesso.

Responder

ricardo silveira

22/10/2013 - 13h19

O petróleo quieto lá no subsolo não serve para nada e para explorá-lo precisa de capital. Hoje e por muito tempo o petróleo vai ser vital como energia e matéria prima para a maioria dos países. Mas, progressivamente essa importância vai caindo e as atuais reservas deixarão de ser importantes em espaço de tempo previsível. Ademais, esse país ainda é profundamente desigual e isso continua sendo inaceitável. Não se trata de pragmatismo, mas, como adverte Saramago “não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”. Com o quadro político que temos, com o Congresso que temos, com uma esquerda que quando soma é com a direita, acho que o Governo fez o melhor que se podia fazer na atual conjuntura.

Responder

    dimas

    22/10/2013 - 15h52

    A esquerda que soma com a direita não é esquerda: é o caso do PT. De há muito abandonou as bandeiras que o tornaram um grande partido. Pena que quando chegou ao poder resolveu fazer o que a direita não conseguiu.

jose marcos

22/10/2013 - 13h15

Desculpe Azenha, mais quando este “especialista” compara o leilão com a doação da Vale e “esquece” do importante aspecto geopolítico de parceria com a China, ele perde toda e qualquer credibilidade é mais um rancoroso com o PT.

Recomendo que você leia o texto de seu colega Ricardo Kotscho que reproduzo abaixo, pois acho que você esta andando muito com a turma do PSTU

Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2013.

Se as contas da presidente Dilma Rousseff estiverem todas certas, o tesouro do pré-sal leiloado nesta segunda-feira vai render “o fabuloso montante de mais de R$ 1 trilhão. Repito: mais de 1 trilhão!” ao país, nos 35 anos de exploração do campo de Libra, como ela anunciou solenemente em cadeia nacional de rádio e televisão logo após a assinatura dos contratos.

Tenho algumas dúvidas se a presidente e eu, que temos a mesma idade, vamos viver até lá, para conferirmos o acerto ou não das suas previsões. Afinal, em 2048, estaremos (ou estaríamos…) completando exatamente 100 anos de idade.

Como a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando ano a ano, quem sabe?

Seja como for, apesar da onda de pessimismo que assola o país, estimulada por sábios da economia e magos das finanças, a maioria deles ex-colaboradores ou admiradores midiáticos do governo de Fernando Henrique Cardoso, que nem são tantos, mas fazem um barulho danado, como os torcedores da Portuguesa, apesar deles, como eu ia dizendo, o leilão do pré-sal só nos dá motivos de otimismo e esperança de vivermos num país melhor sem termos que sair do Brasil.

Basta ver quem foi contra o leilão, para se ter certeza de que o governo acertou no formato de partilha adotado pela primeira vez na exploração de petróleo no país. Além da Petrobras, quatro das maiores petroleiras do mundo, a Shell, a Total e duas estatais chinesas, se uniram para formar um super-consórcio que renderá ao Brasil 85% de toda a renda produzida por Libra.

Após o anúncio do resultado do leilão, as ações da Petrobras dispararam na Bolsa de Valores, mostrando que o mercado _ o sagrado mercado! _ ficou contente, mesmo com o ágio mínimo a ser pago pelo único consórcio que apresentou proposta.

Só restou ao principal líder da oposição, o tucano Aécio Neves, criticar o leilão por ter sido “tardio e envergonhado”, e reclamar que a presidente Dilma utilizou mais uma vez a rede nacional de rádio e televisão para falar de ações do seu governo. Queria o que? Que ela agradecesse a valiosa contribuição dada pela oposição e pela mídia amiga?

Dilma ainda aproveitou para lembrar que irão para a Educação 75% dos royalties e do excedente de óleo de Libra. Os outros 25% serão investidos em Saúde. Os primeiros barris de Libra ainda vão levar cinco anos para saírem do fundo do mar, mas os ganhos para o país, nas mais diferentes áreas da economia, serão imediatos, com a geração de milhares de empregos e as encomendas para a indústria nacional de 12 a 18 mega-plataformas, barcos, gasodutos e demais linhas de produção ligadas à área do petróleo.

Feliz com o desfecho pacífico da história, apesar de alguns corre-corres e arranca-rabos entre manifestantes e policiais diante do hotel na Barra da Tijuca onde foi promovido o leilão, Dilma encerrou seu pronunciamento de dez minutos na TV, lembrando que “a batida do martelo foi também a batida à porta de um grande futuro que se abre para nós, nossos filhos e nossos netos”.

Para quem é ainda é jovem e tem um pouco de paciência, o que aconteceu ontem pode mesmo ser um divisor de águas na nossa história, o início de um novo tempo no “país do futuro”, que finalmente chegou. Não basta o petróleo ser nosso: era preciso ter coragem para captar os recursos necessários, aqui dentro e lá fora, estatais ou privados, para tirar o tesouro das profundezas do mar e coloca-lo a serviço de uma vida melhor para todos os brasileiros.

Responder

M D

22/10/2013 - 13h05

Só quero saber que motivações esse Sauer tem, vi o debate dele com o Fernando Brito, e ele ficou batendo sempre na mesma tecla, pouco explicou. Como ele está fora do governo, talvez ele tenha outros interesses para o ano que vem.Com quem ele está alinhado?

Responder

Hildermes José Medeiros

22/10/2013 - 13h00

O professor que me perdoe, porque a despeito de seu robusto currículo dá mais a impressão de que confunde as coisas, principalmente da economia do petróleo (onde ele viu americanos em Libra?), das necessidades e urgências da política governamental. Tende e se alia na realidade à oposição, não mostra nada, mais nada mesmo, que possa induzir alguém razoavelmente informado, principalmente na indústria do petróleo e suas realidades no Brasil, possa aceitar seus argumentos, mais piruetas do que técnicos, típicos de quem é contra e não quer que o caminho seja seguido, que pouco ou nada tem a ver com a argumentação que faz. Está vendo um fantasmagórico cenário do mundo do petróleo, e quer que o Brasil espere para que o desastre se consume. Os EUA querem mesmo baixar o preço do petróleo, o problema é que só contam com a energia alternativa do xisto, cujos custos são imensos, e requer muita energia para ser obtido, e produz poluição no local onde é produzido. Essa de Libra foi ótimo. As empresas americanas vão contar com menos petróleo para especular no preço da mercadoria no mercado internacional.

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Bonifa

22/10/2013 - 12h53

Aos psolistas e aos que, ocasionalmente, se fingem de psolistas para levar adiante, mascarada de crítica e indignação, a base golpista dos ataques da direita ao governo progressista, queremos garantir que podem ficar sossegados quanto ao blog do Azenha. Ele, ao contrário do que dizem, não perderá um único leitor e dia a dia estará ganhando mais leitores. Temos certeza absoluta de que a insistência do Azenha em colocar em foco as opiniões contrárias ao leilão que acabou de ser realizado, opiniões sempre bem intencionadas, é fundamental para o tratamento da questão dentro do âmbito dos blogs progressistas.

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jose marcos

22/10/2013 - 12h51

Concordo inteiramente com um comentário feito pelo Negreto. Acompanho os artigos que o Azenha tem publicado sobre o assunto e, claramente, ele não esta sendo equânime, pois a grande maioria dos textos são contra o leilão. Quanto ao texto deste “especialista” ele perde toda a credibilidade quanto compara o leilão de libra com a doação da vale. Outro ponto contraditório do texto é que quando ele assume que o interesse americano é derrubar o preço do petróleo,a estratégia geo-política do império visa conseguir isto o quanto antes, mais se justifica começarmos a explorar o campo de libra enquanto os preços ainda são atrativos, pela lógica deste povo só começaríamos a lucrar com o campo de libra daqui a uns 20 anos, quando provavelmente o preço do petróleo, inclusive por avanços tecnológicos, já teria despencado. Muito primário, para dizer o mínimo, a lógica deste Senhor. Lamentável, caro Azenha

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    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 15h13

    Não tenho compromisso em ser equânime. Eu analiso o que está sendo publicado sobre o assunto, tanto na blogosfera quanto na mídia tradicional. Se acredito que há um ponto-de-vista pouco representado, invisto nele. Presumo e recomendo a todos que se informem a partir de várias fontes. Tenho certeza de que meus leitores frequentam outros espaços, com postos de vista distintos. A blogosfera é um espaço dinâmico. Não pode ser espaço de pensamento oficialista e único, não pode reproduzir press releases, tem de contribuir com o leitor. Achar que alguém convence alguém à base da pancada neste mundo de leitores bem informados, cultos e dinâmicos é patético. Não presuso que meus leitores sejam idiotas teleguiados. Pelo contrário, acho que são suficientemente adultos para não se comportarem como massa de manobras. abs

    jose marcos

    22/10/2013 - 15h53

    Caro Azenha, peço desculpas, realmente você não tem obrigação de ser equânime, não posso fazer patrulhamento ideológico. Quanto ao texto volto a repetir: este Senhor perde toda e qualquer credibilidade ao comparar este leilão com a doação da Vale. Quando ele afirma isto, no meu entender, usou de ma-fé, pois qualquer pessoa minimamente esclarecida sabe da diferença abissal entre este leilão e a doação da Vale. Infelizmente tenho o direito de duvidar de uma pessoa que usa este tipo de expediente, apesar de todo o imenso curriculum.

    dimas

    22/10/2013 - 15h46

    “nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder”

    Hell Back

    01/11/2013 - 01h56

    “(…) quando provavelmente o preço do petróleo, inclusive por avanços tecnológicos, já teria despencado.”
    José Marcos, o petróleo nunca vai despencar, porque ele não serve só para o setor energético. Ele serve para uma gama imensa de indústrias como o setor petroquímico, por exemplo.

Bonifa

22/10/2013 - 12h45

Tempo, espaço, história, contextos, números, é bom tentar dar uma ajustada em suas noções, seus posicionamentos podem até parecer ter lógica para alguns, mas está juntando pedaços diferentes para compor um cenário sem qualquer sentido.

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Paulo Roberto

22/10/2013 - 12h21

Tenho uma dúvida: se foi quase uma doação, como no caso das privatarias tucanas, porque apareceram tão poucos interessados?

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Carlos Roberto

22/10/2013 - 11h48

Azenha com todo respeito a mais um especialista e sua opiniões, entretanto, o petróleo é finito e nos próximos anos: A TRE da produção interna de petróleo dos EUA (proveniente principalmente de campos gigantescos de petróleo) tem vindo a declinar de 100:1 em 1930 para menos de 20:1 na década de 2000, por ex., no Golfo do México (Gately, 2007; Hall et al., 2008; Murphy and Hall, 2010). Como os campos de petróleo, gigantes e super-gigantes, dominam a actual produção, são bons indicadores para o ponto do pico da produção (Robelius, 2007; Höök et al., 2009). Há hoje grande consenso entre analistas que o declínio na produção existente se situa entre 4-8% por ano (Höök et al., 2009). Em termos de capacidade, isso significa que nem que aparecesse um novo Mar do Norte (~5 Mb/d) todos os anos se conseguiria manter constante a actual produção. Portanto, ele acredita no aumento da produção e na queda dos preços, todavia, vários outros analistas indicam acreditam no declinio na produção, por isso, preços elevados assim com todo respeito a tese do professor não se sustenta.

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Bernardino

22/10/2013 - 10h43

tiago carneiro

Agora ninguém pode ter opinião ou mostrar algo contrário??

Vá lá para o Tijolaço ou para o blog tucano do PHA, aquele que comemora TODO e qualquer ato de submissão e entrega da nossa FHC de saias, Dilma em cima do muro.

CORRETISSIMO,TIAGO bem colocado.ALIÁS o sr FERnando Brito e PAULO HENRIQUE AMORIM sao dois LAMBE_BOTAS do proprio EGO a SERVIÇO dos PETRALHAS e seu Governicho MEDIOCRE.

ESSE tijolaço nao é aquele do Brizola neto?Foi ministro 6 dias e saiu por incompetencia e brigas no PDT.Mesmo assim embevecido continuou apoiando a DDilma! TÁ explicado!!!!!!!

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Matheus

22/10/2013 - 10h31

Eu não sou técnico da área de petróleo, mas sei que há questões políticas nacionais e internacionais envolvidas. A economia CAPITALISTA do petróleo é motivo de guerras que exterminam e mutilam milhões e milhões, de golpes de Estado que põem povos inteiros sob odiosas opressões.

O petróleo não é só fonte de renda. É também fonte de energia, matéria-prima e polo de desenvolvimento industrial-tecnológico, inserido em uma divisão internacional do trabalho. É igualmente um recurso não renovável e sua exploração implica em enorme risco ambiental, sanitário e político.

Sendo assim, é razoável exigir que haja maior transparência, participação e democracia para a tomada da decisão do que fazer com o petróleo brasileiro. Os cientistas e ativistas mereceriam ser ouvidos, e não apenas a oligarquia financeira.

Ao invés de diálogo, participação e transparência, o que presenciamos foi uma imposição truculenta e autoritária, numa transação a portas fechadas entre burocratas e empresários, protegidos pela força militar, e pela fachada jurídica de um “leilão” com um único concorrente. Foi instalado um verdadeiro estado de exceção, com a cidade do Rio de Janeiro parcialmente ocupada por tropas militares que deveriam lutar pela defesa externa, mas estavam lá servindo a interesses financeiros e eleitorais escusos.

O falso leilão, imposto através da repressão militarizada e ditatorial, depois foi propagandeado pela máquina midiática neopetista de forma eficiente, dizendo que aquilo foi uma maravilha.

Mais que uma discussão sobre entreguismo ou patriotismo, o que vemos aí é um grave atentado à democracia, partindo diretamente de um governo que reagia com histeria hidrofóbica contra qualquer crítico à esquerda ou à direita, sempre acusados de conspiradores golpistas à serviço de forças estrangeiras. Pelo jeito, o governo não faz mais que acusar os outros daquilo que ele é, pois esse falso leilão de um concorrente só foi um golpe de Estado produzido por uma verdadeira conspiração de burocratas e empresários, com os militares servindo de instrumento passivo para o crime de lesa-pátria.

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    Guanabara

    22/10/2013 - 17h37

    Isso aí.

leprechaun

22/10/2013 - 10h15

acho que foi a única coisa que poderia ser feita na atual conjuntura, provando que o estado é engessado pelas determinações da reprodução ampliada e que a esquerda comum tem um enorme fetiche pela política e pelo estado.

ao fim e ao cabo pode entrar o dinheiro que for, quase nada vai ser usado pra saúde e educação, os recursos serão usados pra rotar o capital fictício-especulativo na forma de inúmeras dívidas, independente do partido e do salvador da pátria de plantão. que não determinam praticamente nada.

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paulo tiago de faria

22/10/2013 - 09h47

A produção excedente será de 41,65% da União. Dos 58,35% restantes, 23,34% será de Petrobras, (64,99% ficará no Brasil).

Agora os royalties, equivalem a quantos porcento? Alguém sabe me dizer?

To achando que a conta dele tá errada…

Responder

    Emilio

    22/10/2013 - 12h09

    Os royalties são 15% do faturamento. Como as estimativas de custos de produção são de cerca de 30%, os royalties representam cerca de 21% dos lucros.

    Pelo que entendi até agora, o detalhamento das estimativas e as premissas utilizadas são:

    1. Preço do barril estimado em US% 100,00

    2. Custos de produção estimados em 30% do faturamento.

    3. Royalties de 15% do faturamento.

    4. 23% do faturamento partilhado com a União. Isso são os tais 41.65% dos lucros partilhados com o governo, entendendo lucros como faturamento menos custos de produção menos royalties.

    5. 11% do faturamento vão para a União como impostos (imposto de renda, CSLL, etc…)

    6. 4% do faturamento vão para o governo porque ele é dono de 48% da Petrobrás, e os lucros da Petrobrás são de 8% do faturamento.

    Somando isso aí, 53% do faturamento vão para o Brasil. Isso representa 75% dos lucros como “government take”.

    A Dilma falou em 85%, mas suspeito que ela está somando os lucros totais da Petrobrás, e não apenas a parte do governo da Petrobrás, e também está somando coisas indiretas, como parte dos custos de produção vindo parar nos cofres do governo porque serão gastos efetuados no Brasil.

    Também é importante que a operação do campo será da Petrobrás, o governo tem controle do ritmo de produção, tem essa nova estatal Petrosal sobre a qual temos o excelente sinal de que está sendo bem criticada pelo “mercado” porque tem muito poder e não entrou com nenhum investimento.

    Isso é o que tem para ser criticado. Não estou convencido de que ficar tudo com a Petrobrás e impor um percentual de partilha maior era impraticável, como dizem os opositores. Chama a atenção que muitas críticas tentam distorcer os números, e isso é significativo. Se fosse tão ruim não seria necessário distorcer, concorda?

    Paulo Couto Teixeira

    22/10/2013 - 13h01

    Considere a interessante na entrevista do Haroldo Lima ao PHA, de “Conversa Afiada”:

    “Alguns defendem: “por que não deixar a Petrobras sozinha?”

    Quando eu era da ANP nós descobrimos dois grandes campos, o de Franco e o de Libra. O de Franco nós passamos imediatamente e integralmente para a Petrobras capitalizar, e resultou na maior capitalização já feita por uma empresa no planeta Terra [foi realizada em 2010, e a Petrobras capitalizou 102 bilhões em 24 horas]. O de Libra ficou para o governo explorar sob a forma de partilha. Aí você pergunta: mas o consórcio só apresentou o mínimo de 41,65%. Mas esse mínimo é o que a gente chama de “excesso em óleo”. O excesso em óleo é o que sobra quando você paga o custeio – o “custo óleo”. Por esse “excesso em óleo” o consórcio vai pagar ao governo 41,65%. Mas, esse 41,65% é uma parte – uma parte importante – do que ficará para o Governo. Repare bem: 41,65% de “excesso em óleo”; 15% de royalties; Imposto de Renda; outros impostos; aluguel de área. Quando você soma tudo isso vai dar 72%. E como foi a Petrobras que ganhou o consórcio – e a Petrobras é brasileira – tem a parte da Petrobras no processo. Como empresa, ela vai ter que pagar à União.
    Significa que vamos tirar de Libra para a União brasileira aproximadamente 80% de todo o óleo lá extraído. O que está no limite do máximo do mundo.”

    Paulo Couto Teixeira

    22/10/2013 - 13h04

    O endereço da citada matéria: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/10/22/haroldo-lima-da-uma-aula-sobre-libra-e-lula/

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 15h00

    Um pequeno detalhe. A Petrobras não é toda brasileira. É 50% brasileira. As outras ações estão na bolsa de Nova York.

Lindivaldo

22/10/2013 - 09h40

Correlacionar uma “carrada” de títulos com competência, coerência e atendimento do bem-estar social, é um culto ao preconceito, ao equívoco, à velha escolástica, e, no mínimo, ignorar a intuição, a autodidática e o bom senso…

Fosse assim…

Na política, o FHC teria sido o melhor Presidente, enquanto que o Lula, sem diplomas, o pior; e

Na Literatura, o Machado de Assis, coitado, nem escritor teria sido…; e

E assim por diante…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 09h59

    Ildo Sauer é capacitado para opinar sobre o tema em tela. Este é o ponto, não o Machado de Assis. abs

    M D

    22/10/2013 - 11h18

    Capacitado ele pode ser, mas que interesses ele tem?jetividade humana sempre nos surpreende.
    Essa história é muito complexa, e numa guerra a primeira vítima é a verdade. Temos que confrontar as versões, e só o tempo vai mostrar quem está certo.
    Ficar esperando o ideal, é como a mulher que espera o homem perfeito para casar, o príncipe encantado, fica solteira.
    Poderia ser melhor, poderia, mas qual seria o preço a pagar?
    Poderia ser pior, poderia…

    MRE

    22/10/2013 - 11h38

    Vivemos em um mundo plural onde qualquer opinião tem que ser compartilhada, criticada, reciclada e aceita por todos ou quase todos. Quando aparece uma opinião radical, baseada no currículo ( que é importante, mas é uma faceta somente) que quer se impor, naturalmente é contestada: o ego do ouvinte e o ego de quem opina se chocam e aí quem é mais forte ganha, e muitas vezes o mais forte não quem pertence ao grupo com maior integrante, é quem tem espírito de ditador e sabe invocar emocionalidades fúteis e frágeis- já vivemos estes tempos.

    Hélio Pereira

    22/10/2013 - 12h18

    Azenha eu era contra as Privatizações do FHC e também tive duvidas sobre este Leilão do Pré-sal e considerei as posições do dr Ildo Sauer como corretas.
    Ontem ouvi o Dr Ildo Sauer dando entrevista na Rádio Joven Pan de SP,falando contra este Leilão,notei que ele misturou os gastos com a Copa do Mundo pra atacar o governo Dilma,usando os mesmos argumentos da Direita Brasileira sobre a Copa do Mundo de 2014.
    Azenha pra mim o dr Ildo Sauer perdeu credibilidade ao misturar o Leilão com a copa do Mundo.

    Ricardo

    22/10/2013 - 10h48

    Vc deixaria o Lula ou o Machado fazer um transplante de coração no seu filho ? Concordo que não devemos ser impressionados com os títulos, mas mantenhamos as coisas em proporção…

    O Ildo é muito sério e integro sim. E esse leilão foi um crime. Um puta erro estratégico, feito as pressas e sem necessidade.

augusto2

22/10/2013 - 09h09

O sauer parece que PERDEU alguma coisa e grande no mundo empresarial e estatal e privado no pais.
Gabrielli se opos a um item da estrategia, nao a ela propria. Comparato nao pensou nas outras condicionantes, nao é da esfera dele,e um cara de principios sempre -e pelos principios, o oleo devia ser só nosso.
Dizer que Usa e china sao convergentes quanto ao preço -num horizonte de 15 anos para a frente é bem infantil. O oleo será mais dificil e MAIS CARO de qualquer jeito. E ninguem sabe o preço, o substituto, a
viabilidade.A china quer fornecimento e dilma joga com isso. Os usa querem garantir dividendos de seu fracking e do solo marinho do POLO norte.Portanto ‘convergencia’ para baixo é delirio
Tambem pressupoe que o limite diario de produçao de 4,5 ou 5 bilhoes de BOE tem peso pra mudar-com uma simples ‘produçao acelerada’ o destino dos preços mundiais. Nao tem, cara palida. Quem tem é a venezuela, se e quando obtiver tecnologias.
As irmãs americanas querem lucro maximo e sempre tem jogado e participado dos AUMENTOS de preço, desde 1979 e nao das reduçoes que tambem ocorreram mas noutro diapasão…
Dilma pessoalmente é estudiosa do petroleo e da energia em geral e TEM responsabilidade por 200 milhoes de pessoas. Fez uma aposta, e com as cartas que tem q sao muito boas. Enfrentou ate a espionagem,sabendo o que viria. E vai junto conosco empregar os MEIOS e o PESO da economia brasileira para ganha-la.
E quem pensa que a pres.Graça foi beijing pra tratar somente, eu disse somente… de LIBRA
eu creio que é um perfeito ingenuo em geopolitica de petroleo. Nossa filosofia ignora a vastidão do ceu de onde outras estrelas surgirão.

Responder

    Flavio Lima

    22/10/2013 - 14h44

    Taí uma excelente colocação, Azenha. Da uma comentada aqui, amigão. ;)

Mardones

22/10/2013 - 08h41

Comparar o leilão – que eu também achei um ganho menor para a Petrobrás – com a venda da Vale por menos da metade do seu valor é um despropósito.
A Vale foi arrematada com empréstimos junto ao BNDES, entre outras, por empresa que participou de sua subavaliação.
Desde a sua privatização criminosa, a Vale deixou de gerar lucros para o país – que fica só com os tributos pagos pela exploração dos minérios. Ao contrário, o leilão de Libra, ainda que tenha privatizado 60% das riquezas do hipercampo de petróleo e gás, vai continuar gerando lucro e tributos para o Brasil.
Respeito as opiniões do sr Ildo, mas não podemos permitir que se compare o crime de privatização casada da Vale com o leilão de Libra. FHC foi pior. Dilma está no caminho do ‘menos pior’.

Responder

Ana Cruzzeli

22/10/2013 - 08h12

O contraditório é sim importante e a ¨denuncia¨ do professor tem alguns problemas de ordem global, a logica foi a ausência mais sentida.

– A Petrobras sendo usada de maneira vil, vejam só, para baixar o preço global dos combustíveis?
Essa foi demais, eu morri de rir de tão sem logica que essa constatação é feita pelo professor.
Eu adoro a Petrobras, mas tenho ciencia que ela não tá com essa bola toda não , tipo, poder baixar o preço só por conta dos poços de pre-sal aqui no Brasil. Mesmo que Dilma tenha todo o zoodíaco de poços ainda será uma fatia no oceano de necessidade global. Do processamento do petroleo até virar combustivel leva-se tempo.
– A queda dos combustiveis seria ruim para a Petrobras? Eu até concordaria com o professor se não houvesse a compensação em outros serviços paralelos, a produção de outros derivativos e o mais importante hoje em dia é a produção de fertilizantes que são totalmente importados da China logo esse produto vai também ser barateado para a produção de alimentos tão necessários na erradicação da fome mundial e a África tá ai tão necessitada. Quando as guerras acabarem o homem vai se dedicar a terra. Essa variável não foi colocada pelo professor. Um mundo de paz aumenta a demanda, pedi mais oferta. Isso é tão capitalista não é mesmo? Não isso é uma lei que até agora não foi derrubada, até que todo mundo caia na sanidade da paz a batalhar isso será só sonho…

-Dilma entreguista nos moldes de FHC? Não pior segundo o professor
Essa entrevista mostra na essencia que Dilma quer que o pão para os famintos custe menos, isso sim é ser comunista da mais radical, mas sem perder a visão de que a Petrobras tem ter sim gas para sobreviver. Dilma mostra sua visão global de que o capitalismo ainda impera no mundo e muitas gerações depois dessa ainda estarão viciadas nesse modelo e rompe-lo requer paciencia, teimosia e muita inteligencia. Nisso ela e Lula dão um banho.O principio universal do capital, é esse que ainda vige então é nele que devemos nadar até chegar ao oceano onde o lucro será secundário,dentro dessa realidade para se manter o lucro é necessário maior produção.
O preço do combustivel numa eventual queda futura não abalará a Petrobras, pois sua produção está sendo aumentada compensando qualquer perda em excesso de produção global.

Sou Nacionalista ao extremo e bem mais que o professor, mas tento sempre ver uma estatal por vários lados dentro da geopolitica nacional sem perder a visão internacional e a Petrobras desde que Lula entrou no governo progrediu, não vende só óleo cru como queria FHC e será o grande motor de energia alternativa que logo logo estará aí nas ruas nas casas e para isso precisa se aprofundar onde poucos tiveram coragem.

ESSE MOMENTO É UM MARCO, PODEM ACREDITAR.

Responder

Jose Fernandes

22/10/2013 - 07h37

Sinto-me traído. O petróleo está no território nacional. Temos a tecnologia e a empresa capacitada para explorar (que é quem vai pegar no pesado). E só vamos ficar com 40% da bolada!!!!??? Francamente(PT=PSDB)!!!! O que vou falar para as viúvas do FCH??? Defender o indefensável….

Responder

    M D

    22/10/2013 - 11h26

    Simplista demais sua visão.
    O Brasil não vai ficar só com os 40%, a conta é mais complexa.Além disso, a Petrobrás não tem toda a capacidade para refino. Está construindo refinarias mas ainda não é o suficiente, as coisas não acontecem da noite para o dia.

    Emilio

    22/10/2013 - 11h44

    Pode esboçar algo utilizando o seguinte:

    1. 41.65% é a fatia dos lucros que o consórcio vencedor do leilão partilhará com a União. As estimativas são que isso representa cerca de 30% do faturamento.

    2. Além disso, 15% do faturamento (faturamento, não lucros) serão pagos à União como royalties;

    3. Além disso, impostos serão pagos sobre os lucros, e as estimativas são que isso represente algo em torno de 10% do faturamento.

    4. Além disso, parte dos custos de produção serão gastos efetuados no Brasil, em custos de fornecedores, equipamentos, esses fornecedores pagarão impostos, etc… Pelo discurso da Presidente ontem, ela estimou isso em torno de 5% do faturamento.

    Somando tudo, cerca de 60% do faturamento obtido com a exploração do campo irão parar nos cofres da União. Como as estimativas de custos são de cerca de 30%, esses 60% do faturamento representam cerca de 85% dos lucros obtidos com a exploração.

    Então é isso. 85% para o Brasil e 15% para a iniciativa privada. E mesmo dentro desses 15% da iniciativa privada, 40% são da Petrobrás, e a maior parte desses 40% dos 15% não serão convertidos em dinheiro e retirados do Brasil, mas ficarão dentro da Petrobrás.

    Esse é o panorama que você pode criticar. Criar moinhos de vento é que desanima de discutir…

edir

22/10/2013 - 07h30

È difícil governar o Brasil. Quem gosta da cor preta, näo aceita quem gosta da cor vermelha. Quem gosta da cor vermelha, näo aceita quem gosta da cor preta. Simples assim !!!

Responder

    Matheus

    22/10/2013 - 10h38

    Mas quem manda mesmo só se interessa pelas verdinhas, se é que você me entende.

Pedro

22/10/2013 - 04h00

V E R G O N H A

Responder

FrancoAtirador

22/10/2013 - 02h37

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A QUALIDADE DO ÓLEO DO PRÉ-SAL

O petróleo é um tipo de hidrocarboneto fóssil, mais precisamente, uma mistura de várias substâncias em que predominam cadeias de carbono e hidrogênio, mas também aparecem diferentes porcentagens de enxofre e nitrogênio, dependendo da qualidade.

A densidade do petróleo permite classificá-lo em leve, mediano, pesado e ultra-pesado.
Esta classificação é baseada nas características físico-químicas do petróleo, considerando a análise da densidade do óleo (grau API) e a viscosidade do óleo (medida em cP ou centipoises).

O Pré-sal brasileiro foi descoberto pela Petrobras em 2007, abrindo enormes perspectivas para o segmento de petróleo e gás no Brasil.

Com a evolução das avaliações, evidenciou-se que a região denominada Pré-sal se configurava em uma das maiores províncias petrolíferas mundiais.

Nessa província encontram-se as maiores descobertas realizadas no mundo nos últimos dez anos.

As áreas de Libra, de Franco e o Campo de Lula (antigo Tupi), todas com volumes superiores a 8 bilhões de barris de óleo recuperáveis, não encontram concorrentes em termos de tamanho, entre as descobertas mundiais recentes.

E o Pré-sal não se restringe a essas três grandes descobertas.
O Campo de Sapinhoá, e as áreas Carcará, Peroba, Pau Brasil, Florim, Iara, entre outras, todas caracterizadas como descobertas gigantes, contribuem para caracterizar a região do Pré-sal como a maior província petrolífera descoberta nos últimos anos, no mundo.

O petróleo da camada pré-sal é mais leve do que o petróleo encontrado no restante do Brasil, geralmente considerado petróleo pesado.

A Petrobrás também identificou que este óleo tem baixo teor de substâncias poluentes como enxofre e nitrogênio, normalmente encontrados em grande quantidade no petróleo pesado.

Conforme a classificação da ANP:

–> Petróleo Leve – densidade igual ou inferior a 0,87 (ou grau API igual ou superior a 31°).

–> Petróleo Mediano – densidade superior a 0,87 e igual ou inferior a 0,92 (ou grau API igual ou superior a 22° e inferior a 31°).

–> Petróleo Pesado – densidade superior a 0,92 e igual ou inferior a 1,00 (ou grau API igual ou superior a 10° e inferior a 22°).

–> Petróleo Extra-pesado – densidade superior a 1,00 (ou grau API inferior a 10°).

Assim, o óleo da camada pré-sal é estratégico para o Brasil, pois:

(I) é mais fácil de ser refinado, produzindo uma porcentagem maior de derivados finos;

(II) tem menos enxofre, poluindo menos quando é refinado;

(III) é comercializado por um valor maior no mercado internacional.

A área de Libra, licitada nesta segunda-feira, é uma das maiores descobertas do Pré-sal.

Libra fica na Bacia de Santos, a 183 Km da costa do Rio de Janeiro; sua área é de 1.458 quilômetros quadrados, em águas com profundidades variando entre 1,7 mil e 2,4 mil metros sob o nível do mar; é conhecido desde 2010.
Ali foi descoberta uma coluna de óleo de 326,4 metros, mostrando um óleo de 27 graus API e baixo teor de enxofre.
O óleo encontrado em Libra, portanto, é de densidade média, sendo de qualidade considerada alta.

No Campo de Libra, devem ser produzidos entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo nos próximos 35 anos.

Além do óleo, um volume estimado em 120 bilhões de metros cúbicos de gás natural deverá ser produzido na vigência do contrato, com parte desse volume sendo re-injetado, parte sendo consumido na geração de energia da plataforma e o restante sendo ofertado ao mercado.

A produção de Libra, ao atingir seu pico, alcançará 1,4 milhão de barris por dia e 40 milhões de metros cúbicos de gás natural, com 25 milhões de metros cúbicos diários sendo ofertados ao mercado.

Apenas como referência, o Campo de Marlim é, hoje, o maior produtor do Brasil, com 600 mil barris de petróleo por dia, com um volume recuperável de 2 bilhões de barris; Roncador tem 2,5 bilhões de volume recuperável. O Campo de Lula de 5 a 8 bilhões de volume recuperável.

A produção total do País em 2013 deverá situar-se próxima a 2,1 milhões de barris diários de petróleo, de maneira que Libra representará, no seu pico, 67% de toda a produção atual do Brasil.

É, de longe, o maior do Brasil, e se inscreve entre os maiores do mundo.

Refino: Torre de fracionamento de petróleo

Se o petróleo for refinado, para a produção de outros subprodutos, este valor pode ser multiplicado em várias vezes, impactando diretamente toda a economia nacional.

Combustíveis derivados de petróleo

O processo de refino do petróleo resulta em inúmeros subprodutos, conhecidos como “derivados de petróleo”.
Muitos destes derivados são matéria-prima para as cadeias produtivas do setor químico, incluindo, desde a fabricação de produtos inflamáveis e solventes até produtos duráveis e semi-duráveis, como os “plásticos”.

Os subprodutos inflamáveis do petróleo incluem combustíveis como gasolina, diesel, querosene, óleo combustível e solventes, além do GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, conhecido no Brasil como “Gás de Cozinha”, utilizado diariamente para o cozimento de alimentos por milhões de pessoas em todo o país.

Os produtos derivados de petróleo com maior valor agregado não são necessariamente os combustíveis, como muitos acreditam, mas sim os outros produtos duráveis e semi-duráveis resultantes do refino de petróleo.

Dentre os produtos químicos destacam-se os fertilizantes como o nitrogênio a base de petróleo e os agrotóxicos, que em sua maioria incluem substâncias derivadas de petróleo.

Ainda no ramo químico, destacam-se, produtos farmacêuticos, detergentes e produtos de limpeza, tintas, solventes, vernizes e materiais sintéticos.

Dentre os materiais sintéticos destacam-se produtos como borracha sintética e o grupo dos polímeros, popularmente chamados de “plásticos”, dos quais se destacam os policarbonatos, poliuretanos, polipropileno, PVC e PET.

Estes materiais permitem produzir uma infinidade de produtos finais, como roupas, calçados e tecidos sintéticos, Cd´s, garrafas recipientes, coberturas translúcidas resistentes, revestimentos externos de eletrodomésticos, componentes de interiores de automóveis e aviões, e até mesmo uma grande variedade de brinquedos.

Os combustíveis derivados de petróleo e o gás natural representam cerca de 60% de toda a energia consumida no mundo e a exploração petrolífera representa diretamente cerca de 10% do PIB mundial.

(http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=214459&id_secao=2)
(http://www.brasil.gov.br/governo/2013/10/nota-sobre-o-pre-sal-e-o-campo-de-libra)
(http://diariodopresal.wordpress.com/o-que-e-o-pre-sal)
(http://diariodopresal.wordpress.com)
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Responder

FrancoAtirador

22/10/2013 - 01h33

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REGIME DE CONCESSÃO

Em Dezembro/2007

Em Agosto/2009

Polígono do Pré-Sal

(Dados até agosto/2009)

REGIME DE PARTILHA

A partir de Outubro/2013



Breve Histórico:

(http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2013/10/21/petrobras-e-shell-pagam-r-9-bi-para-terem-libra-de-volta.htm)

(http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/regulacao/Novo_marco_legal_Pr%C3%A9-Sal_Paulo.pdf)

(http://www.anp.gov.br/?dw=39132)

Responder

    Jayme

    22/10/2013 - 09h29

    Acho o Ildo Sauer um tanto quanto rancoroso com o PT desde que perdeu o cargo de diretor na Petrobras. De lá para cá prolatou mil e umas possibilidades e probabilidades condescendentes com aqueles comentários inócuos de tucanos especialistas da USP que foram para o ralo com o desastre neoliberal e agoram ficam conversando um com outro.

Paulo Athaydes

22/10/2013 - 00h40

Parece que a única informação interessante nesse blog são os comentários de um tal de índio.
Expresso aqui minha preocupação com o futuro desses blogs “opinativos” de ex-governistas do PT.
Estranho que todos são contra o governo atual.
Talvez porque depois que saem “ganhem” espaço.
No momento estou procurando mais informação (blogs), menos desinformação (PIG) e bem menos opinião de especialistas/analistas.
O Tijolaço do Fernando Brito está informando que a parcela da União é de 76% do lucro, descontando os custos de extração de 30%.
Descarto o achismo do sr. Sauer e fico com o Brito.
De qualquer forma ainda aguardo uma explicação oficial sobre os 85% anunciados pela Dilma no pronunciamento.
Possivelmente ela está somando os 76% com os restantes 4% da Petrobrás e/ou usando outros índices de custos de extração.
Azenha: considero que você está devendo uma reportagem com informações para não deixar esse assunto tão importante só no achismo.
Vou continuar por aqui porque os comentários são de primeira.

Responder

    M D

    22/10/2013 - 11h31

    Faço minhas as suas palavras!
    Nada mais a acrescentar.

    Emilio

    22/10/2013 - 11h50

    Seria interessante uma explicação mais detalhada de onde vêm esses 10% adicionais mesmo. Pelo que ela falou, dá pra entender que ela está somando os lucros totais da Petrobrás, não só os lucros que a União terá através de sua participação na Petrobrás, e também está somando uma estimativa de quanto dos custos de produção irão parar nos cofres da União, porque esses custos serão em grande parte gastos no Brasil… Isso é o que entendi.

Netuno

22/10/2013 - 00h30

Azenha, muito importante todas as opiniões que o seu blog está apresentando, principalmente as fontes que tem sido ouvidas sobre esse assunto.
Pena que muitos não parecem entender a gravidade dos fatos a longo prazo, e olha que nem tenho filhos, pois os problemas e falta de boas oportunidades decorrentes deste e de todos os leilões (passados e futuros) ficarão para as gerações futuras.

Abraços.

Responder

jaime

22/10/2013 - 00h14

A Velhinha de Taubaté foi uma personagem criada pelo Luis Fernando Veríssimo, na época da ditadura. Fazia a crítica daqueles que acreditavam piamente em tudo o que o governo dizia.
Mais tarde, Veríssimo “matou” a velhinha porque com o advento da democracia acreditava-se que a pluralidade de opiniões faria todos acordarem para a realidade, para a análise do contraditório, para encarar a verdade, mesmo que incômoda.
Bom, mas a velhinha teve muitos netos. Muitos.

Responder

Genghis Khan

22/10/2013 - 00h07

Meu caro Azenha, eu posso falar muito mais bobagens do que esse Sr. Sauer. E nem preciso do currículo dele para isso. Então quer dizer que o regime de partilha é igual à entrega da vale por algumas moedas e com financiamento do BNDES??? You tá de brincation ui to me, cara???

Responder

Mauro da Silva Noffs

21/10/2013 - 23h54

Novamente a confusão dos bois.Ninguém vendeu a “fazenda”!Ele gosta muito de fazer confusão!”Bom,um governo que gasta 30 bilhões em estádios”…O goveno garante que não pois um centavo nos estádios.Alguém mente.Prá mim,isso é uma apelação.Lembro quando Brizola fez o sambódromo no Rio.Um país que gasta com carnaval não pode dar certo!É uma visão com a qual eu não concordo.Depois ele inventa uma “super produção momentânea” que vai abaixar o preço do petróleo quebrando a política da OPEP.Nas minhas contas,não entendo nada de petróleo mais dei uma pesquisadinha no Google,e pelo que estão escrevendo em vários artigos e comentários,a produção máxima do campo de libra vai ser de 1,4 milhões de barris/dia.Isso dá mais ou menos 1,5% da produção mundial atual.Não sou capaz de ver esse número suficientemente grande para quebrar a espinha de nenhuma OPEP.O petróleo é caro porque é um bem raro.O barril anda pela casa dos 100 dólares com o mundo em crise.Olhando para o futuro,quando a crise for superada,a expectativa é que o preço suba com o aumento da procura pelo petróleo.Outra coisa é que a análise geo-política dele se resume apenas ao petróleo,quando o petróleo é apenas uma parte do problema.Parece claro que estamos assistindo a uma reordenação das forças globais,e a posição que a economia do Brasil ocupa no mundo mais esse petróleo todo nos permite pensar pelo menos um pouquinho como “gente grande”.Outra coisa é que pré-sal com petróleo descoberto,por enquanto,só no Brasil.Por isso que é difícil fazer comparações com a exploração tradicional de petróleo.Como camada de sal existe no mundo todo(lí isso em algum lugar),não se pode descartar a possibilidade de encontrarem reservas em outros países, o que para nós seria uma má notícia.Com essa nova fronteira,a máxima “é melhor petróleo guardado o sub-solo do que no mercado” pode estar caducando.Essas comparações com privatização da Vale e com todo o conjunto da obra de FHC não se sustentam.Nós temos pressa em ter dinheiro justamente porque o sistema de educação está falido. O ensino na rede pública é essa porcaria que todos sabem.Saúde,saneamento básico,infra-estrutura e todos os problemas que o Brasil tem imploram por soluções.Só concordo mesmo com ele é que faltou discussão.Nem tanto técnica,porque nesse quesito a gente é enganado toda hora.Eu até agora não consegui entender quem faz a conta certa.Faltou discussão política, de estratégia,de enchergar nações mexendo peças no tabuleiro de xadrez da geo-política.Para isso é melhor ler o página 12.Só para lembrar,a crise na indústria vem desde os anos 80,é anterior ao tripé macro-econômico.E a copa do mundo é uma “invenção” do Lula e não da “senhora Rousef”.Felizmente existe o viomundo, que permite essa discussão toda, mesmo que às vezes a gente fique mais confuso do que esclarecido,que é um pouco como eu me sinto nessa questão de libra.Obrigado a todos por contribuirem com minhas dúvidas.

Responder

francisco pereira neto

21/10/2013 - 23h44

O Azenha publicou o currículo do Sauer, que é enorme, trabalhou no governo em diversos setores estratégicos e penso ser um profissional altamente qualificado.
Num outro post, tratando do mesmo assunto, um frequentador do blog, fez uma provocação de mau gosto ao Azenha que prontamente respondeu.
Em cima dessa provocação sem graça eu solicitei que o Azenha externasse a sua opinião sobre o assunto. Ponderou que não é especialista e que está aprendendo também com os comentários.
Assim como ele, acredito, eu com certeza continuo sem entender nada, apesar das posições de vários especialistas fazerem objeções sobre a realização do leilão, e o pior, do resultado.
Pincei na fala do entrevistado, um certo equívoco, que jamais poderia ter cometido, principalmente por ter trabalhado no governo. Diz ele que se o país gastou trinta bilhões para construir estádios, não pode alegar que a Petrobras não tenha recursos para investir nela. Pelo menos até onde sei esses trinta bi foram o gasto total que envolvem também todo o complexo de infraestrutura de mobilidade urbana.
Pareceu-me uma certa mágoa com o atual governo, o que não prejudica sua opinião, se ele estiver com a razão. Mas jamais poderia cometer esse deslize por conta de todos os seus atributos.
Resumindo: continuo sem saber que está com a razão, continuo na estaca zero.

Responder

    francisco.latorre

    22/10/2013 - 08h10

    cartas na mesa.

    melhor assim.. não é?..

    ..

    francisco pereira neto

    22/10/2013 - 13h03

    Bem, sim ou não?

Sérgio Luis

21/10/2013 - 23h41

Entendo que o resultado do leilão foi bom para o país, dentro das circunstâncias! Quem não gostaria que a Petrobras explorasse o campo sozinha? Só os liberais que não! Mas, é um investimento colossal que precisa ser feito e a Petrobras tem outros investimentos importantes como as refinarias que estão sendo construídas para refinar parte desse petróleo. Quem diz que isso é uma privatização não entende nada de administração pública ou economia! O regime de partilha devido à falta de capacidade econômica da Petrobras é o melhor modelo, pois garante à União um lucro maior do que a simples concessão!

Responder

fernando souto

21/10/2013 - 23h23

Azenha, se vc puder dá uma olhada nisso aqui. É o relatório da BP que faz o acompanhamento das fontes de energia no mundo.

http://www.bp.com/content/dam/bp/pdf/statistical-review/statistical_review_of_world_energy_2013.pdf

A página 12 confronta produção versus consumo de petróleo por regiões no mundo (páginas 8 a 11 tem as tabelas das planilhas). Lá dá pra ver que Asia Pacific (a ásia sem a Russia), e Estados Unidos são claramente deficitários (consomem mais do que produzem) e grandes consumidores. No caso da Europa, tem de se descontar a Russia (que tem uma fração alta na produção e baixa no consumo), para perceber que a Europa está na mesma situação de EUA e China.

É isso que determina o resultado de hoje. Os 60% que estão no leilão querem (enquanto países) que o preço caia em quem lhes forneça. E pra completar o quadro, na página 16, as participações dos países nas refinarias – o que diferencia quem ganha com óleo bruto e quem ganha transformando ele.

ps1: não custa falar, mas a Rússia tem coordenado sua produção com a OPEP pra manutenção de preços. E toda a cadeia da produção de plásticos está na sequência da produção do petróleo.

Responder

Virgilio de Souza

21/10/2013 - 23h19

Li esta matéria publicada no Blog Tijolaço, assinada por Fernando brito que achei interessante
Segundo Brito,
O Jornal argentino Pag 12, trouxe uma matéria assinada por Dario Pignotti,sobre toda essa polêmica.

A matéria diz que no dia seguinte ao Leilão, o noticiário eletrônico do Wall Street Journal e do Financial Times terão um dia agitado com as notícias sobre o leilão de Libra.

“Mas, debaixo das notícias em tempo real que nos sufocarão nesta segunda-feira, à base de índices de ações e de corretores com seus pontos de vista de curto prazo , encontra-se uma história se passou nos últimos anos , cujo recordar ajuda entender o que está em jogo : um rearranjo de forças na geopolítica do petróleo”.

E qual é a história que Pignotti narra?

Conta que, em julho de 2008, Celso Amorim, nosso ministro das Relações Exteriores, recebeu um telefonema da chefe do Departamento de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, pedindo que fosse recebida sem preocupações a notícia da reativação da Quarta Frota e sua passagem pelo Atlântico Sul. Fazia poucos meses da descoberta, em 2007, de grandes reservas de petróleo nas bacias de Campos e Santos, localizadas nas costas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“Nem o chanceler Amorim, nem seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acreditaram na retórica suave do George W. Bush. Muito pelo contrário , houve alarme no Palácio do Planalto. Lula , Amorim e a então ministra Dilma Rousseff , que estava emergindo como um candidata presidencial, perceberam que a passagem da Marinha os EUA pela costa carioca seria uma demonstração de poderio militar sobre os mais de 50 bilhões de barris de óleo de boa qualidade guardados a mais de cinco mil metros de profundidade, numa área geológica conhecida como pré- sal”.

Além de ir aos fóruns internacionais, diz o jornal argentino, era pouco o que o Brasil poderia fazer para, de imediato, ”enfrentar a supremacia militar dos Estados Unidos e sua decisão que a Quarta Frota , o braço armado das petroleiras de Exxon e Chevron , apontasse sua proa para o Sul.”

“Lula e sua conselheira para Energia, Dilma , foram confrontados com um dilema: ou adotar uma saída mexicana – como o atual presidente Enrique Peña Nieto , que mostrou uma vontade de privatizar a Pemex , embora o termo usado seja “modernização” – ou injetar dinheiro para fortalecer a mística nacionalista Petrobras, para tê-la como vetor de uma estratégia para salvaguardar a soberania energética. Finalmente, o governo do Partido dos Trabalhadores ( PT) escolheu o segundo caminho e implementado um conjunto de medidas abrangentes”.

Quais?

“Capitalizou Petrobras para reverter o esvaziamento econômico herdado de (…)Fernando Henrique Cardoso e conseguiu aprovar, no final de 2010 una lei de petróleo “estatizante e intervencionista”,segundo a interpretação dada por políticos neoliberais e o lobby britânico-estadounidense, opinião amplificada por las empresas de noticias locais”.

Além disso, prossegue o Pagina 12, reativou os planos de construção, com os franceses, de um submarino nuclear (“que avançou menos que o previsto”) e pleiteou nas organizações internacionais a extensão da plataforma offshore , a fim de que não se dispute a posse das bacias de petróleo, “além de promover a criação do Conselho de Defesa da Unasul , apoiado pela Argentina e Venezuela e sob a indiferença da Colômbia”. Firmou, também, contratos de financiamento com a China para a Petrobras.

Diz o jornal que, enquanto isso era feito, a National Security Agency americana “roubava informações estratégicas do Ministério de Minas e Energia e diplomatas (dos EUA) em Brasília enviavam telegramas secretos a Washington classificando o chanceler Amorim como diplomata “antiamericano”.

Garante o Pagina 12 que até três meses atrás,surgiram as primeiras notícias das manobras da NSA , a presidente queria evitar a ” radicalização ” da situação , “porque eu acreditava em uma reconciliação com os Estados Unidos, onde ele planejou viajar para uma visita oficial em 23 de outubro” . Mas a posição de Dilma “tornou-se irredutível em setembro ao saber que os espiões haviam violado as comunicações da Petrobras”.

Apenas transcrevo o final da reportagem:

“A decisão de suspender a visita a Washington, apesar de Barack Obama ter renovado pessoalmente seu convite, não não deve ser entendida como um simples gesto , porque suas consequências afetaram decisões vitais.

O fato e não haver petroleiras norte-americana amanhã, no leilão do megacampo de Libra e sim de três poderosas companhias chinesas , dos quais dois são estatais, indica que a colisão diplomática teve um impacto prático.

Fontes próximas ao governo terem deixado conhecer a formação de um consórcio entre a Petrobras e alguma empresa chinesa, revela que a geopolítica petroleira de Brasília se inclina em direção a Pequim, que é também o seu maior parceiro comercial.

E se isso não fosse o suficiente para descrever a distância estratégica entre o Planalto e a Casa Branca, na semana passada indigesto ( para Washington ), ministro Celso Amorim, agora no comando da Defesa, iniciou conversações com a Rússia para discutir a compra de caças Sukhoi.

Foi apenas uma sondagem , mas se essa compra é formalizada será um revés considerável para a corporação militar – industrial dos EUA imaginado vender caças SuperHornet ao Brasil, durante a visita que Dilma não vai fazer.”

Que povo imaginativo, o argentino, não é?
Por: Fernando Brito

Responder

Guanabara

21/10/2013 - 23h17

Vamos lá. Pelo que entendi, o resumo da ópera era:

– ou o leilão era feito e, com isso, faria-se uma produção maior em menor tempo (mais atores financiando a produção), por consequência, fica devida uma remuneração a esses atores. Lado positivo: o governo recebe um valor alto de recursos financeiros rapidamente e, iniciando uma produção em alta escala, gera mais empregos e movimenta a economia. Lado negativo: com produção elevada, diminui o preço do óleo vendido, gerando menos caixa;

– ou a petrobras ficaria com 100% do campo, sendo responsável por tudo, sem parceiros. Teria menos dinheiro em caixa inicialmente, começando uma produção em menor escala. No curto prazo, menor volume de retorno em caixa, porém, no longo prazo…

Posto isso, minha conclusão é a seguinte: ESPERO, repito, ESPERO que tenham sido feitas MUITAS SIMULAÇÕES de diferentes cenários, com projeções sobre preços do petróleo, demanda de insumos, geração de empregos, elevação de salários, tempo de resposta em melhorias na qualidade de vida do povo brasileiro, enfim, o famoso CUSTO X BENEFÍCIO.

Sinceramente, acredito que NENHUM comentarista tenha tido acesso a esses dados (que, mais uma vez, digo, ESPERO que tenham sido analisados dessa forma), e que somente o alta escalão do governo e da petrobras tenham trabalhado essas informações em prol do povo Brasileiro.

Como eu digo, não adianta. Chega um momento em que temos que “ter fé”. Mais uma vez, ESPERO que Dilma tenha tomado a melhor decisão para o país.

Agora, minha leiga visão não gostou de ver 40% com ingleses, holandeses e franceses. O desequilíbrio ainda é grande, e vão faturar MUITO e muito facilmente. 20% em mãos chinesas, na minha leiga opinião, também não é estatiscamente relevante diante das proporções das cifras e consumo de cada país que entrou no bolo.

E, infelizmente, acho a comparação com o caso CVRD pertinente, devido aos ELEVADÍSSIMOS VALORES que terão de retorno gente que só vai emprestar dinheiro. Já que esses valores são tão elevados, são estratégicos, e devem ficar estritamente sob controle nacional.

Alea jacta est.

PS: a presença do exército foi patética, digna de uma ditadura. Simbolicamente, serviu para mostrar que o exército se faz presente em momentos de doação do patrimônio nacional, quando deveria ser o contrário. Houve, sim, um objetivo de intimidação a quem fosse contra e quisesse protestar. Se é pra conter vandalismos, que se use a PM, mesmo assim com ressalvas, devido ao total despreparo de seu pessoal para lidar com Democracia, sejam praças ou oficiais. Sinceramente, parecem formados pela Escola das Américas (remember June, 2013!). As Forças Armadas existem para defender a soberania nacional, e não para entrega-la (e, não se esqueçam, também são pagos com dinheiro de nosso imposto, que vem do NOSSO trabalho, e não do deles). E, também nesse caso, lembrou a doação da CVRD pelo FHC. Sad, but true.

Responder

    Guanabara

    22/10/2013 - 00h36

    Fiz questão de assistir ao PIG agora a noite. Em suma, o leilão incomodou. Ponto pra Dilma.

    Ricardo

    22/10/2013 - 12h28

    Guanabara,

    Achei seu comentário muitíssimo pertinente, sobretudo quanto ao exercito. Sua presença ressalva o tom de entreguismo.

Marcelo Lucas

21/10/2013 - 23h02

Quem vê esse sr. dizer o que diz, só pode estar ruim de memória.
Não há nada pior nesse mundo do que o ódio, seguida da incompetência e falta de memória.
Só hoje o Brasil ganhou 15 bilhões de reais.
Em todo esse processo licitatório, sem a metade da grana da Petrobrás NADA EXISTE!
Nem os quase 1 trilhão de reais para o Estado brasileiro, que irá ganhar em 30 anos.
Rapidinho!!!!
Em pouco mais de dois anos, serão 20 bilhões!
O que a direita, ou os malucos da “esquerda” querem?
GRANA! GRANA GORDA!
Os bobocas acham que a grana para um investimento de anos, muitos anos, vai aparecer na árvore da “sonhática Marina dos Bagres?
KKKKKKKKK

Responder

tiago carneiro

21/10/2013 - 22h59

Nossa FHC de saias comecou enfraquecendo a petrobrás, já preparando para essa.

Digo e repito: desafio QUALQUER um aqui a citar pontos do desgoverno em cima do muro que sejam de esquerda.

Dilma se, e somente se, FHC.

Responder

verus first

21/10/2013 - 22h58

MUITA CONVERSA QUANDO SE TRATA DE UMA ENERGIA “SUJA”, “POLUENTE” QUE ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS…
TEMOS ENERGIAS BARATAS E AMBIENTALMENTE MAIS LIMPAS PARA SEREM EXPLORADAS, INÚMERAS.
ALGUÉM ACHA QUE VAMOS CONTINUAR A POLUIR A ATMOSFERA LIVREMENTE, POR QUANTO TEMPO?
HA, QUASE ESQUECI, PORQUE EU DEVERIA FICAR CONTENTE SE O PREÇO DO PETRÓLEO VAI ABAIXAR (OFERTA/PROCURA)?
GOSTO MUITO DE PAGAR A GASOLINA NO PREÇO QUE ESTÁ… ADORO…

Responder

Fabio Passos

21/10/2013 - 22h41

Entrevista sensacional com Ildo Sauer.

O Brasil servindo de ariete para interesses ianques/chineses contrários aos de países produtores.
O governo assumiu o papel de colonia.
Vergou-se diante do capital internacional.

Responder

Bernardino

21/10/2013 - 22h33

PARABENS mais uma vez ao BLOG vIO MUNDO,tendo á frente Azenha,Conceiçao e tantos outros pela coragem de debater tao relevante tema:A privatizaçao PETISTA!!!

Acabei de ver e ouvir a Cinica,Cara de pau e prepotente DILMA ROUSSEF na TV

Dr Freud estava ao lado como asssitente psicanalista na tentativa de se explicar e se redimir pelo mal que fez a Naçao!!Inconscientemente é o Medo da derrota eleitoral que se avizinha, depois de tal crime lesa pátria.

Diz o ditado:A Covardia quando demais,vira bicho e come o COVARDE e neste caso recheada de mentiras e dados falsos na sua fala ao País.Com certeza sera um CATALISADOR de sua iminente derrota,nao sei pra quem!
FHC com toda CANALHICE é pinto perto dessa SENHORA.Quem é Dilma ? uma tocadora de projetos inacabado dentro do governo LULA que o impressionou e como semi analfabeto que era e nao querendo um candidato pra fazer-lhe sombra optou por uma mulher se sua confianaç e pau mandado do mesmo!
Tudo que vem sse passando tem anuencia do sr LULA,inclusive esse pronunciamento de hoje na tentativa de salvar a pele e ficar bem na fita

Votei nos petralhas tres eleiçoes e é chegada a Hora de tangê-los do poder para o Bem do PAÍS.Se trocamos seis por MEIA DUZIA,Melhor que VOLTE O SEIS pelos menos é mais AUTENTICO e jogou aberto!!

Responder

    Ana

    22/10/2013 - 15h10

    Isso! Pelo menos diversificam-se os bandidos…
    Estou sem acreditar em mais nada!!!!!!!!!

    Márcio Martins

    22/10/2013 - 23h21

    Estranho! Tenho a ligeira impressão de ter lido certos comentários deste teor no PIG! Pelo menos o VIOMUNDO é mais pluralista! Quanto ao Ildo Sauer, o que ele teria a dizer da PPSA, a estatal do Pré-sal, mero detalhe? Somente mais uma coisa: este senhor tem todo o direito de se achar o “maior” dos técnicos em petróleo, porém ele não é o único; agora politicamente, o que ele é? Qual a posição democrática que ele assume? Está com a Marina, com o Aécio, com o Dudu, ou com ele mesmo? Quem sabe até poderia ser candidato! Taí, nossos problemas acabaram, Ildo para Presidente!

José X.

21/10/2013 - 22h20

Azenha comete o mesmo erro que o Lula e a Dilma, quando escolheram o JB e o Fux: achar que “técnico” é neutro. Isso não existe.

E apesar da chacota do Azenha, pelo menos no caso do Ildo Sauer dá prá ver claramente que ele é um outro “ressentido” com o PT. Depois que foi demitido da Petrobrás passou a fazer crítica sistemática a tudo que vem do governo do PT.

Mesmo agora, pelo menos nesta pequena parte que o Viomundo publicou, sua opinião é tão superficial quanto a de quase todos os outros comentaristas. Ele pode ser uma sumidade técnica, mas isso aí que ele escreveu é bem medíocre.

No fim das contas, quem quiser mesmo provar alguma coisa vai ter que colocar na ponta do lápis. Vi pouca gente fazendo isso (no blog do Nassif um comentarista fez alguma coisa do tipo).

Estou tão confuso quanto a maioria das pessoas, mas não me parece de jeito nenhum que é esse absurdo que os profetas do apocalipse estão pregando. Considerando todos os aspectos, inclusive o político e o estratégico, acho que foi um bom negócio. Foi o melhor negócio do mundo ? Provavelmente não. Mas dentro das circuntâncias atuais acho que foi o possível.

Mais: pra todo esse pessoal que fica aí de mimimi, 2014 está aí…podem escolher, tem o Serra, o Aécio, o Dudu, a Marina, até o Feliciano está ameaçando se candidatar…Aproveitem a oportunidade pra tirar a entreguista Dilma lá do Planalto…

Responder

Carlos Arrikitown

21/10/2013 - 22h16

“Ninguém tem todo o dinheiro para bancar a exploração de Libra.”

Não precisava escrever mais nada Ildo. Obrigado.

Responder

Paulo Expedito

21/10/2013 - 22h15

O senhor Ildo Sauer em suas defesas iniciais dizia que primeiro deveria se mensurar com perfeicão os quantitativos de petróleo do campo de libra para depois vendê-lo, comparou-o a uma fazenda de gados, onde deve-se fazer a contagem dos bois antes de vender a fazenda.
Primeiro no processo de partilha a união continua dona dos bois, vai contando e vendendo, o lucro conseguido por isto é que vai ser dividido, o senhor Ildo procura confundir.
Suas comparações são grosseiras e ofendem o raciocínio do leitor.

Responder

Marco

21/10/2013 - 21h56

Parece que esse site virou uma sucursal da esquerda medieval pissolista e da direita envergonhada. Lamentável. Depois do Professor Sauer, Reinaldo Azevedo deve ser o próximo a ser convidado a “analisar” o leilão de Libra.
Já que estamos em uma democracia, por que não?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/10/2013 - 21h58

    Reinaldo Azevedo já se manifestou. A favor. abs

    Tiao Macalé

    21/10/2013 - 22h17

    Interessante é que o fulano é técnico, mas arvorasse a dar opinião política !!!

    Faça-me rir…

    Se a Petrobrás capita recursos com a União…vocês chamam de “contabilidade criativa”.

    Se o governo, através do BNDES financia empresas nacionais do ramo petrolífero….vocês chamam de “bolsa empresário”

    Se ela procura parceiros que colocarão dinheiro na exploração e claro, partilharam o bônus depois…vocês chamam de “Privatização”

    Qual é a de vocês ?!?

    Porque esse técnico com um curriculo do tamanho do Maracanã, não disse que o pré-sal é grande demais para ser explorado sozinho pela Petrobras ???

    Porque ele não disse que serão necessários mais de 20 plataformas de mais de 90 navios de grande porte ?

    A Petrobrás sozinha tem essa estrutura ?

    Sinceramente…a vontade do Viomundo de jogar contra o Brasil cresce a cada dia…

    Abra o olho Azenha…daqui uns dias não o distinguirei do Tio Rei, tal o despautério escrito nessa páginas…cuidado com as idéias radicais do pessoal do PSTU e do PSOAL.

    Lindivaldo

    21/10/2013 - 22h34

    Sinceramente, comparar o leilão de hoje com a “entrega” da Vale do Rio Doce, na gestão de FHC é, no mínimo, um insulto à inteligência, um exercício de má fé…
    Não faltou o registro da filiação partidária no currículo?

    tiago carneiro

    21/10/2013 - 22h56

    Agora ninguém pode ter opinião ou mostrar algo contrário??

    Vá lá para o Tijolaço ou para o blog tucano do PHA, aquele que comemora TODO e qualquer ato de submissão e entrega da nossa FHC de saias, Dilma em cima do muro.

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 01h13

    Sim, fiz campanha para o Russomano! Teleguiado pelo bispo Macedo!!!

Fred

21/10/2013 - 21h54

Sauer:

“As empresas Shell e Total vão ao mercado financeiro obter os recursos depois da certificação do petróleo existente em Libra, num papel que ele definiu como de “office-boy” da Petrobras.

De fato, a Petrobras fará o trabalho pesado — tem tecnologia e conhecimento para isso. As parceiras terão, lá na frente, um lucro desproporcional ao investimento feito agora.”
——————————–
Oras! Más esta é justamente uma das melhores partes deste modelo de negócios!

Ou alguém pensa que a Petrobrás não sera’remunerada, pelas empresas que participam de Libra, por seus serviços de extração do petróleo lá do fundo do pré-sal?

Serão centenas de bilhões de dólares vindos do exterior para pagar por serviços e produtos “made in Brasil”, gerando empregos diretos e indiretos, estimulando a indústria do petróleo, navios , plataformas , sondas, etc… que terão de ter, por obrigação contratual, índices de pelo menos 50% de nacionalização, chegando a até 59%…

Paradoxalmente, o bom do pré-sal é que ele é de díficil extração…

Exigindo pesados investimentos em equipamentos de alta tecnologia, equipamentos estes que serão produzidos em boa parte aqui no Brasil fomentando um importante setor industrial com uma demanda por seus produtos continua e previsível por um bom tempo, condições “sine qua non” para o desenvolvimento industrial sustentado
de longo prazo.

E tudo isto com o dinheiro das empresas (Petrobrás incluida) que vão explorar o pré-sal!

Responder

    Fred

    21/10/2013 - 22h32

    Além dos investimentos na industria nacional, pra atender a demanda do pré-sal, já estão em fase adiantada de construção 3 refinarias de petróleo, que que acrescentarão valor ao petróleo bruto…

    Na verdade, o modelo de negócios adotado para o pré-sal é justamente o oposto do que Sauer afirma quando diz que:

    “Brasil repete ciclo da borracha, do café…”

    Existem deficiências? Claro que sim, o indíce de nacionalização dos equipamentos poderia ser maior, algo entre 60% e 70%, por exemplo… Más provavelmente, no momento o Brasil não tenha indústria capaz de suprir esta demanda.

    Quem sabe daqui a dez anos, com a indústria petrólifera mais desenvolvida pelas demandas de Libra e pré-sal em geral, a industria nacional seja capaz de abocanhar 70 ou 75% da demanda por equipamentos e serviços, em novos contratos…

    Tudo dependerá da continuidade de uma política de estado que use o petróleo como alavanca para o desenvolviento da indústria nacional, a melhor forma de escapar da “doença holandesa”.

    Como já disse acima : “FELIZMENTE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É DE DIFICIL EXTRAÇÃO!” E ainda bem que dá muito trabalho extrai-lo…

    guilherme

    21/10/2013 - 23h19

    Isto se nao fizerem as plataformas em Cingapura.

    Luís Carlos

    22/10/2013 - 07h59

    O FHC fazia plataformas lá.

emerson57

21/10/2013 - 21h50

quer outra opinião?
saia do circuito tradicional e assista os telejornais da TELESUR.
mas, isso é coisa de comunista,vão dizer.
paciência, recomendo.

Responder

julia

21/10/2013 - 21h39

e esqueci ainda com a comparação dele com a vale. Viram os números do FHC para VENDER Libra? parece piada…

Responder

CarmenLya

21/10/2013 - 21h30

Calma, companheiros…logo, logo o Partido dos “Trabalhadores” vai abrir o saco de bondades para vocês. Será aprovada a possibilidade de terceirização em todos os níveis e jogada uma pá de cal na péssima legislação trabalhista da “era Vargas”. Será o pleno emprego…verdade que com salários aviltantes, mas enfim, o governo não pode tudo, né?????
Claro que teremos aqui os especialistas comentando sobre a enorme vantagem de um mercado de trabalho desregulado, como é importante um “feitor” para cuidar dos “males” das relações trabalhistas, deixando para as grandes empresas apenas a preocupação com seus lucros.
Sei que o assunto não tem relação…mas apenas um lembrete da divisão que se faz no país.

Responder

Norberto

21/10/2013 - 21h28

Percebi que o sr. Sauer tem uma posição política que se confunde com a seus argumentos técnicos. Quando perguntado sobre a fatia do Brasil se enrolou bem pra chegar aos 60%, pois, realmente, não se sabe se será isso mesmo ou mais. Acredito que o governo fez bem em apostar na exploração imediata, pois não se sabe que poderá ocorrer daqui a duas décadas. Também senti falta de saber quanto realmente desses bilhões ficarão no mercado brasileiro, pois, ao que parece, será investido muito pra viabilizar a produção e isso gerará muitos postos de trabalho e isso irá movimento nosso mercado interno. Isso o sr. Sauer não mencionou.

Responder

Fabio Passos

21/10/2013 - 21h24

Hoje é um dia muito triste para quem acredita e luta por um Brasil soberano e desenvolvido.

4 mega-corporações transnacionais vão abocanhar parte da riqueza que deveria ser integralmente utilizada no resgate social da maioria carente.

Dilma se ajoelhou diante do capital internacional.
Fez o oposto do que prometeu em campanha.

Responder

    Melina

    22/10/2013 - 01h08

    Concordo com você Fabio Passos. Decepcionante a atitude desse governo petista, em quem depositei todas as minhas esperanças desde 1989. 2014 está na porta…

    Geraldo Galvão

    22/10/2013 - 14h01

    As opções estão postas: Aecio, Dudu traíra e Feliciano. Fique à vontade pra escolher!

Mateus

21/10/2013 - 21h06

Tenho muitas dúvidas ainda em relação aos dois lados. Mas acho que os estão criticando o leilão,
demoram muito para agir no acirramento da discussão e em espalhar as noticias. Até porque esse leilão já estava programa faz tempo.

Responder

    Hoje é um dia muito triste para quem acredita e luta por um Brasil soberano e desenvolvido. 4 mega-corporações transnacionais vão abocanhar parte da riqueza que deveria ser integralmente utilizada no resgate social da maioria carente. Dilma se ajoelho

    21/10/2013 - 21h32

    Na verdade o debate foi bloqueado.

    Governo Dilma e o PiG jogaram pesado e unidos para sufocar opiniões e mobilizações contrárias a roubalheira entreguista.

    O capital não se submete a vontade popular.

    guilherme

    21/10/2013 - 23h21

    Concordo.

    julia

    21/10/2013 - 21h38

    Comparar com a “doação”da Vale realmente já dá um descrédito absurdo. Nós ficaremos com 76%. Eu acho muita arrogância fazer esta afirmação em relação a IV Frota. A questão não é só preço é soberania. A entrada da China, apesar de menos do que se esperava, dá um certo equilíbrio. No final foi uma parceria mais “careta” do que se esperava. Ser contra só se fosse pelo medo ecológico… Mas isso é impossível de conter.

    Mateus

    21/10/2013 - 21h43

    Concordo com você.

    Gabriel

    22/10/2013 - 00h45

    76%? De onde você tirou esse percentagem?

José Neto

21/10/2013 - 20h59

Emitir opiniões sobre Libra é permitido e democrático, pena que para ter o poder de decidir é necessário passar pelo voto popular, mas gostaria de ver os catedráticos, técnicos se pudessem tomar decisões, o que fariam, não pelo simples fatos de serem contra, mas com visão estratégica de futuro e levando em consideraçāo os fatores sociais e expctativas de finannciamento da eduçāo e saúde. Vejo que o pré-sal é como uma herança que tem que ser repartida entre familiares que estāo envelhecidos e doentes sem herdeiros diretos, que preferem continuar briando

e doentes e sem herdeiros diretos

Responder

michel

21/10/2013 - 20h58

em minha singela opinião, o nível das matérias do blog, quanda tratando desse assunto, caiu muito.

quer dizer que se eu colocar a linda e longa biografia do FHC aqui o seu governo (dele) passa de medíocre e entreguista para excelente?

difícil né…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/10/2013 - 21h03

    Não, né Michel! O currículo mostra que Sauer está capacitado para OPINAR sobre petróleo. Tanto que é uma referência do setor, independentemente de vc gostar ou não dele. Aliás, foi do governo Lula!

    michel

    21/10/2013 - 21h15

    exatamente Azenha, uma opinião é apenas uma opinião e não necessariamente está correta.

    obrigado!

    Mateus

    21/10/2013 - 21h40

    Para mim um currículo desse o gabarita para falar como técnico. Não como político. Visto que a meu ver a decisão do leilão foi mais política do que técnica. Mas não política voltada apenas para nos. Mas sim para uma política global voltada principalmente em se contrapor aos EUA. Porque vejo a política dos EUA como a maior limitadora do desenvolvimento global. E se houver algo que bloqueie a política deles, o resto vem de tabela.

    Francisco Nogueira

    21/10/2013 - 21h42

    Sei não, realmente comentar sobre o ‘jogo’ mas não ser o técnico é uma situação bem mais fácil e principalmente cômodo. Tanto o governo anterior como o atual tomaram suas decisões em seus devidos momentos tendo seus objetivos, mas acredito nas premissas do atual. Ainda tenho dúvidas sobre muitas coisas. Por tê-las, e por ser ignorante no assunto, devo seguir aqueles que em outros assuntos combinam mais com aquilo que penso. Assim, creio que o Fernando Brito é quem está mais perto da razão e fico com suas análises. O PHA da mesma forma vai neste mesmo sentido. Senti a falta de sua opinião que, me aparenta, não foi externada e, se foi, não ficou ainda clara.

    Silas

    21/10/2013 - 22h56

    Azenha se o leilão e tão bom para as Empresas e ruim pro Brasil, porque as grandes do mercado não se interessaram pelo leilão? Não aceitaram uma doação dessas, talvez por ser pouca coisa…

    Julio Silveira

    22/10/2013 - 08h25

    Sabe Azenha, depois de analisar, observar as opiniões que são dadas aqui por esquerdistas, será que são? mas vamos seguindo, quero dizer, ver os adesistas do governo, virem desrespeitam a inteligência alheia, acreditando no direito a exclusividade ao direito de opinar politicamente, tentando subtrair do cidadão Ildo, que você trouxe, e como bem você mostrou, capacitado tecnicamente, o direito a opiniões tanto técnica como politicas, por que politica, como cidadão, ele tem tanto direito como a turma do amem e com ainda mais obrigação. Para mim fica claro o padrão democrático dessa gente, que no afã de ver seu lado da expressão fortalecido, e com os argumentos apenas de sua mesmice propagada pelo interesse evidente, demonstram pouco espirito democrático. Querendo negar até a mesmo capacitação do cidadão Ildo, fragilizar seu curriculum, utilizando as mesmas praticas adotadas pelos conservadores na hora de fragilizar critica, a desqualificação. Com essa turma não tem dialogo e é essa turma que está hoje no comando do país. Vejo de forma pungente a ignorância até na inexperiência técnica suprimindo tudo para se arvoarem em donos da verdade. Certamente o Brasil vai perder com essa turma, mais cedo ou mais tarde, por que só ouvem a sí mesmos e esse padrão eu já conheço, e no Brasil é antigo meu amigo.

    jose marcos

    22/10/2013 - 12h55

    Desculpe Azenha, ter sido do Governo Lula não é atestado de nada, pois o Nelson jobim também foi do governo Lula, só para citar um exemplo.

Gil

21/10/2013 - 20h55

Muitos tem uma visão ideológica, o que é um direito deles, diga-se de passagem, de que o monopólio estatal do petróleo deveria ser restabelecido, então acham que esta tudo errado, pondo defeitos em tudo que foi feito, e fosse lá qual fosse o resultado do leilão seriam contra por uma questão de princípio, e nesse caso percentuais e outros dados não vão convencer essas pessoas. Não é o meu caso, pois acho que se deve buscar um meio termo entre a estatização e a privatização, e me parece que foi este o caminho escolhido pelo governo.

Responder

francisco.latorre

21/10/2013 - 20h53

lógica. elementar.

tem muito mais petróleo no pré-sal.

foi um big negócio.

sobra grana pra prospectar.

e entra dinheiro.

ou isso é nada?..

..

petróleo. não é só petróleo.

a última palavra não é dos ‘especialistas’ em petróleo.

nem deve ser.

..

e eu não vi ‘tentativa de sufocar as opiniões contrárias’..

o que vi no viomundo foi um certo mal-estar. de vários comentaristas. com o viés. quase unilateral. [ o quase foi gentileza.

e ‘desespero’ eu vi com os partidários do ‘deixa pra depois’.

..

foi um grande negócio.

e não é só o blog do planalto que vai nessa. não é?..

se você procurar.. aqui mesmo no viomundo tem argumentos melhores do que os ‘alguns argumentos’.

o bode é exatamente esse.

os ‘alguns argumentos’ destacados. parecem selecionados da mesma forma que os artigos.

ninguém disse nada pertinente a favor do leilão?..

..

desculpa. mas viés forçado foi o viomundo.

e em um ponto concordamos.. nada é tão simples assim.

..

ah. dizer que não houve debate..

como não houve debate?..

não houve adiamento. pra debater de novo. e de novo.

..

Responder

Marat

21/10/2013 - 20h47

Completando… alguém sabe me dizer se Ildo Sauer é filiado a algum partido político?

Responder

    Peter

    22/10/2013 - 01h25

    Azenha, você viu como muitos tucanos, reinaldetes, jabouretes e outros coxinhas estão infestando o seu blog? Se era isso que você queria, conseguiu.
    Está conseguindo também afastar muitos que te seguem há tempos, não por causa do debate, mas por tentar fazer prevalecer a sua posição contrária à partilha.
    Talvez Marina Silva venha postar aqui.

    Adeus!

    Luiz Carlos Azenha

    22/10/2013 - 04h04

    Peter, você nunca comentou antes no blog, nem sei mesmo se você é leitor ou se veio aqui apenas para fazer ameaças mimadas. Se não aguenta uma opinião divergente, aqui não é mesmo seu lugar. Tchau.

pierre

21/10/2013 - 20h47

Esse Senhor é uma bláblárina de calças.

Responder

Marat

21/10/2013 - 20h45

Olá amigos.
Bem, confesso que pouco li e pouco sei sobre o pré-sal e o leilão, a partilha ou seja lá qual for o termo…
A única coisa palpável que percebi até agora é que a tigrada dos Jardins-SP gostou… Ildo Sauer realmete tem currículo respeitável e merece ser ouvido. Gabrielli também se posicionou contra isso tudo… Se o pessoal da Veja disse que isso foi bom, para mim, então, terei certeza que foi péssimo. Prefiro aguardar mais um pouco e torcer (meu voto é apenas um…) pelo nosso Brasil longe das garras sujas do Tio Sam!

Responder

Marcelo Sant'Anna

21/10/2013 - 20h27

Azenha, cada vez mais gosto de seu blog e sou um orgulhoso assinante. O que gosto mais é quando a “porrada” estanca e eu aprendo mais sobre os temas mais diversos. Como estou gostando das discussões sobre o leilão de libra.
Muito obrigado.

Responder

J Souza

21/10/2013 - 20h25

Bem, o importante é que o governo embolsará os R$ 15 bilhões, incluindo R$ 6 bilhões da endividada Petrobrás, para distribuir entre os políticos aliados no ano pré-eleitoral e no ano da eleição.
Daqui a uns cinco anos, pelo menos, quando começar, se começar, a jorrar algum petróleo do campo de Libra, nós saberemos se a decisão do governo de privatizar o petróleo do campo de Libra foi certa ou não.

P.S.: Só quem diz que o petróleo de Libra não foi privatizado é quem acha que essas multinacionais vão devolver petróleo ao Brasil depois de 35 anos…

Responder

Emilio

21/10/2013 - 20h21

Ele mesmo estima que 60% “da produção de Libra”. Acho que ele quer dizer com isso 60% dos lucros. Somando os impostos que o consórcio pagará acho que isso vai para uns bons 70% dos lucros.

Mas mesmo tomando o número dele de 60% para o Brasil, acho que é bem diferente da privatização da Vale, pois não? Há um certo exagero…

Responder

    Emilio

    21/10/2013 - 20h23

    Ele mesmo estima que 60% “da produção de Libra” vai para o Brasil, quis dizer.

Liz Almeida

21/10/2013 - 20h20

Leio diariamente Azenha, Fernando Brito, PHA, Edu Guimarães, e estou me sentindo completamente confusa em relação a ter sido positivo ou não esse leilão.

Afinal, a Petrobras tinha como bancar sozinha a exploração de Libra?

Se o leilão foi algo tão ruim, qual o interesse do governo em prejudicar tanto o país, entregar um ‘bilhete premiado’, e ainda dar de bandeja pra oposição uma acusação pra eleição no próximo ano?

Queria conseguir chegar a uma opinião sobre esse leilão, mas tá difícil…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/10/2013 - 20h23

    Liz, pelo menos você nos trás uma boa notícia: a blogosfera é suficientemente plural para abrigar várias opiniões, ao contrário da mídia tradicional. O contraditório é essencial. E em nenhum lugar a qualidade dos comentaristas contribui tanto quanto na nossa blogosfera. Tenho me informado especialmente através dos comentários. Aqui no Viomundo, excelentes!

    Heitor

    21/10/2013 - 20h48

    Poxa Azenha, eu só não acredito que o que aconteceu hoje possa ser comparado à venda da Vale. Aí acho que houve exagero.

    Luiz Carlos Azenha

    21/10/2013 - 20h49

    Foi o entrevistado que disse. abs

    Cibele

    21/10/2013 - 21h08

    Duas.

    Marcelo

    22/10/2013 - 15h16

    Concordo com vc . Tentei me informar a respeito e não encontrei informações suficientes para formar uma opinião . Creio que a falta de informação disponível já seria motivo para que o leilão fosse adiado . Lendo as postagens aqui , fica claro que ninguém tem acesso a esses dados , todos os comentários se limitam a repetir partes de opiniões pessoais vinculadas na mídia , ou simplesmente ofendem sem fundamentar .Acho que esse debate que agora acontece deveria ter ocorrido bem antes, ao meu ver falhamos em não dar atenção devida a esse caso com antecedência . Agora certo ou errado ,Ines é morta .

desinformacaonao

21/10/2013 - 20h16

Que me desculpe o Prof. Ildo Sauer, ao dizer que o que foi feito hoje, compara-se ao que FHC fez com a Vale, é no mínimo, absurdo. O governo tem mesmo quanta participação nas atitudes que a Vale toma hoje em dia? Basta dizer que a Vale foi vendida, e não há possibilidade de ela retornar ao Estado depois de um determinado período. Se o governo quiser que a Vale restabeleça por exemplo a planta de trilhos aqui no Brasil para tocar o projeto de malha ferroviária, o governo consegue?

Responder

Maria Helena

21/10/2013 - 20h06

Quase ao final do discurso o sr. Sauer externa sua ojeriza ao governo do PT; sua posição política permeia a análise técnica. Fica dificil aceitar a isenção de suas palavras.

Responder

    emerson57

    21/10/2013 - 21h23

    o PT não participou da decisão.
    ai reside uma parte do problema.
    Dilma, Lobão(min. de fegace) Chambriard tomaram a frente e deram um “passa moleque” no PT e nos demais representantes do povo.
    a falta de diálogo e o uso da força dá a exata dimensão do que se transformou Dilma. Dilma sempre foi alto funcionário, acostumada com bons salários e a mandar. mas falta a coragem de Lula e de Chaves.
    conseguiu baixar os juros mas não foi adiante, pelo contrário, os dois dígitos estão ai à porta.
    o argumento de falta de dinheiro é …falácia. é só ver os números do bndes.
    (ainda não vi desmentida a hipótese que passou pela minha cabeça de que a quebra das empresas de Eike, OGX à frente foi tramada para que ele não atrapalhasse o leilão entreguista).
    na Dilma não voto mais.

Indio Tupi

21/10/2013 - 20h05

Aqui do Alto Xingu, os índios reproduzem a notícia, em tom otimista, divulgada pela Bloomberg sobre o resultado do leilão:

“”Petrobras-Led Group Wins Brazil’s Top Prospect; Shares Rally
By Peter Millard & Rodrigo Orihuela – Oct 21, 2013 4:56 PM GMT-0200

A group led by Petroleo Brasileiro SA (PETR3) won a license to develop Brazil’s biggest oil discovery under more favorable terms than analysts estimated. Shares in Petrobras, as the state-run producer is known, surged.

Petrobras and partners Royal Dutch Shell Plc (RDSA), Total SA (FP), Cnooc Ltd. (883) and China National Petroleum Corp., pledged to the government the minimum 41.65 percent of profit oil, or the barrels remaining after all costs are covered, to win the 35-year project in deep waters of the Atlantic Ocean. Bank of America Corp. said in an Oct. 14 report that profit oil of less than 50 percent would be seen as beneficial for Petrobras. The companies will pay a 15 billion-real ($6.9 billion) signing fee.

Libra is the first auction of subsea prospects known as pre-salt using a production-sharing model that makes Petrobras the operator of all new projects and requires it to own at least a 30 percent stake. Brazil increased its control of the oil industry under former President Luiz Inacio Lula da Silva after it announced in 2007 the discovery of at least 50 billion barrels trapped under a layer of salt two miles below the seabed.

“Given already negative sentiment toward the stock, we would expect a positive reaction for Petrobras’s stock as long as profit oil levels offered are not viewed as excessive and its stake does not go above 40 percent,” Bank of America analysts Frank McGann and Vicente Falanga Neto said in the report.

Petrobras, which will take a 40 percent stake in the concession, rose 5.1 percent, the most in two months, to 18.85 reais at 4:21 p.m. in Sao Paulo. The stock is down 15 percent in the past year compared with a 5 percent drop by Brazil’s benchmark equity index.

Offshore Platforms

Petrobras, the biggest producer in waters deeper than 1,000 feet, plans to double crude output by 2020 with most of the gains coming from the pre-salt that contains the biggest discoveries this century. Libra will require an investment of 400 billion reais over the 35-year concession, which will include 12 to 15 offshore platforms that will pump more than 1 million barrels a day when fully ramped up, according to the oil regulator.

The legislation calls for a new state company, Pre-Sal Petroleo SA, or PPSA, to represent the government with the power to veto decisions at pre-salt projects, including Libra.

Estimate Doubled

Brazil’s regulator ANP doubled reserve estimates at Libra to 8 billion to 12 billion barrels on May 23 after CGG Veritas, a geophysical services company, conducted a study of the first exploration well. ANP encountered a layer of oil 326 meters deep at the well and did imaging of the surrounding area. Lula, the first producing pre-salt field, has estimated reserves of about 6.5 billion barrels.

Petrobras was hired to drill two wells at Libra. The first was abandoned after problems with well construction.

Today’s auction result is “satisfactory,” although work is needed, including seismic studies, Andre Araujo, who heads The Hague-based Shell’s Brazilian operations, told reporters.

For Cnooc and CNPC, Libra represents a shift in strategy to one of drilling and developing new deposits, after years of buying into operating fields and more advanced exploration projects in Latin America.

While only one bid was received, the auction was successful and the government’s total take from the field, including taxes, will be about 80 percent, which is one of the highest rates in the world, Magda Chambriard, who heads the ANP, told reporters.

Total’s relationship with Shell and Petrobras meant forming the group was “easy” for what was always a strategic asset for the Paris-based company, country manager Denis Paullat said. “It’s hard to imagine a team with more expertise than this,” he said.””

To contact the reporters on this story: Peter Millard in Rio de Janeiro at [email protected]; Rodrigo Orihuela in Rio de Janeiro at [email protected]

To contact the editor responsible for this story: James Attwood at [email protected]

Responder

Francisco

21/10/2013 - 20h05

Ótimo.

A proposta dele é…?

Ela é 100% satisfatória? Para todos?

Para sempre?

Outra: se o PT esta fazendo esse “desatre” “privatista”, ou esta fazendo por convicção ou por propina.

Ou um, ou outro.

Por convicção não é (trata-se de um partido que argumenta ser de esquerda, certo?).

Então, se o Sauer acredita que tem alguém recebendo propina é o caso de denunciar à PF.

A PF investiga, detecta quem ficou bilionário da semana passada para essa e entrega para o Joca (Joaquim Barbosa, para os intimos).

Deve fazer isso o quanto antes.

Ou admitir que TALVEZ o governa tenha motivos para atuar do jeito que esta atuando…

Responder

Filipe

21/10/2013 - 19h52

Esse pessoal do PSOL tem que voltar ao primário.

Responder

rui

21/10/2013 - 19h51

O grande problema do PT sempre foi esse, o fogo amigo. Confesso militante do partido, ao invés de procurar ajudar, atira para todo lado querendo dizer que é a única verdade. É uma pena.

Responder

claudio

21/10/2013 - 19h49

Com todo respeito sr.Sauer, seus números estão equivocados. O consórcio só não alcançou os 80%, por conta do lance mínimo, mas alcançou expressivos 75,73%. Quanto ao Azenha, vou parar de entrar no seu blog!

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/10/2013 - 19h53

    Obrigado por ilustrar tão bem o que escrevi no texto.

    Filipe

    21/10/2013 - 19h57

    Eu queria ver essa mesma garra contra as concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias.

    Dilma deveria criar o modelo de partilha na Infraero.

    Dilma deveria criar uma empresa 100% pública para planejar, construir, transportar e administrar nossas ferrovias.

Narr

21/10/2013 - 19h46

Na juventude, Mussolini foi do partido socialista. Uma parte da esquerda pode concluir, sem medo, que hoje os governos do PT são o principal inimigo da classe trabalhadora.

Responder

    André Dantas

    21/10/2013 - 20h45

    Isso eu já conclui faz tempo. Não diria que é o pior inimigo, mas é o mais danoso, pois usa um disfarce que engana muita gente.

    José X.

    21/10/2013 - 21h51

    Serra ta aí à disposição, nas próximas eleições você já sabe em quem votar.

    M D

    22/10/2013 - 13h09

    É mais fácil falar isso do que reconhecer que está mal informado.

    Dá uma olhada em todos os índices sociais e econômicos.

    rafael

    21/10/2013 - 23h42

    Eu também acho. Tanto que constato que em todos estes anos os reajustes de salários foram sempre acima da inflação e também é o menor índice de desemprego de nossa história. São fatos que mostram por que vc acha que é um governo contra os trabalhadores: você na verdade é contra a melhoria de vida e trabalho dos brasileiros.

Luís Carlos

21/10/2013 - 19h44

O currículo dele o qualifica sim a ser ouvido e a ele opinar sobre, mas de forma alguma a impedir que outras pessoas discordem dele. Por exemplo, dizer que “houve entreguismo equivalente e venda da Vale do Rio Doce”. Quanto da Vale do Rio Doce ficou em mãos públicas? Foi uma parceria ou venda, pura e simplesmente? A Petrobrás foi vendida? A Petrobrás não terá papel algum no pré-sal? A Vale deixou “royalts” para políticas públicas como educação e saúde? Quanto e qual estrutura será necessåria para retirar o petróleo das profundezas do pré-sal e quem tem tecnologia para isso se não a Petrobrás? A Petrobrás , que seria vendida por FHC, vai desenvolver essa tecnologia e plataformas para o pré-sal e não terá ganhos com isso? Quanto lucrará?
Argumentos como esse apresentado pelo Dr. Sauer tem que ser discutidos, e não precisamos ter o currículo dele na área para isso.

Responder

Indio Tupi

21/10/2013 - 19h44

Aqui do Alto Xingu, os índios transcrevem, para o esclarecimento dos leitores, notícia divulgada pela BBC Brasil sobre o novo modelo de exploração de petróleo no Brasil, usado hoje no leilão de Libra.

“”Cinco pontos explicam novo modelo exploratório do pré-sal
Atualizado em 21 de outubro, 2013 – 16:15 (Brasília) 18:15 GMT

O leilão do campo de Libra foi o primeiro a ser realizado sob vigência do novo marco regulatório para a exploração petrolífera no Brasil.

Saiu vencedor o consórcio formado pela francesa Total, pela americana Shell, pelas chinesas CNPB e CNOOC, e pela Petrobrás, após um leilão marcado por protestos.
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Aprovado em 2010 para o desenvolvimento das reservas do pré-sal, o novo modelo substituiu o regime de concessões pelo regime de produção partilhada.

O modelo garante uma participação ampla da Petrobras e de entes estatais na exploração dos poços, ainda que em parceria com empresas privadas.

Abaixo, a BBC explica em 5 pontos o que mudou com tal modelo:
1) Propriedade do petróleo

Uma diferença básica entre o regime de concessões e o de produção partilhada é que, no primeiro, as petrolíferas são donas do petróleo produzido, enquanto que no segundo o petróleo é da União.
2) Remuneração das empresas

Como consequência da diferença acima, no modelo de concessões, as empresas privadas remuneram o Estado pelo “direito” de extrair petróleo por meio de royalties, impostos e de um bônus de assinatura (pagamento feito de imediato ao assinar o contrato).

Já no novo modelo além de o Estado receber os royalties, impostos e bônus de assinatura, também “recebe” das empresas o petróleo extraído das reservas em questão.

Na prática, as petrolíferas privadas são “remuneradas” pelo Estado por seus investimentos com parte da produção.

No caso de Libra, por exemplo, o edital do leilão estabelece que a União ficará com um mínimo de 41,65% do chamado “lucro-óleo” – o petróleo produzido depois de descontados os custos de produção.

No leilão, o bônus de assinatura é fixo (R$ 15 bilhões) e a petrolífera vencedora será a que se dispuser a abrir mão de uma fatia maior desse lucro-óleo em favor da União.

Já em um leilão de concessão em geral vence quem oferece o maior bônus de assinatura ou mais royalties ao Estado.
3) Participação da Petrobras

No modelo adotado pelo Brasil em 2010, a Petrobras tem uma parcela mínima de 30% em todos os projetos do pré-sal e só os outros 70% é que vão a leilão.

A estatal também pode se juntar a um dos consórcios competindo por esses 70% para aumentar sua parcela nos projetos.

Além disso, ela é a “operadora” dos campos, ou seja, é responsável pela administração e decisões estratégicas, o que lhe dá controle sobre todo o processo de produção – desde a tecnologia que será utilizada até o ritmo de exploração.

Em um regime de concessão, as operadoras seriam as empresas privadas.

“Na prática, no novo modelo as empresas estrangeiras são quase que simples financiadoras dos projetos”, acredita Carlos Assis, especialista em gás e petróleo da consultoria EY.
4) Estatal do pré-sal

No novo modelo, também será criada uma estatal para supervisionar a exploração do petróleo do pré-sal – a chamada Pré-sal Petróleo SA, ou PPSA.

A empresa seria instalada a princípio em uma sala da Agência Nacional do Petróleo (ANP), segundo o jornal Valor Econômico, mas poderia chegar a ter 180 funcionários.

Não está claro até que ponto a PPSA interferirá nos projetos e como se relacionará com as empresas.

A ideia, porém, é que tenha poder de veto sobre decisões estratégias – o que, para analistas como Assis e Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, amplia as incertezas dos investidores privados.
5) Conteúdo nacional

No novo modelo também foram incluídos requerimentos sobre o conteúdo nacional dos projetos.

O percentual mínimo de componentes brasileiros usados na operação tem de ser de 37% na fase de exploração, 55% na fase de desenvolvimento até 2021 e 59% depois desse ano.

Segundo analistas, há dúvidas sobre a capacidade da indústria nacional conseguir suprir as necessidades de bens e serviços de alto valor agregado dos projetos nesses prazos.””

Responder

    Luís Carlos

    21/10/2013 - 20h37

    Quem dera os “brancos” fossem tão bem informados quanto os índios da tua tribo.

    anac

    21/10/2013 - 21h10

    Não dá para dar credito a alguém que compara o leilão com o crime de lesa pátria que foi a privataria da Vale. Esse Ildo Sauer esta de brincadeira. É mais um da turma da blablarina.

    José Roberto Reis

    21/10/2013 - 21h23

    Explicação convincente! Não entendo muito do assunto e estava bem inseguro com a saraivada de críticas de pessoas que eu respeito (como o próprio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás), mas a afirmação do Ildo Sauer comparando o leilão de Libra e o modelo de partilha a uma entrega semelhante à privatização da Vale do Rio Doce é evidentemente um exagero e com suas explicações me convenço ainda mais disso. Valeu Índio.

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    21/10/2013 - 22h24

    Esse Ildo, é mais um da tchurma da Tucarina, que engloba, os esquerdistas
    ressentidos, eco-chatistas, verdistas sustentaveis, terceiras vias, pas
    tores reacionarios e a direita raivosa,pronto,falei !!!!!

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